8 de outubro de 2020

Lição 02: Os efeitos da salvação na plenitude humana: Vídeos - aulas, Slides, Betel: Adultos

  
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Salmos 51
1. Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
2. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado.
10. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.
11. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.
12. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.
17. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.





Texto Áureo
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5.17.



Verdade Aplicada
Quando o homem recebe a Jesus Cristo como seu Salvador, ele inicia a caminhada de restauração em todo o seu ser.



Objetivos da Lição
- Expor a origem e a natureza da salvação.
- Mostrar os resultados da justificação.
- Ensinar acerca da bênção da santificação.

Hinos Sugeridos
Harpa Cristã: 68


Harpa Cristã: 277




Harpa Cristã: 430



Introdução
Nesta lição, será enfatizado o tema "salvação" e o reflexo das ações salvíficas do Senhor em todas as áreas da vida humana, destacando dois aspectos da salvação: justificação e santificação.
1. A grande salvação.
O termo "salvação" tem múltiplos sentidos na Bíblia. Podendo se referir a cura de doenças, preservação em momentos de perigo, entre outros. Em nosso contexto evangélico, geralmente a palavra é usada para se referir ao que Jesus Cristo fez em favor dos pecadores. É a libertação do pecado. Envolve regeneração, justificação, santificação, glorificação. O escritor aos Hebreus identifica como "uma tão grande salvação" [Hb 2.3].

1.1. A origem da salvação.
A salvação tem sua origem em Deus. Ele a planejou e executou por intermédio de Jesus Cristo. Deus é o autor da salvação [Lc 1.68-69; Rm 3.24; Tt 2.11]. A obra propiciatória de Jesus é a maior revelação do grande propósito de Deus no plano da redenção em salvar a humanidade. Foi nEle que todos os benefícios da salvação plena tiveram seu centro de expansão [Hb 2.3] A encarnação do Verbo e a propiciação feita por Jesus constituem a maior prova da boa vontade de Deus em redimir a alma do homem. Assim sendo, a origem da salvação está em Deus.
1.2. A natureza da salvação.
A natureza da salvação, conforme sugere o termo em foco, compreende todos os "atos e processos" que salientam todos os elementos da fé cristã. Estes "atos e processos" são vistos e desenvolvidos no plano da redenção da seguinte forma: Primeiro, salvação no passado, efetuada na justificação do pecador, tendo origem na graça de Deus [Rm 3.24].
Segundo, salvação no presente, essa efetuada na santificação diária na pessoa humana: e "somos transformados de glória em glória" [2 Co 3.18]. E no fundo: essa efetuará a glorificação dos salvos, a saber, a redenção do nosso corpo [Lc 21.28; Rm 8.23].

1.3. A eleição divina.
Dois textos bíblicos são bastante utilizados no estudo acerca deste tão distinto tema ao longo da história da Igreja: Efésios 1.4-6,11; 1 Pedro 1. 2.
Evidentemente que na presente lição aprofundaremos o tema.
Assim, vamos nos deter nos aspectos que auxiliarão no estudo do presente tópico - salvação:
1) A eleição se deu antes da criação do ser humano e antes do pecado;
2) Esta tão grande salvação não foi um plano de emergência, como se Deus tivesse sido surpreendido;
3) A eleição segundo a presciência - "propósito e conselho prévios de Deus na salvação" - segundo Strong;
4) A eleição é em Cristo, não pelo mérito humano; e,
5) César Moisés: "A soberania divina coexiste com o livre-arbítrio e qualquer tentativa de explicar como isso ocorre leva a equívocos e discussões desnecessárias".




EU APRENDI QUE:
A obra propiciatória de Jesus é a maior revelação do grande propósito de Deus no plano da redenção em salvar a humanidade.

2. Resultados abençoadores da justificação
Segundo Strong, "justificação", como descrito na Bíblia, é o ato divino de considerar como justo, declarar justa uma pessoa com base na obra de Cristo na cruz, absolvendo-o das consequências eternas do pecado. Assim o Senhor Deus considera e trata como justo todo aquele que crê em Jesus Cristo [Rm 3.21-24; 5.1; Ef 2.8]. No presente tópico nos deteremos em três bênçãos que resultam da justificação, as quais fazem diferença para um estado saudável da alma.

A justificação é o ato de Deus nos tornar justos mediante a obra de seu Filho, isso é feito, pois não poderíamos ter sidos considerado justo por meio de nossas próprias obras, desta forma somos salvos de Deus, isto é da ira de Deus ao passo que somos salvos também para Deus, isto é seu louvo e Glória.


2.1. Paz com Deus.
Justificados pela fé, temos paz com Deus [Rm 5.1]. Eis uma bênção que faz a diferença na vida de uma pessoa. Porém, é fundamental compreender que está sendo ressaltado aqui a paz que é resultado da justificação. Portanto, é diferente daquela buscada e oferecida pelo mundo [Jo 14.27]. É a paz como resultado da reconciliação com Deus. É consequência de ter recebido o favor divino. É a paz que está além do nosso entendimento; abençoa e guarda coração e mente (mente e sentimentos) - Fp 4.7. É a paz por sabermos que fomos perdoados, reconciliados, aceitos por Deus, não por nossos méritos ou justiça própria, mas por causa do sacrifício perfeito e satisfatório de Jesus Cristo na cruz [Rm 3.24-26].
2.2. Alegria produzida pelo Espírito Santo.
Nos gloriamos" [Rm 5.2], não no sentido de orgulho humano como indicado em Romanos 4.2, mas a alegria que se fundamenta no Senhor [2 Co 10.17; Fp 3.3]. Um dos sentidos do termo em grego é "desfrutar o contentamento"; "contentamento de coração"; "boa disposição". O texto em Romanos 5 relata que aquele que foi justificado desfruta de alegria na esperança [Rm 5.2]; nas tribulações [Rm 5.3 - a aflição tem seu aspecto positivo na medida que contribui na resistência e na formação de um caráter perseverante e constante]; "em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo" [Rm 5.11 - pelo que Ele é - "minha grande alegria" - Sl 43.4 - e pelo que fez - efetuou nossa reconciliação com Ele] A bênção da alegria influencia positivamente como enfrentamos as adversidades da vida, pois, se ficamos tristes com várias situações do dia a dia; não somos sufocados pelo desânimo, pois, afinal, "a alegria do Senhor é a vossa força" [Ne 8.10].
2.3. Esperança - âncora da alma.
E a esperança não traz confusão [Rm 5.5]. Ou seja, não nos decepciona ou não envergonha. Afinal, está fundada em Deus e em Suas promessas. Trata-se de um tema bem presente nas Escrituras. O discípulo de Cristo não tem esperança apenas no que concerne à vida debaixo do sol [1 Co 15.19], mas, também, espera compartilhar a glória de Deus [Rm 8.18-25]. O escritor aos Hebreus destaca que a esperança é como "âncora da alma segura e firme", pois está baseada no caráter de Deus, ou seja, é impossível que Deus minta [Hb 6.18-19]. A esperança na vida do cristão produz segurança e firmeza, aspectos fundamentais no enfrentamento dos muitos embates da alma no nosso século. "Ter esperança é um sinal de saúde mental", acredita a psicóloga Lilian Graziano, diretora do Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento. "A depressão seria a total ausência de esperança, quando a pessoa não vê mais luz no fim do túnel. 

3. A bênção da santificação
Bispo Abner Ferreira: "Tanto a expressão hebraica "qodesh" como a grega "hagiasmos" admitem diversos termos relacionados ao tema: santidade, consagração, santificação, separação. A ênfase do sagrado no Novo Testamento já não recai sobre coisas, lugares ou ritos, mas às manifestações da vida produzidas pelo Espírito Santo.
3.1. Deus é Santo.
Santo" é uma palavra descritiva da natureza divina. Seu significado primordial é separação, portanto, a santidade representa aquilo que está em Deus, que o torna separado de tudo quanto seja terreno e humano, isto é, Sua perfeição moral absoluta e Sua divina majestade. Ele não abre mão deste atributo de Sua pessoa. 
3.2. O homem e a natureza caída.
Deus não criou o homem com a natureza caída. O homem ficou assim, em consequência da queda. Ele se tornou assim porque escolheu fazer a própria vontade e não a vontade de Deus. Esta escolha levou a uma deformidade na alma do homem sem precedentes. O que vemos no relato bíblico após Genesis 3 é uma catástrofe após outra: o primeiro homicídio [Gn 4.8-11]; corrupção do gênero humano [Gn 6.5-9]; o anúncio do dilúvio [Gn 6.11-13]; a torre de Babel [Gn 11.1-9]. E o relato segue em desvio na conduta espiritual, na conduta moral e até no aspecto cultural, onde foram sendo introduzidos costumes e hábitos de outras nações cheias de paganismo, libertinagem e imoralidade. A marca do homem passou a ser de inclinação para o pecado e desvio de seu Criador.
3.3. A obra da santificação.
É muito importante lembrar que, diante da realidade da santidade de Deus e pecaminosidade humana, só é possível retornar o relacionamento com Deus por causa da obra perfeita de Jesus Cristo, como visto no tópico anterior [2 Co 5.15-21]. Portanto, todos os reconciliados agora devem viver em novidade de vida [Rm 6.4]. A fonte que nos capacita a termos esse "novo andar" é expressa nos seguintes termos "estar em Cristo"; "andar nele"; "andar em Espírito". Somente assim será possível uma vida de santificação [Cl 2.6-7; 3.1-13; Jo 15.5; Rm 8.1,4,8-9,13].



CONCLUSÃO 
A "tão grande salvação" providenciada por Deus por intermédio de Jesus Cristo não somente proporcionou reconciliação do ser humano com o Seu Criador, mas, também, resulta em bênçãos de restauração em todas as áreas da vida humana: corpo, alma e espírito. E, assim, o Senhor é glorificado!




Vídeos aulas
Fonte nas descrições dos vídeos:






Slides
Fonte dos slides///www.revistaebd.com


Adultos: Revista Betel Dominical - 4º Trimestre de 2020: Tema: A importância da Palavra de Deus para o bem estar do ser humano: Orientações e princípios bíblicos na busca e preservação da saúde integral


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