6 de setembro de 2018

Lição 11 - O Cativeiro Babilônico: Adultos - Betel

Objetivos da lição
1 - Mostrar que a transgressão aos mandamentos de Deus trouxe sérias consequências;
2 - Informar questão históricas do cativeiro;
3 - Evidenciar que o cativeiro babilônico, apesar da humilhação da nação, teve o seu valor pedagógico;

Texto Áureo
   Lamentações 5.16
Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós! porque pecamos.


Verdade Aplicada
Deus é poderoso para usar as circunstâncias no cumprimento de Seus propósitos na vida de Seu povo.


Glossário
Escárnio: Ato de caçoar ou de zombar de alguém ou de algo; zombaria; ridicularização;
Monturo: Monte de lixo ou de coisas velhas; lugar onde o lixo é depositado;
Reverdecimento: Fazer voltar a lembrança; relembrar.



Textos de Referência.
  2 Crônicas 36.15-17
E o Senhor Deus de seus pais, falou-lhes constantemente por intermédio dos mensageiros, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação.
Eles, porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas; até que o furor do Senhor tanto subiu contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve.
Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus jovens à espada, na casa do seu santuário, e não teve piedade nem dos jovens, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos; a todos entregou na sua mão.





Introdução
O povo pediu um rei e o Senhor Deus permitiu que os filhos de Israel tivessem uma liderança como as demais nações. Aproximadamente quinhentos anos depois, o governo monárquico fracassou.

Hinos sugeridos
Harpa cristã: 36 - O Exilado



Harpa cristã: 125 - Quem Dera Hoje Vir



Harpa cristã: 187 - Mais perto quero estar


Motivo de Oração
Ore para que o Senhor conforte as famílias
e amigos de todos os presos por causa da sua fé.

ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1. A invasão Babilônica
2. A vida no Cativeiro Babilônico
3. A importância do Cativeiro para Israel
Conclusão





1. A invasão babilônica 
Após diversos avisos divinos a respeito de seus pecados e desobediência e não haver arrependimento por causa da sua dureza de coração, o reino de Judá foi invadido pela Babilônia, que levou os judeus cativos. O cativeiro babilônico durou setenta anos (Jr 25.11-12)




1.1. A primeira invasão
Este evento aconteceu quando o rei Nabucodonosor lutou contra o rei Jeoaquim (2Rs 24.1-4). O livro de Daniel corrobora com essa informação,datando o evento no terceiro ano do reinado de Jeoaquim (Dn1.1). Neta ocasião, foram levados os nobres de Judá, dentre eles Daniel, Ananias, Misael e Azarias; Além dos vasos sagrados retirados do templo de Jerusalém. Mais tarde o uso desses vasos indevidamente causaria a ruína do reino de Babilônia.




1.2. A segunda invasão
Aproximadamente nove anos depois da primeira invasão, aconteceu a segunda invasão babilônica contra o reino do Sul, Judá (2Rs 24.10-14). A nação estava completamente vulnerável e fragilizada. Nesta segunda invasão, foram levados como cativos o rei Joaquim, sua mãe, seus servos,seus príncipes e seus eunucos.




1.3. A terceira invasão No verão de 586 a.C., o exército 
babilônico fez uma brecha nas muralhas. O rei Zedequias e suas tropas tentaram fugir, mas foram capturados e presos pelo exército de Nabucodonosor. Nesta época, o templo de Salomão e vários outros edifícios foram reduzidas a cinzas e monturo. Todos os habitantes de Jerusalém foram levados cativos para Babilônia, excetuando os mais pobres, que ficaram para servir como fazendeiros e vinhateiros (2Rs 25.12). 
Nesta terceira e última invasão, o reino de Judá foi destruído por completo. Nesta época, o rei Zedequias foi deportado, os seus filhos foram mortos e os seus olhos foram vazados. A história da monarquia nos ensina que todo rei humano falha, somente o Filho do Homem terá um reino eterno, no qual haverá paz e justiça.




2. A vida no cativeiro babilônia
Num primeiro momento, a dificuldade encontrada pelos cativos foi a adaptação ao novo ambiente. As condições de vida variavam conforme a condição social dos judeus. Alguns podem ter sofrido tratamento mais severo, como parece indicar o texto de Isaías 47.6, enquanto outros, como Daniel, Hananias, Misael e Azarias, chegaram a exercer importantes funções junto ao governo babilônico.




2.1. Conhecendo um pouco da Babilônia
A Babilônia da época do cativeiro ocupava um espaço de treze quilômetros quadrados atravessado pelo rio Eufrates e rodeado por uma muralha de vinte e cinco metros de altura; era uma verdadeira fortaleza. Tinha oito portões que dava acesso à cidade e as portas eram conhecidas como Porta de Adad, Porta de Lugalgirra, Porta de Minurta, Porta de Urash, Porta de Marduk, Porta de Zabara, Porta de Sin e porta de Ishtar; todas em homenagem a deuses regionais. Os templos, palácios, praças e ruas se destacavam por uma arquitetura excelente, fora dos padrões da época.




2.2. A vida social do povo na Babilônia
Na segunda invasão, foram levados alguns nobres, comerciantes, políticos, artesãos; um grupo seleto, que tinha algum preparo a ser aproveitado na Babilônia. Na Babilônia, gradualmente foram conquistando espaços e se tornando pessoas mais ricas, construindo casas e praticando o comércio. Embora estivessem com o orgulho ferido, e a saudade da pátria era algo presente em suas vidas, tinham plena convicção de que a causa de estarem em momentos adversos foi a desobediência a Deus.




2.3. Os exilados e a sua vida religiosa
Embora vivendo em um ambiente politeísta, no qual imperava as práticas do paganismo, a maioria dos judeus ficou para sempre livre das práticas idólatras. Por outro lado, havia a noção de que o deus da nação vencedora, em tese, seria mais poderoso do que o da nação perdedora. Trabalhar isso na mente do povo demandaria tempo. Por isso, o ministério do profeta Ezequiel foi preponderante nesse período. Ezequiel 1.1 relata que o profeta estava às margens do rio Quebar, junto aos judeus que haviam sido levados prisioneiros. A mensagem de Ezequiel primava por mostrar que o cativeiro era consequência de uma vida de rebeldia da nação, mas, também anunciava que Deus restauraria o Seu povo.




3. A importância do cativeiro para Israel
O cativeiro babilônico foi um marco na vida do povo de Deus, pois foi um período de reflexão sobre suas atitudes para com Deus. Setenta anos imersos em uma pátria politeísta fizeram o povo valorizar a adoração ao verdadeiro Deus.




3.1. O reverdecimento da profecia messiânica
Com o estudo sistemático da Lei, os judeus começaram a encontrar as profecias que faziam alusão ao Messias. Um dos pontos de partida foi a palavra predita por Moisés em Deuteronômio 18:15 "O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do me mio de ti, dos teus irmãos, como eu, a ele ouvireis". Outro ponto que veio à tona diz respeito à dinastia do trono de Davi, conforme descrito em Jeremias 33.17: "Porque assim diz o Senhor: Nunca faltará a Davi um varão que se assente sobre o trono da casa de Israel". Os judeus começaram a atentar para as profecias messiânicas, espertando a restauração do povo. Infelizmente, criaram um protótipo de rei terreno, enquanto as profecias apontavam para um rei eterno e um reino espiritual.




3.2. O surgimento das sinagogas
Através do cativeiro o povo de Israel teve que se adaptar a uma nova forma de cultuar e estudar a Lei. Foi neste período que surgiram as sinagogas, para que o estudo da Lei fosse transmitido às novas gerações. A sinagoga era um centro social, onde semanalmente os judeus se reunião para estudar a Lei (Mc 5.22). Era uma instituição de educação para conservar a Lei diante do povo e para instruir as crianças acerca da fé ancestral. A sinagoga substituía o culto do templo, que estava impedido por cauda da distância e da destruição.




3.3. A Diáspora
A expressão "diáspora", palavra grega que significa "dispersão", que equivale ao vocábulo hebraico "golah", foi caracterizada pela saída de habitantes de Judá procurando se estabelecer em outras nações por vários motivos, porém sem se esquecer do vínculo com a terra natal, mormente no quesito religioso. A Diáspora teve um valor inestimável, pois preservou os preceitos de Deus como base da religião, abrindo assim, mais tarde, caminho para o cristianismo. A Diáspora foi preponderante para reconstruir a nação com aquilo que sobrou. Através da Diáspora a fé dos hebreus contribuiu para a propagação do cristianismo, pois preparou o caminho para a nova fé. A presença das comunidades judaicas em várias regiões da terra propiciou o acesso do apóstolo Paulo na pregação do Evangelho. Outro ponto importante, que veio como fruto da Diáspora, foi a Septuaginta (versão do Antigo Testamento no idioma grego, que era o idioma universal da época)


Conclusão
O cativeiro babilônico é uma prova inconteste de que o Senhor Deus não tolera os erros do Seu povo. O objetivo de Deus não era apenas punir a nação de Israel, mas principalmente resgatar o valor da Sua aliança na vida de cada um deles, para assim viverem um novo ciclo na sua história.
Questionário.
1. Quantos anos durou o cativeiro babilônico ?
R: Setenta anos (Jr 25.11-12)


2. Quando ocorreu a primeira invasão ?
R: No terceiro ano do reinado de Jeoaquim (Dn 1.1)


3. Qual era o rei de Judá na segunda invasão ?
R: Joaquim (2Rs 24.10-14).


4. O que a mensagem de Ezequiel primava por mostrar ?
R: Que o cativeiro era consequência de uma vida de rebeldia da nação, mas, também anunciava que Deus restauração o Seu povo (Ez 1.1)


5. O que era a sinagoga ?
R: Um centro social, onde semanalmente os judeus se reuniam para estudar a Lei (Mc 5.22).




VIDEO
Cativeiro Babilônico
Rodrigo Silva - Teólogo e Arqueólogo



SUBSIDIO

Sobre o cativeiro babilônico
O reinado de Manassés foi o início do fim para Judá. Ao final de seu governo de 55 anos, ele ordenou “a Judá que servisse o Senhor, o Deus de Israel” (2Cr 33.16), embora ele mesmo tenha conduzido o povo à profunda idolatria.
O avivamento do reinado de Josias, neto de Manassés, não conseguiu trazer a nação de volta para Deus.
Dois profetas, Jeremias e Ezequiel, ministraram a Judá durante os últimos dias da nação. Podemos deduzir que a situação espiritual de Judá tornou o exílio na Babilônia uma necessidade se contrastarmos as palavras de ambos os profetas com os eventos históricos.
Durante o reinado de Manassés (2Cr 33.1-1-20), o Reino do Sul, apesar de ameaçado, sobreviveu à invasão assíria que havia varrido Israel, o Reino do Norte, do mapa. Além disso, havia ocorrido um avivamento espiritual nessa época sob Ezequias. Porém Manassés, filho de Ezequias, conduziu Judá para o mesmo tipo de idolatria que o Reino do Norte praticara sob Acabe e Jezabel. O Templo foi profanado com altares pagãos, e o ocultismo foi patrocinado pelo próprio rei. Houve até sacrifício de crianças ao deus Moloque, no vale de Hinom, próximo a Jerusalém.
A tradição diz que Isaías pronunciou-se contra o rei, e foi executado, como o foram muitos outros líderes tementes a Deus que ousaram expressar seu protesto (2Rs 21.16).
O reinado de 55 anos de Manassés não trouxe prosperidade a Judá. Em 678 a.C., ele e 21 outros reis fizeram uma visita compulsória para jurar lealdade à Assíria. Mais tarde, juntamente com Moabe e Edom, aparentemente envolveu Judá em uma rebelião contra o domínio assírio, e por isso foi levado prisioneiro para a Assíria. Ali, diz a Bíblia, Manassés “humilhou-se muito diante do Deus dos seus antepassados” e foi conduzido de volta a Judá. “E assim”, continua o texto, “Manassés reconheceu que o Senhor é Deus” (2Cr 33.12-13).
Após ser libertado, o rei arrependido tentou instituir as próprias reformas. Purificou o Templo, derrubou centros de idolatria em Jerusalém e ordenou “a Judá que servisse ao Senhor, Deus de Israel” (2Cr 33.15-16).
Mas o povo de Judá não correspondeu. A nação também havia passado do limite do juízo. À frente haveria somente morte e destruição.
Em primeiro lugar, o cativeiro não foi um evento único. Ocorreu por meio de uma série de deportações de judeus para a Babilônia. Esses grupos foram levados em 605, 597 e 586 a.C. A primeira deportação levou a elite. A segunda, provavelmente concentrou-se em artífices e líderes do povo. E a terceira, de aproximadamente 70 mil pessoas, compunha-se dos demais, exceto os “pobres”, que mais tarde fugiram para o Egito.
Em segundo lugar, o “retorno” tampouco foi um evento único. Dois grandes grupos vieram da Babilônia para a Terra Santa, o primeiro em 538 a.C., e o segundo, cerca de oitenta anos mais tarde, em 458 a.C. Durante esse período e depois dele, havia mais judeus fora da Terra Santa que nela própria.
Em terceiro lugar, o foco da história havia mudado da terra da Palestina para os poderes mundiais gentios que a controlavam. Daniel e Ester indicam que os eventos que constituíram a experiência dos judeus na minúscula Judéia eram, na verdade, forjados nos centros do poder mundial da época, e não na Palestina. A terra tem significado religioso, mas não político.
Só os mais fiéis e motivados, em termos religiosos, retornaram à Palestina para estabelecer a presença judaica na terra que Deus prometera a Abraão muito tempo atrás.
Deus usou o cativeiro para eliminar do meio do povo, pelo processo de filtração, aqueles cujos corações se haviam afastado dele.
Essa filtração tinha dois aspectos. Primeiro, Ezequiel advertira que o pecador morreria na invasão. Mas quem abandonasse o mal e se voltasse para o Senhor sobreviveria ao terror daquele período (Ez 18). Assim, a própria morte eliminou muitos que não deram ouvidos a Deus, deixando o remanescente mais disposto a ouvir Suas palavras.
Segundo, as bênçãos do cativeiro também serviram para separar os mais tementes a Deus dos menos sintonizados com as coisas espirituais. Não houve na Babilônia repetição da escravidão, que outra geração conhecera no Egito. Na verdade, a prosperidade material que muitos experimentaram na Babilônia foi o modo que Deus usou para distinguir entre os espirituais e os não tão espirituais. Ao descrever a respeito do primeiro retorno, Esdras disse: “Então os líderes das famílias de Judá e de Benjamim, como também os sacerdotes e os levitas, todos aqueles cujo coração Deus despertou, dispuseram-se a ir a Jerusalém e a construir o templo do Senhor.” (Ed 1.5). A espiritualidade motivou o retorno. Aqueles cujas motivações eram materiais permaneceram na Babilônia onde a vida era, a essa altura, confortável e segura.
O cativeiro teve também impacto muito grande sobre as instituições judaicas. Três coisas resultaram do cativeiro em benefício do povo.
Um novo centro para a vida religiosa foi desenvolvido na Babilônia – a sinagoga, palavra que simplesmente significa “ajuntamento”. Sem o Templo como centro de adoração, os judeus começaram a reunir-se em grupos menores para a adoração e para o estudo da Palavra escrita.
Em segundo lugar, desenvolveu-se a classe dos escribas. O livro de Esdras conta como ele “tinha decidido dedicar-se a estudar a Lei do Senhor e a praticá-la, e a ensinar os seus decretos e mandamentos aos israelitas” (Ed 7.10).
Em terceiro lugar, o cativeiro babilônico colocou fim à idolatria. Depois disso, nunca mais a adoração a ídolos atrairia o povo judeu. Tentativas posteriores de impor a idolatria sobre os israelitas conduziram à rebelião feroz contra os invasores.
Cada um de nós, cristãos, passa pelos seus momentos de cativeiro. Somos atormentados por viver numa verdadeira Babilônia pós-moderna, somos pressionados a aceitar valores que não os da Sã Doutrina, somos defrontados todo o tempo com os mais atrativos manjares da mesa do príncipe desse mundo. Mas havemos que resistir ao dia mau, assim como os israelitas do cativeiro babilônico resistiram até chegar novamente à Jerusalém, e no nosso caso, a que nos espera é a derradeira e sublime Jerusalém, aquela que descerá dos céus, onde estaremos junto com o Senhor pela eternidade. Maranata, ora vem Senhor Jesus.



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Fonte: Clube da teologia
Fonte: Revista Betel Dominical: 3º Trimestre de 2018 - Israel 70 anos - Tema: O chamado de uma nação e o plano divino de redenção: Adultos

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