27 de julho de 2019

Lição 02: Ideologia de Gênero e Desconstrução da Família: Vídeos - aula - Editora: Central Gospel

VÍDEOS


E, como nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem. Lucas 17.26

Texto Bíblico Básico: 

Gênesis 6.1-7


O QUE SIGNIFICA O CONCEITO “GÊNERO”
E A IDEOLOGIA QUE ESTÁ POR DETRÁS DELE

Em 2013, foi proposto a introdução da palavra “gênero” no Plano Nacional de Educação (PLC 103/2012), mas que não foi aprovada. O que poderia parecer somente um simples acréscimo terminológico, na verdade esconde uma perniciosa ideologia, chamada de “Ideologia de Gênero”.

O conceito “Ideologia de Gênero” foi criado por sociólogos reunidos em uma conferência da ONU na cidade de Pequim, em 1995. Apesar de ser uma invenção dos últimos 20 anos, essa ideologia solidificou-se na cultura global de tal maneira que afeta a compreensão da família, repercute na esfera política e legislativa, no ensino, na comunicação social e na própria linguagem corrente.

Segundo esta ideologia, os papéis entre homens e mulheres, dentro do contexto do matrimônio e da família, devem ser substituídos por relações sexuais física e psicologicamente versáteis e que não obedecem uma ordem da natureza e dignidade que lhes é própria. Segundo essa teoria ideológica os dois sexos – masculino e feminino – são considerados construções culturais e sociais, de modo que, embora existindo um sexo biológico, cada pessoa tem o direito de escolher o seu sexo social (gênero). Seus adeptos querem ensinar às crianças que elas, socialmente falando, não são homens ou mulheres, mas podem escolher qualquer opção sexual que quiserem. Para os seus defensores, quando a criança nasce ela não deve ser considerada do sexo masculino ou feminino, mas somente uma pessoa do gênero humano, que depois fará a escolha do seu próprio sexo.

Ao mesmo tempo, a Ideologia de Gênero ensina que a família, sempre considerada pela humanidade de todos os tempos como lugar autêntico onde se transmite as formas fundamentais de ser pessoa humana, passa a não ter um formato pré-estabelecido pela natureza, pois a construção do gênero despreza as diferenças dos sexos e as bases, tanto biológicas quanto psicológicas, da complementariedade entre o homem e a mulher. Assim sendo, a criança e o adolescente perdem os referenciais éticos e antropológicos da construção da própria identidade e passam, arbitrariamente, a construir-se e definir-se como lhe agrade, refletindo um subjetivismo relativista levado ao extremo e negando o significado da realidade objetiva.

A igualdade entre homem e mulher é um dos maiores direitos da pessoa humana. Na Ideologia de Gênero, porém, não se trata de igualdade de diretos, mas do próprio nivelamento de qualquer diferença, inclusive a diferença biológica entre homem e mulher. Infelizmente, a maioria das pessoas, os pais principalmente, desconhecem o que significa o conceito “gênero”, a ideologia que está por detrás dele e as consequências que podem produzir na educação das crianças e dos adolescentes – confusão nas crianças, uso comum dos banheiros, promiscuidade, gravidez na adolescência, perda da autoridade paterna sobre a educação sexual dos filhos, impedimento do ensino da moral cristã mesmo nas escolas confessionais, etc.
Um olhar crítico seria suficiente para verificar a não plausibilidade de tal ideologia, como prova o norueguês Harald Eia, formado em Ciências Sociais, em uma série de programa televisivos por ele dirigida chamada “Brainwash” (Lavagem cerebral), onde demonstra a inconsistência e não razoabilidade da Ideologia de Gênero
http://www.catedralgo.com.br/index.php/midias/noticias/244-o-que-e

A ideologia de gênero (resumida em pontos principais)

Estamos vivendo dentro de um plano orquestrado para a destruição da família;
Constituição Brasileira, Art 226, § 3º: Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua co
nversão em casamento.
– ideologia de gênero: as pessoas se constroem sexualmente, são versáteis, podendo mudar de orientação sexual a qualquer momento; não existe homem e mulher;

– gênero é termo criado para paulatinamente entrar na linguagem e pervertê-la: primeiro como sinônimo de sexo e, depois, como forma de definir o ser humano como indefinido; mas o objetivo é que o sentido do termo não seja mesmo compreendido (a não ser pelo seus promotores), pois quanto mais ignorantes as pessoas forem, do verdadeiro sentido, melhor;
– a implantação da ideologia de gênero na educação é fundamental para a estratégia de um grupo de poder de retirar dos pais o direito e dever sobre a educação dos seus filhos e passá-la ao Estado.
– ao promover a erotização das crianças (cartilhas de “educação” sexual, incentivo ao sexo livre), os ideólogos, no futuro, querem promover a pedofilia. 
– esta erotização precoce serve para “quebrar” a pessoa, dando ênfase ao indivíduo, ou seja, alguém mais facilmente manipulado quando adulto;

Consequências:
Uso comum dos banheiros nas escolas (D.O.U.12/03/15): que apresenta um perigo real de estupros (A Suécia, promotora da ideologia de gênero, é o 2º país no mundo, em número de estupros)


Perseguição social (médicos obrigados a fazer cirurgia de mudança de sexo e aborto; psicólogos não podendo atender pessoas com tendência homossexual; professores obrigados a seguirem a cartilha ideológica, etc)
No futuro, estarão Propondo o incesto e a pedofilia, como já dizia a feminista radical Shulamith Firestone, que citamos:

O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas” (Isto já é recomendado na Alemanha, por um Conselho de Ética!)
“A total integração das mulheres e das crianças em todos os níveis da sociedade. Todas aquelas instituições que segregam os sexos ou separam as crianças da sociedade adulta, por exemplo, a escola elementar, devem ser destruídas. Abaixo a escola! (…) E, se as distinções culturais entre homens e mulheres e entre adultos e crianças forem destruídas, nós não precisaremos mais da repressão sexual que mantém estas classes diferenciadas, sendo pela primeira vez possível a liberdade sexual “natural”. Assim, chegaremos, à 31 4) liberdade sexual para que todas as mulheres e crianças possam usar a sua sexualidade como quiserem. Não haverá mais nenhuma razão para não ser assim. (…) Em nossa nova sociedade a humanidade poderá finalmente voltar à sua sexualidade natural “polimorfamente diversa”.

Serão permitidas e satisfeitas todas as formas de sexualidade. A mente plenamente sexuada tornar-se-ia universal”.

“Eu não acredito que toda conduta sexual entre estudantes menores e professores deve necessariamente ser classificada como estupro. Eu acredito que, salvo em circunstâncias realmente estritas, o sexo consensual entre professores e alunos não deveria ser criminalizado.” (The Washingto Post)

Crise de identidade gravíssima nas crianças e adolescentes (ex.: um pai veio desesperado falar comigo, pois seu filho de 8 anos, chorando, perguntava a ele se ele era realmente menino, pois a professora dissera que ele poderia escolher o que é, não sendo nem menino nem menina);

 Pais presos na Alemanha, por não levarem seus filhos em aulas de educação sexual (http://biopolitica.com.br/index.php/news/37-na-alemanha-a-policia-prende-por-40-dias-os-paisde-criancas-que-nao-foram-a-aula-de-ideologia-de-genero)

O que queremos:
Não queremos a discriminação injusta das pessoas, mas não aceitamos a imposição de uma forma de pensar e agir, de uma parcela da população, sobre toda a população;
– não aceitamos ser as novas vítimas do CAVALO DE TRÓIA (uma palavra – gênero, é introduzida no ordenamento jurídico, como algo bom, mas mostrar-se-á como um engodo, que traz o inimigo para nós);
– não aceitamos que a CAIXA DE PANDORA se abra sobre nós
Queremos o respeito à Constituição: – Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.
– Art 26 da Declaração dos Direitos Humanos: “Aos pais pertence a prioridade de direito de escolher o gênero [tipo] de educação a dar aos seus filhos”
Queremos o respeito ao PNE (Plano Nacional de Educação), que foi Aprovado SEM GÊNERO;
Não aceitamos a imposição de temas ideológicos sobre nós, vindos da esfera federal do Ministério da Educação;
Estamos vivendo dentro de um plano orquestrado para a destruição da família;

Constituição Brasileira, Art 226, § 3º: Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
Ideologia de gênero: as pessoas se constroem sexualmente, são versáteis, podendo mudar de orientação sexual a qualquer momento; não existe homem e mulher;
Gênero é termo criado para paulatinamente entrar na linguagem e pervertê-la: primeiro como sinônimo de sexo e, depois, como forma de definir o ser humano como indefinido; mas o objetivo é que o sentido do termo não seja mesmo compreendido (a não ser pelo seus promotores), pois quanto mais ignorantes as pessoas forem, do verdadeiro sentido, melhor;
A implantação da ideologia de gênero na educação é fundamental para a estratégia de um grupo de poder de retirar dos pais o direito e dever sobre a educação dos seus filhos e passá-la ao Estado.
Ao promover a erotização das crianças (cartilhas de “educação” sexual, incentivo ao sexo livre), os ideólogos, no futuro, querem promover a pedofilia (ver vídeo neste blog);
Esta erotização precoce serve para “quebrar” a pessoa, dando ênfase ao indivíduo, ou seja, alguém mais facilmente manipulado quando adulto;


Consequências:
Uso comum dos banheiros nas escolas (D.O.U.12/03/15): que apresenta um perigo real de estupros (A Suécia, promotora da ideologia de gênero, é o 2º país no mundo, em número de estupros)


Perseguição social (médicos obrigados a fazer cirurgia de mudança de sexo e aborto; psicólogos não podendo atender pessoas com tendência homossexual; professores obrigados a seguirem a cartilha ideológica, etc)
No futuro, estarão Propondo o incesto e a pedofilia, como já dizia a feminista radical Shulamith Firestone, que citamos:

“O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas” (Isto já é recomendado na Alemanha, por um Conselho de Ética!)
“A total integração das mulheres e das crianças em todos os níveis da sociedade. Todas aquelas instituições que segregam os sexos ou separam as crianças da sociedade adulta, por exemplo, a escola elementar, devem ser destruídas. Abaixo a escola! (…) E, se as distinções culturais entre homens e mulheres e entre adultos e crianças forem destruídas, nós não precisaremos mais da repressão sexual que mantém estas classes diferenciadas, sendo pela primeira vez possível a liberdade sexual “natural”. Assim, chegaremos, à 31 4) liberdade sexual para que todas as mulheres e crianças possam usar a sua sexualidade como quiserem. Não haverá mais nenhuma razão para não ser assim. (…) Em nossa nova sociedade a humanidade poderá finalmente voltar à sua sexualidade natural “polimorfa mente diversa”. Serão permitidas e satisfeitas todas as formas de sexualidade. A mente plenamente sexuada tornar-se-ia universal”.
“Eu não acredito que toda conduta sexual entre estudantes menores e professores deve necessariamente ser classificada como estupro. Eu acredito que, salvo em circunstâncias realmente estritas, o sexo consensual entre professores e alunos não deveria ser criminalizado.” (The Washingto Post)

Crise de identidade gravíssima nas crianças e adolescentes 

(ex.: um pai veio desesperado falar comigo, pois seu filho de 8 anos, chorando, perguntava a ele se ele era realmente menino, pois a professora dissera que ele poderia escolher o que é, não sendo nem menino nem menina);

 Pais presos na Alemanha, por não levarem seus filhos em aulas de educação sexual (http://biopolitica.com.br/index.php/news/37-na-alemanha-a-policia-prende-por-40-dias-os-paisde-criancas-que-nao-foram-a-aula-de-ideologia-de-genero)


O que queremos:
Não queremos a discriminação injusta das pessoas, mas não aceitamos a imposição de uma forma de pensar e agir, de uma parcela da população, sobre toda a população;
Não aceitamos ser as novas vítimas do CAVALO DE TRÓIA (uma palavra – gênero, é introduzida no ordenamento jurídico, como algo bom, mas mostrar-se-á como um engodo, que traz o inimigo para nós);
– não aceitamos que a CAIXA DE PANDORA se abra sobre nós
Queremos o respeito à Constituição: – Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.
– Art 26 da Declaração dos Direitos Humanos: “Aos pais pertence a prioridade de direito de escolher o gênero [tipo] de educação a dar aos seus filhos”
Queremos o respeito ao PNE (Plano Nacional de Educação), que foi Aprovado SEM GÊNERO;
– não aceitamos a imposição de temas ideológicos sobre nós, vindos da esfera federal do Ministério da Educação;
http://acordaterradesantacruz.com.br/?p=378
Pe. Sílvio MIC


IDEOLOGIA DE GÊNERO NEUTRO MOSTRA QUE NÃO DEU CERTO
As filiais das lojas de brinquedos Toys”R”Us e BR Toys na Suécia trouxeram uma “infeliz novidade” em seus catálogos no Natal de 2012. As fotos ilustrativas mostram meninas com carrinhos e armas de mentira e meninos se divertindo com bonecas e utensílios domésticos, como aspirador de pó e ferro de passar roupas.

A troca de papéis nas fotos foi feita sob a orientação da Swedish Advertising Ombudsman, uma das organizações que regulam a propaganda na Suécia. O órgão alega que, no ano passado, recebeu muitas reclamações de consumidores dizendo que as campanhas dessas lojas eram muito conservadoras em relação aos papéis feminino e masculino. Por que argumentavam esses consumidores — manter velhos estereótipos ligados ao gênero das crianças ao escolher os brinquedos para elas? Esse tipo de raciocínio não é uma excentricidade restrita aos suecos. Ele faz parte de uma corrente pedagógica que vem se espalhando por outros países e que propõe uma educação de gênero neutro, ou seja, que não leve em consideração o sexo da criança. Os educadores e as famílias que defendem esse estilo de aprendizado afirmam que é preciso derrubar tradições como vestir meninos de azul e meninas de cor-de-rosa, e que se deve dar a eles liberdade para que escolham as roupas que vão usar mesmo que sejam características do sexo oposto.

O risco dessa postura, alertam muitos especialistas, é confundir as crianças acerca de sua sexualidade, com consequências imprevisíveis. “É comum que as crianças brinquem com peças de roupa do sexo oposto, mas que os pais estimulem esse comportamento, isso definitivamente não é normal, muito menos saudável”, diz a psicóloga americana Diane Ehrensaft, diretora do Centro de Saúde Mental e Gênero da Criança e do Adolescente.

Até hoje a ciência não descobriu se a homossexualidade é inata ou adquirida no meio social, mas já se tem certeza de que toda criança nasce com predisposição a desenvolver características psicológicas do sexo a que pertence. A literatura médica está repleta de casos em que os pais tentaram dar outra orientação sexual aos filhos, com resultados lamentáveis.


Caso David Reimer
O caso recente mais conhecido é o do canadense David Reimer. Em 1966, antes de completar 1 ano, Reimer teve o pênis extirpado numa cirurgia de circuncisão desastrada. Seus pais cruzaram os Estados Unidos para consultar o psicólogo Jolin Money, na época considerado uma autoridade em diferenças entre os gêneros. Money aconselhou uma cirurgia de mudança de sexo, com a construção de uma vagina artificial seguida de um bombardeio de hormônios femininos.
Na ocasião, Money tentava comprovar a teoria de que não eram as características físicas que determinavam o sexo, e sim a educação dada pela família. Os pais concordaram com a cirurgia e Reimer, rebatizado de Brenda, foi criado como uma menina. Logo se constatou o fracasso da empreitada. Aos 2 anos, Reimer rasgava seus vestidos com raiva. Recusava-se a brincar com bonecas. Mais tarde, na escola, sofria bullying por causa de seus trejeitos masculinos. Seus pais só lhe contaram sobre a cirurgia de mudança de sexo aos 14 anos. Em 2004, aos 38 anos, Reimer se matou.



Ideologia de Gênero no PNE
No final do ano passado, foi votado no Senado Federal o projeto para o Plano Nacional de Educação. O PNE contém as diretrizes para todo o sistema educacional brasileiro para os próximos anos. Dentre os diversos problemas que se encontraram no texto, o mais grave deles é a inserção da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional.
Na ocasião, os senadores rejeitaram a tentativa de tornar obrigatório o ensino dessa ideologia em nosso sistema educacional.

Após a votação no Senado, o PNE foi para a Câmara dos Deputados, onde foi votado por uma Comissão Especial. Vários deputados afirmaram que são favoráveis à obrigatoriedade da inserção da Ideologia de Gênero. Além disso, o relator da comissão, o deputado Álvaro Vanhoni (PT-PR), adotou a mesma posição defendida pelo presidente da ABGLT, ou seja, a defesa da inclusão da Ideologia de Gênero no sistema educacional brasileiro.

No dia 6 de maio aconteceu a votação na comissão especial que se analisaria o Plano Nacional de Educação (PNE). Este foi aprovado, mas sem a menção à expressão “Ideologia de Gênero”. Se tal expressão não fosse excluída do PNE, seria permitido um ensino favorável ao homossexualismo, e outros tipos de “orientações sexuais”, às nossas crianças.

Como já foi explicado em outra ocasião, a Ideologia de Gênero é uma técnica idealizada para destruir a família como instituição social. Ela é apresentada sob a maquiagem da "luta contra o preconceito", mas na verdade o que se pretende é subverter completamente a sexualidade humana, desde a mais tenra infância, com o objetivo de abolir a família.
Além disso, a palavra “gênero”, segundo os criadores da Ideologia de Gênero, deve substituir o uso corrente de palavra “sexo” e referir-se a um papel socialmente construído, não a uma realidade que tenha seu fundamento na biologia.

Desta maneira, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados gêneros em número ilimitado, e poderá haver inclusive gêneros associados à pedofilia ou ao incesto. É o que diz, por exemplo, a feminista radical Shulamith Firestone: “O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas”. Ora, uma vez que a sexualidade seja determinada pelo "gênero" e não pela biologia, não haverá mais sentido em sustentar que a família é resultado da união estável entre homem e mulher.
Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros.
Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”.



Marisa Lobo
IDEOLOGIA DE GÊNERO NAS ESCOLAS
É nefasto, para ser educado, ler que algumas escolas metidas a modernosas estão pondo em prática o absurdo de estipular dias em que os meninos devem ir à aula vestidos de meninas e as meninas de meninos.
Que maldita pedagogia é essa, que não percebe a confusão que está criando na cabeça de crianças de seis, sete e oito anos?
Por trás de tamanho absurdo, há com certeza uma psicologia ativista servindo a uma agenda determinada, transformando crianças pequenas em cobaias.
Luiz Felipe Pondé, em sua coluna na Folha, delata e desanca a laia responsável por essa patacoada, explicando que tentar enfurnar na cabeça de uma criança um suposto combate a violência de gênero é, numa análise fria, uma violência potencialmente maior.
As escolas viraram laboratórios de “experiências” em muitas áreas. Em vez de ensinar as capitais dos Estados e dos países, querem ensinar as crianças como elas devem se sentir (o que é “correto” sentir) diante das coisas. Muita dessa gente nem tem “moral” para pregar para os outros. Não confio em ninguém que posa de “correto”.
Vamos ao primeiro exemplo. Tenho ouvido falar que em muitas escolas virou costume fazer um dia em que meninos vão vestidos de meninas e meninas vão vestidas de meninos.
Na cabeça desse povo, esse dia deve ser dedicado ao combate à violência de gênero. O que esses professores não sacam é que um pedido desse para crianças é em si uma violência de gênero e uma covardia, levando-se em conta que são crianças e que não têm como se defender dos delírios de teóricos bobos. E o pior é que pais inteligentinhos acham essa bobagem a última palavra em “ética”. Risadas?

Outro dia ouvi de um menino de sete anos da classe C que sua professora pensava que ele era uma travesti porque tinha dito na classe que no dia X os meninos deviam ir vestidos de meninas e vice-versa. Mas, como ele não era uma travesti, recusou-se a ir vestido de mulher e me falou: “Eu não fui porque não sou travesti”.
Não é preciso ser um Einstein para entender o reboliço na cabeça do garoto mencionado por Pondé. Que é um abuso irresponsável. Que um menino de sete anos não tem maturidade para compreender que tem que se vestir de menina, sendo um menino, porque adultos moderninhos o querem como cobaia.
Enquanto professores submeterem suas aulas a brincadeiras laboratoriais da esquerda psicótica, a educação brasileira continuará patinando nas últimas posições dos rankings globais e formaremos mais gerações desprovidas de valores.
Crianças são crianças. Respeitem a inocência infantil enquanto ela permanece. Já não basta que nós, adultos, tenhamos que engolir as nojentices dessa esquerda delirante, sustentada por fomentos do governo atual?
As escolas estão deseducando as crianças. Simples assim.
Por Renan Alves da Cruz


PAIS ISOLADOS DAS CRIANÇAS

Os dados a seguir foram extraídos de uma entrevista feita em 2011 pelo portal LifeSiteNews a Jonas Himmelstrand[2], um experiente educador sueco, autor do livro “Seguindo seu coração: na utopia social da Suécia”[3], publicado em 2007 e ainda pendente de tradução.
Na Suécia, as crianças de um ano de idade são enviadas para as creches subsidiadas pelo Estado, onde permanecem desde a manhã até o entardecer. Enquanto isso, os pais ficam trabalhando fora do lar (a fim de arcarem com os elevados impostos cobrados), inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão”, conforme uma expressão sueca. Num país de aproximadamente 100.000 nascimentos anuais, as estatísticas mostram que das crianças suecas entre 18 meses e 5 anos de idade, 92% estão nas creches.
“Você não é forçado a fazer isso propaganda é uma palavra forte”, diz Himmelstrand, “mas as informações sobre os benefícios das creches” vindas dos meios de comunicação e outras fontes “fazem os pais que mantêm seus filhos em casa até os 3 ou 4 anos de idade se sentirem socialmente marginalizados”.
Segundo Himmelstrand, “o problema central do modelo sueco é que ele está
financeiramente e culturalmente obrigando os pais e as mães a deixar nas creches seus filhos a partir da idade de um ano, quer eles achem que isso é certo ou não”.


Crianças massificadas nas escolas

O currículo nacional da Suécia procura combater os “estereótipos” de gênero, ou seja, os “papéis” atribuídos pela sociedade a cada sexo. A escola “Egalia”[4], do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, evita o uso dos pronomes “ele” (han) ou “ela” (hon) quando se dirige aos mais de trinta meninos e meninas que lá estudam, com idade de um a seis anos. Em vez disso, usa-se a palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas que é amplamente usado por feministas e homossexuais. A escola contratou um “pedagogo de gênero” para ajudar os professores a removerem todas as referências masculinas ou femininas na linguagem e no comportamento. Os blocos Lego e outros brinquedos de montar são mantidos próximos aos brinquedos de cozinha, a fim de evitar que seja dada qualquer preferência a um “papel” sexual. Os tradicionais livros infantis são substituídos por outros que tratam de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas e ensinam “novas maneiras de brincar”. Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e
que os meninos sejam masculinos, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica para que eles sejam qualquer coisa que queiram ser”.


“Educação sexual”

Nas creches e escolas, totalmente fora do controle dos pais, as crianças são submetidas a uma “educação sexual”. Johan Lundell, secretário geral do grupo sueco pró-vida “Ja till Livet” (Sim à vida) explica que se ensina às crianças que tudo que lhes traz prazer é válido[5]. Os professores são orientados a perguntar aos alunos: “o que te excita?”. Segundo Lundell, o homossexualismo foi tão amplamente aceito pelos suecos, que “nos livros de educação sexual, eles não falam em alguém ser heterossexual ou homossexual. Tais coisas não existem, pois para eles todos são bissexuais; é apenas uma questão de escolha”.
Lundell cita uma cartilha publicada por associações homossexuais e impressa com o auxílio financeiro do Estado: “Eles escrevem de maneira positiva sobre todos os tipos de sexualidade, qualquer tipo, mesmo os mais depravados atos sexuais, e essa cartilha entra em todas as escolas”.


Perseguição estatal

Na esteira da ideologia de gênero, a Suécia aprovou uma lei de “crimes de ódio” que proíbe críticas à conduta homossexual. Em julho de 2004, o pastor pentecostal Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão qualificando o homossexualismo como “um tumor canceroso anormal e horrível no corpo da sociedade”[6].
Os pais são proibidos de aplicar qualquer castigo físico aos filhos, mesmo os mais moderados. Em 30 de novembro de 2010, um tribunal de um distrito da Suécia condenou um casal a nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 23.800,00. O motivo foi que os pais admitiram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educação. Embora os documentos apresentados não relatassem nenhum tipo de abuso e o próprio tribunal admitisse que os pais “tinham um relacionamento de amor e cuidado com seus filhos”, as crianças foram afastadas da família e enviadas para um orfanato estatal[7].
Em junho de 2009, o governo sueco tomou do casal Christer e Annie Johansson o seu filho Dominic Johansson, depois que a família embarcou em um avião para se mudar para o país de origem de Annie, a Índia. O motivo alegado é que o casal, em vez de enviar seu filho para as escolas estatais, havia resolvido educá-lo em casa, uma prática conhecida como “home scholling” (escola em casa), amplamente praticada nos Estados Unidos e outros países, com excelentes resultados pedagógicos. As autoridades suecas, porém, decidiram remover permanentemente Dominic de seus pais, alegando que o ensino domiciliar não é um meio apropriado para educar uma criança[8].


Aborto
Entre 2000 e 2010, quando o resto da Europa estava dando sinais de uma redução da taxa anual de abortos, o governo sueco divulgou que a taxa tinha aumentado de 30.980 para 37.693. A proporção de abortos repetitivos cresceu de 38,1% para 40,4%. – o mais alto nível já atingido – enquanto o número de mulheres que tinha ao menos quatro abortos prévios cresceu de 521 para aproximadamente 750. A Suécia é o único país da Europa em que o aborto é permitido por simples pedido da gestante até 18 semanas de gestação. Menores de idade podem fazer aborto sem o consentimento dos pais e os médicos não têm direito à objeção de consciência[9].


Decadência social
Segundo Himmelstrand, tudo na Suécia dá sinais de decadência: adultos com problemas de saúde relacionados com “stress”, jovens com declínio na saúde psicológica e nos resultados escolares, grande número de pessoas com licença médica e a incapacidade dos pais de se conectarem com seus filhos[10].
Para Lundell, a Suécia quis criar um “socialismo de famílias” por meio de uma “engenharia social”[11]. Os frutos são patentes: casamentos em baixa, divórcios em alta, a família assediada e oprimida pelo totalitarismo estatal.
Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis



O CASO DE DAVID REIMER
E A QUESTÃO DA IDENTIDADE DE GÊNERO

Há cerca de dois meses suicidou-se nos Estados Unidos um homem de 38 anos chamado David Reimer. Era tido como um dos pacientes mais famosos na história recente da medicina, dado ter sido objeto de uma polêmica experiência médica. Como não é um caso muito conhecido aqui no Brasil, inicialmente farei um relato do mesmo e posteriormente farei alguns comentários a seu respeito.



A HISTÓRIA
Em 1965, na cidade de Winnipeg, nos Estados Unidos, Janet e John Reimer, um jovem casal de fazendeiros mal saído da adolescência deu à luz a Brian e Bruce, um par de gêmeos. Aos 8 meses de idade, por indicação médica, as crianças foram levadas a um hospital onde sofreriam uma circuncisão tida como de rotina. Num episódio que nunca foi totalmente esclarecido, foi usada uma agulha de eletrocauterização ao invés de um bisturi para retirar o prepúcio de Brian, procedimento que destruiu completamente seu pênis.
Pouco depois, os pais de Brian e Bruce viram, por acaso, na televisão uma entrevista com o psicólogo Dr. John Money, da Jonhs Hopkins University de Baltimore, na qual ele asseverava que os bebês nasciam “neutros” e teriam sua identidade definida como masculina ou feminina (identidade de gênero) exclusivamente em função da maneira pela qual seriam criados Tal informação lhes pareceu muito apropriada para a resolução do problema de Brian, o filho mutilado. Logo procuraram aquele especialista, que imediatamente se dispôs a atendê-los, quando indicou uma mudança cirúrgica de sexo, que, realizada, transformou Brian numa menina, “Brenda”.
Money orientou os pais de que deveriam educar “Brenda”como menina, agindo como se a criança tivesse nascido com o sexo feminino, sem mais falar do que lhe tinha ocorrido de fato.
Os pais de Brian-Brenda não sabiam, mas Money – um psicólogo nascido na Nova Zelândia no seio de uma família regida por rígidos preceitos protestantes – era conhecido como uma espécie de guru da sexualidade e preconizava comportamentos sexuais ousados, embora que compatíveis com o espírito da época nos Estados Unidos, quando vigorava o protesto contra o Viet-Nam, o movimento hippie questionava tradições culturais arraigadas e o movimento feminista explodia com grande radicalidade. Money defendia os casamentos “abertos”, nos quais os cônjuges poderiam ter amantes com consentimento mútuo; estimulava o sexo grupal e bissexual, além de, em momentos mais extremados. parecer tolerar o incesto e a pedofilia.
O interesse de Money no caso de Brian não poderia ser maior. Como defendia a idéia de que as diferenças de comportamento entre os sexos eram decorrentes de fatores socio-culturais e não biológicos (nature versus nurture) – tese aclamada pelas feministas de então -, a mutilação de Brian oferecia-lhe uma excelente oportunidade de colocar à prova sua teoria. Havia – em sua opinião – a indicação para a mudança cirúrgica de sexo, os pais tratariam a criança conforme sua orientação e o experimento teria uma contraprova natural, pois havia um irmão gêmeo idêntico, univitelino, que serviria de controle.
Money tinha anteriormente colaborado nos procedimentos pioneiros de “realinhamento sexual” (sex reassignment) em crianças com hermafroditismo. Brian foi a primeira criança nascida normalmente (com definição sexual masculina) a ser submetida a esse processo.
A acreditar nos vários relatos que Money publicou no correr dos anos 70, a experiência teria sido um grande sucesso. Os gêmeos estavam felizes em seus papeis estabelecidos: Bruce era um menino forte e levado; “Brenda”, sua `irmã’, era uma doce menininha. Em função dessa experiência, Money ficou mais famoso. A revista TIME dedicou-lhe uma longa matéria e o incluiu num capítulo sobre gêmeos em seu famoso livro Man & Woman, Boy & Girl.
Como inexplicavelmente deixou de publicar as evoluções do caso, o fato chamou a atenção de um pesquisador rival, Dr. Milton Diamond, da Universidade do Havaí, que procurou informações e reconstruiu a verdade sobre o mesmo, publicando-o num artigo em co-autoria com Keith Sigmundson, nos Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine.
A verdade descrita por Diamond era muito diferente da versão sustentada por Money. Desde os dois anos, “Brenda” rasgava suas roupas de menina e se recusava a brincar com bonecas, disputando com o irmão Bruce seus brinquedos. Na escola, era permanentemente hostilizada pelo comportamento masculinizado e pela insistência em urinar de pé. Queixava-se insistentemente aos pais por não se sentir como uma menina. Mantendo as orientações de Money, os pais diziam-lhe que era uma “fase” que logo superaria.
Os pais levavam periodicamente os dois filhos para sessões de “psicoterapia” com Money. Segundo consta, tais sessões foram profundamente traumáticas para ambas as crianças. Nelas, possivelmente num esforço de estabelecer as diferenças de comportamento sexual entre homem e mulher, Money lhes mostrava fotos sexuais explícitas e teria feito as crianças encenarem posições de coito. Esta última afirmação é rebatida por defensores de Money, que a vêem como produto de “falsas memórias” por parte das crianças. Esses defensores alegam que toda a conduta de Money deve ser entendida no contexto cultural e médico da época, já que – na ocasião – as técnicas de reconstrução artificial do pênis eram inexistentes ou rudimentares.
Quando “Brenda” tinha 14 anos, não aguentando mais a situação, os pais consultaram um psiquiatra de sua cidade, que sugeriu dizer toda a verdade para “Brenda”. Tal informação teve um efeito profundo e transformador. Posteriormente, “Brenda” disse: “De repente, tudo fazia sentido. Ficava claro por que me sentia daquela forma. Eu não estava louco”.
“Brenda” imediatamente se engajou numa busca do sexo perdido. Fez inúmeras cirurgias para fechar sua vagina artificial, recompor a genitália masculina com a implantação de próteses de pênis e testículos, retirar os seios crescidos a base de estrógenos, além de iniciar tratamentos hormonais para masculinizar sua musculatura. Significativamente, não retomou seu nome inicial “Brian”, escolhendo chamar-se “David”.
Nesse ínterim, a mãe, que se sentia culpada e desorientada com a situação da “filha”, tinha entrado em depressão e, a certa altura, tentara suicídio. O pai desenvolveu um alcoolismo grave e o irmão gêmeo Bruce, começara a usar drogas e a praticar atos delinqüenciais ao atingir a adolescência. “Brenda”, agora “David”, apesar de todas as cirurgias e da nova identidade masculina, mergulhara também numa séria depressão e tentou suicídio pela primeira vez aos 20 anos.
Quando tinha 30 anos, David foi encontrado por Diamond, que, como dito acima, desconfiara do motivo que levara Money a interromper, sem maiores explicações, o relato de um caso que reputava de tanto sucesso. David soube que, até então, seu caso era mundialmente conhecido, apresentado na literatura médica como um grande sucesso e usado para legitimar procedimentos de alteração cirúrgica de sexo em crianças hermafroditas ou que sofreram algum tipo de mutilação. Tal como Diamond e Sigmundsen, David ficou indignado com tal impostura, e resolveu colaborar com aqueles dois profissionais, dando origem ao trabalho que recolocou a verdade em circulação, engajando-se numa campanha para evitar que outros passassem pelos mesmos sofrimentos que ele tivera de suportar. O trabalho de Diamond foi largamente divulgado e chegou à grande mídia, jornais e televisões norte-americanos.
Foi assim que John Colapinto, redator da revista Rolling Stone, tomou conhecimento da vida de David. Tendo em vista entrevistá-lo, Colapinto procurou David e desse encontro surgiu a idéia de escrever sua biografia, que tomou o nome de As Nature made him – The Boy who was raised as a girl. Os lucros da publicação foram divididos meio-a-meio entre Colapinto e David, assim como sua venda para o cinema, já que o livro despertou o interesse do diretor Peter Jackson de Lord of the rings (“O Senhor dos Anéis”). No momento, o estúdio Dreamworks de Spielberg, desenvolve um projeto para futura realização.
David se casara com uma bondosa mulher que o suportou por 14 anos. Cansada de seu caráter soturno, melancólico, ela propôs a separação. Poucos dias depois, David foi matou-se com um tiro. Estava com 38 anos.
Outros elementos poderiam ter contribuído para seu gesto. Seu irmão Bruce, com quem estava brigado, se suicidara dois anos antes, com uma overdose de medicação para esquizofrenia, um diagnóstico que lhe haviam dado. Além do mais, David perdera todas suas economias advindas dos direitos autorais de sua biografia e futuro filme nela baseado num investimento indicado por um amigo.
É verdade que o suicídio de David Reimer poderia ser atribuído a cargas genéticas, já que sabemos da depressão de sua mãe e do grave alcoolismo de seu pai, sem mencionar o suicídio de seu irmão gêmeo. Mas é difícil ignorar o peso das circunstâncias trágicas que se abateram sobre essa família.
Diga-se que, ao ser divulgado o suicídio de David Reimer, Money, que continua como professor emeritus na Johns Hopkins University, foi procurado pela imprensa mas não quis manifestar-se.



COMENTÁRIOS

1 – A primeira observação diz respeito à conduta ética de Money. Partindo de alguns pressupostos teóricos, elabora uma hipótese sobre a organização da identificação de gênero sexual. Ao ser presenteado pelo acaso com um caso que possibilita testá-la na realidade, não hesita em realizá-la.
Até aí, parece-me que Money se comporta dentro dos limites da ética científica.
Dela se afasta inteiramente ao sonegar os dados que evidenciavam o fracasso de sua experiência e ao forjar um sucesso inexistente. Dessa forma, criminosamente induzia em erro a comunidade médica, que, desconhecendo os resultados da experiência, seria levada a aplicá-la em novos casos semelhantes ao de David Reimer.
Não fora o trabalho detetivesco de Diamond, tudo ficaria encoberto.
Os motivos que levariam Money a agir dessa forma ficam como matéria de especulação. Mas podemos afirmar que títulos institucionais importantes não dão garantia de honestidade intelectual e moral a seus portadores.
2 – O malogro da experiência de Money poderia levar à conclusão de que a definição da identidade de gênero (masculino ou feminino) depende basicamente de fatores orgânico-biologicos e genéticos. Mas essa seria uma conclusão errada. Money se equivocou ao pressupor como opostos e mutuamente excludentes os fatores culturais e biológicos, quando eles interagem sinérgicamente. Outro erro fundamental de Money foi não levar em conta a dimensão inconsiente do psiquismo humano, como veremos a seguir.
Uma primeira observação que salta aos olhos quando lemos a conduta de Money é seu descaso com o inevitável luto provocados em todos, nos pais e nas crianças, pela grave mutilação do bebê Brian. Ao invés de acolher sua depressão e ajudá-los a elaborá-la, Money faz uma proposta que tem todos os elementos de uma reação maníaca – desconsidera o impacto da perda e onipotentemente se propõe a criação de um novo bebê, não mais um menino mutilado e sim uma menina sadia. Mais ainda, aconselha que o assunto seja esquecido e acredita que os pais conseguiriam criá-la como uma menina, sem levar em conta que o fato era de conhecimento da família e seus amigos.
Como Money ignora o inconsciente e suas formações, desconhece sua decisiva participação na constituição do sujeito e de sua identidade sexual.
Teoricamente, os pais terão mais possibilidades de transmitir para os filhos uma boa identidade de gênero – entenda-se por isso uma identidade sexual conforme com o sexo biológico – tanto mais terão elaborado – eles mesmos – seus complexos de castração e de édipo. Mais os próprios pais estão satisfeitos com sua própria identidade de gênero, mais eles conseguirão fazer com que os filhos se adeqüem às suas próprias identidades de gênero. Dizendo de outra forma: a influência da educação e da cultura sobre a identidade de gênero de uma criança, não depende da deliberação consciente e voluntária dos pais e sim de seus desejos e conflitos inconscientes.
A atitude inconsciente da mãe de David Reimer sobre sua identidade sexual provavelmente era o oposto daquela das mães de travestis e transexuais descritas por Robert Stoller. A mãe de Reimer nunca teria rejeitado a masculinidade do filho e não teria aceitado tratá-lo como menina, embora externamente cumprisse com as obrigações impostas por Money. Seu desejo inconsciente era de ter um filho homem, e isso terminou por acontecer, apesar de todos os empecilhos. As mães de travestis e transexuais, como mostra detalhadamente Stoller, são mulheres que não toleram a masculinidade do filho e a destroem de várias maneiras.
Diz ele: “Vimos que um homem anatomicamente normal pode tornar-se masculino e acreditar-se homem, ou feminino e acreditar-se mulher, surgindo o resultado de ambas situações da psicodinâmica de sua família. Por volta do primeiro ano de vida, ele irá desenvolver as raízes fundamentais e aparentemente inalteráveis de sua masculinidade ou feminilidade e os processos pelos quais passou, ao invés de serem inevitáveis, serão o resultado das personalidades de seus pais e da maneira como eles se relacionam com o menino, física e psicologicamente. Desta maneira, o destino de uma pessoa pode, sob alguns aspectos, estar muito mais fora do alcance de suas mãos do que o poderia indicar o conceito usual de uma dinâmica inconsciente”.- em “A Experiência Transexual” – p.37 (grifos meus).
Em seu outro livro, “Masculinidade e Feminilidade – Apresentações de Gênero” (Artes Médicas – Porto Alegre – 1993), diz Stoller: “A identidade de gênero nuclear resulta, em minha opinião, do seguinte: I) Uma força biológica, genética (…); II) A designação do sexo no nascimento: a mensagem que a aparência dos genitais externos do bebê leva àqueles que podem designar o sexo – o médico que está atendendo e os pais – e os efeitos inequívocos subseqüentes desta designação para convencê-los do sexo da criança; III) A influência incessante das atitudes dos pais, especialmente das mães, sobre o sexo daquele bebê, e a interpretação dessas percepções por parte do bebê – pela sua capacidade crescente de fantasiar – como acontecimentos, isto é, experiências motivadas, significativas; IV) fenômenos bio-psíquicos, efeitos pós-natais precoces causados por padrões habituais de manejo do bebê (…),esse item está ligado com o III, mas é listado à parte por ênfase e para distingui-lo dos processos mentais; V) desenvolvimento do ego corporal (…)confirmando para o bebê as convicções dos pais a respeito do sexo de seu filho”. (p.30)(grifos meus).
A revista VEJA de 16/06/04 traz a notícia de um garoto alemão de 13 anos que será o mais jovem paciente a trocar de sexo por não se sentir identificado com o masculino.. Qual seria a diferença entre o desejo desse garoto, que está biologicamente habilitado para o exercício da masculinidade e dela abdica, desejando uma operação que o deixe com o sexo trocado, e o desejo de David Reimer, que tão bravamente lutou para recuperar seu sexo perdido? A possível resposta, como vimos acima, residiria no desejo consciente e inconsciente dos pais e na forma como eles encaravam o sexo desse garoto.
A rejeição consciente e deliberada por parte de determinadas mães frente a definição sexual de seus filhos é bem documentada por Stoller em seus vários casos. Historicamente, lembra o caso do poeta alemão Rainer Maria Rilke, que “foi criado exatamente como uma menina, até os seis anos, por sua mãe (e inteiramente contra os desejos de seu pai, que queria que ele fosse um soldado) para compensar a perda de uma irmã mais velha do menino, que morreu na infância. Isso é descrito com detalhes no livro Die Jugend Rainer Maria Rilke, de Carl Sieber, Insel-Verlag, 1932. (A Experiência Transexual – Robert J. Stoller – Imago – Rio – 1982). Lembramos ainda o caso de Oscar Wilde, que até os dez anos foi tratado “no que dizia respeito a roupas, hábitos e companhias” como uma menina. (Oscar Wilde, Richard Ellman, Companhia das Letras, 1987, p.27)
Voltando ao caso David Reimer, não é difícil constatar o efeito desagregador e mortífero que a mutilação acidental e a conseqüente experiência de Money teve sobre toda a família, culminando com o suicídio dos dois gêmeos.
Sergio Teles
Fonte: crescendoparaedificar.
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Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...
Filipenses 3:13,14

Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.
“E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Romanos 13:11,12” (Bíblia Sagrada)


"A EBD É AMIGA DA INFÂNCIA, A INSPIRAÇÃO DA MOCIDADE, A FORÇA DA MATURIDADE E O CONFORTO DA VELHICE".
Meu amigo e irmão Jesus disse em sua palavra
Que aquele que não nascer de novo da água e do Espírito
Não pode jamais ver o Reino de Deus
E hoje Ele te convida a fazer de você uma nova criatura
E escrever uma nova história , fazer morada em seu coração
Assim como Ele mudou a minha vida e de milhares de pessoas
Ele quer mudar a sua também e fazer de você um campeão
Aleluia!

O segredo da felicidade está nestes versículos
Todos querem ser felizes mas umas pessoas são mais felizes que outras. Qual é o segredo da felicidade? Filipenses 4 explica o que você precisa para ser feliz:
1. Se alegrar em Deus
Ser feliz é uma decisão. Se você é salvo por Jesus, você tem muitas razões para ser feliz! Mesmo quando tudo corre mal, você tem a vida eterna e a amizade, a proteção e o conforto de Deus. Alegre-se, nem tudo é ruim!
2. Ser grato e entregar os problemas a Deus
Você está preocupado com alguma coisa? Não deixe que a ansiedade estrague sua felicidade. Fale com Deus sobre o problema. Confie em Deus e ele vai lhe ajudar. Não precisa ficar ansioso.

Atenção! Não se esqueça de agradecer a Deus pela ajuda! Quem é grato é mais feliz.
3. Pensar em coisas boas
Muitas vezes pensamos tanto nas coisas ruins da vida que esquecemos das coisas boas. Pensamentos negativos tiram a felicidade. Por isso, quando você está em baixo, pense em coisas boas! Por cada pensamento negativo pense em duas coisas positivas e agradeça a Deus por elas.
4. Pôr em prática.
Saber não basta. Você precisa praticar! Quanto mais você pratica, mais fácil fica. Se você realmente quer ser feliz, precisa praticar o que a Bíblia diz.
Seja feliz!
Seja imitador de Deus

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