18 de setembro de 2021

Aula Bíblica Jovens e adultos, Central Gospel – Lição 12 : O Discipulado no Meio Empresarial e de Negócios

✋ A paz do Senhor:
👉 Vejam estas sugestões abaixo:
✍️ Apresentem o título da lição: 
 
O Discipulado no Meio Empresarial e de Negócios
Tenham uma excelente aula!
  
💨 Trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada.


Texto bíblico base
  2 Tessalonicenses 3.7-13
7 Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós,

8 Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós.

9 Não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes.

10 Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.

11 Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs.

12 A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.

13 E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.

  João 1.41
Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe: Achamos o Messias que, traduzido, é o Cristo. 


OBJETIVOS
👉  Influenciar positivamente as pessoas no meio corporativo e de negócios;
👉  Valorizar a vocação profissional e ética;
👉  Glorificar a Deus, por meio do evangelismo, em sua atividade profissional.


👉  Como evangelizar seus colegas de trabalho?
Conforme cresce a oposição cultural ao cristianismo, qual é o efeito disso no evangelismo que você faz no trabalho? Você está mais fiel ou mais temeroso?

Você dificilmente poderia ser culpado por estar mais temeroso. O rápido avanço do liberalismo social e das políticas de recursos humanos promovendo “tolerância” no local de trabalho apenas exacerbam os dois medos que comumente citamos para o não compartilhamento do evangelho com nossos colegas de trabalho: medo de má reputação e medo de repercussões na carreira, como perda de emprego ou estagnação da carreira.


O evangelismo sempre foi difícil. 
Se existe qualquer coisa nova a respeito dos nossos desafios de hoje é quão fortalecida a oposição parece estar. Não cristãos costumavam dizer “cada um na sua”. Agora eles estão mais propensos a nos acusar de estupidez (“Sério, você não acredita na evolução?”) ou de fanatismo intolerante (“Como você ousa dizer que homossexualismo é um pecado?”). Empregadores cada vez mais pesquisam nas mídias sociais sobre a vida dos candidatos ou empregados antes de tomarem decisões de contratação ou promoção. Há quanto tempo empresas que temem assédio moral e discriminação no ambiente de trabalho trocam o cristão mais visível por alguém menos notável?

Apesar de tudo isso, eu sou muito grato pelos irmãos que temeram mais a Deus do que ao homem e compartilharam o evangelho comigo. Minha própria fé é fruto do evangelismo no local de trabalho.

👉  Perdido e achado no local de trabalho
Doze anos trás, eu era um pesquisador em uma firma de consultoria de médio porte em Washington, DC. Eu era um hindu autoconfiante, autossuficiente e profissionalmente próspero. Você não diria que eu era espiritualmente inseguro. Francamente, eu não sabia que eu era espiritualmente inseguro. Eu realmente não era um cara que estava me esforçando para buscar Cristo.

Entra meu colega cristão, Hunter. Bem conhecido e querido no escritório, Hunter era um vendedor de alto desempenho com uma gama de interesses. Alguém me disse: “Ele é cristão, sabia?” Nenhum de nós sabia por certo o que isso significava, mas ambos acreditávamos que isso era relevante o suficiente para acrescentarmos um tendencioso “Hum…”.

Eu sabia que Hunter não se encaixava no molde de um cristão que eu tinha construído mentalmente. Cristãos eram “legaizinhos”, antiquados, hipócritas, monótonos. Hunter não era assim. Então comecei a observá-lo.

Nós nos tornamos amigos. Nós passávamos tempo juntos e conversávamos sobre diversos tópicos: Os Simpsons, O Senhor dos Anéis, Cristo, Krishna, café, trabalho. Enquanto o Senhor usava o Hunter para me buscar, eu nunca me senti como um projeto, mas sim um amigo. Como só Deus é capaz de fazer, ele providenciou que Hunter estivesse comigo no mesmo momento em que ele orquestrava uma crise espiritual na minha vida. E ele deu a Hunter a sabedoria e a ousadia para falar a verdade à minha vida quando eu mais precisava.

Comportamentos de um evangelista no local de trabalho

Embora ele mesmo fosse jovem na fé na época, há muito no exemplo de Hunter que qualquer crente pode aplicar no contexto do ambiente de trabalho.


1. Lance Cristo sobre a mesa
Primeiro, lance Cristo sobre a mesa. Visto que pode ser raro conhecer cristãos no local de trabalho, é essencial que as pessoas no seu escritório saibam que você é um seguidor de Cristo. Assim, você pode se disponibilizar para crentes mais fracos e ser um exemplo para incrédulos. Foi um colega não cristão que me disse sobre a fé de Hunter. Obviamente nós não devemos fazer isso de forma ofensiva ou irresponsável, mas falar sobre o fim de semana, descrever um estudo bíblico do qual participa ou compartilhar como você ora pelos outros fará com que as pessoas logo saibam que você é cristão.


2. Trabalhe com excelência
Segundo, trabalhe com excelência. Quando você lança Cristo sobre a mesa, espere ser estudado pelos seus colegas assim como eu estudei o Hunter. Trabalhe de uma maneira que reflita a criatividade, o propósito e a bondade de Deus. Demonstre fidelidade e integridade. Trabalhe “sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14). Submeta-se àqueles em autoridade e sirva humildemente. Isso, em si mesmo, não é evangelismo, mas o conteúdo das nossas vidas no trabalho deve reforçar, não enfraquecer, o conteúdo da mensagem do evangelho que compartilhamos. 


3. Ame os seus colegas
Terceiro, ame os seus colegas.
Invista em amizades com não cristãos no seu local de trabalho, não de forma superficial como “projetos”, mas amando-os como tendo sido feitos à imagem de Deus. Não subestime a importância da confiança. Considere que foi um ano e meio depois de Hunter e eu termos nos conhecido que nós estudamos a Bíblia juntos e Deus me deu ouvidos para o evangelho.

Use o seu horário de almoço estrategicamente. 
Quando possível, faça uso generoso da hospitalidade, onde você possa compartilhar a sua vida com um colega longe do escritório e das brincadeiras e conversinhas de escritório.


3. Prepare-se para evangelizar
Quarto, prepare-se para evangelizar. Por mais bobo que isso possa parecer, certifique-se de que você sabe facilmente explicar o evangelho. Pratique se for preciso.

Quando o Senhor fornece uma oportunidade, você não quer a sua voz interna gritando com você por não ser claro — você quer a sua mente livre para ouvir o seu colega e o que ele está lutando para entender. Afinal, é o evangelho que salva, não a nossa perspicácia e profundo conhecimento de apologética. Eu louvo a Deus pela clareza, ousadia e confiança no poder do evangelho que Hunter possuía.


5. Ore Quinto, ore.
Ore pelos seus colegas regularmente. Ore por boas oportunidades de compartilhar o evangelho. Ore para que você cresça em ousadia. Ore para que Deus seja grande e o homem seja pequeno — todos nós somos culpados de misturar os dois.

E convide irmãos e irmãs da sua igreja para orar também. Hunter mais tarde me disse que seu grupo de estudo bíblico de homens estava orando por mim desde o momento em que eu perguntei a ele a respeito da fé cristã que ele tinha. Um chamado à fidelidade Conforme os locais de trabalho ficam cada vez mais hostis para o cristianismo, essas práticas básicas se tornam cada vez mais essenciais. O Senhor tem sido bom em responder minhas muitas orações por boas oportunidades e por palavras para falar. Ser conhecido como cristão, viver a minha fé profissionalmente e de forma interpessoal, e amar os meus colegas como portadores da imagem de Deus me deram oportunidades de falar abertamente sobre a minha fé. E, em sua maravilhosa graça, Deus escolheu me usar para trazer um colega à fé.

Nós devemos esperar que o Senhor responda as nossas orações e nos conceda oportunidades de falar de Cristo, então ore por ousadia. E esteja disposto a gastar seu “capital relacional”. Deus colocou você onde está por um propósito.
Nachnani, Ashok.


Breve introdução:
O artigo abaixo demonstra que o discipulador é um mentor na questão fé-trabalho, desempenhando um papel orientador no ambiente organizacional.

Leia abaixo uma reflexão escrita pelo CEO do C12 Group, Mike Sharrow:

Em Janeiro de 2020, 3.000 dos líderes mundiais mais poderosos nos negócios, no meio acadêmico e em questões sociais se encontraram no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. O tema foi “Stakeholders por um Mundo Coeso e Sustentável”. Esses líderes formadores de opinião reconheceram seus papéis, não só como acionistas, mas como stakeholders capazes de facilitar a mudança de forma significativa e moldar o futuro. Juntos, esses transformadores globais debateram questões de valores corporativos: o que uma empresa deve à sua comunidade, ao seu país e ao mundo em geral? O que significa um negócio não só fazer o bem, mas ser bom? O que tal aspiração requer?

Os líderes do fórum estão se inspirando em uma discussão internacional que cresceu em um movimento completo. Funcionários da geração Y e da geração Z se veem como parte de uma economia com propósito. Essa geração de trabalhadores espera que o trabalho que fazem reflita algo significativo sobre quem eles são, e, além disso, esperam que as empresas para as quais trabalham se preocupem com mais do que fazer dinheiro.

Esse tipo de aceitação moral tem o potencial de energizar os mercados mundiais e revolucionar a maneira como vivemos. Isso pode também, infelizmente, criar uma cultura em que os trabalhadores estão inteiramente dedicados ao trabalho até o ponto de que não possam mais continuar. Eles se esgotam. Não há um parâmetro de referência preciso para o progresso quando sua meta é mudar o mundo. Então as pessoas se desgastam, e por fim, desistem. A não ser que Jesus seja envolvido.

Quando comecei minha carreira no mundo corporativo, eu estava trabalhando para pagar a faculdade. Inicialmente, eu estava estudando para ser pastor e só precisava do trabalho para pagar as contas. Quatro anos se passaram e, antes que eu percebesse, tinha subido alguns níveis em uma empresa Fortune 50 e mudei meu curso de especialização para negócios. Foi então que tive minha primeira crise de fé no trabalho.

Eu estava sentado à escrivaninha uma noite quando um e-mail chegou da equipe executiva me parabenizando por algo que eu tinha feito. Esse e-mail deveria ter me deixado feliz, mas em vez disso, parecia um alerta de fracasso. Eu sabia que a vida era mais do que elogios corporativos por criar dispositivos. Eu sentia como se precisasse fazer “coisas significativas” para o Reino de Deus – parecia que Deus tinha me chamado para muito mais.Nós todos ansiamos ouvir “bom trabalho!”. Todas as pessoas ocupadas e prósperas têm um medo inerente de não serem suficientemente bem-sucedidas, de que o que fazem não importa, de que estão conquistando as coisas erradas. O mercado de ações quebra, tecnologias mudam, e mesmo os movimentos sociais mais cativantes desaparecem. As coisas que duram eternamente têm todas algo em comum: Elas são feitas para Cristo.

Eu comecei a perceber que eu tinha compartimentalizado minha vida em coisas que eram sagradas e outras que eram seculares. Eu era uma pessoa quando vestia o uniforme com a logo da empresa e outra pessoa quando vestia a camiseta da igreja. Embora eu soubesse o que era o ministério na igreja e na vizinhança, eu não fazia ideia do que poderia ser o ministério em uma empresa com fins lucrativos. Eu tinha ido a boas igrejas e tinha lido bons livros, mas este era um território desconhecido para mim. Como deve ser o negócio como ministério? Eu não sabia como começar a responder essa pergunta. Na segunda-feira seguinte, nossa empresa contratou um novo gestor que acabou se tornando meu primeiro mentor na questão fé-trabalho, Tony Barrett. Ele me chamou um dia e disse, “Você está tentando entender como isso funciona, não está?” Com a orientação dele, comecei a entender que minha fé e trabalho não precisavam estar em conflito. Integrar os dois era essencial para me tornar um funcionário efetivo no Reino que administra o trabalho como uma plataforma do ministério.

As pessoas estão sedentas para ver uma vida íntegra e consistente. Elas estão interessadas em saber por que você não está desesperado ou não tem atitudes negativas quando as coisas estão indo mal. Elas querem saber por que você busca manter a paz quando alguém está tentando te punir. No geral, as pessoas desejam virtude – elas geralmente não têm o motivo para fazer o mesmo. O Evangelho é esse motivo, encorajando o tipo de pensamento que produz a vida que tantos estão procurando. Minha fé se tornou a motivação para realizar negócios realmente bons – para um grande propósito. Os Cristãos nos negócios são comumente tratados como se nosso maior valor residisse em produzir dinheiro para financiar iniciativas relevantes. Há um mérito inegável em gerenciar uma empresa lucrativa, que doa generosa e financia ministérios. Mas eu creio que Deus está menos interessado com o que fazemos com nosso dinheiro e está mais interessado em como lidamos com as pessoas. As pessoas são o maior bem no Reino de Deus, e as empresas têm acesso a muitas pessoas.

Pequenas empresas na América influenciam em média mais de 5.000 pessoas todos os anos. O alcance se estende a funcionários e suas famílias, é claro, mas também a clientes, fornecedores, gestores imobiliários e colegas do setor. De acordo com estatísticas dos Estados Unidos, a maioria dessas pessoas nunca vai à igreja. O empresário médio na América, portanto, pode ter mais acesso a pessoas não-alcançadas em um ano do que alguns pastores de grandes igrejas. Trabalhar lado a lado com as pessoas todo dia, toda semana, todo ano, cria oportunidades orgânicas para o ministério – oportunidades que me surpreenderam quando as reconheci. Meu maior obstáculo para integrar meu trabalho e minha fé até aquele ponto tinha sido minha própria ignorância. Assim como muitos executivos com altas responsabilidades, eu achava que havia barreiras legais para criar uma cultura baseada na fé em uma empresa com fins lucrativos. Estávamos preocupados com o fato de que dirigir um estudo bíblico durante o horário de trabalho ou conceder tempo livre remunerado para funcionários que desejassem ser voluntários em organizações de serviço cristãs pudesse deixar nossas empresas vulneráveis a ações judiciais por discriminação. Recursos educativos, prestação de contas e mentoria me mostraram que não era necessariamente o caso.

Nos Estados Unidos [e no Brasil], um empresário tem todo direito de dizer que seus negócios existem para glorificar a Deus. Há maneiras certas e erradas de colocar isso em prática, mas todos os dias há momentos e possibilidades para ministrar, e isso não deveria ser desperdiçado. Há um estigma em nossa cultura que, ou uma pessoa é chamada para o ministério, ou não é. Se você não é uma daquelas pessoas escolhidas para uma vocação ministerial, a implicação é que você só consegue um emprego para sustentar aqueles que são. Essa é uma falsa dicotomia. Deus não nos chamou para escolher entre sucesso e relevância. Ele nos chama para declarar nossa fidelidade como discípulos de Jesus, sendo todo o resto secundário. Uma vez sob o senhorio de Cristo, tudo o que você faz está nEle e é por Ele. Jesus nunca chamou discípulos de meio período. A ideia de que negócios não podem ser um ministério faz com que empresários fracassem e pode ser terrivelmente isoladora. Não temos a tendência de falar muito sobre fé no trabalho, então muitos não estão cientes de que há outros Cristãos próximos a eles. Eu lembro da solidão que sentia aumentar à medida que recebia mais responsabilidades na empresa. Esse isolamento veio por achar que eu era o único tentando integrar fé e trabalho.

Em 1 Reis 19, Elias está fugindo do rei e assassino Acabe. Ele clama a Deus, achando ser o único cujos joelhos não se dobraram diante de Baal, mas Deus lhe diz que ele não está sozinho – há outros 7.000. De forma semelhante há mais de 100.000 empresários na América que foram à igreja local na última semana, e ainda assim, muitos se sentem sozinhos como eu uma vez me senti. Passamos 90.000 horas de nossa vida adulta no trabalho. Isso é muito tempo para não estar com Cristo, torcendo apenas para não estragar tudo. Por outro lado, essa é uma quantidade de tempo incrível para não investir no ministério com pessoas que talvez não estejam abertas para ouvir o Evangelho.

Quando fé e trabalho andam lado a lado em um modelo de negócios moldado pelo Evangelho, torna-se mais fácil encontrar a comunidade com a qual estamos conectados. Isso desfaz o mito de estarmos sozinhos na obra de expansão do Reino. A liderança pode certamente ser solitária, mas não precisa ser assim. Quando empresários perguntam o que honra a Deus em suas empresas, isso pode ajudar os funcionários a terem uma visão mais ampla. Isso pode transformar completamente a cultura do local de trabalho, provocar o desenvolvimento humano e promover o engajamento guiado pelo propósito, diferente de qualquer outra coisa. Deus está no negócio de pessoas, assim como todos os negócios. Isso deveria nos compelir a construir grandes negócios que tenham a capacidade de se importar mais com as pessoas, gerando um impacto eterno. Sharrow, Mike


MISSÃO EMPRESARIAL X MINISTÉRIO NO AMBIENTE DE TRABALHO
A relação humana do cristão com o meio do trabalho sofreu intensas modificações á partir da influência dos reformadores. A Reforma Protestante produziu um avanço nas qualificações profissionais, pois era desejável glorificar a Deus por meio dos negócios também, além disso os pensamentos dos reformadores evocavam os fundamentos de igualdade e liberdade. Lutero trouxe á tona a ética protestante vinculada ao trabalho, onde o objetivo cristão deveria ser por uma vida em prosperidade plena, em oposição á realidade de autopunição e sofrimento imposto pelo Sistema Religioso vigente.

Na atualidade, a visão sobre o campo missionário, como consequência do que foi fundamentado pelos reformadores, passou a ser compreendida com abrangência, logo tanto o Evangelismo quanto o Discipulado devem ocorrer nos espaços empresariais e de negócios, não devendo se restringir á Igreja. Nesta visão, a empresa é o foco de discipulado e também o instrumento discipulador, á partir da transformação da realidade através do meio de produção, assim tendo os empresários, empreendedores e profissionais autônomos, papel prioritário no Reino. O enfoque missionário passa a ser o combate ás desigualdades sociais, oferecendo empregos e dignidade ás pessoas de baixa renda, como também aprimoramento profissional em prol de impactar o mundo através dos negócios associados á mensagem do Reino de Deus.

Não há como falar em Missão empresarial sem disassociar da Missão Integral, que é a cosmovisão integral da existência, onde o homem que vive reconectado com Deus, também é aquele conectado com o próximo e com o ambiente em que vive, através da vivência relacional. Logo, o desenvolvimento econômico influencia aspectos sócio ambientais, não podendo ser excluído da necessidade de uma abordagem sustentável e integradora. Desta forma, a percepção dualista de existência, compartimentando os aspectos humanos entre físico e espiritual, e pior, associando a prosperidade profissional a menor valia do “secular” é uma leitura obsoleta e em desacordo com a cosmovisão bíblica de integralidade.

O ministério no local de trabalho não é a mesma coisa que missão empresarial, enquanto o primeiro diz respeito á evangelizar e construir relações mais concisas entre os colegas de trabalho com o intuito de relacionar os princípios bíblicos á prática empresarial em prol da expansão do Reino e ratificação da glória de Deus, o segundo é mais complexo, pois além de ter os mesmos propósitos do discipulado empresarial, também pretende atuar além dos setores internos de uma empresa, influenciando toda a comunidade onde a empresa foi instalada. A missão empresarial portanto, visa qualificar empresários para impactarem através dos princípios bíblicos associados aos bens e serviços produzidos todo o contexto sócio - cultural em que suas empresas estejam inseridas, transformando através do Evangelho o público alvo consumidor e seus entornos.

A missão empresarial tem como objetivos se opor ao lucro abusivo, á exploração da mão de obra, ás relações injustas de trabalho, visando a geração de empregos e desenvolvimento da região em que atua, contra a cultura do assistencialismo gerador de dependência financeira que mais degrada que ajuda no resgate da autoestima do outro. Os bens e produtos gerados por empresas cristãs devem sempre honrar o nome de Jesus.


RECOMENDAÇÕES E COACHING
O discipulado acontece de forma voluntária, entretanto há uma outra abordagem intitulada “coaching” que dependendo do campo de atuação pode não ser no sistema de voluntariado. Porém, o que determina se a ação de um cristão é compatível com a de um “coach” (treinador) não é necessariamente o vínculo á valores monetários, e sim a ideia de temporalidade que o “coaching” propicia, visto que suas ferramentas e estratégias são constituídas para um determinado fim, o alcance do alvo estabelecido. O “coaching” envolve um planejamento com objetivos bem definidos, metodologia e prazos previamente estabelecidos. Nesse aspecto, Jesus é compreendido como o “coach” ideal e incomparável, pois desenvolveu com maestria as habilidades e potencialidades dos que receberam seu treinamento com excelência e em tempo recorde.

Há recomendações a serem adotadas por Igrejas voltadas ao discipulado empresarial ou no local de trabalho: desenvolver através dos mentores e “coach”, e parcerias com Instituições experientes em Missão empresarial o conceito de Empresas transformadoras, objetivando a adesão de empresários e mantenedores cristãos.
Juliana de Jesus Chinelli
ADVEC Sede, Rio de Janeiro
Fonte: Crescendoparaedifica.blogspot.com

  
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Momento do louvor
Eu Tenho Um Chamado - Quatro por Um



Fernanda Brum - Meu Chamado



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Nova criatura sou Fernandinho



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Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.

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