16 de janeiro de 2026

Aula Bíblica Discipulando – Lição 04: O caráter de Jesus – Novos Convertidos – 1º. Ciclo Cpad

   

     💓 A paz do Senhor Jesus Cristo a todos!

  • A todos que amam a Palavra de Deus, sejam muito bem-vindos. É uma alegria receber cada um que tem prazer em aprender mais dos caminhos do Senhor.
  • Que o Espírito Santo nos conduza neste momento, trazendo sabedoria, edificação e comunhão. Que cada coração seja alcançado pela graça e pela presença do nosso Deus.


  • Professor(a). Planejar antecipadamente sua aula é algo indispensável para alcançar os resultados esperados em classe. Por essa razão é importante que você estabeleça metas a serem alcançadas. Prepare o esboço da lição e se esforce para estudá-lo durante a semana, selecione os recursos didáticos que utilizará na aplicação da aula; pense nas ilustrações ou exemplos que serão melhores assimilados pelos alunos, elabore algumas perguntas que estimularão seus alunos a pensarem no tema; e é claro, ore pedindo a capacitação do Espírito Santo. Saiba que Ele é o seu Auxiliador nesse ministério do Ensino. Ao longo da semana interceda também por cada aluno e suas respectivas famílias.


__Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

__ Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

__ Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

__ Perguntem como passaram a semana.

__ Escutem atentamente o que eles falam.

__ Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

__ Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.



  • Ore com seus alunos(a). Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.

  • Não esqueça que para uma boa conclusão é importante uma revisão. Procure aplicar aos alunos o tema com exemplos vivos que eles os identificam no cotidiano. Era assim que Jesus ensinou as maiores lições.


CONHEÇA OS SEUS ALUNOS
Cada aluno(a) representa uma oportunidade de mudar o mundo. Os princípios que você partilha com uma pessoa podem influenciara vida de muitas outras. Mas essa influência não será alcançada sem atenção exclusiva a um indivíduo. Uma palavra pessoal, um bilhete de encorajamento, um conselho particular — é preciso muito pouco para causar um grande impacto.

Ao longo da Bíblia, vemos Jesus chamando pessoas solitárias em meio a uma multidão e ministrando a elas pessoalmente. Todos eram importantes para Ele — um de cada vez. Ninguém era descartável, Cada um tinha um potencial único." (TOLER, Stan. Minutos de Motivação para Professores. Rio de Janeiro 
CPAD, p. 11).


ANTES DA AULA
O papel do professor(a) da Escola Dominical vai além da tarefa pedagógica de ensinar conteúdos bíblicos. Todo professor(a) é também um líder de sua classe, ao escrever sobre liderança familiar o Dr. Stephen Adei, em seu livro Seja o líder que sua família precisa (CPAD, p. 27) apresentou o conceito dos três "M"s da liderança espiritual, que pode ser útil para o professor.

Segundo o Dr Adei, o líder deve ser um modelo, um ministro e um mentor. Deve ser um modelo, porque os seguidores veem, um ministro porque os outros sentem e um mentor, porque os outros ouvem ao assumirmos o papel de professores da classe de Escola Dominical, precisamos ter a consciência de que estamos assumindo a liderança sobre o grupo de alunos e precisamos exercer essa liderança de forma a edificá-los.

Ore, estude, pesquise, analise e prepare-se para mais este encontro com seus alunos. Busque a renovação do Espírito Santo para a sua própria vida.




 Apresentem o título da lição: 
 Vejam estas sugestões abaixo:
O caráter de Jesus


ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
INTERAGINDO COM O ALUNO
  • Nesta lição você terá a tarefa de conduzir o estudo acerca de um tema bastante corriqueiro, porém, muito importante para o aluno a quem você está lecionando. No início de uma nova caminhada, é imperioso que o seu trabalho pedagógico destaque o valor do caráter. Acolher o Evangelho de Cristo não significa adotar certas ideias ou doutrinas, mas permitir-se e submeter- -se à transformação de todo o nosso ser ao trabalhar do Espírito Santo. Ele é o responsável em nos conduzir rumo ao supremo alvo que é tornar-nos como o Senhor Jesus Cristo. Conta-se a história de um missionário que. ao falar de Jesus em uma determinada localidade, tivera a grata surpresa quando os moradores lhe disseram que aquela pessoa de quem ele falava já havia estado ali. O que certamente aconteceu nesse lugar, é que alguém fora tão transformado e parecia-se tanto com o Mestre, que ao ouvir a pregação do missionário, a impressão dos moradores é que a pessoa de quem ele falava já havia estado entre eles. É exatamente isso que o Senhor deseja para nossa vida.



SUGESTÃO
COMO FAZER UMA RODA DE CONVERSA
Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os alunos têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.
_____ A roda de conversa é um método bastante utilizado há diversos anos, mas geralmente não é visto como uma prática pedagógica.
_____ Apesar disso, o seu objetivo é a construção de um espaço de diálogo que permita aos alunos(as) se expressarem e aprenderem em conjunto.

Para criar uma roda de conversa, o professor(a) deve fazer um planejamento, estabelecer as regras e intervir quando necessário para garantir a sua compreensão e dos alunos.


O professor(a) deve estabelecer inicialmente que todos devem ser protagonistas. Devem aprender a respeitar o que o outro tem a dizer, não interromper e esperar a sua vez de falar.


RODA DE CONVERSA
SUGESTÃO DE MÉTODO
       A aprendizagem acontece de diferentes maneiras e quanto mais possibilidades são exploradas, melhor. Para envolver todos os alunos e desenvolver mais autonomia e coletividade, a roda de conversa é uma ótima metodologia que pode ser aplicada em todas as aulas.
   Ao invés de somente escutar o que os professores estão ensinando, os estudantes têm a oportunidade de dar a sua opinião, ouvir e aprender.




CONVERSE COM SEUS ALUNOS
PROPOSTA PEDAGÓGICA
  • Considerando que a caminhada do novo convertido está apenas se iniciando, é imprescindível que você incentive o aluno a uma permanente transformação de caráter. Esteja atento ao seu próprio desempenho, pois inevitavelmente você será observado. Ainda que estejamos cientes das nossas ambiguidades e imperfeições, precisamos incentivá-los a que busquem não legalistamente, é óbvio, mas, de forma voluntária e servidora, imitar a Cristo, que é o nosso supremo alvo.


Inicie a aula inquirindo-os acerca da seguinte questão: 
___Se o mundo todo agisse como nós agimos, ele seria melhor? Espere ao menos alguns segundos e, em seguida, prossiga perguntando: 
___É possível transformar o mundo através do exemplo? 
Quando se trata de caráter, qual o melhor “método” de ensino, o discurso ou o exemplo? Bons modos e boas maneiras são posturas esperadas em quem é exclusivamente religioso? Como se explica o fato de pessoas não crentes terem, às vezes, um exemplo até melhor do que aqueles que professam a fé? Diga-lhes que, independentemente da postura das pessoas que professam a fé, cada um dará conta de si mesmo e, por isso, devemos, individualmente, cuidar de nossa comunhão com o Senhor, pois muitas vezes, a única “pregação” a que as pessoas não crentes terão acesso é o nosso exemplo.



 
Momento do louvor
Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Créditos na descrições dos vídeos abaixo:
Harpa Cristã Hino 262 Senhor, Estás Comigo Cantado & Letra


Porque Ele vive - André Valadão com letra 


Presença/Grupo nova dimensão


SEU NOME É JESUS - COM CRISTO 


Sarah Farias - O Rosto de Cristo (Live Session)


O CAMINHO DE DEUS - Asaph Borba


Jesus Cristo Mudou Meu Viver 


SUGESTÃO
Para inicia utilizem a:
Dinâmica: Modelo Perfeito
Objetivo:
Introduzir o estudo sobre O caráter de Jesus 

Material:
Revistas de moda feminina e masculina

02 cartolinas

01 tubo de cola

01 rolo de fita adesiva

Figuras de roupas antigas

01 cabide

01 peça de roupa feita de papel: o modelo fica ao seu critério, mas sugiro algo simples como um colete e nele deverá estar escrito: humildade e obediência.

Procedimento:

- Entreguem para os alunos revistas de moda feminina e/ou masculina, dependendo do tipo de aluno que você ensina.

- Peçam para que escolham o modelo de roupa que mais gostam e destaquem da revista.

- Solicitem que mostrem para a turma e falem da razão da escolha do modelo.

- Coloquem todos os modelos fixados numa cartolina.

- Perguntem: Estes modelos podem ser utilizados por muito tempo, para toda a vida?

Aguardem as respostas.

Certamente responderão que não. Aproveitem e falem que os modelos de roupas elas passam com o tempo, pois são vinculados a fatores externos, passageiros, transitórios e passam rapidamente.

Caso alguém tenha respondido que sim, apresentem figuras de modelos antigos.

E agora, perguntem: Vemos nestes modelos: saia, vestido, blusas, camisas, calças, paletós. Mudaram com o tempo?

Certamente agora todos vão responder positivamente.

- Falem: Há um modelo que podemos copiar e nunca será ultrapassado ou se tornar fora de moda. O modelo não é transitório e encontramos em Jesus.

- Então, apresentem este tipo de vestimenta, pendurada num cabide. O modelo fica ao seu critério, mas sugiro algo simples como um colete e nele deverá estar escrito: humildade e obediência.

- Falem: Temos em Jesus o modelo de humildade e obediência, dois elementos essenciais que acontecem internamente, mas que são refletidos em atitudes externas.

- Depois, leiam:

“... revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”(I Pe 5.5b)

“Revesti-vos pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade”(Cl 3.12).

- Para concluir, segurando o cabide com o modelo ideal pendurado, falem: Esta é uma peça que não pode faltar no seu guarda-roupa.
Fonte da dinâmica por SulamitaMacedo//blog/atitudedeaprendiz.blogspot.com


Trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.




MEDITAÇÃO
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e. achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.5-11).


REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
SEGUNDA 
Mateus 4.1-11

TERÇA 
Filipenses 2.5-11

QUARTA
Lucas 24.19

QUINTA 
Mateus 11.29,30

SEXTA 
Atos 1.1

SÁBADO 
João 7.46-52


TEXTO BÍBLICO BASE
Mateus 11.25-30
25 – Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai. Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.

26 – Sim, ó Pai, porque assim te aprouve.

27 – Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai: e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

28 – Vinde a mim. todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

29 – Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.

30 – Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.



OBJETIVOS
Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos:
1  Destacar o perfil de Jesus (sua humildade, seu método de ensino pelo exemplo e sua coerência, isto é, a perfeita combinação entre o que dizia e fazia);
2  Evidenciar a fidelidade de Cristo ao Senhor Deus no cumprimento de sua missão;
3   Incentivar aos alunos a que procurem manter sua comunhão com Deus, a partir do exemplo do Mestre de Nazaré.


INTRODUÇÃO
No primeiro século de nossa era, uma cena comum entre a sociedade palestina era o fato de as pessoas se “dividir” em grupos, ou partidos, cujos mentores definiam o perfil dos seus seguidores que, naquele momento histórico, eram mais conhecidos como “discípulos”. Quando Jesus inicia seu ministério, as pessoas passam a ouvi-lo a fim de entender sua “filosofia” e/ou “proposta ideológica”. Entretanto, muitas se decepcionaram (Jo 6.60,66,67), pois Jesus não veio trazer uma nova ideia, mas inaugurar um novo tempo (Mc 1.1). Nesse novo tempo, os beneficiados seriam justamente os esquecidos pela sociedade, os que não tinham esperança (Lc 4.14-19). Quanto às pessoas que se sentiam seguras com a religião oficial, e também as que não queriam perder sua posição na estrutura religiosa, estas não acolheram a mensagem do Filho de Deus (Jo 7.40-53; 12.31-43). O Senhor disse certa vez que todo discípulo perfeito seria como o seu mestre (Lc 6.40 cf. Jo 13.13,14). Uma vez que somos discípulos de Cristo, e Ele, como instrui-nos o apóstolo Paulo, é o “último Adão” (Rm 5.14; 1 Co 15.45), ou seja, é o novo representante da humanidade e, por conseguinte, a nova referência de ser humano a quem, os que nEle creem, devem imitar e procurar parecer (Ef 4.13; 5.1,2), nessa lição vamos estudar um pouco acerca do seu caráter.


1. O CARÁTER DE JESUS EVIDENCIADO EM SUAS AÇÕES E POSTURA
1.1 – A humildade de Jesus. 
No chamado hino cristológico de Filipenses 2.5- 11, vemos que Jesus, mesmo sendo divino, não se apegou a sua igualdade com o Pai, mas esvaziou-se de forma voluntária e sacrifical, assumindo a condição de servo, tornando-se como nós. Depois de tornar-se como um de nós, humilhou-se e submeteu-se à morte de cruz que era uma das piores formas de execução do mundo antigo (Dt 21.22,23). Além disso, durante o tempo de sua vida terrena, como filho, foi obediente aos seus pais (Lc 2.51), como adulto, soube reconhecer o ministério de seu primo, João Batista (Mt 3.13,14), e foi igualmente responsável com questões cívicas (Mt 17.24-27; 22.15-22). O simples fato de abrir mão dos traços dos reis conquistadores do mundo antigo, apresentando-se simples, como uma pessoa do povo e sem exigir nenhum tratamento especial, foi o motivo de Jesus ser rejeitado pelo seu povo, porém, é justamente nessa sua atitude que vemos a grandeza, pois quando poderia coagir a todos para que nEle cressem, não o faz, mas oferece amor e deixa-nos livres para optar por segui-lo.
Melhores presentes para os seus entes queridos


1.2 – O ensino “exemplar” de Jesus.

Ao introduzir a narrativa do famoso “Sermão da Montanha”, Mateus diz que Jesus “abrindo a sua boca os ensinava” (Mt 5.2). Tal informação, a despeito de em outras versões não aparecer tal expressão, poderia levar alguém a pensar: “Mas há outra forma de ensinar, a não ser falando?”. Sim, há. E muitas lições de Jesus foram ensinadas no silêncio de suas ações e postura (Jo 8.2-11; 13.1-17).


1.3 – A coerência de Jesus.

Não havia dissociação entre o que Jesus falava e fazia, ou entre o que praticava e dizia. Como disseram os vacilantes discípulos saindo de Jerusalém em direção à aldeia de Emaús, ‘‘Jesus, o Nazareno, I…1 foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo” (Lc 24.19). Em outras palavras, Jesus era coerente, pois Ele tanto fazia, ou seja, praticava, quanto ensinava (At 1.1). Muito diferente dos líderes religiosos e ensinadores de Israel que, conforme dissera o próprio Jesus, diziam, mas não praticavam e nem viviam o que ensinavam (Mt 23.3). Na verdade, revelou o Mestre, aqueles homens amarravam fardos pesados e difíceis de carregar, e colocava-os nos ombros do povo, mas eles mesmos não se dispunham a movê-los nem sequer com um dedo (Mt 23.4).


AUXÍLIO DIDÁTICO 1
Desse primeiro tópico, sem dúvida alguma a análise do texto de Filipenses 2.5-11 é decisiva. “Estes versos são essenciais nesta carta. Enfocam principalmente a atitude de Cristo como um exemplo a ser imitado pelos filipenses. Por esta razão discutem abertamente 0 problema contínuo da rivalidade aludido na carta’ (DEMCHUK, David. “Filipenses”, In ARRINGTON. French L: STRONSTAD. RogeríEds.), Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. i.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. p.1291). Esse aspecto é decisivo nesse primeiro momento do novo convertido, pois ele chega à comunidade crendo que encontrou um lugar onde não há problemas e conflitos. Nada mais longe da realidade e Isso desde os tempos do Novo Testamento! Aproveite o tema para expor essa realidade sem, contudo, permitir que haja uma falsa conscientização, ou seja, que tal comportamento é correto. Conforme 0 mesmo autor. “Paulo começa observando a forma de vigiar de Cristo e sua maneira de viver, que os filipenses são encorajados a seguir (A frase: ‘De sorte que haja em vós o mesmo sentimento,..’ [..,]), A frase que algumas traduções têm como ‘Suas atividades [plural]’ indica 0 fato de que essa atitude deveria permear a estrutura da comunidade cristã” (lbid„ pp.1291-92). David Demchuk diz ainda que a “inclusão das palavras ‘que houve também em Cristo Jesus’ é literalmente ‘de Jesus Cristo’, Existe alguma dúvida a respeito desta frase. Os filipenses são chamados a terem, um para com o outro, a mesma atitude que têm para com Cristo (com o sentido de ‘que houve também [em vós el em Cristo Jesus’)? Ou os filipenses são chamados a manifestar a mesma atitude que Jesus manifestou (com 0 sentido ‘que houve também lou que havia] em Cristo Jesus’)? Dado o contexto e o propósito da passagem, a segunda opção parece mais apropriada, de forma que Paulo está desafiando-os a refletirem o que viram em Cristo” (lbid„ p.1292). Na verdade. 0 grande objetivo do apóstolo é evidenciar o fato de “Jesus, que em sua própria natureza é Deus, não considerou que esta condição devesse estar patente demais, de modo a trazer-lhe alguma vantagem pessoal. Observe novamente o impacto que estas palavras causariam nos ouvintes de Paulo, que orgulhavam-se de sua cidadania romana com todos os seus direitos e privilégios intrínsecos. Ao invés de reunir e exercer seus privilégios, Jesus aniquilou-se, deu a si mesmo até à morte. A solução para os problemas da unidade dos filipenses estava na adoção deste mesmo propósito de Jesus” (Ibidem.).


2. O CARÁTER DE JESUS EVIDENCIADO NO DESEMPENHO DE SUA MISSÃO

2.1 – Jesus não usou o seu poder para livrar-se da tentação e do sofrimento.
Quando Jesus foi conduzido, pelo Espírito de Deus, ao deserto a fim de ser tentado, ou provado, demonstrou mais uma vez porque merece reverência e adoração (Mt 4.1-11). Debilitado pelos quarenta dias de jejum e, portanto, suscetível a ceder, o Mestre suportou todas as ofertas do Tentador sem apelar para o seu poder, mas apenas à Palavra. Semelhantemente, ao ser preso no Jardim do Getsêmani, quando um de seus discípulos feriu o criado do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha, Jesus, além de curar o seu algoz, ainda repreendeu o seu discípulo e disse que, se quisesse, poderia solicitar a Deus a proteção de “doze legiões de anjos” (Mt 26.53). Ao governador da Judeia, Pôncio Pilatos, o Mestre disse que a autoridade que o governante tinha para condená-lo, havia sido dada por Deus e, de certa forma, pelo próprio Jesus (Jo 19.9-12)!


2.2 – Amando até as últimas consequências.
Jesus tinha plena consciência do porquê de ter sido enviado a este mundo. Assim, poucas horas antes de ser definitivamente preso, o apóstolo João informa que “antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo 13.1). Nessa importante reunião estava Judas Iscariotes, o discípulo que traíra e vendera o Mestre (Mt 26.14-16). Mesmo assim, como informa o apóstolo do amor, Jesus amou os seus discípulos até o fim. Amou a Pedro que o negou, e os demais que se dispersaram com a sua prisão e também a Tomé que dEle duvidou (Jo 18.25-27; 20.19; Mt 26.31; Mc 14.27; Jo 20.26-29). Ao agir assim com seus discípulos, Jesus dava-lhes outra oportunidade e uma nova chance.
Melhores presentes para os seus entes queridos
2.3 – Perdoando a todos. Mesmo sendo perseguido e hostilizado pelo povo, pregado na cruz, sentindo dores excruciantes, Jesus orava ao Pai pedindo que Deus não lhes imputasse aquele pecado: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Não há amor maior que este (Jo 15.13; 3.16). Contudo, é justamente esse tipo de amor que Deus espera que tenhamos (1 Jo 3.16).


AUXÍLIO DIDÁTICO 2
Neste tópico, é possível ver a grandeza do caráter do Senhor Jesus quando, de sua prisão, Ele se recusa a usara força bruta e nem reivindica proteção celestial Seu amor ultrapassa qualquer palavreado, pois custou sua vida. Em tudo isso, vemos o caráter firme do Filho de Deus que, disposto a realizar a vontade do Pai, não recuou, mas seguiu adiante mesmo em tamanha adversidade.


3. O CARÁTER DE JESUS EVIDENCIADO EM SEU RELACIONAMENTO COM DEUS
3.1 – A obediência de Jesus em relação ao Pai.
Enviado pelo Pai para cumprir sua missão, ainda em sua adolescência, Jesus demonstrou ter essa consciência, pois chegou a perder-se de José e Maria por estar envolvido em um debate com doutores da Lei (Lc 2.41-50). Resoluto em seu propósito, dizia que não veio para fazer a sua vontade, e sim a vontade daquEle que o enviara (Jo 6.38). Seu compromisso era tão real, que afirmava que sua comida era fazer a vontade de seu Pai (Jo 4.34). Isso fazia porque, como diz o hino cristológico de Filipenses 2.5-11, mesmo sendo divino, não tinha apego a sua igualdade com o Pai.


3.2 – Adorando ao Pai.
É maravilhoso ver que Jesus glorificava a Deus pelas bênçãos que o Pai concedia às pessoas. Foi assim ao glorificar a Deus por Ele ter revelado a chegada do seu Reino para os simples em vez de privilegiar os poderosos (Mt 11.25; Lc 10.21). Da mesma forma aconteceu na ressurreição de Lázaro, Jesus glorificou ao Pai por atendê-lo, mais uma vez, como sempre fazia (Jo 11.41). Falando de sua morte aos religiosos do seu tempo, Jesus pediu ao Pai que glorificasse a si mesmo, ou seja, demonstrasse que estava de acordo com a afirmação da morte do Filho de Deus (Jo 12.27,28). Quando a voz veio, e disse que já havia “glorificado” e outra vez o glorificaria, o Mestre afirmou que a voz não tinha soado por amor dELe, mas por amor ao povo (Jo 12.29,30).
3.3 – Deus precisa orar? Finalmente, uma das maiores demonstrações de sua humanidade e submissão, era o fato de que Jesus, mesmo sendo Deus, orava ao Pai, passando noites inteiras em oração (Lc 6.12). Caberia até mesmo a pergunta: “Deus precisa orar?” Se orar for somente pedir, talvez não. Mas acontece que orar é dialogar com o Pai, por isso Jesus o fazia. E orar pedindo, mesmo sabendo que não seria atendido? Assim aconteceu no Getsêmani (Mt 26.39; Mc 14.35,36; Lc 22.41,42). Mas, como fica claro, Ele estava empenhado em fazer a vontade do Pai e não a sua.


AUXÍLIO DIDÁTICO 3
O grande educador cristão Howard Hendricks disse que as maiores lições de Jesus foram ensinadas por meio de seu exemplo. “Considere a vida de oração de nosso Senhor. Ele orava a respeito de tudo. Estude o evangelho de Lucas em busca de detalhes. Por que os discípulos pediram que Jesus os ensinasse a orar? (Lc 11.1). É a única coisa que os discípulos lhe pediram que os ensinasse, porque toda vez que iam procurá-lo notavam que Ele estava engajado na oração. Por isso concluíram; Isto deve ser essencial para a vida e o ministério’. Alguém já pediu a você, na qualidade de mestre, que o ensinasse a orar, pelo fato de o ter encontrado muitas vezes em oração?” (GANGEL, Kenneth O.; HENDRICKS. Howard G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ministério cristão, i.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.17).


CONCLUSÃO
Pelo pouco que analisamos no espaço dessa lição, há um caminho muito claro a ser trilhado por aqueles que creem em Jesus Cristo e que, por isso mesmo, devem procurar adequar-se ao caráter do seu Mestre. Tal não pode ser feito com o simples ato de se decorar pontos doutrinários ou reproduzir costumes religiosos, mas é na arena da vida, da dura realidade do mundo, que devemos viver como Jesus viveu.


VERIFIQUE SEU APRENDIZADO
1. Qual é o primeiro grande traço do caráter de Jesus colocado na lição?
R. A humildade.


2. Além da fala, Jesus ensinava utilizando qual outro método?
R. O exemplo, pois muitas lições de Jesus foram ensinadas no silêncio de suas ações e postura.


3. Em sua opinião, qual a importância do fato de Jesus não usar o seu poder para livrar-se da tentação e do sofrimento?
R. Apesar de a resposta ser pessoal, é interessante que ela contemple o fato de Jesus ter demonstrado, com essa atitude, uma nobreza de caráter infinitamente superior a tudo que já vimos. Além disso, ela evidencia a capacidade humana em rejeitar a tentação.


4. O que Jesus proporcionou aos seus discípulos, agindo com perdão e amor, diante do abandono, da negação e da incredulidade?
R. Amor.


5. Sendo Deus, por que Jesus orava?
R. Para dialogar com o Pai.
Crédito/ Revista Discipulando 1º Ciclo – Conhecendo Jesus e o Reino de Deus – CPAD.




PENSE NISSO
“Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço”
Isaías 38.19.
Ao mesmo tempo em que você faz essa leitura, reflita sobre o que esses títulos significam para sua vida pessoal:
Advogado (1 João 2:1);
Alfa (Apocalipse 1:8; 21:6);
Autor da Fé (Hebreus 12:2);
Bom Pastor (João 10:11);
Cabeça da Igreja (Efésios 5:23);
Caminho (João 14:6);
Consolador (João 16:7);
Cordeiro de Deus (João 1:29);
Criador (Isaías 40:28);
Defensor das viúvas (Salmo 68:5);
Desejado de Todas as Nações (Ageu 2:7);
Deus da minha salvação (Salmo 51:14; 88:1);
Deus da paz (Romanos 16:20);
Deus te toda a graça (1 Pedro 5:10);
Deus Forte (Isaías 9:6);
Emanuel, Deus conosco (Isaías 7:14; Mateus 1:23);
Esperança de Israel (Jeremias 14:8; 17:13);
Espírito de sabedoria e entendimento (Isaías 11:2);
Espírito da verdade (João 14:17; 15:26);
Estrela da manhã (Apocalipse 22:16);
Eu Sou (Êxodo 3:14; João 8:58);
Filho do Homem (Mateus 12:40; 24:27);
Grande Sacerdote (Hebreus 4:14);
Imortal (1 Timóteo 1:17);
Juiz de toda a Terra (Gênesis 18:25);
Legislador (Isaías 33:22; Tiago 4:12);
Lírio dos vales (Cantares 2:1);
Luz do mundo (João 8:12);
Maravilhoso Conselheiro (Isaías 9:6);
Mediador (I Timóteo 2:5);
Messias (João 1:41);
Mestre (Mateus 26:18; Lucas 5:5);
Ômega (Apocalipse 1:8; 21:6);
Pai (Mateus 6:9; 11:25);
Pai da glória (Efésios 1:17);
Pai das luzes (Tiago 1:17);
Pai dos órfãos (Salmo 68:5);
Pão da Vida (João 6:35);
Pastor (Salmo 23:1);
Pedra angular (I Pedro 2:6);
Príncipe da paz (Isaías 9:6);
Redentor (Jó 19:25);
Refúgio e Fortaleza (Salmo 46:1);
Rei da glória (Salmo 24:7);
Rei dos reis (Apocalipse 19:16);
Renovo (Isaías 4:2; 11:1);
Ressurreição e vida (João 11:25);
Rosa de Sarom (Cantares 2:1);
Senhor dos senhores (Apocalipse 19:6);
Servo (Mateus 12:18);
Ungido (Salmo 2:2);
Verbo (João 1:1);
Verdade (João 14:6);
Vida (João 14:6);
Videira verdadeira (João 15:1).


Discipulados, dinâmicas, textos para reflexões - Arquivo



Conhecendo Jesus e o Reino de Deus – Novos Convertidos
Justificativa: A nova Revista Discipulando está estruturado em 4 Ciclos, isto é, são quatro trimestre ao longo de um ano de curso.
1. Revista 1:
Conhecendo Jesus e o Reino de Deus
2. Revista 2:
Conhecendo as Doutrinas Cristãs
3. Revista 3:
Vivendo as Verdades da Fé
4. Revista 4:
Portando uma nova identidade
Portanto, poderíamos assim destacar os objetivos do presente currículo de Discipulando:
• Formar o novo convertido como discípulos de Jesus à luz do Evangelho.

• Conceituar o Reino de Deus e expressar os seus aspectos e implicações para vida do novo convertido.

• Conhecer as principais doutrinas bíblicas com ênfase na experiência pentecostal clássica.

• Estimular o novo convertido a aplicar os ensinos bíblicos doutrinários à sua vida cotidiana.

• Conscientizar o novo convertido de sua nova identidade, a cristã.
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Romanos12 : 7b.

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