27 de janeiro de 2023

Plano de Aula Bíblica Jovens/ Conectar+ Betel – Lição 05: Jesus o supremo sumo sacerdote

✋ A paz do Senhor Jesus Cristo a todos que amam a palavra de Deus, sejam muito bem vindos.
Mestre, Obreiro ou Professor(a) da Escola Bíblica Dominical,
Esses materiais vão te auxiliar no preparo da aula.
Antes de dar esta aula pesquise os pontos abordados em seu Plano de Aula. Entenda a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos. O conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. procure ser criativo na exposição do assunto.
Que esta aula seja portadora de grandes bençãos para vida de seus alunos(as).
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ProfNos Evangelhos, encontramos várias passagens que mostram Jesus intercedendo pelas pessoas e se compadecendo de suas dores. Em João 8.3-11, vemos uma mulher adúltera pega em flagrante, quando seus acusadores solicitaram seu apedrejamento, porém Jesus, mostrando a Sua graça, deu uma nova chance para aquela mulher. Outro episódio marcante é quanto à mulher cananeia, que não fazia parte da promessa, mas Jesus Cristo atendeu o seu pedido em favor de sua filha (Mt 15. 21-28). Jesus, em Sua trajetória terrena, mostrou amor e empatia para com a humanidade características indispensáveis de um sacerdote. Em Marcos 1.40-45, encontramos Jesus tocando um leproso com autoridade; liberando a cura sobre ele, porém o contato físico com um leproso era proibido (Lv 13.45-46). Jesus é Sumo Sacerdote por excelência, Ele conhece as necessidades humanas e tem respostas para os anseios mais íntimos do ser.
 
Momento do louvor
Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
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Jesus em Tua Presença - Quatro por Um


Quatro por Um - Vim para adorar-te


Jesus Cristo Mudou Meu Viver


Harpa Cristã, Nº 137 Liberto da Escravidão




JÁ ME LAVOU 236. HARPA CRISTÃ - (CIFRADO) - Carlos José


Advogado Fiel | Bruna Karla | Letra

•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.· 

Ore com sua turma por sua aula. 
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.
💨 Trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada.
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Tenham uma excelente e produtiva aula!
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TEXTO DE REFERÊNCIA:
  Hebreus 2.14-18
14 E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;

15 E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.

16 Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.

17 Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.

18 Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.
Bíblia Almeida Corrigida Fiel



VERSÍCULO DO DIA
E por isso é Mediador de um Novo Testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebem a promessa da herança eterna.
Hebreus 9.15.


OBJETIVOS DA LICÃO
- Perceber Jesus como mediador da Nova Aliança.
- Entender o ministério da reconciliação em Jesus.
- Compreender que Jesus é o Sumo Sacerdote da Nova Aliança.


VERDADE APLICADA
Jesus é o Sumo Sacerdote eterno e mediador do plano de redenção da humanidade.


MOMENTO DE ORAÇÃO
Oremos para que o mundo possa compreender que Jesus é o único mediador diante do Pai.


LEITURA SEMANAL
Seg Hb 7.28 
Jesus, o Sacerdote perfeito para sempre.

Ter Hb 10.21 
Temos um grande sacerdote.

Qua Hb 9.15 
O mediador da Nova Aliança.

Qui Hb 7.12 
Com a mudança de sacerdote, mudam-se as leis.

Sex Hb 9.11 
Jesus como Sacerdote dos bens futuros.

Sab Hb 7.26 
O caráter de Jesus como Sacerdote.


INTRODUÇÃO
No Antigo Testamento, Deus estabeleceu o oficio sacerdotal, para que pudesse ministrar no tabernáculo e no Templo, servindo de mediador entre o homem e Deus. No Novo Testamento, Jesus é revelado como o Sumo Sacerdote superior a todos.


PONTO CHAVE
Jesus cumpriu todos os requisitos da lei, sendo credenciado a ser Sumo Sacerdote por excelência".


1 - JESUS, O INTERMEDIADOR NA NOVA ALIANÇA
Jesus mudou a História dos homens ao se tornar mediador da Nova Aliança; agora não é mais necessário sangue de bodes e de ovelha (Hb 10.4), pois Seu sangue foi derramado de uma vez por todas para perdão de pecados.


1.1. O véu do Templo se rasgou de alto a baixo
No Tabernáculo, assim como no Templo, o Lugar Santíssimo, onde se encontrava a Arca da Aliança, ficava separado por um véu (Ex 26.33). Durante a crucificação, quando Jesus entrega o Seu espírito ao Pai, a Bíblia registra que o véu do Templo se rasgou de alto a baixo (Mt 27.51). A morte de Jesus estava abrindo o caminho da salvação e liberando o acesso ao Pai. O fato do véu se rasgar de cima para baixo revela uma grande verdade espiritual. Somente Deus poderia efetuar a obra, realizada por Seu Filho Jesus. Ele nos abriu a porta, podemos acessar pela fé e entrar na presença de Deus.


1.2. Um novo e vivo caminho
O escritor da Epístola aos Hebreus diz que Jesus nos abriu um novo e vivo caminho pela Sua morte vicária. A expressão "novo e vivo caminho" (Hb 10.20), primeiramente, indica que nenhuma pessoa, exceto o sumo sacerdote havia estado na presença de Deus, mas agora, através do Sangue de Jesus, todos que, pela fé aceitarem o sacrifício podem ter acesso ao trono do Pai. Outra verdade é que, na presença de Deus, existe vida, em Sua presença somos alcançados pela graça e não mortos pelos nossos pecados. Vale lembrar que este beneficio será desfrutado por aqueles que acreditam e aceitam a obra expiatória de Jesus Cristo.


REFLETINDO
O homem que aceita o sacerdócio de Jesus Cristo compreende que a graça sempre apresenta a oportunidade de arrepender-se e tentar de novo. 
Donald Guthrie


2 - JESUS E O, MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO
A expressão grega para reconciliação (2Co 5.18) traz a ideia de restaurar relacionamentos e remover uma inimizade. Jesus, através de Sua morte, reatou a comunhão do homem com Deus, a qual havia sido rompida pelo pecado.


2.1. A parede da separação foi derrubada
Paulo, ao escrever para os irmãos em Éfeso, pontua que Jesus derrubou a parede da separação (Ef 2.14). Pelo contexto, entendemos que, assim como os efésios, éramos gentios, incircuncisos, separados da comunidade de Israel, estranhos aos concertos da promessa, não tínhamos esperança e andávamos sem Deus no mundo, ou seja, não tínhamos direito a nada, mas através do Sangue de Jesus, toda barreira caiu por terra e agora somos filhos de Deus. Hoje fazemos parte da família de Deus, sendo participantes
de Sua graça e das Suas promessas. Paulo diz que somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo (Rm 8.16, 17).


2.2.Temos paz com Deus
Infelizmente, o pecado separou o homem de Deus, fazendo-o viver em inimizade (Rm 3.23). O rei Salomão afirma que não há ninguém que faça o bem e nunca peque (Ec 7.20). Jesus restabelece a amizade entre Deus e o homem ao cumprir os requisitos da justiça divina, e agora temos paz com Deus (Rm 5.1). Somos amigos de Deus e vivemos debaixo de Seu senhorio. Agora somos responsáveis por espalhar a paz de Deus entre os homens, levando ao conhecimento dos homens o ministério da reconciliação. A paz verdadeira somente o Príncipe da paz pode conceder.


3 - JESUS COMO MEDIADOR DO SEU POVO
Jesus é o mediador da Nova Aliança, intercedendo pelo homem diante do Pai. Paulo enfatiza que só existe um mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo (1 Tm 2.5). Em Jesus, temos a certeza de que obteremos a vitória.


3.1. Jesus está à direita do Pai intercedendo por nós
O Apóstolo Paulo diz que Jesus está ao lado do Pai intercedendo por nós (Rm 8.34). Quando olhamos o contexto do Novo Testamento, constatamos que muitos irmãos sofreram uma ferrenha perseguição, levando muitos a morrerem martirizados, outros a fraquejarem na fé e muitos foram presos. Estevão, no ápice de seu sofrimento, quando estava sendo apedrejado, teve a visão de Jesus a destra de Deus (At 7. 56). O mesmo Jesus que esteve com os nossos irmãos primitivos está conosco (Mt 28.20), intercedendo
ao Pai pelas nossas petições e problemas. Creia, pois, em Cristo, Somos mais do que vencedores (Rm 8.37).


3.2.O Justo Advogado

O Apóstolo João nos ensina que Jesus é o nosso Advogado, para pleitear nossas causas perante o Pai. Deus outorgou Jesus como advogado da humanidade para defender os pecadores (1Jo 2.1). O homem salvo não vive na prática do pecado, mas se acaso errar, Jesus é justo para nos perdoar, pois Ele também é a propiciação de nossos pecados. Basta que reconheçamos as nossas falhas, nos arrependamos sinceramente e recorramos ao Advogado que, por meio da graça, seremos justificados diante de Deus. Jesus nunca perdeu uma causa, todos que se aproximavam pedindo Sua ajuda, foram por Ele alcançados.


CONCLUSÃO
O oficio sacerdotal de Jesus não estava limitado a uma época ou a um povo, ele se estende a todos os homens em todas as épocas. Em contraste com o caráter temporário dos sacerdotes, Jesus foi ordenado pelo juramento divino que o constituiu "Filho Perfeito'

* O primeiro sumo sacerdote foi Arão, irmão de Moisés, diretamente escolhido por Deus (Ex 28.1), os demais eram descendentes de Arão. Após o cativeiro babilônico, O sumo sacerdote era indicado por uma autoridade civil. Jesus interrompe este ciclo e se torna sacerdote eterno, não da ordem levítica, mas da ordem de Melquisedeque (Hb 5.6).

*  O sacerdócio de Jesus é o pleno exercício do ministério da reconciliação; trazendo paz e. relacionamento com Deus.
Fonte: Revista Betel Conectar


Jovens: Estudos, Pregações, Lições Bíblicas, Dinâmicas, Subsídios, Pré - aulas: Arquivo


Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
João 4:35
Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 
2 Timóteo 2.15.
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Romanos12: 7b.
Seja imitador de Deus.
 
  

Plano de Aula Bíblica Adultos/Betel – Lição 05: O Servo e as multidões

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👉 Lembrem-se de que vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.

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HARPA CRISTÃ: Vem a Cristo 208



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TEXTO ÁUREO
(…) E a grande multidão o ouvia de boa vontade.
Marcos 12.37b


VERDADE APLICADA
Como Jesus, Seus discípulos devem lidar com as multidões com compaixão, discernimento e atenção.


OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ensinar como devemos nos portar em meio a multidão.
- Mostrar que ninguém pode atrapalhar nossos sonhos.
- Falar que o Servo socorre quem vai ao Seu encontro.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
Marcos 3. 7-11
7- E retirou-se Jesus corn os seus discípulos para o mar, a seguia-o uma grande multidão da Galiléia, a da Judéia,

8- E de Jerusalém, e da Iduméia, e dalém do Jordão, e de perto de Tiro e de Sidom; uma grande multidão que, ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele.

9- E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não apertasse,

10- Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrogavam sobre ele, para lhe tocarem.

11- E os espíritos imundos, vendo-o, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus.


LEITURA COMPLEMENTARES
SEGUNDA – Mt 14.14
O Servo curou todos os enfermos da multidão.

TERÇA – Mt 15.32
O Servo tinha compaixão da multidão.

QUARTA – Mt 15.36
O Servo alimentou uma multidão.

QUINTA – Mt 23.1
O Servo tinha prazer em ensinar a multidão.

SEXTA – Lc 6.19
A multidão queria tocar no Servo.

SÁBADO – Jo 6.2
A multidão era testemunha do poder do Servo




MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que consigamos nos destacar entre a multidão dos seguidores do Servo.


ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1- Jesus e a multidão
2– As multidões que seguiam Jesus
3– Os três grupos entre a multidão
Conclusão.


INTRODUÇÃO
Estudaremos nesta lição mais um importante aspecto do ministério terreno de Jesus: lidando com as multidões. O enfoque será quanto às questões de oportunidade, atenção, discernimento e discipulado, pois o fato de alguém estar entre a multidão que segue a Cristo, não significa que, automaticamente, é um discípulo de Jesus.


PONTO DE PARTIDA
O Servo tem prazer em servir a multidão


I - JESUS E A MULTIDÃO
É belo dizer que, assim como Jesus se compadeceu da multidão, também nós, na nossa caminhada cristã, somos chamados a termos compaixão do povo [Mc 6.34]. Podemos dizer que Jesus, além de saciar a fome da multidão, de igual modo a saciava com Seus ensinamentos.


1.1. Atento às necessidades da multidão.
O evangelho de Marcos nos faz ver que de todas as partes as pessoas davam um jeito de irem ao encontro de Jesus para ouvi-lo e ficavam satisfeitas com seus atos de compaixão: “Naqueles dias, havendo mui grande multidão e não tendo o que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos e disse-lhes: Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo e não tem o que comer.” [Mc 8.1-2]. Aprendemos com Jesus a relevância de estarmos atentos às necessidades das pessoas e nos colocarmos à disposição do Senhor para sermos usados pelo Espírito Santo como canais de bênçãos. “Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer…” [Mc 8.37]. O Senhor nos chama para participarmos do processo, nos orienta como agir a nos capacita com o poder do Espírito Santo.

Dewey M. Mulholland (Marcos:
Introdução e comentário, Vida Nova, 1999, P. 110): “No futuro, quando Jesus não estiver mais com eles (Seus discípulos), eles poderiam lembrar-se de que Jesus é o Pastor daqueles que não têm líder. Confrontados com a ordem de Jesus para alimentarem a multidão, os discípulos veem apenas a impossibilidade de executá-la. Um trabalhador diarista teria que trabalhar cerca de um ano para comprar pão para uma multidão como aquela. Os discípulos enfatizam o que eles não têm”.


1.2. No meio da multidão, mas atento às oportunidades.
Lemos que um pai vendo o seu filho padecer se destacou entre a multidão para pedir socorro ao Servo. Esta postura audaciosa do pai do jovem lunático, se dirigindo a Jesus e apresentando a situação de seu filho, resultou na libertação do menino: “E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu to ordeno: sai dele e não entres mais nele.” [Mc 9.25]. Conforme observado, aprendemos que as disputas e discussões no meio da multidão ou as frustrações não podem nos impedir ou nos desanimar de ir a Cristo e falar com Ele sobre nosso sofrimento e nossa necessidade (Mc 9.14-24).

Orlando Boyer (Marcos:
O Evangelho do Servo do Senhor, Livros Evangélicos, p. 124) comenta este texto de Marcos em conexão com Lucas 9.38: “No original, clamando em muito alta voz, como Jesus ao morrer na cruz [Mc 15.37]. Note-se a angustiosa lista de sofrimentos de seu filho (…) Felizes são os filhos de pais que recorrem a Cristo em oração, como fez o pai do menino possesso de um espírito mudo (…) Se te sentes desanimado, por causa do fracasso dos crentes, experimenta a Cristo mesmo. Não desconfie de Cristo somente porque falta poder aos filhos professos de Deus.”


1.3. Não permita que a multidão atrapalhe a sua busca por socorro.
Marcos relata haver uma mulher que padecia de uma hemorragia visivelmente incurável ao homem e que vagarosamente destruiu sua vida [Mc 5.26]. Essa enfermidade fazia com que essa mulher se abatesse, pois sua dor consumia suas forças dia após dia, além de suas muitas decepções com os médicos e a pobreza que lhe incidiu por haver gastado tudo. Conforme observado, sendo sabedor que Jesus passaria por ali , ela enxergou um fio de esperança em seu coração: “Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou no seu vestido:’ [Mc 5.27]. A respeito dessa atitude vemos que, sabedoria que não lhe restava outro recurso, ela recorreu ao Servo, indo entre a multidão e encontrou cura, alívio, paz e salvação [Mc 5.28-29].

Craig S. Keener (Comentário Histórico-Cultural da Bíblia – Novo Testamento, Vida Nova, 2017, p. 236): “De acordo com a Lei, tal doença a tornava constantemente impura [Lv 15.19-33] – além do problema físico, havia o problema social. Se a mulher tocasse em alguém ou mesmo nas vestes de uma pessoa, quem fosse tocado ficaria cerimonialmente impuro pelo restante do dia [Lv 15.26-27]. Assim, ela não deveria sequer estar no meio dessa multidão apertada. (…) Para que ninguém pense que a cura ocorreu por meio de uma magia pagã comum, operando sem o conhecimento de Jesus, ele declara que a cura aconteceu em resposta a “fé” [Lc 8.48]’.

* Jesus Cristo quer nos usar no meio da multidão para mostrar a todos que é possível receber o milagre a ser transformado pelo Seu poder.


2- AS MULTIDÕES QUE SEGUIAM JESUS
Descortinando os fragmentos da história, veremos no presente tópico três tipos de pessoas, dentre outras, que faziam parte da multidão: a multidão dos curiosos [Mc 1.27], a multidão dos desprovidos [Mc 6.34] e a multidão dos acusadores [Mc 15.11]. Nesse ponto cabe uma interrogação: estamos trafegando em alguma destas multidões?


2.1. Multidão dos curiosos.
O que é verdadeiramente surpreendente é que nos dias de Jesus muitos só ambicionavam estar entre a multidão para constatarem os milagres dos outros, mas não queriam compromisso com o Filho de Deus: “E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois, com autoridade, ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” [Mc 1.27].

O texto aponta que os curiosos entre a multidão se admiravam com a Sua maneira de ensinar, da Sua doutrina e Seu poder para expulsar os demônios [Mc 1.21-28]. Marcos coloca a questão de tal maneira que nos confronta a deixarmos de ser conduzidos pela curiosidade para podermos receber algo novo da parte de Deus e crer e conhecer Jesus como o Servo enviado de Deus para remir a humanidade de seus pecados.

Um grupo de curiosos seguia Jesus entre a multidão porque via os sinais que Ele operava sobre os enfermos: “E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operavam sobre os enfermos.” [Jo 6.2]. Esses curiosos enchiam as portas das casas onde Jesus ia realizar algum milagre para verem se Jesus realizava mesmo milagres ou se Ele era um falso profeta iludindo o povo. [Mc 5.38-39]. Gostaríamos de mencionar que normalmente todo curioso e mexeriqueiro e, pelo que podemos ver, estes curiosos gostavam de assistir os embates entre Jesus e os falsos religiosos: “E, quando se aproximou dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão e alguns escribas que disputavam com eles. (Mc 9.14).


2.2. Multidão dos desprovidos.
Marcos escreve em seu evangelho que, onde Jesus passava, atraia uma multidão. Ele relata que, quando Jesus foi para casa, uma multidão se ajuntou a eles, era tanta gente que Jesus e os discípulos não tinham tempo nem para comer [Mc 3.20]. Afigura-se que essas pessoas viajavam de vários lugares, sendo pessoas de classes sociais distintas, em busca que o Servo apresentasse uma solução para seus problemas e respostas para as suas dores e ansiedades. Marcos descreve que Jesus teve compaixão, pois via que aquelas pessoas eram como ovelhas sem pastor (Mc 6.34).

Para compreendermos o relacionamento do Servo com os carentes do Seu tempo, temos que nos lembrar de que Ele nunca se preocupou com a condição social de quem se aproximava dEle. O Servo, por Sua maneira de pensar e de interpretar a vida, ia em socorro dos mais humildes, o que lhe acarretou numerosas perseguições e afrontas e, no final, a própria crucificação.


2.3. Multidão dos acusadores.
Por entre as páginas das Escrituras Sagradas, no evangelho de Marcos podemos presenciar que muitos entre a multidão estavam ali sem um objetivo definido. Não por acaso, sendo inimigos declarados de Jesus, os principais dos sacerdotes viram neste grupo a oportunidade de matá-lo: “Mas os principais dos sacerdotes incitaram a multidão para que fosse solto antes de Barrabás.” [Mc 15.11]. Convém observar que, sendo muito zelosos para levar o plano que haviam idealizado para a morte de Cristo, estes se valeram da multidão, instigando-a para gritar pela absolvição de Barrabás, mesmo sendo este um criminoso perigoso e ultrajante.

Bispo Samuel Ferreira:
Segundo as leis romanas, Pilatos não viu qualquer coisa para que Jesus merecesse tal condenação [Lc 23.4]. Ao recebê-lo de volta da parte de Herodes, tentou livrá-lo da condenação, dizendo: “Eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem” Porém, a multidão gritava: “Crucifica-o! Crucifica-o!” Como era costume soltar um preso, Pilatos fez-os decidir entre Barrabás e Jesus. A multidão escolheu soltar Barrabás.”

* Existiam três tipos de pessoas, dentre outras, que faziam parte da multidão: os curiosos, os desprovidos e os acusadores.


3 - OS TRÊS GRUPOS ENTRE A MULTIDÃO
Os evangelhos, em um panorama geral, identificam alguns grupos de discípulos de Jesus entre a multidão que O seguia. Assistimos nas Sagradas Escrituras que muitas pessoas tiveram contato com Ele, entretanto, devemos nos aperceber que estes três grupos conseguiram se distinguir entre os demais.


3.1. Os setenta discípulos que se destacaram entre a multidão.

É significativo notar que, dentre aquela multidão que seguia a Jesus, Ele separou setenta homens para irem, a cada dois, anunciar o Evangelho do Reino: “E, depois disso, designou o Senhor ainda outros setenta e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares onde ele havia de ir:’ [Lc 10.1]. Estamos diante de um texto que nos mostra que Jesus escolheu setenta discípulos e os envia a cada dois a todas as cidades a lugares onde Ele havia de viajar posteriormente.

Comentário Bíblico Beacon:
O número setenta parecia ter um significado especial entre os judeus. Havia setenta anciãos designados por Moisés, setenta membros do Sinédrio (setenta a um, incluído o presidente ou nasi) e, de acordo com a lenda judaica, os setenta povos ou nações da Terra, além dos judeus. O simples fato de que Jesus tinha estes muitos discípulos dignos de confiança é significativo. Muitas vezes nos esquecemos de que Ele tinha muitos seguidores leais. Mandou-os … de dois em dois. Para ajuda mútua e encorajamento. A todas as cidades e lugares aonde havia de ir. Estes deveriam preparar a visita dEle a essas cidades. Neste momento, os doze apóstolos estavam com Ele; os setenta foram adiante a sua face.”


3.2. Os doze discípulos que se destacaram entre a multidão.

Quanto ao grupo dos setenta, nós nem sabemos quem eram. Entretanto, os membros deste grupo dos doze, Jesus os chama pelo nome: “Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão; André, e Filipe, e Bartolomeu, e Mateus, e Tomé, e Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu, e Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, o que o entregou” [Mc 3.16- 19]. O Senhor se afastou da multidão, foi ao monte e “chamou para si “: Notemos os propósitos: eles devem estar com Ele e foram chamados para serem enviados [Mc 3.13-14].

Charles R. Swindoll:
Grandes multidões se reuniam para ouvir os ensinamentos de Jesus e ter suas enfermidades curadas por Ele. A partir daquela multidão de discípulos, Ele escolheu doze para formarem um círculo mais próximo de pupilos, homens que Ele prepararia para se tornarem os primeiros líderes do novo reino. Quando Jesus os chamou para segui-lo, eles deixaram tudo para trás.”


3.3. Os três discípulos que se destacaram entre a multidão.
Dentre os doze discípulos que Jesus separou para estar mais próximo a Ele, três se destacaram. 
Podemos visualizar no evangelho de Marcos que em três momentos somente Pedro, Tiago e Joao estiveram ao Seu lado:
1)Nna ressurreição da filha de Jairo [Mc 5.37];
2) No momento da transfiguração de Jesus [Mc 9.2];
3) Na noite em que foi traído e preso, tão somente Pedro, Tiago e Joao seguiram Jesus a um ambiente um pouco mais particular no jardim (Mc 14.33).

Myer Pearlman (Marcos
O Evangelho do Servo de Jeová, CPAD, 1995, p. 106):
Os três discípulos faziam parte do “círculo íntimo” de Jesus. Apesar de o Senhor não ter favoritos, temos de convir: Há aqueles que mantêm uma comunhão mais estreita com Ele. Os tais desfrutam do privilégio de participar de seus sofrimentos, e compartilhar de sua glória:’

* Não importam os motivos que nos fizeram seguir a Jesus, o que implica que devemos sair dentre a multidão a pedir a Ele que nos faça cada dia mais íntimo dEle.


CONCLUSÃO
Jesus estava sempre atento aos necessitados e carentes, mesmo entre a multidão. Assim, vimos que Nosso Senhor Jesus lidou as multidões com compaixão, mas também com discernimento, pois muitos que o seguiam não tinham o propósito de serem Seus discípulos.


Adultos: Lições Bíblicas, Dinâmicas, Subsidios, Pré - aulas: Arquivo
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.
Seja imitador de Deus.
O fim de todas as coisas está próximo. Portanto sejam criteriosos e estejam alertas. (1 Pedro 4.7).
“Deixe o ímpio seu caminho e converta-se ao Senhor.” 
(Isaías 55.7).
“E conheça a verdade e a verdade vai libertar você!”
(João 8.32).

26 de janeiro de 2023

Plano de Aula Bíblica Jovens/Cpad – Lição 05: Libertos para viver em Santidade

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A AULA VAI COMEÇAR
ANTES DA AULA
O cristão foi resgatado por um bom preço, o sangue de Cristo, para que viva em santidade até a vinda de Jesus Cristo.

Prof. Estudaremos a respeito da santificação na Primeira Carta de Pedro. Veremos que “Pedro escreveu para os cristãos judeus que estavam experimentando a perseguição por causa da fé. Ele escreveu para confortá-los com a esperança da vida eterna e para desafiá-los a viver vidas santas. Aqueles que sofreram por serem cristãos tornaram-se participantes do sofrimento de Cristo. Quando sofremos, devemos nos lembrar que Cristo é tanto nossa esperança em meio ao sofrimento, quanto nosso exemplo de como suportar o sofrimento fielmente” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1762).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prof. Para ajudar na compreensão dos termos “santidade”, “santificação”, “santificar”, “santíssimo”, “santo” e “santuário”, utilize o quadro abaixo. Reproduza-o segundo as suas posses. Explique aos alunos que a santificação se refere ao estado daqueles que foram salvos por Cristo (1 Co 6.11; Cl 2.10; Hb 10.10), mas também ao processo de contínuo aperfeiçoamento dos crentes (2 Co 71).
Momento do louvor
 

Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Crédito endereço na descrição dos vídeos:
Viverei,Viverás 1988 Grupo Nova Dimensão


Aline Barros - Santidade


Em Espírito, em Verdade - Ministério Koinonya de Louvor - Letra


247 da Harpa Cristã

•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um. 
Ore com sua turma por sua aula. 
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.
👉 👇
💨 Trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada. 
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👉 Apresentem o título da lição:
Libertos para viver em Santidade
Tenham uma excelente e produtiva aula!
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Para iniciar o estudo apliquem a:
Dinâmica: O Preço do Resgate
Objetivo:
Enfatizar a importância do resgate da humanidade por Jesus, que nos conduz à santificação.
Material:
01 figura de carro, casa e objetos de uma casa

Papel

Pincel atômico

Fita adesiva

Procedimento:
- Comecem perguntando qual o valor dos objetos que os alunos estão com eles naquele momento da aula.

Anotem as respostas num papel e coloquem ao lado de cada objeto.

- Agora, coloquem num quadro as figuras de um carro, uma casa e objetos de uma casa e perguntem:

Quanto pode valer este carro?

E a casa?

E outros objetos da casa?

Anotem as respostas, num papel e coloquem ao lado das figuras do carro, casa e utensílios domésticos.

- Perguntem: E você, quanto vale?(valor monetário)

- Entreguem para os alunos ¼ da folha de papel ofício.

Peçam para que eles escrevam este valor no papel, que deve ser colocado na roupa do aluno. Peçam para que cada aluno fale quanto ele vale.

- Depois, façam uma comparação dos preços dos objetos com o valor de uma pessoa, no caso o valor indicado por eles para si mesmos.

- Vocês sabem que vocês têm muito valor para Deus?

Quando o homem pecou, ele passou a ter uma dívida muito grande para com Deus. Mas, Deus com seu grande amor, providenciou o resgate do homem, enviando seu filho Jesus, para pagar esta dívida, reconciliando o homem com Ele.

- Sabem qual o preço desta dívida que foi paga por Jesus?

Então leiam:

Rm 5.8 “Mas Deus prova seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

I Co 7. 23a “Fostes comprados por bom preço...”

- Falem: Esta é a graça de Deus, um favor não merecido que nos alcançou gratuitamente, através do sacrífico de Jesus, resgatando a humanidade da perdição, conduzindo para uma vida de santificação.
“E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”(Cl 2:13,14).
Fonte da dinâmica por Sulamita Macedo  /Blog//atitudedeaprendizblogspot.com.

TEXTO PRINCIPAL
Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.
1 Tessalonicenses 4.7.


LEITURA SEMANAL
SEGUNDA – 1 Pe 3-11
Aparte-se do mal.

TERÇA – 1 Pe 4.13
Participantes das aflições de Cristo.

QUARTA – 1 Pe 1.15
Sede santos.

QUINTA – 1Pe 1.17
Deus julga as nossas obras.

SEXTA – 1 Pe 1.22
Purificando a nossa alma.

SÁBADO – 1 Pe 2.12
Tendo um viver honesto, santo.


OBJETIVOS
- APRESENTAR o contexto da Primeira Carta de Pedro;
- CONSCIENTIZAR de que a santidade recebida na justificação precisa ser mantida;
- COMPREENDER que o cristão foi resgatado pelo precioso sangue de Cristo para viver em santidade.


TEXTO BÍBLICO
1 Pedro 1.13-21
13 Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo.

14 Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância.

15 Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.

16 Porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

17 E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação.

18 Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais.

19 Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.

20 O qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós.

21 E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.

 
INTRODUÇÃO
Para refletir sobre a temática desta lição, faremos uma breve análise da Primeira Carta de Pedro, cujos destinatários são convidados a ser santos, assim como Deus é santo. A “manutenção” da santidade recebida na justificação e regeneração é exigida, pois para isso o cristão foi salvo. O preço do resgate para sua liberdade somente será eficaz enquanto viverem santidade.


I- O CONTEXTO DA PRIMEIRA CARTA DE PEDRO
1- Os destinatários da Primeira Carta.
Eram pessoas, na sua maioria, estrangeiras e sem permissão para participar da vida pública, possuir terras e receber herança. Grande parte era composta de judeus da diáspora espalhados pelo mundo, escolhidos como povo exclusivo segundo a presciência de Deus Pai (1 Pe 1.1,2).


2- Várias perseguições. 
Eles enfrentavam três tipos de perseguições:
a) Pelos Romanos – que os consideravam como um povo desprezível, supersticioso e pervertedor da moral e da ordem romana.

b) Pelos Judeus – que perseguiam os cristãos por motivos religiosos e políticos. Os judeus, em algumas situações, para manterem a boa relação de poder e política com os romanos, denunciavam os cristãos às autoridades romanas. 
(At 1345-52; 14 2).

c) Pela própria população local – quer por motivos sociais (grande maioria pobres) ou pela diferença de práticas religiosas e políticas. Um povo desprezado pela sociedade e considerado como a escória, todavia foi esse povo que Deus escolheu para ser seu povo exclusivo (santo).


3- Sofrimento.

O problema do sofrimento é o tema central da Epístola. A Carta tem o propósito de encorajar os destinatários a manterem sua fé mesmo diante das adversidades e perseguições. Viver a situação deles e seguir as orientações bíblicas não é tão simples assim, exige muita disciplina e fé.

No entanto, o autor afirma que o sofrimento por causa da justiça (1 Pe 3.14) é a vontade e o projeto de Deus para aquela comunidade cristã (1 Pe 2.15) e motivo de alegria (1 Pe 412,13), a exemplo de Pedro e de Jesus. Era comum aos cristãos serem caluniados injustamente e o principal motivo para as calúnias era o estilo de vida separado da sociedade que eles tinham (1 Pe 4.3,4). Todavia, o autor coloca uma esperança na vida da igreja, pois afirma que o julgamento daqueles que não obedecessem ao evangelho de Deus seria terrível (1 Pe 417-19).

Dessa forma, cria-se a expectativa de que a libertação estava a caminho (1 Pe 5.9-11). Ser um povo alegre, em meio a tantas adversidades, somente é possível a pessoas que experimentam uma vida de santidade e de grande intimidade com Deus.


PENSE!
Porque enfrentamos tantas perseguições em nosso dia a dia?


PONTO IMPORTANTE!
Jesus não prometeu que seus discípulos teriam uma vida fácil. Mas Ele prometeu que estaria conosco todos os dias.


SUBSÍDIO 1
Prof. Eplique aos alunos que Pedro escreveu a Primeira Carta numa época em que os crentes estão enfrentando diversas provações, de sorte que o seu propósito é reavivar neles a alegria na esperança da salvação, além de instruí-los sobre como viver em diferentes contextos sociais, enquanto cidadãos, empregados, membros de uma família e da Igreja de Cristo.

As duas cartas, portanto, completam-se de uma forma extraordinária, pois formam um todo coerente. 
Numa, somos instruídos a viver com esperança, alegria e santidade em tempos de provação; na outra, advertidos a não esquecer a vocação e as verdades da Palavra de Deus numa época de falsidade religiosa.

Uma prepara e inspira, a outra diz:

Agarre-se à verdade e mantenha-se firme nela.
Juntas, elas ensinam que esperança sem a verdade é mero otimismo humano, e verdade sem esperança é religiosidade vazia, É exatamente essa junção que faz com que tenham um propósito comum: despertar o ânimo sincero dos crentes.” (NASCIMENTO, Valmir. A Razão da Nossa Esperança: Alegria, Crescimento e Firmeza nas Cartas de Pedro. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 13,14).



II- A SANTIFICAÇÃO RECEBIDA NA JUSTIFICAÇÃO DEVE SER MANTIDA
1- Uma santidade que traz esperança (1 Ts 4-17).
O texto que estamos estudando (1 Pe 1.13-21) faz parte de uma seção maior que fala sobre o novo status do cristão e suas consequências. Esta seção é construída por uma sequência de indicativos e imperativos, sendo que os primeiros servem como fundamentação para os imperativos. Após a indicação das bênçãos da salvação e o louvor prestado a Deus pela sua bondade e misericórdia em conceder sua graça, vemos os imperativos que alertam para o desenvolvimento de uma santidade continua e progressiva, que liberta o cristão da antiga vida de escravidão do pecado.

A justificação e regeneração que são acompanhadas da santificação inicial, devem levar o cristão salvo a uma conduta santa, contínua e progressiva. Esta é a santidade que liberta da vã maneira de viver e conduz à redenção definitiva (santificação final).


2- Deus é santo (1 Pe 1.15,16).
O intelecto limitado do ser humano não consegue entendera santidade de Deus na sua plenitude, pois esse entendimento transcende tudo o que lhe é possível conhecer e compreender. Dessa forma, a compreensão possível ao ser humano foi sendo revelada, ao longo da história, por meio da Palavra de Deus, registrada na Bíblia Sagrada, sendo a maior revelação por meio do seu próprio Filho encarnado (Hb 1.1-3). Assim, a melhor forma de entender a santidade de Deus é observando a vida e obra de Jesus.

A santidade faz parte da essência de Deus de forma que o distingue totalmente da criação, no sentido de perfeição. Todavia, essa distinção devido à sua transcendência não o torna inacessível, pois Ele também é imanente, ou seja, mesmo sendo santo na plenitude do termo, se comunica com as suas criaturas por amor e por misericórdia. Por isso, convida-as para também serem separadas, buscarem a pureza de uma vida santa, fazendo a diferença na sociedade.


3- Deus é o único juiz justo e imparcial (1 Pe 1.17).
A Santidade de Deus está diretamente relacionada com a sua própria justiça, em que Ele é o único juiz que julga de forma plenamente justa e julgará todos os seres humanos. O julgamento de Deus tem a garantia da justiça plena porque será de acordo com o seu padrão de santidade (Mt 721-23). Deus conhece todas as coisas, inclusive as intenções e motivações de cada pessoa, por isso Ele pode tomar decisões justas e imparciais.

O julgamento de Deus não tem somente o sentido escatológico. Ele constantemente, por meio do Espírito Santo e sua Palavra, esquadrinha o coração do ser humano para que haja consciência dos pecados cometidos, com vistas ao arrependimento, à mudança de comportamento e ao crescimento da vida em santidade.


PENSE!
Deus sabe e conhece as intenções do coração do homem.


PONTO IMPORTANTE!
Deus é o único que pode julgar as pessoas, pois somente Ele conhece, verdadeiramente, as intenções do coração.


SUBSÍDIO 2
Prof. Enfatize que “depois de falar sobre a esperança da salvação, Pedro exorta os leitores da sua carta para uma vida santa. Ele havia destacado a importância de caminhar em esperança; agora sua ênfase é caminhar em santidade. As duas coisas andam juntas. O apóstolo estava preocupado com a salvação dos crentes, mas também com a integridade moral deles. Afinal, fomos salvos ‘de’, como também ‘para’ alguma coisa. Por essa razão, para muitos estudiosos, a primeira carta de Pedro também poderia ser chamada de ‘Epístola da Vida Santa’, pois enfatiza a importância da santidade após o novo nascimento.” (NASCIMENTO. Valmir. A Razão da Nossa Esperança: Alegria, Crescimento e Firmeza nas Cartas de Pedro. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 35.37.).


III- A SANTIDADE QUE LIBERTA
1- O preço do resgate pela liberdade em Cristo (1 Pe 1.18,19).
O fundamento para a liberdade é o resgate. Esse processo de resgate de alguém que não tinha liberdade era muito comum na época da escrita dos livros bíblicos, A escravidão e a servidão eram práticas comuns havendo várias formas para uma pessoa se tornar um escravo. O escravo ficava submetido ao controle de outra pessoa e não tinha nenhuma liberdade para fazer uso de sua vontade ou tomar uma decisão.

Quem decidia por ele era seu dono. Isso ocorria porque o escravo não possuía recursos adequados para comprar sua liberdade, o que seria possível somente mediante a intervenção de um terceiro por meio do pagamento do resgate. No Novo Testamento esse fato é comparado com a posição do ser humano sem Deus.

A grande novidade do Evangelho é a apresentação de Cristo como o único que teria condições de pagar pelo resgate de toda humanidade, não com coisas corruptíveis, mas com seu sangue vertido na cruz (1 Pe 1.18,19). Os destinatários da Carta não tinham recursos e ninguém para defendê-los nos tribunais romanos, mas no tribunal de Deus eles tinham um sublime advogado.


2- O cristão é resgatado para ser livre (1 Pe 1.20).
Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), surge na plenitude dos tempos, no momento exato planejado por Deus. O cristão é redimido, por meio do sacrifício de Cristo, para uma vida de santidade que liberta da escravidão do pecado.

Todavia, a liberdade que Cristo nos dá não é para fazermos o que quisermos, mas para viver uma vida genuinamente cristã, como parte da nova natureza, Paulo exortou os cristãos da igreja da Galácia por desprezarem o sacrifício de Cristo e confundir a justificação com a santificação contínua e progressiva, confiando nas obras de justiça, o que Paulo chama de “outro evangelho” (GL 1.6,9). A nova vida do regenerado o conduz na caminhada da santidade. O plano de Deus é tornar as pessoas íntegras e santas pelo seu amor.


3- A Libertação plena se dará somente com a glorificação.
A Vida em Santidade, além da gratidão, é movida pela fé e pela esperança (1 Pe 1.21). O autor aponta para a ressurreição de Cristo e sua glorificação. O pleno descanso eterno com Deus, após uma vida de santidade. A graça tem muito a oferecer, o tempo da graça é eterno, portanto, infinitamente maior do que o da escravidão do pecado e morte espiritual.

A participação na morte (justificação) e na ressurreição de Cristo (glorificação) faz-nos passar da morte para a vida. Uma vez justificado e participante do processo de santificação, o cristão já está no caminho da vida eterna com Deus. Por isso, a insistência do autor (1 Pe 1.13-21) em exortar aquele povo sofrido a fim de manter a santidade adquirida na sua justificação e regeneração, com Liberdade em Cristo, reconhecendo o valor do resgate de suas almas.


PENSE!
Você já está no caminho da vida eterna?


PONTO IMPORTANTE!
Aqueles que foram justificados pela fé em Jesus Cristo estão livres da condenação do pecado.


SUBSÍDIO 3
Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações” (1 Pe 1.1). A palavra “pois” remete ao mandamento “amais uns aos outros” do versículo 22, explicando com mais detalhes o sentido de “amar ardentemente.” (NASCIMENTO. Valmir. A Razão da Nossa Esperança: Alegria, Crescimento e Firmeza nas Cartas de Pedro. Rio de Janeiro: CPAD, p. 41.).


CONCLUSÃO
Aprendemos que Pedro, em sua primeira Carta, escreveu para pessoas que, na sua maioria, eram estrangeiras. Por isso, elas não dispunham de poder para participar da vida pública, possuir terras ou receber heranças. Todavia, sentiam alegria por participarem do sacrifício de Cristo, que pagou o resgate delas com algo mais valioso que toda a riqueza da terra. Elas foram libertas para viver em santidade apesar do sofrimento que enfrentavam em seus dias.


HORA DA REVISÃO
1- Quem eram os destinatários da Primeira Carta de Pedro? 
R. Eram pessoas na sua maioria estrangeiras e sem poder participar da vida pública’, possuir terras e receber herança.



2- Segundo a lição, quais as perseguições enfrentadas pelos crentes que Pedro descreveu?
R. Eles enfrentaram três tipos de perseguições: pelos romanos, pelos judeus e pela própria população local.



3- De acordo com a lição, qual o tema central da Primeira Carta de Pedro?
R. O problema do sofrimento é o tema central da Epístola.



4- Como deve ser a nossa santificação?
R. Uma santificação progressiva e que traz esperança.



5- Quem é o único juiz imparcial?
R. Deus é o único juiz justo e imparcial (1 Pe 1.17).


Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
João 4:35.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
2 Timóteo 2.15.
- O amor é maior motivação de nosso compromisso com Deus.
- Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.