“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mateus 5:6).
“O gigante acordou” era a frase mais citada nas redes sociais. Esse movimento despertou muito mais que a consciência social do povo brasileiro; despertou também a Igreja, que se uniu para orar por mudanças. Aconteceram congressos de oração, reuniões nas praças. Unidos, os cristãos se esqueceram das denominações, e clamaram pela misericórdia e justiça de Deus sobre a nação.
Um dos principais alvos de oração era o fim da corrupção. Na sexta-feira (15), foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal doze mandados de prisão para políticos envolvidos no mensalão em 2012. Foram presos onze deles. Dentre estes estão José Dirceu, José Genuino, Jacinto Lamas e Marcos Valério. Henrique Pizzolato está foragido. Há ainda mais condenados, que aguardam a ordem de prisão.
No 14º Congresso de Louvor e Adoração, que ocorreu em março desse ano, Cindy Jacobs profetizou que Deus estava dando uma segunda chance ao Brasil, onde a Igreja deveria começar a orar. Segundo profecia, as mudanças começariam pelas universidades, escolas, nos prédios do governo, e que o desejo do Senhor era abater o principado da corrupção e da miséria.
Na Bíblia está escrito: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos, e atentos os meus ouvidos à oração desse lugar” (2 Crônicas 7:14-15). Não há como negar a palavra de Deus.
As manifestações acabaram nas ruas, mas não acabaram nas igrejas. Enquanto os políticos condenados se apresentavam à Polícia Federal, várias igrejas em todo o Brasil se reuniam em oração.
Estas prisões são conquista de todo o povo brasileiro. Pertence aos que saíram às ruas, aos que se manifestaram nas redes sociais, aos que oraram, aos juízes que buscaram fazer justiça e também às gerações futuras. Agora temos um olhar mais esperançoso.
O desafio é não deixar o “gigante” dormir novamente. A Igreja não pode adormecer. Que o despertar seja permanente, e a oração sem cessar.
Natália Celle
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