Não é a primeira vez que um ministro é arrolado como testemunha de defesa de um dos empreiteiros acusados de pagamento de propina no esquema de corrupção da Petrobras. Em janeiro, a defesa do presidente da UTC, Ricardo Pessoa, pediu a convocação do titular da Defesa, Jaques Wagner. O juiz federal Sérgio Moro chegou a alertar os advogados por um possível uso do pedido como forma de causar “constrangimento”. A defesa manteve o pedido, mas em março na véspera do testemunho cancelou a oitiva.
Agora cabe Moro deferir ou não o pedido para que o ministro e Foster sejam ouvidos. Nenhum dos dois foi ouvido até o momento nos processos relativos a Operação Lava-Jato. Além deles, foi arrolado como testemunha do ex-diretor de Serviços, Renato Duque, o ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, que já depôs como testemunha em outras ações penais relacionadas ao esquema de corrupção da Petrobras.
Em fevereiro, Cardozo recebeu em uma audiência em seu gabinete três advogados representantes da empreiteira Odebrecht, envolvida na Operação Lava Jato. Outros encontros com defensores de empreiteiros teriam acontecido. Ele veio a público negar qualquer tipo irregularidade no encontro.
Fonte: Jornal do Comércio
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