28 de outubro de 2020

Lição 05: A Paganização do Cristianismo: Dinâmica, Vídeo aula: Adolescentes - 13 a 14 anos

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Introdução:
O que é o PAGANISMO? 
O significado do referido termo remete a um “sistema religioso que desconhece a supremacia de Deus, aceitando como real a existência e interferência de outros deuses nos negócios humanos” conforme define o Pr. Claudionor de Andrade em seu Dicionário Teológicoeditado pela CPAD. 



TEXTO BÍBLICO 
2 Timóteo 3. 1-5
1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.

2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.



ENFOQUE BÍBLICO
Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. 2Tm 2.4.



OBJETIVOS
Destacar as conquistas do cristianismo após o fim da perseguição e os males decorrentes da mistura entre Igreja e Estado que ocorreu em seguida, ainda durante o Império Romano.
Ressaltar que a Igreja Católica Romana foi criada com a oficialização do cristianismo como religião do Império Romano.
Enfatizar que a Igreja deve influenciar o mundo e não o contrario



CONSTANTINO E O CRISTIANISMO
Perseguições e mortes não intimidaram os cristãos, Satanás não satisfeito com o resultado, pois quanto mais se perseguia os cristãos, quanto mais matavam mais a igreja crescia. Foi então que o adversário da igreja propôs aos que não levavam a coisa a sério à conturbação da doutrina. Muitos se desviaram e perdeu os céus, a pergunta fundamental que Jesus havia feito aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o filho do homem?”, que já nos dias de Cristo havia discrepâncias. Com o decorrer dos anos os ensinos deturpados quanto à pessoa de Cristo provocaram diversos concílios.

As reações eram das mais diversas como ainda é nos dias hodiernos, Satanás se dispôs de uma arma secreta e terrível que se não fosse à misericórdia de Deus para com a igreja ela teria se destruído logo nos primeiros séculos. Assim como Deus falou a Elias que havia sete mil que não se dobrava a Baal (1Rs 19.18), também na igreja, assim que começaram a surgir as heresias em torno da pessoa de Jesus, de onde não se esperavam ouviu-se “Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16). Deus levantou homens com veemente saber para o enfrentamento e com poder e unção do Espírito Santo souberam responder e aclarar a igreja a verdadeira Doutrina a seguir. E prepará-la para enfrentar tais heresias com firmeza e fé (1Pe 3.15).
Com muito amor e dedicação o cristianismo conseguiu conquistar o Império Romano. Nesta época Constantino I, também conhecido como Constantino Magno ou Constantino, o Grande, estava no poder. Seu verdadeiro nome era; Flavio Valério Aurélio Constantino. Nascido em Naissus, na Mésia, onde hoje é a Servia, viveu no Oriente Grego, filho de uma mulher de língua grega, que o tornou bilíngüe, o que lhe facilitou o acesso a elite romana.

Constantino sempre precisou ser um político circunstancial, por ser um imperador de legitimidade duvidosa. Em uma de suas guerras mandou pintar uma cruz nos escudos dos soldados e conseguiu uma vitoria esmagadora sobre o inimigo.



[1] Até então o Império é: um só povo, uma só bandeira, uma só moeda e porque não uma só religião? 
Quanto aos imperadores embora eles gostassem de serem adorados, mantinha o estado laico.

Constantino resolveu ser cristão. Não podemos ao certo dizer que ele tenha se convertido, há muitas controvérsias quanto a isso. Sem duvida a igreja sob sua proteção cresceu com rapidez.
Agora, não há duvida que Satanás esta por trás de toda esta armação enigmática. Constantino transforma o cristianismo em religião oficial do Império e se constitui Patrono do cristianismo. Os historiadores registraram o fato como algo que estava no deserto ou em prisões que sai para ganhar o mundo, assim aconteceu com o cristianismo na época deste imperador, a religião cristã tomou posse do mundo.

Era possível ver sinais do cristianismo nas moedas, nos mosaicos, o culto em nome de Jesus demonstrando total exaltação aos deuses do paganismo, a cruz estava espalhada por toda a parte. Com o imperador como o principal da igreja, não havia barreiras humanas que poderia detê-la. Aos poucos sem nenhuma resistência a administração do estado e dos negócios civis do governo se aliava as autoridades administrativas da igreja. Parecia bonito, esplendoroso um imperador romano dirigindo a uma reunião da igreja, podendo até participar dos debates.

Qual era o sinal de que Satanás era o armador de tudo isto? A resposta é simples e está nos anais da história. A igreja sofre degradação, efeito da união igreja-estado, com a religião pagã sufocada, é importante dizer que para não ficar mal visto pelo estado, então qualquer pagão dizia: “Sou cristão”. O estado se tornou semi-cristão, era muito comum um servidor do estado, mesmo sem entendimento qualquer das doutrinas do cristianismo, pois, não sabiam ao certo se sua conversão teria sido verdadeira ou circunstancial, tornar se bispo de uma determinada igreja.

Dizem que pelos idos do ano 400 dC, o culto pagão havia sido banido, muitos templos pagãos com seus ídolos haviam sido destruídos. Porem a igreja cristã está com um grande problema em seu seio, uma boa parte de seus membros nada sabiam de Cristo e da doutrina, não sabiam o que era nascer de novo. Milhares de pessoas sem conversão estavam na igreja, levando-a a uma violenta queda moral.

Não demorou muito para que a disciplina por pequenos pecados passasse a ser: confissões em publico, jejus e orações. E para as faltas mais graves podiam até chegar à excomunhão. É lamentável dizer, mas a igreja do estado romano não era mais a igreja de Jesus Cristo e dos Apóstolos. Ela se tornara pagã.

Com a morte de Constantino e a entrada na Idade Média, as forças políticas se intensificavam e um papa é nomeado para ser o maioral na igreja. A igreja tornara-se negócios dos homens. O bispado passou a ser propriedade particular, era abertamente vendido a quem oferecesse mais.

Quanto ao sacerdócio, este era dado a homens muitas vezes sem caráter como a escravos foragidos, criminosos, ímpios sem qualificação teológica e o que era pior sem conversão, homens adúlteros e dado a embriaguez, esses eram considerados pecados menores. Até mesmo os papas eram acusados de crimes vergonhosos.
Não demorou muito e a Palavra de Deus, tornou-se uma coisa diferente dando lugar aos sacramentos



[2]: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitencia, Extrema-unção, Ordem e Matrimônio. O simples cumprimento de um desses era o suficiente para a Salvação. No entanto a missa era maior que qualquer dos mandamentos, era o elemento central do culto. O culto passa a ser um movimento de coisas altamente luxuosas ia das vestes aos belíssimos templos. Coisas apenas para ser vistas e ouvidas procurava impressionar o espírito através dos sentidos.

O culto aos santos foi uma questão de tempo, os templos pagãos eram abarrotados de imagens dos deuses do paganismo. Com a forte influencia pagã ao cristianismo, está forma de adoração aos poucos foi adentrando ás igrejas. 
O próprio Constantino havia erigido um templo em honra a Pedro, aqueles que haviam sido mortos pela fé que professavam em Cristo Jesus, de heróis passaram a intercessores junto a Deus. Rapidamente a idolatria se expande entre o povo, era normal ver caravanas em peregrinação rumo ao tumulo de alguém considerado santo, surgindo assim à canonização de falecidos, que segundo pessoas eram responsáveis por alguns milagres recebidos.



Reflexão:
Após o período de perseguição , a igreja experimentou momentos de bonança. Porém, nesse período , a Igreja foi minada pelo pecado que sorrateiramente foi entrando dentro dela. Muitos cristãos esfriaram na fé ou começaram a adotar princípios pagãos que nada tinham a ver com a genuína fé bíblica. Esse é começo de um período sombrio da história da Igreja, e que nos ensina que não somos tentados apenas nos momentos de dificuldade mas também nos de bonança.



CONSTANTINO E A IGREJA

1. A conversão de Constantino:
No decorrer de duas guerras contra os rivais para se firmar no trono e dominar todo o Ocidente, Constantino se achava um pouco ao norte de Roma. Entre seus inimigos e a cidade estava a ponte Múlvia, sobre o rio Tibre. Nesse lugar, durante um sonho, na noite anterior à batalha, pareceu-lhe ver uma cruz, com a inscrição: " Por este sinal vencerás
Ao amanhecer, Constantino mandou pintar este sinal, às pressas, sobre o seu elmo nos escudos de seus soldados. Em certo sentido combateu na qualidade de cristão e ganhou a batalha. Com esta vitória obtida no dia 28 de outubro de 313 d.C., ele passou a crer que o Deus dos cristãos lhe havia dado a vitória.
No mesmo ano, Constantino e Licínio concederam liberdade religiosa a todos os povos do Império, e mormente aos cristãos, através do Edito de Milão, que afirmava: " Aos cristãos e a todos os outros, plena liberdade de seguir a religião que a cada um aprouver". Depois de quase três séculos de perseguição pelos romanos, agora pelo Edito de Milão os crentes podiam respirar, pela primeira vez na história, o ar da liberdade religiosa.
De muitas maneiras o imperador favoreceu os cristãos, dando-lhes os principais cargos, isentando os ministros cristãos de impostos e do serviço militar, ajudando na construção de igrejas, e encomendando 50 bíblias para as igrejas de Constantinopla, sob a direção de Eusébio.
Embora Constantino simpatizasse muito com os cristãos, o cristianismo só tornou-se religião oficial no reinado de Teodósio.



2. A PAGANIZAÇÃO COMEÇOU COM A FALSA CONVERSÃO DE PAGÃOS AO CRISTIANISMO:
Como a instituída Igreja Católica passou a ser muito poderosa, como religião oficial de Roma, todos que não eram cristãos quiseram tornar-se membros dela, e fato é que todos começaram a ser aceitos sem que fossem observados os verdadeiros sinais de conversão neles. O resultado disso foi terrível.
Começou ai a idolatria dentro da igreja, com a introdução de "santos" nos templos e também a divulgação de falsas doutrinas, como o purgatório, o Dia de Finados, o celibato entre tantas outras heresias.
Devemos ter nossa fé firme em Cristo, para ainda hoje combatermos a paganização dentro dos templos do Senhor.







Dinâmica: Sal da Terra
Objetivo: Promover reflexão sobre o comportamento do cristão como “sal da terra”.
Material:
03 copos transparentes com água
02 saquinhos com sal
01 colher de chá
01 colher de sopa de sal
Metodologia:
– Expliquem que o sal representa o cristão e o copo com água está representando o mundo.
– Solicitem a atenção dos alunos para o que você vai realizar.
– Arrumem os 03 copos com água sobre uma mesa.
– Coloquem:
01 saquinho de sal dentro de 01 copo – não retire a embalagem(situação 01);
01 saquinho de sal ao lado de outro copo( situação 02);
01 colher de sal no último copo e misturem( situação 03).
– Perguntem: Qual situação melhor representa a conduta do cristão no mundo?
– Aguardem as respostas. É comum haver votação para as três situações, com maioria para a situação 01. Mas, como vocês já deve ter percebido, a situação que melhor representada o cristão neste mundo é a da situação 03.
– Questionem:
Para as situações 01 e 02: Como o cristão pode estar influenciado o meio, como sal da terra, se estar isolado do mundo?
Para a situação 03: Está correto o crente está misturado com o mundo? Nós somos deste mundo? Estamos influenciando o mundo ou sendo influenciados?
– Após os questionamentos, leiam:
“Vois sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens”. Mt 5.13
“Bom é o sal; mas se o sal degenerar, com que se adubará?” Lc 14.34
“E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós deste mundo, eu não sou deste mundo”. Jo 8.23
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há”. I Jo 2.1
Espera-se que, após os questionamentos e a leitura das citações bíblicas, os alunos tenham compreendido que a situação 03 representa a conduta do cristão como sal da terra.
Dinâmica adaptada por Sulamita Macedo.
Fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/
Fonte: Revista Época.
Crédito: Cpad
Editora da Revista Adolescentes Vencedores



Adolescentes 13 a 14 anos, Cpad: 4° Trimestre 2020: Tema: História da igreja para Adolescente



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27 de outubro de 2020

Pré - aula: Lição 5 - Despertamentos Espirituais Norte - Americanos: Juvenis - de 15 a 17 anos






Lição 5 - Despertamentos Espirituais Norte - Americanos
Dinâmica: Mais doce que o mel: Lição 5
Subsidio: Lição 5 - Despertamentos Espirituais Norte - Americanos
Pré - aula: Lição 5 - Despertamentos Espirituais Norte - Americanos


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Lição 05: Abigail: Quando a sabedoria faz diferença para a vida: Dinâmica: Videos aulas, Subsídios: Cpad: Jovens

- Apresentem o título da lição, escrevendo no quadro ou cartolina:
Abigail: Quando a Sabedoria Faz Diferença Para a Vida.
- Em seguida, apliquem a dinâmica “Abigail, uma mulher sábia”.

Dinâmica: Abigail, uma mulher sábia
Objetivos:
Contextualizar o tema da aula, através do exemplo de Abigail, com a vida dos alunos.
Estudar sobre as consequências dos conflitos e como evitá-los.
Material:
01 copo
Água
01 bandeja
Procedimento:
- Escrevam no quadro a expressão “Foi a Gota D’água!”
- Perguntem: O que significa esta expressão?
Aguardem as respostas.
As respostas devem ser em torno de algo que faz com que alguém perca seu limite e paciência de suportar uma situação, então, há uma desestabilização emocional, havendo desencadeamento de atitudes variadas, inclusive gerando a contenda.
- Apresentem o copo com um pouco de água.
- Falem: Esta demonstração pode representar esta situação.
- Coloquem mais água no copo e falem: Vão acontecendo situações que nos causam estresse e vão se avolumando(coloquem mais água no copo, deixando muito cheio, quase transbordando).
- Falem: Mas, uma gota d’água pode fazer o copo transbordar(agora, coloquem um pouco de água e copo transbordará, usem a bandeja para não cair água no chão).
- Falem: Assim também acontece com a gente. Às vezes uma palavra, uma cara feia, pode ser a gota d’água e desencadear uma discussão, uma contenda.
- Peçam para que pelo menos 02 alunos falem sobre uma situação que foi a gota d’água que iniciou um conflito. Podem relatar também sobre atitudes que poderiam ter evitado a situação ou minimizado o problema.
- Falem: Na lição de hoje, vamos estudar sobre uma situação de conflito provocada por Nabal com Davi. Mas, Abigail, esposa de Nabal, interveio de forma corajosa, prudente, pacificadora e sábia, modificando a situação.
- Agora, iniciem o estudo da lição.
Fonte da dinâmica por Sulamita macedo/atitudedeaprendiz.blogspot.com.


TEXTO DO DIA
Perdoa, pois, à tua serva esta transgressão, porque certamente fará o SENHOR casa firme a meu senhor, porque meu senhor guerreia as guerras do SENHOR, e não se tem achado mal em ti por todos os teus dias. 1Samuel 25.28.



SÍNTESE
A sabedoria faz a diferença na vida de uma pessoa de bem, como fez na vida de Abigail.



AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA — 1Sm 25.14
Abigail, esposa de Nabal


TERÇA — 1Sm 25.25
Abigail, casada com um filho de Belial


QUARTA — 1Sm 25.23
Abigail, uma mulher humilde


QUINTA — 1Sm 25.18-20
Abigail, uma mulher de atitude


SEXTA — 1Sm 25.25-29
Abigail, uma pacificadora


SÁBADO — 1Sm 25.36
Abigail sabia o momento certo de falar



OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
SABER que aconteceram momentos difíceis em Israel;
MOSTRAR o que é ingratidão e as suas consequências;
EXPLICAR como Abigail livrou sua casa e a Davi também.



INTERAÇÃO
Abigail entrou para a história de Israel como uma mulher sábia e pacificadora. Ela foi inteligente e prudente, embora fosse casada com um homem tolo e de coração duro. Abigail deve ter sofrido muito em seu casamento, mas submissa, não se deixou levar pela insensatez de seu marido. Sua sabedoria salvou sua casa da morte e também salvou a Davi de derramar sangue inocente. Diante da reposta de Nabal Davi ficou irado e certamente a sua ira não daria lugar a justiça de Deus. A ira toma o homem insensato e o faz cometer as piores tolices.

Nessa lição veremos que a sabedoria faz a diferença na vida de uma pessoa de bem, como fez na vida de Abigail Aprendemos também na história de Abigail que a sua sabedoria e espírito pacificador, chamaram a atenção de Davi. Cremos que Davi a tomou por esposa, não por sua beleza física, mas por seu caráter íntegro, por sua sabedoria. Essa mulher sábia teve um final feliz ao lado de Davi, o homem escolhido por Deus para ser o futuro rei de Israel.


TEXTO BÍBLICO
1 Samuel 25.23-26,32-34.
23 — Vendo, pois, Abigail a Davi, apressou-se, e desceu do jumento, e prostrou-se sobre o seu rosto diante de Davi, e se inclinou à terra.

24 — E lançou-se a seus pés e disse: Ah! Senhor meu, minha seja a transgressão; deixa, pois, falar a tua serva aos teus ouvidos e ouve as palavras da tua serva.

25 — Meu senhor, agora não faça este homem de Belial, a saber, Nabal, impressão no seu coração, porque tal é ele qual é o seu nome. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele, e eu, tua serva, não vi os jovens de meu senhor, que enviaste.

26 — Agora, pois, meu senhor, vive o SENHOR, e vive a tua alma, que o SENHOR te impediu de vires com sangue e de que a tua mão te salvasse; e, agora, tais quais Nabal sejam os teus inimigos e os que procuram mal contra o meu senhor.

32 — Então, Davi disse a Abigail: Bendito o SENHOR, Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro.

33 — E bendito o teu conselho, e bendita tu, que hoje me estorvaste de vir com sangue e de que a minha mão me salvasse.

34 — Porque, na verdade, vive o SENHOR, Deus de Israel, que me impediu que te fizesse mal, que se tu não te apressaras e me não vieras ao encontro, não ficaria a Nabal até à luz da manhã, nem mesmo um menino.



COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Deus não se nega a nos dar sabedoria, mas espera que a utilizemos para a sua glória, para resolver conflitos e ter uma existência que agrade a Ele e glorifique o seu santo nome. Hoje veremos a história de Abigail, uma mulher que usou um dos atributos mais caros — a sabedoria, e como, por ela, preservou sua casa diante de uma ofensa que resultaria em mortes.



I. MOMENTOS DIFÍCEIS EM ISRAEL

1. Samuel morre. 
A história de Abigail envolve pelo menos dois personagens principais: Seu esposo Nabal e Davi, que naquele momento já havia sido ungido para substituir Saul. Após anos servindo a Deus e ao povo, Samuel morre e Davi é perseguido por Saul. Davi teve a oportunidade, na perspectiva humana, de resolver o seu problema, matando Saul e acabando a perseguição contra si. Seus homens disseram que naquele dia, quando Saul foi aliviar o ventre, Deus o havia entregue nas mãos de Davi, e isso de certa forma era verdade. Saul estava sozinho, sem proteção, contudo Davi reteve seu senso de justiça e não apenas poupou Saul, mas conteve seus homens de fazerem algo mal contra o rei. Fugitivo, separado de seus familiares e cercado de pessoas desgostosas com a sociedade, Davi não perdeu o temor a Deus. Um homem de Deus morre, um rei rejeitado ainda está no poder, e o novo rei escolhido por Deus está sendo caçado.



2. Nabal, um homem rico, mas tolo. 
Se no aspecto político as coisas aparentemente iam mal para Davi, para um homem chamado Nabal, no aspecto financeiro, as coisas iam bem. A Palavra de Deus, antes de falar de Abigail, fala de seu esposo Nabal que vivia em Maom. Ele tinha propriedades no Carmelo, lugares que distavam dois quilômetros um do outro. Nabal era rico (1Sm 25.2), as Escrituras realçam que ele possuía “três mil ovelhas e mil cabras”, um rebanho realmente generoso, que a cada ano aumentava. Mais duas informações importantes são reveladas a respeito do seu caráter: Ele era “duro e maligno nas obras” (1Sm 25.3), e que era descendente de Calebe. Daqui extraímos duas observações: A primeira, que essa última descrição sobre Nabal, parece lançar um peso ainda maior sobre a sua história. Ele vinha de uma linhagem de um homem de fé, um ex-escravo que foi livre por Deus, que confiou na promessa do Eterno para entrar na Terra Prometida e que recebeu sua recompensa por acreditar no Senhor. Nabal, não era somente tolo, seu proceder era mau, e isso se refletia nas suas relações pessoais. A segunda observação é que a tolice não escolhe condição social. A prosperidade de Nabal não fez dele um homem sábio e tratável. Mesmo sendo descendente de Calebe, não herdou do seu antepassado o temor do Senhor. Ele era um homem rude, grosseiro e mal-agradecido.

Uma pessoa não é necessariamente tola por ter dinheiro, nem uma pessoa sem dinheiro é necessariamente uma pessoa sábia. Há pessoas com bastantes recursos financeiros que são sábias e tementes a Deus, e pessoas com poucos recursos que não buscam a sabedoria e se queixam de Deus. A sabedoria não está no quanto temos, e sim em nossas atitudes, principalmente de uns para com os outros.



3. Abigail, uma esposa sábia. 
Em uma época em que as mulheres não tinham a oportunidade de escolher seus maridos, e os casamentos eram costumeiramente arranjados pelos pais, Abigail, uma mulher bonita e sábia, era esposa de um homem mau e tolo. Não nos é dito como um homem com o perfil de Nabal se casou com uma mulher como Abigail. Mas ela não se deixou levar pelas características ruins de seu esposo. As riquezas de Nabal e a sua tolice não fizeram de Abigail uma mulher fútil, grosseira e tola. E a sabedoria de Abigail não tornou Nabal um homem sensato e misericordioso, pois conviver com pessoas sábias não traz sabedoria para quem não deseja mudar e aprender a ser melhor. O certo é que Abigail se destaca na narrativa bíblica não apenas pelo seu status, mas pela sua atitude humilde e na sua disposição em resolver, de forma sábia, um problema criado por seu marido.



Pense!
Você tem agido no seu dia a dia como Abigail ou como Nabal?



Ponto Importante
A Palavra de Deus nos exortar a buscarmos sabedoria no Senhor, pois Ele a todos concede de forma generosa.



II. A INGRATIDÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS
1. Davi protege os empregados de Nabal. 
A época de tosquia de ovelhas tem uma importância econômica grande. Os animais precisam ser bem cuidados e a lã, preservada e protegida, pois seu valor comercial era estratégico para a fabricação de roupas. A época da tosquia era um momento alegre, e de acordo com a Bíblia, Nabal chegou a celebrar tal ocasião. Ouvindo isso, Davi, que anteriormente protegeu os homens de Nabal, não permitindo que nada acontecesse nem com eles, nem com as ovelhas que apascentavam, pediu um pouco de provisão. O momento era de festa, de alegria, propício à generosidade e à misericórdia. Mas Nabal, cujo nome significa “tolo”, vai demonstrar o motivo pelo qual era assim conhecido.

A Palavra nos diz que Davi protegeu os homens de Nabal justamente no período em que eles estavam trabalhando. “Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bons, e nunca fomos agravados deles, e nada nos faltou em todos os dias que conversamos com eles, quando estávamos no campo. De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas” (1Sm 25.15,16).



2. Davi pede uma ajuda a Nabal. 
Sabedor de que Nabal estava tosquiando suas ovelhas, Davi envia alguns jovens para pedir uma ajuda àquele homem. Era um momento adequado à solicitação, tendo em vista que era um momento de alegria. Graças a Davi, Nabal não tivera despesas para proteger os seus pastores e seu gado. Suas ovelhas não foram roubadas, e nenhum dos seus empregados, feridos ou mortos. Os homens de Davi serviram como um escudo para os bens de Nabal. E agora, Davi só pede um pouco de provisão para seus homens. Ele não pediu tudo o que Nabal tinha no momento de festa. “[…] Estes jovens, pois, achem graça a teus olhos, porque viemos em bom dia; dá, pois, a teus servos e a Davi, teu filho, o que achares à mão” (1Sm 25.8). Um pouco de comida, para o rico Nabal, não era nada. Mas esse pouco de provisão para Davi e seus homens era muita coisa, aos olhos daquele descendente de Calebe. A mesquinharia de Nabal entraria em jogo nesse momento, e pedir alguma coisa a uma pessoa mesquinha desperta nela ações horríveis.



3. Quem é Davi? 
A resposta de Nabal, em forma de pergunta, mostra a falta de sabedoria que teve diante do pedido educado de Davi. Mostra também falta de reconhecimento e de gratidão para com as atitudes de Davi, de proteger os empregados de Nabal. Os homens de Davi poderiam ter um comportamento abusivo para com os pastores de Nabal, tomando suas ovelhas, agindo com violência ou impedindo que buscassem pastagens mais adequadas para os rebanhos. Mas a influência da liderança de Davi sobre seus homens fez deles pessoas diferentes. Ao invés de agredir, saquear e roubar, coisas comuns naqueles dias, aqueles homens serviram de proteção aos pastores de Nabal. E receberam como paga o desprezo.

Nabal sabia quem era Davi. Ele chega a mencionar o nome do pai de Davi, Jessé. O que ele deseja mesmo é humilhar Davi, atribuindo a ele o status de um fora da lei, sem destino. Nabal não sabia que Davi estava debaixo da proteção do Eterno, e aproveitou aquela situação para desonrar o escolhido de Deus.



Pense!
Como você reage diante das pessoas que tem o caráter parecido com o de Nabal?



Ponto Importante
Como servos de Deus temos que agir de forma educada, polida mesmo tendo que lidar com um Nabal.



III. ABIGAIL LIVRA SUA CASA E TAMBÉM A DAVI
1. Abigail é notificada. 
Um dos moços que assistiu aquela cena vai contar a Abigail o que aconteceu. “Olha, pois, agora, e vê o que hás de fazer porque já de todo determinado está o mal contra o nosso amo e contra toda a sua casa, e ele é um tal filho de Belial, que não há quem lhe possa falar” (1Sm 25.17). O moço que trouxe a notícia elogiou a presença dos homens de Davi por perto, e advertiu que a casa de Nabal estava condenada pelo fato de o seu líder não reconhecer a generosidade de Davi.



2. Abigail usa de sabedoria para com Davi. 
Abigail logo tomou providências para resolver a questão, pegando uma quantidade de víveres — vinho, carne, trigo, passas e pasta de figo — e pôs-se a caminho para interceptar Davi e seus homens. Davi já havia determinado que ninguém da casa de Nabal viveria. Ao encontrar-se com Davi, Abigail se inclina, pede para ser ouvida e avisa que não estava presente no momento em que os moços de Davi foram humilhados. Mais que isso, Abigail demonstra saber que no futuro, Davi seria rei: “E há de ser que. usando o SENHOR com o meu senhor conforme todo o bem que já tem dito de ti e te tiver estabelecido chefe sobre Israel” (1Sm 25.30). Diferente de seu marido mesquinho e tolo, Abigail lembra a Davi que ele é escolhido de Deus para ser chefe em Israel, e que não deveria fazer justiça com as próprias mãos “[…] não te será por tropeço, nem por pesar no coração o sangue que sem causa derramaste […]” (1Sm 25.31). Davi não olharia para trás com vergonha e arrependimento por ter pago a Nabal na mesma moeda. O julgamento de Nabal e a sua impiedade não viriam da espada de Davi, mas das mãos do próprio Deus.



3. O fim de Nabal. 
Ao terminar a festa, Nabal estava bêbado e não se lembrava de nada que havia ocorrido. Só no dia seguinte “[…] havendo já saído de Nabal o vinho, sua mulher lhe deu a entender aquelas palavras; e se amorteceu nele o seu coração, e ficou ele como pedra” (1Sm 25.37). Abigail agiu com sabedoria, pois não adiantava falar com Nabal embriagado. Há um momento certo para que falemos certas verdades e sejamos entendidos. Pessoas entorpecidas raramente conseguem entender o que se passa a sua volta, e se sóbrio, Nabal tratou os enviados de Davi com grosseria, quem dirá Abigail tentando conversar com o esposo bêbado. Ela agiu com sabedoria, esperou o momento certo de falar, e deu a notícia a Nabal. É certo que ele não esperava que o resultado da sua atitude mesquinha contra Davi trouxesse os resultados narrados por Abigail, e por isso, sua reação foi ficar paralisado. Ele não podia fazer nada. Passados alguns dias, Deus mesmo julgou Nabal e o matou. Assim termina a história de um homem mau, insensato e mesquinho. Mas a história de Abigail continua. Davi convidou a viúva para ser sua esposa, e ela aceitou a oferta daquele que seria rei em Israel.



CONCLUSÃO
A sabedoria e a tolice fazem a diferença ao seu tempo. Podemos nos destacar por nossa sabedoria ou por nossa tolice, mas que sejamos sábios e venhamos seguir o exemplo de Abigail, pois no tempo certo também seremos honrados pelo Senhor.




HORA DA REVISÃO
1. Quais os dois personagens principais da história de Abigail?
Nabal e Davi.





2. Segundo 1 Samuel 25.2, quais eram os bens de Nabal?
Ele tinha três mil ovelhas e mil cabras.




3. Onde vivia Nabal?
Ele vivia em Maom.





4. Cite duas características de Nabal.
Tolo e perverso.





5. Relacione duas características de Abigail.
Sábia e pacificadora.









Cristina Mel - Eu Quero Paz!






SUBSÍDIO I
“Abigail
Esposa de Nabal de Maom, nas proximidades do Carmelo, no território da Tribo de Judá. Era uma mulher bom senso. Quando Nabal tratou Davi grosseiramente, este ficou muito irritado e queria vingar-se. Abigail, ouvindo a loucura de seu esposo, preparou uma generosa dádiva de suprimentos e levou a Davi e seus homens. Com prudentes palavras de reconciliação, ela controlou sua ira e salvou a vida de Nabal. Mas cerca de dez dia depois, ele morreu, aparentemente de um derrame. Davi admitiu que a mulher havia evitado que ele cometesse um ato extremamente grave ao procurar vingar-se de seu inimigo (1Sm 25).

Depois disso, sentiu-se livre para cortejá-la tendo ficado profundamente impressionado por sua prática discrição e bom senso. Quando se viu obrigado a fugir para Gate, levou-a consigo (1Sm 27.3). Abigail foi uma de suas seis esposas naqueles dias. Em Hebrom, ela teve um filho de Davi, chamado Quiliabe, seu segundo filho (2Sm 3.3). Entretanto, em 1 Crônicas 3.1 esse filho é chamado de Daniel” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.5).




SUBSÍDIO II
“Nabal estava no Carmelo tosquiando as suas ovelhas, quando Davi enviou dez de seus moços para pedir-lhe uma ajuda, a fim de suprir sua necessidade de alimento. O pedido foi feito de maneira muito educada, e é explicado ao menos em parte porque homens de Davi haviam protegidos os pastores desarmados de Nabal dos ataques das tribos nômades. O costume de compartilhara boa hora ou o dia de festa também era estabelecido, e teria somado à sensatez do pedido de Davi.

A resposta de Nabal foi insolente, falou de Davi como um servo fugitivo e recusou categoricamente a sua solicitação. Quando os homens de Davi retornaram e relataram esta recepção, seu líder convocou-os a pegarem em armas: deixou 200 no acampamento e levou 400 consigo. A bagagem, os suprimentos, as provisões e os materiais. Um dos próprios homens de Nabal, nesse meio tempo, contou a Abigail o que acontecera. A expressão ele se lançou a eles, vem de uma raiz hebraica primitiva, ‘investir violentamente ou voar’ — a própria avaliação do servo sobre a resposta imprópria de seu senhor” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.222).
Lições bíblicas
Créditos
Cpad
Jovens
4º Trimestre de 2020
Título: Os bons e maus exemplos — Aprendendo com homens e mulheres da Bíblia
Comentarista: Alexandre Coelho


Jovens: Estudos, Pregações, Lições Bíblicas, Dinâmicas, Subsídios, Pré - aulas: Arquivo

Lição 05: O Lamento de Jó: Subsídios, Dinâmica: Vídeos - aulas, Adultos

Sugestão:
- Apresentem o título da lição: 
O Lamento de Jó.
- Perguntem: 
O que é lamento?
- Aguardem as respostas.
Se necessário, apresentem definição do dicionário.


Para introduzir esta lição apresente os três pontos que formam seu eixo estrutural, ou seja, os três lamentos de Jó:
(1) Por que nasci?
(2) Por que não nasci morto?
(3) Por que continuo vivo?

Mostre à classe que essas três perguntas representam toda a angústia que se abateu sobre a alma de Jó por meio dos eventos que marcaram sua tragédia familiar, econômica e pessoal.
* Tais perguntas podem sinalizar o grau de estresse do patriarca, bem como do ser humano, diante de um grande caos. Os lamentos de Jó são a expressão da dor humana diante do sofrimento.



TEXTO ÁUREO
  Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água. 
Jó 3.24.


VERDADE PRÁTICA
O sofrimento pode nos levar a situação de extrema angústia, mas não devemos perder a esperança no agir de Deus.



LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jó 3.1-4
Jó lamenta pelo dia de seu nascimento

Terça — Jó 3.5-7
Jó prefere que o dia de seu nascimento seja marcado pelas “densas trevas”

Quarta — Jó 3.8-10
Que a luz não resplandecesse e ele não olhasse para o sofrimento

Quinta — Jó 3.11-15
Jó lamenta por não ter morrido no dia do seu nascimento

Sexta — Jó 3.16-22
Jó deseja ser como um “aborto oculto” e não ver a luz

Sábado — Jó 3.23-26
O que Jó temia, lhe sobreveio, o que ele receava lhe aconteceu



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Jó 3.1-26.
1 — Depois disto, abriu Jó a boca e amaldiçoou o seu dia.

2 — E Jó, falando, disse:

3 — Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!

4 — Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz!

5 — Contaminem-no as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele nuvens; negros vapores do dia o espantem!

6 — A escuridão tome aquela noite, e não se goze entre os dias do ano, e não entre no número dos meses!

7 — Ah! Que solitária seja aquela noite e suave música não entre nela!

8 — Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam o dia, que estão prontos para fazer correr o seu pranto.

9 — Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; que espere a luz, e não venha; e não veja as pestanas dos olhos da alva!

10 — Porquanto não fechou as portas do ventre, nem escondeu dos meus olhos a canseira.

11 — Por que não morri eu desde a madre e, em saindo do ventre, não expirei?

12 — Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos, para que mamasse?

13 — Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e, então, haveria repouso para mim,

14 — com os reis e conselheiros da terra que para si edificavam casas nos lugares assolados,

15 — ou com os príncipes que tinham ouro, que enchiam as suas casas de prata;

16 — ou, como aborto oculto, não existiria; como os crianças que nunca viram o luz.

17 — Ali, os maus cessam de perturbar; e, ali, repousam os cansados.

18 — Ali, os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do exator.

19 — Ali, está o pequeno e o grande, e o servo fica livre de seu senhor.

20 — Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo,

21 — que esperam o morte, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos;

22 — que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura?

23 — Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu?

24 — Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água.

25 — Porque o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu.

26 — Nunca estive descansado, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação.


HINOS SUGERIDOS

Harpa Cristã: 256






Harpa Cristã: 271






Harpa Cristã: 578




OBJETIVO GERAL
Explicar que Jó era humano e como tal tinha todo o direito de extravasar seus sentimentos, não sendo recriminado por Deus por isso.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. 
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I. Esclarecer que a angústia de Jó fez com que ele desejasse a morte como um escape;
II. Aclarar o desejo de Jó em ser como um abortivo;
III. Pontuar que Jó representa os que, em situação desesperadora, não veem nenhuma luz no fim do túnel.



INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A lição desta semana esclarece que Jó desejou intensamente a morte. Ao desejá-la, o patriarca tem como objetivo dar fim ao ciclo de sofrimento que Satanás lhe impôs. Constataremos nesta lição que, apesar de ele desejar morrer, não buscou o suicídio. Nesse aspecto, a vida de Jó nos passa uma mensagem muito importante, mostrando-nos que, mesmo diante do mais terrível sofrimento, o patriarca não ousou entrar numa “jurisdição” que pertence somente a Deus. Ele, indiretamente, nos transmite a importante mensagem de que o único que pode decidir acerca do início e do fim da vida é o Deus Altíssimo.



COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na lição anterior vimos de perto o drama vivido por Jó. Uma série de calamidades se abateu sobre ele de forma catastrófica. Do estado de riqueza e prosperidade, Jó passou a viver na adversidade; seus amigos foram para consolá-lo, mas ficaram sem palavras ao contemplarem seu debilitado estado de saúde. Entretanto, depois de sete dias, ele rompeu o silêncio com um lamento que veio do fundo da alma. Nesse lamento Jó mirou o dia de seu nascimento e, através de três perguntas, desabafou tudo o que sentia naquele momento: Por que nasci? Por que não nasci morto? Por que ainda continuo vivendo?

Nesta lição veremos a reação humana diante do sofrimento. Perceberemos que não há qualquer indício de que Satanás tivesse alcançado êxito diante de Jó. Na perspectiva do patriarca, se Deus era a causa de sua vida, deveria também ser a causa de sua morte, pois se dEle vinha o bem, também deveria vir o mal.



PONTO CENTRAL
O lamento de Jó revela toda sua dor como ser humano.



I. PRIMEIRO LAMENTO DE JÓ: POR QUE NASCI? (3.1-10)
1. “Por que nasci?”. 
A dor de Jó era profunda e somente a poesia podia expressar toda a carga emocional vivida por ele. Nesse poema, os dez primeiros versículos do capítulo três são a respeito do primeiro questionamento de Jó: Por que nasci? Esse questionamento sai do íntimo de Jó, assim como ocorre com a alma do salmista (130.1). Da mesma forma, o profeta Jeremias expôs os sentimentos diante de seus conflitos (Jr 20.14-18). Nesse sentido, o patriarca não está sozinho em lamentar diante da dor.



2. Que em lugar da memória viesse o esquecimento. 
Neste momento de dor, Jó não amaldiçoou a Deus, como Satanás previra; em vez disso, amaldiçoou o dia de seu nascimento. No lugar de ser ocasião de grande celebração pelo dia do nascimento de criança, Jó amaldiçoou esse dia por ocasião do grande sofrimento e decepção. Para o homem de Uz, esse dia teria de ser apagado da memória. Não é assim que muitas vezes nos sentimos? Um dia em que tudo foi mal e temos desejo de nunca mais lembrá-lo.



3. Que em vez da ordem viesse o caos. 
Mencionamos o desejo de Jó para que o dia de seu nascimento não tivesse entrado no calendário e, que dessa forma, tanto esse dia como essa noite jamais tivessem existido. No lugar da luz que raiou por ocasião do nascimento dele, e que revelou todo seu sofrimento, o patriarca desejou que as trevas dominassem (vv.4-7). E por quê? Porque em vez da paz veio a dor; em vez da ordem, o caos. Desse raciocínio, Jó menciona a imagem do Leviatã. Este famoso e assombroso animal marinho simbolizava o caos. O homem de Uz recorre a essa imagem para ilustrar o momento tenebroso que estava vivendo. A lógica é simples: Se Deus não tivesse feito aquele dia, ele não teria sido concebido e, portanto, não passaria por tudo isso. Nesse sentido, o Novo Testamento revela como nosso Senhor é misericordioso e nos trata com amor e ternura nos momentos de tribulação e angústia, pois aos pés da cruz é o melhor lugar para derramar a nossa alma (cf. Jo 11.32,33).



SÍNTESE DO TÓPICO (I)
O primeiro lamento de Jó revela seu desejo de esquecer o dia em que nasceu.



II. SEGUNDO LAMENTO DE JÓ: POR QUE NÃO NASCI MORTO? (3.11-19)
1. Descansando em paz. 
Os intérpretes observam que o discurso de Jó a partir do versículo onze muda de amaldiçoar para reclamar. A partir desse versículo, Jó passa reclamar por não ter nascido morto. Para ele nascer morto teria sido melhor do que existir naquelas condições (vv.11-13). Era a melhor maneira de não passar por toda aquela tribulação. Essas palavras de Jó revelam uma coisa: Ele queria descanso de todo o seu sofrimento.

O que Jó pedia era uma possibilidade real, pois muitos fetos nascem mortos (v.16). Para ele a morte era uma forma de descansar em paz (vv.13-15).



2. Livre de tributações. 
O dilema de Jó aumenta à medida que o seu sofrimento ganha intensidade. Ele continua com seu argumento da “não-existência” (vv.16-19). Ele está convencido de que se não tivesse se tornado um “ser”, nada disso estaria acontecendo. Ele desejava ter sido como um “natimorto”, um feto que nunca viu a luz (v.16). A palavra hebraica nephel , usada no versículo 16 como “natimorto”, possui o sentido de “um aborto espontâneo” e é traduzido dessa forma em Eclesiastes 6.3 e Salmo 58.8. Aqui em nenhum momento Jó faz uma apologia ao aborto, mas usa-o no sentido metafórico de “descanso do sofrimento”. No lugar de ter sido abortado, ele nasceu e foi lançado no mundo da tribulação. O raciocino é claro: Para os que morreram cessaram as angústias e tribulações da vida presente.



3. Uma realidade para o cristão. 
O Novo Testamento nos ensina que enquanto estivermos neste mundo estaremos sujeitos à dor, ao luto, ao sofrimento (Fp 4.11,12). Mas, ao mesmo tempo, temos uma promessa consoladora de Jesus (Jo 16.33, cf. Fp 4.13).



SÍNTESE DO TÓPICO (II)
O segundo lamento de Jó revela o desejo de ter sido abortado.



SUBSÍDIO BÍBLICO—PEDAGÓGICO
“Por não haver a possibilidade de voltar atrás no tempo e cancelar os acontecimentos que levaram ao seu nascimento, Jó volta-se para a fase seguinte do seu lamento: Por que não morri eu desde a madre? (11). Muitos bebês nascem mortos; por que ele não teve a sorte de um deles? Os joelhos da parteira e os peitos (12) da sua mãe deveriam ter falhado em preservar a criança recém-nascida. Se a morte tivesse sido o seu destino logo no início, então suas maiores esperanças teriam sido alcançadas havia muito tempo - então, haveria repouso para mim (13). Entre os versículos 14 e 19 há observações acerca do fato de que todos os homens são iguais diante da morte. Os reis (14), os ricos (15), os maus (17) cessam de perturbar, e, ali, repousam os cansados. Moffat interpreta o pensamento dos lugares assolados (14) como ‘reis […] que constroem pirâmides para si mesmos’. Os presos não são mais incomodados por aqueles que os oprimiam (18) e mesmo os escravos estão livres de seu senhor (19). Em seu desespero, Jó pode apenas esperar pelo alívio que a morte poderia lhe trazer” (CHAPMAN, Milo L.; PURKISER, W. T.; WOLF, Earl C. (et al). Comentário Bíblico Beacon: Jó a Cantares de Salomão. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.34).



III. TERCEIRO LAMENTO DE JÓ: POR QUE CONTINUO VIVO? (3.20-26)
1. Vale a pena viver? 
Nessa terceira seção do capítulo três Jó faz uma quarta pergunta (3.20): “Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo?”. As outras perguntas estão em 3.11; 3.12; 3.13. A palavra hebraica amel , traduzida aqui como “miserável”, é usada no sentido de alguém cuja vida é atribulada pela miséria e que, por isso, torna-se incapaz de exercer suas funções. Em outras palavras, para Jó a vida havia se tornado intolerável.


2. Sem o favor de Deus? 
Jó novamente volta a indagar: “Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu?” (Jó 3.23). A pergunta busca o significado do sentido de todo aquele processo. Ela busca compreender o porquê de Deus permitir o sofrimento. Aqui há um paralelo com Provérbios 4.18, onde é dito que “o caminho do justo é como a luz da aurora que brilha mais e mais até ser dia perfeito”. Na literatura sapiencial, a palavra hebraica traduzida como “caminho” é dereke se refere ao caminho da sabedoria de Deus, que conduz a vida. Para o patriarca esse fato havia se tornado um paradoxo, pois ele não sabia por que Deus escolheu para ele o caminho do sofrimento.



3. Um caminho de sabedoria e maturidade. 
Muitas vezes sentimo-nos iguais a Jó, desorientados, passando por uma via dolorosa do sofrimento. E, como ele, não imaginamos nem compreendemos que Deus está agindo. É preciso, porém, olhar para o alto onde Cristo vive (Cl 3.1-4). Nele, podemos manter o equilíbrio e a confiança durante a tormenta e, assim, trilhar um caminho de sabedoria e maturidade no sofrimento.



SÍNTESE DO TÓPICO (III)
O terceiro lamento de Jó revela a desistência da vida por causa do sofrimento.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Jó veio à luz; ele foi trazido à vida (20); Jó estava perdido e Deus o encobriu (23). Tudo isso ocorre contra sua vontade ou, pelo menos, sem que ele tenha alguma oportunidade de escolha. Em sua miséria ele espera a morte. A morte seria como tesouros ocultos a serem procurados ou algo de que ele poderia se alegrar sobremaneira (21-22). Mas mesmo isso é negado a Jó; Moffat interpreta a primeira parte do versículo 23: ‘Por que Deus dá à luz a um homem que está no fim de suas forças?’. A miséria de Jó se tornou tão desmedida que seus gemidos (expressão de agonia) se derramam como água (24) em uma corrente vasta e ininterrupta. A sua vida tornou-se tão difícil que tudo que ele precisa fazer é temer por mais agonia, e isso, de fato, acontece (25). O sofrimento de Jó não tinha fim. Ele não teve qualquer oportunidade para experimentar descanso, sossego e repouso. Veio sobre mim a perturbação (26) pode ser traduzido apropriadamente como: ‘A perturbação vem continuamente’” (CHAPMAN, Milo L; PURKISER, W. T.; WOLF, Earl C. (et al). Comentário Bíblico Beacon: Jó a Cantares de Salomão. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.34).



CONCLUSÃO
Nesta lição vimos o dilema de Jó. Desconhecendo a razão das adversidades que se abateram sobre ele, o patriarca não negou a Deus nem o amaldiçoou. Todavia, ele expôs toda a sua humanidade, de forma que o leitor que apenas o contempla sem, contudo, participar de seu drama, tem dificuldade de entender seu lamento, principalmente, quando ele se dirige a Deus. É o lamento de um corpo ferido e de uma alma, que mesmo amando a Deus, se derrama angustiada.




PARA REFLETIR
A respeito de “O Lamento de Jó”, responda:

1. Os dez primeiros versículos do capítulo três dizem a respeito de quê?
Os dez primeiros versículos do capítulo três são a respeito do primeiro questionamento de Jó: Por que nasci?




2. O que Jó amaldiçoou? E por quê?
No lugar de ser ocasião de grande celebração pelo dia do nascimento de criança, Jó amaldiçoou esse dia por ocasião do grande sofrimento e decepção.




3. Qual foi a observação dos intérpretes sobre o discurso de Jó a partir do versículo onze?
Os intérpretes observam que o discurso de Jó a partir do versículo onze muda de amaldiçoar para reclamar.




4. Em que sentido a palavra “miserável” é usada?
É usada no sentido de alguém cuja vida é atribulada pela miséria e que, por isso, torna-se incapaz de exercer suas funções.



5. Qual é o significado da palavra “caminho”?
Refere-se ao caminho da sabedoria de Deus que conduz a vida.




Vídeos aulas:
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SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
O LAMENTO DE JÓ
É falta de fé lamentar diante de uma calamidade? Perder a alegria da vida diante de uma tragédia? Será que conseguimos manter a aparência de piedade, como se fôssemos intocáveis diante de uma catástrofe, em todos os momentos? Estamos diante de uma lição em que um homem — temente a Deus, santo, piedoso, íntegro, um justo — perdeu o desejo pela vida. Há, porém, uma grande diferença entre pedir para morrer e desejar o suicídio. Jó não desejou o suicídio, mas que Deus, o autor da vida, colocasse um fim naquele sofrimento. Isso é uma distinção importante que pode e deve ser feita em sua classe.

Resumo da lição
O nosso objetivo geral é explicar aos alunos que Jó era humano e como tal tinha todo o direito de extravasar seus sentimentos, não sendo recriminado por Deus por isso. Para alcançar o objetivo geral temos de alcançar três objetivos específicos de acordo com cada tópico.

O primeiro objetivo específico da lição é esclarecer que a angústia de Jó fez com que ele desejasse a morte como um escape. 
Por isso o primeiro tópico trabalha o capítulo 3.1-10, destacando a pergunta: “Porque nasci?”. Essa pergunta representa o desejo de Jó em esquecer o dia de seu nascimento, pois se não tivesse existido esse dia, consequentemente, todo esse sofrimento não aconteceria. Com essa pergunta Jó expressa a dor humana.

O segundo objetivo específico da lição a ser alcançado é aclarar o desejo de Jó em ser como um abortivo. 
Para realçar esse ponto o segundo tópico põe em foco o capítulo 3.11-19 com a seguinte pergunta: “Porque não nasci morto?”. Para o patriarca nascer morto, como um aborto, seria muito melhor do que viver naquelas circunstâncias. Essa pergunta representa o desejo de descanso diante da dor humana, o desejo de se ver livre de tal tribulação.

O terceiro objetivo a ser alcançado é pontuar que Jó representa os que, em situação desesperadora, não veem nenhuma luz no fim do túnel. 
Para isso, o terceiro tópico apresenta o capítulo 3.20-26 com a seguinte pergunta: “Por que continuo vivo?”. Essa pergunta mostra que não vale a pena viver sem o favor de Deus.

As três perguntas desenvolvidas nos três tópicos desta lição constituem nos três lamentos de Jó.

Aplicação
Externalizar a dor humana não significa ausência de fé. Nosso Senhor externalizou a própria dor diante da dor de outras pessoas. Ele mesmo chorou (Jo 11.35).




Sugestão:Dinâmica: 
Para concluir
Dinâmica: Qual é o seu lamento?
Objetivo: Concluir o estudo do tema de forma prática, com apresentação do lamento dos alunos e orando uns pelos outros.
Material: ¼ de folha de papel ofício e caneta para cada aluno
Procedimento:
- Após trabalhar o conteúdo da lição, falem para os alunos:
Acabamos de estudar sobre o lamento de Jó. Conhecemos também o relato bíblico sobre o lamento de Jeremias, o lamento de Samuel, o lamento de Oséias, entre outros. Mas, qual é o seu lamento?
- Então, distribuam para os alunos ¼ de folha de papel ofício para que escrevam um lamento(pessoal), orientando para que identifiquem colocando o nome do aluno.
- Peçam para que os alunos leiam conjuntamente o versículo abaixo:
“Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu”(Salmos 43:5).

- Recolham todos os papéis já escritos com o lamento e tornem a distribuir entre os alunos, tomando cuidado para o aluno receber um lamento não escrito por ele.
- Agora, orientem para que passem a semana orando pelo lamento do colega.
- Para finalizar, leiam:
“...Orai uns pelos... A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. Tg 5.16
“E rogo-vos irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor de Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus”. Rm 15.30
Fonte da dinâmica/por Sulamita Macedo/blog/atitudedeaprendiz.blogspot.com
Credito, Lições Bíblicas Cpad
Adultos
4º Trimestre de 2020
Comentarista: José Gonçalves.



Adultos: Lições Bíblicas, Dinâmicas, Subsidios, Pré - aulas: Arquivo

Lição 05: A fidelidade no casamento: Dinâmica: Construindo o meu casamento: Discipulando – 4º. Ciclo – Portando uma nova identidade



                      Dinâmica: Construindo o meu casamento


  
Discipulando - 4º Ciclo, Cpad: Tema: Portando uma nova identidade