28 de julho de 2020

Lição 05: Zorobabel recomeça a construção do Templo: Subsídios, Dinâmica: Videos - aulas, Adultos

Vídeo aula:
Endereço na descrição dos videos:





  
TEXTO ÁUREO
Ao vigésimo quarto dia do mês nono, no segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: […] Ponde, pois, eu vos rogo, […] desde o dia em que se fundou o templo do SENHOR, ponde o vosso coração nestas coisas. Ageu 2.10,18.




VERDADE PRÁTICA
Sob o poder de Deus, a Igreja torna-se imbatível no cumprimento das tarefas que Cristo lhe entregou.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Ed 5.1,2
O poder da palavra profética

Terça — Ed 5.5
O poder de Deus sobre os anciãos

Quarta — Ed 5.13-17
O poder de Deus sobre o rei Dario

Quinta — Ed 6.14
O poder de Deus traz prosperidade

Sexta — Ag 2.4
O poder de Deus sobre o ministério

Sábado — Ag 2.7-9
O poder de Deus sobre os recursos




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Esdras 5.1,2
1 — E Ageu, profeta, e Zacarias, filho de Ido, profeta, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram.

2 — Então, se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles os profetas de Deus, que os ajudavam.


Ageu 1. 1,12
1 — No ano segundo do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

12 — Então, ouviu Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do SENHOR, seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o SENHOR, seu Deus, o tinha enviado; e temeu o povo diante do SENHOR.



Zacarias 4. 6-10

6 — E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.

7 — Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel, serás uma campina; porque ele trará a primeira pedra com aclamações: Graça, graça a ela.

8 — E a palavra do SENHOR veio de novo a mim, dizendo:

9 — As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa, também as suas mãos a acabarão, para que saibais que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós.
10 — Porque quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vendo o prumo na mão de Zorobabel; são os sete olhos do SENHOR, que discorrem por toda a terra.

Bíblia online
Bíblia sagrada online
HINOS SUGERIDOS
Harpa Cristã: 77



Harpa Cristã: 434



Harpa Cristã: 440



OBJETIVO GERAL
Compreender como se deu a reconstrução do Templo sobre a liderança de Zorobabel.





OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.
I. Mostrar como Deus levantou os profetas Ageu e Zacarias para incentivar o povo a reconstruir o Templo;
II. Saber que o ministério profético é uma prova da manifestação de Deus;
III. Explicar o ministério profético à luz da Bíblia.


INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado(a) professor(a), na lição anterior (lição 4) vimos que o povo de Deus havia dado início à obra de reconstrução do Templo. Eles fizeram um culto de adoração ao Senhor quando as últimas pedras do alicerce foram fincadas. Mas, logo os samaritanos e outros povos da redondeza se levantaram para impedi-los de reconstruírem o Templo e estabelecerem Jerusalém. Eles se sentiram ameaçados, por isso armaram traiçoeiramente emboscadas contra o povo de Deus, atrapalhando assim a obra. Segundo o Comentário Bíblico Beacon eles “alugaram conselheiros e aparentemente deram uma impressão enganosa sobre os judeus ao rei da Pérsia”.

Parecia que o Templo jamais iria ser reconstruído novamente. O povo estava sem fé, sem coragem e sem esperança. Ficava evidente que somente Deus poderia ajudá-los. Então, o Senhor usou os profetas Ageu e Zacarias para incentivar e exortar o seu povo a concluírem a sua Casa e depois de uns 18 anos, aproximadamente, a reconstrução do Templo foi concluída.




COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos como Deus, depois de a construção do Templo ter ficado parada por 15 anos, enviou socorro através do ministério de dois profetas, Ageu e Zacarias.



PONTO CENTRAL
Os profetas que Deus levanta são necessários para a sua obra.



I. DEUS SUSCITA OS PROFETAS AGEU E ZACARIAS
1. Deus levantou dois profetas. 
Primeiro veio Ageu (Ag 1.1), e depois levantou-se Zacarias (Zc 4.1,6). Não vieram atendendo convite de líderes de Jerusalém, mas o Deus dos céus os enviou. Chegaram de surpresa em Jerusalém, e ali entraram em contato com os dois líderes, e também com o povo judeu (Ed 5.1). Vejamos:

a. ZOROBABEL, o líder político, recebeu uma mensagem pessoal. Deus, conhecedor da insuficiência espiritual de Zorobabel, e sabendo que este não tinha mais nenhum vigor para tentar modificar a situação imposta pelos inimigos, deu-lhe uma maravilhosa mensagem de encorajamento. A mensagem de Deus veio sob a forma de uma visão que Zacarias havia recebido. Deus lhe mostrara um castiçal com sete lâmpadas, símbolo da obra de Deus. O óleo que as lâmpadas precisavam tinha que fluir através de canos ligados a um vaso de azeite que ficava acima. O vaso de azeite, por sua vez, estava em contato com duas oliveiras (Zc 4.1-4,13). E o recado de Deus para Zorobabel foi: “Não por força, e nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6). As dificuldades, que pareciam “montes grandes” diante de Zorobabel, seriam como uma campina, uma planície (Zc 4.7). Deus ainda garantiu a Zorobabel que as mãos dele acabariam a construção do templo (Zc 4.9).

b. JOSUÉ, o sumo sacerdote e líder espiritual do povo, recebeu também uma mensagem pessoal. Observamos, na lição passada, que ele estava com vestidos sujos. A mensagem de Deus para ele foi de perdão e de restauração. Deus lhe disse que havia feito passar dele toda a sua iniquidade, e que havia ordenado que fosse vestido de vestes novas (Zc 3.4), e que se pusesse sobre a sua cabeça uma mitra limpa (Zc 3.4,5).

c. O POVO recebeu também uma mensagem de Deus. O profeta Ageu mostrou ao povo que os prejuízos materiais, que haviam sofrido, eram consequência da omissão frente ao dever que tinham com a Casa do Senhor (Ag 1.6,9). Ageu falou-lhes do prejuízo que sofre o homem que busca somente a sua prosperidade material, e deixa a casa de Deus deserta (Ag 1.4). O profeta deu ao povo uma ordem estimulante: “Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e eu serei glorificado” (Ag 1.8).




2. O resultado da mensagem dos profetas. 
O poder de Deus se manifestou através da mensagem destes homens de Deus. Assim, os dois líderes criaram coragem; e o povo, também, foi renovado pelo impacto da mensagem. Então Zorobabel ordenou que todos imediatamente voltassem à construção, “e começaram a edificar a casa” (Ed 5.2). Os profetas de Deus ficaram com eles, ajudando os líderes do povo na direção do trabalho.

Quando os inimigos vieram a eles perguntando quem havia dado ordem para edificar a casa, responderam que a ordem havia sido dada pelo próprio rei Ciro. Os olhos do Senhor estavam sobre o seu povo e sobre a reconstrução do Templo, e os inimigos não puderam impedir a obra até que fosse dado conhecimento dos fatos ao rei Dario, que agora reinava sobre todo o Império Persa (Ed 5.5). O rei Dario mandou que os seus escrivães verificassem o referido édito de Ciro e se ele havia dado ordem para a construção da Casa do Senhor em Jerusalém. Feita a verificação nos registos dos éditos dos reis da Pérsia, foi encontrada a ordem dada por Ciro, e, assim, o rei Dario confirmou a permissão para a reconstrução do templo.



3. O impulso espiritual dado pelos profetas continuou dominando os construtores até à conclusão da construção. 
Os profetas Ageu e Zacarias continuavam dando a sua cooperação. “Prosperando pela profecia do profeta Ageu e de Zacarias, filho de Ido; e edificaram a casa e a aperfeiçoaram conforme o mandado do Deus de Israel, e conforme o mandado de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia” (Ed 6.14).

“E acabou-se esta casa” (Ed 6.15). Que grande bênção! O despertamento dado por Deus ao rei Ciro propagou-se e agora, com a ajuda dos profetas, foi renovado e levado a resultado glorioso. Toda honra e glória sejam somente ao Senhor!





SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Os profetas Ageu e Zacarias são levantados pelo Senhor para incentivar e exortar o povo a retornar à reconstrução do Templo.


SUBSÍDIO BÍBLICO—TEOLÓGICO
“O reinício e conclusão da construção do Templo só foi possível graças aos ministérios proféticos de Ageu e Zacarias. Suas profecias incluíram: (1) Ordens diretas de Deus (Ag 1.8); (2) Advertências e repreensão (Ag 1.9-11); (3) Exortação (Ag 2.4); e (4) Alento mediante a promessa de bênçãos futuras. A Palavra de Deus através de Jeremias pusera em marcha o início da reconstrução do templo; da mesma forma, agora, a Palavra do Senhor através de Ageu e Zacarias impulsionava a conclusão da obra (Ed 6.14)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.716).



II. O MINISTÉRIO PROFÉTICO, UMA PROVA DA MANIFESTAÇÃO DE DEUS
Uma inesperada operação sobrenatural, por parte de Deus, solucionou o grave problema da reconstrução do templo.

1. Manifestações sobrenaturais no Antigo Testamento. 
Há muitos exemplos no Antigo Testamento. Vamos mencionar apenas dois:

a. MOISÉS, o grande líder que Deus levantou para libertar seu povo da escravidão do Egito, recebeu de Deus um preparo sobrenatural, o que lhe deu muita autoridade espiritual. Com a sua vara fazia grandes maravilhas (Êx 4.17).

b. ELIAS, o profeta de Deus, foi revestido de autoridade sobrenatural, para ajudar Israel, que havia sido levado à idolatria pelas suas lideranças políticas, em particular pelo ímpio Acabe, rei de Israel nos dias de Elias. Pôde, assim, realizar grandes milagres: fez com que não chovesse sobre a terra por três anos e meio, além de outros. O ponto alto de seu ministério foi o confronto com os profetas de Baal no monte Carmelo. Nesta ocasião, a manifestação sobrenatural do poder de Deus fez o povo clamar: “Só o Senhor é Deus!” (1Rs 18.39).



2. Manifestações sobrenaturais no Novo Testamento. 
Quando o Espírito foi derramado em sua plenitude, os dons espirituais começaram a entrar em ação, e passaram a ser a própria preparação divina para o ministério (1Co 12.4-6). Os apóstolos eram revestidos desses dons, meio divino para a conversão de muitas almas. O apóstolo Paulo, enriquecido por Deus com muitos dons, escreveu para o evangelista Timóteo, representante da segunda geração, uma mensagem de exortação: “Não desprezes o dom que há em ti” (1Tm 4.14). Pouco antes de ser martirizado, Paulo voltou a escrever a Timóteo: “Despertes o dom de Deus, que existe em ti […]” (2Tm 1.6).

Paulo recomenda: “Procurai com zelo os melhores dons” (1Co 12.31) e “Procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1Co 14.1).





SÍNTESE DO TÓPICO (II)
O ministério profético é uma prova da manifestação de Deus.




SUBSÍDIO BÍBLICO—TEOLÓGICO
“Profecia
No Antigo Testamento, um oráculo profético ou mensagem a ser transmitida ao povo era entendida como um ‘peso’ (em hebraico massa ) sobre a alma do profeta até que ele pudesse pronunciá-lo (Pv 30.1 e 31.1, cf. Is 13.1; Hc 1.1: Zc 9.1). Também foi usada a palavra n’bu’a , relacionada com nabi , ‘profeta’ (2Cr 9.29; 15.8; Ed 6.14; Ne 6.7). O termo no Novo Testamento é a palavra grega propheteia , que pode se referir-se a um atividade profética ou a ‘profetizar’ (Ap 11.6), ao dom de profecia ou a profetizar (Rm 12.6; 1Co 12.10), e a declarações proféticas (Mt 13.14; 1Ts 5.20).

Os profetas foram os primeiros de todos os prenunciadores e porta-voz de Deus. Moisés, o maior de todos os profetas deveria receber a palavra diretamente de Deus e transmiti-la a Arão, que era seu porta-voz. Como Moisés deveria ser o ‘deus’ do Faraó, o ministério de Arão demonstra perfeitamente o ministério do porta-voz. Todos aqueles que agem na função de proclamar a Palavra de Deus são seus porta-vozes. É nesse sentido que o crente no Novo Testamento pode profetizar, quando está diretamente habilitado pelo Espírito Santo” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.1599).




III. O MINISTÉRIO DE PROFETA À LUZ DA BÍBLIA
O profeta exerce a função ministerial, determinada por Deus. “Ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus” (Hb 5.4).

1. O profeta na dispensação do Antigo Testamento. 
O profeta, além de transmitir a mensagem de Deus para o povo, era consultado pelo povo acerca de assuntos espirituais e até mesmo acerca de assuntos materiais. 

Exemplos:
a. Em Ezequiel 20.2, os anciãos vieram a Ezequiel para que este consultasse o Senhor por eles; Deus, por meio de Ezequiel, lhes respondeu que por causa das suas abominações eles não receberiam respostas.

b. Em 1 Samuel 9.6,7, o profeta Samuel foi consultado acerca das jumentas do pai de Saul que se haviam perdido.

c. Em 1 Reis 14.2,3 está registrada uma consulta sobre um doente, se ele levantaria ou não, e o profeta respondeu da parte de Deus (1Rs 14.4-7).

d. Moisés transmitia aos anciões o que Deus lhe falava (Êx 19.7,8).

Vemos que no Antigo Testamento o profeta era uma espécie de mediador entre Deus e o povo.



2. O profeta na dispensação do Novo Testamento. 
Entre os dons espirituais está o dom de profetizar (1Co 12.10). Estaria entre as consequências do derramamento do Espírito Santo que aconteceria nos últimos dias (At 2.17).

Ter alguém o dom de profecia não significa que seja profeta. O termo profeta designa quem tem o ministério de profeta. Este ministério de profeta é um ministério da Palavra, para o qual o ministro recebeu de Deus uma preparação especial do Espírito profético. Lemos em Atos 21.8,9 que Filipe tinha quatro filhas que profetizavam, e que depois de alguns dias veio a sua casa UM PROFETA, Ágabo (At 21.10). Existe, porém, uma diferença importante entre o ministério de profeta no Antigo e no Novo Testamento. No Antigo os profetas eram consultados pelo povo, e transmitiam-lhe a resposta de Deus. Mas a Bíblia diz: “A Lei e os Profetas duraram até João, e desde então é anunciado o Reino de Deus” (Lc 16.16). No Pacto, na Nova Aliança, temos Jesus como o ÚNICO MEDIADOR (1Tm 2.5). 
É importante notar que no Novo Testamento não há um único exemplo de alguém consultando um profeta. No Novo Pacto todos temos acesso a Deus por Jesus Cristo (Ef 2.18). Jesus é o único mediador (1Tm 2.5). É, portanto, um erro doutrinário quando alguém, que possui o dom de profecia, procura usá-lo para responder a consultas de qualquer natureza, como casamento, viagens, compra de imóveis etc. Fica neste caso falando sozinho, porque Deus diz: “NÃO MANDEI OS PROFETAS; TODAVIA, ELES FORAM CORRENDO, NÃO LHES FALEI A ELES; TODAVIA, ELES PROFETIZARAM” (Jr 23.21).

É fundamental que os obreiros ensinem à igreja acerca do uso correto dos dons, inclusive o de profecia.




SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Os profetas exercem uma função ministerial determinada pelo Todo-Poderoso.



SUBSÍDIO BÍBLICO—TEOLÓGICO
“1. Proclamação direta. 
O profeta proclamava, em linguagem direta e simples, a mensagem que Deus lhe havia dado. Ela era comunicada ‘boca a boca’, como no caso de Moisés, ou através de uma visão ou sonho. Mas a mensagem sempre lhe era concedida através de uma inspiração divina direta, para que os profetas continuassem a escrever ‘Assim diz o Senhor’.

2. Linguagem figurada. 
Como regra geral, as profecias do Antigo Testamento são claras e diretas, embora algumas certamente sejam propositadamente figuradas. As principais. As principais razões seriam: (a) Para transmitir de modo mais efetivo e expressivo algum fato ou verdade (cf. Is 66.12,13; Am 9.13), e (b) para revelar o conhecimento de eventos futuros, de tal forma que não pudesse ser imaginado pelo descrente, por um lado, e, por outro, para que só pudesse ser entendido pelo crente depois de um estudo cuidadoso. Deus não lança pérolas aos porcos.

Entretanto, geralmente as figuras de retóricas são prontamente entendidas quando examinadas sob o contexto da cultura do Antigo Testamento” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.1600,1601).





PARA REFLETIR
A respeito de “Zorobabel Recomeça a Construção do Templo”, responda:
1. Por quanto tempo esteve paralisada a construção do Templo?
Quinze anos.




2. Que profetas o Senhor levantou para animar os judeus na reconstrução do Templo?
Ageu e Zacarias.




3. Como atuava o profeta do Antigo Testamento?

No Antigo Testamento, o profeta além de transmitir a mensagem de Deus para o povo, era consultado pelo povo acerca de assuntos espirituais e até mesmo acerca de assuntos materiais.




4. Como atuava o profeta do Novo Testamento?

Exercia o ministério da Palavra, para o qual o ministro recebeu de Deus uma preparação especial do Espírito profético.




5. Por que, hoje, não necessitamos mais consultar os profetas?
Porque possuímos a Palavra de Deus, que é a nossa única regra de fé e conduta.



👉 Dinâmica:

Para Início da aula
Dinâmica: Porta-Voz
Objetivos:
Introduzir o estudo sobre o resultado da mensagem profética quanto a reconstrução do templo.
Compreender e refletir sobre o significado da palavra “profeta” e sua função.
Material:
02 mensagens escritas de sua escolha
Procedimento:
- Escolham uma pessoa da classe, entreguem para ela uma mensagem escrita com tema de sua escolha e peçam para que transmita a mensagem para uma pessoa da classe, previamente determinada por você. Quem receber a mensagem, deverá saber quem a enviou.

- Escolham outra pessoa da classe, repitam o mesmo procedimento, só que a mensagem deverá ser para todos da classe.
- Agora, falem: as pessoas escolhidas para transmitir as mensagens, podem ser comparadas aos profetas que são porta-vozes de Deus, devidamente autorizados para falar em nome dEle, proferindo mensagem para quem Ele quer.
Nos 02 exemplos da classe, uma mensagem foi para uma pessoa e a outra para um grupo(a turma).
Nesta lição, vamos estudar que Deus levantou dois profetas(Ageu e Zacarias) para falar a líder político, líder sacerdotal e para o povo de Israel.
- Leiam:
“Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho”. Hb 1.1
“E estendeu o Senhor a mão, tocou-me na boca e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca”. Jr 1.9
- Para concluir, falem: As mensagens dos profetas Ageu e Zacarias trouxeram grandes e importantes resultados. Vamos conhecê-los?
Por Sulamita Macedo.
Fonte da dinâmica: blog/atitudedeaprendiz.blogspot.com
Credito, Lições Bíblicas Cpad
Jovens e Adultos
3º Trimestre de 2020
Título: Os princípios divinos em tempos de crise — A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias
Comentarista: Eurico Bergstén



Jovens e Adultos: Edição Especial - 3° Trimestre de 2020: Cpad - Tema: Os princípios divinos em tempos de crise - A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias


Adultos - 2° Trimestre de 2020: Cpad - Tema: A igreja eleita – Redimida pelo sangue de Cristo e selada com o Espírito Santo da promessa.



Adultos - 1° Trimestre de 2020: Cpad - Tema: A Raça Humana: Origem, Doutrina e Redenção...



Adultos: Lições Bíblicas, dinâmicas, slides, subsídios, pré - aulas: Arquivo

Bíblia online
Bíblia sagrada online

23 de julho de 2020

Lição 04: A abertura dos sete selos: Betel conectar


Textos de Referência.
Apocalipse 5. 1-5
1 E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.

2 E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?

3 E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.

4 E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele.

5 E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.

 Bíblia online
 Bíblia sagrada online

Versículo do dia
E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará. Daniel 12.4


Verdade aplicada
A abertura dos sete selos revelará a primeira parte dos juízos de Deus, que estão gravados, para serem enviados aos rebeldes que habitam na terra.





Introdução
Com o arrebatamento da Igreja, a terra será alvo de grandes tragédias; quando Deus enviará os seus flagelos sem misericórdia. Os selos abrem uma série de destruição que virá sobre a terra.


Ponto chave
A abertura do primeiro selo marca o início específico da Grande Tribulação, que atingirá os habitantes da terra.


1. OS CAVALOS DO APOCALIPSE

Com a abertura dos primeiros quatro selos, vemos que aparecem sempre os cavalos, e cada um deles com uma representatividade. Todos eles com uma única missão: o tormento humano e a destruição da terra.


1.1. Os dois primeiros cavalos do Apocalipse

O cavalo branco aparece quando é aberto o primeiro selo. "O que estava assentado sobre ele tinha um arco, foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.", Ap 6.2 Este cavalo, na realidade, representa o anticristo, que implantará sua maneira de governar com a falsa paz. Ele terá poder de convencimento e implantará o sincretismo religioso.
Ao descortinar o segundo selo, aparece o cavalo vermelho que tem objetivos claros e estabelecidos, vejamos o texto de Apocalipse 6.4 destacando que veio tirar a paz da terra e promover a morte entre os homens. Será um período marcado pelo genocídio.



1.2. Os últimos cavalos do Apocalipse

O surgimento do cavalo preto se dá com a abertura do terceiro selo, e traz em sua mão uma balança. Este cavalo vem para trazer transtorno econômico, quando a inflação será absurda; e a escassez de produtos básico levará a uma fome mundial e violenta. O texto de Apocalipse 6.6 mostra a desvalorização do dinheiro.
O último cavalo será um dos piores juízos de Deus sobre a terra. O texto de Apocalipse 6.8 revela que quem cavalgava era a Morte; seu objetivo era dizimar a quarta parte da terra com espada, fome, peste e feras. A devastação aqui é determinada e limitada em apenas a quarta parte da terra. Além de animais bravios, é possível que também haja multiplicação de micróbios e bactérias, que virão como peste para matar a humanidade.



Refletindo
A medida que os selos são abertos, mais intenso se revela o juízo de Deus sobre a humanidade. Lamartine Posella


2. OS MÁRTIRES EM TEMPOS DE DIFÍCEIS
Neste tempo de mortandade e flagelos de Deus sobre a humanidade, encontramos pessoas que serão martirizadas, ou seja, morrerão por recusar o sistema que o anticristo implantará durante a Grande Tribulação. O sexto selo revela a visão de João acerca dos mártires.


2.1. Martirizados por amor à Palavra de Deus
O texto de Apocalipse 6.9 deixa claro que o motivo do martírio destas pessoas foi o amor incondicional à Palavra de Deus. Muitos desviados e pessoas com o conhecimento do Evangelho que ficarem no arrebatamento da Igreja sofrerão na Grande Tribulação.
Mesmo diante de um ambiente hostil, perverso e perigoso, muitos morrerão como mártires por amor à Palavra de Deus, dando testemunho de uma vida transformada. Eles creram no testemunho, por causa disto foram mortos.
Durante toda a História bíblica, vemos pessoas sofrendo os piores horrores pelo amor à Palavra de Deus. Em nosso tempo presente, contemplamos vários missionários perdendo sua vida, mas nada se comparará ao período tribulacional.

...A abertura dos sete selos é o cumprimento daquilo que foi revelado para Daniel sobre o tempo do fim...



2.2. Almas que estavam debaixo do altar
O mesmo texto de Apocalipse 6.9 aponta que João, em sua visão, viu almas que estavam debaixo do altar. O clamor deles era para que Deus fizesse justiça pelo enésimo sangue dos mártires derramado, a impressão é de que o sangue dos mártires é que está solicitando justiça. A expressão altar traz a ideia de oferecimento em libação, ou seja, os mártires no altar simbolizam entrega e devoção.


3. A DESTRUIÇÃO E O CAOS

Os dois últimos selos trazem mais juízo para a humanidade, deixando, cada vez mais, a terra deteriorada e o ser humano indefeso. Após o cavalo amarelo acabar com a quarta parte da terra, Deus, através da abertura do sexto selo, envia mais pragas sobre a terra. E, quando abre o sétimo selo, começam as trombetas; consumando ainda mais o juízo de Deus sobre a terra e os que nela habitam.


3.1. Os sinais do sexto selo

No texto de Apocalipse 6.12-14 encontramos João relatando a visão, dizendo que: A) houve um grande tremor na terra; B) o sol tornou-se negro; C) a lua tornou-se como sangue; D) as estrelas do céu caíram sobre a terra; E) o céu se retirou e, F) os montes e ilhas foram removidos.

O que se vê aqui é uma confirmação do que fora vaticinado pelo Profeta Joel 2.31: "O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor",
Este momento será tão terrível que os homens mais poderosos da terra se esconderão nas cavidades da rocha diante da ira do Cordeiro.




3.2. Sétimo selo e as trombetas

Duas coisas acontecerão quando se abrirem o sétimo selo; uma será o silêncio que durará meia hora. Segundo alguns estudiosos, este silêncio fala da expectativa pelo cumprimento do propósito de Deus sendo este tempo breve e limitado.
Outro evento será o início de um severo julgamento de Deus sobre a humanidade, revelando sete anjos com sete trombetas nas mãos.



Conclusão
A abertura dos selos é o cumprimento daquilo que foi revelado para Daniel sobre o tempo do fim. Pragas, tragédias e destruição em massa é o que está revelado para aqueles que ficarem na terra pós-arrebatamento.


Eu aprendi que:
Os selos apocalípticos serão desatados pelo Cordeiro e cumprir-se-ão os juízos estabelecidos por Deus para o tempo do fim.





Jovens: Estudos, Pregações, Lições Bíblicas, Dinâmicas, Subsídios, Pré - aulas: Arquivo

Lição 04: Amós, o Carregador de Fardos - Central Gospel



Vídeo aula:
Endereço na descrição do vídeo


Bíblia online
Bíblia sagrada online


TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Amós 4.1,6-11
1 - Ouvi esta palavra, vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres, que quebrantais os necessitados, que dizeis a seus senhores: Dai cá, e bebamos.
6 - Por isso, também vos dei limpeza de dentes em todas as vossas cidades e falta de pão em todos os vossos lugares; contudo, não vos convertestes a num, disse o SENHOR.
7 - Além disso, retive de vós a chuva, faltando ainda três meses para a ceifa; e fiz chover sobre uma cidade e sobre outra cidade não fiz chover; sobre um campo choveu, mas o outro, sobre o qual não choveu, se secou.
8 - E andaram errantes duas ou três cidades, indo a outra cidade, para beberem água, mas não se saciaram; contudo, não vos convertestes a mim, disse o SENHOR
9 - Feri-vos com queimadura e com ferrugem; a multidão das vossas hortas, e das vossas vinhas, e das vossas figueiras, e das vossas oliveiras foi comida pela locusta; contudo, não vos convertestes a mim, disse o SENHOR
10 - Enviei a peste contra vós, à maneira do Egito; os vossos jovens matei à espada, e os vossos cavalos deixei levar presos, e o fedor dos vossos exércitos fiz subir ao vosso nariz; contudo, não vos convertestes a mim, disse o SENHOR 
11- Subverti alguns dentre vós, como Deus subverteu a Sodoma e Gomorra, e vós fostes como um tição arrebatado do incêndio; contudo, não vos convertestes a mim, disse o SENHOR.



TEXTO ÁUREO

Portanto, assim te farei, Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus. Amós 4.12



SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira - Amós 1
O que Amós viu a respeito de Israel
3ª feira - Amós 7.14-17
Eu não era profeta, nem filho de profeta
4ª feira - Amós 7.8-13
As palavras de Amazias a Jeroboão
5ª feira - Amós 5.22-27
Portanto, vos levarei cativos
6ª feira - 2 Reis 17.1-6
O rei da Assíria tomou a Samaria
Sábado - Amós 9.11-15
Removerei o cativeiro do meu povo



OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:
• saber que, no tempo de Amós, os sacerdotes estavam comprometidos com os erros do rei;
• entender que as advertências de Deus não fizeram com que o povo se arrependesse; portanto, uma punição mais severa os aguardava;
• compreender que o Senhor prometeu restaurar a nação, apesar do caos espiritual que se estabelecera.


ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

Prezado professor,
Gideão malhava trigo no lagar quando Deus o chamou para livrar Israel das mãos dos midianitas (Jz 6.11-16); Davi cuidava das ovelhas de seu pai quando foi ungido por Samuel (1 Sm 16.11); Pedro, André, Tiago e João estavam ocupados com a pesca (Mc 1.16-20) e Mateus trabalhava na coletoria (Mt 9.9) quando Jesus os chamou para segui-lo. Amós também era um homem trabalhador (Am 1.1); por esse motivo ele é referenciado como o modelo de servo a quem Deus chama para fazer a Sua obra.

O profeta era um corajoso boieiro, cultivador de sicõmoros (Am 7.14). Ao ouvir as arrogantes palavras do sacerdote Ama-zias, não se deixou intimidar; antes, reafirmou sua posição de simples homem do campo, chamado por Deus para profetizar (Am 7.15). Amós ainda vaticinou que Amazias seria traído por sua mulher; seus filhos seriam mortos; suas terras seriam repartidas; e ele (Amazias) morreria no cativeiro (Am 7.17).

Seguro das revelações divinas, Amós não teve medo. Ele entregou mensagens de pesado juízo contra os dois reinos (Norte e Sul), sem se importar com a opinião dos homens.

Ao final da aula, incentive os alunos a fazerem a leitura do Livro de Obadias para uma melhor compreensão do tema da próxima lição. Que o Senhor o abençoe.
Boa aula!



COMENTÁRIO
Palavra introdutória
O humilde trabalhador de Tecoa, cidade situada a 10Km ao Sul de Belém, começou a ter visões de Deus sobre Israel e Judá, no tempo dos reis Jeroboão II (Reino do Norte) e de Uzias (Reino do Sul). Ambos governaram simultaneamente, por cerca de 30 anos, entre 779 a 743 a.C.

Amós é o terceiro na lista dos Profetas Menores. Ele não era descendente de profeta, nem gozava de elevada posição social. Deus o chamou quando exercia duas funções no campo: boieiro (condutor ou pastor de bois) e cultivador de sicâmoros (uma espécie de figueira nativa da África, cuja madeira era usada para construir instrumentos musicais) (Am 7.14).

O exercício da função de profeta era árduo, principalmente quando seu executor tinha de entregar uma pesada mensagem de juízo contra a nação e, ao mesmo tempo, sofrer oposição tanto das autoridades políticas quanto dos sacerdotes, como era o caso de Amós. Dessa forma, o significado de seu nome (carregador de fardos) correspondia integralmente à sua missão naquele contexto.



1:1 ASPECTOS LITERÁRIOS

Amós proferiu sua mensagem de forma oral, e somente depois a escreveu. Alguns eruditos supõem que o profeta tenha se servido do trabalho de alguns amanuenses (redatores) para registrar seu texto — assim como o fez Tércio, que redigiu a carta aos Romanos para o apóstolo Paulo (Rm 16.22).

O Livro de Amós foi escrito por volta do ano 760 a.C. Não é difícil situar o período de atuação deste profeta, visto que ele mencionou um terremoto, acompanhado de um eclipse solar (como se depreende de Am 8.8,9). De acordo com alguns estudiosos, esse eclipse teria ocorrido em 15 de junho de 763 a.C. E, em relação ao cismo, o vaticínio foi proferido dois anos antes de seu registro (Am 1.1). Esse tremor de terra teria sido tão grande, que Zacarias referiu-se a ele 270 anos mais tarde (Zc 14.5).



1.1. Os destinatários
A profecia é dirigida às nações corrompidas, como Damas-co, capital da Síria (Am 1.3); Gaza, a Sudoeste de Judá, terra dos filisteus (Am 1.6); Edom, povo vizinho a Sudeste de Judá (Am 1.11); Moabe, a Leste de Judá (Am 2.1); Judá, Reino do Sul (Am 2.4) e Israel, Reino do Norte (Am 2.6).


1.2. A linguagem do Livro de Amós
Como é comum entre profetas, a linguagem utilizada nem sempre é literal; muitas vezes ela está carregada de metáforas, que resultam de uma experiência profissional prévia. Amós, um homem do campo, acostumado ao pastoreio de gado e à agricultura, fez menção a um carro cheio de mano• lhos (Ata 2.13); ao bramido de um leão (Am 3.8); a uma ovelha mutilada (Am 3.12); às vacas de Basti (Am 4.1) e a um cesto de frutos do verão (Am 8.1,2).


1.3. A mensagem do livro
A mensagem de Amós, semelhante à dos demais profetas — tanto de Judá quanto de Israel —, inclui a denúncia dos erros; um chamado ao arrependimento e uma promessa de juízo, caso seus ouvintes não se convertessem de seus maus caminhos.


1.4. Um profeta rejeitado
Jeremias anunciou a invasão babilônica ao Reino do Sul (Judá) e sofreu oposição por parte dos sacerdotes e dos profetas que se coligaram ao rei. Amós, da mesma forma, sofreu oposição por parte dos religiosos que se aliaram ao rei de Israel. Arearias acusou Amós de conspiração contra o rei Jeroboão (Am 7.10). Como se não bastasse, o sacerdote de Betel ordenou que ele voltasse para o Sul e profetizasse naquele lugar (Am 7.12).


1. O AMBIENTE NACIONAL
Por ser um reino teocrático, a política sempre esteve presente na mensagem dos profetas hebreus. Reis e sacerdotes, com muita frequência, faziam acordos escusos, principalmente quando o rei mostrava-se inclinado à corrupção. Os sacerdotes e os profetas tendiam a fazer o jogo de poder por temerem sofrer alguma retaliação — por parte dos monarcas —, que pusesse em risco o seu sustento (Am 2.12; 7.10). A mensagem de Amós, embora dirigida aos dois reinos, concentrava--se mais no Reino do Norte.

No que dizia respeito aos aspectos político, social e religioso, os problemas encontrados no Reino do Norte e no Reino do Sul eram semelhantes. O povo não ouvia os profetas; no caso específico do Reino do Norte, as pessoas que ocupavam posições religiosas iminentes entravam em acordo com o rei, defendendo seus caprichos egoístas e malévolos (Am 7.10-12).



2.1. O progresso de Israel
O primeiro monarca do reino dividido (tribo do Norte) foi Jeroboão I (1 Rs 14.20). Após sua morte, fundou-se uma dinas-tia de reis com o mesmo nome. Por esse motivo, nos dias de Amós, o rei do Norte era também chamado de Jeroboão.

Nos dias deJerob Jeroboão II, a nação vivia dias de tranquilidade em relação aos povos vizinhos — os quais se levantavam contra ela, vez ou outra, para obter algum tipo de beneficio. A Síria, ao Norte, depois de haver sofrido uma invasão da Assíria, país situado ao Oriente de Israel, não atraía sobre si a atenção de outros povos, com isso, Israel encontrou espaço e força para estender o seu território (2 Rs 14.25). O país gozava dias de prosperidade.



2.2. Os efeitos da prosperidade
Nos dias de Amós, tanto o Reino do Norte quanto o Reino do Sul gozavam de paz. A prosperidade econômica havia causado uma significativa divisão social entre o povo; não havia classe média: de um lado, os ricos; de outro, os pobres. Enquanto os ricos tinham casas de verão e de inverno e dormiam em camas de marfim (Am 6.4), aos pobres faltava o necessário para os suprimentos básicos da vida (Am 5.11,12). Os ricos sufocavam os pobres sem misericórdia (Am 4.1).

Havia duas classes sociais distintas, tanto em Israel quan-to em Judá: a aristocracia (os ricos) e a plebe (os pobres). Os ricos oprimiam os pobres e, contra isso, o profeta manifestava a sua indignação (Am 4.1). A aristocracia de Israel vivia no mais alto luxo e depravação moral, enquanto o restante da nação padecia (Am 2.6-8; 5.11,12).

As bênçãos materiais devem ser úteis a quem serve ao Senhor; elas não devem, jamais, constituir-se em armadilhas que trarão prejuízo à vida espiritual. Deus havia prometido a Abraão que seus descendentes seriam prósperos, e esse fato pode ser constatado até os dias de hoje. O poder econômico dos judeus garante-lhes uma posição de prestígio no cenário político-econômico internacional.



2.3. A condição espiritual
O rei Jeroboão 1 erigiu dois altares pagãos no Reino do Norte, motivado pelo ciúme: um em Dã e outro em Betel. Sua intenção era impedir que o povo fosse a Judá para adorar no Templo sagrado (1 Rs 12.26-29). Apesar de Jeroboão ter erigido altares pagãos no Reino do Norte, a idolatria acompanhava os israelitas desde a saída do Egito (Am 5.25,26); além disso, eles eram afeitos à astrologia (Am 5.8).

Como é comum acontecer, a prosperidade material promoveu o afastamento do homem em relação a Deus (1 Tm 6.10,11). Embora a nação fosse conhecida pelo culto a Jeová, ela estava entregue à idolatria e ao baalismo. Ela havia substituído o Criador pelo bezerro de ouro em Betel. Esse culto, a despeito das exortações proféticas, já durava 170 anos, ou seja, desde que o Reino do Norte, com a bênção da prosperidade material foi destinada, especialmente, aos descendentes de Abraão (Gn 12.2,3), de modo que não é novidade o fato de os judeus serem um povo, ainda hoje, bem-sucedido nos negócios — apesar de eles já terem passado por muitos momentos de privação.



A memória de Deus: 
(1) O Altíssimo não se esquece das obras que realizamos e do trabalho de amor que, para com o Seu nome, mostramos (Hb 6.10). 
(2) Quando nossos pecados são perdoados, o Senhor promete não mais lembrar-se deles (jr 31.34). 
(3) No Livro de Amós, o Eterno promete não se esquecer dos males que o Seu povo cometeu (Am 8.1-7).
suas dez tribos, separou-se do Reino do Sul (1 Rs 12.16-28). Em virtude dessa mistura de crenças e da opulência dos ricos, Deus não aceitava o culto que lhe era oferecido (Am 5.21-27).



3. OS Juízos de Deus
O Senhor sempre demonstrou longanimidade para com o Seu povo, mesmo quando esse cometeu atos extremos. Os profetas eram levantados para denunciar o pecado da nação e para chamá-la ao arrependimento; quando a mensagem não era acatada, o Senhor trazia-lhe uma punição imediata. Entretanto, quando nem mesmo esse método funcionava, a última alternativa era entregar os israelitas a um castigo ainda mais severo.


3.1. Punições sem efeito
O que resta a um pai a não ser aplicar métodos disciplinares rígidos em seus filhos, quando esses se mostram desobedientes? Foi o que aconteceu a Israel: o Senhor enviou-lhe a fome, mas não houve arrependimento (Am 4.6); enviou-lhe a seca, mas de nada adiantou (Am 4.7,8); a plantação foi perdida com a ferrugem e com a invasão dos gafanhotos, porém isso não lhe chamou a atenção (4.9); os jovens foram mortos à espada e subiu-lhe o cheiro dos mortos, mas não foi suficiente (Am 4.10); algumas cidade foram destruídas, mas nem assim funcionou (Am 4.11).


3.2. As cinco visões de Amós
Corno vimos no início desta lição, Amós não descendia de uma família de profetas, nem mesmo demonstrava ter passado por uma escola de profetas. Seus vaticínios decorriam das visões que Deus lhe dava. O que ele via, transmitia (Am 7.1).


Vejamos:

• a primeira visão — Gafanhotos devorando os campos verdes para a ceifa: a visão indicava um tempo de fome. O profeta compadeceu-se da casa de Jacó e orou a Deus para que tal fato não acontecesse. O Senhor o atendeu (Am 7.1-3);
• a segunda visão — O Senhor, então, mandaria fogo para contender com o Seu povo rebelde, mas o profeta solidarizou-se com Israel, mais uma vez, e o Senhor retirou o castigo (Am 7.4-6);
Quando o homem se distancia de Deus, quase sempre, toma-se Insolente: nada lhe toca o coração! A única forma de o Senhor trazê-lo de volta para si é por meio de uma punição ainda mais severa e longa. O que aconteceria a Israel? Sofreria a invasão assíria (Am 5.27).
• a terceira visão — Amós viu o Senhor medindo a cidade com um prumo, mas, dessa vez, não teve coragem de interceder por ela (Am 7.7-11);
• a quarta visão — A descrição da quarta visão ocupa todo o oitavo capítulo do livro. Nela o profeta viu os frutos de verão. Aparentemente, eles estavam bons, mas, por dentro, estavam apodrecendo. Diante deles o Senhor declarou ter chegado o fim (Am 8.2);
• a quinta visão — Amós viu o Senhor sobre o altar, dando--lhe ordem para quebrar os capitéis (as colunas do templo idólatra), a fim de que o edifício caísse sobre o povo; aqueles que escapassem com vida seriam mortos pela espada. Esta visão era um aviso da dispersão (Am 9.1-10).



3.3. A invasão assíria
Como nada sensibilizava o Reino do Norte, o Senhor o ameaçou (Am 4.12).
A nação não considerava as ordens do Eterno. Para eles, o dia do Senhor não representava coisa alguma (Am 5.18-20). O encontro de Israel com o Altíssimo não seria prazeroso, mas de grande pavor (Am 7.11).

A profecia, então, cumpriu-se. Em 740 a.C., o exército assírio invadiu o Reino do Norte, levando cativas duas tribos e meia, a saber: os rubenitas, os gaditas e meia tribo de Manasses (1 Cr 5.25,26). Várias cidades da Caldeia foram atacadas e os seus moradores levados cativos (2 Rs 15.29). Além disso, o Reino do Norte foi invadido novamente pela Assíria (2 Rs 17.3,5).



4. AMOS E O NOVO TESTAMENTO
Embora os olhos do Senhor estejam voltados para a Igreja, Seu relacionamento com Israel não se extinguiu. Para Deus não há tempo: o passado e o futuro são para Ele a mesma coisa. O cumprimento das previsões bíblicas em relação ao povo da velha aliança está em andamento (Rm 11. 25-32).


4.1. Uma mensagem escatológica

Os juízos de Deus proferidos no Antigo Testamento, incluindo as profecias relativas ao período da Grande Tribulação, ecoam no Novo Testamento. De acordo com os teólogos pré-tribulacionistas, o dia do Senhor, anunciado por Amós (Am 5.18; 9.8-12), não diz respeito apenas à invasão assíria, mas vai além dela. Trata-se, também, do tempo que se seguirá ao arrebatamento da Igreja.

Neste pequeno livro há também uma referência ao reino milenar do Messias, quando Israel alcançará o favor definitivo de Deus (Am 9.11-15; Rm 11.26). Além da perspectiva escatológica, Amós é citado no Novo Testamento por Estêvão (At 7.42,43; Am 5.25-27); e por Pedro no Concílio de Jerusalém (At 15.16; Am 9.11).

Em 722 a.C., o imperador assírio levou povos estrangeiros à cidade de Samaria (capital do Reino do Norte) e os fez habitar junto ao povo daquela província, provocando grande indignação e repúdio no Reino do Sul — o qual passou a desconsiderar os israelitas como seus irmãos (2 Rs 17.24-26). Jesus sentiu os efeitos dessa repulsa quando conversou com a mulher samaritana, à beira do poço de Jacó (Jo 4.9).

Passados dois mil anos de expatriação, os judeus receberam de volta o seu território em 1948. Hoje, os conflitos que eclodem no Oriente Médio dão-se pelo Incômodo que a presença dos judeus provoca em seus vizinhos, os árabes. Assistimos, portanto, o soerguimento de um quadro apocalíptico.


CONCLUSÃO
Como os demais profetas, tanto da antiga quanto da nova aliança, Amós conclamou o povo ao arrependimento. Deus sempre esperou o melhor de Seu povo; por isso — antes de proferir qualquer mensagem de juízo contra ele — levantava profetas para chamá-lo de volta para si (Am 5.4,15). Israel pecou contra o Senhor em diversos momentos da história e sempre esteve inclinado à desobediência e à idolatria (Hb 4.7-9). Contudo, Deus revela-se um Pai zeloso, com um coração disposto a perdoar, e pronto para corrigir aqueles a quem Ele ama (Ap 3.19).


ATIVIDADES PARA FIXAÇÃO
1. Qual era a ocupação de Amós quando foi chamado para ser profeta? 
R: Ele lidava com o gado e cultivava sicomoros.




2. Como estava dividida, socialmente, a nação nos dias de Amós?
R: A sociedade estava dividida em duas classes: a aristocracia e a plebe.



22 de julho de 2020

Lição 04: Crise também é oportunidade de recomeço: Vídeos - aulas, Slides, Betel: Adultos

Vídeos aulas:
O endereço na descrição dos links








Texto Áureo
Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela. Rute 1.14.


Verdade Aplicada
A fidelidade, mesmo na hora da crise, nos conduz às mais sublimes vitórias.


👉 Objetivos da Lição
- Ensinar que a fidelidade produz recompensa.
- Apresentar o caráter e a beleza da mulher cristã.
- Mostrar que Deus sempre cumpre as suas promessas.

Bíblia online
Bíblia sagrada online

Hinos Sugeridos
Harpa Cristã: 04




Harpa Cristã: 61




Harpa Cristã:


Vide-Pr. Elias Torralbo




Louvor/Ferber, Ludmila. Nunca pare de lutar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Rute
8. Disse Noemi às suas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo.
9. O Senhor vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. E, beijando-as ela, levantaram a sua voz e choraram.
16. Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;
22. Assim Noemi voltou, e com ela Rute a moabita, sua nora, que veio dos campos de Moabe; e chegaram a Belém no princípio da colheita das cevadas.




✍  Introdução
Mesmo vivenciando crises, Rute foi impactada pelo testemunho de Noemi. Decidiu acompanhá-la e passou a fazer parte da genealogia de Jesus. A fé em Deus faz a diferença nas escolhas e atitudes, mesmo em tempos de crises.
1. A fé nos leva a lugares inimagináveis
No livro de Rute, vemos a história de uma mulher que, após a morte de seu marido, viaja para Belém, acompanhando sua sogra Noemi, na esperança de que Deus poderia lhes proporcionar um novo tempo para suas vidas. Por sua atitude de fé, Rute passou a figurar na história do povo de Deus, tornando-se bisavó do rei Davi [Rt 4.18-22], presente na genealogia do Senhor Jesus [Mt 1.1,5].

1.1. A crise não é seu fim.
A fome chegou a Belém, então a família de Noemi muda-se para Moabe. Lá, seus filhos cresceram e se casaram. As moabitas Rute e Orfa passaram a ser noras de Noemi. Mas, a fatalidade chega a casa desta família, e a morte dizima o esposo e os dois filhos de Noemi. Ouvindo que o Senhor estava ajudando o Seu povo [Rt 1.6]. Noemi libera suas noras a fim de retornarem aos seus familiares, e decide voltar para Belém. Orfa, atende ao pedido de sua sogra, mas Rute decide acompanhar Noemi. A atitude de Rute lhe colocou em patamares elevados.
1.2. Uma escolha assertiva.
Rute deixa para trás os deuses pagãos e, sabiamente, atenta para os ensinamentos de Noemi, sua sogra. Diante da escolha assertiva de Rute, seu nome figura entre as mulheres citadas na genealogia de Jesus. A partir desta escolha, vemos que Rute estava determinada a abandonar o deus dos moabitas [Nm 21.29]. A Palavra de Deus os instrui acerca da idolatria, que é abominável ao Senhor [Lv 19.4]. Deus havia instruído Seu povo que somente a Ele deviam adorar e prestar culto [Lc 4.8]. Rute entendeu, através dos ensinamentos de Noemi, que a idolatria precisava ser extirpada de sua vida. Muitas vezes passamos por crises e ficamos apegados a sentimentos, comportamentos, práticas que estão ocupando o lugar de Deus, e que acabam virando objetos de idolatria em nossa vida [Cl 3.5]. É preciso escolher a quem iremos servir e quem ocupará a primazia em nosso coração [Mt 22.37].
1.3. Caminhe com alguém que te aproxime de Deus.
A fidelidade de Rute em não abrir mão da presença de Noemi se deu pelo fato de que, embora perdendo seus filhos e marido, ainda assim, Noemi exaltava a presença de Deus em sua vida. O testemunho de Noemi gerou fé na vida de Rute e lhe trouxe salvação. O ser humano absorve comportamento de seus companheiros. Logo, devemos trilhar a nossa caminhada cristã ao lado de justos e ser companheiros daqueles que temem a Deus e guardam os Seus mandamentos [Sl 119.63].
2. Superando a crise
Diante da crise, muitos ficam vulneráveis, sem saber o que fazer. Muitas pessoas têm medo de fazer escolhas erradas e acabam sofrendo mais tarde. Afinal, fazer escolhas não é fácil. Aprendemos na presente lição que Noemi, mesmo vivenciando uma realidade de perdas e aflições, permanecia atenta, pois "ouviu que o Senhor tinha visitado o Seu povo" [Rt 1.6]. Assim, Noemi, movida por esta boa nova (que chegou como um bálsamo), parte para Belém, e Rute, mesmo sendo da terra onde estavam, decide acompanhá-la.
2.1. Movidas por fé, mesmo na crise.
Rute e Noemi estavam diante de uma crise. Pior do que a perda material, elas haviam perdido pessoas a quem amavam. O luto era inevitável! Mas, diante da dor, Noemi se levanta, reconhece que tudo está no controle de Deus e que elas jamais poderiam mudar o que havia acontecido. A única coisa a se fazer seria se levantar das cinzas. Elas não se isolaram diante da crise, do luto, da tristeza, mas levantaram-se e tomaram uma decisão: seguir em frente! Resolvem recomeçar [Rt 1.7].
2.2. Nas crises, faça escolhas em Deus.
Escolher é algo muito sério. O próprio Deus exortou o Seu povo a escolher bem [Dt 30.19]. Precisamos aprender a fazer nossas escolhas com os olhos do Senhor para não fazermos escolhas erradas. De fato, escolhas geram frutos e em meio às crises se faz necessário escolher em Deus. Rute havia aprendido com Noemi muitos ensinamentos sobre o Deus de Israel. Ouvira falar de Seus milagres, de Seu cuidado com o povo de Israel. Para Rute, esta era a hora de deixar a zona de conforto. Deixar o seu povo e sua cultura para viver em outro país uma nova vida, mas havia uma diferença: Rute escolheu servir ao Deus Vivo [Rt 1.16-17].
2.3. No mundo tereis aflições.
A Palavra de Deus nos diz que "o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã" [Sl 30.5]. A crise não pode durar a vida inteira. Do mesmo jeito que ela chega, ela sai. É uma questão de tempo e tudo voltará ao normal [Ec 3.1]. Jesus nos ensinou que no mundo teríamos aflições, mas que tivéssemos bom ânimo. Devemos permanecer nEle, pois Ele venceu o mundo [Jo 16.33]. O Senhor está no controle de tudo, nada escapa de seus olhos. As crises são passageiras. Portanto, devemos permanecer confiantes no Senhor, mesmo vivenciando adversidades, pois Ele é Poderoso e Soberano para levar adiante o Seu propósito e nos aperfeiçoar em todo o tempo [Rm 8.28].
3. Recomeçar é preciso
A morte chegou sem piedade na família de Noemi. Então, ela toma a atitude de voltar para Belém [Rt 1.7]. Era preciso recomeçar. Aprendemos com a história de Noemi e Rute que é preciso entender que tragédias são uma realidade da vida. Contudo, também é importante discernir a necessidade de adaptações e reestruturação da vida. Como discípulos de Cristo, temos a Palavra de Deus e o Espírito Santo que nos guiam nesse processo de recomeço.
3.1. Milagres no recomeço.
Ao tomar a decisão de voltar para Belém, Noemi deixa suas noras livres para retornarem aos seus familiares. Orfa se despede e assim procede [Rt 1.14-15], mas Rute opta por ficar com sua sogra, mantendo sua fidelidade [Rt 1.16-19]. Rute, de forma simples e humilde, chega em Belém e vai recolher espigas nos campos após os segadores [Rt 2.2-3]. Rute abre mão do orgulho humano, toma uma iniciativa e vai trabalhar para supri-las, Rute reagiu à humilhação, à pobreza, com determinação, seguiu em frente, deixando para trás as perdas que tivera. Todo recomeço requer atitude, vontade, foco e determinação. Para todo recomeço, é necessário se vestir de mudanças. Rute reagiu diante das incertezas. Buscou um caminho para a sobrevivência e não ficou esperando a morte chegar. A sua atitude de amor e fidelidade a Noemi chegou ao conhecimento de Boaz e tão nobre ato tocou seu coração [Rt 2.6-7].
3.2. Toda ação gera uma reação.
Rute, impactada pelo testemunho de vida de sua sogra, ao chegar a Belém logo se dispôs ir ao campo para colher espigas [Rt 2.2], demonstrando ser uma mulher de iniciativa. A atitude de Rute em sair de Moabe, terra de idolatria, de luto, de incertezas e escolher ir com Noemi para Belém, a casa do pão, trouxe para ambas a vitória esperada. Rute se desprendeu do orgulho e da altivez, reconhecendo a soberania de Deus, dando passos importantes, os quais fizeram a diferença no desenrolar da história. O que há em nós que precisamos nos desprender? O que precisamos deixar para trás para recomeçar? Que ações terei que realizar com a graça do Senhor e a direção do Espírito? Uma análise sobre o que guardamos em nosso coração é um relevante passo para a sobrevivência da alma diante das crises [Pv 4.23].
3.3. Depois da tempestade a bonança.
Noemi e Rute, em meio as turbulentas tempestades, decidem voltar para Belém. Interessante que na presença de Deus sempre há fartura de alegria [Sl 16.11]. Rute reconheceu a Deus como seu refúgio e fortaleza. Semeou bondade, altruísmo e fidelidade em meio à crise e teve uma farta colheita de sua decisão e atitude. Boaz, procedendo conforme a lei, diante de testemunhas, casa-se com Rute. Dessa união nasce Obede [Rt 4.17]. Então, Rute entra para a genealogia de Jesus, pois era bisavó do rei Davi. Jamais uma moabita poderia entrar na linhagem do Messias, mas Deus viu sua fé e a recebeu. Deus sempre faz além do que imaginamos. Diante das crises, tenhamos uma conduta de busca e dependência no Senhor, pois dEle vem a nossa salvação.



✍   CONCLUSÃO
Através da história de Rute, aprendemos a reconhecer a soberania e o cuidado de Deus, em meio às adversidades da vida. Que possamos aprender com esta grande mulher que, em meio às crises, teve atitude e fez uma escolha que mudou a sua história.