14 de agosto de 2020

Lição 07: As duas testemunhas: Betel conectar

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Versículo do dia
Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra. Apocalipse 11.4
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Verdade aplicada
As duas testemunhas profetizando durante a grande tribulação é mais uma prova do amor de Deus para com o homem perdido.


Textos de Referência.
Apocalipse 11.1-14
1 E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram.

2 E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.

3 E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco.

4 Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra.

5 E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.

6 Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem.

7 E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará.

8 E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o nosso Senhor também foi crucificado.

9 E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus corpos mortos por três dias e meio, e não permitirão que os seus corpos mortos sejam postos em sepulcros.

10 E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra.

11 E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.

12 E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.

13 E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.

14 É passado o segundo ai; eis que o terceiro ai cedo virá.




👉 Objetivos da Lição
- Entender que as duas testemunhas são enviadas de Deus;
- Mostrar que tudo isso faz parte do plano eterno de Deus;
- Compreender o mistério e o poder das duas testemunhas.



Introdução
Durante a Grande Tribulação, o reino do anticristo vai, gradualmente, se fortificando mas, em meio ao seu império, aparecerão as duas testemunhas que profetizarão por 42 meses, tendo um ministério específico de advertência, repreensão e chamada ao arrependimento.



Ponto chave
Deus sempre terá testemunhas para fazer a Sua obra, mesmo em momentos sombrios da História.


1. DUAS TESTEMUNHAS
Existem muitas especulações no que tange ao nome destas testemunhas. Durante a História da igreja, muitos nomes foram citados, tais como Elias, Moisés e Enoque. Precisamos nos contentar com o que está no texto de Apocalipse 11.4: "Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra".


1.1. As vestes das Testemunhas
Segundo o relato bíblico, as duas testemunhas estarão vestidas de saco (Ap 11.3). Sabemos que, no Antigo Testamento, esta vestimenta tem uma aplicação muito valiosa, pois sempre era usada quando o povo se arrependia e se humilhava diante de Deus. Vestir-se com roupa de pano de saco significava estado de angústia e lamentação. Este tipo de vestimenta era normalmente usada por profetas (2 Rs 1.8; Is 20.2).


1.2. As testemunhas e seu ministério
O ministério destas testemunhas terá uma duração de 1260 dias. Este número nos revela que as testemunhas estarão dentro de um tempo estabelecido por Deus para proclamação do Evangelho com sinais e maravilhas; apregoando no período em que a tríade satânica estará em ação na grande tribulação. O ministério destas testemunhas será tão esplendoroso que o texto diz que qualquer tentativa de destruí-lo dentro do tempo determinado será frustrada, pois sofrerá danos de aniquilação aquele que intentar contra eles. As testemunhas destroem seus inimigos pelas palavras que elas pronunciam durante o exercício do ministério, as duas testemunhas terão poder para abrir e fechar o céu para que não chova; poder para transformar as águas em sangue, e ferirem a terra com toda a sorte de pragas, quantas vezes quiserem.



Refletindo
As duas testemunhas repetirão o Ministério de Jesus...com o intuito de levar Israel ao arrependimento.

Rubens Szczerbacki



2. ELAS SERÃO DERROTADAS
Quando observamos o relato de Apocalipse 11.7, percebemos que, ao término do tempo estabelecido por Deus, a besta entrará em guerra, perseguindo as testemunhas de Deus a ponto de vencê-las, ocasionando assim, a sua morte.


2.1. A Morte das Testemunhas
É importante salientar que as testemunhas serão mortas apenas quando findar o seu ministério, pois serão alvos e vítimas da cólera da besta.
Quando as testemunhas morrerem, as pessoas entrarão em júbilo, pois aos olhos de muitos eram perturbadoras da paz.
A morte das testemunhas no devido tempo mostra o poder limitado do anticristo, tentando a todo custo se consolidar como rei desse mundo.
Em Apocalipse 11.10 diz que os habitantes da terra se regozijarão e mandarão presentes uns aos outros. Os homens estarão tão alegres que não demonstrarão nenhum arrependimento pelo que aconteceu.

...Deus enviará suas testemunhas para mostrar aos homens que sempre existe um caminho melhor...



2.2. A Ressurreição e assunção das Testemunhas aos céus
Em meio a celebração e euforia pela morte das testemunhas, algo inusitado e sobrenatural acontece na visão. 

O texto de Apocalipse 11.11, é bastante explícito ao dizer que veio o espírito de vida, de Deus e entrou naqueles cadáveres. O resultado foi instantâneo a tal ponto que as pessoas que antes olhavam com escárnio e desprezo, agora estavam tomadas de grande temor.
As testemunhas não somente ressuscitaram diante de seus algozes , como também serão elevadas aos céus em exaltação. Após a ressurreição das testemunhas, a Bíblia diz que haverá um terremoto que destruirá a décima parte da cidade, como também a morte de sete mil homens (Ap 11.13), então os que restarem ficarão atemorizados pelo ocorrido e "darão glória ao Deus do Céu".



3. OBJETIVOS DAS DUAS TESTEMUNHAS DO APOCALIPSE
Deus, em seu intento, sempre quer ensinar ao homem verdades espirituais e naturais. Olhando a narrativa das testemunhas, é possível extrair lições para a Igreja de Cristo.


3.1. Deus sempre tem vocacionados para momentos de crise
No texto apocalíptico, em meio ao caos de um mundo destruído pela ira de Deus, percebemos o aparecimento de duas testemunhas, que, em todos os instantes de seu ministério de 42 meses, foram fiéis em palavras e atitudes. 

Por mais que os momentos sejam tenebrosos não podemos esquecer que sempre haverá pessoas marcadas por Deus para um período determinado.


3.2. Deus é quem tem o controle da História
Em todo decorrer na narrativa, percebemos um Deus que detém o controle sobre cada evento da História. Perceba que o tempo do ministério foi determinado por Deus, o poder do anticristo estava condicionado a vontade permissiva de Deus e, que mesmo diante da morte, Deus se manifestou com vida e arrebatamento de suas testemunhas.
Os tempos podem parecer difíceis, mas Deus sempre terá o controle da situação. O Teólogo Millard J. Rricksson, disse: "se tivesse o poder de Deus, mudaria o mundo; mas se tivesse sua onisciência deixaria tudo como está".




Conclusão
Mesmo diante das pragas, Deus enviará suas testemunhas para mostrar aos homens que sempre existe um caminho melhor, uma vida mais digna e um futuro promissor para aqueles que O amam.

Eu aprendi que:
As testemunhas do Apocalipse constituem um evento em que Deus concederá ao homem mais uma oportunidade de arrependimento em meio ao juízo Divino sobre a humanidade.




Jovens: Betel Conectar, 3º Trimestre de 2020 | Fim dos tempos: o arrebatamento e o juízo de Deus?




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13 de agosto de 2020

Lição 07: Miqueias, o Defensor dos Pobres - Central Gospel

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TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Miqueias 1.6,7
6 - Por isso, farei de Samaria um montão de pedras do campo, uma terra de plantar vinhas, e farei rebolar as suas pedras no vale, e descobrirei os seus fundamentos.
7 - E todas as suas imagens de escultura serão despedaçadas, e todos os seus salários serão queimados pelo fogo, e de todos os seus ídolos eu farei uma assolação, porque do preço de sua prostituição os ajuntou, e em recompensa de prostituta se volverão.


Miqueias 2.1,2,10
1- Ai daqueles que, nas suas camas, intentam a iniquidade e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão!
2 - E cobiçam campos, e os arrebatam, e casas, e as tomam; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança.
10 - Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente. Miqueias 3.1-3 1- (...) não é a vós que pertence saber o direito?
2 - A vós que aborreceis o bem e amais o mal, que arrancais a pele de cima deles e a sua carne de cima dos seus ossos,
3 - e que comais a carne do meu povo, e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis como para a panela e como carne do meio do caldeirão.
Miqueias 6.6
6 - Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano?




TEXTO ÁUREO
Ele te declarou, ó homem, o que bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus? Miqueias 6.8
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OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:
• Entender que a tônica da mensagem de Miqueias encontra-se na ira do Senhor em relação ao pecado dos dois reinos: Norte e Sul;
• Saber que o castigo de Deus era certo, tanto para Israel quanto para Judá;
• Compreender que haverá um tempo de paz em que todos aprenderão com o Messias no monte do Senhor.



ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor,
Para melhor compreendermos a mensagem apresentada por um profeta, precisamos conhecer o pano de fundo histórico em que este desenvolveu seu ministério.

A lista dos reis de Judá, nos livros de Isaías e de Miqueias, por exemplo, é a mesma
— à exceção de Uzias, citado por Isaías, o qual provavelmente havia morrido quando Miqueias iniciou seu ministério profético (Mq 1.1; Is 1.1). Apesar de Miqueias não ter citado o nome de nenhum rei de Israel (Reino do Norte), onde também profetizou (Mq 6.2), há bons indicativos que favorecem a compreensão da sua mensagem, como o fato de ele ter vivido na mesma época em que viveu Oseias, Amós e Isaías; e o fato de o Livro de Jeremias confirmar sua profecia (Mq 3.12; Jr 26.12-18).

Um provável episódio que teria marcado o vaticínio de Miqueias ocorreu nos tempos do rei Acaz, o qual se havia envolvido de tal maneira com a idolatria, que chegou a sacrificar ao deus Moloque — o culto a Moloque era caracterizado pela prática da feitiçaria e consistia na adoração às estrelas e aos planetas e em ofertas que incluíam os sacrifícios de crianças (2 Cr 28.22-25; 2 Rs 21.6).

Ao final da aula, incentive os alunos a fazerem a leitura do Livro de Naum para uma melhor compreensão do tema da próxima lição. Que o Senhor o abençoe.
Boa aula!




COMENTÁRIO
Palavra introdutória
Nascido na pequena cidade de Moresete-Gate, distante 32Km a Sudoeste de Jerusalém, Miqueias endereçou sua mensagem tanto ao Reino do Norte (Israel, Mq 6.2), quanto ao Reino do Sul &dá, Mq 1.5), onde vivia. Seu nome, no hebraico, significa "Quem é semelhante a Jeová?"; e corresponde à pergunta que ele fez no último capítulo do seu livro: Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade? (Mq 7.18).

Miqueias resumiu e apelou para as mensagens de três profetas que foram seus contemporâneos, a saber: Amós, que tratou da justiça; Oseias, que abordou a misericórdia de Deus; e Isaías, que convocou o povo a ter comunhão com o Senhor.

Miqueias era um profeta de avivamento, convicto da presença do Espírito de Deus em sua vida (Mq 3.8). Ele era um homem sensível tanto à sua época quanto à revelação divina sobre eventos futuros. Ao mesmo tempo em que protestou contra os desmandos espirituais e morais da sua época, transmitiu uma mensagem sobre o reino messiânico e falou do tempo quando a nação, como um todo, viveria um tempo de paz. O profeta acreditava na restauração completa do povo, mediante a ação poderosa do Messias (Mq 4.7).




INTRODUÇÃO
Biblicamente, um profeta é levantado por Deus para, em nome de Deus, transmitir a mensagem. A mensagem transmitida objetiva a edificação, a exortação e a consolação (1 Co 14.3).

A edificação segura só pode ocorrer com alicerce inamovível (1 Co 3.11) e sobre ele materiais trabalhados pela ação do Espírito Santo. Quando há rejeição a esta única maneira segura de edificação espiritual, as consequências são trágicas.

A mensagem de edificar pode tornar-se em mensagem anunciadora de juízo sobre a desobediência. A exortação faz com que os ouvintes criem esperança, ou melhor, tenham a certeza de que Deus é por eles se a vontade de Deus for obedecida. Em sendo assim, a vitória é certa, deixou de ser uma possibilidade.

A consolação é o socorro bem presente na angústia (Sl 46), momento no qual o declive emocional não pode ser óbice à consecução daquilo que foi traçado por Deus aos seus filhos: seguir adiante a carreira que nos está proposta (Hb 12.1).

Devemos ter a sensibilidade de discernir a voz e a vontade de Deus em um mundo insensível ao que importa e com muitas vozes soando aos nossos ouvidos para nos tirar da presença de Deus. Jesus disse que suas ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz (Jo 10.4).




MIQUÉIAS E O SEU TEMPO
O profeta Miquéias exerceu seu ministério profético nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá (Mq 1.1).

Nesse tempo, existiam muitas corrupções. Então, esse tempo é em 2020? Também em 2020, o ano no qual vivemos, ao que parece, não difere nesse aspecto de corrupção, ou seja, degradação da vontade e da ação humanas.

Quando há a equação conhecer a Deus e lhe obedecer, tudo vai bem. Não importam as circunstâncias. Vai dar tudo certo. Porém, em existindo a inequação conhecer a Deus e lhe desobedecer, vai dar tudo errado, mesmo que pareça que está tudo bem.

Miquéias viveu em um tempo no qual a classe dominante, a quem pertencia saber o direito (Mq 3.1), deveria dele se valer para aborrecer o mal e amar o bem. Contudo, o contrário era o que praticava-se (Mq 3.2). O povo era oprimido, pois os seus dominantes eram algozes, pessoas que não exerciam a autoridade da maneira correta.

Sabemos que toda autoridade humana é delegada (Rm 13.1). Não existe autoridade que não seja delegada por Deus. O exercício deturpado da autoridade gera opressão e todos os males dela advindos. O correto exercício da autoridade leva os submetidos a ela ao crescimento, à proteção, ao provisionamento etc.

O que Deus requer do homem? Diz o texto bíblico no livro Miquéias 6. 7 e 8:

“7 Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre, pelo pecado da minha alma?

8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” (ARC)

Não adianta fazer grandes coisas aos nossos olhos se essas coisas não estiverem em conformidade com a vontade de Deus. Obedecer, sem invenções, ao que está na Palavra de Deus é a única opção que agradará ao Senhor. Por isso, o teor do texto bíblico em 1 Sm 15.22:

“22 Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.” (ARC)




POBREZA ESPIRITUAL
Podemos afirmar que o ser humano distanciado da obediência ao Criador é uma pessoa pobre espiritualmente (Lc 12.21), pois, pelo pecado, está separado de Deus (Is 59.2). A proximidade do pecado (desobediência) nos distancia de Deus, enquanto que a proximidade a Deus nos distancia do pecado.

Ser rico para com Deus é o que deveria ser a primazia de cada pessoa. Mas muitos relegam essa realidade a fim de alcançarem seus objetivos terrenos. Não há contradição em ser bem-sucedido nessa vida e ter uma vida espiritual saudável em Cristo. Ocorre que o problema é desprezar a prioridade do Reino de Deus e ter em primeiro lugar os objetivos pessoais dissociados da vontade divina.

Neste livro bíblico em comento, intitulado MIQUÉIAS, vemos que a elite dominante era muito pobre espiritualmente. Quando isso acontece, o resultado é ruim aos que estão submetidos a essa elite, pois haverá, como o texto de MIQUÉIAS nos diz que houve, exploração aos subordinados e a não promoção do bem estar individual e coletivo




POBREZA MATERIAL
A escassez ou apenas ter o básico à subsistência humana pode ser entendida como a pobreza material. Tal fato decorre de múltiplas causas. Não se pode traçar apenas uma origem humana para justificar a existência da pobreza.

Através do trabalho (Gn 3.19) o homem obtém o seu sustento. Porém, nem todas as pessoas estão dispostas a suarem para conquistarem seu sustento diário e granjearem para além de seu sustento.

Também, na lista das causas para a pobreza, encontra-se a malversação na administração pública, que faz com que os recursos dos cofres públicos, oriundos de todos os contribuintes compulsórios (pagamos “imposto”), não cheguem à educação, à saúde, à segurança, ao saneamento básico etc.

Por não terem uma boa qualificação, em razão da inexistência da oportunidade de estudarem em uma boa escola com ensino de qualidade, muitos não têm a oportunidade de bons empregos. São capazes, mas, sem lapidarem essa capacidade com um ensino de qualidade, não alcançam patamares profissionais mais valorizados financeiramente.

A pobreza material não é sinal de obediência a Deus. Da mesma forma, não se pode dizer que a pobreza material é sinal de desobediência a Deus. De uma forma geral, o pecado original de Adão e Eva trouxe a existência toda pobreza que hoje conhecemos, quer seja física, quer seja espiritual.

A elite dominante relatada no livro de MIQUÉIAS causou pobreza material no povo (Mq 3.1-3). Ter no governo líderes que não obedecem a Deus é prejuízo para todos.

O Novo Testamento afirma que Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido aos que amam a Deus (Tg 2.5).




RIQUEZA ESPIRITUAL
Considerar em primeiro lugar o Reino de Deus é ser uma pessoa rica espiritualmente, significa dizer que todo aquele que objetiva em sua vida fazer a vontade de Deus acima de qualquer outra coisa é um bem aventurado, é uma pessoa rica para com Deus. Vejamos a diretriz de Jesus registrada em Mt 6.33:

“33 Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (ARC)

Ao buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus nos é garantida toda a suficiência em todas as áreas de nossas vidas. Teremos nossas necessidades biológicas, psicológicas, sociológicas e espirituais supridas.

Na época do profeta Miquéias, os sacerdotes ensinavam por interesse (Mq 3.11) e os profetas faziam o povo errar (Mq 3.5). Contudo, Miquéias asseverou que era cheio da força do Espírito do SENHOR e cheio de juízo e de ânimo, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado (Mq 3.8).

A riqueza espiritual só acontece quando há anunciação da Palavra de Deus e obediência ao conhecimento de Deus. Para isso, é necessário que as verdades exaradas nas Escrituras Sagradas tornem-se conhecidas.

A capacitação já nos foi oferecida quando Jesus disse que está conosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28.20), o que pode ser evidenciado com os sinais que se seguiram após a pregação da Palavra de Deus (Mc 16.20).




RIQUEZA MATERIAL
Ter muito além do necessário à satisfação das necessidades básicas é o desejo de muitos. Quem não gostaria de ter riqueza material? Em Lc 12.15, Jesus advertiu os ouvintes sobre não mensurar a vida pelas conquistas terrenas:

“15 E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” (ARC)

As riquezas materiais corrompem os sentidos humanos e fazem com que o ser humano fique em segundo plano na corrida para se tornar rico. Dessa forma, para muitos, a expressão os fins justificam os meios é válida na sua prática de vida, ou seja, se para ser rico for preciso prejudicar pessoas, isso será feito.

São muitos os textos bíblicos que discorrem sobre o perigo de ser ou querer ser rico. Vejamos alguns: “

7 Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.
8 Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.

9 Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.

10 Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” 1 Tm 6.7-10 (ARC)

“19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam.

20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. 21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Mt 6.19-21 (ARC)

“24 Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mt 6.24 (ARC)

A opressão da elite dominante descrita por Miquéias aconteceu tendo em vista a ganância das riquezas materiais. Pensavam e diziam eles que mal nenhum lhes sucederiam, pois o SENHOR estava com eles (Mq 3.11). Mergulhados no pecado e ainda assim crédulos que Deus estava concordando com suas atitudes.

Deus não age conforme o pensar ou o querer de qualquer grupo que seja. A sentença divina para aqueles pecados foi dada (Mq 3.12). No Livro do Apocalipse está escrito:

“17 Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),

18 aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas.” Ap. 3. 17 e 18 (ARC)




CONCLUSÃO
O culpado Deus não o tem como inocente. Situações permitidas por Deus não necessariamente significam que tem a sua aprovação, isto é, nem sempre permissão é aprovação. Às vezes, os desobedientes a Deus estão em posição de destaque e até oprimem quem obedece a Deus. Uma coisa é certa: o juízo chegará!




RESPOSTAS PARA PERGUNTAS DIFÍCEIS
1. Como um livro como Miqueias é usado no Novo Testamento? Duas vezes no Evangelho de Mateus passagens de Miqueias desempenham um papel significativo em acontecimentos. Em Mateus 2:6, os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei citam 5:2 em resposta à pergunta de Herodes acerca de nascimento do Messias. Mais adiante, em Mateus 10:35-36, Jesus cita 7:6 na comissão de seus discípulos. As pessoas no Novo Testamento eram bastante familiarizadas com os profetas do Antigo Testamento, e seus escritos e pensamentos estavam permeados com as frases e as predições que Deus havia dado àqueles mensageiros do passado.
Manual bíblico MacArthur:
Uma meticulosa pesquisa da Bíblia, livro a livro, elaborada por um dos maiores teólogos da atualidade.

Lição 07: O Senhor peleja pelo Seu povo! Vídeos - aulas, Slides, Betel: Adultos

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TEXTOS DE REFERÊNCIA
2 Crônicas 17
2. E pôs soldados em todas as cidades fortificadas de Judá, e estabeleceu guarnições na terra de Judá, como também nas cidades de Efraim, que Asa seu pai tinha tomado.
3. E o Senhor era com Jeosafá; porque andou nos primeiros caminhos de Davi seu pai, e não buscou a Baalins.
4. Antes buscou ao Deus de seu pai, andou nos seus mandamentos, e não segundo as obras de Israel.
5. E o Senhor confirmou o reino na sua mão, e todo o Judá deu presentes a Jeosafá, o qual teve riquezas e glória em abundância.
6. E exaltou-se o seu coração nos caminhos do Senhor e, ainda mais, tirou os altos e os bosques de Judá.





Texto Áureo
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4.24


Verdade Aplicada
Adorar a Deus é mostrar dedicação total, amor e respeito a Ele.





👉 Objetivos da Lição
- Mostrar o perigo que acarreta as alianças ilícitas.
- Incentivar a busca pela perfeita adoração.
- Apresentar o verdadeiro valor da adoração. 

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Hinos Sugeridos
Harpa Cristã: 93





Harpa Cristã: 212





Harpa Cristã: 305






✍Introdução
Deus nos criou para que O adoremos. Nesta lição veremos que o rei Josafá entendia bem este princípio. Por adorar a Deus, ele pôde contemplar a salvação do Senhor, que pelejou a batalha em favor de Seu povo.

1. Josafá, rei de Judá
Josafá reinou em Judá aproximadamente entre 872 e 848 a.C. Neste tempo, o reino de Israel estava dividido em dois: Sul (Judá) e Norte (Israel). Asa no início de seu governo foi temente a Deus, mas, ao final de sua vida, rebelou-se contra Deus, sendo punido por Ele. Mas, Josafá, seu filho, tinha o entendimento de que o sucesso de seu reino estava pautado em caminhar conforme a lei de Deus [2 Cr 17.6].

1.1. O reino de Josafá.
Josafá significa "Jeová tem julgado". Ele assumiu o trono de Judá aos 35 anos e reinou 25 anos em Jerusalém [1 Rs 22.42; 2 Cr 17.3-4]. Ao assumir o trono, o monarca tinha uma escolha: fazer o que era reto diante do Senhor ou praticar o mal. Ao contrário do que escolheu o rei Acabe, de Israel, Josafá escolheu seguir os caminhos do Senhor, tirando os postes ídolos [2 Cr 17.6]. E, no terceiro ano do seu governo, enviou seus príncipes e sacerdotes a ensinar o livro da lei do Senhor ao povo de Judá [2 Cr 17.7-9].

1.2. Seja bom, mas não tolo!
A atitude de Josafá em querer sempre agradar ao Senhor, andando conforme os preceitos do Altíssimo, nos traz uma grande lição: é preciso estarmos sempre atentos à vontade de Deus revelada nas Escrituras Sagradas para cumpri-la. Afinal, se somos povo de Deus, então valorizamos a Palavra de Deus [Sl 1; Jo 8.47; 2 Tm 3.14-17]. Josafá tinha um coração puro e reto, mas não atentava para os oportunistas. A Bíblia diz para sermos "pudentes como as serpentes e símplices como as pombas" [Mt 10.16]. Josafá não foi prudente e fez aliança com quem não era da vontade de Deus [2 Cr 18.1; 19.2]. É preciso ter prudência para fazer alianças. Deve-se primeiramente consultar a Deus, para não o desagradar, pois o Senhor não vê como o homem vê. Ele vê e sonda o coração [1 Sm 16.7].


1.3. Repreendido pela correção.
Josafá foi contemporâneo do rei Acabe, Acazias e Jeorão de Israel. Os reinos estavam divididos. Josafá tinha boas intenções e sua bondade e ingenuidade o fez aliançar-se com um rei idólatra e mesquinho, que o levou a pelejar em uma guerra que não era sua, e isso quase lhe custou a vida [2 Cr 18.31-34]. Devido a associação com Acabe, Josafá foi severamente repreendido pelo profeta Jeú, que lhe disse que a ira de Deus viria sobre ele [2 Cr 19.1-2]. É preciso estar atento para as alianças realizadas na caminhada, a fim de não entrar em guerras desnecessárias. Buscar a vontade de Deus para todos os quesitos da vida é sempre o melhor!

2. Não ande fora da vontade de Deus
O rei Josafá assumiu o reino de Judá com o intuito de levar o povo aos caminhos do Senhor. Devido a sua atitude diante do Senhor, Deus era com ele e o fazia prosperar. Mas, a ingenuidade de Josafá o levou a trilhar caminhos perigosos, sem buscar o consentimento de Deus, aliançando-se com pessoas que não agradam ao Senhor.

2.1. O grande erro de Josafá.
Josafá tinha boas intenções em estabelecer a paz entre o reino de Judá e o reino de Israel, a fim de que todos os irmãos voltassem a ter comunhão. Mas, o fato é que Acabe era um rei mau, astuto e idólatra, que perseguia e matava os profetas de Deus. Acabe estava debaixo da maldição de Deus e aliar-se a ele seria terrível para Josafá e todo o seu reino. Não havia motivos para uma aliança, visto que Deus não estava nesta parceria. Mesmo diante de perigos iminentes, Josafá aparentou-se com Acabe [2 Cr 18.1]. O rei de Judá permitiu que seu filho Jorão se casasse com Atalia, filha do rei Acabe e Jezabel. Essa aliança interessava mais ao reino de Israel, pois Acabe teria paz com a fronteira ao sul e um forte aliado, caso precisasse nos embates contra a Síria.

2.2. Amizades erradas nos afastam de Deus.
O profeta Micaías havia alertado Josafá sobre o fracasso que seria a investida contra Ramote de Gileade. Mesmo advertido pelo profeta, Josafá levou adiante seu sonho de unir as tribos de Israel procurando fazer isso com o famoso jeitinho. Em meio a tantos desencontros Josafá teve que aprender que Satanás nos proporciona falsas amizades para nos desencaminhar da santidade e da verdade. Essa dedução me levou a pontuar alguns "amigos" que devemos nos afastar em nossa caminhada cristã, se quisermos gozar da vida eterna: amigos de meretrício, amigos do roubo, amigos de intrigas, amigos da ganância e amigos do sexo desenfreado. Lembre-se que a santidade é imprescindível para alcançarmos o céu.

2.3. Escolhas erradas propiciam fracassos.
Josafá aliançou-se a Acabe através do casamento de seus filhos [2 Rs 8.16-18]. Uma aliança feita sem a direção de Deus gera sofrimento e dor. Atalia, anos mais tarde, quase exterminou a descendência de Josafá. Na ocasião, Acabe persuadiu Josafá para que fosse com ele a batalha contra Ramote de Gileade [1 Rs 22.4, 30]. Josafá prontamente se disponibilizou a ir com Acabe. Mesmo ouvindo a advertência divina para não ir, Josafá ignorou e foi para a batalha juntamente com Acabe e seus exércitos. Nessa batalha Israel e Judá foram derrotados e Josafá quase morreu [2 Cr 18.30-32]. O Senhor tinha planos grandiosos para Josafá, assim como Ele tem para nós [Jr 29.11-13]. Mas é necessário atentarmos para quem está andando conosco, pois as más companhias corrompem os bons costumes [1 Co 15.33].
3. Uma batalha épica
Josafá se arrependeu de seus erros, buscou ao Senhor e motivou o povo a fazer um concerto com o Senhor. Nomeou juízes para administrarem o país com justiça [2 Cr 19.5-11]. Fortaleceu as defesas das fronteiras do Norte [2 Cr 17.1-2; 1 Rs 22.47], também cidades e munições em Judá [2 Cr 17.12] e as nações lhe pagavam tributo [2 Cr 17.10-11]. Os reinos em torno de Judá passaram a ter paz, o que fortaleceu a economia da nação [2 Cr 17.10]. Mas, ao final do reinado de Josafá, três reinos uniram forças para invadir Judá [2 Cr 20.1-2]. Ouvindo isto, Josafá temeu e pôs-se a buscar ao Senhor, apregoando jejum em todo o Judá [2 Cr 20.3].
3.1. Oração e jejum: armas poderosas.
Ao saber que os reinos haviam se unido para virem contra Judá, o rei, apesar do temor produzido com a chegada da notícia, não foi dominado e paralisado pelo medo. Josafá fez uma escolha assertiva: buscou ao Senhor e somente nEle confiou. Um jejum foi instituído pelo rei e, juntamente com todo o povo, buscou auxílio em Deus. Josafá convocou homens mulheres e crianças, até as de colo, para juntos buscarem ao Senhor em clamor e oração em frente ao Templo [2 Cr 20.6-12]. O Senhor não desprezou a oração e o quebrantamento do Seu povo e os ouviu, enviando auxílio.
3.2. Atitudes para se galgar a vitória.
Inimigos se uniram em prol da destruição do reino do Sul. Josafá é notificado do avanço do inimigo em direção a Judá. O medo é notório. E agora? Ao ver o numeroso exército que vinha contra ele [2 Cr 20.2], antes de tomar uma atitude para contra-atacar o seu oponente, Josafá buscou ao Senhor e confiou em Deus [2 Cr 20.3]. Percebemos ainda que Josafá não se prostrou, ou teve uma atitude de autocomiseração, mas ficou de pé e fez um clamor [ 2 Cr 20.6,12]. Utilizando as armas da oração e do jejum, Josafá se fortaleceu e pôde encontrar em Deus proteção contra o inimigo que marchava confiante.
3.3. Em meio às crises, o segredo é adorar.
Inúmeros episódios nas Escrituras nos mostram a importância de adorar ao Senhor por meio do louvor. Há que se destacar também que o Senhor separou a tribo de Levi, da descendência de Jacó, para dedicar sua vida em adoração a Deus. O texto de 2 Crônicas 20.15-22 nos transmite importantes lições em meio às crises: 1) Permanecer atento à Palavra de Deus [2 Cr 20.15]; 2) Atentar para a orientação específica para o momento [2 Cr 20.16-17 - considerando que nem sempre foi determinada tal atitude, ou seja: descer contra os oponentes, mas não pelejar e, sim, estar em pé e ver]; 3) Observar em todos os momentos: Palavra de Deus, fé, oração e louvor [2 Cr 20.20-22]. Paulo e Silas também oravam e cantavam, mesmo na prisão [At 16.25-26].




CONCLUSÃO
Obedecendo a Deus, Josafá colocou os levitas a frente do exército. Enquanto louvavam, o Senhor preparou emboscada contra os inimigos de Judá, de modo que se destruíram uns aos outros. Somos o povo do Senhor e Ele guerreia as nossas guerras, enquanto formos fieis adoradores.







SLIDES

Fonte dos slides: www.revistaebd.com




Adultos:Revista Betel Dominical - 3º Trimestre de 2020: Tema: Transformando as adversidades em cenários de milagres e vitórias



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