11 de agosto de 2020

Lição 07: O povo de Deus deve separar-se do mal: Subsídios, Dinâmica: Videos - aulas, Adultos

  
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TEXTO ÁUREO
Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei. Corintios 6.17.



VERDADE PRÁTICA
O mundanismo na Igreja corrompe os bons costumes e extingue a santidade.



LEITURA DIÁRIA
Segunda — Js 23.1-13
Separação, ordem divina

Terça — Os 7.8-16
O trágico resultado da mistura

Quarta — Dt 28.1-13
Vida separada glorifica a Deus

Quinta — At 2.41-47
O ambiente numa igreja despertada

Sexta — Is 52.1-11
O despertamento renova

Sábado — Rm 13.11-14
É tempo de despertament
o



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Esdras 2.59-62
59 — Também estes subiram de Tel-Melá e Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer, porém não puderam mostrar a casa de seus pais e sua linhagem, se de Israel eram.

60 — Os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e cinquenta e dois.

61 — E dos filhos dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, que tomou mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome.

62 — Estes buscaram o seu registro entre os que estavam registrados nas genealogias, mas não se acharam nelas; pelo que por imundos foram rejeitados do sacerdócio.

Esdras 4. 2,3
2 — Chegaram-se a Zorobabel e aos chefes dos pais e disseram-lhes: Deixai-nos edificar convosco, porque, como vós, buscaremos a vosso Deus; como também já lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos mandou vir para aqui.

3 — Porém Zorobabel, e Jesua, e os outros chefes dos pais de Israel lhes disseram: Não convém que vós e nós edifiquemos casa a nosso Deus; mas nós, sós, a edificaremos ao SENHOR, Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia.


Esdras 6. 2-4
2 — E em Acmetá, no palácio que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial, que dizia assim:

3 — No ano primeiro do rei Ciro, o rei Ciro deu esta ordem: Com respeito à Casa de Deus em Jerusalém, essa casa se edificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura, de sessenta côvados, e a sua largura, de sessenta côvados,

4 — com três carreiras de grandes pedras e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará da casa do rei.

Bíblia online
Bíblia sagrada online



HINOS SUGERIDOS
Harpa Cristã: 32



Harpa Cristã: 99



Harpa Cristã: 447



OBJETIVO GERAL
Compreender que o relacionamento harmonioso com Deus exige a separação do pecado e do mundanismo.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
I. Destacar que Deus não aceita mistura do seu povo com o mundo;
II. Entender que Deus exige plena santidade do seu povo;
III. Ressaltar que a santidade resulta em bênçãos para o povo de Deus.


INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Os filhos de Judá tiveram que tomar sérias decisões para não serem absorvidos pela cultura dos povos que ocupavam suas redondezas. Levemos em consideração também o meio usado pelos líderes judaicos para se comprovar a filiação dos repatriados. Se tal medida não fosse tomada, até mesmo a genealogia estaria comprometida. Como povo de Deus, devemos manter a nossa identidade como servos de Deus e preservar o nosso nome no Livro da Vida, afastando-nos de qualquer mundanismo que possa comprometer a nossa comunhão com o Salvador. Fazendo assim não seremos envergonhados no grande Dia do Cordeiro.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição iremos estudar os preparativos que os judeus fizeram para pôr os alicerces da nova forma de vida que eles iniciaram em Jerusalém depois dos anos no cativeiro em Babilônia. Ali eles viveram espalhados pelo vasto território daquele reino, e agora iriam viver uma vida comunitária, conforme os ritos da lei.



PONTO CENTRAL
A comunhão plena com Deus exige santidade.


I. SOMENTE OS JUDEUS RETORNARIAM A JUDÁ
Para uma pessoa ser considerada apta para fazer parte do grupo que iria transferir-se para Jerusalém, exigia-se que desse prova de sua linhagem, que provasse ser realmente de Israel. Na primeira triagem foram excluídas 652 pessoas. Até alguns filhos de sacerdotes cujos nomes não foram achados nos registros das genealogias, foram rejeitados como imundos (Ed 2.59-62). Os judeus mestiços, nascidos de casamentos mistos, durante o cativeiro em Babilônia, não fariam parte do grupo de judeus que retornariam a Judá. Somente aqueles que comprovassem a sua ascendência puramente judaica fariam parte daquele grupo. Deus não aceita mistura do seu povo com o povo do mundo. Não pode haver comunhão da luz com as trevas.

A história de Israel registrava uma amarga experiência neste sentido. Quando os israelitas, libertados pela mão do Senhor, se preparavam para ir a Canaã, um grande povo de “mistura”, não israelita, queria acompanhá-los. Foi exatamente essa gente que durante o trajeto pelo deserto foi fonte inspiradora de murmuração (Nm 11.4).

A Bíblia diz: “Estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida” (Mt 7.14). Não é lucro, e, sim, grave prejuízo, alguém querer facilitar a entrada de “mistura de gente”, dando maior ênfase à QUANTIDADE do que à QUALIDADE. Jesus disse: “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3.7).



SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Deus não aceita mistura do seu povo com o mundo.


SUBSÍDIO DIDÁTICO—PEDAGÓGICO
Para iniciar a lição desta semana é fundamental que seus alunos compreendam qual era a significação teológica da restauração da comunidade judaica. Para lhe auxiliar nessa tarefa, leve em conta o seguinte fragmento textual:

“Qual era a significação teológica da restauração da comunidade judaica, conforme está apresentada em Esdras e Neemias? Este primeiro, toma a forma de listas genealógicas extensas (Ed 2.1-70; 8.1-14; Ne 7.5-65), cujo propósito era pelo menos duplo: 
(1) legitimar aqueles que voltaram, identificando-os com os ancestrais tribais, e (2) demonstrar por essa ligação que o exílio, embora traumático e terrivelmente destruidor, não cortara a linhagem da promessa que originou-se em Abraão e continuaria para sempre. Havia nestas listas as linhagens dos sacerdotes, levitas e outros funcionários religiosos (Ed 2.36-54; 8.1-14; Ne 7.39-56), pois o reino teocrático, como reino de sacerdotes, era um povo de adoradores que expressava a vassalagem na forma relacionada ao culto.

As genealogias dão a entender que a mesma nação que fora desarraigada tão violentamente da terra da promessa voltaria. E ainda que não fossem as mesmas pessoas, eram os seus descendentes, castigados e de número muito reduzido. Neemias conhecia muito bem o penhor do Senhor dado a Moisés (Dt 30.2-4) que, mesmo que o desobediente fosse exilado nos confins da terra, Ele os ajuntaria e os traria de volta ao lugar habitado pelo seu nome (Ne 1.8-10). Neemias também sabia que seria quase como um novo começo, pois o povo restaurado seria apenas um remanescente ( nis’arîm , Ne 1.3). É de tal começo humilde que Esdras também sabia que a comunidade restaurada tinha de surgir novamente (Ed 9.15)” (ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. RJ, CPAD, 2009, p.214).



II. OS JUDEUS NÃO ACEITARAM A AJUDA DOS SAMARITANOS
1. Quem eram os samaritanos?
Os samaritanos eram uma mistura de gente, na sua maioria de origem pagã. Este povo apareceu depois do ano 721 a.C., quando o reino de Israel foi derrotado pelo exército de Sargão II e as dez tribos do Norte levadas cativas para a Assíria. Por ordem do rei da Assíria foram trazidos povos de Babel, de Cuta, de Ava, de Hamate, de Sefarvaim, e habitaram cidades de Samaria em lugar dos sacerdotes; e tomaram Samaria em herança, e habitaram em suas cidades (2Rs 17.24).

Posteriormente, o rei da Assíria enviou-lhes um sacerdote dos israelitas para ensinar ao povo da terra o temor de Deus. Assim, os samaritanos temiam o Senhor, mas também serviam a seus deuses (2Rs 17.33). Aceitaram o ensino do sacerdote israelita, mas não deixaram a idolatria (2Rs 17.34-41). Representam muito bem uma vida na carne, da qual a idolatria é uma expressão (Gl 5.20).



2. Os samaritanos ofereceram cooperação aos judeus. 
Quando os judeus começaram a construção do Templo, os samaritanos ofereceram-se para cooperar (Ed 4.1). Os judeus, porém, rejeitaram firmemente a proposta (Ed 4.1-3). Igualmente quando da construção dos muros, a cooperação dos samaritanos foi recusada (Ne 6.2,3).

Esta atitude é bíblica, pois a Bíblia manda que nós devemos nos afastar daqueles que não tem a sã doutrina (1Tm 6.3-5: Tt 3.10; 2Jo 10,11). Igualmente devemos nos afastar daqueles que tem uma vida irregular (2Pe 3.17; 1Tm 6.20,21; 2Ts 3.6,14) como também daqueles que causam divisões (Rm 16.17,18; 2Pe 2.10,13,18; Jd 12,18,19).



3. Os samaritanos procuraram aparentar-se com os judeus. Casaram com as filhas dos judeus, e deram filhas aos judeus em casamento. Alguns caíram nesta armadilha (Ed 9.1,2). Este assunto é tão sério e importante que merece um estudo em separado, o que iremos fazer na lição número 12.


4. Os samaritanos tornaram-se inimigos dos judeus:

a. Os samaritanos invejaram os judeus. Antes de os judeus terem chegado a Jerusalém, os samaritanos tinham uma certa liderança na região. Quando os Judeus chegaram e começaram a sacrificar ao único Deus verdadeiro e a adorá-lo, então a atenção dos habitantes da região passou para os judeus, e os Samaritanos perderam a sua posição privilegiada, e encheram-se de inveja (Jo 11.47; 12.19). Isto sempre foi assim. Os fariseus tinham inveja de Jesus, os sacerdotes tinham inveja da Igreja etc. (At 5.17,13,45; 17.5).


b. Os samaritanos imaginaram que se conseguissem associar-se aos judeus gozariam do mesmo prestígio que estes. 
Quando os judeus não aceitaram nada da parte dos samaritanos, o ódio velado transformou-se em inimizade declarada.


SÍNTESE DO TÓPICO (II)
Os samaritanos imaginaram que se conseguissem associar-se aos judeus gozariam do mesmo prestígio que estes.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A restauração da adoração
O remanescente do povo era mais que apenas uma entidade étnica ou nacional — era o povo vassalo do Senhor eleito e redimido por Ele para servi-Lo como luz para as nações. Nessa função, eles tinham de modelar os propósitos soberanos e salvíficos divinos e mediá-los para o mundo. Isto está de acordo com o tema central do concerto mosaico em que Israel tem de assumir a responsabilidade de ser um reino sacerdotal e um povo santo (Êx 19.4-5).

A demonstração mais clara do caráter teocrático da comunidade foi o compromisso fiel ao concerto e a prática dos seus termos, uma prática indissoluvelmente ligada ao sistema de adoração nacional com lugares santos, pessoas santas e tempos santos. Era Israel em adoração que melhor modelava o domínio do Senhor sobre todos os aspectos da vida humana. Da mesma maneira que a destruição do Templo e de seus ministérios sinalizava o verdadeiro começo do exílio, assim a reconstrução e renovação dos seus ministérios efetivaria o restabelecimento do povo de Deus ao papel de redenção. A comunidade sem adoração não tinha a função efetiva.

Não é surpreendente, então, que o primeiro evento da vida pós-exílica de Judá fosse a celebração da Festa dos Tabernáculos, uma celebração que obviamente precedeu a reconstrução do Templo (Ed 3.1-7). Como foi adequado que a Festa dos Tabernáculos, que comemorava a provisão de Deus para o povo no deserto do Sinai, fosse agora a ocasião de alegrar-se pelo cuidado divino durante os 70 anos do deserto exílico na Babilônia. Dezesseis anos depois, tendo se concluído a construção do templo, o povo comemorou novamente a provisão graciosa do Senhor em um grandioso e esplendoroso culto de dedicação na virada do ano através da observância da Páscoa (6.16-22)” (ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. RJ, CPAD, 2009, p.214).





Para exemplificar o item III, utilizem a dinâmica “Santificação”.

👉 Dinâmica: Santificação
Objetivo: Refletir sobre a necessidade de um posicionamento quanto à santificação.
Material:
01 caixa
01 chocolate ou bala para cada aluno
Versículo digitado: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver”(1 Pedro 1:15).
01 grampeador
Procedimento:
Antes da aula:
Prendam o versículo no chocolate utilizando o grampeador
Coloquem dentro da caixa
Na aula:
– Apresentem uma caixa, não falem o que tem dentro.
– Façam um certo suspense e depois perguntem se alguém tem coragem de colocar a mão dentro caixa.
Façam uma contagem, escrevendo a quantidade dos:
Que vão colocar a mão dentro da caixa
Que não vão colocar a mão dentro da caixa
Que estão indecisos
É interessante que haja estes 03 tipos de pessoas.
– Depois, peçam para que os alunos que decidiram colocar a mão dentro da caixa, para que com cuidado ponham a mão dentro dela.
Isto deve acontecer com todos os alunos que responderam afirmativamente. Orientem para que não falem sobre o que pegaram.
Neste momento, pode acontecer de algum aluno desistir. Tente convencê-lo, mas se houver resistência, não insista.
– Falem: Nesta atividade, vocês tiveram 03 posicionamentos. Dessa mesma forma, as pessoas possuem 03 ações diferentes quanto a santificação. Uns escolhem uma vida de santidade, outros não querem e outros ficam indecisos, cambaleantes. Mas, Deus requer de nós um posicionamento quanto a uma vida de santidade.
– Para concluir, abram a caixa e entreguem para eles um chocolate, com um versículo fixado com grampeador: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver”(1 Pedro 1:15).
Por Sulamita Macedo.
Fonte da dinâmica: blog/atitudedeaprendiz.blogspot.com



III. DEUS EXIGE SANTIDADE DO SEU POVO
Em toda a história do povo de Deus, observa-se que Ele, para manifestar-se no meio do seu povo, exige plena santidade. Deus espera que seu povo esteja sempre em comunhão com Ele, vivendo separado do mal.


1. Retornando do cativeiro. 
Israel separou-se do mal (2Co 6.17; 7.1). Por isso a bênção de Deus os acompanhou, e eles conseguiram concluir a construção do Templo e reconheceram que “DEUS FIZERA ESTA OBRA” (Ne 6.16).


2. Quando Josué se preparou para passar o Jordão, ele disse ao povo: 
“SANTIFICAI-VOS porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Js 3.5).


3. O anjo do Senhor visita o acampamento israelita. 
Antes de iniciar a conquista de Canaã, Josué recebeu a visita de um anjo. Josué então lhe perguntou: “Que diz meu Senhor ao seu servo?”. E a resposta que recebeu foi: “Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo!” (Js 5.13-15).


4. Israel é derrotado pela pequena cidade de Ai. 
Quando Josué, com o rosto em terra, perguntou ao Senhor o porquê daquela derrota, o Senhor respondeu: “SANTIFICAI-VOS para amanhã” (Js 7.11,13). “Anátema há no meio de vós, Israel; diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema do meio de vós” (Js 7.13). O pecado descoberto, foi desarraigado, e então disse a Josué: “Levanta-te e sobe a Ai. Olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai, e seu povo e a sua cidade, e a sua terra” (Js 8.1).

Deus exige santificação de seu povo para poder operar no meio dele.



SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Deus espera que seu povo esteja sempre em comunhão com Ele, vivendo separado do mal.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Elpisate é um imperativo aoristo que estabelece e resume o curso que os cristãos devem seguir. Em vista de nossa identidade como cristãos, nós somos os eleitos de Deus, estrangeiros em nossa sociedade. Desta maneira, nossas esperanças, nossas expectativas, não devem estar concentradas em nada que este mundo possa oferecer. Riqueza, fama, aceitação, até mesmo sobrevivência — tudo isto é sem significado quando comparado com a herança que será nossa quando Cristo vier. Se não esperarmos por nada aqui, se todas as expectativas estiverem fixas na Segunda Vinda, então nada que aconteça pode nos levar a agir de maneira que possa implicar negação de nosso Senhor. ‘Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver’ (Cl 1.15). A santidade aqui é a pureza moral. Assim como a atitude de fixar nossa esperança na graça que será nossa nos fortalece para vivermos na sociedade como estrangeiros, fixar a nossa esperança nele nos separa do poder daquelas ‘concupiscências que havia em [nossa] ignorância’ (1.14)” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2007, p.521).



IV. DEVEMOS MANTER UMA VIDA DE SEPARAÇÃO DO MAL

1. Os judeus mantiveram-se separados dos samaritanos. 
Se os judeus tivessem aberto a porta para uma união com os samaritanos, estes, provavelmente, ter-se-iam mostrado afáveis e pacíficos no início, mas teriam perturbado a união que havia entre os judeus. Teriam participado do culto dos judeus, e afastado a presença do Senhor, uma vez que Deus não se une à idolatria. Vale a pena manter a separação com o mundo.


2. A Bíblia mostra exemplos de servos de Deus que duvidaram se valia a pena manter a linha de separação do mal.
a. O salmista Asafe escreveu no Salmo 73: “Na verdade que em vão tenho purificado meu coração e lavado as minhas mãos na inocência” (Sl 73.13). Ficou profundamente perturbado, mas Deus o ajudou a encontrar a resposta. “Até que entrei no santuário de Deus; então entendi o fim deles” (v.17). O salmista ficou tranquilo: “Todavia estou de contínuo contigo, tu me seguraste pela minha mão direita. Guiar-me-ás com teu conselho e depois me receberás em glória” (vv.23,24). Asafe entendeu que valia a pena servir ao Senhor.

b. Malaquias respondeu aos que diziam ser inútil servir o Senhor (Ml 3.15), dizendo: “[…] Há um memorial escrito diante dele, para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome. E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve” (Ml 3.16,17). Vale a pena servir ao Senhor!

3. Devemos viver conforme a vontade do Senhor. 
Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1Pe 4.2). Qual seria então a vontade de Deus para conosco? A Bíblia diz: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1Ts 4.3). Já observamos que santificação significa uma vida que se abstém das coisas que não agradam a Deus, conforme a Palavra: “Apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo” (2Co 6.17), e: “Aperfeiçoando a vossa santificação no temor de Deus” (2Co 7.1). Devemos sempre muito desejar ser-lhe agradáveis (2Co 5.9), andando dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo (Cl 1.11), guardando seus mandamentos, e fazendo o que é agradável à sua vista (1Jo 3.22).


4. Bênçãos acompanham os que vivem conforme a vontade de Deus!
Deus garante, aos que assim vivem, plena vitória contra os ataques do Diabo. O crescimento espiritual deles está garantido (Cl 1.6,10). O Espírito Santo tem plena liberdade para atuar em suas vidas, e eles tornam-se preparados para serem usados por Deus em sua obra (2Tm 2.19-21). E, acima de tudo, aqueles que vivem segundo a vontade de Deus, estão preparados para o arrebatamento! ALELUIA! VALE A PENA VIVER NA VONTADE DE DEUS! (Hb 12.15; 15.5,23).



SÍNTESE DO TÓPICO (IV)
Devemos andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo.


SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ
Os cristãos são chamados a cooperar com os propósitos e o poder santificadores de Deus. Tem de haver a disposição de abandonar os caminhos malignos e impuros; de ser separado de tudo que pode impedir o desenvolvimento da vida semelhante à de Cristo. A santificação não é a separação de um eremita ou recluso, pois Jesus se misturou com os pecadores. Todavia, em seu caráter e padrão, Ele estava ‘separado’ dos pecadores. (Hb 7.26). O desejo do Senhor para seus seguidores é que continuem envolvidos no mundo ao mesmo tempo e que permanecem livres de seus malefícios.

O sucesso na vida cristã, em grande extensão, depende de nossa disposição em nos entregarmos a Deus em total sacrifício de nós mesmos.O cristão que leva a santidade a sério é considerado um ‘escravo’ da justiça; um ‘sacrifício vivo’ para Deus; um utensílio doméstico puro” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. RJ: CPAD, 2013, p.490).




PARA REFLETIR
A respeito de “O Povo de Deus deve Separar-se do Mal”, responda:

1. Qual a condição imposta pelos líderes israelitas para a volta dos exilados?
R. Que provassem ser israelitas.




2. Na primeira triagem, quantos exilados foram impedidos de voltar?
R. Foram impedidos de voltar 652.





3. Por que os judeus não aceitaram a ajuda dos samaritanos?
R. Porque, como povo de Deus, não podiam se colocar sob um jugo comum com os incrédulos.




4. Por que os samaritanos procuraram se associar aos judeus?
R. Para poderem desfrutar do mesmo prestígio que os judeus desfrutaram no que tange ao verdadeiro culto a Deus.




5. Por que o povo de Deus não deve se misturar com os incrédulos?
R. Para que não percamos nossa condição como povo de Deus.



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 Bíblia sagrada online
Credito, Lições Bíblicas Cpad
Jovens e Adultos
3º Trimestre de 2020
Título: Os princípios divinos em tempos de crise — A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias
Comentarista: Eurico Bergstén



Jovens e Adultos: Edição Especial - 3° Trimestre de 2020: Cpad - Tema: Os princípios divinos em tempos de crise - A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias



Adultos - 2° Trimestre de 2020: Cpad - Tema: A igreja eleita – Redimida pelo sangue de Cristo e selada com o Espírito Santo da promessa.



Adultos - 1° Trimestre de 2020: Cpad - Tema: A Raça Humana: Origem, Doutrina e Redenção...



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6 de agosto de 2020

Lição 06: Jonas, o Missionário Descontente - Central Gospel

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TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Jonas 1.1-4,15,17
1 - E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Acoitai, dizendo:

2 - Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.

3 - E Jonas se levantou para fugir de diante da face do SENHOR para Társis; e, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Ursis, de diante da face do SENHOR

4 - Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava para quebrar-se.

15 - E levantaram Jonas e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria. 17 - Deparou, pois, o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Donas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe.




Jonas 2.7,10
7 - Quando desfalecia em mim a minha alma, eu me lembrei do SE-NHOR; e entrou a ti a minha oração, no templo da tua santidade.

10 - Falou, pois, o SENHOR ao peixe, e ele vomitou a Jonas na terra.

Jonas 3.1,2,4,5
1- E veio a palavra do SENHOR segunda vez a Jonas, dizendo:

2 - Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a pregação que eu te disse.

4 - E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e prega-va, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida.

5 - E os homens de Nínive creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até ao menor.

Bíblia online
Bíblia sagrada online

Mensageiros de Deus em tempos de crise e de restauração.


TEXTO ÁUREO
E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria
e não o fez. Jonas 3.10.




SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira - Salmo 139.1-10
Para onde fugirei da tua face?

3ª feira - Jonas 1.14-2.2
Do ventre do inferno gritei

4ª feira - Jonas 3.1-4
Vai à grande cidade de Nínive

5ª feira Jonas 3.5-10
E os homens de Nínive creram em Deus

6ª feira - Jonas 4.1-8
Melhor me é morrer do que viver

Sábado - Jonas 4.9-11
Não hei de Eu ter compaixão de Nínive?



OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:
• Compreender que ninguém deve fugir de uma incumbên-cia divina;
• Saber que os resultados do trabalho que desenvolvemos podem ser diferentes daqueles que imaginamos;
• Entender que precisamos ver os seres humanos com os olhos de Deus, ou seja, com amor e misericórdia.



ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor, De um modo geral, Jonas é um dos poucos livros, dentre os Profetas Menores, conhecidos dos leitores das Escrituras. Exceto por alguns detalhes importantes que geralmente não são observados, este livro apresenta uma história tão familiar que até mesmo as crianças podem repeti-la com facilidade.

Os detalhes não observados merecem uma atenção especial para que o relato não sofra distorção, tais como o local onde Jonas foi vomitado pelo peixe; se o peixe era ou não uma baleia; a sequência do ministério de Jonas entre ser despejado pelo peixe e ter entrado na cidade de Nínive, etc.

Há quem diga que o relato de Jonas em Nínive é fictício. Outros dizem que é uma alegoria ou uma parábola para ensinar que o Deus de Israel é também o Deus de outras nações; entretanto, se no Novo Testamento temos um testemunho vivo do próprio Senhor Jesus acerca do livro, por que duvidar da sua veracidade histórica (Lc 11.30,32; Mt 12.40)?

Ao final da aula, incentive os alunos a fazerem a leitura do Livro de Miqueias para uma melhor compreensão do tema da próxima lição.
Que o Senhor o abençoe.
Boa aula!




Palavra introdutória
O que sabemos a respeito de Jonas é que ele era filho do profeta Amitai, da cidade de Gate-Hefer (2 Rs 14.25) —uma pequena aldeia de Zebulom (Js 19.13-16), que ficava a Noroeste de Nazaré. Seu nome significa pomba — o que não necessariamente traduz os traços mais conhecidos de sua personalidade.

Jonas exerceu um importante trabalho nos dias de Jeroboão II, pois foi por seu intermédio que esse rei de Israel conseguiu recuperar territórios anteriormente perdidos para os sírios (2 Rs 10.32,33; 14.25). Considerando que ele foi contemporâneo de Jeroboão II (793-753 a.C.), sua visita à Nínive teria ocorrido ao final de seu longo ministério em Israel, aproximadamente em 765 a.C. Naquela ocasião, o profeta teria escrito o seu livro, relatando a sua profecia aos ninivitas.




1.A ORDEM DE DEUS E A DESOBEDIÊNCIA DE JONAS

O Livro de Jonas desafia o povo de Deus a não se erguer contra quem quer que seja. 
O Senhor, o grande Rei, é livre para abençoar, conceder Sua graça e ser paciente com todas as nações da terra.

A visão que o profeta tinha a respeito do Altíssimo era limitada, pois ele acreditava que o Criador de todas as coisas era compassivo somente com os eleitos de Israel. Ele cria no fato de que, uma vez que o Eterno havia escolhido Israel dentre as nações ímpias, Ele tinha de ter piedade de Israel, ainda que o povo fosse rebelde. Jonas não conseguiu perceber que o Senhor podia ser igualmente tolerante com outras nações, assim como o foi com Israel (RA-DMACHER; ALLEN; HOUSE, Central Gospel, 2010a, p.1344).




1.1. Nínive

Nínive é a transliteração para o hebraico do vocábulo assírio Ninus — esse era um dos nomes da deusa Istar. O termo hebraico nun significa peixe, o que pode indicar alguma relação com o deus Dagon, cujo corpo era composto, metade, por um homem e, a outra metade, por um peixe. Dagon era, provavelmente, a divindade adorada pelos ninivitas quando Jonas ali esteve.

Jonas recebeu o chamado do Altíssimo para pregar contra a maldade de Nínive, mas, desgostoso com a incumbência que recebera, resolveu fugir (Jn 1.2,3). A primeira lição que depreendemos dessa tentativa de fuga é que, quando Deus nos chama para fazer algo, não temos outra opção a não ser obedecê-lo, a menos que estejamos dispostos a colher as duras consequências desse ato.

A cidade de Nínive foi fundada por Ninrode (Gn 10.8-11) e, posteriormente, tornou-se a capital do Império Assírio — o qual, depois da visita de Jonas, levantou-se como um governo mundial, que dominou Samaria (2 Rs 17). Os moradores daquela cidade eram cruéis. Em suas batalhas, traziam as cabeças dos inimigos e amontoavam-nas na presença de todos, a fim de vangloriarem-se de sua força.

Escavações arqueológicas iniciadas no século 19 têm revelado diversas divindades adoradas pelos assírios. Foram encontrados centenas de tabletes de argila com histórias de deuses, tais como Assur (o principal deus assírio), Anu, Bel, Ea, Sim (a deusa da lua) e Istar (a rainha das estrelas).

Em razão de a cidade ter sofrido alguns cataclismos, como um eclipse total do sol em 15 de junho de 763 a.C., os ninivitas estavam, provavelmente, mais propensos a receber uma mensagem que os fizesse refletir sobre suas atitudes.




1.2. A fuga de Jonas

Tarsis não deve ser confundida com Tarso, cidade natal do apóstolo Paulo.

O profeta deveria seguir para Leste, mas embarcou em um navio com destino a Tarsis (antiga Tartessus), cidade lo-calizada ao Sul da Espanha, que ficava a Oeste (Jn 1.3).

O profeta não tentava fugir apenas da incumbência de levar a mensagem de Deus aos ninivitas, mas fugir de diante da face do Senhor (Jn 1.3), como se isso fosse possível (S1139.7-12).




1.3. A correção da rota
Para deter Jonas, o Senhor mandou ao mar um grande vento (In 1.4). Embora acostumados à vida marítima, a tripulação sabia que aquele vento era incomum. No navio, os marinheiros clamavam cada um ao seu deus, e lançavam no mar as fazendas que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso Uri 1.5). Em momentos de grande aflição o ser humano recorre à fé, até mesmo aqueles que não a praticam cotidianamente.

Jonas dormia no porão até ser confrontado pelo capitão On 1.5,6.). Foram lançadas sortes para descobrir a causa da tempestade, e essa caiu sobre o profeta. Diante disso, ele confessou o seu erro. Depois de dizer quem era e o que fazia ali, ele pediu para ser lançado às águas; assim o fizeram, e cessou o mar da sua fúria Un 1.7-15). Em seguida, um grande peixe o tragou, e ele permaneceu no ventre do peixe por três dias e três noites (In 1.17). Com este episódio da vida de Jonas compreendemos que, às vezes, a disciplina traz consigo as tão procuradas respostas.




1.4. No ventre do peixe
O preço da desobediência, por vezes, é muito alto. Jonas foi lançado ao encapelado mar e engolido por um grande peixe, permanecendo ali por três longos dias. Mas Deus não havia desistido de Seu profeta nem da missão que lhe destinara.

Alguns aspectos são levantados por alguns críticos a respeito deste episódio, a saber: o pequeno diâmetro da garganta dos animais marinhos — o que, tecnicamente, impediria o acesso do profeta ao interior do peixe —; e a impossibilidade de o profeta sobreviver em seu ventre.

No entanto, precisamos lembrar-nos de que um milagre só pode ser considerado como tal se for realizado fora dos padrões da normalidade. Se for difícil crer no relato de Jonas, também será fácil descrer de qualquer outro prodígio descrito na Bíblia, como por exemplo: a travessia do mar Vermelho (Èx 14.5-31); os três jovens que sobreviveram à fornalha de fogo na Babilônia (Dn 3.19-26); o machado que flutuou (2 Rs 6.6); a trasladação de Elias para o céu em um carro de fogo (2 Rs 2.11); o fato de Jesus ter andando sobre as águas (Mt 14.25-27), dentre outros.




1.5. O reencontro com o Eterno
No ventre do grande peixe, enquanto gritava do ventre do inferno (In 2.2), sua espiritualidade aflorou. Jonas orou e lembrou-se do Senhor. O Altíssimo, então, deu ordem ao peixe, e ele o vomitou na terra (In 2.10).



2. A MENSAGEM DE JONAS
É preciso observar, no relato bíblico, que há um espaço de tempo entre o primeiro e o segundo chamado do Altíssimo ao Seu profeta para pregar em Nínive: E veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta--te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a pregação que eu te disse. (Jn 3.1,2).


2.1. A posição geográfica de Nínive

A leitura desatenta do Livro de Jonas e a repetição do que o senso comum diz a respeito da chegada do profeta a Nínive tem promovido a propagação de uma interpretação equivocada desse episódio: o grande peixe não vomitou Jonas em Nínive — uma cidade situada a Leste do rio 'Tigre na Mesopotâmia, ou seja, a centenas de quilômetros do mar —, mas em uma encosta marítima ou em uma praia. Basta observar o início do capítulo 3 do referido livro para entender que Jonas recebeu um segundo chamado — não se sabe se logo ou algum tempo depois do primeiro. Entretanto, dessa vez, o profeta não fugiu, ele foi para Nínive (Jn 3.1,2).

Toda e qualquer tentativa de fugir do Eterno é vã. No auge do sofrimento tudo o que nos resta é buscar ardorosamente Sua face. Do ventre do peixe, no fundo do mar, o profeta lembrou-se do Altíssimo, e a sua alma compreendeu, em plenitude, que a santidade do Senhor não pode ser afrontada (Jn 2.7).

O salmo de livramento de Jonas (n 2), como é comumente conhecido, apresenta quatro partes:
(1) uma declaração introdutória acerca do livramento do Senhor (v. 2); 
(2) um relato sobre sua aflição (vs. 2.3-6);
(3) uma descrição de seu clamor por ajuda (v. 7); e
(4) um voto de louvor (v. 8,9)
(RADMACHER; ALLEN; HOUSE, Central Gospel, 2010a, p.1349).
FONTE: RADMACHER; ALLEN; HOUSE, Central Gospel, 2010a, p.1346




2.2. A grande cidade

A grande cidade, expressão encontrada no Livro de Jonas (Jn 3.3; 4.11), não era apenas a capital do Império Assírio, mas também um símbolo de força e poder. Os ninivitas eram odiados por todos os povos devido às suas conquistas cruéis.

Nínive constituía-se de um enorme pátio quadrangular urbano de aproximadamente 95km; as muralhas que circundavam a cidade possuíam 30m de altura, e a sua largura permitia que três carruagens corressem lado a lado, cerca de 15m. Seus quinze portões eram guardados por imensos touros. Havia nela 50 torres de 60m de altura, distribuídas na extensão dos muros. Sua população era de, aproximadamente, 120 mil homens (Jn 4.11). Jonas levou três dias para percorrer a cidade (Jn 3.3).

Nínive competia com a Babilónia nos quesitos beleza e esplendor, com palácios reais, templos, mas largas, jardins públicos e uma biblioteca impressionante, contendo mais de 26 mil tábuas de barro — uma das maiores do mundo antigo. Foi destruída em 612 a.C. por um cerco feito por babilônios, citas e medos, os quais penetraram suas defesas quando súbitas inundações destruíram os muros (compare Na 2.6-8) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, Central Gospel, 2010a, p.1346).




2.3. O teor e o resultado da mensagem
O profeta não entregou aos ninivitas uma mensagem branda, não citou a misericórdia de Deus, não falou em arrependimento, nem em perdão, apenas anunciou que a cidade seria destruída em 40 dias (Jn 3.4). Jonas não instruiu o povo contra a idolatria nem contra a maldade — práticas comuns entre os assírios —; nada disso fez parte do seu discurso.

De forma geral, qualquer pregador que se utilize desta tática para anunciar uma mensagem está fadado ao insucesso. Contudo, sabemos que Deus tem uma maneira própria de atrair as pessoas para si e de dispor os eventos, a fim de que elas se voltem para Ele com maior facilidade (Jr 17.10).

Muitos fatores podem explicar a repentina mudança de atitude dos ninivitas: pressões financeiras; turbulência política; desastres naturais; doenças, dentre outros — todos esses elementos, muitas vezes, levam os indivíduos a examinarem seu relacionamento com o Todo-poderoso.

O arrependimento de Nínive serve de exemplo para os cristãos hoje. Como lonas, recebemos o chamado para levar o Evangelho de arrependimento e salvação às nações (Mc 16.15,16). Ao fazermos isso, seria bom considerarmos uma estratégia de evangelismo dirigido. Parece que os esforços têm chances de ser mais eficazes em áreas onde o caos político e os desastres naturais geraram instabilidade e maior abertura à mensagem da graça. Se Deus já estava preparando os corações, é possível esperarmos resultados melhores sob essas circunstâncias
(RADMACHER; ALLEN; HOUSE, Central Gospel, 2010, p.1351).

Fato é que a população temeu. O rei determinou um jejum coletivo; exigiu uma atitude de consternação e obrigou a todos a cobrirem-se de pano de saco e a sentarem-se sobre as cinzas (Jn 3.5-9).

Jesus reconheceu o arrependimento dos ninivitas, a ponto de dizer que eles ressurgirão no Juízo porque deram ouvidos à pregação de Jonas, voltando-se para o Altíssimo. Os ninivitas representam os gentios que receberam a fé por intermédio da palavra de Deus (Mt 12.41,42).




3. O DESCONTENTAMENTO DE JONAS
Jonas contava com o cumprimento de seu vaticínio; afinal, se este não se cumprisse, ele poderia ser considerado um falso profeta — mesmo porque ele revelou o prazo em que o castigo divino se manifestaria: 40 dias (Jn 3.3). Entretanto, ele não contava com a possibilidade de arrependimento do povo. Sua expectativa foi frustrada porque, quando há verdadeiro arrependimento, Deus muda de planos (SI 36.6,7).

Se, na primeira vez em que Deus chamou Jonas, somos levados a crer que ele fugiu de sua incumbência devido ao preconceito judaico contra um povo pagão; na segunda vez, fica claro que o motivo era outro. Ao que parece, ele estava mais preocupado com a sua reputação de profeta do que com as vidas humanas que, em Nínive, seriam destruídas. Seu ressentimento foi tanto que ele preferiu a morte Un 4.2,3).




3.1. O desconsolo do profeta
O missionário Jonas alojou-se em urna cabana mal construída, a Leste da cidade. Naquele lugar, o profeta alimentou uma centelha de esperança de ver o juízo de Deus recair sobre Nínive. Nesse ínterim, distraiu-se com uma planta que cresceu sobre a sua palhoça, o que o encheu de alegria Un 4.5,6). No entanto, a planta foi picada por um parasita e morreu. Mas, parece que o profeta ficou desolado não apenas pela morte do vegetal em si, mas porque, a partir de então, a sombra lhe faltaria (Jn 4.6). Contudo, a preservação da natureza é muito importante, visto que também foi criada por Deus e é essencial para a vida humana (Cl 1.16,17).

Na versão ARC, afirma-se que a planta [qiyqayown, nas versões ARA e NVI que cresceu sobre Jonas seria uma aboboreira (Jn 4.6). Entretanto, também poderia ter sido um mamoneiro ou uma cabaceira — vegetal da família das Cucurbitáceas (Lagenaria vulgaris), cujo fruto é a cabaça. Muito provavelmente, tratava-se de uma espécie que crescia rapidamente (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, Central Gospel, 2010a, p.1351).




3.2. A remoção do castigo

Então, o Senhor arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo (Ex 32.14). Essa expressão, muito comum nas páginas sagradas, significa mudança no plano divino.

Devido ao arrependimento do povo, Deus removeu o castigo que enviaria sobre a cidade ()n 3.10). O jejum e a vestimenta refletiam o quebrantamento de coração de todos e, assim, a sentença foi retirada (Jr 18.7,8).



CONCLUSÃO
Deus não predestina ninguém, antes age em comum acordo com a vontade humana, oferecendo uma oportunidade de salvação a todos, cabendo ao homem decidir: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me (Mt 16.24). O Senhor não é fatalista, nem viola a lei da consciência.

A história de Jonas revela o coração amoroso de Deus até mesmo para com aqueles que estão distantes dele e que, em sua ignorância, fazem coisas que lhe ofendem. Fazer a obra do Senhor é o dever de todos nós. Quanto aos resultados, nem sempre serão os que esperamos. Consola-nos, entretanto, sa-ber que a Sua misericórdia triunfa sobre o juízo (Tg 2.13).

ATIVIDADES PARA FIXAÇÃO
1. Nínive era a capital de qual nação?
R: Assíria.




2. Por que podemos afirmar que Jonas não foi vomitado pelo peixe em Nínive?
R: Porque Nínive ficava muito distante do mar.




3. Qual foi o último desalento do profeta Jonas?
R: A morte de uma planta que lhe cresceu sobre a cabeça.



ESBOÇO
I. O profeta foge da vontade de Deus (1:1-17)
A. Deus comissiona Jonas (1:1-2)
B. Jonas foge de Deus (1:3)
C. Deus vai atrás de Jonas (1:4-16) D. Deus preserva Jonas (1:17)


II. O profeta se sujeita à vontade de Deus (2:1-10)
A. O desamparo de Jonas (2:1-3) B. A oração de Jonas (2:4-7)
C. O arrependimento de Jonas (2:8-9)
D. O livramento de Jonas (2:10) I


IIl. O profeta cumpre a vontade de Deus (3:1-10)
A. Deus renova a comissão (3:1-2)
B. Jonas obedece (3:3-4)
C. A cidade se arrepende (3:5-9)
D. O Senhor tem compaixão (3:10)


IV. O profeta questiona a vontade de Deus (4:1-11)
A. O desprazer de Jonas (4:1-5)
B. Jonas é repreendido (4:6-11)

O livro de Jonas tem algumas características peculiares:

Em primeiro lugar, ele é mais um relato histórico do que uma profecia. O livro é mais uma narrativa da experiência do profeta Jonas do que oráculos divinos pregados pelo profeta Jonas. Os demais profetas falam da parte de Deus ao povo em vez de contarem sua própria experiência. Desmond Alexander desta este fato nos seguintes termos:

Há muito se observa que o livro de Jonas é notadamente diverso das outras obras que compõem os profetas menores. Enquanto elas se concentram basicamente nos dizeres dos profetas, o livro de Jonas trata dos acontecimentos em torno da missão do profeta e contém apenas um brevíssimo registro de seus pronunciamentos.17

Em segundo lugar, ele é o único profeta especificamente comissionado a pregar aos gentios. Esse é o grande livro missionário do Antigo Testamento, diz Charles Feinberg.18 Jonas, um nacionalista zeloso é chamado por Deus e enviado a Nínive, uma grande cidade para proclamar contra ela. Nínive, mencionada pela primeira vez em Gênesis 10.11 era a antiga capital do Império Assírio. Situava-se na margem oriental do rio Tigre. Senaqueribe fê-la a capital da Assíria e os Medos e Persas a destruíram em 612 a.C. Nínive era a maior cidade do mundo daquele tempo (3.2,3; 4.11).19 Os pecados dos pagãos sobem até o céu e ofendem a Deus. Mas, o amor de Deus pelos pagãos desce até a terra e Deus envia a eles um mensageiro para anunciar-lhes sua Palavra. Jerónimo Pott diz que o propósito do livro de Jonas é ensinar que a providência e o cuidado de Deus não se limitam a Israel, mas se estendem também aos gentios.20

Em terceiro lugar, o livro de Jonas termina com uma pergunta retórica. Somente Jonas e Naum terminam suas profecias com uma pergunta retórica de Deus e curiosamente ambos os profetas profetizaram a Nínive, capital da Assíria. A pergunta registrada em Jonas revela a misericórdia de Deus e a pergunta registrada em Naum revela a sua justiça.

Em quarto lugar, o livro de Jonas descreve o maior protótipo da morte e ressurreição de Cristo no Antigo Testamento. A experiência vivida por Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe foi um sinal da morte e ressurreição de Cristo (Mt 12.38-40). Assim como a experiência de Jonas abriu-lhe a porta para anunciar aos pagãos a Palavra de Deus, a morte e a ressurreição de Cristo é o alicerce da nossa redenção. O livro de Jonas oferece-nos um protótipo das duas mais importantes doutrinas do Cristianismo: a morte e a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.

APROFUNDAMENTO
1. Por que Jonas não queria ir a Nínive?
2. Descreva os altos e baixos da postura de Jonas ao longo do livro.
3. Por que Deus resgata Jonas apesar de sua desobediência?
4. Que visões a respeito do amor de Deus o livro de Jonas nos oferece?
5. Em que aspectos específicos você se identifica com Jonas?
O que você gostaria de evitar das experiências dele?
Manual bíblico MacArthur:

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Jovens e Adultos: Lições da Palavra de Deus - nº 63 - 3º Trimestre de 2020 - Mensageiros de Deus em tempos de crise e de restauração - Profetas menores: Central Gospel

Lição 06: Os flagelos das sete trombetas: Betel conectar

  
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Textos de Referência.
Apocalipse 8.1-6

1 E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.

2 E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.

3 E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono.

4 E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus.

5 E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos.

6 E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las.

Bíblia online
Bíblia sagrada online




Versículo do dia
E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. Apocalipse 8.2



Verdade aplicada
O soar das trombetas do Apocalipse constituem-se na segunda série do julgamento Divino, que abrangerá eventos que se estenderão até a volta de Cristo.



👉 Objetivos da Lição
- Saber que as trombetas fazem parte do juízo de Deus;
- Conscientizar que as pragas de Deus virão sobre a terra;
- Mostrar a destruição em particular de cada trombeta.



Introdução
Na Grande Tribulação, Deus mandará diversas pragas como punição para os que habitam na Terra. Nesta lição estudaremos sobre as trombetas do Apocalipse que surgem em um momento para trazer destruição, caos e tormento para a humanidade. Para fins didáticos, dividiremos o tema das trombetas em dois tópicos.



Ponto chave
Os flagelos de Deus vindos através das trombetas atingirão as pessoas em todos os sentidos.



1. AS PRAGAS SOBRE O MUNDO
As pragas de Deus através das trombetas principiam-se com a abertura do sétimo selo, evento este marcado por algo inusitado; um silêncio no céu por cerca de meia hora. O silêncio já revela que o que está por vir sobre o mundo será terrível. As quatro primeiras trombetas têm como objetivo atingir o mundo em geral.



1.1. Pragas sobre a terra e seus luminares
Conforme o registro em Apocalipse 8.7, quando o anjo tocar a primeira trombeta, a terra será atacada pela saraiva e pelo fogo misturado com sangue; ocasionando a destruição da terça parte da flora. Com as matas destruídas a vida na terra começa a ficar difícil de se viver, o termo sugere uma devastação pelo fogo.
Na quarta trombeta, novamente a praga é limitada à terça parte, porém, desta vez, recai sobre os luminares, a saber: o sol, a lua e as estrelas. Todos estes astros feitos para luminar perderão o seu fulgor, deixando os homens vivendo numa espécie de penumbra.




1.2. A praga sobre rios e mares
Ao tocar a segunda trombeta, algo como um meteoro em chamas cairá no mar; poluindo a tal ponto de matar a terça parte da vida marinha. O texto sagrado esclarece que "um grande monte ardendo em fogo", caiu no mar. Podemos até mesmo pensar em um grande vulcão, cujas cinzas poluem o mar. O desastre será de tamanha proporção que os navios e submarinos mais modernos que existirem, serão reduzidos a nada.
Na terceira trombeta, a terça parte das águas dos rios são envenenadas, tornando-se amargas; impróprias para o uso (Ap 8.11), e muitos homens morrerão em virtude das águas se tornarem amargas.
Deus atingirá "em cheio" uma das necessidades básicas para a vida humana: a água.




Refletindo
Somente através da conversão ao Evangelho será possível escapar desse que será um período nunca visto no planeta. Orivaldo Prattis



2. O JUÍZO DE DEUS SOBRE OS PECADORES
As três últimas trombetas anunciarão o furor de Deus sobre os homens que forem blasfemos e desobedientes ao Evangelho de Cristo. Em Apocalipse 8.13 um anjo chega até exclamar, dizendo: " Ai!, ai!, dos que habitam sobre a terra, por causa das outras vozes das trombetas, dos três anjos que hão de ainda tocar".


2.1. O tormento da quinta trombeta
Ao ser executada a quinta trombeta, uma grande quantidade de gafanhotos diabólicos que sobem do poço do abismo vieram, tendo como objetivo atormentar a vida dos homens durante cinco meses, conforme registrado em Apocalipse 9.5.
Durante este tempo determinado por Deus, os homens sofrerão dores angustiantes, as quais farão com que desejem morrer, mas a morte fugirá dos homens.
O texto de Apocalipse 9.7-10 nos fornece um retrato falado destes gafanhotos do inferno que era uma mistura de partes de homem, mulher, cavalo e escorpiões. O rei destes gafanhotos é descrito no texto como "Apolion", que significa "destruidor".
Concluímos que o grande objetivo destas torturas que atingirão os homens é a desestabilização psicológica, física e espiritual dos homens ímpios.

Neste momento de dor e angústia, Deus dará a vitória definitiva ao seu povo, Israel




2.2. A sexta trombeta solta os anjos que estavam presos
O toque da sexta trombeta coloca em liberdade quatro anjos que estavam presos junto ao rio Eufrates. O próprio texto nos diz que "anjos que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, com o objetivo de matarem a terça parte dos homens", Ap 9.14.
O número dos seres infernais totalizará 200 milhões, que dizimará a terça parte dos habitantes da terra. Um terço é muita gente, mas não é maioria; sua missão não era exterminar a raça humana, mas sim, advertir os homens do terrível julgamento que sofrerão aqueles que rejeitaram a Deus.
Mesmo siante de uma praga tão terrível, cataclismas e castigos divinos, muitos homens não se arrependerão de suas más obras, nem de suas prostituições, feitiçarias e homicídios.
Vale ressaltar que, quando o anjo toca a sétima trombeta, o terceiro "ai", não sobreveio imediatamente, pois assim como o sétimo selo revela as sete trombetas; aqui também abre-se uma série de novas pragas descritas em Apocalipse 16.1-21.




3. A DESTRUIÇÃO DAS SETE TROMBETAS
Como percebemos durante o envio das pragas, ao soar das trombetas, o padrão de destruição foi a terça parte de tudo, a saber: da fauna, da flora, da vida marítima, a fonte das águas dos rios, dos homens e dos astros luminosos. Pela abrangência da destruição, podemos elencar como este momento será conhecido.



3.1. Tempo da Ira de Deus
Com o soar das trombetas, os homens literalmente serão alvo da ira de Deus, e tentarão fugir da presença espantosa de Deus, mas não conseguirão; o texto fala que os homens se esconderão na rochas, tentando fugir da presença do Justo Juiz de toda a terra.



3.2. Tempo de angústia
O texto bíblico deixa claro que um momento como este nunca houve na História. O desespero, o medo e a assolação farão parte da vida das pessoas neste tempo. Para a nação de Israel, será momento de grande angústia (Jr 30.7), mas também um dos momentos em que eles se arrependerão por não terem aceito o Messias enviado.
Neste momento de dor e angústia, Deus dará vitória definitiva ao seu povo, Israel. O profeta Joel chega a dizer que o dia do Senhor está próximo e virá como uma assolação do Todo-Poderoso (Jl 1.15).




Conclusão
As trombetas são expressões da ira de Deus contra uma civilização que optou por ser leal ao anticristo, em vez de prestar reverência e obediência ao Deus verdadeiro.



Eu aprendi que:
As sete trombetas fazem parte dos julgamentos que Deus enviará a Terra sobre a humanidade que O desprezou.





Jovens: Betel Conectar, 3º Trimestre de 2020 | Fim dos tempos: o arrebatamento e o juízo de Deus?




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