16 de setembro de 2022

Plano de Aula Bíblica Jovens/ Conectar+ Betel – Lição 12: O Fruto do Espírito Santo

✋ A paz do Senhor Jesus Cristo a todos que amam a palavra de Deus, sejam muito bem vindos.
Mestre, Obreiro ou Professor(a) da Escola Bíblica Dominical,
Esses materiais vão te auxiliar no preparo da aula.
Antes de dar esta aula pesquise os pontos abordados em seu Plano de Aula. Entenda a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos. O conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. procure ser criativo na exposição do assunto.
Que esta aula seja portadora de grandes bençãos para vida de seus alunos(as).
A AULA VAI COMEÇAR
👉 Vejam estas sugestões abaixo:
PLANO DE AULA
ANTES DA AULA
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Fruto do Espírito e dons espirituais não deveriam ser exclusivistas, mas duas realidades complementares que revelam todo o conselho de Deus. Quem é cheio do Espírito deve desejar o Fruto do Espírito na mesma intensidade que deseja os dons espirituais. Se os dons são sinais poderosos para a evangelização e edificação da igreja, o fruto do Espírito é o testemunho poderoso de uma natureza purificada em meio à geração corrompida.

Ora, no meio das trevas quem é luz é como quem segura uma tocha iluminada a meia-noite. Assim, o fruto do Espírito é o testemunho do “eu crucificado” com Cristo. Esse “eu” não é mais regido pelos instintos primitivos e animalescos da Carne, mas pela direção harmoniosa, calma e serena do Espírito Santo. 


 Momento do louvor
Cante: 
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Crédito endereço na descrição dos vídeos:
GLORIOSA PAZ-178 HARPA CRISTÃ Carlos Jose


Harpa Cristã: 315


Harpa Cristã: 541

•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.· 
Ore com sua turma por sua aula. 
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.
A paz do Senhor.
Vejam estas sugestões:
Iniciem a aula perguntando:
O que é mais importante? Ser batizado no Espírito Santo ou viver o fruto do Espírito? Após ouvir as respostas, de acordo com as Escrituras, diga que essa pergunta não faz sentido algum para o crente. Em nenhum lugar da Bíblia se ensina essa “escolha”, pois tanto um quanto o outro são igualmente importantes na vida do crente e da igreja. Tanto o Batismo no Espírito Santo, e a realidade dos dons espirituais, quanto o fruto do Espírito são realidade de uma única fonte: o Espírito Santo. Ao expor o conteúdo desse primeiro tópico, deixe claro que para vencer a Carne é preciso “andar no Espírito”; e só “anda no Espírito” quem manifesta o fruto do Espírito. Logo, só há um jeito de crucificar a carne: o fruto do Espírito.
Em seguida utilize a: 
Dinâmica: O Fruto Desejado
Objetivos:
Estudar sobre o Fruto do Espírito.
Destacar a importância da manifestação das 09 virtudes do Fruto do Espírito na vida cristã.
Material:
01 laranja sem casca(deixem apenas 09 gomos)
Nomes das 09 virtudes digitadas
01 quadro ou cartolina
01 rolo de fita adesiva

Procedimento:
– Apresentem a laranja e falem: o Fruto do Espírito pode ser comparado a esta tangerina, para efeito didático. Vejamos a razão: é um todo composto por 09 partes, como uma laranja e seus gomos. Cada parte, uma virtude.

– Falem, também: Agora vamos conhecer o nome de cada virtude. À medida que um aluno estiver lendo, de forma pausada, Gálatas 5. 22 e 23, coloquem os nomes digitados no quadro ou cartolina, formando um círculo.

– Afirmem: Estudar sobre o propósito do fruto do Espírito é o tema da nossa aula.

– Então, comecem o estudo do tema, enfatizando a importância da manifestação das 09 virtudes do Fruto do Espírito na vida cristã.
👉 Apresentem o título da lição:
O Fruto do Espírito Santo


TEXTO DE REFERÊNCIA:
Galatas 5.22-24
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

23 Contra estas coisas não há lei.

24 E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.


LEITURA SEMANAL
Seg Lc 6.44 
A árvore é reconhecida pelos seus frutos.

Ter Ef 5.8 
O fruto do Espírito é bondade justiça e verdade.

Qua Jo 15.16 
Fomos nomeados para dar fruto.

Qui 1Jo 15.5 
Ligados em Cristo, damos fruto.

Sex Jo 15.8 
O Pai é glorificado quando damos frutos.

Sab Mt 3.8 
Que os nossos frutos demonstrem arrependimento.


VERSICULO DO DIA
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a
vosso Pai, que está nos céus." Mt 5.16


Bíblia online
Bíblia sagrada online



VERDADE APLICADA
Uma das evidências de que estamos vivendo uma vida dirigida pelo Espírito Santo é a presença do Fruto do Espírito.


OBJETIVOS DA LIÇÃO
-  Perceber a importância do relacionamento com Deus
-  Compreender que precisamos nos relacionar com o próximo;
-  Ser capaz de dominar o próprio espírito.


INTRODUÇÃO
Jesus chegou a dizer que, através dos frutos, é que se conhece a árvore. A nossa vida de intimidade com o Espírito Santo reverbera em fruto, fruto este que molda o nosso caráter e irradia a glória de Deus no mundo.


PONTO CHAVE
O fruto produzido pelos cristãos demonstra o seu grau de intimidade e comprometimento com o Espírito Santo.


1 - RELACIONANDO-SE COM DEUS
O cristão precisa desenvolver sua vida com o Espírito Santo. Este exercício precisa ser diário, cultivando uma vida de oração, jejum e de leitura das Escrituras. Somente assim é que seremos capazes de frutificar, como nos recomenda a Palavra (Jo 15.16).


1.1. Tendo o sentimento de Cristo
O Apóstolo Paulo recomendou aos irmãos primitivos a ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus (Fp 2.5). Este objetivo será alcançado se deixarmos o Espírito Santo dirigir a nossa vida, principalmente nossas emoções e sentimentos. Na lista do Fruto do Espírito, descrita por Paulo, percebemos que o gozo, a paz e a fé são desenvolvidos quando nos enchemos de Deus. O gozo e a paz se caracterizam por uma vida rejubilante mesmo diante das tribulações e adversidades da vida. O texto Sagrado mostra essa alegria na vida de Paulo, pois, quando estava preso, juntamente com Silas, estava cantando e orando (At 16.25).


1.2. Vivendo a completa alegria
Quando o Apóstolo Paulo fala do gozo como fruto do Espírito, está se referindo à uma alegria acima das circunstâncias. O termo grego aqui é "chara" (alegria, satisfação), que é oriundo do termo "chairo, e, segundo Strong, pode ser traduzido como ficar extremamente contente. Quando vivemos uma vida cheia do Espírito, desfrutamos de uma alegria sobrenatural. Tiago chega a dizer aos irmãos que era para que eles tivessem grande alegria diante das provações, sabendo que ela produz a paciência em nós (Tg 1.2). Paulo se alegrava nas tribulações da vida e cantava nos momentos mais adversos, pois sua comunhão com o Espírito Santo trazia gozo em sua alma.


REFLETINDO
O amor cristão é um exercício da personalidade total; é um estado não somente de coração, mas também da mente; faz parte dos sentimentos, emoções e da vontade" Willlam Barclay.


2 - RELACIONANDO-SE COM O PRÓXIMO
Jesus abordou a necessidade de amar o próximo, como amamos a nós mesmos (Mt 22.37). Viver em sociedade e nos relacionar de maneira interpessoal não é fácil, mas, quando deixamos Deus dominar a nossa vida, somos desafiados a avançar; ultrapassando obstáculos todos os dias.


2.1. Exalando o amor de Cristo
Umas das marcas dos discípulos de Jesus é o amor, e este também é um Fruto do Espírito, conforme Gálatas 5.22. Em vários textos da Bíblia, encontramos exortações; evidenciando que o amor deve ser exercitado com o próximo (Jo 15.17; 1Jo 3.11; 1Pe 4.8). Fomos alcançados com o amor sacrificial, e com este amor recebido de Deus temos que impactar a vida das pessoas. O mundo conhecerá que somos discípulos de Jesus se estivermos exercitando o amor (Jo 13.35). Como discípulos de Jesus, necessitamos amar as pessoas independente de sua classe social, opção religiosa e etc. Se pregamos sobre o amor, faz-se necessário vivê-lo.


2.2. A benignidade revelada no perdão
Talvez, um dos maiores desafios dentro da vida cristã seja a questão do perdão, pois implica em renunciar o nosso "EU" e deixar que o amor de Deus cause efeito em nossa vida. Perdoar é muito mais que uma atitude, é exercitar a benignidade de Deus, levando-nos a agir como Jesus agiria. Jesus, no auge de Seu sofrimento na Cruz do Calvário, demonstrou a benignidade aos Seus algozes (Lc 23.34); Estevão, discípulo de Jesus, no momento do último suspiro, orou; pedindo a Deus que perdoasse os que o apedrejavam. Sabemos que só são capazes de exercitar o perdão aqueles que vivem sobre o domínio do Espírito Santo.


3 - RELACIONANDO-SE CONSIGO MESMO
Não é tarefa fácil conectar-se com o nosso próprio "EU", mas há fruto gerado pelo Espírito Santo em nossa vida que diz respeito a maneira como lidamos com nossos impulsos. E imprescindível que sejamos transformados pelo Espírito Santo, que nos molda conforme a luz da Palavra de Deus.


3.1. Sendo longânimo
O termo longânimo vem do grego "makrothumia" (makros - grande ou longo) + (thumia -ânimo ou ira), que pode ser definida por paciência. Tal palavra expressa uma atitude de nunca perder a paciência. Este fruto precisa ser muito exercitado, pois vivemos numa época marcada pelo imediatismo. Atualmente, encontramos pessoas estressadas e desenvolvendo inúmeras doenças psicossomáticas, justamente por não saberem esperar. Se quisermos viver em paz, com amor e alegria, precisamos cuidar de nossas emoções e deixar o Espírito Santo trabalhar em nossas deficiências.


3.2. Buscando a temperança
A convivência com o Espírito Santo gera em nós a temperança, que faz parte do Fruto do Espírito. O vocábulo grego "egkrateia" usado pelo Apóstolo Paulo ocorre somente em dois lugares no Novo Testamento, sendo traduzido por temperança, domínio próprio e autodomínio. É necessário que tenhamos domínio sobre nossos impulsos carnais, e sexuais, e que a ira não nos faça pecar (Ef4.26). A temperança é uma virtude que só existe nas pessoas em quem Cristo realmente habita nos corações; fazendo-os viver uma vida sob o domínio do Espírito Santo. A Bíblia nos recomenda: "Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne" (Gl 5.16)


CONCLUSÃO
Uma vida em comunhão com Deus através de Seu Espírito nos faz gerar o Fruto citado por Paulo, pois Suas virtudes estão interligadas entre si, de modo que é impossível uma existir sem as demais.

*  Quando o ser humano aceita a Jesus como Salvador, precisa também deixar Deus se sentar no trono do seu coração, pois somente tendo Deus como Senhor, seremos capazes de frutificar.
Fonte: Revista Betel Conectar

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Subsidio - 01
Fruto do Espírito Santo
Fruto do Espírito é uma seleção de virtudes produzidas pelo Espírito Santo na vida daqueles que foram feitos novas criaturas. Esse fruto resulta em uma conduta de vida integra e de acordo com a vontade de Deus. O fruto do Espírito Santo é descrito pelo apóstolo Paulo em Gálatas 5:22,23.

Neste estudo bíblico, entenderemos melhor o que é o fruto do Espírito e qual o seu significado e implicação na vida dos seguidores de Cristo.

O que é fruto do Espírito?
Antes de falarmos sobre  fruto do Espírito, precisamos saber que nos versículos anteriores (Gálatas 5:19-21) o apóstolo Paulo falou sobre os perigos das obras da carne. Essas obras são uma seleção de práticas pecaminosas decorrentes da natureza decaída do homem.

Fruto do Espírito é mencionado dentro de um capítulo onde Paulo faz uma exposição acerca da liberdade que há em Cristo. Ele fornece uma contraposição com as restrições impostas pelo legalismo que estava sendo pregado na comunidade cristã da Galácia. Além disso, o apóstolo enfatizou que o julgo da Lei não é capaz de fazer com que alguém viva de acordo com a vontade de Deus, mas que somente através do Espírito Santo o homem é capacitado a viver uma vida que agrada ao Senhor.

O pano de fundo dos ensinos desse capítulo é a intensa luta entre a carne e o Espírito. O Espírito abomina os desejos da carne, e a carne, por sua vez, rejeita as coisas em que o Espírito nos conduz. Assim, Fruto do Espírito é o bem que nos faz vencer o mal. É o resultado natural de uma nova vida, uma vida regenerada, uma vida que reflete o novo nascimento, a vida no Espírito.

Também é importante não confundir Fruto do Espírito com os dons especiais que o Espírito Santo concede a algumas pessoas e que devem ser utilizados a serviço da Igreja de Cristo. Fruto do Espírito é um conjunto de capacitações que todos os redimidos recebem.

Por que “fruto do Espírito” e não “frutos do Espírito”?
É interessante notar que quando o apóstolo fala dessas capacitações ele utiliza o singular, “fruto do Espírito”, ao invés do plural, “frutos do espírito”. Já quando ele escreve sobre as práticas pecaminosas, ele utiliza o plural, “as obras da carne”.

Muitas especulações já foram feitas na tentativa de explicar o porquê disto. A melhor de todas elas defende que isso acontece porque, diferentemente das obras da carne, Fruto do Espírito é uma unidade. Isso significa que todas as capacitações pertencem a um único fruto.

Não somos nós que produzimos esse fruto, mas o Espírito Santo que o produz em nós. Ele assim o faz de um modo em que uma virtude está diretamente ligada a outra. Por tanto, essas virtudes são indivisíveis e juntas formam “o fruto”. Pense em cada virtude como sendo gomos de um mesmo fruto.

Também facilita o nosso entendimento quando conseguimos entender que o amor é à base de todas as outras virtudes citadas. Se não houver amor, é impossível que se tenha verdadeira alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Podemos dizer que o fruto do Espírito é o amor seguido necessariamente pelas outras oito preciosas virtudes citadas.

Essa não foi a única vez em que o apóstolo utilizou uma metáfora relacionada à produção agrícola para se referir a conduta esperada dos verdadeiros cristãos (Romanos 6:22; Efésios 5:9; Filipenses 1:11). Encontramos também em outras passagens bíblicas o mesmo princípio. Um exemplo disto é a pregação de João Batista que enfatizava que o arrependimento verdadeiro produz fruto visível de mudança de comportamento (Mateus 3:8; Lucas 3:8).

A descrição do fruto do Espírito
Como já dissemos, imediatamente após descrever as obras da carne, o apóstolo Paulo descreveu Fruto do Espírito. O apóstolo apresentou a seguinte relação representativa como sendo Fruto do Espírito:

Amor
O amor é a base para todas as outras virtudes (cf. 1 Coríntios 13; Efésios 5:2; Colossenses 3:14). No mesmo capítulo 5 de Gálatas, Paulo já havia enfatizado a importância e necessidade do amor na vida dos verdadeiros cristãos (Gálatas 5:6,13).

Paulo não foi o único a enfatizar a prioridade do amor na vida dos santos. O apóstolo João escreveu que “aquele que não ama não conhece a Deus” (1 João 4:8; cf. 3:14; 4:19). O apóstolo Pedro também ressaltou esse princípio em sua primeira epístola (1 Pedro 4:8). Claro que tudo isto reflete o ensino do próprio Jesus, onde Ele pessoalmente ensinou que seus discípulos seriam conhecidos pelo amor demonstrado (João 13:34,35).

Alegria
A alegria é uma consequência direta do amor. Essa não é uma alegria superficial, nem mesmo significa a ausência de aflições e dificuldades. Essa alegria é aquela que o apóstolo Pedro escreveu dizendo que é “inefável e gloriosa” (1 Pedro 1:8).

Essa alegria também é a mesma que o apóstolo Paulo sentia ao dizer: “entristecidos, mas sempre alegres” (2 Coríntios 6:10). A alegria produzida pelo Espírito Santo em nós, faz com que nos alegremos mesmo diante da dor, pois somos capazes de compreender que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28).

Paz
No livro de Salmos aprendemos que aquele que ama a Lei de Deus possui grande paz (Salmos 119:165; cf. 29:11; 37:11; 85:8). Resultante do amor, essa paz é a marca de um coração sereno. ela é uma tranquilidade experimentada verdadeiramente apenas por aqueles que são justificados mediante a fé (Romanos 5:1).
Quando alcançamos essa paz, inevitavelmente desejamos compartilhá-la, para que outros também a tenham (Mateus 5:9). Pela cruz de Cristo é que hoje temos a genuína paz.

Longanimidade
A longanimidade é a paciência característica de quem foi regenerado, que nos preserva das típicas explosões de ira tão comuns nas obras da carne (Gálatas 5:20). A paciência como fruto do Espírito Santo é fundamentada na confiança de que Deus cumprirá suas promessas. Essa certeza não nos deixa cair em desespero (2 Timóteo 4:2,8; Hebreus 6:12).

Benignidade
Sabemos que nosso Deus manifesta a benignidade (Romanos 2:4; 11:22; cf. Salmos 136:1). No ministério do Senhor Jesus narrado nos Evangelhos, podemos claramente perceber tamanha benignidade demonstrada por Ele para com os pecadores (Marcos 10:13-16; Lucas 7:11-17,36-50; 8:40-56; 13:10-17; 18:15-17; 23:24; João 8:1-11; 19:25-27).

Diretamente resultante do amor, somos aconselhados a demonstrar benignidade. Isso significa que não devemos causar dor a ninguém (Mateus 5:43-48; Lucas 6:27-38).

Bondade
A bondade pode ser traduzida como a generosidade presente no coração e expressa nas ações daqueles que são guiados pelo Espírito. É a excelência moral e espiritual produzida pelo Espírito Santo em nós que nos capacita a zelar pela verdade e pelo que é correto. Essa bondade no leva a rejeitar tudo o que é mal e perverso.

Fidelidade
A fidelidade em algumas traduções aparece traduzida como “fé”. Essa também é uma tradução correta do termo grego utilizado. Porém, devido à clara relação com a bondade e a benignidade citadas anteriormente, a tradução que mais se encaixa ao contexto é “fidelidade” ou “lealdade”.

Analisando a própria Epístola aos Gálatas, podemos perceber que faltava lealdade a muitos membros daquela comunidade cristã, não só para com Paulo (Gálatas 4:16), mas para com o próprio Evangelho (Gálatas 1:6-9; 3:1; 5:7). Assim, fidelidade como fruto do Espírito não apenas se resume à lealdade para com os homens, mas principalmente para com Deus e à sua vontade.

Mansidão

A Mansidão é o oposto da agressividade, da raiva, da violência. Sermos gentis uns para com os outros revela o fruto do Espírito em nós, e nos faz ser imitador do nosso Senhor (Mateus 11:29; 2 Coríntios 10:1).

Domínio próprio

O fruto do Espírito pode ser visto na relação que alguém tem consigo mesmo. O domínio próprio também pode ser traduzido como “temperança”. No sentido original, o termo grego descreve a capacidade de uma pessoa conter-se a si mesma. Exercendo o domínio próprio, submetemos todas as nossas vontades à obediência a Cristo.

A importância do fruto do Espírito
É evidente o contraste entre as obras da carne e o fruto do Espírito. Diante da depravação da natureza humana, sabemos que seria impossível ao homem exercer tais virtudes. É por isso que o Espírito Santo é quem nos capacita a exercê-las. Portanto, demonstrar o fruto do Espírito em nossas vidas não é uma questão de autojustiça ou mérito próprio, mas de submissão à direção e domínio do Espírito Santo.

Em sua exposição sobre o fruto do Espírito, Paulo continua dizendo que “contra tais coisas não existe Lei” (Gálatas 5:23). Com isto ele quer dizer que não há qualquer restrição a esse modo de vida santo caracterizado pelo fruto do Espírito Santo. Além disso, é vivendo assim que desfrutamos da verdadeira liberdade em Cristo.

Paulo também deixou claro que a única maneira de vivermos o fruto do Espírito em nossas vidas é através da nossa união com Cristo. Essa união reflete nossa completa dependência d’Ele. Nós não somos capazes de exibir por nossa própria força, essas virtudes que fundamentam o caráter cristão.

Assim, o apóstolo nos ensina que “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:24). Jesus levou consigo na cruz a nossa natureza carnal. Portanto, nossa carne e os desejos provenientes dela que nos escravizavam, foram crucificados com Cristo. O golpe fatal já foi dado! Deus já providenciou tudo o que precisamos para vivermos em novidade de vida de uma forma que o agrada.
O fruto do Espírito na vida cristã

No entanto, cabe a nós agora vivermos na prática o que somos em princípio. Se nossa carne foi crucificada com Cristo, então agora vivemos no Espírito. Se o Espírito é a fonte de nossas vidas, se é Ele quem nos capacita a vivermos em retidão, então devemos entregar completamente nossos passos a Ele. Por isso o apóstolo escreve: “se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito” (Gálatas 5:25).

Se somos verdadeiramente seguidores de Cristo, necessariamente devemos viver de uma maneira compatível à nossa fé. A vida cristã deve ser completamente dependente do poder que o Espírito Santo nos concede de mortificar as paixões e desejos carnais, revelando em nossa conduta os efeitos da cruz de Cristo.

Como servos do Senhor, a primeira coisa que deve ser notado em nosso modo de viver é o fruto do Espírito. Se olharmos para nossa própria vida e não enxergarmos o fruto do Espírito nela, então pode ser que nossas raízes não estejam no Calvário.
Fonte: Subsidio///estiloadoraçao.com
Credito, Lições Bíblicas-Cpad
Adultos -1º Trimestre de 2021-Comentarista: Pastor Esequias Soares

Subsidio - 02
Os Nove Aspectos do Fruto do Espírito
Há referência ao fruto do Espírito Santo como frutos do Espírito. No entanto, no texto bíblico o termo em questão não está no singular. Na verdade, trata-se de um fruto com nove gomos.

Fruto esse que se divide em três partes.
Primeira: De acordo com o nosso relacionamento com Deus (amor, alegria e paz).


Segunda: Em conformidade com a nossa convivência com outras pessoas (longanimidade, benignidade e bondade).


Terceira: Segundo o nosso trato com nós mesmos (mansidão, fidelidade e domínio próprio).


Veja, a seguir:
Amor - O dom maior de Deus.
A expressão amor procede do termo grego αγάπη (agapē), que quer dizer amor, afeição e estima.

O Apóstolo Paulo escreveu acerca da natureza do amor na Primeira Carta aos Coríntios 13. É o capítulo do amor.

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Co 13.4-7).


Alegria - A força do amor.
O termo alegria vem do vocábulo grego χαρά (chara), o qual significa alegria, gozo e regozijo.

Segundo o autor do livro de Provérbios, o coração alegre aformoseia o rosto (Pv 15.13); o coração alegre é bom remédio (Pv 17.22).

Com alegria do Espírito Santo, a Igreja em Tessalônica recebeu a palavra em meio de muita tribulação (1 Ts 1.6).

“Tribulação não pode amortecer a verdadeira alegria do Espírito.” É a afirmação de Moody.


Paz - A segurança do amor.
O termo paz, em hebraico, שָׁלֹ֣ום (shalom), significa segurança, completude, perfeição, bem-estar, saúde e prosperidade.

Em grego, a palavra paz, εἰρήνη (eirēnē), quer dizer harmonia e tranquilidade.

Deus é de paz (1 Co 14.33). Jesus Cristo concede paz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27).


Longanimidade - A perseverança do amor.
O termo longanimidade vem do grego μακροθυμία (makrothumia), que significa paciência, clemência, indulgência, resignação e longanimidade.

Makrothumia é a junção de makros, longo, e de thumia, temperamento.

“A longanimidade é a qualidade de autodomínio em face da provocação que não retalia impetuosamente ou castiga prontamente; é o oposto da raiva, e está associado com a misericórdia, e é usado acerca de Deus (Êx 34.6, na Septuaginta; Rm 2.4; 1 Pe 3.20). A paciência é a qualidade que não se rende às circunstâncias ou sucumbe sob às provas: é o oposto do desalento e está associado com a esperança (1 Ts 1.3); não é usado acerca de Deus¹."


Benignidade - A conduta do amor.
A expressão benignidade procede do grego χρηστότης (chrēstotēs), que significa bondade e retidão: (a) no sentido do que é direito, reto (Rm 3.12, “bem”); (b) no sentido de generosidade de coração ou ato, dito acerca de Deus (Rm 2.4 ) e dito acerca dos crentes (2 Co 6.6).

“O crente que expressa este fruto espiritual é verdadeiramente um cavalheiro ou uma dama. Ele é naturalmente bom, honesto, de temperamento doce, ajudador e terno de sentimentos. Ele sempre procura ver os outros na melhor das intenções. Ao manifestar benignidade, o crente trata seus amigos da mesma maneira que Deus o tem tratado (Ef 4.32)².”


Bondade - O caráter do amor.

O vocábulo bondade vem da expressão grega άγαθωσύνη (agathōsunē). Significa bondade, retidão de coração e vida.

“O gomo do fruto do Espírito que denominamos bondade guarda estreita ligação com outra virtude: a benignidade, tornando-se, às vezes, dificultoso distinguir uma da outra. Mas, em geral, admite-se que a benignidade esteja mais ligada ao ser, enquanto a bondade se relaciona ao fazer. Assim, a bondade consiste na prática da benignidade. Por meio dela praticamos os atos altruístas e generosos a favor do próximo, o serviço que vai além da obrigação³.”


“A bondade de Deus é a raiz de toda bondade; e a nossa bondade, se temos alguma, origina-se em sua bondade” (William Tyndale).


Fidelidade - A confiança do amor.
A palavra fidelidade procede do grego πίστις (pistis), que quer dizer fé, confiança e compromisso. Como característica ou qualidade significa fidelidade, confiabilidade, lealdade e comprometido.

O Apóstolo Paulo disse na carta a Tito: “Quanto aos servos, que sejam, em tudo obedientes ao seu senhor dando-lhe motivo de satisfação; não sejam respondões, não furtem; pelo contrário, deem prova de toda fidelidade, a fim de ornarem, em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tt 2.9,10).


Mansidão - A humildade do amor.
O termo mansidão vem do grego πραΰτης (prautēs), que significa gentileza, humildade, cortesia, consideração e amabilidade.

“Mansidão é a marca registrada do homem dominado por Deus.” Citação de Geoffrey B. Wilson.

Jesus Cristo era manso. Ele mesmo disse o que segue: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.28).


Domínio próprio - A vitória do amor.
A expressão domínio próprio procede do grego εγκράτεια (egkrateia). Quer dizer autodomínio, autocontrole e autocontenção. Egkrateia resulta da união de dois termos gregos: en (no âmbito da) e kratos (domínio, força, poder). Ou seja: autocontrole - que sai de dentro de si mesmo, mas não por si mesmo.

Depois de saber disso, no que se segue, dois provérbios bíblicos.

“Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade” (Pv 16.32).

“Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio” (Pv 25.28).

Pedro, o Grande, um dos maiores imperadores da Rússia, num acesso de cólera, golpeou o seu jardineiro, causando a morte dele alguns dias depois. "Que desgraça!", disse o imperador. "Conquistei outras nações, mas não consegui conquistar a mim mesmo."

Considerações finais
Diante dessas nove virtudes do Espírito Santo, faz-se a pergunta que vale um milhão de reais: Como é gerado o fruto do Espírito de Deus? “O fruto do espírito é produzido pelo Espírito com a cooperação do crente, entregue a ação de Deus. Isso não acontece por um processo mecânico, automático nem rápido; é um processo lento, gradual e progressivo. A árvore precisa estar viva para produzir fruto."
Fontes e crédito.
Por Juliano Machado de Matos
¹VINE, W.F.; UNGER, Merril F.; JÚNIOR, Willian White. Dicionário Vine. Tradução: Luís Aron de Macedo. Rio de Janeiro: Cpad, 2002. p 759.
²Diversos autores. 11ª Escola Bíblica de Obreiros de Passo Fundo: Avivamento. Passo Fundo: IEADPF/Ministério de Ensino, 2011. pp. 54.Apostila.
³GOMES, Geziel. Dicionário do Espírito Santo. Rio de Janeiro: Ed. Central Gospel, 2010. p. 56.
⁴Ibidem. p. 143.


PARA REFLETIR
A respeito de “Fruto do Espírito: o Eu Crucificado”, responda:

1• Defina “fruto do Espírito”. 
O fruto do Espírito é o resultado natural de um processo de amadurecimento e a consequência de um processo natural de crescimento espiritual.



2• O que significa “andar no Espírito”? 
“Andar no Espírito” é uma expressão que indica viver corretamente em humildade, submissão e santidade.



3• Quais são as modalidades do fruto do Espírito? 
A primeira e a maior modalidade do fruto do Espírito é o amor, as demais modalidades são reflexos do amor.



4• O que o apóstolo Paulo fala dos dons espirituais sem o amor? Paulo afirma ainda que os dons sem o amor não são “nada” 
(1 Co 13.1-3) e são passageiros (1 Co 13.8-10), mas o amor é eterno



5• Quais são os vícios denominados “obras da carne” (Gl 5.19-21)? 
Podemos classificar esses vícios em três categorias: a) sexo ilícito: prostituição, impureza e lascívia; b) pecados de ordem religiosa: idolatria e feitiçaria; c) pecados de ordem social: inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices e glutonaria.


  
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Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. João 4:35
Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 2 Timóteo 2.15.
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Romanos12: 7b.
Seja imitador de Deus.

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