29 de agosto de 2023

Plano de Aula Bíblica Adultos/ Cpad – Lição 10: Renovação Cotidiana do Homem Interior

✋ A paz do Senhor Jesus Cristo a todos que amam a palavra de Deus, sejam muito bem vindos.
Mestre, Obreiro ou Professor(a) da Escola Bíblica Dominical,
Esses materiais vão te auxiliar no preparo da aula.
Antes de dar esta aula pesquise os pontos abordados em seu Plano de Aula. Entenda a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos. O conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. procure ser criativo na exposição do assunto.

A AULA VAI COMEÇAR
👉 VEJAM ESTAS SUGETÕES ABAIXO:
PLANO DE AULA
As adversidades são comuns à nossa vida terrena. Por isso, nosso Senhor alertou: “no mundo tereis aflições” (Jo 16.33 ). Fica claro que as aflições são uma realidade. Entretanto, o nosso desafio é não deixar que a fé seja enfraquecida por elas. Precisamos lembrar que Jesus já venceu o mundo. Assim, a lição desta semana traz uma exortação para que a nossa vida interior, isto é, a vida espiritual, persevere diante das muitas dificuldades externas.

APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Refletir sobre as adversidades enfrentadas pelo homem interior;
II) Compreender que essas dificuldades na vida não podem ser comparadas à glória futura reservada aos cristãos;
III) Despertar os alunos para buscar o renovo espiritual e o fortalecimento do homem interior.

B) Motivação: 
A vida do apóstolo Paulo nos mostra que os crentes fiéis e obedientes ao Senhor também passam por muitas provações e aflições. Ele nos deixou um grande exemplo de como permanecer firme em Cristo, mesmo diante do sofrimento. Como cristão precisamos amadurecer na fé. Para isso , Deus usa as adversidades para nos conduzir ao caminho do crescimento espiritual.

C) Sugestão de Método: 
Essa lição precisa ser desenvolvida à luz das experiências pessoais dos seus alunos. Ao apresentar o primeiro e o segundo tópico, compartilhe um testemunho pessoal que mostre o quanto uma adversidade pode nos fazer crescer na fé. Em seguida, convide seus alunos a compartilharem também. Exemplos reais irão enriquecer sua aula e edificar a fé dos ouvintes.

CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: 
Esta lição traz uma mensagem de despertamento espiritual. Convide sua classe a refletir sobre a saúde e a firmeza da fé em Cristo. Na lição foi citados dois tipos de ataques contra a fé cristã (o secularismo e o relativismo doutrinário). Entretanto, é possível que seus alunos estejam enfrentando outros tipos de provações. Ressalta que o Espírito Santo é nossa fonte de força e renovo. Encerre a aula motivando seus alunos a buscarem mais da intimidade com Deus por meio de uma vida de oração.

Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Crédito endereço na descrição dos vídeos:
Ó DESCE FOGO SANTO - 05 | CARLOS JOSÉ E A HARPA CRISTÃ


Hino 186 - Harpa Cristã - De Valor em Valor


Hino 330 - Harpa Cristã - A Fé dos Santos


Viverei,Viverás 1988 Grupo Nova Dimensão


ARMADURA DO CRISTÃO (Ef. 6) (Fátima Souza / part. Eliana Ribeiro)


Efésios 6 - Anderson Freire com letra
•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
  
Ore com sua turma por sua aula.
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.
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Para ilustrar o estudo, utilizem a:
Dinâmica: A Armadura do Cristão
Objetivo:
Enfatizar a necessidade do cristão possuir todos os elementos da armadura espiritual para vencer as ciladas do Diabo.
Material:
01 figura de 01 soldado(ver figura abaixo no procedimento)

Quadro ou cartolina

Papel ofício e caneta

Procedimento:
1 - Coloquem a figura do soldado no quadro e perguntem quais são as armas de combate e defesa de um soldado. Escrevam as respostas no quadro de giz ou cartolina.

2 - Agora falem: O cristão vive constantemente em batalha espiritual e é comparado a um soldado pronto para o combate, que possui armas especiais para a caminhada cristã. Para tanto, precisa estar preparado e conhecer as características do inimigo.

Então, apresentem quais são os elementos que compõem a armadura do cristão, que encontramos em Ef 6. 13 ao 17. Para tanto, façam uma leitura compartilhada, explicando cada elemento da armadura.

Cinturão – verdade

Couraça – justiça

Escudo – fé

Capacete – salvação

Espada – palavra

Apresentem o significado dos elementos da armadura do cristão.

3 - Agora, peçam para que os alunos identifiquem os elementos que compõem a armadura na figura do soldado.

4 - Depois, falem: O Diabo, o opositor nesta batalha, tem suas armas para investir contra o cristão, mas se ele está revestido da armadura de Deus, está protegido e sua vida espiritual está segura em Deus.
5 - Para concluir, leiam Ef 6. 11 ao 13.
Fonte da dinâmica por
Sulamita Macêdo/Blogatitudedeaprendizblogspot.com.
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👉 Apresentem o título da lição:
Renovação Cotidiana do Homem Interior
Tenham uma excelente e produtiva aula!

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TEXTO ÁUREO
Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
2 Coríntios 4.16.


VERDADE PRÁTICA
Por instrumentalidade do Espírito Santo, os salvos experimentam a renovarão interior em meio às adversidades externa


LEITURA DIÁRIA
Segunda – 2 Co 4.7
O tesouro do Evangelho guardado em vasos de barro.

Terça – 2 Co 1.9,10 da fé
As provações na vida de Paulo forjaram a sua confiança em Deus.

Quarta – Jo 14.16,17
O Espírito Santo habilita o cristão a vencer n a adversidade.

Quinta – Fp 3.13,14
A adversidade impulsiona o cristão a prosseguir na jornada da fé.

Sexta – Hb 11.1
O apelo da Escritura ao exercício da fé bíblica.

Sábado – Ez 22.30
A busca do Espírito de Deus por crentes que tomam posição contra o mal.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Coríntios 4.11-18
11 – E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal.

12 – De maneira que em nós opera a morte, mas em vós, a vida.

13 – E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri; por isso, falei. Nós cremos também; por isso, também falamos,

14 – sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus e nos apresentará convosco.

15 – Porque tudo isso é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, torne abundante a ação de graças, para glória de Deus.

16 – Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
17 – Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente,

18 – não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não vêem ; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.






INTRODUÇÃO
As adversidades externas são uma incontestável realidade (Rm 8.22,23). Apesar disso, por meio do Espírito, o s salvos experimentam a renovação espiritual no interior de sua vida (2 Co 4.16). Não obstante, durante a nossa existência, o corpo mortal permanecerá sujeito às adversidades da vida (2 Co 5.2,4). Nesta lição, veremos o sofrimento do homem exterior, o fortalecimento do homem interior e os desafios atuais como forças externas que tentam esmagar a nossa vida espiritual. A finalidade é mostrar que o crente espiritualmente renovado pode resistir a qualquer ataque das trevas.


PALAVRA CHAVE
RENOVAÇÃO


I- O SOFRIMENTO EXTERIOR
1- A experiência de Paulo.
O apóstolo Paulo é um exemplo de um homem que sofreu adversidades externas, mas não perdeu a solidez da vida espiritual. Suas epístolas relatam tribulações acima de suas forças, a ponto de ele perder a esperança da preservação da própria vida (2 Co 1.8). Ainda podemos ler menções do apóstolo a prisões, açoites, apedrejamento, perseguições, fadiga, fome, sede, frio e nudez (2 Co 11.23-27). Dessa forma, Paulo sintetiza as adversidades da nossa jornada de fé nas seguintes palavras: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Tm 3.12). Por isso, o texto bíblico diz que o tesouro do Evangelho está guardado em vasos de barro (2 Co 4.6 ,7). Isso é uma declaração de que somos feitos do pó, ou seja, somos mortais, e, por isso, como seres humanos, somos frágeis (2 Co 7.5). Nesse aspecto, o homem exterior padece e sofre ataques por causa da cruz (2 Tm 2.9,10).


2- O exemplo do Apóstolo.
Mesmo diante do sofrimento, o apóstolo não retrocede e tampouco nega a fé (2 Tm 4.7; Hb 10.39). Suas provações forjaram a confiança em Deus na sua vida e ministério (2 Co 1.9,10; Fp 4.12,13). Ele reconhece que suas fraquezas são instrumentos do poder divino (2 Co 2.4; 4 .11; 12.9,10). Sua vida está a serviço do Mestre, em favor dos escolhidos e para a glória de Deus (2 Co 1.12-14; 4.11,12,15). Cônscio de sua vocação, o apóstolo declara: “por isso não desfalecemos; […] ainda que o nosso homem exterior se corrompa” (2 Co 4.16a). Nesse aspecto, o legado do apóstolo é de perseverança. Em bora o hom em exterior seja consum ido pelas tribulações, o salvo não desanim a nem recua. Acerca disso, Cristo nos assegurou: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).


3- A esperança do crente.
Na Escritura, o contraste entre as aflições do homem e o poder de Deus estão assim representadas:
(a) “atribulados, mas não angustiados” (2 Co 4.8a) significa que, mesmo pressionado, o crente não é esmagado;
(b) “ perplexos, mas não desanimados” (2 Co 4.8b), indica que, m esm o confuso, o crente não se desespera;
(c) “ perseguidos, mas não desamparados” (2 Co 4.9a), sinaliza que, mesmo ameaçado, o crente não é abandonado;
(d) “abatidos, mas não destruídos” (2 Co 4.9b), mostra que, mesmo derrubado, o crente não é nocauteado. O texto ensina que, embora nosso corpo esteja sujeito ao pecado e ao sofrimento, Deus sempre provê um meio de escape (1 Co 10.13). Nosso Senhor obteve êxito sobre a morte e, do mesmo modo, temos esperança da vitória e da vida eterna (2Co 4.14). Portanto, como cristãos, não podemos deixar de aguardar a bem-aventurada esperança em Cristo (Tt 2.13).


SINOPSE I
O apóstolo Paulo sofreu muitas aflições, mas se manteve fiel. Nós devemos seguir seu exemplo.


AUXÍLIO TEOLÓGICO
O PARADOXO DOS SOFRIMENTOS DE PAULO
[Em 2 Coríntios 4.7-11] Parece que Paulo foi atingido pelo paradoxo que acabou de descrever. O ‘tesouro’ (v. 7) faz referência à ‘luz [ou iluminação] do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo’ (v. 6), conhecido e experimentado por Paulo e seus companheiros. Isto abrange a completa realidade que pertence ao novo ministério da aliança do Espírito (3.3-18). Paulo é dominado pelo contraste entre o valor insondável e duradouro deste ‘tesouro do evangelho’ e a indignidade e fragilidade humana ( ‘vasos de barro’) daqueles que agora levam-no ao mundo. Ele também percebe que este paradoxo é necessário. Deus escolheu trazer o evangelho ao mundo através da fraqueza humana [5] para que a grandeza extraordinária de seu poder de salvação possa ser vista como sua obra e não como uma ação humana. Os versículos 8,9 contêm quatro conjuntos de contrastes que ilustram tanto a fraqueza de Paulo em executar sua chamada apostólica, com o o poder de Deus para superar esta fraqueza e libertá-lo: Paulo conheceu aflições que pressionavam-no de todos os lados, porém nunca foi cercado a ponto de ser esmagado. Encontrou circunstâncias desnorteantes, mas nunca chegou a ponto de se desesperar. Seus inimigos haviam perseguido seus passos, mas Deus nunca os deixou cair em suas garras. A bateram no até o chão, porém foram impedidos de dar o golpe fatal. Em resumo, Paulo descreve estas experiências em termos físicos, identificando-as com a “morte de Jesus ou até mesmo com o que participando desta (v. 10), de forma que Deus poderia revelar seu poder de ressurreição. Este poder infunde ao corpo mortal de Paulo a vida de Jesus, e preservou-o apesar das tribulações e das ameaças contra sua vida (vv. 10-11). Estas não são somente as consequências destas tribulações, mas também o propósito de Deus” (ARRINGTON, F . L. STRONSTAD, R. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 287).


II – A RENOVAÇÃO INTERIOR
1- O fortalecimento diário.
A Bíblia enfatiza que o Espírito Santo é o agente que habilita o cristão a manter-se firme na adversidade (Jo 14.16,17). Esse poder do Espírito atua no homem interior e capacita o crente a perseverar e a viver afastado do pecado (1 Co 2.12-16). Assim , apesar da fraqueza e do sofrimento exteriores, nosso “interior, contudo, se renova de dia em dia” (2 Co 4.16b). Isso é a operação do Espírito que qualifica o salvo a não desfalecer. Do ponto de vista das disciplinas espirituais práticas, esse renovo ocorre por meio da santificação pessoal, fidelidade, reverência, oração, jejum e temor a Deus (1 Co 7.5; Ef 5.18; Hb 12.14,28). Portanto, não podemos permitir que a aflição nos desanime, mas devemos renovar nosso compromisso em servir a Cristo e permitir que o poder do Espírito Santo nos fortaleça dia a dia (1 Co 16.13).


2- O eterno peso da glória.
O apóstolo Paulo declara o seguinte: “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Co 4.17). Aqui, ele faz um contraste entre o sofrimento presente e o futuro glorioso. O apóstolo ensina que, se comparada ao peso da glória, que é eterna, a tribulação é leve e passageira. Nesse sentido, a adversidade serve com o instrumento encorajador do homem interior, impulsionando-o a prosseguir (Fp 3.13,14) e que a fé se renova à medida que o crente é capaz de suportar as tribulações (Jó 42.5; Sl 119.67). Portanto, faz-se necessário sermos sábios diante da tribulação, fugindo da murmuração e reconhecendo que as lutas, segundo 0 criterio de Deus, são inevitáveis. Entretanto, as Escrituras ratificam que as aflições deste tempo não podem ser comparadas com a glória do porvir (Rm 8.18).


3- A visão da eternidade.
Fortalecido em Deus, tendo plena consciência da vida vindoura, o cristão é exortado a não focar “nas coisas que se veem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Co 4.18). Contrastando as coisas visíveis com as invisíveis, as temporárias com as eternas, o apóstolo Paulo apela ao exercício da fé bíblica como uma importante motivação para o crente não desfalecer nas tribulações (cf. Hb 11.1). Nesse caso, somado à renovação diária, o crente deve viver sob a perspectiva da eternidade. Não por acaso, o apóstolo Paulo escreveu: “pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.2).


SINOPSE II
Precisamos buscar o renovo do homem interior constantemente, nos fortalecendo com a ajuda do Espírito Santo


AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
BATALHA ESPIRITUAL
“A guerra é aplicada de forma figurada à vida espiritual, particularmente pelo apóstolo Paulo. O seguidor de Cristo, como um bom soldado, suporta as dificuldades e não se envolve de forma exagerada com os assuntos desta vida (2 Tm 2.3,4). Aquele que é temente e obediente veste ‘toda a armadura de Deus’ para que possa estar firme e resistir às forças espirituais opostas que, de outro modo, 0 derrotariam (Ef 6.10-20). O cristão não trava uma guerra contra a carne e o sangue; portanto, as armas de sua luta não são materiais ou humanas, e sim divinamente poderosas para destruir fortalezas de especulações e sofisma, e tudo aquilo que se levanta de forma orgulhosa contra o conhecimento de Deus (2 Co 10.4,5). A Igreja de Jesus Cristo deve lutar contra as portas do inferno, pois estas não serão capazes de resistir (Mt 16.18)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.887).


III- OS DESAFIOS DE HOJE
1- Cultura secularista.
O “espírito da Babilônia”, por meio da cultura secularista, procura esmagar a vida espiritual dos crentes (Ap 17.5). É u m sistema materialista, conforme estudamos até aqui, que nega a realidade espiritual, a existência de Deus, a verdade bíblica e todo o conjunto de valores provenientes da Palavra de Deus. Diante desse ataque, o Altíssimo continua a buscar um povo que seja renovado por dentro, resista aos ataques externos e tome posição contra o advento do mal (Ez 22.30).


2- Relativismo doutrinário.
Outro ataque que procura matar a nossa vida espiritual é o processo de desconstrução dos fundamentos da fé. Não podemos tolerar a relativização doutrinária. Ora, relativizar a doutrina bíblica é enfraquecer o homem interior. Não há como renovar a nossa vida espiritual sem ter em alta conta a Palavra de Deus. Não se pode fazer uma releitura seletiva da Bíblia para agregar à Igreja os que não aceitam a sã doutrina (2 Tm 4.3). O relativismo aliado à ideologia secularista impõe o que deve ser considerado como ideal. Assim, o pecado é aceito e tolerado. Porém , o crente renovado deve reagir contra essa inversão de valores, resistir ao “espírito da Babilônia” e “batalhar pela fé que um a vez foi dada aos santos” (Jd 1.3).


3- Batalha espiritual.
Todo salvo trava uma batalha espiritual neste mundo.
A Escritura diz que Satanás é o “deus deste século” e que o mundo jaz no Maligno (2 Co 4.4; 1 Jo 5.19). Por isso, nossa Declaração de Fé realça que foi com engano que ele começou as suas atividades contra 0 homem (Gn 3.13; 2 Co 11.3). E é com essa arma que o Diabo e seus agentes ainda seduzem as pessoas neste mundo (Ap 12.9). Outrossim, os espíritos malignos têm capacidade de influenciar os que vivem na desobediência, manipulando, aprisionando e colocando pessoas contra Deus (Ef 2.2). Por isso, a Bíblia alerta que nossa luta não é contra o homem, mas contra os demônios (Ef 6.12). De certo, o crente renovado, de posse da armadura de Deus, deve posicionar-se contra as ciladas do Diabo, “orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito” (Ef 6.18).


SINOPSE III
A cultura secularista e o relativismo doutrinário combatem contra a fé cristã. Precisamos nos fortalecer para vencermos as batalhas espirituais.


CONCLUSÃO
Durante a existência do corpo mortal, nosso homem exterior estará sujeito às tribulações desta vida (2 Co 4.11). Apesar do padecimento e das aflições, nosso homem interior não deve desfalecer, mas se renovar por meio do poder do Espírito (2 Co 4.16). Assim, os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com o peso de glória eterna reservado para os fiéis (2 Co 4.17). Por isso, no tempo presente de ataques e desconstrução da fé cristã, necessitamos de renovação do nosso interior, dia a dia, para enfrentar o poder do pecado e do mal.


REVISANDO O CONTEÚDO
1- Qual exemplo podemos contemplar na vida do apóstolo Paulo?
R. Mesmo diante do sofrimento, o apóstolo não retrocedeu e tampouco negou a fé.



2- O que a Bíblia enfatiza a respeito do Espírito Santo?
R. A Bíblia enfatiza que o Espírito Santo é o agente que habilita o cristão a manter-se firme na adversidade.



3- Que contraste o apóstolo Paulo faz para apelar ao exercício da fé bíblica?
R. Ele contrasta as coisas visíveis com as invisíveis, as temporárias com a s eternas.



4- De acordo com a lição, o que o “espírito da Babilônia” nega? R. Nega a realidade espiritual, a existência de Deus, a verdade bíblica e todo o conjunto de valores provenientes da Palavra de Deus.



5- O que a Bíblia nos alerta a respeito de nossa luta?
R. A Bíblia alerta que nossa luta não é contra o homem , mas contra os demônios (Ef 6.12).

  
O amor é maior motivação de nosso compromisso com Deus.
  
DE TODO O MEU CORAÇÃO!!!
Ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.
Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.

Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...
Filipenses 3:13,14
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.
Ide....pregai o evangelho a toda criatura

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AS NAÇÕES PRECISAM OUVIR FALAR DO AMOR DE CRISTO

 2Timóteo 2.15.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 
  João 3.16 
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...Filipenses 3:13,14
O segredo da felicidade está nestes versículos
Todos querem ser felizes mas umas pessoas são mais felizes que outras. Qual é o segredo da felicidade? Filipenses 4 explica o que você precisa para ser feliz:
1. Se alegrar em Deus

Ser feliz é uma decisão. Se você é salvo por Jesus, você tem muitas razões para ser feliz! Mesmo quando tudo corre mal, você tem a vida eterna e a amizade, a proteção e o conforto de Deus. Alegre-se, nem tudo é ruim!
2. Ser grato e entregar os problemas a Deus

Você está preocupado com alguma coisa? Não deixe que a ansiedade estrague sua felicidade. Fale com Deus sobre o problema. Confie em Deus e ele vai lhe ajudar. Não precisa ficar ansioso.
- Atenção! Não se esqueça de agradecer a Deus pela ajuda! Quem é grato é mais feliz.
3. Pensar em coisas boas

Muitas vezes pensamos tanto nas coisas ruins da vida que esquecemos das coisas boas. Pensamentos negativos tiram a felicidade. Por isso, quando você está em baixo, pense em coisas boas! Por cada pensamento negativo pense em duas coisas positivas e agradeça a Deus por elas.
4. Pôr em prática

Saber não basta. Você precisa praticar! Quanto mais você pratica, mais fácil fica. Se você realmente quer ser feliz, precisa praticar o que a Bíblia diz.
Seja feliz!

Fonte: BÍBLIA SAGRADA ONLINE

Seja imitador de Deus

25 de agosto de 2023

Plano de Aula Bíblica Adultos/Betel – Lição 09: Habacuque – O justo pela sua fé viverá

 ✋ A paz do Senhor Jesus Cristo a todos que amam a palavra de Deus, sejam muito bem vindos.

Mestre, Obreiro(a) ou Professor(a) da Escola Bíblica Dominical,
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A AULA VAI COMEÇAR
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ANTES DA AULA
PLANO DE AULA
EI PROF!
Prof. Habacuque não conseguia entender como os babilônios, que ignoravam as leis de Deus, saqueavam as nações, violentavam as mulheres e matavam tantas pessoas seriam usados para punir o povo do Senhor por seus pecados. Muitas vezes, em nossa limitação, não conseguimos compreender o agir de Deus. Contudo, precisamos confiar no seu operar, na sua misericórdia e justiça. Com Habacuque aprendemos que Deus é soberano e Ele jamais perde o controle de toda e qualquer situação. Nós temos é que confiar, pois "o justo, pela sua fé, viverá" (2.4).

A fé é o fundamento da vida cristã. 
Devemos confiar em Deus mesmo quando aparentemente as peças não se encaixam, pois Ele está no controle de todas as coisas.

PENSE NISSO!
Em seu livro, Habacuque abre seu coração, expondo a Deus suas percepções e incompreensões. Durante este diálogo, uma grande descoberta teológica acontece: "A fé como forma de vida na relação do crente com Deus". Uma fé que jamais foi confrontada não passa de fantasia, pois a fé é provada real e verdadeiramente nos conflitos da vida.

 HABACUQUE
Sua vida.
Não temos muitas informações a respeito da vida de Habacuque, tudo o que sabemos sobre ele é por dedução. Seu nome, cujo significado é "abraço", aparece duas vezes em toda a Bíblia, exclusivamente no seu livro (Hc 1.1; 3.1).

Não temos informações sobre sua cidade de origem, sua profissão e sua filiação. A literatura rabínica apoiava a ideia que ele fosse de origem sacerdotal. Considerando que o texto bíblico apresenta-o diretamente como profeta, inferimos que ele fosse um profeta formado e reconhecido, que estudou na "escola de profetas", um estabelecimento formal (Hc 1.1). O mesmo se aplica a Ageu e Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). O texto de Habacuque 3.19 também parece apresentar o profeta como um levita oficial, qualificado para participar do cântico litúrgico no Templo de Jerusalém. O pós-escrito da oração de Habacuque foi destinado ao "cantor-mor" (mestre de música) e certamente seria aplicada ao coro dos levitas, sendo também acompanhado com os instrumentos de corda.

Data do livro.
O profeta não cita nomes de reis. Sem essa referência histórica fica difícil especificar uma data. Ao ler o livro, encontramos algumas informações que nos levam a propor por dedução uma possível data. Ele parece surpreso ao saber que Deus levantaria a Babilônia (os caldeus) para subjugar Judá. Sabemos que o livro foi escrito um pouco antes da primeira invasão da Babilônia em Jerusalém no ano 605 a.C.

Estrutura e mensagem do livro.
A profecia de Habacuque foi um "peso" para Judá, termo que indica uma "sentença pesada" entregue por meio de profecia 
(Hc 1.1). 
O oráculo lhe foi revelado em forma de visão. 
Seu livro tem três capítulos e contém pelo menos três formas literárias diferentes: 
👉 Diálogo" (Hc 1.2-2.5);
👉 Ais proféticos" (Hc 2.6-20);
👉 E "louvor" (Hc 3).
O livro é um diálogo, uma profecia ou até mesmo um poema. Foi escrito no hebraico mais puro e sua mensagem está cheia de metáforas inusitadas e comparações (Hc 1.8,11,14,15; 2.5,11,14,16,17; 3.6,8-11). 
O primeiro capítulo denuncia o estado de apostasia da nação e a resposta de Deus aos questionamentos de Habacuque (Hc 1.1-27). 
O segundo capítulo apresenta uma resposta mais detalhada de Deus sobre seus planos e desígnios diante de novos questionamentos apresentados pelo profeta (Hc 2.1-20). 
O terceiro capítulo é uma oração de louvor que destaca a importância da fé (Hc 3.1-19).
•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
Ore com sua turma por sua aula.
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.

Trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.
 Momento do louvor
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Crédito endereço na descrição dos vídeos:
Hino 83 - Harpa Cristã - Não Posso Explicar


HARPA CRISTÃ-131-DE VALOR EM VALOR.wmv


A ASPIRAÇÃO DA ALMA - 341 - HARPA CRISTÃ


Hino 186 - Harpa Cristã - De Valor em Valor




Harpa Cristã 372 - Vencerá (COM LETRA) - YouTube



Vai Orando - H. C. 427



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TEXTO ÁUREO
Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.
Habacuque 2.4


VERDADE APLICADA
O discípulo de Cristo vem se perseverando em oração, confiando e esperando no agir do Senhor, enquanto cultiva o viver para a glória de Deus.


OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Apresentar o cenário do profeta Habacuque.
- Explicar que o silêncio de Deus é pedagógico.
- Extraiu lições do livro de Habacuque para hoje.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
Habacuque 1. 1-5
1 O peso que viu o profeta Habacuque.

2 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritarei: Violência! E não me salvarás?

3 Por que razão me fazes ver a iniquidade e ver a vexação? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio.

4 Por esta causa, a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai o juízo pervertido.

5 Vede entre as nações, e olhai, e maravilha-vos, e admirai-vos; porque realizo em vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.


LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA SI 37.1-3
A prosperidade dos ímpios acaba.

TERÇA SI 125.3
O cetro da impiedade não permanecerá.

QUARTA Pv 3.5-6
Devemos confiar no Senhor.

QUINTA Jr 33.3
A importância de clamar ao Senhor.

SEXTA Hb 10.38
O justo viverá da fé.

SÁBADO 1Jo 5.4
A vitória que vence o mundo: a nossa fé.



MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore a Deus pedindo para olhar para Ele e não para as circunstâncias.


ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1- Conhecendo o cenário do profeta Habacuque
2- O silêncio de Deus
3- Habacuque para hoje
Conclusão.


INTRODUÇÃO
O profeta Habacuque, além de trazer encorajamento para tempos difíceis, ensina o cristão a alegrar-se no Senhor também nos tempos de dificuldades.


PONTO DE PARTIDA
Devemos confiar na justiça de Deus.


1- CONHECENDO O CENÁRIO DO PROFETA HABACUQUE
O profeta Habacuque viveu no reino de Judá, aproximadamente 600 a.C. Nessa época havia uma desordem interna entre o povo, foi um período de grandes incertezas morais e espirituais. Ao mesmo tempo, as nações ao redor de Judá estavam em guerra. A Babilônia estava se fortalecendo cada vez mais sobre as grandes potências que eram a Assíria e o Egito.


1.1. Conhecendo um pouco mais o profeta.
Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Habacuque. Segundo os estudiosos, o profeta foi contemporâneo de Jeremias, possivelmente presenciou a morte do rei Josias, passou pelo impiedoso reinado de Jeoaquim, pelo exílio de Daniel na Babilônia, pela deportação do rei Joaquim, e, também, pode ter testemunhado a destruição de Jerusalém, evento sobre o qual profetizou com 20 anos de antecedência.

Comentário Beacon: “Embora Habacuque seja chamado profeta (nabi), não é um mensageiro no sentido tradicional. A função do profeta era falar com o povo em nome de Deus para proclamar a vontade divina que foi recebida em revelação especial. No caso dele, vemos justamente o inverso: Fala com o Senhor em nome do povo. Mantém um discurso com Deus e o faz de maneira tal que quase chegamos a classificá-lo de cético em vez de profeta.”


1.2. A mensagem do profeta.
Habacuque difere de outros profetas no que diz respeito ao seu comissionamento. Ele é que se dirigiu a Deus com seus muitos questionamentos, por causa disso ele teve uma visão da parte do Senhor e recebe uma profecia que ele deveria anunciar aos seus compatriotas: “Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa.” [Hc 2.2]. Em suma, a mensagem de Habacuque foi uma mensagem de conserto para o povo da Aliança, mas também de esperança, quando Deus finalmente restaurasse o remanescente de Judá.

R. N. Champlin: “O aspecto subjetivo da mensagem de Habacuque é que os justos viverão por sua fé. À parte de Isaías [Is 7.9; 28.16], nenhum outro profeta salientara o significado da fé e da oração confiante, da maneira que o fez Habacuque. (…) O tema central da profecia de Habacuque é que o justo viverá por sua fé [Hc 2.4], o que reaparece no Novo Testamento, sendo aplicado em significativos contextos [Rm 1.17; G1 3.11; Hb 10.38-39].”


1.3. O ousado questionamento do profeta.
O profeta Habacuque não conseguia entender a “demora” de Deus em punir os perversos que oprimiam ao Seu povo e, também, a infidelidade do povo de Deus. Algumas palavras de Habacuque dão a exata ideia do que acontecia naquela sociedade: “violência, iniquidade, opressão, destruição, contenda, litígio, a lei se afrouxa, a justiça nunca se manifesta, o ímpio cerca o justo, a justiça se manifesta distorcida” [Hc 1.2-4]. Ao observar tudo isso acontecendo o profeta se enche de coragem e se dirige a Deus, não com desrespeito ou arrogância, mas com sinceridade de coração, expondo-lhe as dúvidas que lhe angustiavam. Conhecedor do caráter de Deus, sabia que não havia qualquer concordância entre Deus e tudo que ele contemplava: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a vexação não podes contemplar; por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” [Hc 1.13].

Comentário Warren W. Wiersbe Antigo Testamento: “Por que Deus está em silêncio e inativo? [Hc 1.1-4], Esse é o primeiro problema que confunde o profeta. Ele olhou para o mundo e viu violência [Hc 1.2-3, 9; 2.8, 17], iniquidade, opressão, contenda e litígio. A lei não era imposta, não havia proteção legal para o inocente que era sentenciado como culpado. As cortes eram manipuladas por advogados egoístas e juízes cruéis. Toda a nação sofria por causa da perversidade do governo. No entanto, parecia que Deus não fazia nada a respeito disso. Ao lado desses problemas internos, havia a ameaça do Império Babilônio que assolava o cenário político.

A exortação de Habacuque é que ainda que o fim da dor e a promessa demorem a se cumprir, certamente o melhor a ser feito é esperar – porque isso acontecerá e não haverá atraso algum em seu cumprimento.


2- O SILÊNCIO DE DEUS
Por que Deus fica em silêncio quando mais precisamos ouvir a Sua voz? Por vezes, por mais contraditório que pareça, são em situações assim como a vivida pelo profeta Habacuque é que há um verdadeiro encontro entre o homem e Deus. O silêncio de Deus também é pedagógico e pode trazer respostas que não se consegue perceber se a aflição superar a fé.


2.1. Até quando?
A pergunta feita por Habacuque com a expressão “até quando” continua sendo feita por diferentes pessoas e em diferentes ocasiões. “Até quando?” é o desabafo daquele que busca uma resposta que o ajude a continuar firme independente das circunstâncias. Somente Deus tem e é a resposta que todos precisam, seja qual for a pergunta. Por isso é imprescindível que num ato de fé e confiança na soberania, no amor e na misericórdia de Deus, entreguemos a Ele, sem reservas, todo e qualquer questionamento que insista em perturbar o coração e fragilizar a fé.

Bispo Oídes José do Carmo (Revista Betel Dominical, 2° Trimestre de 2008, p. 41-42) escreveu sobre Habacuque 1.2: “Estas são expressões de desespero e angústia, de um cidadão que assiste, impotente, seu povo caindo no abismo profundo da impiedade. Seu único refúgio é o Senhor, o Justo e Santo Juiz. Mas onde está Ele? Onde está meu Santo [Hc 1.12]? São palavras proferidas em meio à agonia de um crente inconformado, íntegro, e intercessor, ansioso pela resposta de Deus (…) ao invés de abandonar o posto de intercessor, seus rogos se intensificaram dia a dia (…).”


2.2. Por que Deus não intervém?
Ao ler o livro de Habacuque, é possível perceber pouco a pouco o quanto esse profeta, corajosamente, expôs sua humanidade. Muitas perguntas e pouco entendimento da ação de Deus sobre questões em que as pessoas O afrontam com seu estilo de vida: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a vexação não podes contem ­plar.” [Hc 1.13]. Diante dos acontecimentos que fogem ao entendimento humano e parecem claramente injustos e sem sentido, a impotência aflora e surge naturalmente a pergunta sobre como Deus pode permitir que o mal se alastre. Por que Deus não intervém? A limitação humana é um obstáculo à clara compreensão dos planos de Deus em toda a sua extensão.

Adilson Faria Soares (Lições Bíblicas, 2° Trimestre de 1993, CPAD, p. 29): “O profeta não compreende por que o Senhor não executa logo o juízo contra a ímpia nação judaica. (…) Quantas vezes temos dito: quem faz o mal não é punido, e prospera, mas quem é reto e faz o bem nunca prospera. Porém, Deus não dorme [SI 121.4] e o castigo dos ímpios há de vir [Pv 10.7,16,24-25,28-30; G16.7], O Senhor, no dia aprazado, mostrará a diferença entre o ímpio e o justo [Ml 3.13-18].”


2.3. Oração como via de intimidade com Deus.
Diante do quadro da iminente invasão babilônica, um povo injusto e cruel, Habacuque questiona porque Deus nada fizera [Hc 1.13,17]. Sem obter qualquer resposta, o profeta decide subir a uma fortaleza (torre de vigia) para aguardar uma resposta de Deus, agora, em oração: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia…para ver o que me dirá o Senhor.” [Hc 2.1]. Essa atitude foi um verdadeiro exercício de fé. Finalmente o profeta supera seu estado de perplexidade e angústias e toma uma decisão que, de fato, pode mudar todo aquele quadro de expectativas não correspondidas. Ele encontrou na oração uma via de intimidade com Deus. Só então Deus o responde e o convida a aguardar a promessa com esperança, ainda que demore. A resposta de Deus é um convite a viver pela fé [Hc 2.4], até que o livramento de Sua parte chegasse.

Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, p. 989 – Verdade em ação no Livro de Habacuque: “Deus quer que façamos do nosso relacionamento com Ele a nossa maior prioridade, que nós coloquemos nossas mais profundas questões e perturbações diante dEle, esperando por respostas e suas orientações. Reserve um tempo e lugar habituais que sejam santos ao Senhor. Use tempo ouvindo Sua Palavra, à medida que você vai lendo, estudando e meditando sobre as Escrituras. Seja fiel na oração diária.

*   Ser íntimo do Senhor é apresentar-se ou estar diante dEle despojado de si mesmo; é desvelar- -se, tirar as máscaras; esvaziar-se totalmente; apresentar-se como dependente unicamente dEle, do Seu amor, graça e misericórdia.


3- HABACUQUE PARA HOJE
Embora, inicialmente, Habacuque não conseguisse encontrar qualquer explicação que o ajudasse na compreensão da continuidade da opressão e da prosperidade dos seus inimigos sobre o seu povo, apesar de suas queixas e inconformismo, ele foi capaz de aprender lições que o fizeram ressignificar seu relacionamento com Deus.


3.1. Contentamento apesar do sofrimento.
Conviver com infortúnios, sofrimentos e provações, apesar de fazer parte da caminhada de todo ser humano, pode levar qualquer pessoa à armadilha da murmuração e da amargura. Habacuque ensina que duas importantes atitudes ajudam a escapar desse caminho de desânimo e desesperança: “…ainda que… Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.” [Hc 3.17-18]. Eis aí a receita: alegria no Senhor e louvor a Deus (exultar). Olhar para Deus e não para as circunstâncias é o segredo de encontrar contentamento apesar do sofrimento.

Adilson Faria Soares (Lições Bíblicas, 2° Trimestre de 1993, CPAD, p. 31) escreve: “Habacuque confia e se regozija em Deus [Hc 3.16-19]. Apesar da ameaça da iminente invasão babilônica (…) o profeta confia no Senhor, e nessa fé descansa e exulta no Deus da sua salvação. Infunde-nos respeito a confiança do profeta, e incita-nos à fé inabalável nas promessas e misericórdias do Senhor.”


3.2. O cântico de Habacuque.
Finalmente, Habacuque caminha em direção ao reconhecimento da soberania de Deus. O profeta não recebeu uma resposta direta sobre os problemas mencionados por ele, assim como aconteceu também com Jó. O cântico de Habacuque foi escrito mesmo que as mudanças almejadas por ele não tivessem acontecido. As questões sociais que lhe trouxeram tanto incômodo não desapareceram, o nível espiritual do povo não se elevou, as crises socioeconômicas não deixaram de existir, nem a opressão do povo babilônico enfraqueceu ou acabou. Nada naquele cenário foi mudado, a não ser o próprio profeta. Habacuque clama por misericórdia, pelo avivamento da obra do Senhor e sua manutenção ao longo dos anos [Hc 3.2], Foi ele quem experimentou a maior e melhor de todas as mudanças: deixou de ser um homem movido pela angústia e tornou-se um homem confiante na soberania de Deus.

Ev. Valdilon Ferreira Brandão (Revista Betel Dominical, 2° Trimestre/1994, p. 39): “O terceiro capítulo de Habacuque é perfeitamente uma das mais belas expressões de fé e confiança no Deus da Bíblia. Este capítulo é um louvor, no qual o profeta canta os grandes feitos do Senhor para com o seu povo, e expressa a profunda esperança daqueles que confiam em Deus [SI 125.1], mesmo que tudo aparentemente pareça ao contrário, e as chances de vitórias sejam as mais remotas. Este cântico começa com o clamor do profeta – 3.2, ou seja, reaviva-nos. Em outras palavras: Volte a manter conosco as mesmas relações de outrora.”


3.3. O justo viverá da sua fé.
Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.” [Hc 2.4]. Duas características importantes se encontram nesta declaração. A primeira é que o soberbo confia em si, e a segunda é que o justo vive pela sua fé, ou seja ele afirma a necessidade de o cristão permanecer fiel e viver diferentemente dos padrões impostos pelo mundo. Os servos de Deus não devem promover ou compactuar com a maldade, com a violência, com a ganância, com a libertinagem ou com a idolatria.

*  Ao final de tudo o ímpio será condenado e o justo será preservado por causa da sua confiança no Senhor

Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 1995, p. 1337: “É o “justo” que, no fim, emergirá vitorioso.
(1) Os retos são contrastados com os orgulhosos e ímpios. Os corações dos justos voltam-se a Deus, pois o têm com o Pai. Possuem estreita comunhão com Ele, e lhe obedecem à vontade.
(2) Os justos devem viver neste mundo mediante a sua fé em Deus. “Fé”, aqui, significa firme confiança em Deus e na retidão dos seus caminhos. É uma lealdade pessoal a ele com o Salvador e Senhor. É também a perseverança moral para seguir os seus caminhos. Paulo desenvolve este tema em Romanos 1.17 e Gálatas 3.11”. O escritor da epístola aos Hebreus também menciona este princípio fundamental em 10.38.

      Apesar de os tempos de sofrimento parecerem não ter fim, o importante é saber que o Senhor sempre está atento a tudo que acontece e, por isso, podemos descansar seguros de Sua providência.


CONCLUSÃO
Diante das mazelas que nos cercam, muitos tendem a perder a esperança e a fé em Deus, que tem o controle de todos os acontecimentos. A mensagem do profeta Habacuque nos serve de advertência a sempre mantermos nossa fé na Palavra de Deus, jamais nas circunstâncias.

  

 PENSE NISSO!
 “Pés Rápidos”, que faz referência ao livro de Habacuque 3.19.
Texto de reflexão é um recurso didático que possibilita a ampliação de um tema em estudo.

Texto de Reflexão: Pés Rápidos
Fui ao Chile para uma conferência bíblica e estava no hotel, descansando, quando um jogo de rúgbi apareceu na televisão. Embora eu não entenda muito bem esse jogo, gosto de assisti-lo e admiro a coragem que é necessária para se praticar um esporte tão perigoso.

Durante o jogo, um dos jogadores franceses se machucou e teve que ser retirado do campo. Enquanto os treinadores o atendiam, a televisão mostrou de perto suas chuteiras. O jogador havia escrito com caneta preta as palavras: “Habacuque 3.19” e “Jesus é o caminho”. Tais expressões de fé e esperança foram um forte testemunho das prioridades e valores daquele jovem atleta.

O versículo citado no calçado daquele jogador não é apenas um que fala de esperança celestial e perseverança na fé. É um versículo de valor prático, especialmente para um atleta que depende da velocidade para conseguir sucesso. Ele diz: “O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos”.

Em tudo na vida, precisamos das forças e da provisão de nosso Deus. Somente ele pode nos dar “pés” que são rápidos e fortes. Somente ele pode equipar-nos para todas as incertezas da vida, pois somente ele é a nossa força. Como Paulo, podemos estar seguros: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês” (Filipenses 4.19). WEC
Fonte: Nosso Andar Diário

O justo vive pela fé (Hc 2.4). A declaração de Habacuque tornou-se a pedra fundamental da justificação pela fé na teologia paulina e, na Idade Média, com Lutero, representou a confissão essencial da Reforma Protestante.


Momento do louvor
A calma minha alma

Eu cuido de Ti – Amanda Wanessa

Sarah Farias - O Rosto de Cristo (Live Session)


Adultos: Lições Bíblicas, dinâmicas, slides, subsídios, pré - aulas: Arquivo

  2Timóteo 2.15.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 
  João 3.16 
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...Filipenses 3:13,14
O segredo da felicidade está nestes versículos
Todos querem ser felizes mas umas pessoas são mais felizes que outras. Qual é o segredo da felicidade? Filipenses 4 explica o que você precisa para ser feliz:
1. Se alegrar em Deus

Ser feliz é uma decisão. Se você é salvo por Jesus, você tem muitas razões para ser feliz! Mesmo quando tudo corre mal, você tem a vida eterna e a amizade, a proteção e o conforto de Deus. Alegre-se, nem tudo é ruim!
2. Ser grato e entregar os problemas a Deus

Você está preocupado com alguma coisa? Não deixe que a ansiedade estrague sua felicidade. Fale com Deus sobre o problema. Confie em Deus e ele vai lhe ajudar. Não precisa ficar ansioso.

Atenção! Não se esqueça de agradecer a Deus pela ajuda! Quem é grato é mais feliz.
3. Pensar em coisas boas

Muitas vezes pensamos tanto nas coisas ruins da vida que esquecemos das coisas boas. Pensamentos negativos tiram a felicidade. Por isso, quando você está em baixo, pense em coisas boas! Por cada pensamento negativo pense em duas coisas positivas e agradeça a Deus por elas.
4. Pôr em prática

Saber não basta. Você precisa praticar! Quanto mais você pratica, mais fácil fica. Se você realmente quer ser feliz, precisa praticar o que a Bíblia diz.
Seja feliz!

Fonte: BÍBLIA SAGRADA ONLINE
Seja imitador de Deus
  

Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.