29 de outubro de 2015

Como Lutar Pelo Seu Casamento

Há uma considerável lista de fatores que contribuem para os problemas conjugais, que vão desde dificuldades financeiras até a incompatibilidade de gênios. Entretanto, o que será considerado aqui é a formação de apego afetivo.


Desde bem pequenos os seres humanos têm a necessidade de cuidados por parte de outrem. Durante o período de formação da personalidade existem algumas circunstâncias fundamentais a serem desenvolvidas. O vínculo afetivo é um elemento primordial nesta categoria. Ele é básico. Do latim, vinculum: atadura, laço, aquilo que une.

Estudos conceituam o vínculo afetivo como sendo fundamental para as relações humanas. Alguns psicólogos acreditam que deve ocorrer algum relacionamento logo no início da vida da criança se quiser que ela forme, mais tarde, vínculos significativos.

O que tem se tornado presente durante a estruturação da personalidade infantil são os contatos superficiais, cuja preocupação localiza-se em prover a criança com alimentos, moradia e escola. Todavia, são insuficientes. E, ainda, muitas mudanças geográficas e/ou trocas constantes de cuidadores dificultam a formação do vínculo.

Posteriormente, na vida adulta, muitos obstáculos nas relações humanas relacionam-se a esta precariedade de vínculo. As pessoas não conseguem perceber este tipo de deficiência em seus relacionamentos. Focalizam os problemas em outras questões, ou ainda, preferem nem tocar no assunto. Há casos em que ignoram a possibilidade de lançar mão de uma psicoterapia.

Entretanto, perde-se a chance de resolver na causa os efeitos de uma convivência difícil.
Nestes casos, especificamente, onde houve uma deficiência na formação de vínculo na infância e as decorrências comprometem os relacionamentos subseqüentes, daremos o nome de Síndrome do Comportamento de Hospedagem ou SCH.

No relacionamento de um casal onde há a presença da SCH, quando entra na rotina da convivência, faz surgir um novo tipo de comportamento. A pessoa age, inconscientemente, de forma semelhante a um hóspede dentro de sua casa. Realiza as suas atividades comuns. No entanto, a sua forma de ser apresenta frieza, ocasionada pelo distanciamento.

Aos poucos, vai agindo como se estivesse hospedada na casa, cumprindo com alguns papéis pertinentes, todavia, trata as questões, antes parcimoniosas, de forma independente.

Deixa as responsabilidades, sobretudo as domésticas, para o outro cuidar. Onde havia uma atmosfera de cordialidade e doçura, passa a existir um espectro de isolamento e pesar. O outro vai percebendo esta diferença e acaba por se sentir, pouco a pouco, só. A sensação deste isolamento origina-se na forma pela qual a ausência do vínculo se manifesta nesta relação.

As discussões passam a existir com uma freqüência crescente. Os conflitos podem surgir e avoluma-se no processo bola-de-neve. A pouca consciência a respeito da SCH provoca a discórdia entre o casal, atingindo quem estiver por perto nesta convivência, via de regra, os filhos. Lembranças e cobranças de como a vida conjugal era boa anteriormente são lançadas no calor das discussões. Isto faz aquecer ainda mais o desentendimento. Esta é uma situação estressante para o casal, podendo levar os seus envolvidos à depressão e outros males, além da separação.

Este comportamento reflete o quanto o seu portador, inconscientemente, procura manter distância afetiva do outro para que não haja envolvimento.

Por se tratar de uma síndrome enraizada na formação vincular faz-se necessária uma avaliação psicológica. Além de indicar tratamento através de profissional especializado nas relações familiares, objetivando as mudanças terapêuticas necessárias.

Não raro, crê-se que a síndrome nasceu dentro do relacionamento. Todavia, ela foi desencadeada, apenas, durante o convívio. A pessoa não enxerga o problema já antigo. É possível comparar relações anteriores a atual e sentir que há algo semelhante nelas.

Contudo, é insuficiente para aceitar a síndrome e o seu tratamento. O jogo de culpa é apenas um instrumento para se defender, na tentativa de diminuir as péssimas sensações diárias. De nada adianta. Só aproxima o casal da separação. Separar, por sua vez, traz de volta o estado de isolamento requerido pela síndrome.

Buscar ajuda especializada é o remédio para este mal. Crer numa solução de poucos recursos como o esperar o tempo como agente de mudanças é dar oportunidade para que se instale a piora da SCH. Uma boa avaliação psicológica pode dar novos rumos às vidas das pessoas que pretendem o convívio.

Dialogar, e, entenda-se bem, conversar com o coração aberto, oferece uma primeira abertura para se compreender a vida do casal. Dar o primeiro passo pode modificar aquilo que já era considerado algo inevitável, como a separação. Há uma necessidade de crescimento por parte das pessoas envolvidas. O grau de maturidade determinará o quanto se quer conviver bem. Ambas as partes devem estar dispostas e comprometidas em participar deste processo, apoiando-se.

Cuidar da questão, alterando o comportamento de hospedagem para o de comprometimento afetivo em conjunto permite existir a unidade fundamental das relações conjugais: a dependência equilibrada e necessária do vínculo. Vale a pena lutar com vontade, ajuda e conhecimento.Estudos para casais: - Com vários temas
Fonte:Estudosgospel.com.br

Notícia - Bastidores: família de Lula não queria Dilma no aniversário do petista

Segundo informações de Mônica Bergamo, da ‘Folha de S.Paulo’, a presidente Dilma Rousseff recebeu um recado da família do ex-presidente Lula para que não comparecesse ao aniversário de 70 anos do petista.

Ao que parece, mais irritado que Lula com a situação política do Brasil está a sua família, em especial a ex-primeira-dama dona Marisa. Conhecida pelo temperamento forte, Marisa não se sentia confortável com a presença da presidente na comemoração. Dilma, então, chegou a recuar e desistir de ir à festa.

O Ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, entrou em cena para fazer a intermediação. A confirmação da viagem de Dilma só veio no final da tarde de terça-feira (27), que permaneceu no evento por cerca de uma hora. A comemoração contou com a presença de cerca de 30 pessoas.
Fonte: Folha de S.Paulo
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Notícia - Tropas nigerianas resgatam mais de 300 reféns do Boko Haram

O Exército nigeriano anunciou nesta quarta-feira (28) que resgatou mais de 300 pessoas sequestradas pelo grupo islamita Boko Haram na região nordeste do país. “Uma unidade (do Exército) resgatou 338 pessoas que os terroristas mantinham em cativeiro”, incluindo 192 crianças e 138 mulheres, durante uma operação na terça-feira (27) na região da floresta de Sambisa, reduto dos insurgentes islamitas, anunciaram as Forças Armadas.

As operações aconteceram em campos suspeitos de pertencer aos terroristas do Boko Haram nas cidades de Bulajilin e Manawashe. O Exército também afirmou ter matado 30 supostos insurgentes do Boko Haram e ter recuperado armas e munições. Os reféns libertados foram levados ao campo de deslocados de Mubi, no Estado vizinho de Adamawa.

O comunicado também afirma ter matado em uma emboscada quatro suspeitos que planejavam ataques suicidas na cidade de Gubula, no estado de Adamawa.

Segundo a Anistia Internacional, o Boko Haram sequestrou ao menos 2.000 mulheres e meninas na Nigéria desde janeiro. Em abril de 2014, o sequestro de cerca de 200 estudantes na cidade de Chibok provocou forte comoção em todo o mundo, bem como críticas contra o então presidente, Gooluck Jonathan, por sua fraca resposta à situação das jovens.

O Exército nigeriano reivindicou nos últimos meses uma série de missões bem-sucedidas contra o Boko Haram no intuito de encerrar a insurgência de seis anos do grupo islâmico. No final de setembro, as autoridades nigerianas anunciaram o resgate de 241 mulheres e crianças em operações contra os insurgente no nordeste do país, e no começo de agosto, o Exército alegou ter libertado 178 pessoas, incluindo mais de 100 crianças, na cidade de Aulari, 70 km ao sul de Maiduguri, a capital do estado de Borno.

Na terça-feira, a Força Aérea nigeriana declarou ter bombardeado depósitos de veículos e combustível do grupo em um esforço para deteriorar ao máximo seus recursos. O comandante da aviação, Sadique Abubakar, afirmou em um comunicado que os bombardeios abrem caminho para um ataque final das tropas terrestres.

O atual presidente, Muhammadu Buhari, que ascendeu ao poder em maio com a promessa de destruir o Boko Haram, deu aos seus comandantes o prazo de derrotar o grupo até o fim de dezembro.

A violência do Boko Haram matou pelo menos 17 mil pessoas e forçou cerca de 2,5 milhões a fugir de suas casas desde 2009. O Boko Haram também tem organizado ataques em Camarões, Chade e Níger. Uma força regional multinacional envolvendo Nigéria, Camarões, Chade, Níger e Benim tem tentado combater os insurgentes.
Fonte: Veja
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Notícia - Vídeo: sem-teto atende ao chamado do líder do PT e agride grupo pró-impeachment

Integrantes do MTST invadem acampamento de grupo pró-impeachment, em frente ao Congresso, e agridem os manifestantes que defendem a saída de Dilma

Um grupo de integrantes do MTST (movimento dos sem-teto) atendeu nesta quarta-feira (28) ao chamado do líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), para atacar – inclusive, fisicamente – os jovens acampados em frente ao Congresso Nacional para protestar pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Nesta terça, Sibá conclamou grupos aliados do PT a “botar para correr” os manifestantes pró-impeachment. “Eu vou juntar gente e vou botar vocês para correr daqui da frente do Congresso. Bando de vagabundos, vocês são vagabundos. Vamos para o pau com vocês agora”, disse, aos berros, da tribuna da Casa, após se irritar com uma faixa do Movimento Brasil Livre.

Quando soube do tumulto causado pelos sem-teto, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) foi até o local e flagrou uma mulher furando as costas de um jovem do MBL.

“Fui ao acampamento e presenciei as cenas de intimidação e até agressão por parte de militantes do MTST contra os manifestantes pró-impeachment”, escreveu Aleluia. “Estou agora encaminhando ofícios aos presidentes de Câmara e Senado para que acionem as duas polícias legislativas. É dever do Congresso manter a integridade física de todos”.


Assista ao vídeo abaixo
Fonte: Veja
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Notícia - Senado contraria PT e aprova projeto que cria o crime de terrorismo

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ausência de legislação sobre o tema ameaça Brasil com sanções internacionais, mas senadores petistas ignoraram riscos e a orientação do próprio governo

Em sessão tumultuada, o Senado aprovou na noite desta quarta-feira (28) o texto principal do projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo, ainda sem punição específica no país. A ausência de uma legislação sobre o tema, além de colocar em xeque a segurança do Brasil em eventos como as Olimpíadas do Rio em 2016, deixa o país sob o risco de sofrer sanções internacionais, como o rebaixamento das agências de avaliação de risco.

O texto relatado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), aprovado por 34 votos a 18, define o terrorismo como “atentar contra pessoa, mediante violência ou grave ameaça, motivado por extremismo político, intolerância religiosa ou preconceito racial, étnico, de gênero ou xenófobo, com objetivo de provocar pânico generalizado”. A pena prevista é de 16 a 24 anos de reclusão. Se o ato resultar em morte, a punição vai de 24 a 30 anos.

Entre as práticas que podem ser equiparadas a atos terroristas estão causar explosão e incêndios em prédios ou locais com aglomeração de pessoas e destruir ou danificar hospitais, escolas, estádios ou instituições onde funcionem serviços públicos essenciais. Para parlamentares petistas, essa previsão poderia criminalizar a atuação de movimentos sociais, uma das principais bases eleitorais do partido. O texto aprovado na Câmara fazia ressalvas às manifestações populares, mas esse trecho foi retirado no Senado.

Ainda assim, a orientação do Palácio do Planalto, a pedido do ministro Joaquim Levy (Fazenda), era de aprovação urgente. A pressa se deve à ameaça de sanções internacionais. O PT, no entanto, contrariou os apelos do governo e de Levy e se posicionou contra a matéria.

Durante a votação, o líder do governo, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que assumiu um compromisso pela aprovação e pediu o aval dos demais senadores petistas. Mas não foi atendido e a bancada do PT orientou o voto contrário ao texto. “No momento em que a oposição tenta ajudar o governo a aprovar uma matéria que é uma exigência internacional e pode levar nosso país a sofrer penalidades, vem o PT e encaminha contra. É difícil entender o grau de confusão que eles se encontram”, afirmou o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Sem uma legislação nacional sobre terrorismo, o país segue na mira do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), que já ameaçou incluir o Brasil em sua “lista suja” de não cooperantes. Atrasar a matéria deixaria o Brasil mais suscetível a rebaixamentos pelas agências internacionais de avaliação de risco.

O projeto aprovado pelo Senado nesta quarta foi concluído pela Câmara dos Deputados em agosto deste ano, mas sofreu alterações dos senadores, o que faz a proposta retornar à análise dos deputados antes de seguir para sanção presidencial.
Fonte: Veja
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Noticia - Receita pede quebra de sigilo de empresas de filho de Lula e de Gilberto Carvalho

Solicitação foi enviada ao Ministério Público, que deve remetê-la à Justiça. Ex-ministro e Luís Cláudio Lula foram citados na Operação Zelotes

Relatório enviado pela Receita Federal ao Ministério Público Federal (MPF) pede a quebra de sigilo fiscal de Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e das empresas LFT Marketing Esportivo e Touchdown Promoção de Eventos Esportivos, ambas de Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula.

Além da quebra de sigilo de Carvalho como pessoa física, a Receita Federal também solicitou ao MPF a quebra do sigilo fiscal de empresas da família dele, que também foi ministro no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

Em nota, o ex-ministro Gilbero Carvalho disse não ter medo de ser investigado e afirmou que irá tomar “as providências jurídicas cabíveis para não apenas fazer a defesa de minha família como para responsabilizar a todos que de maneira leviana e irresponsável atacam a honra de quem sempre lutou pela justiça”.

Caso o Ministério Público entenda que o pedido procede, deve encaminhar um pedido formal, solicitando a quebra dos sigilos à juíza federal Célia Regina Orly Bernardes, responsável pelos desdobramentos da Operação Zelotes.

Na última segunda-feira (26), em uma nova etapa da operação, a Polícia Federal fez buscas e apreensões em um endereço onde funcionam as empresas de Luís Cláudio Lula da Silva.

A Zelotes investiga fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Segundo a PF, a etapa da operação deflagrada na última segunda (26) investiga um consórcio de empresas que, além de manipular julgamentos dentro do Carf, negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automotivo. As investigações da operação levantaram suspeitas sobre a edição de três medidas provisórias lançadas pelo governo entre 2009 e 2013.

Gilberto Carvalho

Relatório da PF aponta um suposto “conluio” entre Gilberto Carvalho e lobistas suspeitos de pagar propinas para obter benefícios fiscais.

A investigação da PF conseguiu documentos que apontam relação entre Carvalho e a Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa, investigada na Operação Zelotes.

Ao G1, o ministro negou ter obtido qualquer benefício no cargo.

Filho de Lula

Em um dos endereços onde foram realizadas buscas na última segunda-feira, funcionam três empresas de Luís Claudio Lula da Silva: LFT Marketing esportivo; Touchdown Promoção de Eventos Esportivos: e Silva Cassaro Corretora de Seguros.

A investigação apontou “íntima relação entre as três empresas”. O Ministério Público Federal argumenta que as empresas “representam uma única entidade”.

“Trata-se de uma unidade empresarial tanto física quanto societária nucleada em Luís Cláudio Lula da Silva”, diz o texto da decisão da juíza federal Célia Regina Orly Bernardes, que aceitou os argumentos do MP e permitiu as buscas.

Segundo as investigações, a LFT, empresa de Luís Cláudio, recebeu pagamentos do escritório Marcondes e Mautoni, investigado na Zelotes por ter atuado de forma supostamente ilegal pela aprovação da MP 471, que beneficiou o setor automotivo. As apurações das autoridades apontam que, em 2014, a LFT recebeu R$ 1,5 milhão da empresa de Marcondes.

De acordo com nota do advogado Cristiano Zanin, que representa o filho de Lula, as empresas não têm “qualquer relação, direta ou indireta, com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf)”.
Fonte: G1
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Notícia - Baixaria: Wyllys e Rodrigues batem boca em sessão do Estatuto do Desarmamento

Bate-boca envolveu João Rodrigues (PSD-SC) e Jean Wyllys (PSOL-RJ). Para Rodrigues, colega é ‘escória'; Wyllys reagiu chamando-o de ‘fascista’

Um bate-boca com troca de ofensas entre os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e João Rodrigues (PSD-SC) paralisou por alguns minutos as votações desta quarta-feira (28) no plenário da Câmara.

A discussão começou quando Rodrigues subiu à tribuna para criticar parlamentares que se opõem à revogação do Estatuto do Desarmamento.

No discurso, o deputado de Santa Catarina ironiza a trajetória de Jean Wyllys e chega a chamá-lo de “escória” do país.

Jean Wyllys reagiu depois, chamando o colega de “fascista” e citando vídeo pornô que Rodrigues teria assistido durante sessão em maio.

João Rodrigues

“Quero comentar algumas afirmações de alguns parlamentares que, ao comentar o Estatuto do Desarmamento, se postam como verdadeiros defensores de bandidos”, declarou Rodrigues.

Segundo ele, alguns parlamentares “se equivocam”. “Como, por exemplo, o deputado Jean Wyllys, o ex-BBB, que disputou a primeira eleição com 13 mil votos. Chegou a esta Casa com a sua exposição naquele programa extremamente culto, que acrescenta demais na cultura dos brasileiros. Chegou e questionou o comportamento de cada parlamentar, chamando os parlamentares de bandidos”, disse João Rodrigues.

O deputado prosseguiu o discurso criticando a posições que Jean Wyllys defende, como a descriminalização das drogas.

“A sua vida pregressa eu não conheço. A sua experiência política eu sei. Tenho sete mandatos, fui três vezes prefeito. E tive a honra de ser o segundo deputado mais votado na história de Santa Catarina. Posso até ser criticado, mas vindo do senhor é elogio. Um parlamentar que defende perdão para drogas, que defende que adolescente pode trocar de sexo, mesmo sem autorização dos pais. isso não é deputado, é a escória deste país, mas ocupa lugar como deputado”, afirmou.

Jean Wyllys

A fala gerou protestos no plenário, e Jean Wyllys pediu a palavra. No microfone, o deputado do Rio de Janeiro partiu para o ataque e acusou João Rodrigues de ser “ladrão de dinheiro público” e ter atitude “fascista”.

“Ele e todos os fascistas vão ter que me engolir. Sou homossexual assumido, sim, e vocês vão ter que me engolir. Vocês não vão me intimidar”, declarou.

Jean Wyllys também citou o fato de João Rodrigues ter sido flagrado, em maio deste ano, assistindo a um vídeo pornô durante a votação da proposta de reforma política. A cena foi divulgada pelo SBT.

“Homens decentes não assistem vídeos pornôs em plena sessão plenária, não são condenados por improbidade administrativa, como o deputado foi. Quem não tem moral para representar o povo brasileiro é ladrão. Qualquer programa de televisão é mais decente que deputado que rouba dinheiro do povo. É mais decente que deputado que usa sessão para ver vídeo pornô”, disse Jean Wyllys.

“Resta saber se seu vídeo pornô era hétero ou não”, disse Wyllys. A fala do deputado do PSOL gerou um princípio de confusão no plenário, já que Rodrigues ficou exaltado. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu “ordem” em plenário e as discussões cessaram.

Cunha

Pouco depois, um novo princípio de confusão começou no plenário, quando a deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ) subiu à Mesa Diretora da Câmara e abriu um cartaz atrás de Eduardo Cunha com os dizeres: “Cunha quer trazer o dinheiro sujo da Suíça. Diga Não!”.

A deputada é filha do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, desafeto do presidente da Câmara. Ela foi abordada por seguranças da Casa, que a convenceram a descer para o plenário.

Cunha é investigado pela Procuradoria-Geral da República pela suspeita de manter contas secretas na Suíça. Na Câmara, é alvo de duas representações por quebra de decoro parlamentar que pedem a cassação de seu mandato.

“Estou fazendo essa manifestação em forma de cartaz, porque aqui, para falar, tem ser líder ou vice-líder. Todas as vezes em que fui sorteada para falar, o presidente da Câmara marca sessão extraordinária para eu não falar. Eu estava inscrita hoje para discursar e ele encerrou antes o debate”, criticou Clarissa Garotinho.
Fonte: G1
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