8 de abril de 2023

Plano de Aula Bíblica Jovens/ Conectar+ Betel – Lição 02: A Criação do Universo

 
✋ A paz do Senhor Jesus Cristo a todos que amam a palavra de Deus, sejam muito bem vindos.
Mestre, Obreiro ou Professor(a) da Escola Bíblica Dominical,
Esses materiais vão te auxiliar no preparo da aula.
Antes de dar esta aula pesquise os pontos abordados em seu Plano de Aula. Entenda a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos. O conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. procure ser criativo na exposição do assunto.
Que esta aula seja portadora de grandes bençãos para vida de seus alunos(as).
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ANTES DA AULA
👉 Vejam estas sugestões abaixo:
De acordo com Horton, existem quatro modelos que buscam harmonizar a Revelação especial de Deus: 
1) Teoria da lacuna ou conceito da ruina e reconstrução, que defende que houve uma catástrofe universal entre Gênesis 1.1 e 1.2, quando Satanás foi expulso dos céus a ponto de a Terra ficar sem forma e vazia; 
2) Criacionismo "fiat", conhecido também por Teoria da terra Jovem; 
3) Criacionismo progressivo, denominado Teoria do dia época, que defende que os dias, no relato de Gênesis representam lapsos de tempo, chamado de Eras, o qual, Deus realizou Sua Obra Criadora; e 
4) Evolução teísta (menos aceito pelos evangélicos) (1996, p. 231). No entanto e necessário tomar muito cuidado com a tentação de explicar a Bíblia pela Ciência e corrermos riscos de criar heresias. Por um lado, existe a Ciência com suas muitas teorias, tentando comprovar o Evolucionismo, que tem como principal defensor Charles Darwin, embora não consiga achar o "elo perdido" da evolução. Para nós cristãos, o relato do Gênesis é suficiente para entendermos, que Deus criou todas as coisas, pelo poder de Sua Palavra e sustenta tudo pela força do Seu Poder. (HORTON, S. M. Teologia Sistemática. Rio de
Janeiro: CPAD, 1996.)

 Momento do louvor
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
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No princípio criou Deus


Comunidade Internacional da Zona Sul - Marca De Cristo 


Adhemar de Campos - Ele é o Leão da Tribo de Judá (1987)


Santo, Santo, Santo é o Senhor - Trad. Asaph Borba - Grupo Life - Hinologia Cristã


Ao Único | CD O Poder do Teu Amor | Aline Barros



Preto no Branco - Ninguém Explica Deus (Ao Vivo) ft. Gabriela Rocha

💨 Trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada.
Tenham uma excelente e produtiva aula!
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TEXTO DE REFERÊNCIA:
 Gênesis 2.1-8
1 Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.

2 E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.

3 E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.

4 Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus,

5 E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a erva do campo que ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.

6 Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra.

7 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

8 E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.
Bíblia Almeida Corrigida Fiel


VERSÍCULO DO DIA
Pela fé, entendemos que os mundos, pela Palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. 
Hebreus 11.3

 




OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Evidenciar Deus como Criador do mundo;
- Perceber o poder de Deus na Criação do homem;
- Entender que o Universo funciona em harmonia.


VERDADE APLICADA
A Criação mostra o poder sobre o Universo, ao criar tudo o que existe, apenas com o poder de Sua Palavra, ou seja, não havia matéria-prima.


MOMENTO DE ORAÇÃO
Oremos, para que todos possam compreender a grande Verdade do poder de Deus manifesto em toda a Sua criação.


LEITURA SEMANAL
Seg Gn 1.3-5
O primeiro dia da Criação.
Ter Gn 1.6-8
O segundo dia da Criação.
Qua Gn 1.9.13
O terceiro dia da Criação.
Qui Gn 1.14-19
O quarto dia da Criação.
Sex Gn 1.20-23
O quinto dia da Criação.
Sab Gn 1.24-30
O sexto e sétimo dias da Criação.


INTRODUÇÃO
Ao contrário do que diz a teoria evolucionista, a Bíblia relata a criação do mundo e tudo o que nele existe, pelo poder sobrenatural de Deus. Tudo foi criado pelo poder de Sua Palavra, conforme escrito em Hebreus 11.3.


PONTO CHAVE
Deus criou o mundo, estabelecendo Leis, para que o homem e o Universo funcionassem em perfeita harmonia, porém o pecado alterou o ciclo das coisas.


1 - A CRIAÇÃO DA TERRA
Deus é o criador de todas as coisas. A ciência diz que a Terra passou por um processo de evolução no decorrer das eras geológicas, porém a Bíblia diz que tudo o que existe foi feito por Deus, em um período de seis dias.


1.1. Criado a partir do nada
O Livro de Gênesis, narra a criação da Terra e dos seres que nela existem. Na narrativa da criação, a palavra "haja" e usada cerca de quatro vezes e a expressão "produza" cerca de três vezes, mostrando que, através de uma Ordem Divina, as coisas foram criadas. O verbo "barah" usado apenas quando Deus é o sujeito da ação; a princípio, trazendo a ideia de criar, sem uso de matéria-prima. Não existia nada mas, pela Palavra de Deus, luz, céu, mar, terra, animais marítimos e terrestres passaram a existir e a terra passou a produzir seus frutos e árvores. João ressalta que, sem a Presença do Verbo, nada que existe, existiria (Jo 1.3).

Imagem do Universo (Foto: Divulgação/Nasa)

Imagem do Universo (Foto: Divulgação/Nasa)

1.2. Deus, o Criador de tudo
O Universo e tudo o que existe nele é obra exclusiva das Mãos de Deus. Cada vez que os cientistas descobrem mistérios
relacionados à Via Láctea, à perfeição do Universo, bem como as leis que regem os planetas e a complexidade do corpo humano, percebemos a grandeza de Deus, entendendo que, somente um Ser Eterno e Poderoso, poderia criar algo com tanta perfeição e harmonia. Sabe-se que a superfície do sol, chega a 5.500° C, e Deus o colocou a uma distância segura da Terra. O Salmista exprimiu tamanha grandeza, ao dizer: "Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento, as
obras de suas mãos", Sl 19.1.


REFLETINDO
A Criação do Universo demonstra, não somente o Poder de Deus, mas também Sua capacidade em colocar ordem e equilíbrio nas coisas, para funcionar em perfeita harmonia. Bispo Primaz Dr. Manoel Ferreira


2 - A CRIAÇÃO DO HOMEM
Na Teologia, o homem é considerado coroa da Criação, pois justamente Deus, decide criar o ser humano, depois de ter feito a Terra. Deus primeiro fez a casa, para depois fazer o seu habitante.


2.1. Conforme a Sua imagem e semelhança
O Texto Sagrado é enfático em dizer que: "Deus criou o homem conforme a sua imagem, segundo a sua semelhança" (Gn 1.26). Os termos hebraicos usados na passagem são: "tselem" e demuch informando que o homem fora feito à semelhança de Deus, sendo uma criatura racional, pessoal, criativa e moral com quem, o próprio Deus compartilha alguns de Seus atributos. Deus é um Ser Trino, então o homem em sua constituição é formado de corpo, alma e espírito. Vale salientar, que as palavras imagem e semelhança; são sinônimas, não trazendo confusão na interpretação. O Amor de Deus com o homem é tão grande, que resolveu dar a ele Suas próprias características.


2.2. Feito alma vivente
Podemos dizer que a Criação do homem passou por três fases. 
A primeira, está no planejamento e no próprio ato da Trindade Santa em criar o homem (Gn 1.26). O segundo momento, se caracteriza na formação de um boneco, onde Deus coloca as Suas mãos no barro para formar o homem (Gn 2.7). A terceira e última fase, consiste em Deus soprar no homem, o fôlego de vida e torná-lo um ser vivo (Jó 33.4). Todas as coisas foram criadas com o poder da Palavra de Deus, porém o homem foi feito pelas Mãos de Deus e se tornou humano através do Sopro Divino. Carregamos as digitais de Deus em nossas vidas!


3 - A HARMONIA DA CRIAÇÃO
Deus quando criou o Universo, estabeleceu leis, para que regessem as estações e tudo funcionasse em perfeita harmonia. Em Jó 38, vemos o próprio Deus perguntando para Jó, sobre os limites estabelecidos na Terra e até mesmo Suas Leis.


3.1. Enquanto a Terra durar
O Livro de Gênesis mostra que Deus estabeleceu estações e épocas sobre a Terra. Disse que, enquanto a Terra durar, sempre haverá sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite (Gn 8.22). Sabemos pela Ciência que as estações do ano ocorrem devido a inclinação da Terra em relação ao sol. O movimento do planeta Terra em volta do sol é chamado de translação e dura um ano. A Ciência fez grandes descobertas em relação ao Universo e sua harmonia, mostrando a grandeza de Deus, em estabelecer a ordem diante do caos que existia no Princípio, quando a Terra era sem forma e vazia (Gn 1.2).


3.2. A fauna ea flora
Os relatos bíblicos mostram que Deus determinou que a Terra produzisse ervas e árvores frutíferas, assim como determinou a criação de répteis e toda a vida marinha. A Terra, fora criada para ser o habitat dos animais, plantas e, em especial do homem. Infelizmente, com a entrada do pecado no mundo e posteriormente com a corrupção do gênero humano, muitas espécies da fauna e da flora estão em extinção. Devido ao pecado, o equilíbrio natural estabelecido por Deus foi alterado e hoje até a terra geme com dores (Rm 8.19-22).


CONCLUSÃO
Os céus e a terra, e tudo que neles há, manifestam a Glória, a Soberania e o Poder extraordinário de um Deus Criador.
👉O Criacionismo fundamenta-se na Bíblia e tem como objetivo evidenciar o Poder de Deus em Sua criação; mostrar Deus como o Dono de tudo e levar-nos à adorá-lo como Senhor Criador.
👉Em toda a Criação, percebe-se um Deus Poderoso, Ordeiro, que tudo fez com propósitos definidos.
Fonte: Revista Betel Conectar


PENSE NISSO
O Brasil é um país muito grande, mas em quase todos os ambientes é possível ter algum contato com a natureza. Separe um tempo para fazer isso. Observe o nascer e o pôr do sol. Contemple as estrelas. Ouça o canto dos pássaros e observe de perto plantas e folhas. Medite na grandeza de Deus e O adore por seu imenso poder.





Jovens: Estudos, Pregações, Lições Bíblicas, Dinâmicas, Subsídios, Pré - aulas: Arquivo

Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
João 4:35.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
2 Timóteo 2.15.
- O amor é maior motivação de nosso compromisso com Deus.
- Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.

7 de abril de 2023

Plano de Aula Bíblica Adultos/Betel – Lição 02: A Criação revelando a glória do Criador

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•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

Ore com sua turma por sua aula.
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.

👉 Lembrem-se de que vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.

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Harpa de Ouro - Eu Te Louvo (Com Letra)

RUDE CRUZ 291 / HARPA CRISTÃ COM LETRA

Harpa Cristã 505 - As palavras de Jesus

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TEXTO ÁUREO
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Gênesis 1.27.


VERDADE APLICADA
O ser humano, por ser a coroa da criação de Deus, deve glorificá-Lo em todas as áreas da vida.


OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Apresentar a origem e o propósito da criação.
- Destacar as amostras da glória de Deus no homem.
- Falar sobre a restituição do propósito original.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
Gênesis 1. 26,28,31
26- E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.

28- E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra.

31- E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.


LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA / Sl 19.1-6
A natureza manifesta a glória de Deus.

TERÇA / Sl 33.1-9
O júbilo na contemplação das obras de Deus.

QUARTA / Sl 136.1-9
Deus é louvado por Suas obras.

QUINTA / Jo 1.1-3
No princípio era o Verbo.

SEXTA / At 17.26-30
Deus de um só fez toda a geração dos homens.

SÁBADO / Rm 1.18-25
A ira de Deus sobre a impiedade e injustiça.


MOTIVOS DE ORAÇÃO
Ore para que Deus nos capacite a vivermos à altura da nossa vocação.


ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1– Origem e propósito
2– As amostras da glória de Deus no homem
3– A restituição do propósito original
Conclusão.


INTRODUÇÃO
Na lição anterior vimos como a queda colocou a humanidade em oposição a Deus e sujeita ao Seu justo juízo. Nesta lição veremos o propósito de Deus ao criar todas as coisas e a relevância do ser humano viver segundo este propósito.


PONTO DE PARTIDA:
Fomos criados para glorificar o Senhor.


1- ORIGEM E PROPÓSITO
O mundo tem origem inteligente e propósito glorioso. A origem é um Deus pessoal e o propósito é a glória dEle manifestada em Sua criação. Este propósito é o tema central das Escrituras e da vida [Is 43.21; Rm 11.36].


1.1. Criados por um Deus glorioso.
A Bíblia não começa falando do homem. Ela começa falando de Deus e da glória dos Seus atributos: “No princípio criou Deus” [Gn 1.1]. A Bíblia, portanto, mostra, antes de mais nada, que o Deus eterno, auto suficiente, auto existente é o Criador, a causa e origem de todas as coisas. Ela quer que, sem distrações, vejamos a Sua glória. A glória de Deus manifestada na criação e em Cristo revela os atributos, o caráter e a perfeição do Criador [Jo 1.14].

- A tendência humana de imaginar Deus a partir do homem pode levar muitos a pensarem que Deus nos criou por necessidade. Esta ideia representa um Deus incompleto até que o homem fosse criado. Mas Deus não tem necessidades. Ele é independente de Sua criação. Suas obras não alteraram tudo que Deus é e sempre foi. É isso que significa dizer que Deus é um Deus satisfeito. Nós fomos criados por um Deus glorioso. Deus nos criou para que participássemos da Sua bendita e eterna satisfação em Sua própria glória.


1.2. Criados para um propósito glorioso.
Se Deus sempre foi autossuficiente, por que então criou o homem? Não encontramos esta resposta de forma explícita nos dois primeiros capítulos de Gênesis onde narra a criação. No entanto, é notório que Deus faz e fala. Ou faz por meio do falar. É assim que nós conhecemos alguém. Ouvindo o que ela diz e vendo o que ela faz. Na criação, Deus revela a si mesmo. É possível conhecermos parcialmente o Criador, por intermédio de Suas obras. Quando entendemos isso, nós encontramos o propósito glorioso da nossa existência: tornar o Deus glorioso conhecido por todas as pessoas.

- Van Groningen: “Não se afirma diretamente em Gênesis 1.1-2.25 o motivo pelo qual Deus decidiu criar e, desse modo, fazer-se conhecido a outros além da própria Trindade. Em Gênesis 1, no entanto, a repetida declaração “e Deus disse” indica seu desejo de falar, de expressar-se, e de fazer-se conhecido. Deus fez o que Ele quis fazer.”


1.3. Pecado: desviando-se do propósito.

Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança [Gn 1.26]. Deus encheu o homem com atributos que anunciariam a glória de Deus [Gn 1.27]. “Encher a terra” [Gn 1.28; 9.1] não significa que a procriação tinha um fim em si mesma. As marcas da glória de Deus impressas no homem seriam espalhadas pelo mundo. Roger Stronstad (Teologia Bíblica Pentecostal – Carisma Editora, 2020, p. 32) comentou sobre a obediência dos filhos de Adão e Eva à ordem do Criador para multiplicação e encher a terra [Gn 1.27]: “Obedientes a essa ordem, os filhos de Adão e Eva e seus descendentes começam a se disseminar e povoar a terra. No entanto, por causa das consequências do pecado de Adão [Gn 3.12], à medida que a população aumenta, os pecados também crescem (…)”.

- John Piper diz: “O propósito de Deus na criação, portanto, era encher a terra com sua própria glória. Isso fica claro, por exemplo, em Números 14.21, em que o Senhor diz: “Toda a terra se encherá da glória do Senhor”, e em Isaías 43.7, em que o Senhor se refere ao seu povo como “os que criei para minha glória.
- A nossa origem e o nosso propósito só podem ser definidos em Deus.


2- AS AMOSTRAS DA GLÓRIA DE DEUS NO HOMEM
A criação do ser humano está em um ponto elevadíssimo em toda a criação por sermos feitos à imagem de Deus. Mas se Deus é Espírito, então o significado disso é que Deus nos fez portadores de atributos que apontam para Sua glória.


2.1. Corregência com Deus.
Quando Deus deu origem à criação, determinou seus papéis pelo poder criativo das suas palavras [Gn 1.3, 6, 9, 11, 14, 20, 24]. A palavra de Deus criava a ação ordenada. Mas quando Deus foi determinar o papel do homem, Ele lhe deu uma ordem consciente [Gn 1.27-30]. O homem, de posse dos atributos que Deus lhe conferiu, deveria usá-los consciente e intencionalmente para cumprir as ordens dadas pelo Criador. O homem é o único ser na face da terra que tem consciência de que está participando de uma corregência com Deus ao obedecê-lo. Que privilégio maravilhoso!

- Comentário Bíblico Broadman – volume 1: “Na criação, Deus levou a terra até certo ponto e depois colocou-a nas mãos do homem, para que dela se encarregasse. Ela não fora ainda “subjugada” nem ainda colocada completamente sob o domínio de Deus. O homem devia apressar este processo. Era seu privilégio e desafio. Tem sido a tragédia da história do homem que ele pensou que o domínio sobre a natureza, que lhe havia sido dado, era para o seu benefício pessoal. Assim pensando, ele esbanjou os recursos da terra. Agora está começando a perceber que o seu domínio consiste na responsabilidade de ajudar cada aspecto da natureza a atingir o seu alvo mais elevado. Em certo sentido, ele deve juntar-se a Deus, na tremenda tarefa de continuar a obra da criação.”


2.2. A glória no homem nas ações e palavras.
Assim como Deus se faz conhecido por Suas ações e palavras, Ele designou o homem em tornar Sua glória conhecida no mundo por suas ações e palavras. Depois de Deus criar todos os animais, poderia ele mesmo dar-lhes seus nomes. Preferiu, porém, designar ao homem esta tarefa. Animal a animal recebera o nome que Adão não só escolheu, mas proferiu [Gn 2.19-20]. Desta forma, a sabedoria de Deus comunicada ao homem ao criá-lo à Sua imagem deveria ser vista por toda a humanidade. Além das palavras, o homem deveria governar os animais e administrar os recursos naturais com sabedoria que honrasse seu Criador [Gn 1.28-31].

- Ao iniciar o livro de Atos, Lucas diz que em seu primeiro livro procurou descrever tudo o que Jesus começou a fazer e ensinar [At 1.1]. Ele era conhecido como “um profeta, poderoso em palavras e em obras diante de Deus e de todo o povo” [Lc 24.19]. Cristo revelou-se como Filho de Deus e a Sua glória diante dos homens. Tudo o que Ele fazia e tudo o que falava não era para alcançar glória para si mesmo, mas para glorificar o Pai diante dos homens. Estes são os passos que Jesus deixou para nós seguirmos. 1Pedro 4.10-11 ensina que Deus distribuiu da Sua graça a cada um de nós para que, seja com as nossas palavras ou com o nosso serviço, devemos fazer de um jeito que em tudo seja Deus glorificado.


2.3. Um estágio no Éden.
O Éden foi, por assim dizer, o estágio humano para cuidar de toda a terra. No jardim havia todo tipo de árvores das quais o homem poderia comer [Gn 1.29]. E uma árvore a qual ele deveria “guardar” [Gn 2.15-17]. Além disso, Deus deu autoridade ao homem para subjugar os animais [Gn 1.26-28]. O diabo se apresenta justamente em um animal para tentar o homem, lhe fazendo perguntas às quais o homem não tinha o dever algum de responder. Assim, ao invés de subjugar a serpente, o homem se sujeita às suas sutis palavras [Gn 3.1-6]. Ou seja, o homem comete seu primeiro erro como corregente de Deus na criação. Subsequentemente comete o segundo, quando come da árvore que deveria “guardar”. Ao falhar em seu “estágio” edênico, o homem passa a administrar mal tudo o que Deus lhe confiou, quando não busca honrar a glória do Senhor da criação.

- R. N. Champlin: “A responsabilidade de Adão era lavrar o solo do jardim. Desta forma, Gênesis ensina a dignidade do trabalho na criação original. O resultado da queda não foi o trabalho, mas a labuta em face de forças intoleráveis. A tarefa de Adão era simples e agradável, sem espinhos, cardos ou ervas daninhas para tomá-lo frustrado. Sem um trabalho construtivo, o homem não pode obter da vida uma verdadeira satisfação. Ócio não era o modo de vida no Éden.”
- Apesar de Deus não precisar de nada nem de ninguém, Ele nos criou e nos designou como corregentes.


3- A RESTITUIÇÃO DO PROPÓSITO ORIGINAL
Paulo diz que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus [Rm 3.23]. O plano divino de salvação em Cristo Jesus é restaurar o ser humano por inteiro, incluindo sua honrosa posição original a qual Deus estabeleceu como corregentes de Sua criação.


3.1. Deus não destituiu o homem do seu papel na criação.

O trabalho do homem agora seria penoso o resto de sua vida [Gn 3.17-19]. Após a declaração “E Deus os abençoou” [Gn 1.28], com a entrada do pecado, foi acrescentada: “maldita é a terra por causa de ti” [Gn 3.17]. Porém, este honroso desígnio de Deus para o homem na criação continua de pé. A criação foi feita para o homem. Por isso Deus deixa para criar o homem no final, coroando Sua obra. Porém, como Deus fez o ser humano semelhante a Si mesmo, no encargo de dominar o mundo e enchê-lo, o homem deve fazê-lo para mostrar Deus. Apresentar a imagem dEle. Devemos agir em nossos deveres de forma a espelhar Deus e seus atributos comunicáveis. Ao dar ao homem a missão e poder de governar, como diz Piper: “O objetivo de Deus, portanto, era que o ser humano agisse de modo que espelhasse Deus, que tem o domínio supremo”.

- John Piper: “Ao ser humano é dada a posição elevada de portador da imagem, não para que ficasse arrogante e autônomo (como tentou fazer por ocasião da queda), mas para que refletisse a glória de quem o fez, cuja imagem traz em si”. Sermos portadores da imagem nos motiva a sermos zelosos em qualquer lugar, realizando qualquer tarefa; fazendo realmente qualquer coisa.


3.2. Não limite seu potencial de glorificar a Deus.
Cada ser humano tem um potencial dado por Deus. Quando desenvolvemos e expressamos este potencial, refletimos os atributos de Deus. Ou seja, as práticas religiosas não são as únicas nem as mais plenas formas de expressarmos nosso temor e amor a Deus. O desejo de Deus é que, como disse Paulo: “quer comamos, quer bebamos ou façamos qualquer coisa, façamos tudo para a glória de Deus” [1Co 10.31]. Não há no jardim menção de cultos, orações ou ofertas. A vida de obediência a Deus era o culto. O trabalho do homem lá, explorando todo potencial que Deus lhe conferiu, era o culto. Depois da queda, houve uma ruptura dicotômica. Os homens baniram Deus de suas vidas comuns, recorrendo a Ele apenas em suas necessidades ou deveres religiosos pré-programados. Esta é uma forma de limitarmos nosso potencial de honrar a glória do Criador.

- Não temos menção de ações cultuais realizadas por Adão e Eva dentro do Éden. Porém, ainda que Gênesis 4.26 diga que nos tempos de Enos é que se começou a invocar o nome do Senhor, no mesmo capítulo é narrada a história de adoração dos dois filhos de Adão e Eva [Gn 4.1-5]. Caim e Abel provavelmente aprenderam sobre adoração com seus pais. Uma adoração que implicava aceitação ou rejeição divina. É possível que, do lado de fora do jardim, Adão e Eva começaram a buscar reconexão com Deus através de sacrifícios e ofertas. Porém, já na primeira ação cultual de oferta registrada na Bíblia, fica evidente que não é qualquer ação cultual que Deus aprova.


3.3. O Servo perfeito de Deus.
Analisar mais de perto o papel e o propósito que o homem tinha em sua relação com Deus antes da queda nos leva a pensar sobre o que Deus espera de nós hoje. Somos convidados a uma reaproximação ao propósito original da vida, quando lembramos que, embora Deus tenha expulso o homem do Éden para o mundo, Cristo invade o mundo para nos trazer de volta não ao Éden, mas à comunhão plena com Deus. Apesar de ser Senhor de tudo, se esvaziou de si mesmo e se fez servo de todos [Fp 2.7]. Ele foi o perfeito Servo do Senhor [Is 42.1-8; Mt 12.18-20]. Serviu com a vida. Serviu até a morte. Obediente em tudo. Honrou a Deus não apenas no templo, em práticas religiosas, mas em tudo. Cristo com Seu trabalho perfeito resgata o ser humano para o propósito original de Deus.

- Paulo diz com clareza em Filipenses 2 que Cristo encarnou em forma de servo. Mais que isso. Ele poderia vir ao mundo como um rei, rodeado de servos e nunca experimentar trabalho. Porém, foi do desígnio de Deus que Ele se fizesse pobre [2Co 8.9], nascesse em uma família pobre e seguisse a profissão do seu pai José como carpinteiro [Mt 13.55; Mc 6.3]. Cristo foi definitivamente um homem de trabalho. Ele disse: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” [Jo 5.17]. Disse ainda: “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou” [Jo 9.4]. Era necessário que aquele que veio assumir o nosso lugar como representante da humanidade, fosse um modelo de servo que agrada a Deus.

- O plano divino da salvação em Cristo Jesus é restaurar o ser humano por inteiro.


CONCLUSÃO
Que o presente estudo contribua para que cada discípulo de Cristo, por ter sido resgatado da vã maneira de viver [1Pe 1.18], esteja plenamente consciente e atento para viver no presente século conforme a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, para que em tudo seja Deus glorificado (1Pe 4.11).


Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.
Seja imitador de Deus.
O fim de todas as coisas está próximo. Portanto sejam criteriosos e estejam alertas. (1 Pedro 4.7).
“Deixe o ímpio seu caminho e converta-se ao Senhor.” 
(Isaías 55.7).
“E conheça a verdade e a verdade vai libertar você!”
(João 8.32).

Plano de Aula Bíblica Adultos/ Cpad – Lição 02: A Predileção dos Pais por um dos Filhos

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PLANO DE AULA 
Na lição desta semana, veremos que, quando desviamos das normas de convivência saudável que Deus estabeleceu em sua Palavra, o relacionamento familiar é profundamente prejudicado. No Livro de Gênesis, encontramos a predileção dos filhos por parte do casal Isaque e Rebeca. O presente relato bíblico nos ensina que é uma tragédia moral e espiritual quando os pais preferem qualquer um dos filhos. Estes são herança do Senhor (SL 127.3) e cabe aos pais a responsabilidade com o desenvolvimento saudável e equilibrado do ponto de vista físico, emocional e espiritual dos filhos (Ef 6.4). Vale destacar que a formação do caráter dos filhos tem como referência o relacionamento sadio entre os pais, o qual é a principal referência para os filhos.

APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar o plano de Deus para a família de Isaque e Rebeca;
II) Apontar a predileção dos filhos como uma das principais causas de conflito familiar;
III) Explicar os malefícios da predileção na formação e desenvolvimento físico, emocional e espiritual dos filhos.

B) Motivação:
Isaque e Rebeca foram infelizes na criação dos filhos porque não souberam esperar o cumprimento das promessas divinas e não atentaram para os malefícios emocionais que a predileção pode trazer para as relações familiares. Para que os filhos cresçam de maneira saudável é fundamental que os pais entendam que o amor de Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2.11). Cada ser humano tem as suas características peculiares e é relevante no plano de Deus para alcançar as famílias.

C) Sugestão de Método:

Realize um painel com seus alunos. 
Convi­de pastores e ministros que fazem parte do ministério da igreja para um diálogo sobre a criação dos filhos. 
É importante que você, professor(a), seja o(a) mediador(a). 
Peça que cada um deles expresse um conselho sobre a predileção em relação aos filhos. 
Em seguida, abra espaço para os alunos perguntarem sobre o tema. 
Ao final, ore ao Senhor para que haja cura das possíveis decepções causadas em razão da predileção. 
Reforce que devemos pedir a Deus sabedoria para não cometermos injustiça no cumprimento de nossos papéis familiares.

CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação:
Depois de apontar os malefícios da predileção para a
formação do caráter dos filhos, faz a seguinte pergunta: Como a predileção tem afetado a relação entre pais e filhos no seio familiar atual? Que exercícios devem ser praticados para evitar esse tipo de conflito entre irmãos?

SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristao.
Vale a pena conhecer essa revista que traz
reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio às Lições Bíblicas Adultos. Na edição 93, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais:
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) Para aprofundar o primeiro tópico, o texto “Entenda como seus filhos se sentem” ressalta que ouvir os filhos é o primeiro passo para lidar com as suas percepções e administrar conflitos entre irmãos;
2) Para aprofundar o segundo tópico, o texto ‘’Amando uns aos outros’’ mostra a importância do afeto familiar. Se uma família deseja desenvolver seus laços afetivos é essencial que os filhos tenham a certeza do amor recíproco de seus pais.

Cante:
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Crédito endereço na descrição dos vídeos:
Créditos na descrições dos vídeos abaixo:
IRMÃOS AMADOS -175 HARPA CRISTÃ-Carlos José-LEGENDADO


Hino 318 - Harpa Cristã - Ao Lar Paternal

Harpa Cristã 426 - União Dos Irmãos

•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

  
Ore com sua turma por sua aula.
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.
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👉 Apresentem o título da lição:
A Predileção dos Pais por um dos Filhos
Tenham uma excelente e produtiva aula!
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Para iniciar utilizem a:
Dinâmica: Queridinho dos pais?
Objetivo:
Introduzir o estudo sobre o favoritismo de Isaque por Esaú e Rebeca por Jacó, que trouxe sérias consequências familiares.
Material:
01 cesta de frutas variadas

Procedimento:
- Apresentem para os alunos uma cesta com vários tipos de frutas.

- Passem a cesta para os alunos verem e falar qual daquelas frutas eles têm preferência.

Qual a razão dessa preferência por determinada fruta?

Deixem que os alunos falem.

- Depois, perguntem: Qual sua cor preferida? Por quê?

Aguardem as respostas.

- Falem: Aqui nestas 02 situações vocês falaram sobre suas escolhas e preferências por frutas e cores.

Certamente estas preferências não trazem consequências negativas para você e sua família.

Mas, na lição de hoje vamos estudar sobre um tipo de preferência que pode causar sérias consequências familiares, emocionais e psicológicas, que é a predileção dos pais por determinado filho, tendo como fonte de estudo a situação do casal Isaque e Rebaca; Isaque tinha favoritismo por Esaú e Rebeca por Jacó.
- Falem: Vamos começar?
Fonte da dinâmica por Sulamita Macêdo/Blogatitudedeaprendizblogspot.com.
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TEXTO ÁUREO
E amava Isaque a Esaú, porque a caça era do seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó.
Gênesis 25.28.


VERDADE PRÁTICA
A preferência de filhos dentro do lar gera divisão e promove o egoísmo na formação deles.


LEITURA DIÁRIA
Segunda – Rm 12.2
A vontade de Deus sempre é perfeita.

Terça – Gn 25.21
Deus abre a madre da mulher estéril.

Quarta – Sl 127.3-5
Os filhos são herança para os pais.

Quinta – Gn 49.3; cf. Sl 78.51
A primazia do filho primogênito na família.

Sexta – Ef 6.1-3
Os filhos devem honrar e obedecer a seus pais.

Sábado – Ef 6.4
Os pais não devem provocar a ira aos filhos.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 25.19-28
19 – E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque;

20 – e era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu, por sua mulher.

21 – E Isaque orou instantemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.

22 – E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi-se a perguntar ao Senhor.

23 – E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.

24 – E, cumprindo-se os seus dias para dar a luz, eis gêmeos no seu ventre.

25 – E saiu o primeiro, ruivo e todo com a uma veste cabeluda; por isso, chamaram o seu nome Esaú.

26 – E, depois, saiu o seu irmão, agarrando sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso,se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou.

27 – E cresceram os meninos. E Esaú foi varão perito na caça, varão do campo; mas Jacó era varão simples, habitando em tendas.

28 – E amava Isaque a Esaú, porque a caça era do seu gosto; mas Rebeca amava a Jacó.





INTRODUÇÃO
A história de Isaque e Rebeca parece uma infeliz repetição da de Abraão e Sara. Por algumas vezes, Abraão não soube lidar com os sentimentos de sua esposa, cometendo erros pelos quais pagou um alto preço. Nesta lição, estudaremos a respeito da predileção de filhos pelo casal Isaque e Rebeca. Veremos que quando isso acontece na família, os resultados são conflitos intermináveis que fazem do lar um ambiente hostil para a criação dos filhos. Obviamente, essa não é a vontade de Deus para a família cristã.


PALAVRA CHAVE:
PREDILEÇÃO


I – O PLANO DE DEUS PARA A FAMÍLIA E SUA PRESCIÊNCIA
1- O Plano divino para a famí­lia de Isaque e Rebeca.
Isaque e Rebeca faziam parte de um plano maior de Deus. Ao conhecer Rebeca e tomá-la por esposa, Isaque não esperava o que viria pela frente. Quando ele descobre a esterilidade de Rebeca, a Bíblia diz que o patriarca orou ao Senhor para que a mãe de sua esposa fosse aberta (Gn 25.21). Somente
20 anos depois dessa oração, com 60 anos de idade, Isaque recebeu a notícia de que Rebeca estava grávida (Gn 25.26; cf. 25.20). Portanto, nada pode impedir o plano de Deus, pois quando Ele opera, seus desígnios se cumprem no tempo certo. Assim, no tempo perfeito de Deus, Rebeca gerou dois meninos.


2- O propósito presciente de Deus.

Deus sabia antecipadamente o futuro de Esaú e de Jacó. Ele sabia de antemão o que haveria de acontecer com os filhos gêmeos de Isaque e Rebeca (Gn 25.23). Isso indepen­dia das circunstâncias que envolvessem essa história. Por isso, o Senhor atendeu a oração de Isaque e Rebeca concebeu filhos gêmeos (Gn 25.21). Entretanto, conforme as crianças se desenvolviam, alguns meses depois os gêmeos já lutavam entre si no ventre da esposa de Isaque (Gn 25.22).

No caso dos gêmeos, Esaú e Jacó, Deus sabia que, criados como agentes livres, eles seriam rivais. Aqui, estamos abordando a presciência de Deus, um atributo divino que indica o pre-conhecimento de todas as coisas. Devemos ressaltar que esse atributo não é causativo, isto é, ele não implica determinismo na vida do ser humano. Contudo, o Senhor tem um propósito para a vida de cada pessoa; muitas vezes não o compreendemos, mas sabemos que a vontade dEle é perfeita (Rm 12.2).


SINOPSE I
Os desígnios de Deus se cum­prem no tempo certo.


AUXÍLIO VIDA CRISTÃ
ENTENDA COMO SEUS FILHOS SE SENTEM
Para estabelecer os seus filhos numa identidade forte e positiva, em primeiro lugar você precisa entender como eles se sentem. Sempre que um filho diz ao seu pai: ‘Você não entende’, sinais de alarme deveriam disparar na mente desse pai. 
Isso não quer dizer que seus filhos tenham razão quanto ao que sentem. No entanto, o passo essencial para ajudar uma pessoa a lidar com as suas percepções. A criança que diz que o seu pai não a compreende pode estar desejando que a escutem – e ouçam. Sempre que os nossos filhos nos dizem isso, a maioria de nós faz a coisa mais fácil – fica zangado se afasta. Afinal, sempre é mais fácil reagir do que compreender. […] Tiago deu o seguinte conselho: ‘Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar’ (Tg 1.19). Acho que isso é particularmente necessário para os pais. As crianças irão romper as suas regras e o seu coração, mas quando você se comunicar com os sentimentos delas, estabelecerá uma conexão que tornará a cura muito mais fácil” (YOUNG, Ed. Os 10 Mandamentos da Criação dos Filhos: O que fazer e o que não fazer para criar ótimos filhos? Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.44).


II – O CONFLITO FAMILIAR
1- A esterilidade de Rebeca.
Na antiguidade, uma mulher estéril era vista como uma pessoa amaldiçoada. Por serem impedidas de procriar, mulheres inférteis eram consideradas inferiores a ponto de, num casamento, os maridos terem o direito de repudiá-las. No caso de Isaque, ao perceber que Rebeca não podia dar-lhe filhos, orou ao Senhor para que a esterilidade de Rebeca fosse desfeita e ela pudesse gerar. Como vimos, Deus ouviu o clamor de Isaque (Gn 25.21).


2- O conflito:

E os filhos lutavam no ventre dela” (Gn 25.22). Naquele tempo, do ponto de vista social, a geração de filhos herdeiros era importante para as famílias (Sl 127.3-5). Por isso, Abraão e Sara precipitaram-se na promessa de Deus com uma substituta, a serva Agar, para gerar o filho desejado, e pagaram um preço alto. Diferentemente de seu pai, Isaque buscou ajuda do alto para superar o problema da esterilidade de Rebeca. Entretanto, uma vez grávida, para a felicidade do casal, Rebeca começou a afligir-se por causa de um movimento excessivo dentro do seu ventre. A esposa de Isaque orou ao Senhor a respeito da questão e ouviu de Deus que havia dois povos no seu ventre, e que o menor dominaria sobre o maior (Gn 25.23).


3- O favoritismo do casal pelos filhos.
Em termos de personalidade e de temperamento, Esaú e Jacó cresceram como pessoas diferentes. Em Gênesis 25.25-28, Deus revela a Rebeca as diferenças entre os gêmeos. O ‘’menor’’ (Jacó) teria uma descendência forte e o ‘’maior’’ (o mais velho e, por isso, primogênito, Esaú) servirá ao menor. No capitulo 27, já idoso e cego, Isaque achava que logo morreria. Por isso, preocupava-se em abençoar a Esaú com a bênção patriarcal do ‘’direito da primogenitura’’. Alicerçado nos padrões legais do direito daquele tempo, dedicava-se a Esaú, pois este o satisfazia com o prazer das caças que levava para o patriarca. Entretanto, sabendo que havia um plano especial de Deus para o filho mais novo, Rebeca favorecia Jacó. Essa predileção praticada pelos pais de Esaú e Jacó produziria um grande conflito na família.


SINOPSE II
A predileção dos filhos é uma das causas de conflito na família.


AUXÍLIO VIDA CRISTÃ
AMANDO UNS AOS OUTROS
Maridos e esposas devem se amar mutuamente. As Escrituras não dei­xam nenhuma dúvida sobre isso, e os filhos sabem instintivamente que é a verdade (Ef 5-6). Portanto, se uma família deseja desenvolver seus laços afetivos, é essencial que os filhos te­nham a certeza do amor recíproco de seus pais. Elton Trueblood se expressa dessa maneira: ‘É Responsabilidade De todo pai fazer com que filho saiba que ele ama profundamente a sua mãe.

Não existe nenhuma boa razão para que todo afeto seja escondido ou praticado em segredo. Um filho que cresce entendendo que seus pais se amam dispõe de uma maravilhosa base de estabilidade. O verdadeiro amor entre os pais não pode ficar escondido. Os filhos ouvirão o amor através das ternas palavras pronunciadas quando eles se separam ou mesmo naquele tom de voz reprimido usado quando alguém está zangado.

Eles verão o amor em um toque gentil, no amoroso encontro das mãos quando caminham pelo parque ou em uma sub-reptícia troca de sorrisos. Os filhos precisam ver que os pais sentem afeto um pelo outro.[…] Observar uma terna afeição física entre os país irá aumentar a segurança dos filhos e sutilmente os encorajar a prática do amor.

[…] Se desejarmos construir o amor na família, a disciplina do afeto familiar exige começar com o óbvio: o amor a Deus e o amor ao próximo. Se isso não existir, ou estiver em falta, vai ser muito difícil construir o amor na família” (HUGHES, Kent & Bárbara. Disciplinas da Família Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp. 34,35).


III – O PROBLEMA DA PREDILE­ÇÃO POR FILHOS NA FAMÍLIA
1- Esaú, o filho predileto de Isaque.
Isaque demonstrou fraqueza ao receber o agrado de Esaú, que lhe trazia a carne de caça do campo, ignorando, dessa forma, a profecia divina de Gênesis 25.23. Por força dos padrões sociais da época, o primogênito tinha a primazia no futuro da família (Gn 49-3; cf. Sl 78-51). Por isso, Isaque pensava que deveria ministrar a bênção patriarcal com direito de primogenitura a Esaú, o mais velho. Entretanto, ele não compreendeu o propósito de Deus para seus filhos. Isaque não percebeu que havia algo superior em relação aos dois filhos e que o Senhor agiria para que nenhum dos dois filhos se sentissem prejudicados.


2- Jacó, o filho predileto de Rebeca.
Percebendo que a bênção patriarcal poderia ser conferida a Esaú, o filho mais velho, Rebeca resolveu interferir na ordem dos fatos e, sem consultar a Deus, antecipou a bênção patriarcal para o mais novo. Embora soubesse que a bênção pertencia a Jacó, conforme Deus havia revelado anteriormente, Rebeca colocou-se acima do plano divino e interferiu nos acontecimentos com uma atitude mentirosa.

Sabedora de que Esaú quebrou princípios da obediência e do respeito aos pais, casando-se com uma mulher estrangeira (Gn 26.34,35), Rebeca arquitetou um plano para que Isaque abençoasse a Jacó com a benção da primogenitura. Assim, deu instruções precisas a Jacó.

O plano de Rebeca consistia em preparar um cabrito assado, pegar um couro peludo de um bode e vesti-lo em Jacó. Este deveria levar o assado ao pai e imitar a voz de seu irmão. Toda essa trapaça revelava a fraqueza do caráter de Rebeca.


3- O problema da predileção pelos filhos.
Além do conhecimento que os pais tinham acerca do conflito entre os dois filhos, faltou a Isaque, como o líder da família, a habilidade e a sabedoria para contornar o embate existente. Por outro lado, Rebeca não avaliou os danos morais e espirituais nos seus filhos. O presente relato bíblico nos ensina que é uma tragédia moral e espiritual quando os pais preferem qualquer um dos filhos.

Estes são herança do Senhor (Sl 127.3) e Deus concedeu esse privilégio para que os pais sejam uma bênção para a vida de seus filhos. Portanto, quando os pais não fazem a predileção pelos filhos, eles evitam um futuro de traumas e problemas emocionais. Nesse sentido, os pais têm responsabilidades no desenvolvimento saudável e equilibrado do ponto de vista físico, emocional e espiritual dos filhos (Ef 6.4).


SINOPSE III
Os pais têm responsabilidades no desenvolvimento saudável e equilibrado dos filhos.


CONCLUSÃO
Na Palavra de Deus, encontramos normas que servem de convivência saudável e cristã para a vida familiar. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo admoesta aos pais quanto a criação dos filhos (Ef 6.1-4). Nessa orientação, os filhos devem ser obedientes a eles (Ef 6.1-3) e os pais não devem provocar a ira aos filhos (Ef 6.4). Assim, quando o casal não respeita a personalidade dos filhos, tratando-os com predileção, infelizmente, o resultado é o conflito entre os membros da família.


REVISANDO O CONTEÚDO
1- O que Isaque não esperava que viria pela frente?
R. A esterilidade de Rebeca.



2- O que a presciência de Deus indica?
R. Indica o pré-conhecimento de todas as coisas.



3- O que a predileção praticada pelos pais de Esaú e Jacó produziu?
R. Produziu um grande conflito familiar.



4- O que Isaque ignorou? E que plano Rebeca arquitetou?
R. Isaque ignorou a profecia divina de Gênesis 25.23. Rebeca arquitetou um plano para que Isaque abençoasse a Jacó com a benção da primogenitura ao se passar pelo irmão.



5- Segundo a lição, o que o relato bíblico da família de Isaque e Rebeca nos ensina?
R. O presente relato bíblico nos ensina que é uma tragédia moral e espiritual quando os pais preferem qualquer um dos filhos.





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Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
João 4:35.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
2 Timóteo 2.15.
Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.