10 de março de 2023

Plano de Aula Bíblica Jovens/Cpad – Lição 11: Santidade Integral

✋ A paz do Senhor Jesus Cristo a todos que amam a palavra de Deus, sejam muito bem vindos.
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👇O conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação da vida de seus alunos e isso é importante. Procure ser criativo na exposição da aula.
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A AULA VAI COMEÇAR
ANTES DA AULA
A santidade deve abranger o ser humano por completo: O espírito, a alma e o corpo.

Prof. Nesta lição veremos que o ser humano foi criado de forma integral e que a santidade deve acontecer também de forma irrestrita: Corpo, alma e espírito. Deus formou o ser humano com um espírito para se comunicar com Ele. Assim por meio dele é possível o crente ter comunhão e se relacionar com Deus. O intelecto, as emoções e a vontade são vivenciadas pela alma.

Para santificar o espírito e a alma, precisamos do estudo devocional e sistemático da Palavra de Deus, não por obrigação, mas pelo desejo de conhecer mais ao Pai e a sua vontade. Além do estudo da Palavra de Deus é necessário a prática da oração como diálogo sincero e em secreto com o Senhor; o estudo da Palavra e a constante vigilância sobre os desejos carnais. Com a ajuda do Espírito Santo temos condições de nos santificar de forma integral.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
- Prof. Para esta aula sugerimos uma participação mais efetiva dos alunos. Convide três voluntários que estudaram a lição para que exponham um tópico da lição. 
Escolha, com antecedência, o tópico que vão comentar. 
- Faça a oração para iniciar a aula, leia o Texto Bíblico, o Texto Principal e o Resumo da Lição. 
Em seguida, deixe que o voluntário explique o seu tópico e na conclusão da lição se coloque à disposição para tirar as dúvidas. Se houver necessidade, com todo cuidado, intervenha auxiliando em uma complementação ou para corrigir alguma explicação.

Momento do louvor
 

Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Crédito endereço na descrição dos vídeos:
Viverei,Viverás 1988 Grupo Nova Dimensão


Jesus Cristo Mudou Meu Viver (What a Difference You've Made In My Life) (Vídeo Ao Vivo)


Aline Barros - Renova me Senhor Jesus (Legendado)


Elaine Martins - Santificação (Letra) | Gospel Hits


Aline Barros - Santidade


Em Espírito, em Verdade - Ministério Koinonya de Louvor - Letra


247 da Harpa Cristã

•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um. 
Ore com sua turma por sua aula. 
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.
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💨 Trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada. 
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👉 Apresentem o título da lição:
Santidade Integral
Tenham uma excelente e produtiva aula!
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Para iniciar apliquem a:
Dinâmica: Corpo, Alma e Espírito
Objetivo:
Estudar sobre tricotomia do homem(corpo, alma e espírito) e a mordomia do corpo, alma e do espírito, em processo de santificação.
Material:
Para digitar: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança... E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” Gn 1. 26a e 27.

04 cartolinas

01 rolo de fita adesiva

02 envelopes

Nomes digitados: ALMA, ESPÍRITO

Características da alma(colocar num envelope)

Características do Espírito(colocar num envelope)

Procedimento:

- Colem os seguintes versículos numa cartolina:

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança... E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” Gn 1. 26a e 27.

- Ao ler os versículos, circulem com pincel atômico as palavras: Deus, homem, imagem e semelhança.

- Peçam para que os alunos olhem para seus colegas e digam: Deus criou o homem e a mulher. Você é imagem de Deus.

- Depois, leiam “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo” (I Ts 5.23).

- Observem o que acabamos de ler, somos formados de corpo, alma e espírito(circulem estes nomes no versículo).

- Perguntem: Qual a diferença entre alma e espírito?

Aguardem as respostas.

- Agora, peçam para que 02 alunos, um de cada vez, retirem um dos envelopes e leiam as características da alma e do espírito.

- Depois, apresentem 03 folhas de cartolina com as seguintes perguntas:

Título da cartolina 01: Como podemos cuidar da alma?

Título da cartolina 02: Como podemos cuidar do espírito?

Título da cartolina 03: Como podemos cuidar do corpo?

Aguardem as respostas e escreva-as nas cartolinas.

Fonte da dinâmica por Sulamita Macêdo. /Blog//atitudedeaprendizblogspot.com.
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TEXTO PRINCIPAL
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
1 Tessalonicenses 5.23.


LEITURA SEMANAL
SEGUNDA – Gn 2.7
Deus criou nosso corpo, alma e espírito.

TERÇA – 1 Ts 5.23
Deus nos santifique em tudo.

QUARTA – Tg 2.26
O corpo sem o espírito está morto.

QUINTA – 1 Co 15.50
Carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus.

SEXTA – 1 Pe 1.22
Purificando a alma.

SÁBADO – 1 Co 15 42-58
Jesus morreu na cruz para nos resgatar de forma integral.


OBJETIVOS
- MOSTRAR que o ser humano é um ser integral;
- COMPREENDER como se dá a santificação da parte imaterial do ser humano (espírito e alma);
- SABER como se dá a santificação da parte material do ser humano (corpo).



TEXTO BÍBLICO
  Gênesis 2.7
7 E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

  1 Tessalonicenses 5.21-23
21 Examinai tudo. Retende o bem.
22 Abstende-vos de toda aparência do mal.
23 E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espirito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

  Gálatas 5.24-26
24 E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
25 Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
26 Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.

 
INTRODUÇÃO
O texto de 1 Tessalonicenses 5.23, apresenta o ser humano integral: Espírito, alma e corpo. Veremos que a santificação também deve ser integral, abrangendo o ser humano em sua totalidade. Para isso, será analisado o impacto da santidade nestas três áreas, começando pelo espírito.


I- O SER HUMANO É INTEGRAL: ESPÍRITO, ALMA E CORPO

1- O conceito de ser humano integral.
Para entender o conceito do ser humano integral e a influência deste na construção teológica no primeiro século, se faz necessário conhecer um pouco da visão da cultura helênica para contratá-la com a judaica. Os gregos acreditavam em uma antropologia especialmente platônica, que era dicotomista (o ser humano em duas partes: Corpo e alma).

Nesta visão, a alma era supervalorizada, sendo considerada parte do bem; já o corpo era tido como a parte do mal, consequentemente desvalorizado e considerado o cárcere da alma. Entretanto, a concepção judaica considerava o ser humano em sua totalidade. Na Bíblia, a criação do homem é de forma integral (Gn 2.7).

No Novo Testamento, por influência paulina, prevaleceu o ponto de vista judaico. O apóstolo Paulo, apesar de ser um conhecedor da cultura grega, assegurou aos crentes de Tessalônica, que Deus vê o ser humano como um todo (1 Ts 5.23).


2- Corpo: a parte material do ser humano.
A dicotomia dos gnósticos, por influência do pensamento grego, defendia que a matéria era má e distinta do espírito, considerado a parte boa. A doutrina gnóstica, com base neste pensamento dualista, provocava dois tipos de comportamentos errôneos: O primeiro levava as pessoas a fazerem o que bem entendessem com o corpo, uma vez que a crença era de que não afetava o espírito. O segundo comportamento era o inverso, já que o corpo era a matéria má, melhor não fazer nada com ele para modificá-lo.

Portanto, dois extremos, onde o primeiro comportamento pecava pelo excesso e segundo por falta. O Novo Testamento demonstra que tanto os judeus, como os judeu-cristãos e os cristãos-gentios defendiam a preservação do corpo em santidade, evitando os pecados contra ele (1 Co 6.18,19). O corpo humano é o lugar de habitação do espírito (2 Co 5.1; 2 Pe 1.13,14). O corpo, sem o espírito e a alma, é morto (Tg 2.26).


3- Alma e espírito, a parte espiritual do ser humano.
Tanto no Antigo Testamento, como no Novo, temos textos que distinguem bem a parte imaterial do ser humano (alma e espírito). Dentre outros textos do Antigo Testamento, o profeta Isaías faz uma afirmação que destaca a alma e o espírito (Is 26.9). Dentre outros textos do Novo Testamento, pode ser destacada a adoração de Maria (Lc 1.46-56); bem como o versículo de Hebreus (Hb 4.12).

O espírito humano foi gerado a partir do Criador (Gn 2.7), nele o ser humano tem consciência de Deus e das coisas espirituais e tem conexão com as realidades divina e espiritual (1 Co 6.17). Enquanto a alma é a sede da personalidade, lugar dos sentimentos, pensamentos e decisões. Tanto o espírito quanto a alma são eternos e se mantêm unidos após a morte. O cristão deve cuidar das partes do ser como um todo.


SUBSÍDIO 1
Prof. Explique que Paulo na primeira Carta aos Tessalonicenses mostra que “a separação do crente é real e importante: os crentes precisam ‘reter o que é bom’ e, ao mesmo tempo, se abster de toda a forma de mal (versão RA). Paulo não quis dizer que os crentes devem literalmente se retirar do mundo, pois fazer isto significaria que eles não projetariam a Luz de Cristo para que mais pessoas pudessem vir até Ele.

Os crentes podem, no entanto, ser certificar de que não deem ao mal uma plataforma, evitando situações tentadoras e concentrando-se na obediência a Deus (veja também Romanos 12.9).” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 2. 4,ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. p. 454).


II- A SANTIDADE DO ESPÍRITO E DA ALMA
1- Jesus morreu na cruz para resgatar o ser humano de forma integral.
Cristo morreu na cruz para resgatar o ser humano em sua totalidade. O pensamento dualista grego levava as pessoas a não acreditarem na ressurreição do corpo. Por isso, os crentes de Corinto tiveram dúvidas em relação à ressurreição pregada por Paulo. Então, o apóstolo assevera: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Co 15.19). Ele reafirma a fé na ressurreição de Jesus (1 Co 15.20-28).

Cristo ressuscitou em corpo, alma e espírito. Tanto que as pessoas o reconheceram depois de sua ressurreição, como por exemplo Tomé, que queria ver as marcas dos pregos nas mãos de Jesus e a ferida profunda do seu lado (Jo 20).


2- A santificação do espírito.
A santificação do espírito ocorre no momento da justificação e regeneração, e se mantém contínua e progressiva de acordo com as experiências essencialmente do crente com Deus. Trata-se de uma mudança diante de Deus, de morto espiritualmente para vivo, pois o Espírito Santo vem habitar no crente (Ef 2,1). Por meio da santificação do espírito, essa nova criatura mantém comunhão com Deus, tornando-se co-participante da natureza divina, e não vive mais na prática do pecado (1 Jo 3.9).

Quando o crente se afasta de Deus ele morre espiritualmente porque o seu espírito se afasta do Espírito Santo de Deus. Adão e Eva receberam a recomendação para não tocar no fruto da árvore da vida, pois se desobedecessem, eles morreriam (Gn 2.17). Todavia, quando eles tomaram o fruto não morreram fisicamente, mas espiritualmente.


3- A santificação da alma.

A santificação da alma também está diretamente ligada à Palavra de Deus (Tg 1.21). Quando o crente ouve e cumpre a Palavra de Deus, seu espírito e alma são fortalecidos. Na Justificação e santificação iniciais, o pecado é perdoado e removido, todavia a velha natureza continua presente em luta constante para sobrepor sobre o intelecto, emoções e vontade, que são vivenciados por meio da alma. À medida que vamos tendo mais comunhão com Deus, Ele vai limpando o nosso interior e curando nossas emoções.


SUBSÍDIO 2
Prof. Enfatize que o texto de 1 Tessalonicenses 5.23 mostra que “Paulo orava para que Deus operasse na vida dos crentes para santificá-los. Quando Deus fixa residência dentro de um crente, Ele começa o processo da ‘santificação’ — a mudança que Ele opera na vida de cada crente. Os crentes são santificados (separados ou consagrados) pela obra de Cristo. Isto inicia-se pelo Espírito de Deus quando eles crêem.

Embora a ‘perfeição’ não ocorra até que os crentes estejam plenamente glorificados, a santificação é o processo que nos conduz em direção àquele objetivo, em direção à semelhança a Cristo. Para ser santificado de todas as maneiras, Deus precisará operar em todas as áreas da vida de uma pessoa — todo o espírito e alma. Esta expressão é a maneira de Paulo de dizer que Deus deve estar envolvido em todos os aspectos da vida de um crente. Como os crentes vivem na presença de Deus, Ele os conservará irrepreensíveis até à volta de Cristo.

Talvez os crentes de Tessalônica estivessem se perguntando, quando seus companheiros morriam antes da segunda vinda, se estes queridos crentes poderiam receber esta perfeição de Cristo. Paulo explicou que o processo sobrenatural iria ocorrer para todos os crentes.” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 2. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017 p. 454 ).


III- A SANTIDADE DO CORPO
1- Dominando a concupiscência da carne (1 Jo 2.16).
A concupiscência no sentido etimológico tem sua origem do latim concupiscens e significa “O que tem um forte desejo”. A concupiscência da carne é a falta de domínio sobre os prazeres carnais (Rm 7.18). João adverte o cristão a vigiar e buscar o controle e não se deixar dominar pela natureza humana, caída e pecaminosa. Algumas pessoas atribuem suas imoralidades à ação de Satanás, mas o apóstolo Tiago deixa bem claro que as pessoas cometem pecados motivados pela própria concupiscência (Tg 1.14).


2-Dominando a concupiscência dos olhos (1 Jo 2.16).
Os olhos são considerados as janelas da alma. Se controlados e conduzidos pelos interesses egoistas, podem levar o ser humano a uma cobiça desenfreada cometendo toda a sorte de torpeza. Tomemos como exemplo Davi. Ele estava no terraço quando avistou uma mulher se banhando. Aquele olhar fez com ele cometesse um adultério e depois um homicídio (2 Sm 11).


3- Dominando a soberba da vida.
A soberba da vida é a ostentação pretensiosa (riqueza, poder, inteligência, status social, carros, entre outros). Algumas pessoas querem, a todo custo, fama, dinheiro e prestígio. Aqueles que não têm o temor de Deus buscam, erradamente, a ostentação a qualquer preço e acabam renunciando a prática da honestidade e dos valores divinos.


SUBSÍDIO 3
1 João 2.16 – João advertiu os seus leitores contra o amor ao mundo e tudo que ele oferece porque ‘tudo que há no mundo não é do Pai’. Jesus deixou esta diferença clara quando disse o mesmo. O ‘mundo’ aqui, como em i João 2.15, é o sistema iníquo presente, que é governado por Satanás o oposto a Deus. Este ‘mundo’ rebelou-se e caiu no pecado.

Nada no sistema deste mundo ama ao Pai ou encontra a sua origem no Pai. João classificou ‘o que há no mundo’ em três categorias básicas. Estas três categorias são subjetivas, pois falam de atitudes do coração. Os crentes podem parecer perfeitamente puros e seremos exteriormente, mas abrigar alguma ou todas estas atitudes no seu interior. João temia que isso pudesse acontecer, de modo que estava advertindo os crentes a refrearem esses desejos.

– Concupiscência da carne. Jesus falou sobre como o adultério começa não no ato em si, mas no desejo (Mt 5.28). Estas palavras retratam qualquer tipo de desejo, mas especialmente a mania por sexo.

– A concupiscência dos olhos. Os pecados de desejar e acumular posses (curvando-se ao deus do materialismo) poderiam ser enquadrados nesta categoria. Embora o sexo possa também ser incluído aqui, os ‘olhos’ das pessoas podem desejar muitas coisas.

– A soberba da vida (ou o orgulho pelas coisas da vida). Isto refere-se tanto à atitude interior quanto à vanglória exterior devido a uma obsessão pela condição ou pelas posses de uma pessoa. Estes pecados, são sutis a ponto de nascerem quase despercebidos no coração, tornam-se as tentações que Levam às obras do pecado na vida das pessoas.” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 2. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2017. p. 774 ).


CONCLUSÃO
Aprendemos que o ser humano atinge a santidade integral quando busca um relacionamento sincero e íntimo com Deus por meio do Espírito Santo. Quando permitimos que o Consolador controle os nossos sentimentos, emoções e vontade, passamos a viver de modo que o nome de Senhor é glorificado em nossas vidas. Cristo tem sido glorificado em toda a sua maneira de viver?


HORA DA REVISÃO
1- Segundo a lição, qual a constituição do ser humano?
R. Corpo, alma e espírito.



2- Como os gregos acreditavam na formação do homem? 
R. Os gregos acreditavam em uma antropologia especialmente platônica, que era dicotomista (o ser humano em duas partes: corpo e alma).



3- Qual é a parte imaterial do ser humano?
R. A alma e o espírito.



4- A morte e a ressurreição de Jesus alcançam todo o nosso ser? R. Sim. Cristo morreu na cruz para resgatar o ser humano em sua totalidade.



5- Qual o significado da palavra “concupiscência?
R. A concupiscência no sentido etimológico tem sua origem do latim concupiscente e significa “o que tem um forte desejo.




Jovens: Estudos, Pregações, Lições Bíblicas, Dinâmicas, Subsídios, Pré - aulas: Arquivo

Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
João 4:35.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
2 Timóteo 2.15.
- O amor é maior motivação de nosso compromisso com Deus.
- Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.

3 de março de 2023

Plano de Aula Bíblica Jovens/ Conectar+ Betel – Lição 10: Jesus, O Nome Acima de Todos os Nomes

✋ A paz do Senhor Jesus Cristo a todos que amam a palavra de Deus, sejam muito bem vindos.
Mestre, Obreiro ou Professor(a) da Escola Bíblica Dominical,
Esses materiais vão te auxiliar no preparo da aula.
Antes de dar esta aula pesquise os pontos abordados em seu Plano de Aula. Entenda a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos. O conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. procure ser criativo na exposição do assunto.
Que esta aula seja portadora de grandes bençãos para vida de seus alunos(as).
A AULA VAI COMEÇAR
PLANO DE AULA
ANTES DA AULA
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Prof. Filipenses 2.6-11, apresenta uma profundidade verdade teológica.
A primeira ênfase está na humilhação de Jesus, a ponto dEle se esvaziar, assumindo a forma de servo e sendo obediente até a morte, e morte de cruz. O verbo esvaziar do grego "kenosis", mostra que Jesus abriu mão de Sua forma igual a Deus para se fazer semelhante a um servo ("doulos"); sujeitando-se às ordens de Seu Senhor.
- Quando olhamos para a expressão servo ("doulos"), percebemos que Sua vontade estava em cumprir o desígnio de Deus, isto é, revelar-se como um humilde camponês da Palestina do primeiro Século. Por amor a humanidade, Jesus passou a ser servo e se submeteu a escárnios, sofrimento, perseguição, julgamento, morte por crucificação.
O resultado de tudo isso foi a remissão da humanidade e a exaltação por parte do Pai. Jesus é o maior exemplo de como ser servo. Ele nos ensinando que aqueles que se humilham serão exaltados. A ressurreição e ascensão de Cristo são provas de Sua divindade.


 
Momento do louvor
Cante:
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Buscai Primeiro - Corinhos Evangélicos


Então se Verá - Vencedores por Cristo - 1988


Jesus está voltando Damares voz e letra


VAI ABALAR, QUANDO JESUS VOLTAR O MUNDO VAI ABALAR

Harpa Cristã: 63

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TEXTO DE REFERÊNCIA:
  Filipenses 2.6-11
6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,

7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

9 Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;

10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,

11 E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

 
VERSÍCULO DO DIA
E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
Atos 4.12.


OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Entender o senhorio de Cristo;
- Identificar Jesus como O Salvador do mundo;
- Compreender Jesus como Rei dos reis.


VERDADE APLICADA
Jesus sofreu as mais terríveis humilhações e torturas, mas Deus O exaltou, dando-lhe poder no céu e na terra.


MOMENTO DE ORAÇÃO
Oremos para que o senhorio de Cristo seja por todos reconhecido.


LEITURA SEMANAL

Seg At 2.36
Deus fez de Jesus Senhor e Cristo.

Ter At 5.31 
Deus colocou Jesus como príncipe e salvador.

Qua Mt 1.21 
O seu nome será Jesus.

Qui Ap 19.16 
Jesus é o Reis dos reis e Senhor dos senhores.

Sex At 2.33 
Jesus exaltado à destra de Deus.

Sab 1Tm 6.15 
Jesus, o único Senhor poderoso.


INTRODUÇÃO
Jesus Cristo foi exaltado a ponto de ter Seu nome acima de todos os nomes, ou seja, Seu nome é superior a qualquer homem, seja na terra, embaixo da terra e acima dos céus, e isso mova o Seu poder, senhorio e reinado sobre todas as coisas.


PONTO CHAVE
Deus colocou todas as coisas subordinados a Cristo; Ele é Senhor de tudo e Rei do universo.


1 - JESUS COMO SENHOR DOS SENHORES
Jesus está assentado no trono celestial e governa todas as coisas, por isso Ele é Senhor dos senhores, ou seja, Ele domina sobre tudo e sobre todos. Ele esteve com o Pai na Criação, sendo assim, Senhor do universo.


1.1. Após a humilhação, vem a exaltação
O Texto Sagrado diz que foi Deus quem exaltou soberanamente a Jesus, dando-Lhe um nome acima de todos os nomes. O termo grego usado no texto "hyperypsoo", mostra que Jesus foi exaltado para a mais elevada posição possível. A autoridade recebida (do grego "exousia"), Mt 28.18, está no fato de que, através de Sua morte e ressurreição, Ele cumpre a exigência da lei, em relação à justiça divina, tornando-se réu e assumindo para Si a culpa do pecado (Rm 8.3). Cumpre ainda a exigência do amor por morrer por nós, quando ainda éramos inimigos de Deus (Rm 5.10). Cristo é poderoso e é Senhor de toda a terra!


1.2. Reconhecimento de todos os seres
O texto bíblico diz que todo joelho dos que estão nos céus, na terra e embaixo da terra se dobrarão ao nome do Senhor e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor (Fp 2.10-11). Não existe nenhum ser que deixará de se curvar diante do senhorio de Cristo, o que significa dizer que o Seu senhorio aponta o ponto mais elevado da salvação. Dentro da visão apocalíptica, observamos que Jesus será reconhecido como Senhor de toda a terra. Por mais que a ciência e as pessoas neguem Sua existência chegará o dia em que todos terão que reconhecê-lo como o Messias.


REFLETINDO
O Mundo moderno será melhor quando reconhecer que Jesus é Senhor de todas as coisas, único Salvador e Rei sobre todos os reinos do mundo. John Stott


2 - JESUS COMO SALVADOR
O próprio Jesus deixou claro ao dizer que só existe um caminho para Deus, ao dizer: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Pelo Texto Sagrado não existe outro jeito, Jesus é o único meio que conduz o homem a salvação, portanto; Ele é o Salvador!


2.1.O nome Jesus tem poder
Durante um sonho dado a José, quando este planeja deixar Maria devido sua gravidez, o Anjo do Senhor lhe disse que o nome do menino seria JESUS, pois este salvaria o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21). O oficio, ministério e o destino de Jesus estavam determinados. Pedro, em sua pregação afirma que, "em nenhum outro há salvação, nem outro nome há que possa nos salvar" (At 4.12). O nome de Jesus tem poder para nos salvar dos espíritos imundos (Mt 15.21-28), das enfermidades fisicas (Mt 9.18-26), da alma e do pecado (Mt 9.1-8).


2.2. O único mediador entre Deus e os homens
Jesus é a porta de acesso a Deus, foi Ele quem abriu o acesso a Deus através de Seu sangue derramado de forma expiatória. Paulo enfatiza que só existe um mediador entre Deus e os homens, e Seu nome é Jesus Cristo (1Tm 2.5). Jesus assevera também que "ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6). Estes textos não deixam margem para se dizer que existe corredentora ou corredentor ou que a salvação precisa de algo a mais. Através de Jesus, somos salvos de nossos pecados e passamos a fazer parte da família de Deus. Agora não somos mais estrangeiros, mas somos cidadãos do céu e filhos de Deus, Ele nos outorgou tal filiação (Jo 1.11-12).


3 - JESUS COMO REI DOS REIS
Os homens, de forma irônica, escreveram uma epigrafe na cruz de Jesus que o identificava como o Rei dos Judeus, mas Deus O colocará como Rei e Juiz sobre toda terra! Nenhum império terreno se assemelha ao Reino de Deus, pois este Reino não terá fim!


3.1. O Seu reino será eterno
Desde o estabelecimento da monarquia em Israel, percebemos os altos e baixos de uma nação, bem como a vida descompromissada de seus reis. Outra característica marcante é a transitoriedade de seus domínios e reinados, porém as Escrituras nos garantem que Jesus reinará eternamente e o Seu Reino não terá fim (Lc 1.33). Conforme o relato de Zacarias 14.9, o Senhor será Rei de toda terra e o Seu nome será o Senhor. Aquele que veio montado em um jumentinho e com uma coroa de espinhos voltará com poder e grande glória com o cetro na mão para reinar sobre o universo (Zc 9.9-10). Aleluia, Jesus é o nosso Rei!


3.2. Um Rei que julga com retidão

Jesus foi considerado réu de morte perante o sinédrio (Mt 26.66); hoje Ele é o nosso Advogado (1Jo 2.1), mas Ele será constituído Rei e Juiz de toda terra; e a base do Seu trono é justiça e juízo (Sl 89.14). Todos aqueles que foram desobedientes ao Evangelho, ao se rebelarem contra Deus, será o julgados e condenados. No Reino de Deus, não haverá espaço para a corrupção. Além de Rei, Ele será Juiz de toda terra. A Bíblia diz que as nações andarão na Sua luz (Ap 21.24) e a terra será cheia do conhecimento da glória do Senhor (Hc 2.14). Neste Reino, as bem-aventuranças, descritas em Mateus 5.1-10, são uma realidade.


CONCLUSÃO
Todos os homens e seres vivos que existem reconhecerão o senhorio de Jesus Cristo sobre todas as coisas.

* No mundo corporativo, vemos muitas pessoas querendo chefiar, e não servir. Jesus nos ensina que, em Seu Reino, quanto maior a posição que ocupamos, maior será o serviço que prestaremos e, consequentemente, as recompensas virão pela excelência no servir.

* Deus exaltou Jesus de forma sobrenatural, mas antes, Jesus sofreu as mais terríveis agruras e humilhação diante dos homens.
Fonte: Revista Betel Conectar



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Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
João 4:35
Volte sempre e traga mais gente se Deus tocar fique com a gente.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 
2 Timóteo 2.15.
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Romanos12: 7b.
Seja imitador de Deus.
 
 

Plano de Aula Bíblica Adultos/Betel – Lição 10: A manifestação pública do Servo em Jerusalém

✋ A paz do Senhor Jesus Cristo a todos que amam a palavra de Deus, sejam muito bem vindos.

Mestre, Obreiro(a) ou Professor(a) da Escola Bíblica Dominical,
Esses materiais vão te auxiliar no preparo da aula.
Antes de dar esta aula pesquise os pontos abordados em seu Plano de Aula. Entenda a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos. O conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. procure ser criativo na exposição do assunto.
Que esta aula seja portadora de grandes bençãos para vida de seus alunos(as).
A AULA VAI COMEÇAR
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PLANO DE AULA
ANTES DA AULA
•Tenha todo o material da aula à mão para que não haja interrupções.

· Receba seus alunos com muito amor e alegria. Aqueles que tem faltado, mostre o quanto faz falta. O quanto é especial.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

Ore com sua turma por sua aula.
Observe se á algum pedido especial, pois as vezes pode ter acontecido algo com eles, e a sua oração, será aquilo que pode deixar tranquilo e confiante em Deus.

👉 Lembrem-se de que vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.
 Momento do louvor
Movimente-se cante com alegria .
Ensine como devemos adorar a Deus e porque devemos.
Crédito endereço na descrição dos vídeos:
Créditos na descrições dos vídeos abaixo:
O REI DA GLÓRIA - 522. HARPA CRISTÃ - (CIFRADO) - Carlos José


HARPA CRISTÃ: VENCENDO VEM JESUS 525


O REI ESTA VOLTANDO - Harpa Cristã 547 - Legendado


TEXTO ÁUREO
Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
  Marcos 11.10.


VERDADE APLICADA
Como Nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos estar alertas para não nos desviarmos do piano de Deus para nossa vida.


OBJETIVOS DA LIÇÃO
- DESTACAR que a Casa do Senhor é lugar de oração.
- RESSALTAR o zelo que o Servo tinha pela Casa do Senhor
- MOSTRAR que o Servo a Rei e o Messias.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
  Marcos 11. 1-2, 4-6
1 E, logo que se aproximaram de Jerusalém, de Betfagé a de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos.

2 E disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrares, encontrareis preso um jumentinho, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o e trazei-mo.

4 E foram, a encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre Bois caminhos, e o soltaram.

5 E alguns dos que ali estavam lhes disseram: Que fazeis, soltando o jumentinho?

6 Eles, porém, disseram-lhes como Jesus lhes tinha mandado; a deixaram-nos ir.

7 E levaram o jumentinho a Jesus a lançaram sobre ele os seus vestidos, a assentou-se sobre ele.


LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA Sl 27.4
O templo e o lugar onde encontramos Deus.

TERÇA Sl 122.1
Devemos nos alegrar em ir ao templo.

QUARTA Ez 43.5
A glória do Senhor estava sobre o templo.

QUINTA Lc 2.27
O menino Jesus foi apresentado no templo.

SEXTA Lc 24.53
O templo é lugar de louvar e bendizer a Deus.

SÁBADO Jo 2.16
O templo não é lugar de negociar a fé.

MOTIVO DE ORAÇÃO
Oremos para que possamos reconhecer a verdadeira importancia da Casa de Deus.


ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1– Um evento que entraria para a história
2– É chegado o grande momento
3– O zelo do Servo pelo templo
Conclusão.

INTRODUÇÃO
Veremos nesta lição que Nosso Senhor Jesus Cristo, mesmo sabendo do sofrimento que O esperava, não deixou de ir a Jerusalém. E, lá chegando, continuou a proclamar Sua mensagem de instrução, confronto, alerta a juízo, mesmo estando em Seus últimos dias antes da crucificação.


PONTO PARTIDA
Cristo: Jesus e Sua entrada triunfal em Jerusalém


1- UM EVENTO QUE ENTRARIA PARA A HISTÓRIA
A entrada triunfal do Filho de Deus em Jerusalém é uma das poucas narrativas da vida dEle que aparece em todos os quatro relatos dos evangelhos [Mt 21.1-11; Mc 11.1-11; Lc 19.29-40; Jo 12.12-19]. A par desta informação, entendemos que este momento do Senhor sendo narrado nos quatro evangelhos foi um evento expressivo, não só para o povo da época do nosso Senhor, todavia para os cristãos ao longo dos anos.


1.1. A entrada do Servo em Jerusalém se aproxima.
De acordo com Marcos quando o Servo de Deus se aproximou de Jerusalém, de Betfage a de Betânia, junto ao Monte das Oliveiras, Ele enviou dois de Seus discípulos até uma aldeia que estava em frente a eles, a disse que ao entrarem na cidade encontrariam preso um jumentinho ao qual não havia sido montado por ninguém [Mc 11.2]. Jesus ordena aos discípulos que o soltem e tragam o animal até Ele. Disse ainda que se alguém perguntasse os discípulos poderiam responder que o Senhor precisava dele [Mc 11.3]. Não podemos esquecer que Jesus havia dito que em Jerusalém o Filho do Homem seria entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e o condenaram morte, e o entregarão aos gentios, e escarneceram dEle, o açoitaram e cuspiram nEle, e o matariam; entretanto, ao terceiro dia, Ele ressuscitaria [Mc 10.33-34].

Warren Wiersbe: Jesus enviou dois de seus discípulos a Betfagé para buscar o jumentinho do qual precisava para essa ocasião. A maioria das pessoas considera o jumentinho uma simples besta de carga, mas naquele tempo, era um animal digno de ser montado por um rei [ 1Rs 1.33]. Cristo precisava desse animal para que pudesse cumprir a profecia messiânica de Zacarias 9.9. Marcos não conta esse versículo nem se refere a ele, pois está escrevendo principalmente a leitores gentios.


1.2. O Servo planejou a Sua entrada em Jerusalém.
Propondo fazer uma análise apurada, vemos no evangelho de Marcos que o Filho de Deus ao se aproximar de Jerusalém, ainda em Betfage, no Monte das Oliveiras, convoca dois de Seus discípulos para que fossem aldeia e trouxesse um jumentinho que lá estava preso [Mc 11.2]. O Servo já tinha tudo planejado em Sua mente. O Senhor Jesus tinha plena consciência de que estava na terra para cumprir o plano divino preparado desde a eternidade [1Pe 1.20]. Ele bem sabia que tinha chegado o tempo de entrar em Jerusalém para ser entregue nas mãos dos homens [Mc 10.32-34].

Warren Wiersbe: Jerusalém, na época da Páscoa, era um lugar de grande alegria para os judeus e de grande preocupação para os romanos. Milhares de judeus devotos do mundo todo chegavam Cidade Santa com o coração repleto de entusiasmo e de fervor nacionalista. A população de Jerusalém quase quadruplicava durante a festa, colocando os militares romanos em alerta especial. Os romanos conviviam com a possibilidade de que um zelote judeu mais impetuoso tentasse matar algum oficial romano ou começasse uma rebelião, e sempre havia a possibilidade de conflitos entre diferentes grupos religiosos. Foi nesse contexto que o Servo de Deus chegou à cidade, menos de uma semana antes de sua crucificação fora dos muros da cidade.


1.3. Um momento especial para uma Pessoa especial.
Importante a informação no evangelho de Mateus [Mt 21.4] de que a entrada de Jesus em Jerusalém assentado em um jumentinho era para se cumprir a profecia de Zacarias 9.9: “Alegra-te muito, filha de Sião; exulta, filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, junto e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta’: É inevitável identificar na Bíblia que a entrada do Servo em Jerusalém, montado em um jumentinho, foi em um momento muito especial para os judeus, pois era solenizada a festa da Páscoa: “No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão que viera festa que Jesus vinha a Jerusalém:’ [Jo 12.12].


Bíblia de Estudo Pentecostal:
A essa altura, no Evangelho segundo Marcos, começam os eventos da semana da paixão de Cristo (caps. 11-15), seguidos por sua ressurreição (cap.16).


* Embora visto como Rei neste momento, Jesus já havia deixado visível durante o Seu ministério terreno que Ele veio ao mundo nao para ser servido, todavia para servir.


2- É CHEGADO O GRANDE MOMENTO
Marcos relata que após os dois discípulos prepararem o jumentinho para a montaria e lançarem sobre o animal os seus vestidos, o Servo assentou-se sobre ele e, na companhia dos doze discípulos, iniciou a caminhada em direção a Cidade Santa [Mc 11.7-11].

2.1. O Servo entra na Cidade Santa.
Assistimos que o Servo ingressa em Jerusalém de maneira modesta. Explico-me melhor: Ele não chegou montado num cavalo branco ou escoltado de diligências reais. Jesus entrou montado em um jumentinho como podemos ver [Mc 11.7-11]. Contudo, Sua entrada humilde seduziu a atenção da multidão que veio a Jerusalém para participar da celebração da Páscoa. Marcos descreve em seu evangelho que muitas pessoas estendiam os seus vestidos pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho [Mc 11.8]. Ainda podemos ler que tanto os que vinham a frente como os que vinham atrás começaram a gritar: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! De tal modo, o Filho de Deus entrou na cidade de Jerusalém.


  
Charles Swindoll:
A entrada triunfal de Jesus na capital dos hebreus marcou uma mudança em Seu relacionamento com a Cidade Santa. Ele não mais a visitou como adorador; ele a requereu como rei. Seus súditos cobriam o caminho que ele usaria para entrar na cidade com ramos de palmeira e as próprias capas, gritando ‘Hosana’; que significa “Salva-nos”.


2.2. Uma tarde que entraria para a história.

Ao entrar aclamado em Jerusalém e ser reverenciado pelo povo, Jesus adentrou ao templo. Podemos observar que somente o evangelista Marcos descreve que acontecimento ocorrera ao entardecer: “E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo visto tudo em redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia, com os doze:’ [Mc 11.11]. Assim, com o dia se findando, o Servo determinou deixar a Santa Cidade e regressar a Betânia, cidade onde habitavam os irmãos Lázaro, Marta e Maria. E ali Ele e os Seus discípulos passaram aquela noite [Mt 21.17].

Dicionário Bíblico Wycliffe:
A aldeia de Betânia, a casa de Lázaro, Maria e Marta [Jo 11.1 ], estava situada no lado leste do Monte das Oliveiras, cerca de três quilômetros a leste de Jerusalém [Jo 11.8]. Jesus visitava Betânia ocasionalmente [Mt 21.17; 26.6; Mc 11.1, 11-12; Jo 11.1; 12.1] e escolheu um local perto dali para ser o lugar da sua ascensão [Lc 24.50]:’


2.3. As lições de uma figueira infrutífera.
No evangelho de Marcos, encontramos a narrativa de que, saindo de Betânia, Jesus teve fome, a de longe avistou uma figueira que tinha folhas e se dirigiu até ela para ver se acharia algum fruto. Segundo Marcos achou somente folhas, porque não era tempo de figos [Mc 11.12-13]. Em seu evangelho Marcos narra que diante do impasse e ao compreender que não havia nela frutos, o Servo proferiu um juízo [Mc 11.14]. Posto isto, entendemos que aquela árvore possui assim Como os líderes de Israel um aspecto desonesto e suas folhas a delatavam. Podemos fazer uma comparação dessa figueira com a falsa devoção da religião judaica e sua falsa santidade: “E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada por todas as nações casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões:’ [Mc 11.17].


Warren Wiersbe:
As folhas da figueira aparecem em março ou abril, e a árvore começa a dar frutos em junho, depois em agosto e, às vezes, novamente em dezembro. A presença de folhas poderia ser uma indicação da existência de frutos, mesmo que estes ainda fossem um “resto” da estação anterior. É bastante significativo que, nesse caso, Jesus não tinha qualquer conhecimento especial para orientá-lo e precisou aproximar-se da árvore para examiná-la.”

* O Servo deve ser o modelo a ser seguido. Ele gostava de estar entre seus amigos, os irmãos Lázaro, Marta, Maria a condenou a falsa religiosidade dos líderes judeus a sua falsa santidade.


3- O ZELO DO SERVO PELO TEMPLO
Pelo que podemos ver nas Santas Escrituras, para o povo judeu, o templo sagrado situado na Santa Cidade possuía uma grande estima, pois representava a presença permanente de Deus entre Seu povo [Mc 11.17]. Dentro deste enfoque Jesus ensina que neste ambiente santo tudo deveria ser realizado com zelo e respeito, Como lugar de oração, ensino da Palavra e entrega a Deus.


3.1. Jesus expulsa os mercadores do templo.
Impregnado de intelectualismo, o evangelista Marcos descreve que, posteriormente à aclamação de Jesus em Sua entrada em Jerusalém, onde foi ovacionado pelo povo, Ele entrou no templo [Mc 11.15]. Conforme observado, Jesus começou a afugentar os que vendiam e compravam no templo. Tal postura permite dizer que Ele não se agradou de nada que estava vendo naquele ambiente. É mister notar que Ele derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Carregado de certezas podemos dizer que o Servo de Deus afugentou os negociantes do templo porque estavam fazendo da casa de Deus uma casa de negócio, roubando os que vinham a Jerusalém para adorar a Deus com sinceridade de coração [Mc 11.17]. O Servo possuía o entendimento de que esses líderes religiosos não tinham reverência pela casa de Seu Pai.

Bíblia de Estudo Holman:

As pessoas que viam de longe precisavam comprar animais puros e sem mácula, assim que chegassem para a Páscoa. Cambistas trocavam moedas gregas e romanas, que traziam imagens de ídolos, por moedas sírias sem imagem ou moedas judaicas do templo que podiam ser usadas para comprar itens sacrificiais ou pagar o imposto do templo [Ex 30.11-161”


3.2. O cuidado pela casa do Pai.
Claro está para nós que Jesus, tendo o entendimento de que sendo o templo a casa de Seu Pai, Ele demonstra o cuidado de pôr a casa em ordem. A beleza desta passagem não se esgota, pois podemos observar que, para o Servo, o templo precisaria ser um lugar de adoração onde o povo poderia ir para se santificar e cultuar em paz. Pois, sem santidade ninguém verá o Senhor [Hb 12.14]. No templo os líderes religiosos se achavam superiores e queriam guiar as demais pessoas, entretanto ao serem advertidos pelo Filho de Deus por suas condutas esses líderes começaram a procurar uma ocasião para matá-lo. Todavia o temiam porque o povo admirava os Seus ensinamentos e o Seu poder.

Dewey M. Mulholland (Marcos:
Introdução e comentário, Vida Nova, 1999, p. 175): “Todas essas atividades obstruiam o Templo de cumprir Seus propósitos. Ao expulsar os cambistas e derrubar suas mesas, Jesus interrompe as atividades religiosas. Sem os “shequeis’; a tesouraria entraria em colapso; sem animais, os sacrifícios não poderiam ser oferecidos; sem os objetos de culto, as práticas religiosas haveriam de acabar. Por essas ações, Jesus declarou simbolicamente que o Templo deixou de funcionar do modo como Deus pretendia.”


3.3. Um lugar que deveria ser de intimidade com Deus.
O profeta messiânico Isaías havia profetizado que a casa de Deus deveria ser conhecida como casa de oração: “Também os levarei ao meu Santo monte a os festejarei na minha Casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.” [Is 56.7]. Jesus, sendo conhecedor das Escrituras, disse aos líderes judeus: “(…) Não está escrito: A minha casa será chamada por todas as nações casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões.” [Mc 11.17].

Warren Wiersbe:
Os judeus consideravam o templo o centro religioso onde eram realizados os sacrifícios, mas Jesus o encarava como um lugar de oração. A verdadeira ora4ao por si mesma, um sacrifício a Deus [Sl 141.1-2].

O templo de Jerusalém havia deixado de ser casa de oração para se tornar um espaço de comércio a exploração aos que iam até o local para adorar ao Senhor.


CONCLUSÃO
Numa narrativa consciente, Jesus formou com clareza a ideia de que precisamos resgatar o verdadeiro significado do ambiente que o templo possui para a oração e a adoração ao Pai Eterno.



Se é ensinar, haja dedicação ao ensino". Rm12 : 7b.
Seja imitador de Deus.
O fim de todas as coisas está próximo. Portanto sejam criteriosos e estejam alertas. (1 Pedro 4.7).
“Deixe o ímpio seu caminho e converta-se ao Senhor.” 
(Isaías 55.7).
“E conheça a verdade e a verdade vai libertar você!”
(João 8.32).