2 de novembro de 2020

Lição 06: A Teologia de Elifaz: Só os Pecadores Sofrem? Subsídios, Dinâmica: Vídeos - aulas, Adultos

Antes de iniciar o primeiro tópico é importante contextualizar mais uma vez o aluno a respeito da estrutura do Livro de Jó. Informe a ele que a partir desta lição iniciaremos o estudo da parte principal do livro: os diálogos de Jó com os seus amigos Elifaz, Bildade e Zofar  (Jo 4.1-25.6). 
Para facilitar esse processo, leve em conta o seguinte: 
Há pelo menos três ciclos de diálogo entre Jó e seus amigos; 

(1) O primeiro 4.1-14.22) está assim organizado: Elifaz e Jó (4.1-7.21), Bildade e Jó (8.1-10.22), Zofar e Jó (11.1-14.22); 

(2) O segundo ciclo (15.1-21.34) está estruturado assim: Elifaz e Jó (15.1-17.16), Bildade e Jó (18,19), Zofar e Jó (20,21); Finalmente, 

(3) O terceiro ciclo de diálogo (22.1-25.6) está organizado desta forma: Elifaz (22), Jó (23.1-24.25) e Bildade (25.1-6). Exponha essa estrutura aos alunos, pois certamente os ajudará na melhor compreensão desses diálogos. 


  LEITURA DIÁRIA 
Segunda – Jó 4.1-4 Sobre a paciência para ouvir 

Terça – Jó 4.4-6 Você tem confiança em Deus? 

Quarta – Jó 4.6-8 O inocente pereceu? Os retos foram destruídos? 

Quinta – Jó 15.1-4 O sábio daria respostas vazias? 

Sexta – Jó 22.1,2 O homem será de algum proveito para Deus? 

Sábado – Jó 22.3-5 O Todo-Poderoso tem prazer em que você seja justo?



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
  Jó 4.1-8
1 – Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:

2 – Se intentarmos falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderia conter as palavras?

3 – Eis que ensinaste a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas.

4 – As tuas palavras firmaram os que tropeçavam e os joelhos desfalecentes tens fortalecido.

5 – Mas agora, que se trata de ti, te enfadas; e tocando-te a ti, te perturbas.

6 – Porventura não é o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a integridade dos teus caminhos?

7 – Lembra-te agora qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?

8 – Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade, e semeiam mal, segam o mesmo.


 Jó 15.1-4
1 – Então respondeu Elifaz o temanita, e disse:

2 – Porventura proferirá o sábio à sabedoria? E encherá do vento oriental o seu ventre,

3 – Arguindo com palavras que de nada servem, e com razões, de que nada aproveita?

4 – E tu tens feito vão o temor, e diminuis os rogos diante de Deus.


  Jó 22.1-5 
1 – Então respondeu Elifaz, o temanita, dizendo:

2 – Porventura será o homem de algum proveito a Deus? Antes a si mesmo o prudente será proveitoso.

3 – Ou tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou algum lucro em que tu faças perfeitos os teus caminhos?

4 – Ou te repreende, pelo temor que tem de ti, ou entra contigo em juízo?

5 – Porventura não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniquidades?



  Texto Áureo
Lembra-te, agora: qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos? Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam isso mesmo.” (Jó 4.7,8) 



OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. 
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos sub-tópicos. 
Apontar a defesa de Elifaz acerca da justiça retributiva; 
Mostrar a associação de Elifaz a respeito do pecado à quebra da tradição religiosa;
Identificar o abismo que Elifaz diz existir entre o Criador e a criatura.



OBJETIVO GERAL 
Destacar o pensamento teológico de Elifaz que faz uma defesa contundente da religião tradicional segundo a qual somente os pecadores sofrem. 



Verdade Prática 
Embora transcendente, Deus tem prazer em se relacionar com o homem terreno. 



HINOS SUGERIDOS
Harpa Cristã: 31




Harpa Cristã: 75




Harpa Cristã: 105




INTERAGINDO COM O PROFESSOR 
Neste mundo, só quem comete pecado sofre? Muitos têm uma percepção teológica parecida com a de Elifaz, conforme veremos nesta lição. A justiça retributiva, embora seja uma lei que está presente nas Escrituras Sagradas, nem sempre dá conta de toda a realidade. O Livro de Jó mostrará exatamente isso. O sofrimento que o patriarca passava nada tinha a ver com a consequência de algum pecado cometido no passado. E importante aprendermos essa lição a fim de não proferirmos julgamentos precipitados em relação ao sofrimento de um irmão ou de uma irmã em Cristo.




PONTO CENTRAL: 
Não só os pecadores sofrem. 



INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o discurso de Elifaz. Ele é o primeiro amigo de Jó a expor sua concepção teológica acerca da situação degradante em que se encontrava o homem de Uz. Nesse sentido, veremos que, para Elifaz, a justiça retributiva é certa, ou seja, só os pecadores sofrem e os justos não passam por revezes. Para ele, Jó contrariou esse ensinamento, atacou a forma religiosa de pensar e, portanto, feriu a ortodoxia que deveria guardar. Finalmente, veremos também as respostas de Jó a cada acusação de Elifaz.



I – OS PECADORES NO CONTEXTO DA JUSTIÇA RETRIBUTIVA
1. A lei da semeadura e da colheita. 
Depois de firmar um princípio oriental de cordialidade, Elifaz se dirige a Jó com uma defesa contundente do pensamento teológico tradicional – a justiça retributiva. Ele está firmemente convencido de que a lei de causa e efeito é um princípio da ortodoxia teológica que não pode ser contraditado.



2. O homem colhe o que plantou. 
Essa primeira parte de seu discurso compreende os capítulos 4 e 5, em que defende que o homem colhe o que plantou: “Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam isso mesmo” (Jó 4.8). Para Elifaz nós habitamos em um universo moral que exige consequências de nossas ações. A Bíblia mostra esse princípio. Por exemplo, o salmista confirma que Deus é bom e justo e, por isso, recompensa os bons e pune os maus (Sl 1.6). O Novo Testamento também atesta esse princípio: “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, [.] mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males” (1 Pe 3.12).

Portanto, Elifaz defende que o pecado sempre produz consequências, mas que somente os pecadores pagam por isso. Assim, segundo Elifaz,se ló estava sofrendo era porque havia pecado. Cabia a Jó, então, assumir a responsabilidade moral de seu pecado.Não havia outra opção. Quantos são os que fazem acusações precipitadas quando alguém passa por momentos delicados na vida? Ao julgar precipitadamente, muitos cometem injustiças e esquecem de que Deus é quem pode ver todo o lado da questão.



3. A queixa de Jó. 
Em sua defesa, Jó se contrapõe à teologia de Elifaz (Jó 6-7). Essa teologia era a base de como se imaginava o universo governado por uma lei moral de causa e efeito: Há uma recompensa para os bons e punição para os maus. Elifaz não estava de todo errado, mas equivocou-se quando pensava que esse pressuposto era o único existente. Tratava de parte da verdade mas não de toda. Sua teologia não se aplicava no caso de Jó. O patriarca não aceita a tese de Elifaz e, por isso, sente-se alienado de Deus, (6.1-7), de si mesmo (6.8-13) e de seus amigos (6.14-23). Isso leva Jó a se queixar de Deus (Jó 6.1-13).

Ele se queixa pela sua atual situação. 
É uma queixa fundamentada ainda nos antigos pressupostos teológicos: Ele era justo, não estava em pecado, portanto, não merecia sofrer. Em seguida, Jó se queixa a Deus (Jó 7.11-21), desejando abrir uma porta de diálogo com o Altíssimo. Ele não quer explicações baseadas em teorias teológicas antigas, mas uma conversa sincera através de um relacionamento direto com o Criador, onde Só fala com Ele e Deus fala com Jó. No momento da dor, a melhor coisa a se fazer é se dirigir pessoalmente a Deus.



SÍNTESE DO TÓPICO I
Elifaz traz a lei retributiva, da semeadura e da colheita; mas Jó contesta essa lei em relação a si mesmo.



II – OS PECADORES NO CONTEXTO DA TRADIÇÃO RELIGIOSA
1. Ortodoxia engessada. 
Em seu segundo discurso (Jó 15.1-35), Elifaz argumenta que as palavras de Jó são uma ameaça ao dogma religioso aceito: “E tu tens feito vão o temor e diminuis os rogos diante de Deus” (15.4). Assim, se Jó estivesse certo, a religião tradicional, que sempre ensinou a prosperidade dos bons e o sofrimento dos maus, estaria errada. Nesse aspecto, Jó era uma ameaça àquela forma de pensar. Por isso Elifaz ataca Jó de uma forma contundente dizendo que suas palavras não revelam sabedoria, mas são palavras ao vento.



2. Uma ameaça à tradição religiosa. 
A partir do versículo 7 do capítulo 15, Elifaz apela para a tradição religiosa como forma de validar seu princípio teológico: “Que sabes tu, que nós não saibamos? Que entendes, que não haja em nós? Também há entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai” (15.9,10). Segundo Elifaz, ainda que fosse homem sábio, Jó não era mais sábio nem mais antigo do que o dogma que ele estava negando.



3. Um defensor celeste. 
Em sua defesa, Jó se contrapõe ironicamente ao argumento de Elifaz (Jó 16-17). Aqui não podemos esquecer de que a resposta de Jó deve ser ouvida na forma poética, conforme o fazemos em salmos, orações e súplicas recitados assim. Isso evita um literalismo rígido que empobrece o sentido do texto, quando este é poético, e, consequentemente, transforma Jó em um sacrílego.

Nesse texto Jó reclama, mas não blasfema contra Deus. Ele tem consciência de que a teologia de seu amigo firmava-se na terra, mas o homem de Uz apelava aos céus. Sua fé o projeta para o alto, à procura de quem possa defendê-lo. Ele quer um defensor que interceda por ele no céu (Jó 16.18-17.2). O patriarca se expressa e poética, mas sua mensagem é profética. Seu anseio por um mediador prenuncia o justo advogado, Jesus Cristo (1 Jo 1.5.7). 



SÍNTESE DO TÓPICO I 
Diante do novo discurso de Elifaz, Jó reclama, mas não blasfema contra Deus. 



SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Jó também afirmava possuir uma sabedoria igual ou superior à dos seus amigos. Elifaz sarcasticamente pergunta acerca da base de sua afirmação: És tu, Porventura, o primeiro homem que foi nascido? (7). Jó havia admitido que a sabedoria vinha com a idade (12.12). ironicamente Elifaz pergunta se Jó se Considerava um ser especial, alguém que ouviu o secreto conselho de Deus (8) no princípio dos tempos. Ele também pergunta: A ti somente limitaste a sabedoria? A sabedoria aqui referida é a sabedoria divina.

Será que Jó, como membro do conselho celestial, tinha acesso ao conhecimento dos mistérios de Deus? Elifaz responde à pergunta que ele mesmo levantou, concluindo que Jó, na verdade, não é mais sábio do que eles: Que sabes tu, que nós não saibamos? Na verdade, existe alguém no meio deles (seria o próprio Elifaz?) que tem idade para ser pai de Jó (10). Se existe uma relação entre idade e sabedoria, então existe alguém muito mais sábio do que Jó.

Elifaz também afirmou em seu primeiro discurso ter recebido sabedoria por meio de revelação divina” (CHAPMAN, Milo L.; PURKISER, W. T.; WOLF, Earl C. (et al). Comentário Bíblico Beacon: Jó a Cantares de Salomão. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.55).



III – OS PECADORES DIANTE DE UM DEUS INFINITO

1. Deus não se importa com quimeras humanas. 
Em seu terceiro discurso (Jó 22), Elifaz apela para a transcendência divina ao atacar Jó. Grosso modo, a transcendência diz respeito ao conjunto de atributos do Criador que ressalta a sua superioridade em relação à criatura. Significa que Deus está acima da Criação e não é limitado por ela. Realça, portanto, a infinitude divina em contraste com a finitude humana (Jó 22.1-3). Para Elifaz, o sofrimento de Jó era um atestado de que ele havia pecado e que, por isso, Deus o havia abandonado; Ele era grande e não poderia se envolver em quimeras humanas, principalmente nas do pecador Jó.

A teologia de Elifaz destaca um Deus transcendente, porém, distante, que não se importa muito com o que acontece aqui na terra, indiferente às coisas que criou (Jó 22.12). Não adiantava Jó chorar ou reclamar. Ele precisava se arrepender.



2. Deus caminha com os homens. 
Nessa parte da poesia Jó expõe seus argumentos de forma mais clara (Jó 23.1-24.25). Ele demonstra que nunca negou a transcendência de Deus como Elifaz quer dar a entender. Ele reconhece que Deus é excelso e pode fazer o que intenta: “Mas, se ele está contra alguém, quem, então, o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará” (J 23.13). Todavia, esse é apenas um lado da história. Jó está consciente que esse Deus, embora grande, também caminha com os homens (Jó 23.10).

A ideia no texto hebraico é que Jó passa a ficar cada vez mais seguro e consciente, não apenas de seu caminhar com Deus, mas do caminhar de Deus com ele. É exatamente isto: Não devemos temer mais em ficar diante de Deus, pois o andar com Ele é reto. Em Cristo Jesus, Deus caminha com os homens; sendo o Altíssimo transcendente envolve-se com os seres humanos nos diversos detalhes da vida. 



SÍNTESE DO TÓPICO II
Enquanto para Elifaz Deus não se importava com as quimeras humanas, para Jó Ele caminhava com os homens. 



SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Somente parte desta resposta a Elifaz, de forma semelhante às outras, é dirigida diretamente aos amigos. Jó também se dirige a Deus, e também há um tipo de conversa introspectiva que Jó tem consigo mesmo. 0 apelo prévio de Jó a Deus (13.20-28) permaneceu sem resposta. Deus aparentemente recusou-se a responder a Jó ou revelar-se a ele. Jó tinha a esperança de que seu apelo honesto aos céus convenceria seus amigos da integridade dele.

Em vez disso, ele é acusado do uso astuto das palavras para ocultar o seu pecado (15.5-6). Elifaz tenta convencer Jó de que seus amigos o abandonaram, e Jó reage com ira, movido por profunda dor”. (CHAPMAN, Milo L.; PURKISER, W. T.; WOLF, Earl C. (et al). Comentário Bíblico Beacon: Jó a Cantares de Salomão. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.57).



CONCLUSÃO 
Estudamos o pensamento teológico de Elifaz, um dos amigos de Jó. Para ele só os maus sofriam os infortúnios da vida. Ele estava convencido de que ao se negar a reconhecer de que estava em pecado, Jó depunha contra a religião tradicional que sempre associou as desgraças ao cometimento de algum pecado. Para ele, Jó estava abandonado por Deus e isso era uma prova irrefutável de que havia pecado. Jó o contrapôs e defendeu sua integridade e comunhão diante de Deus. 




PARA REFLETIR 
A respeito de “A Teologia de Elifaz: Só os Pecadores Sofrem?”, responda:

1 – O que se quer dizer com o pensamento teológico tradicional de Elifaz? 
R: Elifaz se dirige a Jó com uma defesa contundente do pensamento teológico tradicional – a justiça retributiva.




2 – O que Jó deseja ao abrir uma porta de diálogo com Deus? 
R: Uma conversa sincera através de um relacionamento direto com o Criador onde Jó fala com Ele e Deus fala com Jó.




3 – Qual o argumento do segundo discurso de Elifaz? 
R: No seu segundo discurso (Jó 15.1-35), Elifaz argumenta que as palavras de Jó são uma ameaça ao dogma religioso aceito (15.4).




4 – Segundo a lição, qual consciência Jó tem a respeito da teologia de seu amigo?
R: Ele tem consciência de que a teologia de seu amigo se firmava na terra, mas o homem de Uz apelava aos céus.




5 – O que Jó demonstra e reconhece nos seus argumentos? 
R: Ele demonstra que nunca negou a transcendência de Deus como Elifaz quer dar a entender. Ele reconhece que Deus é excelso e pode fazer o que intenta. 





Vídeos aulas:
Endereço na descrição dos vídeos:










SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
A TEOLOGIA DE ELIFAZ: SÓ OS PECADORES SOFREM?
Na altura desta lição, nos deteremos a partir de agora na teorização que os amigos de Jó começam a fazer acerca da calamidade do patriarca. O que era para ser uma visita solidária, passa a ser um período de teorização acerca do sofrimento alheio. O objeto dessa teorização pode ser identificado com a seguinte pergunta: “Por que Jó está sofrendo?”. Uma possibilidade, de acordo com a crença comum da época, era que Jó teria cometido algum pecado para estar naquele estado. Ou seja, se há sofrimento é porque o homem pecou? Só os pecadores sofrem?

Resumo da lição
As perguntas acima representam o eixo da teologia de Elifaz, a justiça retributiva. 
Destacá-la é o objetivo geral de nossa lição.

Para alcançar esse objetivo, trabalharemos o primeiro objetivo específico desta lição que é apontar a defesa de Elifaz acerca da justiça retributiva. 
O primeiro tópico trabalha a lei da semeadura e colheita. E uma lei que está presente na Bíblia. O ser humano colhe o que planta. Entretanto, Jó rejeita os efeitos dessa lei em seu sofrimento, pois ele não havia cometido um pecado que justificasse esta tragédia.

Estava presente ali uma tradição religiosa que, na perspectiva de Elifaz, havia sido quebrada por Jó e, por isso, ele estava sofrendo esta calamidade. Mostrar isso é o segundo objetivo específico da lição. 
Nesse sentido: 
O segundo tópico apresenta que a teoria de Elifaz representa a tradição religiosa da época e as palavras de Jó representavam a quebra dessa tradição. Para fazer a sua defesa, Jó espera um defensor celeste; um mediador, justo e imparcial.

O último objetivo específico da lição é identificar o abismo que Elifaz diz existir entre o Criador e a criatura. 
O último tópico justamente faz esse paralelo entre um Deus transcendente e o homem finito. Segundo a teologia de Elifaz, Deus não se importaria com as queixas humanas, pois Ele está muito acima do homem. Entretanto, Jó não concordara com isso. Deus havia de caminhar com os homens.


Aplicação
É preciso deixar bem claro que há sim uma lei de semeadura e colheita. A Bíblia mostra isso com muita clareza. Entretanto, há também o caminho que Deus faz com os homens, que também é uma verdade bíblica. Diante do sofrimento, Deus caminha conosco no sofrimento. Nem sempre o sofrimento na vida do crente é um acerto de contas, mas uma oportunidade de amadurecer espiritualmente.






Para concluir
Dinâmica: Deus cuida de mim!
Objetivos:
Confirmar a transcendência divina, o cuidado de Deus para com a criação o relacionamento com suas criaturas.
Rebater o pensamento de Elifaz(amigo de Jó), que Deus não se importa com as criaturas.
Oportunizar momentos de socialização das bênçãos recebidas e agradecimento a Deus.
Material:
Harpa Cristã(hino no. 564)
Procedimento:
- Organizem os alunos em círculo para uma roda de conversa.
- Em seguida, cantem ou falem, conjuntamente, a 1ª estrofe e o estribilho do hino da Harpa Cristã no. 564:
“Se da vida as vagas procelosas são,
Se, com desalento, julgas tudo vão,
Conta as muitas bênçãos, dize-as duma vez,
E verás, surpreso, quanto Deus já fez!
Conta as bênçãos! Dize-as quantas são,
Recebidas da divina mão!
Vem dizê-las, todas duma vez,
E verás, surpreso, quanto Deus já fez!”
- Agora, peçam para que alguns alunos contem uma bênção, de forma objetiva.
O aluno deve começar falando “Deus cuida de mim, porque...”
- Estipulem no máximo 10 minutos para isto.
O relato das bênçãos recebidas revela e confirma que Deus é transcendente, está acima da criação, mas cuida de suas criaturas e se relaciona com elas.
- Leiam, Salmo 40.05: “Muitas são, Senhor meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti: eu quisera anunciá-los e manifestá-los, mas são mais do que se podem contar”.
Fonte da dinâmica/por Sulamita Macedo/blog/atitudedeaprendiz.blogspot.com
Credito, Lições Bíblicas Cpad
Adultos
4º Trimestre de 2020
Comentarista: José Gonçalves.




VOCABULÁRIO 
Alienado: Que ou aquele que, voluntariamente ou não, se mantém distanciado das realidades que o cercam. 

Sacrílego: Que ou aquele que comete sacrilégio (profanação de lugares, objetos e pessoas que apresentam caráter sagrado). 

Quimeras: combinação heterogênea ou incongruente de elementos diversos. 
Ortodoxia: Conformidade absoluta com um certo padrão, norma ou dogma.





1 de novembro de 2020

Lição 06: Livro dos Salmos - Parte III (Sl 73—89) Central Gospel

Vídeo aula:
Endereço na descrição do vídeo

Texto Bíblico Básico: 
 Salmo 73.1-10, 12-14, 16-18,24
1 Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.

2 Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos.

3 Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios.

4 Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força.

5 Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens.

6 Por isso a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de adorno.

7 Os olhos deles estão inchados de gordura; eles têm mais do que o coração podia desejar.

8 São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente.

9 Põem as suas bocas contra os céus, e as suas línguas andam pela terra.

10 Por isso o povo dele volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem.


12 Eis que estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas.

13 Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração; e lavei as minhas mãos na inocência.

14 Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã.


16 Quando pensava em entender isto, foi para mim muito doloroso;

17 Até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles.

18 Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição.


24 Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória.



Texto Áureo:
 Salmo 88.13
Eu, porém, Senhor, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração.


Bíblia online
Bíblia sagrada online


PALAVRA INTRODUTÓRIA
 Professor(a), nesta lição ensine como nós distorcemos a nossa situação e como a verdade é estabelecida na casa de Deus.

A compilação”, compilação é a cópia feita exatamente igual ao original. É provável que Salomão não tenha escrito esses Salmos, mas sabe-se que ele compilou, reuniu vários trabalhos num único volume.

Asafe”, foi um diretor de louvor no tempo de Davi e Salomão.



1. A PROSPERIDADE DO ÍMPIO E A JUSTIÇA DIVINA
Quando se observa a prosperidade do ímpio”, muitas coisas o ímpio passa assim como nós, mas às vezes estamos tão desanimados com a nossa vida cristã que só observamos a prosperidade dos ímpios.


Sentimento de impunidade”, temos a ideia de que o ímpio faz o que quer e não acontece nada.


No tempo que Ele estabeleceu”, muitas vezes nós somos imediatistas, queremos que as coisas aconteçam já, mas o tempo de Deus não é como o nosso.



1.1. A revolta em relação ao homem ímpio como fruto da fome e sede por justiça.
Apertos na sua morte”, obviamente o salmista só está olhando para os ímpios com boas condições financeiras, pois quando um desses morre sua família não passa necessidade, como acontecia com os pobres da época, porque as dívidas da pessoa que morria passavam para a família.

Mais do que seu coaração pode desejar”, o salmista está lamentando a desigualdade social e a má distribuição de renda, ainda que não esteja usando essas palavras é sobre isso que ele está falando.

Desejo de ser materializada a justiça”, é o desejo de ver Deus descer a mão de justiça sobre os infiéis. Às vezes observamos os crentes se alegrando grandemente quando alguém revela que Deus vai cobra algo de alguém. De fato há esse sentimento nos corações dos crentes. Isso é prejudicial.



1.2. A inveja do homem ímpio como fruto da corrupção
Sentia inveja dos soberbos”, para um diretor de louvor era uma confissão difícil de fazer, mas ele era sincero como um bom homem de Deus.

Maus também padecem dores”, e também deixamos de lembrar de tudo o que Deus já fez por nós.
- “a verdadeira paz”, se refere à paz que Jesus dá expressa em Romanos 5.1, a paz com Deus, que acalma o nosso coração e a nossa alma.

Produz a murmuração”, é a reclamação por sua situação, se a pessoa não tomar uma atitude de contemplar o fim dos ímpios, ela poderá consumar o pecado de se desviar da presença de Deus, erro que o salmista não cometeu.



1.3. O futuro dos ímpios diante de Deus
Momento em que ele foi ao Templo”, suponho que se ele fosse em alguns templos nos dias de hoje, ele iria sair mais atribulado, pois há lugares onde só se falam em prosperidade financeira e aquisição de benção material.



2. A JUSTIÇA DE DEUS PERANTE OS JUÍZES DA TERRA
Salmos litúrgicos”, eram Salmos para cerimoniais, que faziam parte de uma liturgia.
Eram musicados”, era colocada uma melodia para ser cantado e acompanhado por instrumentos.- “o contexto dessa súplica”, é a situação em que ela ocorre ou se desenrola. O salmista observa Deus julgando e condenando o ímpio, por isso ele contempla o fim deles.



2.1. O cristão e a justiça social
Fome de justiça”, lembrando as palavras de Jesus no sermão do monte: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” Mt 5.6

Lutar para ver estabelecida a paz e a justiça”, atualmente o que podemos fazer nesse sentido é orar e ajudar de alguma forma aqueles que foram injustiçados pela má distribuição de renda no país ou pela opressão dos ricos gananciosos.



2.2 O julgamento final e o destino de todos os povos
O que dissemos nas trevas”, ou seja, o que dissemos escondido, em oculto.

Ultimo Dia”, conhecido como o dia do julgamento, o Juízo Final.

Diante do supremo tribunal”, chamado em Apocalipse de o Grande Trono branco.

Ele julgará com equidade”, equidade significa “igualdade” quer dizer que Ele julgará todos da mesma forma, não haverá dois pesos e duas medidas.

Alimenta a alma daquele que tem sede e fome de justiça”, quer dizer que nós acreditamos nessa promessa e ficamos tranquilos porque um dia o Senhor fará justiça a todos.



3. DESESPERO E SOFRIMENTO NA CAMINHADA CRISTÃ

Sente-se abandonado por seus amigos”, os Salmos falam de realidades que ocorrem dentro da alma humana, e essa é uma delas, pois há momento em que nos sentimos assim.

Esquecido pelo próprio Deus”, essa é uma situação que poucos admitem, mas também ocorre com muitos irmãos. Não há problema em o crente dirigir seu clamor a Deus por isso.

Representação pictórica”, é a representação que descreve uma imagem, uma situação, como se fosse um quadro, uma pintura.


3.1. Quando se trilha o caminho da morte
Pois isso não acontecera”, uma situação parecida com a de Jó, descreve um sofrimento de um inocente.

Jamais desiste de buscar respostas me Deus”, um dos maiores exemplos que esse e outros salmos nos trazem, a incansável busca pelas respostas do Senhor.

Serve de palco para a atuação da fé”, significa que se tudo estivesse bem o salmista não demonstraria sua fé. Nunca gostaríamos de passar por aflições, mas as vezes elas ocorrem pela permissão de Deus para exercitarmos a fé Nele.



3.2. Quando não há mais esperança
Nem todos os revezes...são frutos do pecado”, esse tipo de conhecimento é expresso na vida de Jesus e de Jó, porém muitos não entendem isso, e na primeira ocasião em que alguém aparece enfermo ou na adversidade, logo acusam-no de pecado.

Padrões de logicidade humana”, são padrões de lógica humana, quer dizer que pela lógica humana alguém que está no sofrimento é porque está em pecado.



CONCLUSÃO
- Faça o seu resumo e exponha à classe.
Fonte:
Créditos-Revista: Central Gospel - nº 45
Comentarista: Pastor Joá Caetano




Subsidio
A PROSPERIDADE DO IMPIO E A JUSTIÇA DIVINA
Num mundo como o nosso, onde a prosperidade material é a tônica, é necessário que realcemos a posição bíblica com respeito à aquisição e uso dos bens. Enfocando a experiência de Asafe, trataremos de um assunto muito em voga: o que é a verdadeira prosperidade? Devemos entender, de uma vez por todas, que o para o filho de Deus, o mais importante é depositar-se integralmente nas promessas do Pai Celeste. Que confia nos cuidados de Deus não se preocupa com o amanhã nem com a falsa prosperidade dos ímpios, mas entrega todos os seus planos e projetos nas mãos dos Senhor.


No Salmo 73, o salmista teve a sua fé duramente provada ao tentar entender porque os ímpios prosperam tanto, enquanto os justos, embora temam a Deus a pautem exemplarmente a sua vida, sofrem, às vezes, tremendos dissabores. Contudo, Deus é justo, se não entendemos tudo o que acontece no mundo, um dia, quando chegarmos à divina presença, compreenderemos todos os mistérios.


Como Asafe sentiu-se ante a prosperidade dos ímpios




1. Quase desviado (v.2). 
Após afirmar que Deus é bom para com Israel, Asafe passa a narrar o que lhe sucedeu ao contemplar a prosperidade dos ímpios. Sua mente ficou perturbada. Ele mesmo confessa: "Quanto a mim, meus pés quase se desviaram".


2. Invejando o soberbo (v.3). 
Como pode, um homem de Deus, como Asafe, ser assaltado por um sentimento tão baixo quanto a inveja? Só entenderemos analisando sua crise a partir do prisma da fraqueza humana. Ele teve inveja dos soberbos "ao ver a prosperidade dos ímpios.


3. Ficou perturbado (v. 16). 
Quando pensava em compreender isto, fiquei sobremodo perturbado.


4. Ficou desiludido com a sua vida espiritual (v.13-14). 
Diante de tantas evidências quanto à prosperidade dos ímpios, o salmista concluiu que, em vão, havia purificado o seu coração e lavado as sus mãos na inocência.


5. O coração azedou (v.21). 
Muitas pessoas deixam-se dominar por esse tipo de emoções e, como resultado, acabam acometidas por doenças. A Palavra de Deus nos recomenda: "Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando perturbe, e por ela muitos se contaminem" (Hb 12.15).


A Verdadeira Prosperidade
Deus revela ao salmista o destino final dos ímpios. Isso coloca seu problema na perspectiva tanto da eternidade como da suprema bem aventurança do crente. No final, todos os justos serão felizes e vitoriosos com Deus, ao passo que os ímpios perecerão. Levando em conta a brevidade da nossa vida, se avaliarmos as coisas as coisas daqui, tão somente da nossa perspectiva limitada , terrena e humana, é bem possível ficarmos desanimados e frustados. precisamos ter a Palavra revelada de Deus e seu Espírito Santo, para completarmos a jornada da vida com fé e confiança na bondade e justiça de Deus. Esta atitude do salmista leva ao triunfo da fé. Nesta vida, com tantos problemas, nosso supremo bem é a comunhão íntima com Deus. Não importa que o ímpio prospere; nossa riqueza, tesouro e vida é o próprio Deus - sempre conosco, guiando-nos por Sua Palavra e seu Espírito, sustentando-nos pelo seu poder e depois nos recebendo na glória celestial. Como o apóstolo Paulo, nosso lema face aos cuidados da vida, dever ser: "Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho" (Fp 1.21).




A JUSTIÇA DE DEUS PERANTE OS JUÍZES DA TERRA
O Salmo 82 é a acusação de Deus aos juízes injustos que dominavam sobre Israel. Possivelmente foi composto num período em que havia muita deslealdade e corrupção na administração da justiça. O salmo é dividido em três partes: 1) Deus é introduzido como Supremo Juiz (v. 1); 2) Deus denuncia os juízes injustos e os julgamentos corruptos (v. 2-7); e 3) o salmista implora que Deus se levante para julgar (v. 8). O salmo tem lições para todos os filhos de Deus com referência às relações mútuas. O termo designa governantes, líderes, pessoas de poder, juízes e/ou príncipes terrenos (v.7). que eram representantes de Deus, e cujo trabalho era divinamente designado (Êx 22:28; Deut 1:17; 16:18; 2Cr 19:6; comparar com Heb 13:7). Eles perverteram a justiça, agiam cegamente como pessoas andando na escuridão (Sl 82:5). O salmista os vê reunidos perante Deus, o Rei do Universo, sendo julgados, porque eles são responsáveis perante Ele por sua administração de justiça. Se os juízes quisessem tripudiar sobre os direitos dos pobres, poderiam aguardar um fim violento reservado para os déspotas, como seu galardão normal. Por mais exaltada que fosse a sua posição, esses “deuses” corruptos serão abatidos pelo mesmo julgamento que os demais homens.

O termo "deuses" nesta passagem (hb elohim), sem dúvida refere-se a autoridade e juízes humanos de Israel, como representantes de Deus na administração da justiça, proteção dos fracos, e no livramento dos opressores. O termo aqui jamais significa que meros seres humanos são deuses em potencial, mas que podem vir a ser representantes de Deus, com poder e autoridade para exercer julgamento e fazer justiça. Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal, Salmo 88, nota.



O Cristão e a Justiça Social
Qual é a visão cristã da justiça social? A Bíblia ensina que Deus é um Deus de justiça. De fato, "Deus é... justo e reto" (Dt 32:4). Além disso, a Bíblia sustenta a noção de justiça social na qual a preocupação e os cuidados são mostrados a favor dos pobres e aflitos (Dt 10:18, 24:17, 27:19). A Bíblia muitas vezes se refere ao órfão, à viúva e ao estrangeiro - ou seja, pessoas que não eram capazes de cuidar de si mesmas ou não tinham um sistema de apoio. A nação de Israel foi ordenada por Deus para cuidar dos menos afortunados da sociedade, e seu eventual fracasso de fazer isso foi em parte a razão para o seu julgamento e expulsão da terra. Quando Jesus pregou o Sermão do Monte, Ele mencionou cuidar dos "pequeninos" (Mt 25:40) e Tiago, em sua epístola, expõe a natureza da "verdadeira religião" (Tg 1:27). Assim, se por "justiça social" queremos dizer que a sociedade tem a obrigação moral de cuidar dos menos afortunados, então isso é correto. Deus sabe que, devido à queda, haverá viúvas, órfãos e peregrinos na sociedade, e Ele fez provisões no antigo e novo testamento para cuidar deles. O modelo de tal comportamento é o próprio Jesus, o qual refletiu o senso de justiça de Deus ao levar a mensagem do evangelho até mesmo aos párias da sociedade. No entanto, a noção cristã de justiça social é diferente da noção contemporânea de justiça social. As exortações bíblicas para cuidar dos pobres são mais individuais do que da sociedade como um todo. Em outras palavras, cada cristão é encorajado a fazer o que puder para ajudar o "menor destes." A base para tais mandamentos bíblicos encontra-se no segundo dos grandes mandamentos - amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22:39).



O DESESPERO E O SOFRIMENTO NA CAMINHADA CRISTÃ
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã" (Sl 30.5), é o verso preferido de muitos crentes, e bastante conhecido também. Mas, e quando passam-se os dias, os meses, as manhãs, os anos, e essa alegria não vem? Essa é a realidade de muitos crentes que infelizmente tem passado longos períodos de sofrimento. O Salmo 88 retrata a oração de um aflito que tem enfrentado um sofrimento que a certo ponto tem consumido toda a sua esperança.


Hemã, (em hebraico:
הימן, "fiel", "cheio de fé"), é um nome encontrado dezesseis vezes na Bíblia. Hemã foi um dos 3 levitas atribuídos pelo rei Davi, para ministros de música. Ele era neto do profeta Samuel e se tornou vidente do rei Davi, possuindo 14 filhos. O título do Salmo 88 é atribuído a Hemã. Este Salmo, parece ter sido escrito em um estado de desespero. De acordo com Martin Marty, professor de história da Igreja na Universidade de Chicago, o Salmo 88 é "uma paisagem invernal de desolação sem alívio". Este salmo finaliza dizendo: Desviaste para longe de mim amigos e companheiros, e os meus conhecidos estão em trevas. (Salmos 88.18). De fato, em hebraico, a última palavra do Salmo 88 é "escuridão". Fonte: Wikipédia

Alguns consideram este o mais pungente de todo os Salmos. O penitente já sofreu muito, assemelha-se a um leproso, acha que está próximo da morte e que Deus o rejeitou, Clama a Deus dia e noite, e parece não ter dele resposta. Sente-se rejeitado, e quase sem esperança. Mesmo assim, pela sua fé, ele não desiste de Deus; confessa que o Senhor continua sendo o Deus da sua salvação. A experiência do salmista é bem comparável à de Jó, se bem que no presente caso não se sabe a causa do sofrimento, nem do aparente silêncio de Deus. Este salmo revela que, as vezes, Deus permite momentos de tristeza e desalento na vida do crente. É muito difícil suportar tal sofrimento, um certo mistério permanece até que chegamos à presença de Deus no céu. Entrementes, tanto a fé em Deus como nosso Salvador e o nosso bom relacionamento com Ele são essenciais à vitória, sem jamais esquecermos apesar de tudo, "nem a morte, nem a vida... nem o presente, nem o porvir... nos separará do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 8.38,39).
FONTES DE PESQUISA
Bíblia de Estudo Pentecostal - Ed. CPAD - Salmo 88.1-18, e Salmo 76.17, 23-28, nota
Revista Lições Bíblicas - "Salmos, a lira de Israel na devoção do homem moderno" - Jovens e Adultos - Ed CPAD, 3º trimestre de 1997
http://reavivadosporsuapalavra.org/2013/10/28/29-october-2013-0719/
http://www.gotquestions.org/Portugues/justica-social.html

Bíblia online
Bíblia sagrada online


Adultos: Lições Bíblicas, dinâmicas, slides, subsídios, pré - aulas: Arquivo



Jovens e Adultos: Lições da Palavra de Deus - nº 45 - 4º Trimestre de 2020 - Livros, Poéticos - Sabedoria, temor de Deus e as grandes questões da vida: Central Gospel



Jovens e Adultos: Lições da Palavra de Deus - nº 63 - 3º Trimestre de 2020 - Mensageiros de Deus em tempos de crise e de restauração - Profetas menores: Central Gospel

Lição 07: Sobre a vingança e o amor: Dinâmica: A Marca do Discípulo: Discipulando – 4º. Ciclo – Portando uma nova identidade


Lição 06: A honestidade com as palavras: Dinâmica Discutindo sobre Honestidade: Discipulando – 4º. Ciclo – Portando uma nova identidade



   



Dinâmica Discutindo sobre Honestidade: Lição 06: A honestidade com as palavras – 4º. Ciclo, Cpad – Portando uma nova identidade


  

Dinâmica: A Marca do Discípulo: Lição 07: Sobre a vingança e o amor - Discipulando – 4º. Ciclo: Portando uma nova identidade

Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:
- Cumprimentem os alunos.
- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email ou pelas redes sociais, deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 – Agora, trabalhem o conteúdo da lição. Vejam as sugestões abaixo:
- Apresentem o título da lição: Sobre a vingança e o amor.
- Em seguida, trabalhem o conteúdo da lição.
Lembrem-se de que vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “A Marca do Discípulo”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!




Dinâmica: A Marca do Discípulo
Objetivo: Refletir sobre o amor – a marca do discípulo de Jesus.
Material:
01 coração pequeno para cada aluno
Procedimento:
- Falem: “Conta-se que certo homem estava participando de um concurso do Coração Mais Bonito. Seu coração era lindo, sem nenhuma ruga, sem qualquer estrago. Até que apareceu um homem idoso e apresentou seu coração, afirmando que era o mais bonito, pois nele havia marcas. Vários tipos de comentários surgiram e perguntaram: “Como seu coração é o mais bonito, com tantas marcas?” O homem idoso então explicou que era por isso mesmo que seu coração era lindo. Aquelas marcas representavam sua vivência, sua experiência, suas atitudes em amar as pessoas. Finalmente, todos concordaram que o coração mais lindo era aquele com marcas de amor em ação”(autoria desconhecida).
- Falem: Fomos alcançados pelo amor de Deus.
Leiam João 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
- Agora distribuam um coração pequeno para cada aluno, representando o amor pelo qual fomos alcançados.
- Também afirmem que é pelo amor que somos reconhecidos como discípulos de Jesus.
Leiam João 13.34 e 35:
“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.
- Agora, reflitam com os alunos, olhando para o coração que temos nas mãos:
Que marcas deste amor podemos compartilhar com os outros?
Nós, como integrantes da Igreja, o que estamos fazendo para que as pessoas sejam alcançadas pelo amor de Deus?
Estamos praticando na verdade o amor, cotidianamente, nas ações com o próximo?
- Peçam para que os alunos troquem os corações entre si, promovendo um momento de congratulação, de “troca de amor”, representando as verdadeiras ações amorosas que devem existir entre as pessoas.
Por Sulamita Macedo
Fonte: Blogatitudedeaprendiz.blogspot.com


  

Dinâmica Discutindo sobre Honestidade: Lição 06: A honestidade com as palavras – 4º. Ciclo, Cpad – Portando uma nova identidade


Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os,
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: A honestidade com as palavras.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Inicie a aula utilizando a dinâmica “Discutindo sobre Honestidade”.




Dinâmica Discutindo sobre Honestidade
Objetivo:
Estimular o entendimento do tema da lição: A Honestidade com as Palavras
Material didático:
História sobre o homem que tinha 12 filhos
Perguntas sugeridas logo abaixo
Atividade didática:
1. Leia com os alunos a história abaixo, informe aos alunos que é uma história fácil de ser encontrada na internet e até nas redes sociais, talvez alguém ate a conheça:
“Um homem tinha 12 filhos e precisava sair da casa onde morava e alugar outra, mas não conseguia, por causa da filharada.
Quando ele dizia que tinha 12 filhos, ninguém queria alugar porque todos sabem como muita criança junta estraga as coisas e tinham medo que destruíssem a casa. O pobre homem não podia mentir, portanto, tinha que falar pra todos que perguntassem que tinha 12 filhos!
Ele estava ficando desesperado; o prazo para se mudar estava se esgotando.
Daí teve uma ideia: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 dos filhos. Pegou o filho que sobrou e foi ver casas junto com o agente imobiliário. Gostou de uma e o agente perguntou quantos filhos ele tinha.
Ele respondeu que tinha 12.
Daí, o agente perguntou assustado:
- mas doze é muita criança! Onde estão os outros?
E ele respondeu, com um ar muito triste:
- estão no cemitério, junto com a mãezinha deles...
E foi assim que ele conseguiu alugar uma casa sem mentir.
A inteligência faz a diferença!

Fale para os alunos que na mentira existe a intenção de iludir o outro em causa própria, e isso implica desonestidade para com o seu próximo.

2. Inicie um debate com perguntas:

a. Aparentemente a história induz as pessoas a não falarem mentiras. Mas será que a estratégia adotada é honesta?
b. É possível ser desonesto mesmo falando a verdade? Como?
c. O texto aborda o famoso jeitinho brasileiro. Esse jeitinho, que já se tornou cultural, é uma atitude esperada num cristão convertido?
d. A atitude do homem em omitir propositadamente foi correta?
e. Existem momentos na vida de um cristão onde ele não deve ser honesto?
f. O filósofo Cícero disse: ''Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade''.

3. Deixe que os alunos discutam essas questões e outras que surgirem. Estimule-os a participarem e então inicie a aula.

Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
Fonte: Ebdinterativa



   
OUTRA SUGESTÃO  
Professoras e professores, observem estas orientações:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:
- Cumprimentem os alunos.
- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.
3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email ou pelas redes sociais, deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 – Agora, trabalhem o conteúdo da lição. Vejam as sugestões abaixo:
- Apresentem o título da lição: A honestidade com as palavras.
- Em seguida, analisem alguns provérbios populares, tais como:
“Quando morrer o corpo vai num caixão, a língua num caminhão”.
“Fulano tem coceira na língua”.
“Boca fechada não entra mosca”.
“Quem muito fala, muito erra”.
“O burro calado passa por sábio”.
“A boca fala do que o coração está cheio”.
“Quem conta um conto, aumenta um ponto”.
“Quem muito fala, dá bom dia a cavalo”.
- Depois, utilizem a dinâmica “Telefone Sem Fio”.
- Em seguida, trabalhem o conteúdo da lição.
Lembrem-se de que vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.
- Para concluir, leiam o Texto de Reflexão “Penas ao vento”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!




Dinâmica: Telefone Sem Fio
Objetivo:
Refletir sobre a importância de transmitir informações de forma verdadeira.

Material:
Um pequeno texto(vejam no procedimento)
Procedimento:
- Preparem um pequeno texto contendo várias informações, como por exemplo:
“Fui numa doceria e escolhi: chocolates, balas de vários sabores, pirulitos, 01 pipoca doce e 02 salgadas, pastilhas, 7 chicletes, torrones, jujubas, 01 garrafa de água. Fui para a fila do caixa para pagar, mas, quando chegou minha vez de ser atendido, o sistema saiu do ar e moça se desculpou e disse que eu teria que esperar, se pudesse. Reclamei e pedi para fazer a soma de outra forma, mas não foi possível. Esperei ainda 30 minutos, não houve jeito e acabei desistindo”.
- Escolham 8 a 10 alunos e os posicionem na frente da classe, um ao lado do outro.
- Expliquem que vocês vão transmitir uma mensagem para o primeiro aluno e este passará as informações para o colega ao lado e assim sucessivamente, até chegar ao último. Esclareçam que a mensagem deve ser transmitida de forma que ninguém escute, com exceção daquele que está recebendo-a.
- Peçam para que o último aluno fale qual a mensagem que recebeu. Com certeza a mensagem estará truncada, distorcida, errada.
- Em seguida, revelem a mensagem inicialmente transmitida.
- Concluam, dizendo que embora seja uma brincadeira, extraímos lições preciosas, tais como: a importância de transmitir o que ouvimos de alguém corretamente, não mentir, não espalhar fofoca, não levantar falso testemunho.
Ideia original desconhecida.
Esta versão da dinâmica por Sulamita Macedo.
Fonte-blogatitudedeaprendiz.blogspot.com



Texto de Reflexão
Penas ao vento
Conta-se que, num tempo e lugar distantes daqui, um jovem levantou falso testemunho, inventando uma história repleta de meias verdades sobre uma pessoa inocente. A fofoca se espalhou rapidamente e começou a prejudicar a vítima.
Ocorre que ao ver os danos causados, o jovem se arrependeu e procurou um velho sacerdote para conversar e pedir orientação. O sábio o atendeu calmamente, ouvindo cada uma de suas palavras. Ao final disse:
- Você está realmente arrependido deste ato?

O jovem rapidamente respondeu que sim e que inclusive já havia pedido perdão à pessoa que injustamente havia acusado.
- Bem, respondeu o confessor, então peço que você faça o seguinte:
- Você vai pegar um travesseiro de penas, subir em um alto da montanha e soltar as penas ao vento.
- Só isso? Admirou-se o rapaz.
- Sim. Depois volte aqui.
No dia seguinte o jovem voltou muito satisfeito. Então o sacerdote disse:
- Agora você está preparado para cumprir a outra parte. Volte à planície e recolha todas as penas novamente no travesseiro e venha me mostrar.
O jovem olhou sem entender e disse:
- Mas isso é impossível.
- Justamente. Da mesma forma é impossível reparar a fofoca, a mentira, falso testemunho. Apenas porque a misericórdia de Deus é infinita, você poderá receber o perdão. Mas o mal que você provocou ficará pairando sempre, como penas ao vento. Pense bem antes de falar novamente algo contra alguém.
Que tal espalhar esta história por aí como penas ao vento?
Autoria do texto desconhecida.

Por Sulamita Macedo.
Fonte-blogatitudedeaprendiz.blogspot.com