2 de julho de 2015

Notícia - Câmara aprova nova proposta de redução da maioridade penal para crimes graves

Texto reduz de 18 para 16 anos a maioridade para crimes hediondos, homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte

Em uma decisão histórica, embora reversível, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (1º) uma proposta que permite a punição criminal de adolescentes a partir dos 16 anos em casos de crimes graves. O resultado da votação é uma vitória pessoal do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – que, sob protestos do PT e de outros partidos contrários à medida – reverteu a derrota de uma proposta semelhante ocorrida menos de 24 horas antes. Houve 323 votos favoráveis, 155 contrários e duas abstenções. Veja abaixo a lista de como cada parlamentar votou.

O texto aprovado é um pouco mais brando do que o rejeitado na madrugada desta quarta, o que foi suficiente para que alguns parlamentares passassem a apoiar a redução e a emenda apreciada ultrapassasse o mínimo necessário de 308 votos. A proposta mantém a redução da maioridade nos casos de crimes graves contra a vida, como homicídio, estupro, sequestro, lesão corporal seguida de morte e exploração sexual infantil. A mudança em relação ao texto anterior significa que os adolescentes de 16 e 17 anos que praticarem tráfico de drogas, roubo qualificado, tortura, lesão corporal grave e terrorismo não serão mais incluídos no sistema criminal: para eles, valerá a regra atualmente em vigor.

Os adolescentes que se enquadrarem na nova regra não ficarão presos em cadeias comuns; eles terão de ser mantidos em unidades ou alas isoladas, de forma que também não tenham contato com os menores que cumprem medida socioeducativa.

A proposta ainda depende de aprovação em segundo turno na Câmara dos Deputados e do aval do Senado, onde a votação deve ser ainda mais acirrada. Em todos os casos, é preciso ter 60% do total de deputados ou senadores para que a proposta de emenda à Constituição (PEC) avance.

A votação foi precedida de queixas de deputados contrários à mudança na legislação. Eles afirmavam que Eduardo Cunha desrespeitou o regimento ao trazer o tema novamente à pauta horas depois da rejeição de uma proposta semelhante.

Parlamentares do PT e de outras siglas de esquerda afirmaram que houve um”golpe”. O caso deve chegar ao Supremo Tribunal Federal. “Se vossa excelência quer administrar o parlamento brasileiro por decreto ou de ofício vossa excelência tem que apresentar um projeto para que só vossa excelência determine as decisões a serem adotadas”, disse Glauber Braga (PSB-RJ).

Cunha e os defensores da nova emenda argumentaram que o regimento permite que, após a rejeição de um substitutivo, a Câmara aprecie uma proposta alternativa, desde que ela esteja baseada no texto original. No caso, a proposta-base é a que reduz a maioridade para 16 anos em todos os casos. Foi sobre essa proposta que o deputado Laerte Bessa (PR-DF) construiu seu substitutivo derrotado antes.

Na discussão de mérito, o PT e o governo insistiram no argumento de que a redução nada fará para reduzir a criminalidade. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), pediu mais tempo para a construção de um “entendimento”: “O caminho é a reforma do ECA, principalmente naqulo que é fundamental, que é a ressocialização”, afirmou.

Já o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), defendeu a aprovação da medida: “A proposta é equilibrada e restrita. É a resposta pela qual a sociedade anseia porque não aceita mais a impunidade”, afirmou.

Após a sessão, Eduardo Cunha citou o regimento da Casa para afirmar que não há risco de impugnação da votação. “Não há o que contestar. Ninguém é maluco”, dise ele. O peemedebista também ironizou as críticas dos petistas à condução dos trabalhos: “Eles têm dois pesos e duas medidas. Na verdade, eles foram derrotados na sua ideia porque a maioria da população brasileira quer isso”.

Veja abaixo como cada deputado votou:

DEM
Alberto Fraga/DF – Sim
Alexandre Leite/SP – Sim
Carlos Melles/MG – Sim
Claudio Cajado/BA – Sim
Efraim Filho/PB – Sim
Eli Corrêa Filho/SP – Sim
Elmar Nascimento/BA – Sim
Felipe Maia/RN – Sim
Hélio Leite/PA – Sim
Jorge Tadeu Mudalen/SP – Sim
José Carlos Aleluia/BA – Sim
Mandetta/MS – Sim
Marcelo Aguiar/SP – Sim
Mendonça Filho/PE – Sim
Misael Varella/MG – Sim
Moroni Torgan/CE – Sim
Onyx Lorenzoni/ RS – Sim
Pauderney Avelino/AM – Sim
Paulo Azi/BA – Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende/TO – Não
Rodrigo Maia/RJ – Sim

PC do B
Aliel Machado/PR – Não
Carlos Eduardo Cadoca/PE – Não
Chico Lopes/CE – Não
Daniel Almeida/BA – Não
Davidson Magalhães/BA – Não
Jandira Feghali/RJ – Não
Jô Moraes/MG – Não
João Derly/RS – Não
Luciana Santos/PE – Não
Orlando Silva/SP – Não
Rubens Pereira Júnior/MA – Não
Wadson Ribeiro/MG – Não

PDT
Abel Mesquita Jr./RR – Sim
Afonso Motta/RS – Não
André Figueiredo/CE – Não
Dagoberto/MS – Não
Damião Feliciano/PB – Não
Félix Mendonça Júnior/BA – Não
Flávia Morais/GO – Não
Giovani Cherini/RS – Não
Major Olimpio/SP – Sim
Marcelo Matos/RJ – Sim
Marcos Rogério/RO – Sim
Mário Heringer/MG – Não
Pompeo de Mattos/RS – Não
Roberto Góes/AP – Não
Ronaldo Lessa/AL – Não
Sergio Vidigal/ES – Não
Subtenente Gonzaga/MG – Sim
Weverton Rocha/MA – Não
Wolney Queiroz/PE – Não

PEN
André Fufuca/MA – Sim
Junior Marreca/MA – Sim

PHS
Adail Carneiro/CE – Não
Carlos Andrade/ RR – Sim
Diego Garcia/PR – Não
Kaio Maniçoba/PE – Sim
Marcelo Aro/MG – Sim

PMDB
Alberto Filho/MA – Sim
Alceu Moreira/RS – Sim
Aníbal Gomes/CE – Sim
Baleia Rossi/SP – Sim
Cabuçu Borges/AP – Sim
Carlos Bezerra/MT – Não
Carlos Henrique Gaguim/TO – Sim
Carlos Marun/MS – Sim
Celso Jacob/RJ – Sim
Celso Maldaner/SC – Sim
Celso Pansera/RJ – Não
Daniel Vilela/GO – Sim
Danilo Forte/CE – Sim
Darcísio Perondi/RS – Não
Dulce Miranda/TO – Sim
Edinho Bez/SC – Sim
Edio Lopes/RR – Sim
Eduardo Cunha/RJ – Pres. da Câmara não vota
Elcione Barbalho/PA – Não
Fabio Reis/SE – Sim
Fernando Jordão/RJ – Sim
Flaviano Melo/AC – Sim
Geraldo Resende/MS – Sim
Hermes Parcianello/PR – Sim
Hildo Rocha/MA – Sim
Hugo Motta/PB – Sim
Jarbas Vasconcelos/PE – Não
Jéssica Sales/AC – Sim
João Arruda/PR – Não
João Marcelo Souza/MA – Não
José Fogaça/RS – Não
Josi Nunes/TO – Não
Laudivio Carvalho/MG – Sim
Lelo Coimbra/ES – Não
Leonardo Picciani/RJ – Sim
Leonardo Quintão/MG – Sim
Lindomar Garçon/RO – Sim
Lucio Mosquini/RO – Sim
Lucio Vieira Lima/BA – Sim
Manoel Junior/PB – Sim
Marcelo Castro/PI – Abstenção
Marcos Rotta/AM – Sim
Marinha Raupp/RO – Não
Marquinho Mendes/RJ – Sim
Marx Beltrão/AL – Sim
Mauro Mariani/SC – Sim
Mauro Pereira/RS – Sim
Osmar Serraglio/PR – Sim
Osmar Terra/RS – Não
Pedro Chaves/GO – Sim
Rogério Peninha Mendonça/SC – Sim
Ronaldo Benedet/SC – Sim
Roney Nemer/DF – Sim
Saraiva Felipe/MG – Não
Sergio Souza/PR – Sim
Silas Brasileiro/MG – Sim
Simone Morgado/PA – Não
Soraya Santos/RJ – Sim
Valdir Colatto/SC – Sim
Veneziano Vital do Rêgo/PB – Sim
Vitor Valim/CE – Sim
Walter Alves/RN – Sim
Washington Reis/RJ – Não

PMN
Antônio Jácome/RN – Sim
Dâmina Pereira/MG – Sim
Hiran Gonçalves/RR – Sim

PP
Afonso Hamm/RS – Sim
Arthur Lira/AL – Sim
Beto Rosado/RN – Sim
Cacá Leão/BA – Sim
Conceição Sampaio/AM – Não
Covatti Filho/RS – Sim
Dilceu Sperafico/PR – Sim
Dimas Fabiano/MG – Sim
Eduardo da Fonte/PE – Sim
Esperidião Amin/SC – Sim
Ezequiel Fonseca/MT – Sim
Fernando Monteiro/PE – Sim
Guilherme Mussi/SP – Sim
Iracema Portella/PI – Sim
Jair Bolsonaro/RJ – Sim
Jerônimo Goergen/RS – Sim
Jorge Boeira/SC – Sim
José Otávio Germano/RS – Sim
Julio Lopes/RJ – Sim
Lázaro Botelho/TO – Sim
Luis Carlos Heinze/RS – Sim
Luiz Fernando Faria/MG – Sim
Marcelo Belinati/PR – Sim
Marcus Vicente/ES – Sim
Mário Negromonte Jr./BA – Sim
Missionário José Olimpio/SP -Sim
Nelson Meurer/PR – Sim
Odelmo Leão/MG – Sim
Paulo Maluf/SP – Sim
Renato Molling/RS – Sim
Renzo Braz/MG -Sim
Ricardo Barros/PR – Não
Roberto Balestra/GO – Sim
Roberto Britto/BA – Sim
Ronaldo Carletto/BA – Sim
Sandes Júnior/GO – Sim
Simão Sessim/RJ – Sim
Toninho Pinheiro/MG -Sim
Waldir Maranhão/MA – Sim

PPS
Alex Manente/SP – Sim
Arnaldo Jordy/PA – Não
Carmen Zanotto/SC – Não
Eliziane Gama/MA – Não
Hissa Abrahão/AM – Não
Marcos Abrão/GO – Sim
Moses Rodrigues/CE – Sim
Raul Jungmann/PE – Não
Roberto Freire/SP – Não
Rubens Bueno/PR – Não
Sandro Alex/PR – Sim

PR
Aelton Freitas/MG -Sim
Altineu Côrtes/RJ – Sim
Anderson Ferreira/PE – Sim
Bilac Pinto/MG – Sim
Cabo Sabino/CE – Sim
Capitão Augusto/SP – Sim
Clarissa Garotinho/RJ – Não
Dr. João/RJ – Sim
Giacobo/PR – Sim
Gorete Pereira/CE – Sim
Jorginho Mello/SC – Sim
José Rocha/BA – Sim
Laerte Bessa/DF – Sim
Lincoln Portela/MG – Sim
Lúcio Vale/PA – Sim
Luiz Cláudio/RO – Sim
Luiz Nishimori/PR – Sim
Magda Mofatto/GO – Sim
Marcio Alvino/SP – Sim
Marcos Soares/RJ – Sim
Maurício Quintella Lessa/AL – Sim
Miguel Lombardi/SP – Sim
Milton Monti/SP – Sim
Paulo Feijó/RJ – Sim
Paulo Freire/SP – Sim
Remídio Monai/RR – Sim
Silas Freire/PI – Sim
Tiririca/SP – Sim
Vinicius Gurgel/AP – Sim
Zenaide Maia/RN – Não

PRB
Alan Rick/AC – Sim
André Abdon/AP – Sim
Antonio Bulhões/SP – Sim
Beto Mansur/SP – Sim
Carlos Gomes/RS – Sim
Celso Russomanno/SP – Sim
César Halum/TO – Sim
Cleber Verde/MA – Sim
Fausto Pinato/SP – Sim
Jhonatan de Jesus/RR – Sim
Jony Marcos/SE – Sim
Marcelo Squassoni/SP – Sim
Márcio Marinho/BA – Sim
Roberto Alves/SP – Sim
Roberto Sales/RJ – Sim
Ronaldo Martins/CE – Sim
Rosangela Gomes/RJ – Sim
Tia Eron/BA – Sim
Vinicius Carvalho/SP – Sim

PROS
Ademir Camilo/MG – Sim
Antonio Balhmann/CE – Sim
Beto Salame/PA – Não
Dr. Jorge Silva/ES – Sim
Givaldo Carimbão/AL – Não
Hugo Leal/RJ – Não
Leônidas Cristino/CE -Não
Miro Teixeira/RJ – Não
Rafael Motta/RN – Sim
Ronaldo Fonseca/DF – Sim
Valtenir Pereira/MT – Sim

PRP
Juscelino Filho/MA – Sim
Marcelo Álvaro Antônio/MG – Sim

PRTB
Cícero Almeida/AL – Sim

PSB
Adilton Sachetti/MT – Sim
Átila Lira/PI – Não
Bebeto/BA – Não
César Messias/AC – Não
Fabio Garcia/MT – Sim
Fernando Coelho Filho/PE -Não
Flavinho/SP – Não
Glauber Braga/RJ – Não
Gonzaga Patriota/PE – Sim
Heitor Schuch/RS – Não
Heráclito Fortes/PI – Sim
Janete Capiberibe/AP – Não
João Fernando Coutinho/PE – Não
José Reinaldo/MA – Sim
Jose Stédile/RS – Não
Júlio Delgado/MG – Abstenção
Keiko Ota/SP – Sim
Leopoldo Meyer/PR – Não
Luciano Ducci/PR – Sim
Luiz Lauro Filho/SP – Sim
Luiza Erundina/SP – Não
Maria Helena/RR – Não
Marinaldo Rosendo/PE – Sim
Pastor Eurico/PE – Sim
Paulo Foletto/ES – Sim
Stefano Aguiar/MG – Sim
Tadeu Alencar/PE – Não
Tenente Lúcio/MG – Não
Tereza Cristina/MS – Sim
Valadares Filho/SE – Sim
Vicentinho Júnior/TO – Sim

PSC
Andre Moura/SE – Sim
Edmar Arruda/PR – Sim
Eduardo Bolsonaro/SP – Sim
Erivelton Santana/BA – Sim
Gilberto Nascimento/SP – Sim
Irmão Lazaro/BA – Sim
Júlia Marinho/PA – Sim
Marcos Reategui/AP – Sim
Pr. Marco Feliciano/SP – Sim
Professor Victório Galli/MT – Sim
Raquel Muniz/MG – Sim
Silvio Costa/PE – Não
Takayama/PR -Sim

PSD
Alexandre Serfiotis/RJ – Sim
Átila Lins/AM – Sim
Cesar Souza/SC – Sim
Danrlei de Deus Hinterholz/RS – Sim
Delegado Éder Mauro/PA – Sim
Diego Andrade/MG – Sim
Evandro Roman/PR – Sim
Fábio Faria/RN – Sim
Fábio Mitidieri/SE – Sim
Felipe Bornier/RJ – Sim
Fernando Torres/BA – Não
Goulart/SP – Sim
Herculano Passos/SP – Sim
Heuler Cruvinel/GO – Sim
Indio da Costa/RJ – Sim
Irajá Abreu/TO – Sim
Jaime Martins/MG – Sim
Jefferson Campos/SP – Sim
João Rodrigues/SC – Sim
Joaquim Passarinho/PA – Sim
José Carlos Araújo/BA – Sim
José Nunes/BA – Sim
Júlio Cesar/PI – Sim
Marcos Montes/MG – Sim
Paulo Magalhães/BA – Não
Ricardo Izar/SP – Sim
Rogério Rosso/DF – Sim
Rômulo Gouveia/PB – Sim
Sérgio Brito/BA – Sim
Sóstenes Cavalcante/RJ – Sim
Walter Ihoshi/SP – Sim

PSDB
Alexandre Baldy/GO – Sim
Alfredo Kaefer/PR – Sim
Antonio Imbassahy/BA – Sim
Arthur Virgílio Bisneto/AM – Sim
Betinho Gomes/PE – Não
Bonifácio de Andrada/MG – Sim
Bruna Furlan/SP – Sim
Bruno Araújo/PE – Sim
Bruno Covas/SP – Sim
Caio Narcio/MG – Sim
Carlos Sampaio/SP – Sim
Célio Silveira/GO -Sim
Daniel Coelho/PE – Sim
Delegado Waldir/GO – Sim
Domingos Sávio/MG – Sim
Eduardo Barbosa/MG – Não
Eduardo Cury/SP – Sim
Fábio Sousa/GO – Sim
Geovania de Sá/SC – Sim
Giuseppe Vecci/GO – Sim
Izalci/DF – Sim
João Campos/GO – Sim
João Castelo/MA – Sim
João Gualberto/BA – Sim
João Paulo Papa/SP – Sim
Jutahy Junior/BA – Sim
Lobbe Neto/SP – Sim
Luiz Carlos Hauly/PR – Sim
Mara Gabrilli/SP – Sim
Marco Tebaldi/SC – Sim
Marcus Pestana/MG – Sim
Mariana Carvalho/RO – Sim
Max Filho/ES – Não
Miguel Haddad/SP – Sim
Nelson Marchezan Junior/RS – Sim
Nilson Leitão/MT – Sim
Nilson Pinto/PA – Sim
Otavio Leite/RJ – Sim
Paulo Abi-Ackel/MG – Sim
Pedro Cunha Lima/PB – Sim
Pedro Vilela/AL – Sim
Raimundo Gomes de Matos/CE – Sim
Ricardo Tripoli/SP – Sim
Rocha/AC – Sim
Rodrigo de Castro/MG – Sim
Rogério Marinho/RN – Sim
Rossoni/PR – Sim
Samuel Moreira/SP – Sim
Shéridan/RR – Sim
Silvio Torres/SP – Sim
Vanderlei Macris/SP – Sim
Vitor Lippi/SP – Sim

PSDC
Aluisio Mendes/MA – Sim
Luiz Carlos Ramos/RJ – Sim

PSOL
Chico Alencar/RJ – Obstrução
Edmilson Rodrigues/PA – Obstrução
Ivan Valente/SP – Obstrução
Jean Wyllys/RJ – Obstrução

PT
Adelmo Carneiro Leão/MG – Não
Afonso Florence/BA – Não
Alessandro Molon/RJ – Não
Ana Perugini/SP – Não
Andres Sanchez/SP – Não
Angelim/AC – Não
Arlindo Chinaglia/SP – Não
Assis do Couto/PR – Não
Benedita da Silva/RJ – Não
Beto Faro/PA – Não
Bohn Gass/RS – Não
Caetano/BA – Não
Carlos Zarattini/SP – Não
Chico D Angelo/RJ – Não
Décio Lima/SC – Não
Enio Verri/PR – Não
Erika Kokay/DF – Não
Fernando Marroni/RS – Não
Gabriel Guimarães/MG – Não
Givaldo Vieira/ES – Não
Helder Salomão/ES – Não
Henrique Fontana/RS – Não
João Daniel/SE – Não
Jorge Solla/BA – Não
José Airton Cirilo/CE – Não
José Guimarães/CE – Não
José Mentor/SP – Não
Leo de Brito/AC – Não
Leonardo Monteiro/MG – Não
Luiz Couto/PB – Não
Luiz Sérgio/RJ – Não
Luizianne Lins/CE – Não
Marco Maia/RS – Não
Marcon/RS – Não
Margarida Salomão/MG – Não
Maria do Rosário/RS – Não
Moema Gramacho/BA – Não
Nilto Tatto/SP – Não
Odorico Monteiro/CE – Não
Padre João/MG – Não
Paulão/AL – Não
Paulo Pimenta/RS – Não
Paulo Teixeira/SP – Não
Pedro Uczai/SC – Não
Professora Marcivania/AP – Não
Reginaldo Lopes/MG – Não
Rubens Otoni/GO – Não
Ságuas Moraes/MT – Não
Sibá Machado/AC – Não
Valmir Assunção/BA – Não
Valmir Prascidelli/SP – Não
Vicente Candido/SP – Não
Vicentinho/SP – Não
Wadih Damous/RJ – Não
Waldenor Pereira/BA – Não
Weliton Prado/MG – Sim
Zé Carlos/MA – Não
Zé Geraldo/PA – Não
Zeca Dirceu/PR – Não

PTB
Adalberto Cavalcanti/PE – Sim
Adelson Barreto/SE – Sim
Alex Canziani/PR – Não
Antonio Brito/BA – Não
Arnaldo Faria de Sá/SP – Sim
Arnon Bezerra/CE – Não
Benito Gama/BA – Sim
Cristiane Brasil/RJ – Sim
Eros Biondini/MG – Sim
Jorge Côrte Real/PE – Sim
Josué Bengtson/PA – Sim
Jovair Arantes/GO – Sim
Jozi Rocha/AP – Sim
Luiz Carlos Busato/RS – Não
Nelson Marquezelli/SP – Sim
Nilton Capixaba/RO – Sim
Paes Landim/PI – Sim
Pedro Fernandes/MA – Não
Ricardo Teobaldo/PE – Sim
Ronaldo Nogueira/RS – Sim
Sérgio Moraes/RS – Sim
Walney Rocha/RJ – Sim
Wilson Filho/PB – Sim
Zeca Cavalcanti/PE – Sim

PTC
Brunny/MG – Sim
Uldurico Junior/BA – Não

PT do B
Luis Tibé/MG – Sim
Pastor Franklin/MG – Sim

PTN
Bacelar/BA – Não
Christiane de Souza Yared/PR – Não
Delegado Edson Moreira/MG – Sim
Renata Abreu/SP – Sim

PV
Dr. Sinval Malheiros/SP – Sim
Evair de Melo/ES – Sim
Evandro Gussi/SP – Não
Fábio Ramalho/MG – Não
Leandre/PR – Sim
Penna/SP – Não
Sarney Filho/MA – Não

Sem partido
Cabo Daciolo/RJ – Não

Solidariedade
Arthur Oliveira Maia/BA – Sim
Augusto Carvalho/DF – Não
Augusto Coutinho/PE – Sim
Aureo/RJ – Não
Benjamin Maranhão/PB – Sim
Carlos Manato/ES – Sim
Elizeu Dionizio/MS – Sim
Expedito Netto/RO – Sim
Ezequiel Teixeira/RJ – Sim
Fernando FrancischiniZé Silva/ MG – Sim
Fonte: Veja e Estadão

Estudo e reflexão - Jefté tinha tudo pra dar errado

1 - Jefté tinha tudo pra dar errado por causa de sua origem (Jz 11.1). A bíblia nos informa que apesar

de valente, Jefté tinha um porém, e o seu porém é que ele era filho de uma prostituta. Jefté era valente, porém era filho ilegítimo (bastardo) de Gileade. Sabe o que isso significa? Significa que Jefté ficou estigmatizado, ficou marcado por isso para sempre, e carregava isso para o resto de sua vida.
Olhe para o menino Jefté, para o adolescente, e para o Jovem Jefté, e veja: carregava consigo uma marca que não queria cicatrizar, uma vida marcada pelo desprezo, pelo preconceito, pela vergonha, pela culpa, pela gozação de ser filho de uma prostituta. A bíblia diz que o máximo que se paga por uma prostituta é um pedaço de pão. Tente imaginar que seu Pai não lhe dava atenção, porque tinha outros filhos que eram legítimos, tente imaginar que ele era sempre deixado de lado em todas as coisas (refeições, viagens, etc.).
Quem sabe você tem sido marcado e estigmatizado pela sua origem, pelos seus poréns, pela culpa que carrega e isto lhe faz pensar que você tem tudo pra dar errado assim como Jefté.
A realidade é que Jefté tinha tudo pra dar errado, e você?

Infelizmente nós temos um mau costume de julgarmos as pessoas pelas circunstâncias e as adversidades que as cercam, sem levar em conta o potencial, as virtudes e os valores internos que ela possa ter. Costumamos a observar as probabilidades de uma pessoa dar certo na vida: pelas atitudes e decisões que ela toma, pelos feitos memoráveis, pelo progresso diário e contínuo de suas metas e objetivos atingidos. No entanto, o nosso maior erro é não tentar enxergar o que essa pessoa possui

por dentro, o que ela tem a oferecer a sociedade, a Deus e ao mundo. Se enxergássemos as pessoas

como Deus enxerga, com certeza investiríamos em pessoas como: Moisés, José, Zaqueu, a mulher adúltera de João 8, o cego bartimeu, o homem coxo a porta do templo de atos 3. Porque todos esses personagens bíblicos tinham amplas probabilidades de darem errado na vida pelas circunstâncias e as adversidades que as cercavam, por suas limitações, pela falta de oportunidade, pelos julgamentos precipitados. Mas, creio que no fim eles deram certo.Pergunta: Você conhece Jefté (o 9º juiz de Israel)= hb. Deus abre? Será que nós acreditaríamos que ele iria Dar certo na vida? Será que eu e você daríamos a ele um voto de confiança para que ele tivesse um futuro brilhante e fosse citado na galeria da fé?
(Jz 11.1-11;29,32-33; Jz 12.1-7) - Quantas pessoas você conhece que tentaram dar certo na vida e não conseguiram? Quantas histórias de pessoas que tinham tudo para dar certo na vida e deram errado você conhece? Quantas vezes você analisou as probabilidades de uma pessoa dar certo, e no fim se enganou vendo que ela deu errado?

2 - Jefté tinha tudo pra dar errado por causa de sua família preconceituosa (Jz 11.2) – Jefté foi
rejeitado por seus irmãos quando estes se tornaram adultos. Ele foi expulso de casa, deserdado, porque não era bem aceito. Lembra de José do Egito? Jefté foi renegado, e por isso sua vida somente caminhava pra dar errado. Quem sabe saiu de casa ouvindo: “você nunca vai dar certo na vida”, “você não possui futuro”, “você não possui nada para que faça de você alguma coisa na vida”.
Você não é aceito por sua família? Sofre de rejeição? Tem sido renegado? Sofre de um desprezo sem causa? Jefté tinha tudo pra dar errado, e você?

3 - Jefté tinha tudo pra dar errado pela decisão forçada que tomou (Jz 11.3a) – Ele foi expulso de casa e ficou sem ter para onde ir. Uma cena traumática, dolorosa, sofrível. Jefté ficou sozinho, ficou sem norte, ficou sem rumo. Agora Jefté precisa tomar uma decisão, sabe o que ele fez? Fugiu! O que ele iria fazer? Me diga? Fruto do pecado, da rejeição, da indiferença, da culpa que carregava, o que mais ele iria fazer? Ele fez o que nós fazemos quando em nossa alma estamos sofrendo, nós fugimos, preferimos o silêncio, preferimos nos calar, preferimos o estar só. Jefté tinha tudo pra dar errado porque foi forçado a fazer o que possivelmente não faria, mas o fez. Saiu, fugiu, foi viver a vida sem nada. Sem carinho, sem amor, sem compreensão, sem apoio, sem nada.
Você tem tomado decisões forçado pelas circunstâncias em sua vida? Se sente sozinho para pensar em algo melhor pra você? Não tem ajuda, nem apoio de ninguém para pelo menos lhe dar uma força? Jefté tinha tudo pra dar errado, e você?

4 - Jefté tinha tudo pra dar errado porque resolveu investir naquilo que não era vontade de Deus pra
sua vida? (Jz 11.3) – Jefté era “valente”, corajoso, destemido. Sabe o que ele fez depois de fugir de casa, ele vai habitar na terra de Tobe (frutífera, boa), mas se une a um bando de ladrões. Com isso Jefté se torna um guerreiro, um líder de um violento bando de assaltantes de caravanas. Apesar de ser um líder em potencial, ele não usa seus predicados da forma que Deus queria. Jefté tinha tudo pra dar errado, estava no caminho errado, mesmo tendo sido educado em um lar que temia ao Senhor.
Você tem andado por caminhos que não é a vontade de Deus? Você diz temer a Deus, mas não quer fazer a sua vontade? Você tem usado seu potencial, mas naquilo que não agrada a Deus? Jefté tinha tudo pra dar errado, e você?
Sabe queridos, ter todas as condições para que tudo dê errado na vida, não é efetivamente um fator determinante em nossas vidas. Jefté tinha tudo pra dar errado, mas não deu! E não deu errado por quê? Porque resolveu concertar, resolveu se posicionar, resolveu dar a volta por cima, Jefté resolveu não dar errado. Mas, ele não resolveu tudo isso sozinho, ele resolveu tudo isso observando as oportunidades que Deus lhe dava, valorizando suas próprias virtudes e valores, e contando com a ajuda e a benção de Deus em suas novas realizações. Porque Jefté não deu errado?

1 – Porque ele agarrou a oportunidade que Deus lhe deu (Jz 10.6-8, 15-18)
Israel estava por 18 anos sendo oprimido por Amom por causa de sua idolatria, eles clamam a Deus, Deus diz que não vai atender e diz que eles clamem aos deuses que eles adotaram. Israel se arrepende, retira os falsos deuses, se volta para o Senhor. Então, diante disso, os príncipes de Gileade resolvem que, quem liderar a peleja contra amom, esse será o líder deles. E aí sabem quem eles chamam? Eles chamam Jefté. Era a hora de Jefté ser levantado como juiz e instrumento de Deus para a libertação do povo (Jz 11.4-11).

Apertados pela peleja, eles resolvem chamar aquele que um dia eles dispensaram e rejeitaram. No início Jefté fica meio desconfiado e até mesmo coloca pra fora suas feridas interiores. Mas, resolve aceitar o desafio, agarrar esta oportunidade que Deus estava lhe dando, e ainda reivindicar a sua própria liderança, já que antes eles não o reconheciam como nada.
Você tem agarrado as oportunidades que Deus tem lhe dado? Deus tem lhe mostrado o que deve fazer, mas você teme em fazer e por isso corre o risco de tudo continuar dando errado? Sua posição esta errada, você deve agarrar as oportunidades que Deus lhe dá, pois assim você dará certo.

2- Jefté valorizava suas virtudes e seus valores diante de Deus (Jz 11.9-10)
Jefté não se privou de requerer para si aquilo que lhe era devido. Jefté não temeu olhar para si e encontrar aquilo que o fazia valoroso, mesmo que as pessoas não enxergassem. Jefté valorizou no momento certo aquilo que Deus valorizava nele (sua valentia, coragem e liderança). Jefté demonstrou valorizar a Deus muito mais do que eles, porque era homem de Palavra, por isso escolheu Mispa para ser o lugar em que Deus seria testemunha do pacto deles (Jz 11.11).

ü Como você tem olhado para si? O que Deus valoriza em você que as pessoas não valorizam? Porque você não usa seu potencial naquilo que é proveitoso? Valorize suas virtudes e valores diante de Deus. Você tem valor!

3 – Jefté possuía o Espírito de Deus (Jz 11.29; Rm 8.14)

Em (Jz 11.12-28) é relatado que Jefté tenta resolver diplomaticamente a questão da guerra com os amonitas. Jefté envia mensageiros ao rei de Amom lhe perguntando sobre a razão deles em querer pelejar contra Israel por uma terra que não era deles. Isso porque Deus entregou a terra dos amorreus para Israel e não para eles. Jefté chega a dizer: “fiquem com a terra que o deus de vocês (quemos) der a vocês” e nós ficaremos com aquilo que o nosso Deus nos deu. Infelizmente o rei de Amom não deu ouvidos a Jefté (Jz 11.28). Jefté poderia querer logo partir pra briga, mais ele não fez isso, ele possuía o Espírito de Deus. A bíblia diz: “nem
por força nem violência, mas pelo meu Espírito diz o Senhor”. Já reparou quantas coisas nós queremos resolver no braço, sem antes consultar o Senhor. Quantas coisas decidimos sem a direção do Espírito de Deus, sem sabedoria, sem a mente do Espírito, sem compreensão das coisas espirituais que nos cercam. É verdade que posteriormente Jefté peleja contra os filhos de Amom com toda a sua valentia e coragem e os vence, mais ele só fez isso no momento certo, no tempo de Deus, debaixo de sua direção e providência. Tanto que foi o Senhor que entregou o inimigo em suas mãos (Jz 11.32-33).

ü Será que você não tem dado errado por desprezar o Espírito de Deus, sua voz, sua direção, seu momento, sua vontade, sua maneira de agir. Nós queremos fazer as coisas sem consultar a bíblia, ter atitudes que não agradam a Deus, e depois queremos dar certo. Se encha do Espírito. Viva e ande no Espírito!

4 – Jefté não abria mão daquilo que Deus queria lhe dar (Jz 12.1-7).
Quando Jefté saiu a peleja contra Amom, ele ainda tentou obter a força dos efraimitas, mas eles não quiseram e ainda debocharam dos de gileade dizendo: “fugitivos sois de Efraim”. Mais eles não eram fugitivos de Efraim, eles eram de Gileade e lutaram bravamente para conseguirem derrotar Amom. Os efraimitas queriam os louros da vitória deles, queriam tomar posse de algo que Jefté conquistou. Queriam aquilo que não lhes pertencia. Os efraimitas foram invejosos e arrogantes pelo fato de até mesmo ameaçar a vida de Jefté simplesmente por quererem usurpar o trono que não era deles. Jefté agora precisa passar por mais uma guerra, a guerra civil.

Quem sabe você não tem dado certo porque abre mão daquilo que é seu para deixar com que outros possam usufruir e ainda levar vantagem sobre você.

Quem sabe você não consegue dar certo em seus projetos e planos, porque permite a interferência indevida de quem não tem a mesma garra, coragem e visão que você tem. Quem sabe você anda com medo das ameaças dos insucessos por parte dos invejosos e arrogantes, e por isso nada dá certo. Quem sabe são as pessoas próximas que estão lhe afastando dos sonhos de Deus para sua vida. Não abra mão do que Deus lhe dá!
Jefté era fruto da sua origem, era fruto do pecado, mais ele era inocente, ele não tinha culpa pelo que seu pai fez, porém ele a carregava. Jefté foi renegado na família, feridas em sua alma foram abertas, circunstâncias o fizeram fugir e se associar com quem não deveria. Ele tinha tudo pra dar errado, mais deu certo. Jefté possuía potencial, possuía virtudes e valores que não eram valorizados. Porque? Porque todos somente olhavam o seu, porém! E, “porém” é uma palavra que destrói e tem a capacidade de desfazer qualquer qualidade atribuída a uma pessoa.
“Eu quero lhe dizer que o destino de sua origem ou de seu meio não precisa ser terminal na sua existência”. O nosso sucesso ou fracasso não está na sentença que alguém proclamou para nós, mas nas decisões que tomamos em nossa caminhada. Foi isso que aconteceu com Jefté.

Não permita que as circunstâncias sejam determinantes para o seu futuro. A vida não pode lhe derrotar se você chamar Deus para sua frente e lutar com ânimo.
“Não se pode negar que elementos externos influenciam nossas vidas. São favores, oportunidades, mortes, ocasiões apropriadas; mas o molde básico do destino de cada um está em suas próprias mãos”.
Jefté nasceu no prostíbulo e terminou na corte, viveu com bandoleiros e os transformou em guerreiros do Senhor, transformou suas feridas interiores em fortes desejos de realização e conquista. Você também pode dar certo, acredite!
E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de... Jefté. (Hb 11.32)

Poder sobre as doenças e morte - Lição 7

Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje,da Sociedade Bíblica do Brasil. A Bíblia pode ser acessada online através

deste site.



Título: Jesus, o Homem Perfeito — O Evangelho de Lucas, o médico amadoTEXTO ÁUREO

“E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo” (Lc 7.16).

VERDADE PRÁTICA

Ao curar os enfermos e dar vida aos mortos, Jesus demonstrou o seu poder messiânico e provou também o amor de Deus pela humanidade caída.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Lc 5.24
Jesus e o seu poder para perdoar e curar a todos

Terça — Lc 5.12,13
Jesus e a sua compaixão pelos doentes e necessitados

Quarta — Lc 5.17
Jesus e a autoridade para curar toda enfermidade

Quinta — Lc 10.17-19
Jesus e a delegação de autoridade aos seus discípulos

Sexta — Lc 17.20,21
Jesus e a manifestação do Reino de Deus para todos

Sábado — Lc 21.31
Jesus anunciou eventos que precederiam a vinda literal do Reino

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 4.38,39; 7.11-17.

Lucas 4

38 — Ora, levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre; e rogaram-lhe por ela.

39 — E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os.

Lucas 7

11 — E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão.

12 — E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.

13 — E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores.

14 — E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te.

15 — E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe.

16 — E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.

17 — E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha.

HINOS SUGERIDOS

7, 121 e 517 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Explicar o objetivo de Jesus ter mostrado seu poder sobre as doenças e morte.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Conscientizar os alunos de que o perdão é terapêutico.
II. Mostrar que uma das razões das curas, no ministério de Jesus, era a compaixão.
III. Analisar a autoridade de Jesus para curar.
IV. Ressaltar a redenção do nosso corpo.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A morte, assim como as doenças, físicas, emocionais e espirituais, são resultados da Queda. Porém, Jesus veio ao mundo para nos libertar do poder do pecado. A cura divina faz parte da sua obra expiatória. Deus não se importa somente com a nossa alma e espírito, mas também com nosso corpo. Por isso, em seu ministério terreno, o Mestre curou a todos que iam até Ele. Jesus não mudou; Ele continua curando os enfermos. Então, aproveite o tema da aula e, ao final, não deixe de orar por aqueles que estão doentes. Creia que Jesus tem poder para curar as enfermidades físicas, emocionais e espirituais de seus alunos. Para o Mestre não existe nada impossível.
INTRODUÇÃO

As doenças, enfermidades e a morte existem como consequências da entrada do pecado no mundo. Escrevendo aos Romanos, Paulo afirma que “como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). Jesus, o Messias prometido nas Escrituras, veio para tratar do problema do pecado e das suas consequências (Is 53.4-7; 6.1,2). Com esse fim, Jesus, durante o seu ministério terreno, curou doentes e ressuscitou os mortos (Mt 8.14-17; Lc 7.11-15). Todos os evangelistas, especialmente Lucas, destacam esse fato (Lc 4.16-19).

Nesta lição, vamos estudar alguns dos registros bíblicos sobre a autoridade do Senhor para curar doentes e ressuscitar os mortos.

PONTO CENTRAL

Jesus tem poder e autoridade sobre as doenças e a morte.

I. DOENÇAS, PERDÃO E CURA

1. Culpa, perdão e cura. Certa vez, Jesus disse a um paralítico que o perdoava, e os escribas e fariseus murmuraram entre si: “Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Lc 5.21). Foi por causa dessa incredulidade que o Senhor propôs: “Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?” (Lc 5.23).

As palavras de Jesus provocaram espanto na cidade de Cafarnaum. Antes de declarar o paralítico curado, Jesus primeiramente proferiu uma palavra de perdão. No contexto do Antigo Testamento, o pecado e as doenças eram conceitos inter-relacionados (Sl 103.3). Essa era a crença popular de Israel nos dias de Jesus, e o contexto mostra que o paralítico também pensava assim. O ensino neotestamentário revelará que, de fato, há uma relação entre o pecado e as doenças (Jo 5.14; Tg 5.15,16). Todavia, devemos observar que nem sempre a lei de causa e efeito pode ser usada para justificar determinadas doenças ou fatos ocorridos (Jo 9.1,2; Lc 13.1-5). Na narrativa lucana, Jesus, o Filho do Homem, demonstrou o seu poder tratando o problema da alma, removendo a culpa e depois cuidou do corpo, removendo a enfermidade (Lc 5.24).

2. A ação de Satanás. É um fato bíblico que toda doença e enfermidade existem como consequência da entrada do pecado no mundo (Gn 2.17). Por outro lado, a Escritura mostra também que há enfermidades que vem por conta do julgamento de um pecado pessoal (1Co 5.5; 11.30) enquanto outras, como demonstra Lucas, estão associadas à ação de Satanás (Lc 13.10,11). Embora nem toda doença possa ser atribuída à ação de demônios, todavia esse era o caso aqui. Quando confrontou o chefe da sinagoga, Jesus deixou claro essa verdade (Lc 13.16). Jesus demonstrou seu poder sobre a enfermidade e sobre aquele que a causara, Satanás.
SÍNTESE DO TÓPICO (I)
O perdão é terapêutico. Muitas doenças são resultado da falta de perdão, de mágoas e ressentimentos.SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O poder de Deus repousa sobre Jesus de forma que Ele possa curar os doentes. ‘A virtude [poder] do Senhor’ (Lc 5.17) é outra maneira que Lucas tem de falar sobre a unção do Espírito. Jesus não precisa de endosso de líderes religiosos para o seu ministério; o Espírito lhe concede autoridade para curar os doentes. Vemos esta autoridade quando quatro homens levam um paralítico para Ele. Jesus está numa casa, e grande multidão barra o acesso. Mas pela persistência dos companheiros do paralítico, ele é descido pelo telhado da casa à presença de Jesus. Não há dúvida de que a multidão espera um milagre; sua reputação como aquEle que cura já tinha se espalhado (Lc 4.40-44).

Em vez de curá-lo, Jesus pronuncia que os pecados do paralítico estão perdoados. Jesus reconhece a fé dos quatro companheiros, destacando pela primeira vez a importância da fé nos milagres (Lc 7.9; 8.25,48,50; 17.19; 18.42). O foco está na fé destes amigos, mas a fé do paralítico tem uma lição profunda. Ele precisa de ajuda física e espiritual de Jesus. Ele não recebe apenas a cura para o corpo, mas também o perdão dos pecados. Salvação plena e completa que abrange as bênçãos espirituais e físicas depende da fé” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 1. 1ª Edição. RJ, CPAD, p.345).


II. RAZÕES PARA CURAR

1. A compaixão. Os Evangelhos mostram que uma das razões da cura dos enfermos no ministério de Jesus estava em sua capacidade de demonstrar compaixão (Lc 5.12,13). Você sabe o que significa compaixão? Segundo o Dicionário Houaiss, significa: “sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la”. Jesus se identifica com o sofrimento humano. Ele cura as enfermidades porque é misericordioso (Mc 3.5; Mt 20.34). E você? Diante dos enfermos e necessitados, tem se mostrado compassivo? Precisamos ser cheios do Espírito Santo para que nossos corações sejam repletos de compaixão pelo próximo.

2. Manifestação messiânica. Lucas registra que em uma de suas visitas à cidade de Jericó, Jesus teve um encontro com um mendigo cego (Lc 18.38-42). O relato nos revela outra razão para as curas no ministério de Jesus — a revelação da sua natureza messiânica. O título: “Filho de Davi” usado pelo mendigo era uma clara alusão ao Messias prometido como mostram outros textos bíblicos (Mt 1.1; 12.23; 22.42). Era uma atribuição do Messias curar os doentes (Is 61.1; Lc 4.18). De acordo com Mateus, o Messias tomou sobre si, vicariamente, as nossas doenças e enfermidades (Is 53.4,5; Mt 8.14-17).
SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Uma das razões para Jesus curar era a compaixão.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, para iniciar o tópico, faça a seguinte indagação: “O que movia Jesus a curar as pessoas?”. Ouça os alunos e explique que Jesus era movido pela compaixão e misericórdia para com os carentes.

“No NT, a palavra ‘misericórdia’ é a tradução da palavra grega eleos ou ‘piedade, compaixão, misericórdia’ (veja seu uso em Lucas 10.37), e oiktirmos, isto é, ‘companheirismo em meio ao sofrimento’.

No Antigo Testamento, representa duas raízes distintas: rehem, (que pode significar maciez), ‘o ventre’, referindo-se, portanto, à compaixão materna (1Rs 3.26, ‘entranhas’), e hesed, que significa força permanente (Sl 59.16) ou ‘mútua obrigação ou solidariedade das partes relacionadas’ — portanto, lealdade. A primeira forma expressa a bondade de Deus, particularmente em relação àqueles que estão em dificuldade (Gn 43.14; Êx 34.6). A segunda expressa a fidelidade do Senhor, ou laços pelos quais ‘pertencemos’ ou ‘fazemos parte’ do grupo de seus filhos. Seu permanente e imutável amor está subentendido, e se expressa através do termo berit, que significa ‘aliança’ ou ‘testamento’” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Ediçãp. RJ: CPAD, 2010, p.1290).
III. AUTORIDADE PARA CURAR

1. Autoridade recebida. Lucas, mais do que todos os outros evangelistas, associa a pessoa do Espírito Santo ao ministério de cura de Jesus (Lc 4.16-18). O texto de Lucas 5.17 diz que antes da cura do paralítico de Cafarnaum a “virtude do Senhor estava com ele para curar” (Lc 5.17). A palavra “virtude”, do grego dynamis é a mesma usada em Atos 1.8 para se referir ao poder do Espírito Santo. Dymanis é o poder do Espírito Santo para realizar milagres. Jesus curava os enfermos porque a unção do Espírito Santo estava sobre Ele. Esse é um fato relevante na teologia de Lucas. Ele retrata Jesus como sendo cheio do Espírito Santo (Lc 4.1), capacitado por esse mesmo Espírito para realizar milagres e também para curar os doentes (Lc 4.14; 5.17).

2. Autoridade delegada. Se por um lado Jesus é capacitado pelo Espírito Santo para realizar milagres, por outro, Ele dá esse mesmo poder aos seus discípulos. Tendo o Mestre convocado os Doze, concedeu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas. Também os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos (Lc 9.1,2). Aquilo que Jesus começou a fazer pelo poder do Espírito Santo teria continuidade através de seus seguidores. O Senhor delegou à Igreja o mesmo poder que estava sobre si (Lc 9.1,2; 10.9,18,19; At 1.8; 4.8; 13.9). Dessa forma a Igreja estaria capacitada a cumprir a sua missão. Quando a Igreja negligencia a Terceira Pessoa da Trindade, perde não somente o seu foco, mas também a sua identidade.
SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Jesus tinha autoridade para curar os enfermos e libertar os oprimidos.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Autoridade para Curar

Jesus embarca num ministério como o descrito em Lucas 4.18,19. Depois de sua rejeição na sinagoga de Nazaré, Ele vai para Cafarnaum, a cerca de trinta e dois quilômetros de distância. Esta cidade está na orla do mar da Galileia e serve de base para o ministério de Jesus na Galileia. Ele ‘desceu’, o que expressa adequadamente a descida de Nazaré a Cafarnaum, localizado ao nível do mar.

A narrativa de Lucas sobre o ministério de Jesus em Cafarnaum concentra-se nos atos poderosos de Jesus acompanhados pelo poder e autoridade do Salvador. A expulsão de um demônio que estava num homem (Lc 4.33-37), a cura da sogra de Pedro (Lc 4.38,39) e várias outras curas à tardinha (Lc 4.40,41) são atos da compaixão para com pessoas em necessidades desesperadora.

Os primeiros dois milagres implicam poder na palavra de Jesus, e os outros, seu toque curativo. Seu ensino e milagres exprimem sua autoridade profética e carismática“ (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, pp.340,41).

IV. A REDENÇÃO DO NOSSO CORPO

1. O reino presente. Jesus não apenas demonstrou poder sobre as doenças e enfermidades, mas também sobre a própria morte (Lc 8.53-55). Um dos aspectos da manifestação do Reino de Deus, isto é, o domínio de Deus entre os homens, era a sua realidade já presente (Lc 17.20,21). As curas e ressurreições de mortos atestavam isso (Lc 7.22). Jesus veio para destruir o poder do pecado e vencer a morte!

2. O reino futuro. Se por um lado temos o Reino de Deus em seu aspecto presente, por outro temos o seu aspecto futuro (Lc 21.31; 23.43). Como vimos, as curas dos doentes e a ressurreição dos mortos registradas nos Evangelhos demonstravam a realidade presente do Reino. Mas a realidade do Reino não foi manifesta em sua totalidade. Pessoas continuam ainda lutando com doenças e mesmo aqueles que foram ressuscitados por Cristo morreram posteriormente. O Reino em sua plenitude só se consumará na segunda vinda de nosso Senhor, quando teremos a redenção do nosso corpo e nunca mais haverá morte (Ap 21.4).
SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

Um dia Jesus vai redimir o nosso corpo e não estaremos mais sujeitos às enfermidades e à morte.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A ressurreição de Cristo mediante o Espírito é a garantia de que seremos ressuscitados e transformados de tal maneira que nosso corpo ressuscitado será imortal e incorruptível (1Co 15.42-44,47,48,50-54).

Nosso corpo ressurreto será semelhante ao Seu (Fp 3.21). Embora Deus tenha criado a humanidade à sua semelhança, e que a imagem divina no homem haja continuado a existir depois da queda (Gn 9.6), somos informados que Adão ‘gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem’ (Gn 5.3). Por isso, Paulo diz: ’Assim como trouxemos a imagem do [homem] terreno, assim traremos também a imagem do [homem] celestial‘ (1Co 14.49). Nosso novo corpo será tão diferente do atual quanto a planta é diferente da semente (1Co 15.37).

O corpo ressurreto do crente também é descrito como ‘espiritual’ em contraste com o nosso corpo ‘natural’. Geralmente concorda-se que ‘espiritual’ (gr. pneumatikon) não significa ‘consistente em espírito’, pois esse corpo não é imaterial, etéreo ou sem densidade. Os discípulos sabiam por sua própria experiência que o corpo ressurreto de Cristo era real e palpável — não era fantasma, mas diferente, ajustável tanto à terra quanto ao céu, e não limitado às atuais condições de tempo e de espaço. Por isso, nosso corpo ressurreto é chamado ‘celestial’ (gr. epouranios).

Embora o corpo presente seja terreno, natural, com as mesmas limitações que Adão tinha depois da queda, o corpo ressurreto adotará qualidades e glórias sobrenaturais. Embora ainda sejamos seres infinitos, totalmente dependentes de Deus, nosso corpo será um instrumento perfeito para capacitar-nos a corresponder ao Espírito Santo de maneiras novas e maravilhosas” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, pp.615,616).
CONCLUSÃO
Ao curar os doentes e dar vida aos mortos, o Senhor Jesus mostrou o seu poder sobre o pecado e suas consequências. As pessoas que presenciavam o Filho do Homem realizar sinais e maravilhas exclamavam admiradas: “Deus visitou o seu povo” (Lc 7.16). Deus visitou um povo esquecido, sofredor, carente, oprimido e sem esperanças! Sim, o Verbo havia se tornado carne para participar dos sofrimentos humanos. Ele tem poder para curar as doenças físicas e espirituais da humanidade (Lc 9.11).

PARA REFLETIR

Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
Qual era a concepção do judaísmo sobre as doenças?

No judaísmo havia a tendência de ligar a doença ao pecado e também à ira divina. Sabemos que as enfermidades tiveram sua origem na Queda, porém não podemos considerar que toda enfermidade é resultado do pecado ou fruto de ação demoníaca.

De acordo com a lição, por que Jesus curava os doentes?

Ele curava movido pela compaixão.

A cura do cego de Jericó revela outra razão para as curas. Qual seria?

A revelação da natureza messiânica do Senhor.

Por que nosso corpo continua vulnerável às doenças?

Porque ainda não recebemos um corpo glorificado.
Você crê que Jesus continua a curar os enfermos?

Resposta pessoal. Jesus não mudou, Ele continua a curar os enfermos e a libertar os oprimidos.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Poder sobre as doenças e morte

Doença e morte, geralmente, uma consequência da outra. O ministério de Jesus de Nazaré, quase sempre, se deparou com essas duas realidades. Quantos doentes e enfermos o nosso Senhor curou? Coxos, cegos, deficientes físicos, leprosos, lunáticos, mãos mirradas etc. Quantas pessoas foram ressuscitadas? — o relato mais famoso é a ressurreição de Lázaro, um amigo de Jesus. A compaixão era a característica marcante de Jesus de Nazaré, e é hoje, pois Ele tinha a capacidade de se colocar no lugar do doente ou da família que perdeu um ente querido, para sentir a sua dor. Nosso Senhor sabia que diante do quadro da doença ou da morte, o ser humano encontra-se frágil, sem chão e absolutamente vulnerável para as consequências da vida. Quando Jesus curava alguém era sua compaixão pelo sofrimento alheio que podia ser destacada, e não o desejo de ficar conhecido na província da Galileia por causa do seu divino poder.

Jesus venceu todas as doenças e venceu a morte, a maior inimiga do ser humano na Cruz. Isto não significa que estejamos livres dessas realidades plenamente. Não, não estamos! Ainda habitamos um corpo frágil, limitado e comum. O nosso corpo não foi redimido nem revestido do corpo glorioso que nos espera um dia (1Co 15). Entretanto, o que Jesus fez na Cruz do Calvário é suficiente para sabermos que cremos num Jesus poderoso que tem compaixão por nós.

Num tempo onde pessoas usam a fé alheia para tirarem vantagens, como prometer bênçãos de curas em troca de dinheiro, fazer maquiagem do Evangelho para autopromoverem-se, é urgente conclamarmos a Igreja do Senhor a olhar para o Evangelho e tomar a decisão de seguir a Jesus até as últimas consequências. Com isso não estamos prometendo cura, nem muito menos que se alguém morrer irá ressuscitar. Queremos apenas frisar que essas obras gloriosas são uma iniciativa de Deus, segundo a sua livre soberania e graça.

O nosso Senhor continua a curar enfermidades e a ressuscitar mortos. Por isso a Igreja do Senhor deve ser encorajada a orar sempre pelos enfermos. Tomarmos à mão o azeite e ungir o enfermo. Sim, Deus pode curar a pessoa necessitada para a sua honra e glória. É tempo de rogarmos a Deus em favor das pessoas que precisam. Lembrando que Ele venceu a morte e pelas suas pisaduras fomos sarados. Portanto, embora haja muita mentira e engano em relação a curas e ressurreição dos mortos, não podemos perder de vista que o nosso Senhor cura e ressuscita os mortos. Ele é Senhor e conhece todas as coisas.
Comentarista: José Gonçalves

Mulheres que ajudaram JesusLição 6

Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje,da Sociedade Bíblica do Brasil. A Bíblia pode ser acessada online através

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Título: Jesus, o Homem Perfeito — O Evangelho de Lucas, o médico amado
TEXTO ÁUREO

“E também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades [...] e muitas outras que o serviam com suas fazendas” (Lc 8.2,3).


VERDADE PRÁTICA

A mulher sempre teve um papel importante na expansão do Reino de Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Lc 1.35; Gn 3.15
Jesus é da descendência da mulher e veio para resgatá-las

Terça — Lc 7.44-47
Jesus valorizou as mulheres como ninguém jamais o fez no mundo

Quarta — Lc 8.3
Jesus foi ajudado por mulheres que possuíam bens materiais

Quinta — Lc 7.36-48; 8.2,3
Jesus teve entre seus seguidores muitas mulheres

Sexta — Lc 13.16
Jesus libertou muitas mulheres que foram até Ele

Sábado — Lc 7.50
Jesus salvou as mulheres e dignificou sua condição social

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 8.1-3.

1 — E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele,

2 — e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;

3 — e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas.

HINOS SUGERIDOS

147, 160, 394 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar a importância das mulheres no ministério do Senhor Jesus Cristo e na expansão do Reino de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Analisar a participação das mulheres no judaísmo e no ministério de Jesus.
II. Mostrar a disposição de Isabel e Maria em obedecer a Deus.
III. Dissertar acerca da disposição das mulheres em servir a Jesus.
IV. Ressaltar a gererosidade das mulheres em ofertar a favor do ministério de Jesus.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

As mulheres tiveram uma participação especial no ministério de Jesus. O Mestre foi para as mulheres judias não somente o Salvador, mas aquEle que resgatou a dignidade da condição social feminina. Nos dias de Jesus, os rabinos se recusavam a ensinar as mulheres. Era atribuída a mulher uma condição social inferior. Jesus não somente as ensinou, mas as teve como amigas (Marta e Maria), as libertou dos poderes de demônios (Maria Madalena), como também as evangelizou (a mulher samaritana). Jesus valorizou as mulheres como ninguém jamais o fez e ainda concedeu a elas o privilégio de poderem contribuir financeiramente para a expansão do Reino.

INTRODUÇÃO

Ao longo dos séculos, em muitos lugares, as mulheres foram tratadas como objetos e estiveram à margem da sociedade. As mulheres ainda são, em algumas culturas, consideradas seres inferiores e por isso são discriminadas. Na cultura oriental, a qual pertenceu Jesus de Nazaré, era assim também que se enxergava as mulheres.

Um dos fatos que fica logo patente no Evangelho de Lucas é o tratamento que Jesus dispensou às mulheres. Essas mulheres esquecidas, discriminadas e maltratadas encontraram no Mestre a manifestação do amor de Deus. A forma que elas encontraram para retribuir foi segui-lo e servi-lo com seus bens. Um exemplo a todos aqueles que querem também agradar a Deus.

PONTO CENTRAL

As mulheres desempenharam um papel relevante no ministério terreno de Jesus.

I. JESUS, O JUDAÍSMO E AS MULHERES

1. A presença feminina no ministério de Jesus. O Novo Testamento dá amplo destaque à presença feminina no ministério de Jesus. O terceiro Evangelho põe essa realidade em relevo. A lista é extensa: Maria, mãe de Jesus; Isabel, mãe de João, o Batista; Ana, a profetisa; a viúva de Naim; a pecadora na casa de Simão; Marta e Maria de Betânia; Maria Madalena; a sogra de Pedro; a mulher do fluxo de sangue; a mulher encurvada; Joana, a mulher de Cuza, e Suzana. Algumas dessas mulheres foram curadas, outras libertas de demônios e ainda outras tornaram-se seguidoras de Jesus juntamente com os Doze.

2. Jesus valorizou as mulheres. Causa admiração quando fazemos um contraste entre o tratamento dado às mulheres no Novo Testamento e aquele que era praticado no judaísmo do tempo de Jesus. No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. Nem mesmo lhe era permitido aparecer em público descoberta, sendo dessa forma impossível ver a sua fisionomia. Não tinha voz nem rosto. A mulher era, portanto, tida como objeto, uma coisa que poderia ser usada e descartada. Ao contrário de tudo isso, Jesus não tratou as mulheres como coisa ou objeto. Ele as tratou como gente! Jesus mostrou que a mulher era um ser especial para Deus e fez com que elas se sentissem assim. Não são poucas as passagens do Novo Testamento que dão destaque às mulheres, e o Evangelho de Lucas não foge a essa regra (Lc 1.13,42; 7.48; 8.2,43; 13.12; 16.18; 23.27).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

No judaísmo as mulheres não eram valorizadas, mas Jesus veio restaurar sua condição social.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A participação das mulheres na excursão missionária revela como era o ministério revolucionário de Jesus. Nos seus dias os rabinhos se recusavam ensinar as mulheres e lhes atribuía um lugar inferior. Por exemplo, só os homens tinham permissão de participar plenamente nos cultos da sinagoga. Mas Jesus trata as mulheres como pessoas e lhes dá as boas-vindas na comunhão. Elas têm acesso igual à graça e salvação, e muitas mulheres se tornam suas seguidoras. Entre elas estão as mulheres com recursos financeiros, que auxiliam Jesus dando de suas possessões para sustentar a Ele e seus discípulos” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.363).

II. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OBEDECER

1. Maria, a mãe do Salvador. A doutrina católica acerca da pessoa de Maria se fundamenta na tradição e não conta com apoio bíblico. Não é fundamentada nos Evangelhos, mas na tradição apócrifa que começou a circular por volta do segundo século de nossa era. Crenças como a perpétua virgindade de Maria, imaculada conceição e sua ascensão não fazem parte do cânon neotestamentário. Esse é um lado da história. O outro é a rejeição à pessoa de Maria que prevalece entre muitos protestantes por conta do anticatolicismo. O que a Escritura mostra de fato é que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação. A sua disposição em aceitar e crer no plano de Deus está demonstrada em suas palavras: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra [...]” (Lc 1.38).

2. Isabel, a mãe do precursor. Isabel, esposa do sacerdote Zacarias, aparece na história bíblica como uma pessoa também agraciada por Deus. Ela foi escolhida para ser a mãe de João Batista, o último profeta da Antiga Aliança (Lc 1.8-24; 16.16). A revelação do nascimento de João foi dada a seu marido Zacarias, que inicialmente não creu. O relato de Lucas, de que Isabel “ficou cheia do Espírito Santo” quando foi visitada por Maria, deixa claro também a sua disposição em crer e aceitar o plano de Deus para ela (Lc 1.41-43). Assim como Maria, Isabel foi uma mulher obediente e sua obediência foi recompensada.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)
Isabel e Maria eram mulheres de fé, tementes e obedientes ao Senhor.
SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar as características de Maria, a mãe do Salvador, e Isabel, a mãe de João Batista. Ressalte que não devemos adorar a Maria, porém não podemos deixar de reconhecer seu valor. Dentre milhares de jovens, Maria foi escolhida para fazer parte diretamente do Plano da Salvação.

III. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA SERVIR

1. Mulheres servas. Logo após ser curada por Jesus de uma febre muito alta, a sogra de Pedro se levantou e passou a servi-lo (Lc 4.39). O verbo “servir” é a tradução do vocábulo grego diakoneo. As mulheres aparecem com frequência no Evangelho de Lucas a serviço do Mestre. Maria Madalena se destacou das demais. Ela foi a primeira mulher mencionada em Lucas 8.1-3 e aparece de forma destacada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e João. Ela foi uma das mulheres que mais tarde presenciaram a crucificação (Mt 27.55,56; Mc 15.40; Jo 19.25); viram onde o corpo de Jesus foi colocado (Mt 27.61; Mc 15.47; Lc 23.55); e saíram no raiar do domingo para ungir o corpo do Senhor (Mt 28.1; Mc 16.1; Lc 24.10). Além disso, ela iria ser a primeira pessoa a quem o Cristo ressurreto apareceria (Jo 20.1-18).

2. Mulheres abnegadas. O Evangelho de Lucas revela que Jesus teve em seu ministério a ajuda de mulheres abnegadas (Lc 7.36-50). O evangelista mostra Jesus sendo ungido por uma mulher tida como pecadora na casa de Simão, um dos fariseus. Essa mulher, visivelmente emocionada, usou o unguento que levou em um vaso de alabastro para ungir Jesus enquanto beijava-lhe os pés. O Evangelho de João mostra um fato semelhante ocorrido com Maria de Betânia, que não deve ser confundido com o relato de Lucas (Jo 12.1-8). No texto de João, é destacado que Maria de Betânia também preferiu derramar sobre os pés de Jesus o perfume do vaso do que usá-lo em benefício próprio. Esse seu gesto sofreu duras críticas de Judas Iscariotes, que estava de olho nos trezentos denários que esse unguento poderia render. Ela considerou muito mais valioso o perdão que o Salvador lhe deu do que os ganhos que esse perfume poderia lhe trazer.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Jesus contou com a ajuda de mulheres que tinham disposição para servi-lo no Reino de Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“‘Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana’ (Lc 3.3). O Herodes mencionado aqui é Herodes Antipas, governador da Galileia. O registro não diz de que mal Joana foi curada — se era uma possessão demoníaca ou uma enfermidade física. A sua posição mostra que as pessoas proeminentes também eram levadas a Cristo. Supõe-se que nesta época ela fosse viúva. Sobre Suzana não se sabe nada, exceto seu nome. Apenas três nomes são mencionados — sem dúvida devido à sua importância. Mas houve muitas mais, constituindo uma grande sequência de mulheres que o serviam com suas fazendas. Isto talvez signifique que todas eram mulheres de posses, possivelmente membros da classe alta” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 6. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.402).

IV. MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OFERTAR

1. O trabalho rabínico. Lucas registra que Jesus “andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele” (Lc 8.1). A dedicação de Jesus e seus doze discípulos ao ministério da Palavra era exclusiva. Como se dava, então, a manutenção desse ministério? Jesus orientou seus discípulos quando estivessem em missão a que “ficassem na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa” (Lc 10.7).

O trabalhador era digno de seu salário. Um rabino não podia receber pagamento pelo que ensinava, mas a cultura hebraica considerava uma obrigação e um privilégio sustentar um rabino. Há um princípio válido aqui — o obreiro não deve ter valores materiais como a motivação do seu ministério. Por outro lado, aqueles que se beneficiam desse ministério, devem ajudá-lo em sua manutenção.

2. Apoio feminino. Na cultura judaica do tempo de Jesus, a participação das mulheres na vida pública era bem limitada. As mulheres, por exemplo, não podiam estudar e não podiam ensinar. Mas nem por isso deixaram de participar do ministério do Mestre. Lucas diz que elas serviam o Senhor com suas fazendas, isto é, com seus bens (Lc 8.3). Enquanto Jesus e seus doze apóstolos se dedicavam ao ministério da Palavra, essas mulheres lhes davam suporte financeiro e material. Por trás de grandes ministérios, sempre há alguém dando suporte, seja financeiro, seja, espiritual. Não podemos negar que atualmente as mulheres têm desempenhado um papel importante na obra do Senhor. Muitas têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, à obra missionária, etc. Grande parte da obra missionária é feita por mulheres. São milhares de servas que dedicam suas vidas à seara do Senhor. O serviço de Deus é para todos que amam ao Senhor, independentemente de gênero.

SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

Jesus contou com a ajuda de mulheres que tinham disposição para ofertar.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“É importante reconhecer que quando Deus criou a humanidade, quando fez os seres humanos à sua imagem, Ele os criou macho e fêmea (Gn 1.27), e não ‘um ou outro’. Portanto, a imagem de Deus aparece tanto no homem (o macho) quanto na mulher (a fêmea), e as características peculiares de cada sexo são completamente necessárias para espelhar a natureza de Deus. A própria palavra ishsha para ‘mulher’ sugere as suas sensibilidades e dons especiais dados por Deus no campo emocional. Estas características servem para realçar a humanidade. A mulher possui uma sensibilidade especial para as necessidades humanas que lhe permitem entender intuitivamente as situações e os sentimentos das outras pessoas” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1312).
CONCLUSÃO

No judaísmo do tempo de Jesus, conversar com uma mulher era considerado um ato vergonhoso (Jo 4.27). Mas Jesus conversou, ensinou, curou, libertou e valorizou as mulheres como homem algum jamais o fez. Lucas nos mostra que as mulheres tiveram uma participação expressiva na implantação do Reino de Deus. Graças a Deus pelo trabalho das mulheres na Seara do Senhor.

PARA REFLETIR

Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:

Como era a situação das mulheres no judaísmo nos dias de Jesus?

No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. A mulher era tida como um objeto que poderia ser usado e descartado.

Como a Bíblia fala de Maria a mãe de Jesus?

A Bíblia mostra que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação.

De acordo com a lição, qual o nome de algumas mulheres, citadas por Lucas, que serviram a Jesus?

Lucas cita Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana.

De que forma as mulheres apoiaram Jesus em seu ministério?

Elas apoiaram Jesus com seus recursos financeiros.

Qual a importância da mulher na expansão do Reino de Deus?

Sua importância é de grande valor. Muitas mulheres têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, etc. Grande parte da obra missionária é feita por mulheres.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Mulheres que ajudaram Jesus

Não há dúvidas que Jesus Cristo quebrou vários paradigmas em relação às mulheres do seu tempo. Na Palestina Antiga não havia sacerdotisas, isto é, a hierarquia religiosa judaica era formada por homens. Logo, toda a concepção de moral, de ética e de costume em relação à mulher era decidida por intermédio da perspectiva religiosa masculina. Isso nos faz compreender o porquê de um rabino não se comunicar com mulheres; a genealogia das muitas mulheres não serem mencionadas na Bíblia; outras mulheres não entrarem nos livros de genealogias.

Mais interessante ainda é quando olhamos para a genealogia de Jesus e, lá, encontrarmos uma mulher como Raabe. Todo estudante da Bíblia sabe que Raabe fora uma prostituta da cidade de Jericó e que somente sobreviveu ao ataque do povo de Israel porque escondeu os vigias israelitas. Uma ex-prostituta na genealogia do salvador do mundo!

E Rute, uma estrangeira, adoradora de outros deuses, mas que graciosamente foi acolhida na família de Israel, entrando para a genealogia do Messias desejado das nações.

E Bete-Seba, citada na genealogia de Mateus (1.6), mãe do rei Salomão. Uma mulher que fora amante do rei Davi, naturalmente temos de levar em conta todas as circunstâncias sociais e política da época, agora contemplada como uma das mulheres presentes na genealogia de Jesus.

E o que falar de Maria, a mãe do meio nazareno? A bendita entre as mulheres, mui amada pelo nosso Deus. O seu ventre concebeu e deu à luz o menino Jesus, o nosso Salvador. E as mulheres que subsidiavam o ministério de Jesus? E a mulher samaritana? Enfim, o ministério terreno de Jesus foi de encontro com diversas mulheres, que ao encontrá-lo, sentiram-se acolhidas por Ele.

Em Jesus, o homem não tem mais uma relação de domínio sobre a mulher, mas de parceria e de ajuda mútua. Leia o versículo 21 do capítulo 5 de Efésios. Ali, o apóstolo nos diz que ser “cheios do Espírito”, inevitavelmente, nos levaria a sermos submissos uns aos outros em amor. Em seguida, o apóstolo escreveu sobre a relação da esposa com o esposo, e deste para com aquela. Como consequência natural do versículo 21, não é difícil compreender que tanto a esposa deve se submeter ao esposo em amor quanto o esposo deve submeter-se a esposa, amando-a como Cristo amou a Igreja e entregou-se por ela. Em Jesus, a posição da mulher é outra. Ele a honrou!
Comentarista: José Gonçalves

1 de julho de 2015

Notícia - Bebida alcoólica pode ser proibida em lanchonetes e padarias

Para o autor do projeto, deputado Sóstenes, lanchonetes e padarias não são locais apropriados para a venda e o fornecimento de bebidas alcoólicas

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) apresentou, nesta terça-feira (30/06), na Câmara dos Deputados, o projeto de lei nº 2132/2015, que visa a proibição da venda de bebidas alcoólicas em lanchonetes e padarias. “Acredito que em determinados tipos de estabelecimento, como padarias e lanchonetes, não devem ser comercializados, nem consumidos este tipo de produto, tendo em vista o público que frequenta estes ambientes. Estou certo de que devem ser proibidos, para a proteção de todos”, declarou.

Em sua justificativa, o parlamentar além de enumera os males causados pelo álcool, argumenta que o consumo de bebidas alcoólicas em lanchonetes e padarias tem sido fonte de constrangimentos por aqueles que não consomem tais produtos. Por se tratar de estabelecimentos frequentados por famílias, crianças, adolescentes, mulheres e pessoas idosas, Sóstenes afirma que o consumidor da bebida alcoólica, algumas vezes importuna os demais consumidores e chega a constrangê-los com comportamentos inadequados do ponto de vista social.

“Não é adequado que o consumo desse tipo de substância ocorra em ambientes frequentados por pessoas que podem apresentar maiores fragilidades, como as crianças, ou os idosos. As mulheres também são alvos de assédios dos mais variados tipos, que podem ser influenciados pelo nível de embriaguez da pessoa”, justificou.

A proposta inclui no art. 10 da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, como infração sanitária, a venda e o fornecimento de bebida alcoólica em lanchonetes e padarias. Para os estabelecimentos que descumprirem a lei, o projeto prevê advertência, apreensão, interdição, cancelamento da licença e registro e/ou multa.
Fonte: Assesoria

Notícia - Senado aprova reajuste de 4,5% a 6,5% da tabela do Imposto de Renda

O Senado aprovou nesta terça-feira (30), a medida provisória que fixa um reajuste escalonado da tabela do Imposto de Renda. Pelo texto a correção irá variar de 4,5% a 6,5%, conforme a faixa de renda. A MP segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Editada em março pelo governo federal, a MP está em vigor desde abril e irá afetar o Imposto de Renda declarado pelos contribuintes em 2016.

Pelo novo modelo, que tem correções diferentes para cada faixa de renda, estão isentos os contribuintes que ganham até R$ 1.903,98 – o equivalente a 11,49 milhões de pessoas. O reajuste de 6,5% na tabela vale apenas para as duas primeiras faixas de renda (limite de isenção e a segunda faixa).

Na terceira faixa de renda, o reajuste proposto será de 5,5%. Na quarta e na quinta faixas de renda – para quem recebe salários maiores – a tabela do IR será reajustada, respectivamente, em 5% e 4,5%, pelo novo modelo.

Com a MP, quem ganha de R$ 1.903,99 a R$ 2.826,65 pagará 7,5% em imposto de renda. Para rendas entre R$ 2.826,65 a 3.751,05, o imposto será de 15%. Quem ganha de R$ 3.751,06 até 4.664,68 pagará 22,5%. A faixa mais alta, com imposto de 27,5%, inclui todos com remuneração acima de R$ 4.664,68.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), criticou o fato de o reajuste da tabela do IR não ser válido para o ano fiscal por inteiro, mas apenas a partir de abril, quando a medida provisória foi editada pelo governo. O tucano chegou a apresentar um destaque (proposta de alteração) ao texto, que acabou rejeitado.

“O governo esta comendo mais quatro meses do trabalhador brasileiro e nesses 4 meses, de forma mais grave, sem nenhum tipo de reposição dos períodos inflacionários. Ou seja, durante 25% do ano o trabalhador vai pagar imposto de renda sem nenhum reajuste, o que na prática significa aumento da carga tributária”, afirmou.

Após a fala de Cássio Cunha Lima, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), subiu à tribuna para defender a MP. “O espírito de que essa proposta é aquilo o que foi possível de se fazer, de que foi fruto de amplo diálogo e com a consciência de que o reajuste não é linear, mas tem intuito de beneficiar aqueles de menor renda”, afirmou.
Fonte: G1

Notícia - Dilma declarou guerra a delator Ricardo Pessoa, diz colunista

A presidente Dilma Rousseff declarou guerra a Ricardo Pessoa, segundo informações da coluna de Mônica Bérgamo na ‘Folha de S. Paulo’. Em reuniões feitas com integrantes do governo, ela disse que está disposta a “anular os benefícios da delação premiada” do empresário, pois quer provar que ele mentiu ao falar das doações feitas à sua campanha em 2014.

Leia também: Delator aponta 18 políticos que teriam recebido dinheiro de esquema

Segundo a coluna, Dilma afirmou em um desses encontros que “não tenho rabo preso com ninguém”.

Ricardo Pessoa teria feito chegar ao governo que estava descontente com uma suposta paralisia de Dilma em relação às investigações. Assim como ele, empreiteiros investigados na Lava Jato reclamavam que a presidente acreditava que a Lava Jato não a atingiria e, por isso, não dava importância à operação. De acordo com a colunista, Marcelo Odebrecht seria um deles.

Leia também: ‘Dilma não está bem, nem raciocinando adequadamente’, diz Aécio
Fonte: Notícias ao Minuto