1 de junho de 2015

Notícia - Lava Jato apura elo de Palocci e Dirceu com contratos do pré sal

Existem elementos de pagamento de propina em construção de Estaleiro Rio Grande e em contratos de plataformas e sondas com empreiteiras que contrataram ex-ministros

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga se os pagamentos das empreiteiras WTorre e Engevix por consultorias dos ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu, entre 2007 e 2012, podem ter servido para ocultar propina do esquema de cartel e corrupção, na Petrobrás, em contratos do pré-sal.

Os investigadores da Lava Jato encontraram indícios de desvios de recursos da Petrobrás na construção do Estaleiro Rio Grande (RS), iniciada em 2006, e nos contratos fechados para produção de cascos de plataformas e sondas de exploração de petróleo, no local, a partir de 2010.

Uma das unidades é a base da P-66, que ficou pronta no final do ano passado e está desde dezembro, no Estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis (RJ), em fase de montagem para entrar em operação 2016, no Campo de Lula (BM-S-11) – na Bacia de Santos. O bloco do pré-sal é operado pela Petrobrás em parceria com a inglesa British Gas e a portuguesa Galp Energia.

O negócio envolve a WTorre e a Engevix, que nos períodos em que foram contratadas pela Petrobrás (direta ou indiretamente) tinham como consultores Palocci e Dirceu.

A suspeita do Ministério Público Federal e da Polícia Federal é que os dois ex-ministros possam ter sido elos do PT, no esquema de corrupção envolvendo o negócio. O ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto já foi apontado por delatores como operador da propina em parte desses contratos.

Parceiros.

A WTorre foi quem construiu o Estaleiro Rio Grande, a partir de 2007, com investimento da Petrobrás – via operação de mercado. Em 2010, a empresa vendeu seus direitos no negócio para a Engevix.

A empresa de Palocci, a Projeto Consultoria, foi contratada pela WTorre entre 2007 e 2010. O ex-ministro informou ter prestado quatro palestras aos diretores da empresa em 2007 e duas em 2010, cada uma por R$ 20 mil.

A WTorre afirmou que os serviços foram palestras sem relação com a Petrobrás. Apresentou 18 notas fiscais, que totalizaram R$ 350 mil, emitidas pela Projeto, em 2007, 2008, 2009 e 2010.

A partir de 2010, o negócio alvo da Lava Jato envolve a Engevix – empresa denunciada por corrupção na estatal em contratos de refinarias. Ela comprou o Estaleiro Rio Grande, da WTorre, com parte dos recursos vindos do fundo de pensão dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal (Funcef), por R$ 400 milhões, aproximadamente.

A aquisição foi parte do contrato que ela venceu para produção de 8 cascos para plataformas (FPSOs-sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo) para Petrobrás, no valor de US$ 3,4 bilhões, para uso nos campos do pré-sal na Bacia de Santos.

Em 2011, o grupo fechou o segundo grande negócio no Estaleiro Rio Grande: a construção de três navios-sondas, via Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás em parceria com o Funcef e outros dois fundos de pensão federais (Petros e Previ). O valor foi US$ 2,4 bilhões.

Quebra de sigilo fiscal obtida pela Lava Jato mostrou que entre 2008 e 2012 JD Assessoria e Consultoria, de Dirceu, recebeu R$ 2,6 milhões da Engevix. Parte diretamente e outra parte por meio da Jamp Engenheiros Associados, do lobista Milton Pascowitch.

O ex-ministro e a empresa negam que os pagamentos foram referentes ao negócio com a Petrobrás.

Propina

Em depoimento prestado em 23 de abril, o ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco afirmou ter havido corrupção tanto nos contratos de plataformas e de sondas do pré-sal, que envolvem a Engevix, como nas obras de conconstrução do estaleiro – iniciadas em 2006 pela WTorre.

Barusco afirmou ter recebido valores “de um representante da WTorre chamado Carlos Eduardo Veiga”, via Mário Góes – um dos 11 acusados de operar propina na Diretoria de Serviços da Petrobrás, preso pela Lava Jato, em Curitiba.

“Por volta do ano de 2008 ou 2009, um valor aproximado de R$ 400 mil ou R$ 600 mil”, declarou Barusco.

Os pagamentos eram destinados a ele e seu superior, Renato Duque, a título de “boa interlocução” e de “boa vontade”. O esquema fazia parte da cota de arrecadação do PT, via Diretoria de Serviços, comandada pelo ex-diretor Renato Duque – também preso preventivamente em Curitiba.

“Carlos Eduardo Veiga se ‘acertou’ com Mário Góes para oferecer referida quantia para obter uma ‘boa interlocução’ e a ‘boa vontade’ de ambos no acolhimento das demandas que a WTorre estava apresentando em decorrência do projeto do Estaleiro Rio Grande com a Petrobrás”, registra o MPF.

A WTorre confirma que Veiga foi consultor da empresa. Ele não foi encontrado.

Barusco não cita Palocci, nem políticos no negócio do estaleiro. O ex-ministro, no entanto, é alvo de inquérito aberto pela Lava Jato após seu nome ser citado em delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa.

Nela, Costa afirmou que o doleiro Alberto Youssef pediu R$ 2 milhões que seriam para a campanha presidencial de 2010, a pedido de Palocci. “Tinha esse pleito do ex-ministro Palocci para atender a campanha da dona Dilma Rousseff em 2010. ‘Paulo, pode fazer?’. ‘Faça’.”

Investigadores da Lava Jato buscam elementos para saber se o suposto pagamento teve relação com duas doações que a WTorre fez em 2010 que totalizaram R$ 2 milhões para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República do PT.

Em 2006, quando foi candidato a deputado, Palocci recebeu R$ 119 mil de doação eleitoral da empresa. O partido e o ex-ministro alegam que todas doações são legais.

Plataformas

Barusco revelou ainda nesse termo complementar da delação que em relação ao contrato “com a Petrobrás para construção de oito casos FPSOs do pré-sal houve o oferecimento da Engevix, via Milton Pascowitch, de pagamento de 1% do valor total do contrato”. Os beneficiários seriam ele, o ex-diretor Duque e o PT.

“Tal contrato firmado em 2010 ou 2011, teve custo muito alto no início, de modo que o primeiro e único pagamento de propina, que se recorda, ocorreu em janeiro de 2014 via transferência bancária no valor de US$ 260 mil da conta MJP Internacional pertencente a Pascowitch.”

Houve propina, ainda segundo o delator, nos contratos assinados em 2011 para construção das três sondas. Um dos sócios da Engevix, Gerson de Mello Almada, admitiu também ter pago “comissões” ao lobista Milton Pascowitch nesse negócio.

Defesas. Os ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu e as empresas WTorre e Entevix negam que os contratos de consultorias prestados tiveram relação com os negócios envolvendo o Estaleiro Rio Grande e refutam qualquer possibilidade de pagamento de propina.

“As relações profissionais entre Projeto e WTorre se limitaram, exclusivamente, à realização de apresentações e palestras ao corpo diretivo desta última, sempre envolvendo temas de análise do cenário econômico e perspectivas do mercado imobiliário”, informou o criminalista José Roberto Batochio, defensor de Palocci.

Segundo ele, as palestras foram remuneradas no valor bruto de R$ 20 mil, sendo quatro realizadas em 2007 e duas em 2010. “Como os serviços eram eventuais, na medida da solicitação da cliente, não havia contrato por prazo determinado.”

A WTorre confirma que que os serviços não tinham relação com os negócios da Petrobrás, apresentou as 18 notas recebidas da Projeto e informou que tudo foi lançado no balanço da empresa e declarado ao Fisco.

A empresa nega o pagamento de vantagens no negócio. “Os aditivos surgiram em função de alterações no projeto original, sempre a pedido da contratante e com as devidas justificativas técnicas.”

Segundo Palocci, ele recebeu de fato contribuição eleitoral paga pela WTorre, no valor de R$ 119.715,00, em setembro de 2006, mas “nunca a ela solicitou contribuição para campanha de terceiros”.

Quanto a Carlos Eduardo Veiga, apontado como pagador de propina em nome da WTorre para Pedro Barusco, a empresa nega e diz que ele “prestou serviços de assessoria técnica em offshore, uma área que, até então, a WTorre não dominava”. “Podemos assegurar que a WTorre não efetuou qualquer pagamento a quem quer que seja.”

A construtora Engevix nega propina e informou que comprou o Estaleiro Rio Grande “depois de vencer uma acirrada concorrência internacional”. No caso das três sondas contratadas pela Sete Brasil, a empresa afirma que elas “foram negociadas a preços de mercado, muito semelhantes entre si” e que o Estaleiro Rio Grande “ficou com o menor lote”.

A consultoria prestado pela JD Assessoria e Consultoria foi relativa a “abertura de oportunidades na América Latina, em particular no Peru e em Cuba e é anterior ao negócio da Petrobrás”.

Dirceu também nega que tenha recebido propina e que os serviços de consultoria para a Engevix foram prestados, não tendo qualquer relação com contratos da Petrobrás.

Defesa de Antonio Palocci

“As relações profissionais entre Projeto e WTorre se limitaram, exclusivamente, à realização de apresentações e palestras ao corpo diretivo desta última, sempre envolvendo temas de análise do cenário econômico e perspectivas do mercado imobiliário.

Tais palestras foram remuneradas no valor bruto de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) cada uma e não tiveram qualquer relação com Estaleiro Rio Grande ou com as empresas Rio Bravo e Engevix, com as quais a Projeto não teve relação de qualquer natureza.

No ano de 2006 não houve qualquer prestação de serviços. Em 2007 ocorreram quatro (4) palestras e no ano de 2010 duas (2), no total, sempre nas bases remuneratórias acima indicadas.

Como os serviços eram eventuais, na medida da solicitação da cliente, não havia contrato por prazo determinado.

Todos os valores recebidos (R$20.000,00 por palestra) foram objeto de emissão de notas fiscais, contabilizados e oferecidos à tributação.

A Projeto não teve qualquer relação com as empresas acusadas na chamada Operação Lava Jato, jamais havendo prestado serviços a qualquer uma delas.

A única contribuição eleitoral que Antônio Palocci recebeu de WTorre foi no valor de R$ 119.715,00, em setembro de 2006, ocasião em que concorreu a uma vaga na Câmara Dos Deputados, e nunca a ela solicitou contribuição para campanha de terceiros.”

Nota Antonio Palocci, enviada após publicação da reportagem

A matéria publicada na edição de domingo “Lava Jato procura elo de petistas com negócio do pré-sal” comete uma omissão fundamental em relação a Antonio Palocci: a afirmação do delator Paulo Roberto Costa, de que teria recebido um pedido de R$ 2 milhões para a campanha de 2010 por intermédio de Alberto Youssef, foi desmentida categoricamente por este último em diversos depoimentos, inclusive em sua oitiva na CPI da Petrobrás. Youssef disse, textualmente: “Eu não conheço Antonio Palocci. Ele nunca me fez nenhum pedido para que angariasse recurso para a campanha de Dilma em 2010”.

Além disso, a matéria é baseada unicamente em fontes anônimas que alardeiam investigações com o claro objetivo de lançar suspeitas sem qualquer fundamento nos fatos.

Defesa de José Dirceu

O ex-ministro José Dirceu não teve qualquer envolvimento em contratos para construção de plataformas nem com o estaleiro em questão. Os contratos da JD com a Engevix e com a JAMP tiveram o objetivo de prospectar negócios para a construtora no Peru, o que é confirmado pelos executivos da Engevix.

Não é verdade que a Engevix não teria trabalhado no Peru durante o período de consultoria do ex-ministro. No tempo de vigência do contrato, a construtora atuou em estudos para construção de hidrelétrica, projetos de irrigação e linhas ferroviárias no Peru.

O ex-ministro já reiterou em mais de uma oportunidade que não teve qualquer ascendência na nomeação de Renato Duque para diretoria da Petrobras.

Não há qualquer parentesco. Qualquer afirmação neste sentido é fantasiosa e visa apenas distorcer o fato de que Dirceu não teve qualquer envolvimento na nomeação de Renato Duque.

Não cabe ao ex-ministro emitir qualquer opinião a respeito das investigações conduzidas pela Justiça do Paraná.

O ex-ministro, espontaneamente, já apresentou ampla documentação sobre seus contratos de consultoria e, por duas vezes, já se colocou à inteira disposição da Justiça do Paraná para prestar depoimento.

Nada mais a declarar.

WTORRE

A WTorre contratou os serviços de consultoria de Antonio Palocci em que ano? Quanto durou o contrato? Houve contrato ? Quanto foi pago e quando?

Resposta: Sim. O ex-ministro Antonio Palocci foi contratado para fazer uma série de palestras tanto para executivos da WTorre quanto para empresários convidados por nós. As palestras (sobre temas variados tais como: cenário econômico internacional (por conta da crise global 2008/2009), tendências da política interna (eleições em 2010) entre outros. Em anexo, enviamos os recibos de cada palestra proferida pelo ex-ministro.

A consultoria da Projeto, do ex-ministro Palocci, teve relação com a venda dos direitos do Estaleiro Rio Grande para a Engevix?

WTorre – Absolutamente não! A transação comercial foi feita diretamente entre as duas empresas privadas, sem nenhuma interferência ou auxílio, ou consultoria do ex-ministro. Todos os pagamentos estão registrados nos nossos balanços.

A WTorre pagou vantagens ou valores para algum ex-diretor ou ex-gerente da Petrobrás nos negócio de contratação para construção do Estaleiro Rio Grande?

WTorre – Absolutamente Não! A WTorre participou e venceu concorrência organizada, em 2005, pela Rio Bravo Investimentos S/A DTVM, entidade privada reconhecida pelo mercado, administradora de um Fundo de Investimento Imobiliário, registrado na Comissão de Valores Mobiliários como RB Logística FII sob o código RBSC04 e na Câmara de Liquidação e Custódia – Cetip sob o número BRBCSA004.

A WTorre pagou vantagens ou valores para algum ex-diretor ou ex-gerente da Petrobrás nas negociações de aditivos no contrato do estaleiro, seja via Petrobrpas ou via Rio Bravo ou qualquer outra empresa?

WTorre – Não! Os aditivos surgiram em função de alterações no projeto original, sempre a pedido da contratante e com as devidas justificativas técnicas. Todos os pedidos de alterações, as notas técnicas que as justificam e os pagamentos estão devidamente registrados.

Carlos Eduardo Veiga trabalha ou trabalhou ou tem algum tipo de relação comercial com a WTorre?

WTorre – O sr. Carlos Veiga prestou serviços de assessoria técnica em offshore, uma área que, até então, a WTorre não dominava

Segundo Pedro Barusco, Carlos Eduardo Veiga pagou de R$ 400 mil a R$ 600 mil para ele, nas negOciações de ampliação do contrato do estaleiro em nome da WTorre. Houve pagamentos e referentes a que?

WTorre – Podemos assegurar que a WTorre não efetuou qualquer pagamento a quem quer que seja.

Engevix Engenharia

O Estaleiro Rio Grande foi disponibilizado pela Petrobras a todos os participantes da licitação para a construção dos cascos para o Pré-Sal. Não foram as empresas vencedoras que compraram o estaleiro, foi a Petrobrás que ofereceu o usufruto para o vencedor.

Depois de vencer uma acirrada concorrência internacional, a Ecovix investiu cerca de R$ 1,1 bilhão para ampliação do estaleiro ERG1, construção do ERG2 e aquisição do maior pórtico do mundo. A compra do ERG1 foi da ordem de R$ 400 milhões. A decisão se explica porque a Ecovix entendeu que seria melhor comprá-lo, investindo na região, ao invés de ficar apenas com 8 anos de usufruto concedidos pela Petrobrás.

A empresa Sete Brasil negociou as 29 sondas com todos os estaleiros qualificados no Brasil para a sua construção. As sondas foram negociadas a preços de mercado, muito semelhantes entre si. O Estaleiro Rio Grande ficou com o menor lote (3 sondas).

O contrato com a JD Consultoria, como detalhadamente esclarecido nos depoimentos à Justiça, foram relativos a abertura de oportunidades na América Latina, em particular no Peru e em Cuba e é anterior ao negócio da Petrobras.

Os serviços foram prestados, mas nenhum contrato foi fechado por conta desta consultoria de curto prazo para o desenvolvimento de negócios.
Fonte: Estadão

Notícia - Suspeito de desviar recursos para o PT mentiu à Polícia Federal

Empresário suspeito de desvio de recursos para o PT mentiu em depoimentos à PF

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, preso pela Polícia Federal na última sexta-feira (29), por suspeitas de desvio de recursos públicos para campanhas do PT, mentiu em depoimento que prestou à PF em 2014, quando a polícia apreendeu R$ 113 mil no avião particular em que ele voou de Belo Horizonte a Brasília.

Segundo documentos obtidos pelo ‘Estado’, Bené afirmou não ser filiado a partido político em depoimento prestado em 7 de outubro do ano passado, quando o avião onde estava o dinheiro foi fiscalizado. No entanto, de acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bené é filiado ao PSB do Distrito Federal desde 2 de outubro de 2009.

Uma das empresas de que Bené é sócio, a GMB Comércio de Vinhos Ltda, doou R$ 3 mil à campanha de Jofran Frejat (PR-DF) ao governo do DF e outros R$ 3 mil à campanha de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que foi eleito governador.

A PF vê indícios de que Bené seria o operador de uma organização criminosa que desviava recursos públicos por meio de contratos não executados e/ou superfaturados com entes federais. Os contratos, segundo a Polícia Federal, eram feitos principalmente nas áreas de eventos e serviços gráficos e o dinheiro era lavado por ele.
Fonte: Notícias ao Minuto/Estadão Conteúdo

Notícia - PF apura ‘ameaça’ a ministro relator da Lava Jato no Supremo

As mensagens tinham objetivo de promover ‘constrangimento’ ao magistrado

O Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou à Polícia Federal e-mails recebidos pelo ministro Teori Zavascki, que cuida da Operação Lava Jato, que tinham como objetivo “constranger” o ministro. Matéria do jornal ‘Folha de S. Paulo’ deste domingo (31/05) revela o episódio. A PF está investigando o caso.

A chegada de e-mails fez com que o Supremo encaminhasse os documentos à Polícia Federal. Trata-se de um procedimento padrão para que a segurança seja feita de forma preventiva. Contudo, não houve reforço da segurança pessoal do ministro. Ele permanece com a mesma equipe habitual, como de um motorista para descolamentos na capital federal. Desde que autorizou a abertura de inquéritos da Lava Jato no Supremo, contudo, o ministro relator costuma andar acompanhado por um número maior de seguranças nos corredores da Corte.

O incidente ocorreu há cerca de um mês e, segundo fontes ouvidas pelo ‘Estado’, nas mensagens não constava ameça direta à integridade física do ministro. Os e-mails recebidos por Zavascki, contudo, tinham o objetivo de promover “constrangimento” ao magistrado que é relator da Lava Jato, um dos maiores escândalos do país, e que envolve 50 políticos alvos de inquérito no STF.

PGR

Teori não é o primeiro encarregado da Lava Jato a receber ameaças. Em março, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi alertado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre riscos à sua segurança pessoal. O encontro de Janot e Cardozo, às vésperas de abertura de inquéritos contra políticos na Lava Jato, foi alvo de críticas de parlamentares e membros da oposição. À época, o Ministério da Justiça disse que a PF, que está subordinada à pasta, detectou ameaça à segurança do procurador. Em janeiro, a casa do procurador-geral, localizada no Lago Sul em Brasília, foi arrombada, mas apenas um controle remoto do portão foi levado.
Fonte: Estadão

Notícia - ‘Próxima polêmica será a redução da maioridade penal’, diz Cunha

Cunha afirmou que o tema deve ser votado até o final de junho em plenário

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), utilizou uma rede social neste domingo (31), para anunciar que depois da aprovação da PEC da Reforma Política, da qual ainda faltam emendas para apreciação em plenário, a Casa decidirá sobre a “polêmica” representada pela redução da idade penal de 18 para 16 anos. “A próxima polêmica após a conclusão da reforma política será a redução da maioridade penal, que votaremos até o fim de junho em plenário”, indicou.

Cunha utilizou sua conta no Twitter para rebater críticas recebidas nos últimos dias sobre a condução da votação da reforma política, que culminou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) protocolada ontem por 61 deputados do PT (36 parlamentares), PPS (8), PSB (6), PC do B (6), PSOL (4) e PROS (1). “Esses mesmo já foram ao STF tentando impedir a continuação da discussão (da maioridade), após a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovar a admissibilidade (da matéria). A comissão especial da redução da maioridade penal deve concluir seu trabalho até dia 15 de junho e levaremos imediatamente ao plenário”, afirmou.

O presidente da Câmara criticou o PT por liderar, segundo ele, a judicialização do processo legislativo ao perder votações da reforma política. “A Câmara não vai ficar refém dos que não querem que nada que os contrariem seja votado, ameaçando ir à Justiça toda vez que perdem no voto”, disse.

Por meio de sua conta no Twitter, Eduardo Cunha afirmou: “O PT não quer a redução da maioridade e acha que todos tem de concordar com eles”, (@DepEduardoCunha) 31 maio 2015.

“Defendo inclusive e vou sugerir ao relator que se faca um referendo sobre a redução da maioridade para que a gente faca um grande debate”, DeputadoEduardoCunha (@DepEduardoCunha) 31 maio 2015.

“Tenho absoluta convicção que a maioria da populacao e favorável”, DeputadoEduardoCunha (@DepEduardoCunha) 31 maio 2015.

Ele sugeriu que o PT será derrotado no embate sobre a redução da maioridade penal. “Além dessa polêmica (da reforma), teremos ainda muitas outras, já que não vamos deixar de levar à votação matéria porque um grupo do PT não quer”, provocou. “O PT não quer a redução da maioridade e acha que todos tem de concordar com eles”.

Cunha disse que defende e vai sugerir a realização de uma referendo para decidir sobre a redução da idade penal para 16 anos. A proposta será para que a consulta seja realizada junto com as eleições municipais de 2016. “Tenho absoluta convicção que a maioria da população é favorável”, afirmou.
Fonte: Estadão

Notícia - Exército israelense inicia treinamento anual de Defesa Civil

O Exército de Israel iniciou, neste domingo (31/05), o treinamento anual destinado a avaliar seu nível de preparação e alerta a diferentes sistemas que protegem a população civil em situações de emergência, segundo informou um comunicado do governo israelense, na noite de sábado. Com o nome de “Turning Point 15″, o Comando da Defesa Civil do Exército israelense, junto ao Ministério da Defesa, realiza uma simulação que une forças de segurança e autoridades locais.

A Força Aérea e a Marinha também desenvolverão exercícios anuais ao longo da semana. Como parte do exercício, na terça-feira, serão ativadas sirenes antiaéreas em todo o país de manhã e à tarde. Em caso de uma ameaça real à segurança, soará uma sirene adicional.

Nos últimos anos, Israel tem se preparado para um ataque combinado de foguetes de diferentes tipos vindos do Irã, da Síria, do Líbano e de Gaza, assim como um levantamento em massa contra suas forças na Cisjordânia.
Fonte: Veja

Notícia - Marcha para Jesus 2015 reúne 500 mil pessoas no Rio de Janeiro; confira!



Uma multidão a perder de vista marchou com muita alegria, fé e disposição da Central do Brasil até a Marquês de Sapucaí
Com muita descontração Pr. Silas Malafaia conduziu uma ‘ola’ na Praça da Apoteose, que contou com a animada participação dos presentes

A Marcha para Jesus 2015 no Rio de Janeiro tomou uma das principais avenidas da capital fluminense neste último sábado, dia 30. Com o tema ‘Pela família, pelo Brasil e contra Corrupção’, cerca de meio milhão de pessoas, bem como lideranças do cenário político e religioso, participaram com muita alegria da 15o edição do evento, que este ano teve um itinerário diferente, com início na Central do Brasil e concentração na Praça da Apoteose, na Marquês de Sapucaí.

“Creio que este local será palco de muitos eventos abençoados onde o nome poderoso de Jesus será pregado para a salvação de muitas vidas”, afirmou o pastor Silas Malafaia, presidente do Conselho de Ministros Evangélicos do Rio de Janeiro (Comerj) e um dos responsáveis pela realização da Marcha no Rio de Janeiro.
Caravanas de vários locais da cidade e do estado tomaram conta da Av. Presidente Vargas

Com muita disposição e fé a multidão participou ativamente do evento, embalado inicialmente por oito trios elétricos e depois conduzido por vários cantores e grupos musicais gospel, no palco do evento. Entre eles os cantores Nani Azevedo e Jozyane, da Central Gospel Music; Fernandinho, Eli Soares, Leonardo Gonçalves, Renascer Praise, André Valadão, Thalles Roberto, Flordelis, Comunidade Internacional da Zona Sul, Mariana Valadão, Gabriel, Sarando a Terra Ferida, Kleber Lucas, Léa Mendonça, William Nascimento, Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, Nova Jerusalém e Gospel Night.

O tema deste ano

O tema escolhido para esta edição da Marcha foi “Pela família, pelo Brasil, contra a corrupção” e reflete o momento delicado pelo qual o país está passando. O pastor Silas ressaltou a importância da realização da Marcha para Jesus: “Este evento é um ato profético para abençoar toda a nação, que sofre com essa corrupção descabida”, declarou.

Para o deputado federal Sóstenes Cavalcante, que faz parte da bancada evangélica, o tema do evento reafirma o confrontamento que a família tem vivido com a tentativa de desconstrução de seu modelo tradicional, o que é reforçado pela falta de políticas públicas de saúde, educação e segurança. “A ausência desses valores e investimentos se dá pela corrupção. Para enfrentá-la, ainda neste ano, produziremos o Estatuto da Família, no qual nós daremos uma resposta à família brasileira. O tema da Marcha para Jesus neste ano é bem oportuno”, comentou.

A Marcha para Jesus já faz parte do calendário de eventos da cidade e conta com o apoio da CET Rio, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e da Guarda Municipal.

Marchando por um objetivo
Allane Silva (à esq.) sempre vem ao evento

Milhares de pessoas marchando e apenas um objetivo: declarar que Jesus Cristo é o Senhor! A Marcha para Jesus 2015 foi um sucesso, pessoas vindas de diversas partes do estado lotaram as ruas do centro da cidade e a praça da Apoteose cantando e orando pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil.

Foi o caso de Allane Silva, da Assembleia de Deus em Bonsucesso. “A grande importância da Marcha para Jesus é levar para o Rio de Janeiro, para a nossa sociedade, nossos governadores que Jesus Cristo vive e reina e é Ele que comanda a nossa cidade”.

O evento foi muito impactante e o sentimento que se percebia em boa parte da multidão, que participou ativamento de toda a programação, foi que a Marcha era o momento perfeito para levar a palavra de Deus: “Arrecadar almas para o Reino, porque o Brasil está precisando de pessoas que trabalhem para conseguir mais almas para Jesus”, foi o pensamento da jovem Ana Paula Oliveira, da Igreja Ebenezér no Caju.
Ana Paula Oliveira (à dir.) acredita que a Marcha é o momento perfeito para ganhar almas para Cristo

Elza Lourenço estava radiante com a oportunidade de fazer parte de mais uma Marcha para Jesus. “Vamos louvar ao nosso Deus, pois tudo é para Ele. Que nossos louvores possam tocar os corações daqueles que nos virem passar. É muito importante evangelizarmos em todo o tempo e em todos os lugares. Eu não perco a Marcha por nada”, garantiu.

Ezequiel Souza, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo da Penha, também acredita que a Marcha para Jesus possa ser usada como instrumento de evangelização. “Além de declarar vitórias e bênçãos a nossa cidade, também podemos usar como um momento para evangelizar”.

Confira abaixo alguns momentos do evento


 


Fonte: Verdade Gospel e Avec

Notícia - Homem se passa por pastor para aplicar golpes em mulheres

Depois de ganhar a confiança ele fugia com dinheiro e carro das vítimas
Homem se passa por pastor para aplicar golpes

A polícia de Anápolis, a 55 km de Goiânia (GO), prendeu na terça-feira (26) um homem que se passava por militar aposentado e por pastor evangélico nas redes sociais para aplicar golpes em mulheres.

Em uma das vítimas o homem conseguiu dar um prejuízo financeiro de mais de R$ 300 mil depois de iniciar um namoro que durou dois meses.

“Ele parecia ser uma pessoa muito boa, disse que era divorciado e, há muito tempo, orava ao Senhor pedindo uma esposa. Eu falei que também era evangélica e também era divorciada”, relatou a vítima que não quis ser identificada.

Na entrevista ao programa da TV Anhanguera, afiliada da Globo na região, a mulher revelou que foi convencida pelo namorado a passar sua senha e cartão da poupança na esperança de que ele desse dinheiro para ajudá-la a pagar o casamento de uma de suas filhas.

“Ele me convenceu a dar o meu cartão da poupança. Eu entreguei e ele disse que precisava da senha e CPF para depositar uma quantia para que eu pudesse pagar todas as contas [da cerimônia]”, revelou.

Mas a mulher não foi a primeira a cair no golpe, o acusado foi preso mais de 10 vezes por estelionato e é procurado pela Justiça em quatro estados: Ceará, Alagoas, Sergipe e Tocantins.

A polícia não descarta receber a denúncia de outras vítimas. “Nos últimos dias ele não estava em Anápolis, então pode haver vítimas em outras cidades, como Goiânia e outros municípios próximos”, disse a delegada Geinia Maria Eterna.