Israel
O enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, acusou nesta quarta-feira um aliado-chave da coalizão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de "matar as esperanças" de paz.
Mladenov se referia a uma declaração da ministra de Justiça, Ayelet Shaked, do Partido Nacionalista Lar Judaico. Segundo ela, o partido nunca apoiará a "solução de dois Estados", ou seja, a formação de um Estado palestino que coexistiria em paz e em segurança com Israel.
"A determinação de alguns ministros israelenses de bloquear qualquer avanço e matar a esperança de paz, apoiando os assentamentos ilegais e rejeitando a ideia de um Estado palestino, é preocupante", afirmou Mladenov em declaração à AFP.
Esta semana, Benjamin Netanyahu firmou um acordo de coalizão com o Partido Israel Beitenu e seu dirigente ultranacionalista Avigdor Lieberman, nomeando-lhe ministro da Defesa.
A escolha de Lieberman para supervisionar a política israelense na Cisjordânia ocupada provocou certa preocupação. Ele tentou, porém, apaziguar os ânimos, afirmando ser favorável à solução de "dois Estados para dois povos".
Um dia antes, Netanyahu insistiu em que seu "compromisso a firmar a paz com os palestinos e com todos os nossos vizinhos" continuava sendo o mesmo.
Netanyahu voltou a falar da iniciativa de paz árabe e disse estar "disposto a negociar" com os Estados árabes para "uma atualização dessa iniciativa que reflete as mudanças experimentadas na região desde 2002".
A iniciativa de paz apresentada pela Liga Árabe em 2002, e confirmada em 2007, contemplava normalizar as relações com Israel no contexto de uma paz global e da retirada israelense dos Territórios Palestinos.
Fonte: AFP.
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