26 de abril de 2016

O verdadeiro sentido da graça de Deus

"Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens... segundo a sua misericórdia, nos salvou" (Tt 3.4,5).
"Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus" (Ef 2.7).

"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8).

QUAL O PROPÓSITO DE DEUS COM A GRAÇA?

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9).

"Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando- nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo" (Tt 2.11-13).

"Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna" (Tt 3.7).
"Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus" (Rm 3.24).
"Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes" (Rm 5.2).
"Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados" (At 20.32).

"Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça" (Ef 1.6,7).
"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hb 4.16).

Quão perfeita! Quão abrangente! A graça salva, justifica, edifica, torna aceitável, redime, perdoa, outorga uma herança, concede lugar diante de Deus, proporciona um trono de graça ao qual podemos nos achegar confiadamente para obter misericórdia e socorro, ensina-nos a viver e nos dá uma bendita esperança! Ainda cumpre notar que esses diferentes princípios não podem ser mesclados.

"Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra" (Rm 11.6).

"Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça" (Rm 4.4,5; veja também G1 3.16-18; 4.21-31).
"De maneira que, irmãos, somos filhos, não da escrava, mas da livre" (G1 4.31).

"Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram pediram que se lhes não falasse mais; porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte será apedrejado ou passado com um dardo. E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado, e tremendo. Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; à universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; e a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel" (Hb 12.18-24).

Não se trata, portanto, de dividir o que Deus falou no Sinai em lei moral e lei cerimonial - o crente de modo algum se achega àquele monte.
Como disse o bom e velho Bunyan: "O crente encontra-se agora, pela fé no Senhor Jesus, recoberto por tão perfeita e bendita justiça que essa lei trovejante do Monte Sinai é incapaz de nele encontrar a menor falha ou diminuição. O nome disso é justiça de Deus, sem a lei".

Caso isto chegue aos olhos de um não crente, exorto-o com afeto a aceitar a sentença verdadeira daquela santa e justa lei por você violada: "Porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.22,23). Em Cristo, tal pessoa encontrará perfeita e eterna salvação, como está escrito: "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10.9). Pois Cristo é "o fim da lei... para justiça de todo aquele que crê" (Rm 10.4).

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