9 de março de 2016

Noticia: Mulheres compõem 70% da população mundial que passa fome

“...e haverá fomes,” Mateus 24:7
Especialista da ONU recomenda regras agrícolas favoráveis a indivíduos dos dois sexos; representante defende interligação entre alimentação, alterações climáticas e empoderamento feminino.

A relatora especial da ONU sobre o Direito à Alimentação disse esta segunda-feira que para fechar as lacunas na agricultura é preciso desenvolver políticas do setor que sejam sensíveis ao género.

De acordo com Hilal Elver, 70% da população mundial que passa fome é composta por mulheres. Entretanto, a malnutrição afeta o grupo de uma forma desigual mesmo “este sendo responsável por mais da metade da alimentação global”.

África Subsaariana

Falando num diálogo interativo de especialistas sobre a dívida externa e o direito à alimentação, em Genebra, Elver ressaltou haver lacunas quando se trata de direitos femininos e do direito à comida.

A primeira desconexão é com a falha do direito internacional em beneficiar completamente as mulheres no direito à alimentação pelo uso não apropriado do idioma patriarcal.

A segunda tem a ver com a tendência de se separar a nutrição do direito humano à alimentação adequada, o que “resultou num foco no aumento da produção de alimentos ao invés do acesso amplo e igual à comida”.

Barreiras

Para a relatora, uma educação equilibrada dada desde muito cedo às pessoas dos dois sexos reduziria as barreiras tradicionais que afetam as mulheres.

A perita disse que com as mudanças climáticas alguns problemas tornaram se ainda mais graves, sendo a África Subsaariana particularmente vulnerável.

Caso haja seca em África, a comunidade internacional deve “olhar para o que fazer para prestar auxílio, incluindo o alívio da dívida e o fornecimento do conhecimento técnico”.

Aldeia Global

A relatora disse que diante de uma vida atualmente em aldeia global, todos seriam afetados com os problemas que não “podem ser resolvidos pelas suas raízes”.

Para Elver, as mulheres devem ser incluídas na tomada de decisões e são necessárias formas de acompanhamento da questão. A especialista disse ainda que a alimentação, as alterações climáticas e o empoderamento das mulheres estão interligados.

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Fonte: Rádio ONU.

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