31 de março de 2015

A Igreja e a Lei de Deus - Lição 13


Título: A Lei de Deus — Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança


A Igreja e a Lei de Deus /Slides lição 13


TEXTO ÁUREO
“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei” (Rm 3.31).

VERDADE PRÁTICA

O Senhor Jesus definiu de maneira clara a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Ne 10.28,29
A lei de Deus é a mesma lei de Moisés, o servo do Senhor

Terça — Mc 7.9-13
O Senhor Jesus reconhecia a lei como a Palavra de Deus

Quarta — Lc 24.44
O Senhor Jesus é o centro e o cumprimento da lei e dos profetas

Quinta — Mt 23.23
Nem todos os mandamentos têm o mesmo peso para o nosso Deus

Sexta — Rm 10.4
A lei testemunhava de antemão a salvação em Cristo

Sábado — Jr 31.33
Cristo imprimiu a lei no mais profundo do coração humano

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 5.17-20; Romanos 7.7-12.

Mateus 5

17 — Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir.

18 — Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido.

19 — Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus.

20 — Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.

Romanos 7

7 — Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.

8 — Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado.

9 — E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri;

10 — e o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte.

11 — Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou e, por ele, me matou.

12 — Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.

OBJETIVO GERAL

Ressaltar o fato de que Jesus definiu, de maneira clara, a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.

Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar o que significa “cumprir a lei”.
II. Explicar que Jesus viveu a lei.
III. Ressaltar que a lei não pode ser revogada.
IV. Enfatizar que a lei e o Evangelho se completam.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A Igreja e a Lei de Deus /Slides lição 13

Professor, com a graça de Deus, chegamos ao final do trimestre. Esperamos que cada lição tenha contribuído para o seu crescimento espiritual e de seus alunos.

É importante que nesta última lição você enfatize que ninguém pode ser justificado pelas obras da lei (Gl 2.16). O Decálogo nunca teve a função de salvar, mas de conduzir as pessoas a Cristo, o único que cumpriu toda a lei (Gl 3.11, 24). A lei veio para apontar e condenar o pecado do homem (Rm 3.20; 7.7). A única maneira pela qual a humanidade pode ser redimida é pela fé em Jesus Cristo. Contudo, não podemos nos esquecer de que a fé em Jesus é a chave para o cumprimento da lei.

INTRODUÇÃO


A “lei de Deus” no presente estudo diz respeito a todo o Pentateuco e não apenas aos Dez Mandamentos, pois o Decálogo é parte da lei. A lei de Moisés não consiste apenas num compêndio religioso, pois trata de profecias, histórias, registros genealógicos e cronológicos, regulamentos, ritos, cerimônias, exortações morais, civis e cerimoniais, sacerdotes, sacrifícios, ofertas, festas e o tabernáculo. Há nela a base e a estrutura social e política do Estado. É inegável a sua contribuição na legislação de todos os povos da terra, daí a sua influência no Estado e na Igreja.

PONTO CENTRAL

Ninguém pode ser salvo pelas obras da lei, porém ela é para os crentes em Jesus Cristo.

I. O QUE SIGNIFICA “CUMPRIR A LEI”?

1. Completar a revelação. Jesus disse que veio cumprir a lei e os profetas (5.17). O que significa isso? O verbo grego para “cumprir” é pleroo e significa “cumprir, completar, encher”. Devemos recordar o sentido de torah, estudado na lição 1, como instrução revelada no Sinai. Ao longo do trimestre, vimos os aspectos teológico e ético do Decálogo. O Antigo Testamento contém instrução e doutrina sobre Deus, o mundo e a salvação, mas sua revelação é parcial. A manifestação do Filho de Deus tornou explícito o que antes estava implícito, e assim o Senhor completou a revelação (Hb 1.1,2).

2. Cumprimento das profecias. Jesus iniciou o seu ministério terreno dizendo: “o tempo está cumprido” (Mc 1.14,15). Diversas vezes encontramos no Novo Testamento, a declaração como: “Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura” (Jo 19.36), ou fraseologia similar, principalmente no Evangelho de Mateus (Mt 1.22; 2.17,19; 4.14) dentre outras citações. As profecias se cumpriram em Cristo.

3. O centro das Escrituras. A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença de Cristo na história da redenção. O Espírito Santo conduziu a Revelação na vida do povo israelita de tal maneira que os apóstolos puderam observar cada pormenor na vida e no ministério terreno do Senhor Jesus Cristo. A ideia cristológica está completamente embutida na lei e nos profetas. Todo o pensamento bíblico gira em torno de Jesus (Rm 1.2; 10.4). Todo o Antigo Testamento converge para o Senhor Jesus; Ele mesmo reconhecia isso (Lc 24.44).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

As profecias se cumpriram em Cristo e, por isso, as Escrituras expôem que toda Lei foi cumprida em Jesus.

II. O SENHOR JESUS VIVEU A LEI

1. Preceitos cerimoniais. Veja a explicação dos preceitos cerimoniais, civis e morais na lição 2 e seu cumprimento na vida e na obra de Cristo. O Senhor Jesus cumpriu o sistema cerimonial da lei na sua morte (Mt 27.50,51; Lc 24.46). As instituições de Israel com suas festas, os holocaustos e os diversos tipos de sacrifícios da lei de Moisés eram tipos e figuras que se cumpriram em Cristo (Hb 5.4,5; 1Co 5.7). Assim, as cerimônias cessaram, mas o significado foi confirmado (Cl 2.17).

2. Preceitos civis. Lutero dizia que a função civil da lei ainda continua para manter a ordem e o bem-estar da sociedade. Segundo Martyn Lloyd-Jones, Jesus cumpriu também o sistema jurídico da lei. Com sua morte, Ele transferiu os privilégios de Israel para a Igreja (Êx 10.6,7; 1Pe 2.9,10). Jesus disse às autoridades judaicas que “o Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos” (Mt 21.43). Com isso, Israel deixou de ser um Estado Teocrático. A Igreja é a plataforma de Deus na Terra para anunciar a verdade (1Tm 3.15).

3. Preceitos morais. Os Dez Mandamentos são representados pelos dois grandes mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mc 12.28-33). Na verdade, toda a lei e os profetas nisso se resumem (Mt 22.40). Trata-se de uma combinação de duas passagens da lei (Dt 6.4,5; Lv 19.18). São preceitos que foram resgatados na Nova Aliança e adaptados à graça, de modo que a Igreja segue a lei de Cristo, a lei do amor, e não o sistema mosaico (Rm 6.14; 13.9,10; Gl 5.18). O Senhor Jesus cumpriu todos esses mandamentos durante a sua vida terrena.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Jesus Cristo viveu toda a Lei.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

A Igreja e a Lei de Deus /Slides lição 13

Para iniciar o tópico faça a seguinte pergunta: “Jesus aboliu a lei?” Ouça os alunos e em seguida peça que leiam Mateus 5.17,18. Em seguida, explique que esse texto mostra a expressa e total obediência de Jesus à lei do Antigo Testamento, pois a lei não pode ser anulada.

Mostre que a “lei que o crente é obrigado a cumprir consiste nos princípios éticos e morais do Antigo Testamento (Rm 3.31; Gl 5.14); bem como nos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos (1Co 7.19; Gl 6.2). Essas leis revelam a natureza e a vontade de Deus para todos e continuam em vigor. As leis do Antigo Testamento destinadas à nação de Israel, tais como as leis sacrificais, cerimoniais, sociais ou cívicas, já não são obrigatórias (Hb 10.1-4)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ, CPAD, p.1393).


III. A LEI NÃO PODE SER REVOGADA

1. Jesus revela seu pensamento sobre a lei. Talvez o discurso de Jesus sobre as bem-aventuranças tivesse deixado dúvida sobre a posição de Cristo a respeito da lei e dos profetas. Ele não era um reacionário; nasceu conforme a lei e viveu de acordo com ela (Lc 2.21-24; 4.15,16; Gl 4.4). Jesus falou de maneira direta que não veio revogar a lei e nem os profetas, mas veio para os cumprir (Mt 5.17). Havia chegado o momento de esclarecer seu pensamento sobre a lei.

2. “Até que o céu e a terra passem”. Jesus disse que “até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido” (Mt 5.18). O jota é a menor letra do alfabeto hebraico; ocupa a metade da linha na escrita, é a décima letra e se chama iode. O til é um sinal diacrítico para distinguir uma letra da outra. Nenhuma parte da lei passará, nenhuma letra ou parte dela ficará em desuso até que tudo se cumpra. Como disse o pastor John Stott, “a lei tem a duração do universo”.

3. O menor mandamento (Mt 5.19). Há muita discussão sobre esta questão. Uns acham que Jesus se referia ao jota e ao til; outros, aos preceitos cerimoniais. Havia longos debates entre os rabinos da época sobre os mandamentos mais leves e mais pesados. Eles consideravam mandamento leve não tomar a mãe com os filhotes num ninho (Dt 22.6). Parece existir, sim, na lei, mandamento de maior ou de menor significância (Mt 23.23). Porém, não é disso que Jesus está falando aqui, pois o enfoque é sobre o anular a autoridade da lei e ensinar que ela pode ser ignorada. O verbo grego é lyo, cuja ideia básica é “desatar, desamarrar, soltar”, empregado mais adiante para “anular” (Jo 10.35).


SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Jesus Cristo não veio revogar a lei, pois ela não pode ser anulada.

IV. A LEI E O EVANGELHO

1. O papel da lei. Ninguém é justificado pelas obras da lei (Gl 2.16). A função dela não é salvar, mas nos conduzir a Cristo (Gl 3.11,24). Ela veio para revelar e condenar o pecado (Rm 3.20; 7.7). Deve o cristão anular a lei? A resposta paulina é: “De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei” (Rm 3.31). O que isso significa? Que a fé cristã não é antinomianista, do grego anti “contra”;nomos, “lei”. Isso diz respeito aos que erroneamente pregavam que a graça dispensa a obediência. O apóstolo refutou tal ideia a vida inteira (Gl 5.13).

2. Jesus e Moisés estão do mesmo lado. O termo “lei” na língua hebraica é torá, e isso já foi estudado na lição 1. Ali aprendemos também que esta palavra vem de um verbo que significa “instruir, ensinar”. Por essa razão, a palavra “lei”, às vezes, refere-se às Escrituras Sagradas (1Co 14.21). Esse parece ser o sentido aqui, pois o apóstolo Paulo estava falando do Antigo Testamento (Rm 3.19). Porém, a possibilidade de uma aplicação ao Pentateuco não é descartada, nesse caso, pois a frase “antes, estabelecemos a lei” (Rm 3.31b) não significa servidão ao sistema mosaico, mas que a fé confirma a lei, visto que o Evangelho justifica aqueles a quem a lei condena (Rm 8.4; 13.10).

3. A justiça dos fariseus. Jesus não está desafiando os seus discípulos a seguirem os escrúpulos legalistas dos escribas e fariseus quando afirma: “se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus” (Mt 5.20). Antes, ensina que a vida no Espírito requer comunhão com Deus de maneira abundante e profunda, e assim sendo, nenhum dos rabis a experimentou (Rm 8.8-11).

SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

A função da lei não era salvar. O Novo Testamento mostra que sua função era apontar para aquEle que haveria de vivê-la integralmente.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

A Igreja e a Lei de Deus /Slides lição 13

Professor, para iniciar o tópico faça a seguinte indagação: “Os mandamentos são para os cristãos?”. Ouça os alunos e explique “que na verdade os Dez Mandamentos foram especialmente dados a Israel. É também verdade que são parte de um sistema de leis a que o Novo Testamento diz que nós, que estamos sob a graça, não estamos mais subordinados (Rm 6.14). Nosso relacionamento com Deus não depende de observar uma lista extra de leis, mas, em vez disso, de corresponder aos estímulos do Espírito dentro de nós. Num sentido mais profundo, entretanto, os Dez Mandamentos são para nós. Os mandamentos revelam Deus como uma Pessoa profundamente moral e amável. Como poderíamos nós, que o assumimos como Pai, não tentarmos ser como Ele?” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.63).

CONCLUSÃO
Encerramos o trimestre conscientes de que Jesus não revogou a lei, mas a cumpriu. Aprendemos também que não há discrepância entre Jesus e Moisés e que a lei permanece até a consumação dos séculos, pois a fé cristã não é antinomianista e muitos preceitos do sistema mosaico reaparecem no Novo Testamento, mas adaptados à graça, pois fomos libertos da lei (Rm 3.28; Gl 5.1).

PARA REFLETIR

Sobre a Lei:

O que significa cumprir a Lei?

Significa que a manifestação do Filho de Deus tornou explícito o que antes estava implícito, e assim o Senhor completou a revelação.

Devemos seguir a lei de Cristo, a do amor, ou o sistema mosaico?

A lei mosaica se completa na lei de Cristo e do amor.

Jesus não revogou a lei. Mas o que Ele fez?

Ele viveu no seu dia a dia toda a lei.

O que é vida no Espírito?

A vida no Espírito é ter comunhão com Deus de maneira abundante e profunda.

Fale um pouco sobre a relação da lei com a graça.

A lei serviu para apontar o pecado e mostrar que homem algum poderia se tornar justo diante de Deus. A graça é favor imerecido. Éramos pecadores e não merecíamos o amor de Deus, mas Ele nos amou e nos livrou do pecado e do jugo da condenação que estava sobre nós.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A Igreja e a Lei de Deus /Slides lição 13

A Igreja e a Lei de Deus

Quando Jesus de Nazaré veio ao mundo terreno, Ele mostrou que a principal razão da sua vinda era esta: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10). Jesus de Nazaré é a Palavra encarnada. É o cumprimento de toda a lei: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22.34-40). Não podemos fazer com a Lei de Cristo o que os escribas fizeram com os Dez Mandamentos: Atentar para a dureza da Lei e esquecer-se do olhar amoroso que ela nos demanda.

Mais importante que obedecer a letra é alcançar o espírito da Lei, que é Cristo. Assim o apóstolo Paulo ratifica: “Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.9,10). Quer cumprir a Lei de Deus de todo coração? Ame! Contra o amor não há lei. Por quê? O amor é o cumprimento da lei. Em vez de decorarmos uma lista de “pode não pode”, devemos fazer tudo baseado no amor — naturalmente a Bíblia não se refere ao amor romântico das telas de Hollywood, mas à disposição de se fazer o que tem de ser feito em favor do outro, segundo o Evangelho —, então cumpriremos a lei de Deus na íntegra. O nosso Senhor resumiu toda a lei ao dizer que o seu objetivo é levar os homens à plenitude do amor. Aqui está o seu signifi cado: “E disto demanda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40).

Precisamos relembrar que o Decálogo tem uma divisão natural que versa sobre o relacionamento do homem com Deus e do homem com o seu próximo. A nossa relação com a lei de Deus deve se dá nestes termos: vertical, amando a Deus de todo coração e alma; horizontal, amando o próximo como a si mesmo. Mais do que quaisquer perspectivas de interpretação, o mais importante é nos conscientizarmos da importância dos princípios eternos de Deus revelados na sua Palavra e interpretados pela pessoa bendita de Jesus de Nazaré. Por isso, toda leitura do Antigo Testamento precisa e deve ser feita tendo Jesus como a chave hermenêutica da nossa leitura e interpretação.

Comentarista: Esequias Soares

A Igreja e a Lei de Deus /Slides lição 13



,


TEXTO ÁUREO
"Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei." (Rm 3.31)


VERDADE PRÁTICA
O Senhor Jesus definiu de maneira clara a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho.

INTRODUÇÃO


A "lei de Deus" no presente estudo diz respeito a todo o Pentateuco e não apenas aos Dez Mandamentos, pois o Decálogo é parte da lei. A lei de Moisés não consiste apenas num compêndio religioso, pois trata de profecias, histórias, registros genealógicos e cronológicos, regulamentos, ritos, cerimônias, exortações morais, civis e cerimoniais, sacerdotes, sacrifícios, ofertas, festas e o tabernáculo. Há nela a base e a estrutura social e política do Estado. É inegável a sua contribuição na legislação de todos os povos da terra, daí a sua influência no Estado e na Igreja.

I - O QUE SIGNIFICA "CUMPRIR A LEI"?


1. Completar a revelação. Jesus disse que veio cumprir a lei e os profetas (5.17). O que significa isso? O verbo grego para "cumprir" é pl
A "lei de Deus" no presente estudo diz respeito a todo o Pentateuco e não apenas aos Dez Mandamentos, pois o Decálogo é parte da lei. A lei de Moisés não consiste apenas num compêndio religioso, pois trata de profecias, histórias, registros genealógicos e cronológicos, regulamentos, ritos, cerimônias, exortações morais, civis e cerimoniais, sacerdotes, sacrifícios, ofertas, festas e o tabernáculo. Há nela a base e a estrutura social e política do Estado. É inegável a sua contribuição na legislação de todos os povos da terra, daí a sua influência no Estado e na Igreja.

I - O QUE SIGNIFICA "CUMPRIR A LEI"?


1. Completar a revelação. Jesus disse que veio cumprir a lei e os profetas (5.17). O que significa isso? O verbo grego para "cumprir" é pleroo e significa "cumprir, completar, encher". Devemos recordar o sentido de torah, estudado na lição 1, como instrução revelada no Sinai. Ao longo do trimestre, vimos os aspectos teológico e ético do Decálogo. O Antigo Testamento contém instrução e doutrina sobre Deus, o mundo e a salvação, mas sua revelação é parcial. A manifestação do Filho de Deus tornou explícito o que antes estava implícito, e assim o Senhor completou a revelação (Hb 1.1,2).


2. Cumprimento das profecias. Jesus iniciou o seu ministério terreno dizendo: "o tempo está cumprido" (Mc 1.14,15). Diversas vezes encontramos no Novo Testamento, a declaração como: "Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura" (Jo 19.36), ou fraseologia similar, principalmente no Evangelho de Mateus (Mt 1.22; 2.17,19; 4.14) dentre outras citações. As profecias se cumpriram em Cristo.


3. O centro das Escrituras. A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença de Cristo na história da redenção. O Espírito Santo conduziu a Revelação na vida do povo israelita de tal maneira que os apóstolos puderam observar cada pormenor na vida e no ministério terreno do Senhor Jesus Cristo. A ideia cristológica está completamente embutida na lei e nos profetas. Todo o pensamento bíblico gira em torno de Jesus (Rm 1.2; 10.4). Todo o Antigo Testamento converge para o Senhor Jesus; Ele mesmo reconhecia isso (Lc 24.44).


II - O SENHOR JESUS VIVEU A LEI


1. Preceitos cerimoniais. Veja a explicação dos preceitos cerimoniais, civis e morais na lição 2 e seu cumprimento na vida e na obra de Cristo. O Senhor Jesus cumpriu o sistema cerimonial da lei na sua morte (Mt 27.50,51; Lc 24.46). As instituições de Israel com suas festas, os holocaustos e os diversos tipos de sacrifícios da lei de Moisés eram tipos e figuras que se cumpriram em Cristo (Hb 5.4,5; 1 Co 5.7). Assim, as cerimônias cessaram, mas o significado foi confirmado (Cl 2.17).


2. Preceitos civis. Lutero dizia que a função civil da lei ainda continua para manter a ordem e o bem-estar da sociedade. Segundo Martyn Lloyd-Jones, Jesus cumpriu também o sistema jurídico da lei. Com sua morte, Ele transferiu os privilégios de Israel para a Igreja (Êx 10.6,7; 1 Pe 2.9,10). Jesus disse às autoridades judaicas que "o Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos" (Mt 21.43). Com isso, Israel deixou de ser um Estado Teocrático. A Igreja é a plataforma de Deus na Terra para anunciar a verdade (1 Tm 3.15).


3. Preceitos morais. Os Dez Mandamentos são representados pelos dois grandes mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mc 12.28-33). Na verdade, toda a lei e os profetas nisso se resumem (Mt 22.40). Trata-se de uma combinação de duas passagens da lei (Dt 6.4,5; Lv 19.18). São preceitos que foram resgatados na Nova Aliança e adaptados à graça, de modo que a Igreja segue a lei de Cristo, a lei do amor, e não o sistema mosaico (Rm 6.14; 13.9,10; Gl 5.18). O Senhor Jesus cumpriu todos esses mandamentos durante a sua vida terrena.


III - A LEI NÃO PODE SER REVOGADA


1. Jesus revela seu pensamento sobre a lei. Talvez o discurso de Jesus sobre as bem-aventuranças tivesse deixado dúvida sobre a posição de Cristo a respeito da lei e dos profetas. Ele não era um reacionário; nasceu conforme a lei e viveu de acordo com ela (Lc 2.21-24; 4.15,16; Gl 4.4). Jesus falou de maneira direta que não veio revogar a lei e nem os profetas, mas veio para os cumprir (Mt 5.17). Havia chegado o momento de esclarecer seu pensamento sobre a lei.


2. "Até que o céu e a terra passem". Jesus disse que "até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido" (Mt 5.18). O jota é a menor letra do alfabeto hebraico; ocupa a metade da linha na escrita, é a décima letra e se chama iode. O til é um sinal diacrítico para distinguir uma letra da outra. Nenhuma parte da lei passará, nenhuma letra ou parte dela ficará em desuso até que tudo se cumpra. Como disse o pastor John Stott, "a lei tem a duração do universo".


3. O menor mandamento (Mt 5.19). Há muita discussão sobre esta questão. Uns acham que Jesus se referia ao jota e ao til; outros, aos preceitos cerimoniais. Havia longos debates entre os rabinos da época sobre os mandamentos mais leves e mais pesados. Eles consideravam mandamento leve não tomar a mãe com os filhotes num ninho (Dt 22.6). Parece existir, sim, na lei, mandamento de maior ou de menor significância (Mt 23.23). Porém, não é disso que Jesus está falando aqui, pois o enfoque é sobre o anular a autoridade da lei e ensinar que ela pode ser ignorada. O verbo grego é lyo, cuja ideia básica é "desatar, desamarrar, soltar", empregado mais adiante para "anular" (Jo 10.35).


IV - A LEI E O EVANGELHO


1. O papel da lei. Ninguém é justificado pelas obras da lei (Gl 2.16). A função dela não é salvar, mas nos conduzir a Cristo (Gl 3.11,24). Ela veio para revelar e condenar o pecado (Rm 3.20; 7.7). Deve o cristão anular a lei? A resposta paulina é: "De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei" (Rm 3.31). O que isso significa? Que a fé cristã não é antinomianista, do grego anti "contra"; nomos, "lei". Isso diz respeito aos que erroneamente pregavam que a graça dispensa a obediência. O apóstolo refutou tal ideia a vida inteira (Gl 5.13).


2. Jesus e Moisés estão do mesmo lado. O termo "lei" na língua hebraica é torá, e isso já foi estudado na lição 1. Ali aprendemos também que esta palavra vem de um verbo que significa "instruir, ensinar". Por essa razão, a palavra "lei", às vezes, refere-se às Escrituras Sagradas (1 Co 14.21). Esse parece ser o sentido aqui, pois o apóstolo Paulo estava falando do Antigo Testamento (Rm 3.19). Porém, a possibilidade de uma aplicação ao Pentateuco não é descartada, nesse caso, pois a frase "antes, estabelecemos a lei" (Rm 3.31b) não significa servidão ao sistema mosaico, mas que a fé confirma a lei, visto que o Evangelho justifica aqueles a quem a lei condena (Rm 8.4; 13.10).


3. A justiça dos fariseus. Jesus não está desafiando os seus discípulos a seguirem os escrúpulos legalistas dos escribas e fariseus quando afirma: "se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus" (Mt 5.20). Antes, ensina que a vida no Espírito requer comunhão com Deus de maneira abundante e profunda, e assim sendo, nenhum dos rabis a experimentou (Rm 8.8-11).


CONCLUSÃO


Encerramos o trimestre conscientes de que Jesus não revogou a lei, mas a cumpriu. Aprendemos também que não há discrepância entre Jesus e Moisés e que a lei permanece até a consumação dos séculos, pois a fé cristã não é antinomianista e muitos preceitos do sistema mosaico reaparecem no Novo Testamento, mas adaptados à graça, pois fomos libertos da lei (Rm 3.28; Gl 5.1).


Referências
Revista Lições Bíblicas. OS DEZ MANDAMENTOS, Valores divinos para uma sociedade em constante mudança. Lição 13 – A Igreja e a Lei de Deus. I – O que significa “cumprir a Lei”?. 1. Completar a revelação. 2. Cumprimento das profecias. 3. O centro das escrituras. II – O Senhor Jesus viveu a Lei. 1. Preceitos cerimoniais. 2. Preceitos civis. 3. Preceitos morais. III – A Lei não pode ser revogada. 1. Jesus revela seu pensamento sobre a Lei. 2. “Até que o céu e a terra passem”. 3. O menor mandamento (Mt 5.19). IV – A Lei e o Evangelho. 1. O papel da Lei. 2. Jesus e Moisés estão do mesmo lado. 3. A justiça dos fariseus. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 1° Trimestre de 2015.
Elaboração dos slides: Pastor, Ismael Pereira de Oliveira

Notícia - Sem ‘salvador da pátria’ Brasil enfrenta ‘caos político’, diz Le Monde

Manifestações populares, no dia 15 de março, mobilizaram milhares de brasileiros inconformados com a situação política, econômica e social do país

A conturbada situação política do Brasil é tema de um artigo opinativo publicado no jornal ‘Le Monde’ desta segunda-feira (30). O país enfrenta um “caos político” e deve adotar uma série de reformas para “reinventar sua democracia”, estima o texto.

O “caos político” a que se refere ao artigo foi mencionado em um documento vazado pela secretaria de Comunicação da presidência da República. Apesar de negar tal situação caótica, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, é “atropelado pelos fatos”, estima o artigo assinado pelo jornalista Paulo Paranaguá.

Leia também: 
Brasileiros foram vítimas de estelionato’, diz revista britânica

Segundo ele, o escândalo da Petrobras envolvendo o Estado e as empreiteiras abalou a coalizão de governo. O Partido dos Trabalhadores, da presidente Dilma e do ex-presidente Lula perdeu sua aura de “salvador da pátria”, bem como sua capacidade de mobilizar multidões.

O texto cita a pesquisa em que 84% dos brasileiros acreditam que a presidente sabia dos casos de corrupção na estatal petrolífera.

Histeria

Uma parte da opinião pública e dos políticos só se expressa de maneira “histérica”, afirma o jornalista. Por um lado, os que pedem o impeachment de Dilma Rousseff sem saber direito suas consequências, e, de outro, os que defendem um golpe militar.

“As análises mais moderadas pregam um mandato presidencial limitado à mediocridade, com uma Dilma Rousseff fragilizada, uma economia morosa e um descontentamento social crescente”, afirma.

Segundo Paranaguá, a extensão da corrupção impede o país entender “a origem do mal”. A reflexão aponta como grande problema o sistema político brasileiro, povoado por mais de 30 partidos representados no Congresso e “mais interessados em explorar os recursos do Estado em benefício próprio”.

Outro problema apontado pelo artigo é a polaridade entre dois grandes partidos, uma herança do período militar. Um breve resumo do histórico partidário leva ao papel desempenhado hoje pelo PMDB, definido como uma “poderosa federação de eleitos sem identidade política”.

A decepção com antigos governos, como o de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), é que as alianças partidárias são oportunistas, para garantir maioria no Congresso, e não coalizões baseadas em acordos sobre programas políticos.

“Ingovernabilidade”

Segundo o artigo, a candidata à presidência Marina Silva foi a única a denunciar publicamente o que muitos políticos só dizem entre quatro paredes: o antagonismo entre PSDB e PT se tornou um absurdo e não é mais viável. A disputa entre os três poderes da República evidencia que a situação está “ingovernável”.

Não é mais possível aceitar o caos político brasileiro como “uma fatalidade”, escreve o jornalista. Paulo Paranaguá afirma que não dá mais para adiar as reformas política, dos financiamentos de campanha e do estatuto dos partidos. É preciso “virar a mesa”, mudar as regras do jogo, “reinventar a democracia”, escreve.

O artigo sugere que o PMDB não deve comandar a “mãe de todas as reformas”, ou seja, a reforma política, porque é o partido que mais se beneficia com o atual sistema. A presidente Dilma e o PT sozinhos não vão mudar o panorama. É preciso que os “reformadores” do PT, do PSDB, e líderes como Marina Silva trabalhem juntos para superar esse grande desafio. E, também, evitar uma “nova configuração das forças conservadoras e populistas”, conclui.
Fonte: RFI

Notícia - Terrorista sequestra promotor que investiga morte de estudante na Turquia

Grupo radical publicou fotos ameaçando vida de promotor. A Frente Revolucionária pela Libertação Popular já havia feito atentado conta embaixada americana

O promotor que investiga o caso da morte do estudante turco Berkin Elvan, que morreu após 269 dias em coma quando foi ferido em um protesto em 2013, foi sequestrado em pleno trabalho pelo grupo radical Frente Revolucionária pela Libertação Popular (DHKP-C). O jovem morreu em 2014, gerando uma onda de protestos no país que provocaram ainda mais violência no país, e acabaram culminando em uma lei que autoriza o uso de armas letais em manifestações.

Mehmet Selim Kiraz foi sequestrado pelo grupo na manhã desta terça-feira (31), na corte Çağlayan, em Istambul. Membros do grupo considerado terrorista pediram uma série de demandas em troca da vida dele, tirando fotos com armas apontadas para sua cabeça. A polícia cercou o local.

Elvan morreu após um longo coma provocado por ferimentos quando aparentemente saía para comprar pão em Istambul, em junho de 2013. Em março de 2014, as manifestações contra o governo de Recep Tayyip Erdogan se intensificaram, e após novos protestos violentos, o Congresso aprovou uma lei que permite que armas letais sejam utilizadas para dispersar manifestações.

“Meu filho foi morto, assim como outros. O promotor não tem nada a ver. Por favor, libertem-no!”, apelou Sami Elvan, pai do garoto, citado pela imprensa turca.

O DHKP-C é um dos grupso radicais que se solidarizaram com a causa de justiça para Elvan. O grupo foi fundado na década de 1990, após se separar de uma coalizão da esquerda radical. Em 2013 a organização fez um atentado suicida contra a embaixada americana, além de ataques com figuetes à polícia e ao Ministério da Justiça. Turquia, EUA e União Europeia consideram o DHKP-C terrorista.
Fonte: O Globo

Notícia - Bolso dos brasileiros paga 85% do esforço fiscal anunciado

A maioria das pessoas não sabe para que serve o superávit primário – economia de recursos feita pelo governo para manter as contas no azul e garantir um extra que cobre o pagamento da dívida pública. Neste ano, porém, todos os brasileiros vão tirar dinheiro do bolso para ajudar nessa economia. Os recursos que o governo já garantiu para o superávit, 85% deles são bancados pela população.

Segundo cálculo do economista Mansueto Almeida, feito a pedido do Estadão, as medidas anunciadas pela nova equipe conseguiram reunir até agora R$ 45 bilhões dos cerca de R$ 66 bilhões que fixou como meta para 2015. Mas apenas R$ 7 bilhões são cortes na máquina pública, basicamente de despesas de custeio,como cafezinho e xérox.

A maior parte dos recursos, R$ 38 bilhões, vai sair do orçamento das famílias. Uma parte virá da cobrança de tributos, como a volta da Cide nos combustíveis e a mudança no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com o fim da desoneração de veículos e a alta na taxa para cosméticos. Um estudo da LCA Consultores, encomendado pelas indústrias do setor, concluiu que um simples batom – que pelas estimativas vai subir mais de 12% – dará um quinhão ao ajuste fiscal. “Não tinha como ser diferente porque esforço fiscal se faz com corte de gasto ou alta de tributo”, diz Mansueto. “Ainda assim, o governo terá dificuldades para cumprir a meta.”

Os R$ 18 bilhões estimados com as mudanças em benefícios sociais, como pensão das viúvas jovens e seguro-desemprego, devem cair a R$ 3 bilhões. Outras despesas, como o Bolsa Família, vão crescer e reduzir os ganhos da medida. O fim da desoneração da folha de pagamento, por sua vez, gerou tanta polêmica que, para Mansueto, é uma incógnita. Ele nem a considerou na estimativa. “Para fechar a meta, o governo terá de fazer um corte brutal de investimentos ou elevar carga tributária, punindo o já comprometido crescimento.”
Fonte: Estadão

Notícia - Câmara deve votar hoje a redução da maioridade penal

Depois de três sessões tumultuadas na semana passada interrompidas por bate-boca entre deputados e manobras regimentais, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara definiu nesta segunda-feira (30), que a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, será colocada nesta terça-feira, 31, em votação sem mais debates.

A avaliação dos líderes partidários governistas e de oposição é que a proposta será aprovada e abrirá caminho para mudança. Uma vez definida que a PEC não é inconstitucional, será criada uma comissão especial para discutir o tema antes que ele seja colocado em votação no Plenário. Isso pode demorar até 40 sessões.

Deputados do PT, PCdoB, PSOL, PSB e a liderança do governo na Casa tentaram nesta segunda postergar novamente a decisão. Porém, por 43 votos a 7, a Comissão decidiu encerrar a discussão e ir direto ao voto nesta terça-feira (31).
Fonte: Estadão

30 de março de 2015

Notícia - Ta no Ar: Globo usa transexual Rogéria para satirizar Record e Os Dez Mandamentos; Assista

O humorístico Ta no Ar: a TV na TV usou uma transexual para debochar da Record e sua “novela bíblica” Os Dez Mandamentos, e de quebra, criticar quem resolveu boicotar a novela Babilônia.

Nas redes sociais, os telespectadores repercutiram a provocação feita pelo programa da TV Globo, liderado pelos humoristas Marcelo Adnet e Marcius Melhem. O texto, lido pela transexual Rogéria, era permeado de sarcasmo e em determinado momento, após ter falado sobre Adão e Eva no Jardim do Éden, veio a provocação à Record.

“E Os Dez Mandamentos… Quando Moisés subiu a montanha todo trabalhado naquela bata branca finérrima, um monte de gente fofoqueira foi logo atrás pra saber o que era. E ‘Momô’ arrasou, vamos combinar, né amiga? Que babado foi aquele? O povo só não gostou da parte ‘não cometerás adultério’. Afinal, quem não gosta de fazer a louca e dar uma puladinha de cerca, hein?”, perguntou Rogéria.

O humorístico parece contar com respaldo da direção da Globo para fazer piadas sem limites, e há pouco tempo, causou frisson entre os evangélicos por ridicularizar igrejas neopentecostais, incluindo a Igreja Universal do Reino de Deus, com uma paródia chamada 
 “Galinha Convertidinha” 
“A Galinha Preta Pintadinha ganhou uma irmãzinha! Chegou a Galinha Convertidinha, e ela vem crente que está abafando. Com os melhores louvores infantis, ela vai trazer a palavra até a sua casa”, anunciava o locutor de um comercial fictício assistido por crianças evangélicas. Na sequência, o “DVD infantil gospel” mostrava trechos das músicas apresentados às crianças, com paródias de músicas infantis da cultura popular brasileira: “Joelho dobrado/mantenha-se fiel/Se não orar direito, não vai entrar no céu/Ir pro inferno é fogo/a verdade é Universal/Cuidado com a hora do Juízo Final”, dizia a cantiga.

Sobre a nova provocação dos humoristas à TV Record, os usuários do Twitter demonstraram que a pouca sutileza do quadro não passou despercebida: “Ta no ar pondo uma travesti pra comentar a Bíblia, atingindo ao mesmo tempo a novela da Record e o povo que criticou a novela Babilônia”, comentou uma internauta.

Assista a sátira à “novela bíblica” da Record: