
Se o universo é vasto ao ponto de a existência de civilizações extraterrestres parecer garantida, por que ainda não detectamos nenhum traço de sua presença? O Paradoxo de Fermi há décadas preocupa cientistas. Mas um físico teórico russo propõe uma explicação e prediz "um futuro para nossa civilização até pior do que a extinção".
Aleksandr Berezin, físico da Universidade Nacional de Pesquisa de Tecnologia Eletrônica, explica sua hipótese em um artigo intitulado "Primeiro a entrar, último a sair: uma solução para o Paradoxo de Fermi", citado pelo RT. A primeira versão do artigo foi publicada no arquivo digital ArXiv a ainda deve ser revisada por outros cientistas.
Em primeiro lugar, o físico destaca que na resolução do paradoxo a natureza específica das possíveis civilizações extraterrestres "não deverá importar", pois o único fator relevante é a possibilidade de esta civilização ser detectável para outras a certa distância da Terra.
Se uma civilização alienígena não atinge o nível tecnológico suficiente para ser detectável por outras, seja através de viagens espaciais ou comunicação interestrelar, mesmo assim pode existir, mas não nos ajuda a resolver o paradoxo.
Destruição sem querer
Agora a assustadora hipótese de Berezin pressupõe que a primeira vida a ser capaz de realizar uma viagem interestrelar poderá querer "eliminar todos os concorrentes para abastecer sua própria expansão".
O autor do artigo sublinha que não quer dizer que uma civilização altamente desenvolvida destrua outras formas de vida conscientemente.
O mais provável, segundo Berezin, é que "eles simplesmente não se deem conta, da mesma maneira que uma equipe de construção demole um formigueiro para construir um imóvel porque não tem incentivo para proteger [formigueiro]".
Formigas ou destruidores?
O físico estaria sugerindo que seríamos as formigas?— pergunta-se o RT. Muito pelo contrário, porque "estamos aqui, nosso planeta e estrela continuam relativamente intactos e já estamos contemplando as primeiras sondas interestrelares", aponta.
Assim, talvez sejamos nós os futuros destruidores dos mesmos mundos que temos buscado todo este tempo. "A única explicação é a invocação do princípio antropológico. Somos os primeiros a chegar à etapa [interestrelar]. E, o mais provável, seremos os últimos a partir", conclui o autor do artigo.
Fonte: Sputniknews.com
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Três anos depois de um referendo histórico em que a população votou pela legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a Irlandavive um novo momento importante ao convocar uma consulta pública sobre a rejeição de um dispositivo constitucional que proíbe o aborto. A expectativa é a de que o resultado desse referendo seja conhecido neste final de semana.
Atualmente, 60% da população mundial vive em países cujas legislações preveem o aborto em todas ou algumas circunstâncias. Essa percentagem, no entanto, esconde um panorama sombrio: dentre os 56 milhões de abortos registrados no mundo entre os 2010 e 2017, 45% dos procedimentos aconteceram em más-condições e 97% desses foram feitos em países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina.
O debate em torno da legalização do aborto acontece por todos os lados e as legislações que regem o tema são diversas, por vezes abrangentes ou mais restritivas, e sempre revelando as tendências conservadoras ou liberais de um país. Já existe um número considerável de países nos quais o procedimento é completamente liberado. Na mesma medida, contudo, observa-se a proibição completa ou parcial em tantos outros.
As leis sobre o aborto no mundo
De acordo com a organização não-governamental Center for Reproductive Rights, formada por advogados, especialistas e ativistas que lutam por avanços nos direitos reprodutivos das mulheres mundo afora, mantém uma base de dados atualizada e que mostra o panorama das legislações em quase todos os países do mundo. A partir dela, EXAME produziu um mapa que ilustra como está a legalização do aborto até o momento.
A entidade classifica os países em quatro grupos, mas reforça que cada país conta com a sua particularidade jurídica. No mapa, cada um deles foram representados em cores diferentes. Os que compõem a categoria I, em laranja mais forte, são os que permitem o aborto em casos nos quais a saúde da mulhercorre risco ou o proíbem completamente.
Vale notar, no entanto, que esse grupo inclui, ainda, países cujas leis preveem exceções nos quais a mulher não é penalizada na ocasião de ter realizado o procedimento. Um exemplo é o Brasil, no qual o aborto é permitido também em casos de estupro e anencefalia do feto.
Na categoria II, em laranja, abortos são permitidos para “preservar a saúde”. Aqui, nota a organização, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a de que o termo “saúde” inclua o bem-estar mental, físico e social. Na Colômbia, por exemplo, além da previsão para o procedimento em casos de estupro e má-formação do feto, também é permitido com base na saúde mental.
Os países que compõem a categoria III, em amarelo, são aqueles que contam com uma legislação descrita pela entidade como “mais liberais” e que permitem o procedimento com base em fatores sociais e econômicos.
Já o grupo na categoria IV, representados pela cor verde, são os países liberais nos quais o aborto é liberado. A maioria deles prevê um limite para a interrupção não-justificada da gestação (12 semanas), mas há previsão para o procedimento como em casos de má-formação do feto ou riscos para a mulher.
Fonte: Exame
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E ouvireis de guerras e de rumores de guerras. Mateus 24:6
Os Estados Unidos deveriam aprender a lição do Iraque e deixar a Síria, disse o presidente sírio, Bashar al-Assad, em uma entrevista, respondendo à descrição que o presidente dos EUA, Donald Trump, fez dele como um animal ao dizer que "o que você diz é o que você é".
Na entrevista à RT, a emissora estatal internacional da Rússia, Assad aventou a possibilidade de um conflito com as forças dos EUA caso elas não deixem a Síria. Ele prometeu recuperar os territórios onde as tropas norte-americanas se mobilizaram – seja por meio de negociações com os aliados sírios de Washington, seja pela força.
Assad, que tem apoio da Rússia e do Irã, parece militarmente inatacável na guerra que já matou aproximadamente meio milhão de pessoas, deslocou cerca de 6 milhões e levou outras 5 milhões a buscarem refúgio no exterior.
Depois de recuperar várias áreas do país, Assad agora controla a maior parte da Síria, mas ainda existem regiões fora de seu controle nas fronteiras com Iraque, Jordânia e Turquia.
Estas incluem grandes partes do norte e do leste onde forças especiais dos EUA se posicionaram durante o confronto com o Estado Islâmico, apoiando as Forças Democráticas Sírias (SDF, na sigla em inglês) de maioria curda.
Assad disse que o governo havia "começado agora a abrir portas para negociações" com as SDF, cujo principal componente, a milícia curda YPG, vem evitando um conflito com Damasco na guerra.
Esta é a primeira opção. Senão, recorreremos... à liberação destas áreas à força. Não temos qualquer outra opção, com os americanos ou sem os americanos", disse. "Os americanos deveriam partir, de alguma maneira partirão".
Eles foram para o Iraque sem base legal, e veja o que aconteceu com eles. Eles têm que aprender a lição. O Iraque não é exceção, e a Síria não é exceção. As pessoas não aceitarão mais estrangeiros nesta região", disse.
A invasão do Iraque liderada por Washington, que derrubou Saddam Hussein em 2003, desencadeou uma insurgência que durou anos.
Em abril, Trump disse querer retirar os soldados de seu país do solo sírio relativamente rápido, mas também expressou o desejo de deixar "uma marca forte e duradoura".
Fonte: Reuters
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E ouvireis de guerras e de rumores de guerras. Mateus 24:6
O Líbano é um dos países-chave no Oriente Médio, no qual muitas potências regionais concentram sua atenção e que no futuro poderia se transforar em um centro de confrontos entre Israel e Irã, opinou o analista do centro Gulf State Analytics, Teodor Karasik.
Os libaneses consideram Israel como sua principal ameaça, por conseguinte, as ações empreendidas por parte de Israel na Síria são percebidas como uma ameaça direta para o Líbano", assegurou o especialista, citado pelo jornal russo Gazeta.ru.
Da mesma forma, o analista comentou a notícia de que o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã e que está lutando na Síria ao lado do governo de Assad, obteve a maior parte dos votos no decorrer das eleições parlamentares no Líbano. A vitória lhe permitirá influenciar as decisões tomadas pelo primeiro-ministro e o presidente do Líbano, enfatizou.
Hoje em dia, o Hezbollah e Israel estão travando uma guerra no território sírio, os israelenses estão bombardeando instalações pertencentes ao movimento. Karasik assegurou que as recentes ações empreendidas por Tel Aviv contribuirão para que o Hezbollah comece a atacar Israel a partir do território libanês.
De acordo com a edição, as autoridades israelenses percebem perfeitamente a possibilidade deste cenário. Foi esta a razão por que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel não permitirá que o Hezbollah transfira suas armas da Síria ao Líbano.
O conflito na Síria afeta diretamente o Líbano, que abriga muitos milhares de refugiados sírios que, apesar das duras condições de vida, não querem voltar a um país envolvido em um conflito.
Anteriormente, o ex-chefe da Mossad, agência israelense de Inteligência, Danny Yatom, disse à edição que "era possível que os iranianos enviassem combatentes do Hezbollah da Síria para o sul do Líbano para combater Israel".
No entanto, Israel não é o único país do Oriente Médio que não quer perder suas posições no Líbano por causa da consolidação do Irã. A Arábia Saudita também teme a possibilidade desse resultado.
O Líbano está sendo uma ilha de combate entre o Irã e a Arábia Saudita. Com isso, os sauditas perdem. O Hezbollah se preparou muito bem para estas eleições", comunicou à Gazeta.ru uma fonte anônima familiarizada com a situação e próxima aos círculos diplomáticos russos.
Recentemente, o porta-voz do parlamento libanês, Nabih Berri, declarou que o novo governo do país será formado em um mês. Embora o sunita Saad Hariri continue ocupando o cargo de primeiro-ministro, ele pode ter dificuldades em implementar sua política, já que seu partido Movimento Futuro perdeu um grande número de votos a favor do Hezbollah, o que aumentou consideravelmente seu peso no parlamento do país.
Fonte: Sputniknews.com
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No terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. 2Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; sua mãe se chamava Abi e era filha de Zacarias. 3Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai”. 2Reis 18.1-3
O Rei Ezequias é um dos reis de Judá, ao lado de Josias, em cujo reinado Deus concedeu um reavivamento impressionante. Isso aconteceu numa época em que o juízo de Deus já havia sido comunicado ao povo através dos profetas Oséias e Isaías e que se cumpriu através dos babilônios poucas décadas depois da morte de Ezequias.
No entanto, pouco antes do ocaso, Judá teve esse reavivamento espiritual, uma reforma radical e abrangente. É isso que nos relatam os livros de Reis (2Rs 18-20) e de Crônicas (2Cr 29-32), além do profeta Isaías (Is 36-39).
Estima-se que Ezequias reinou nos anos 715-686 a.C. (alguns consideram o período de 726-697 a.C.), em todo o caso, foi a época em que grande parte do Reino do Norte – Israel – devido à sua idolatria, havia sido levado cativo pelos assírios. Assim, era um período de opressão espiritual e de insegurança, com perspectivas de um futuro deprimente.
É interessante observar que, nos livros de Reis e de Crônicas, a vida de Ezequias é relatada sob perspectivas diferentes:
O livro de 2Reis ressalta as reformas políticas e morais implementadas por Ezequias, enquanto 2Crônicas relata detalhadamente sobre a purificação do Templo e o restabelecimento dos cultos, incluindo a festa da Páscoa, aspectos estes que são totalmente omitidos em 2Reis.
Despertamento no fim dos tempos do povo de Deus
A história de Ezequias é especialmente atual e desafiadora porque nós – Igreja do Novo Testamento – nos encontramos igualmente no fim dos tempos. Esta começou notadamente por ocasião do Pentecoste, porém– se observarmos corretamente os sinais dos tempos – atualmente se encontra no último estágio.
Já no Século XVI, Martinho Lutero escreveu um ensaio alertando sobre a apostasia no Cristianismo da sua época.
Já no Século XVI, Martinho Lutero escreveu um ensaio (“Von der babylonischen Gefangenschaft der Kirche” - “Sobre o Cativeiro Babilônico da Igreja”), alertando sobre a apostasia no Cristianismo da sua época. Quanto mais temos motivos hoje para alertar contra as influências liberais, esotéricas e de fanatismo que ocorrem em igrejas que se denominam “evangélicas”!
Mesmo assim, são poucas as personalidades conhecidas que falam em um reavivamento mundial, de uma futura “segunda reforma”, da “transformação” de povos e nações inteiras ao Cristianismo, etc.
Já há vinte anos, o missiólogo C. P. Wagner, que se auto-denomina “apóstolo” do Cristianismo atual – profetizava que, até que ele morresse, haveria “18 milhões de cristãos na Turquia!”[1]
Além disso, não faz tanto tempo que a organização evangélica mundial “AD 2000”, juntamente com a organização católica “Evangelização 2000”, pretendiam oferecer “um mundo majoritariamente evangelizado” como presente a Jesus no Seu 2.000º aniversário.
Naquela época havia vários “profetas” dizendo que “Deus quer que nos preparemos para o maior avivamento de todos os tempos” e , na opinião deles, “esta é a melhor época, de todos os tempos, para viver com Deus”.
Se, porém, analisarmos com seriedade a situação das igrejas que se consideram evangélicas, pelo menos no mundo ocidental, precisamos concluir que, na maioria dos países, o testemunho cristão está extinto ou sob ameaça de extinção.
No entanto, isso não deve ser motivo de resignação. Apesar de que, nas cartas do Novo Testamento, não haja promessas de um avivamento global para os tempos finais, mas uma tendência para a apostasia, mesmo assim Deus pode, a qualquer tempo e em qualquer lugar, promover avivamentos locais e que podem se expandir. É exatamente isso que podemos aprender da história de Ezequias e também de Josias, em cujas épocas – no fim dos tempos de Israel – Deus concedeu esses avivamentos impressionantes e imprevisíveis.
Um exemplo atual da ação de Deus é a China onde, na nossa opinião, estamos observando o maior avivamento de todo o mundo.
Um exemplo atual para isso é a China onde, na nossa opinião, estamos observando o maior avivamento de todo o mundo e que, no entanto, ocorre sem grandes alardes e que talvez nem seja observado pelos próprios cristãos na China, porque eles somente conseguem acompanhar o desenvolvimento espiritual de seu imenso país em âmbito apenas regional. Lá não existem – pelo menos oficialmente – publicações ou informativos cristãos que relatem sobre o avivamento nas diversas províncias e que, por exemplo, apresentem estatísticas sobre o enorme crescimento da chamada “Igreja Subterrânea”.
“Tempestade tropical” inesperada e repentina
É significativo que o avivamento à época de Ezequias, aparentemente, ocorreu sem que tivesse havido um histórico anterior de vida espiritual do povo de Deus. Ao menos não lemos nada sobre reuniões de oração públicas ou secretas que muitas vezes acontecem durante anos antes de um avivamento. Podemos observar isso diversas vezes na história posterior da Igreja, porém, não parece ter sido o caso no fim dos tempos de Israel. Fica a impressão que não havia nenhuma condição de prognosticar esse avivamento, mas que ele lembra uma repentina “tempestade tropical”, como Martinho Lutero, em 1524, a retratou acertadamente e de modo impressionante:
Queridos alemães, comprem enquanto o mercado está com portas abertas; recolham enquanto houver o brilho do sol e tempo bom; aproveitem a graça e a Palavra de Deus enquanto estiver disponível! Saibam isto: A graça e a Palavra de Deus são como uma tempestade tropical e que não volta mais para o lugar onde ela já passou. Ela esteve com os judeus; no entanto, o que passou, passou, agora eles não tem mais nada. Paulo a levou para a Grécia. O que passou, passou; agora eles têm o turco. Roma e a terra latina também a tiveram; o que passou, passou, agora eles têm o Papa. E vocês, alemães, não pensem que a terão para sempre, pois, a ingratidão e o desprezo não permitirão que ela fique. Por isso, apanhem e segurem aqueles que conseguem apanhar e segurar! Mãos preguiçosas devem ter um ano difícil.[4]
Condições desfavoráveis
Ezequias cresceu em um ambiente ímpio. Seu pai Acaz foi um rei extremamente cruel e ímpio. É inimaginável que o seu filho tenha sido preparado com uma formação especial “bíblica” para suas futuras atribuições. Somente a menção expressa do nome da mãe Abi (abreviatura do nome Abijah [“Deus é meu pai]) e do pai desta, Zacarias (“o Senhor lembra”) parecem indicar que, por parte da mãe, pode ter havido uma influência positiva.
Isso seria um grande consolo e um incentivo para as mães que, ao lado de pais não crentes ou não espirituais, educam os filhos para o Senhor e os preparam para que se tornem discípulos de Jesus.
Ainda assim, por razões que nós desconhecemos, o filho do ateu Acaz recebeu o nome “Ezequias” (“Deus é minha força”) quando nasceu e, de fato, Ezequias posteriormente viveu de modo que honrou o nome de Deus – ele confiava em Deus!
Confiou no Senhor, Deus de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele” (2Rs 18.5).
Esse rei, cuja confiança em Deus não foi superada por nenhum outro rei entre o povo de Deus, de fato, deveria incentivar-nos ao estudo e à imitação!
Outra peculiaridade na vida de Ezequias é que, quando clamou ao Senhor, sua vida foi acrescida de exatos 15 anos. Como confirmação para isso, Deus fez a sombra do relógio solar retroceder 10 graus.
Finalmente Ezequias é um dos poucos reis que, ao término de sua vida, não estava marcado por pecados ou idolatria, mas pelas “boas obras”. Ele não morreu “sem ser encontrado” (como aconteceu com Jorão, um de seus antecessores), pelo contrário, ele foi sepultado com honrarias e na presença de todo o povo (2Cr 32.32-33).
Avivamento sempre ocorre por graça
Destas poucas observações, vistas até agora, podemos aprender que o avivamento sempre é uma manifestação da graça de Deus. Não é possível organizar um avivamento. Não há uma fórmula confiável para tanto, ao contrário do que algumas personalidades, tanto da história recente como da história antiga da Igreja, tentaram comprovar inutilmente.
O avivamento sempre é uma manifestação da graça de Deus. Não é possível organizar um avivamento. Não há uma fórmula.
O avivamento sempre é uma dádiva de Deus. Às vezes é uma resposta de Deus às orações insistentes e intensivas, porém, outras vezes é uma “chuva passageira” não programável. Isso pode nos trazer esperança e nos encorajar, também em nossa época em que as circunstâncias externas e a situação do povo de Deus apontam para qualquer outra coisa, menos para um avivamento.
Preguiça, mornidão, indiferença e conformação ao mundo são características marcantes entre os cristãos na Europa. Livros do mercado evangélico como“Gottesdienst ohne Mauern” (Cultos sem muros”) ou “Die Welt umarmen” (“Abraçar o Mundo”, ambos os títulos em tradução livre) sem querer descrevem a situação atual das igrejas também em nosso país e que foi descrito acertadamente por A.W.Tozer, há mais de 50 anos:
Fomos criados para nos relacionarmos com anjos, arcanjos e serafins, sim, com o próprio Deus que criou a todos – fomos chamados para sermos como águias voando livremente pelos ares, mas que, agora, afundamos a ponto de estarmos ciscando ao lado de galinhas comuns nos quintais das fazendas – isto, assim eu penso, é o pior que poderia ter acontecido a este mundo”.[5]
Ou, ainda, não menos drasticamente:
Uma igreja debilitada arremeda um mundo forte a se divertir com pecados astuciosos – para a sua própria vergonha eterna.[6]
Atualmente, como cristãos, em nossa latitude é mais comum presenciarmos “momentos sublimes de inutilidade” do que algum sinal de avivamento. No entanto, um monte de esterco pode se tornar em adubo para uma grande área de lavoura. Por isso, a história de Ezequias deveria nos encorajar para “esperar grandes coisas de Deus e fazer grandes coisas para Deus”, como disse, fez e vivenciou William Carey, o missionário pioneiro na Índia.
O fim dos tempos nunca deve ser motivo de resignação ou servir de álibi para a indolência. Muito menos serve de calmante para a desobediência!
“Em cada crise há uma oportunidade”. Nos últimos anos ouve-se constantemente essa afirmação, vinda de todas as direções – tanto de políticos como também de executivos economistas. Por isso, o baixo nível espiritual ou as atuais crises nas igrejas deveriam ser um incentivo, não para investir em “piedosas bolhas de ar”, mas para voltar às raízes e aos sólidos fundamentos da nossa fé.
A importância de modelos espirituais
A sabedoria popular diz que “figuras moldam”. Da mesma forma, um modelo pode marcar e influenciar o curso de uma vida. Ezequias tinha um modelo, um parâmetro para sua vida, no qual ele podia e queria se orientar e comparar. Era um modelo que o ajudou a fazer aquilo que era certo aos olhos de Deus:
“Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai” (2Rs 18.3)
Como o seu pai físico, o rei Acaz, era um homem ímpio e, assim, inadequado para marcar positivamente a vida espiritual de seu filho, Ezequias procurou por orientação entre seus antepassados e encontrou Davi, o rei de Israel, o “homem segundo o coração de Deus”.
É uma bênção quando se encontra, no pai físico, um modelo e alguém que orienta nos caminhos de Deus. É o que lemos, por exemplo, no caso do rei Azarias que foi marcado positivamente pelo seu pai Amazias (2Rs 15.3). Sobre Amazias, a Bíblia relata:
Fez ele o que era reto perante o Senhor, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, segundo tudo o que fizera Joás, seu pai” (2Rs 14.3).
Quando eu era um cristão jovem, fiquei muito impressionado com uma cena que Wilhelm Busch descreveu na biografia de seu irmão: “Johannes Busch – ein Botschafter Jesu Christi” (“Johannes Busch – um Mensageiro de Jesus Cristo”, em tradução livre).
Os dois filhos estavam, em pé, junto ao esquife de seu pai – Wilhelm com 24 anos de idade e Johannes com 16 anos. Eles estavam se despedindo de um homem, o seu amado pai, pastor e famoso evangelista e que foi um brilhante modelo para eles:
Nós dois ficamos por muito tempo, quietos, junto ao esquife. Então nos damos as mãos, ao lado do esquife, numa aliança silenciosa: Queríamos absorver a herança do pai, queríamos amar ao Salvador.[7]
Essa cena é uma ilustração comovedora para as palavras de Provérbios 17.6: “...a glória dos filhos são os pais”.
Que grande bênção é para nossos filhos quando, como pais e mães, podemos lhes deixar tal herança! Provavelmente a maioria dos pais não imagina quão precioso é esse presente que eles proporcionam para toda a vida a seus filhos e filhas, quando estes, já em tenra idade, podem amar e viver com o seu “pai herói”.
Entrementes, minha esposa Ulla e eu nos tornamos avós de um número crescente de netos. Para nós sempre é uma experiência especial quando observamos como os pequenos olham admirados para o seu pai quando ele se destaca em alguma atividade esportiva ou em brincadeiras ou também em suas atitudes durante o dia-a-dia. (Naturalmente, o mesmo é verdade para as mães!).
Temos a convicção que tais experiências são uma influência muito positiva para a saúde espiritual e psicológica dos filhos e, de fato, representam um “adorno” ou “tesouro” de valor inestimável para toda a vida deles.
Hoje há muitos jovens cristãos à procura de modelos na família ou na Igreja e se decepcionam quando não os encontram ou não correspondem às suas elevadas expectativas. No entanto, podemos consultar nossa lista de “antepassados espirituais” e estudar as biografias de homens e mulheres cuja vida foi exemplar, desafiadora e orientadora.
Oswald Sanders expressou isso muito bem:
Se estiver certo que podemos conhecer uma pessoa pelos amigos que ela tem, então também é possível reconhecê-la através da leitura de sua biografia, pois ela reflete a sua fome interior e o seu desejo. (...) Para um líder, as biografias sempre são emocionantes porque elas transmitem personalidades. Nenhum outro gênero literário é capaz de transmitir melhores ensinamentos sobre os caminhos de Deus para a sua gente, além da Bíblia. Não é possível ler sobre a vida de grandes homens e mulheres sem que isso provoque entusiasmo e surja o desejo de uma realidade semelhante.[8]
Cito apenas alguns exemplos de como a leitura de diários e biografias influenciou decisivamente a vida de muitos cristãos:
- Os diários de David Brainerd inspiraram e incentivaram, entre outros, a Jonathan Edwards, John Wesley, William Carey, Henry Martyn, David Livingstone e Jim Elliot;
- A biografia de George Whitefield deixou marcas inextinguíveis em C.H. Spurgeon e em Georg Müller;
- Através dos diários de Georg Müller, por sua vez, Hudson Taylor e muitos outros adquiriram ânimo para se dedicar às Missões, unicamente na confiança em Deus;
E quem consegue contar quantos homens e mulheres, da nossa geração, que foram desafiados a ter uma vida dedicada a Jesus, baseados no diário de Jim Elliot: “À Sombra do Altíssimo”?
O modelo de vida decisivo
Contudo, na avaliação de boas biografias, não devemos e não queremos nos tornar “luteranos”, “calvinistas”, “menonitas”, “wesleyanos”, “metodistas” ou outros “...istas”. Também a vida e a obra desses homens devem apontar para o nosso Senhor Jesus – cuja vida e exemplo deve ser e permanecer como o único “modelo original” perfeito para nossas vidas. Assim como Ezequias não se contentou apenas com os antepassados tementes a Deus, como Asa, Josafá, etc, mas tomou a Davi como modelo, assim também nós – na apreciação de nossos pais e mães espirituais – devemos permanecer “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...” (Hb 12.2).
Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: Crendo na santa Igreja Cristã, a comunhão dos santos.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto. Só assim você saberá adaptar algumas sugestões apresentadas aqui.
- Para concluir, utilize a dinâmica “Eu faço parte do corpo!”
Dinâmica: Eu Faço Parte
Objetivo:
Refletir sobre a importância de pertencer ao corpo de Cristo e estar integrado a Igreja local.
Material:
Círculos em cartolina com aproximadamente 15 cm de diâmetro, de cor clara
Escrever em 01 círculo a palavra CRISTO
01 círculo para cada aluno
01 rolo de fita adesiva
Procedimento:
- Falem que a Igreja é formada por pessoas de várias localidades e épocas. Aqui, a igreja local(falem o nome do bairro onde está situada a igreja) também é formada por pessoas que consequentemente fazem parte de famílias, que por sua vez também formam a igreja, o corpo de Cristo.
- Sabemos que a cabeça da igreja é Cristo.
Então, coloquem o primeiro círculo com o nome Cristo, no quadro ou cartolina.
- Leiam o versículo porque Cristo é a cabeça da igreja(Ef 5. 23b).
- Mas, como podemos formar o corpo desta cabeça?
Então entreguem um círculo para cada pessoa e orientem que escrevam o nome dele.
Depois, peçam para que cada pessoa coloque o círculo no quadro ou cartolina, formando um corpo.
- Leiam: “Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular”(I Co 12. 27)
Por Sulamita Macedo.
Blog-atitudedeaprendiz.blogspot.com
Dinâmica: Eu faço parte do corpo

Objetivos:
Enfatizar a importância de fazer parte da igreja.
Destacar a valorização de cada membro como parte do corpo de Cristo.
Material didático:
3 Figuras de um corpo humano (podem ser iguais)
Cópias do texto: A igreja é um corpo
Atividade didática:
- Recorte as figuras de corpo humano dividindo-a em varias partes (cabeça, mãos, braços, pés, pernas etc). Caso queira deixar as figuras um pouco mais duras cole as mesmas em um papel mais grosso e depois recorte. Retire de cada figura um membro do corpo e guarde, em seguida coloque cada uma das figuras recortadas em uma pequena sacola.
- Divida a classe em três grupos. Reparta com cada grupo em uma pequena sacola uma figura recortada faltando uma parte do corpo. É importante que a princípio eles não saibam de nada. Em seguida solicite a cada grupo que montem as figuras humanas o mais rápido que puder. Deixe que eles percebam que está faltando em cada figura humana uma parte do corpo para que ela fique completa. Quando começar as reclamações pergunte: Há necessidade mesmo dessa parte ou dá para formar o corpo completo sem ela? É hora de você entregar a cada grupo a parte do corpo que falta para que o corpo fique completo. Em seguida convide a todos a ler 1 Coríntios 12.12-27. Encerre a dinâmica entregando a todos os alunos uma cópia do texto: A igreja é um corpo. Conclua lendo o texto com os alunos.
Texto: A igreja é um corpo
A igreja é comparada a várias figuras, porém, a figura predileta de Paulo para descrever a igreja é o corpo. Por que Paulo tem predileção por essa figura? Porque ela é uma das mais completas para descrever a igreja.
Os membros do corpo são belos quando distribuídos com proporcionalidade. Um nariz que se desenvolve além do normal deforma o rosto. O olho é um órgão lindo e nobre. Ele é o farol do corpo humano. Contudo, já imaginou se você encontrasse um olho de 75 quilos na rua? Você sairia correndo, pois esse olho gigante mais se assemelharia a um monstro. A beleza do corpo está na sua diversidade e na sua proporcionalidade.
Outra coisa também importante no corpo é que ele precisa das diversas funções dos membros para sobreviver. Um membro serve ao outro e todos trabalham em harmonia para o benefício e edificação do corpo. Imagine que você esteja com fome caminhando pela estrada e vê um pé de manga cheio de mangas maduras, mangas vermelhas, mangas bonitas, mangas cheirosas. O seu olho vê a manga. No entanto, não basta o olho ver. Você tem de usar a mão para pegar. Você tem de usar a boca e os dentes para morder e mastigar. Você tem de usar a língua para movimentar. Você tem de usar o esôfago para engolir. Você tem de usar o estômago para triturar. Você tem de usar o fígado para jogar a bílis ali. Você precisa de toda uma máquina funcionando para que aquela manga possa nutrir você e atender à sua necessidade. Assim, também, é a igreja. Ela é um corpo e nós precisamos ajudar uns aos outros.
Se eu cortasse o meu braço e o colocasse numa cadeira ao lado, ele seria meu braço ainda. Só que não valeria de nada para o corpo. Esse braço só tem valor se estiver ligado ao corpo. Fora do corpo ele não tem valor. E inútil. Se eu cortasse minha mão e a colocasse numa cadeira, no outro lado da sala, ela ainda seria minha mão, mas não teria mais utilidade porque estaria separada dos outros membros do corpo. Da mesma maneira, o apóstolo Paulo está dizendo, que somos uma unidade. O membro tem valor na medida em que está inserido no corpo e na proporção em que ele trabalha para o bem comum do corpo.
Deus colocou você no corpo como Lhe aprouve. Exerça a função que Deus lhe deu no corpo. Ficar ressentido por não ter este ou aquele dom espiritual é imaturidade. Devemos exercer nosso papel no corpo com alegria, zelo e fidelidade. Você é único. Você é singular no corpo.
Vamos imaginar que você esteja doente, com a garganta inflamada. Você precisa tomar antibiótico. O braço que não tem nada a ver com essa inflamação se oferece para tomar a agulhada. Isso significa que um membro está sofrendo pelo outro em benefício de todo o corpo.
Não estamos num campeonato dentro da igreja disputando quem é o mais talentoso, o mais dotado, o mais espiritual. Somos uma família. Somos um corpo. Devemos celebrar as vitórias uns dos outros e chorar as tristezas uns dos outros. Não somos autossuficientes; dependemos uns dos outros. É nesta interligação e comunhão que a Igreja de Cristo funciona!
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
Fonte: www.ensinadorcristao.com.