2 de dezembro de 2015

Notícia: Congresso derruba veto de Dilma à aposentadoria de servidores aos 75 anos

O Congresso Nacional derrubou na noite desta terça-feira o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei do Senado que prevê a aposentadoria compulsória apenas aos 75 anos – e não mais aos 70 anos – para servidores públicos em âmbito federal, de Estados e municípios. Foram 64 votos a 2 no Senado, e 350 votos a 15 na Câmara, maioria favorável à derrubada do veto.

Houve acordo entre senadores e deputados para que o veto fosse revertido – o governo e o PT liberaram as bancadas para votarem favoráveis ao projeto, que estende a mais funcionários públicos (do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de fundações e autarquias) os benefícios da PEC da Bengala, antes restritos aos ministros do Supremo e tribunais superiores.

O senador José Serra (PSDB-SP), autor do projeto, estima que o projeto gere economia de 800 milhões de reais a 1,2 bilhão de reais às três esferas de governo. “O governo ganha com economia, e ganham os servidores com alta qualificação, por exemplo no Judiciário e nas universidades”, disse o tucano.

“Essa é uma matéria efetiva de economia para o país e não de coloração partidária”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Nós vamos retardar a contratação de novos servidores”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “A presidente só vetou antes porque havia vício na origem.”

A votação dos vetos pendentes liberou a pauta para o plenário entrar em matérias de ordem econômica. No entanto, sem entendimento entre oposição e governo, ficou para a sessão de meio-dia desta quarta-feira a votação do PLN 05. Esse é o projeto prioritário no momento para o governo federal porque revisa a meta fiscal.

A oposição obstruiu a votação nesta madrugada e conseguiu evitar que o projeto fosse adiante. O governo tentou acelerar ao máximo a votação, mas terminou derrotado. Estava em análise um pedido de inversão da pauta, mas só 226 parlamentares registraram voto. Renan Calheiros encerrou a sessão porque não havia mais quórum mínimo de 257 parlamentares na votação, por volta das 0h30.

Em reunião pela manhã com líderes da base aliada, a presidente Dilma apelou para que houvesse esforço total em aprovar a norma. Com a mudança, o governo promete voltar atrás nos decretos de contigenciamento. Sem a alteração, o governo pode ser obrigado a suspender ordens bancárias para pagar serviços básicos já na semana que vem, sob pena de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Assim que o PLN-05 for aprovado, o decreto de contingenciamento de 10,6 bilhões terá seus efeitos suspensos”, disse o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).

O governo tenta mudar na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 a meta de superávit primário para autorização de déficit de até 119,9 bilhões de reais.


///Leia também:AH.Com Notícias

Na mesma sessão, deputados e senadores mantiveram três vetos presidenciais: regulamentação da profissão de designer; destinação de casas do programa Minha Casa, Minha Vida a policiais e outros profissionais de Segurança Pública; e enquadramento de turismo em área rural como atividade rural, o que daria benefícios tributários no imposto de renda rural – e prejudicaria receitas do governo.
Fonte: Veja

PREGAÇÃO: CARTA DE PAULO AOS FILIPENSES

A Bíblia pode ser acessada online através 
deste site.Almeida Revista e Atualizada
--Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil.  através deste site.


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Introdução (1.1-11)
A. Saudações (1.1,2)
B. Ação de Graças e Oração pelos Filipenses (1.3-11)

I. As Circunstâncias em que Paulo se Encontrava (1.12-26)
A. O Avanço do Evangelho por Causa da Prisão de Paulo (1.12-14)
B. A Proclamação de Cristo de Todas as Maneiras (1.15-18)
C. A Disposição de Paulo para Viver ou Morrer (1.19-26)

II. Assuntos de Interesse da Igreja (1.27—4.9)
A. Exortação de Paulo aos Filipenses (1.27—2.18)
1. À Perseverança (1.27-30)
2. À Unidade (2.1-2)
3. À Humildade e Prontidão em Servir (2.3-11)
4. À Obediência e à Conduta Irrepreensível (2.12-18)

B. Os Mensageiros de Paulo à Igreja (2.19-30)
1. Timóteo (2.19-24)
2. Epafrodito (2.25-30)

C. Advertência de Paulo a Respeito de Falsos Ensinos (3.1-21)
1. A Falsa Circuncisão Face à Verdadeira (3.1-16)
2. A Mentalidade Terrena Face à Espiritual (3.17-21)

D. Conselhos Finais de Paulo (4.1-9)
1. Firmeza e Harmonia (4.1-3)
2. Alegria e Eqüidade (4.4,5)
3. Liberdade da Ansiedade (4.6,7)
4. Controle da Mente e da Vontade (4.8-9)

Conclusão (4.10-23)

A. Reconhecimento e Gratidão por Ofertas Recebidas (4.10-20)
B. Saudações Finais e Bênção (4.21-23)

Autor: Paulo

Tema: Alegria de Viver por Cristo

Data: Cerca de 62/63 d.C.

Considerações Preliminares

A cidade de Filipos, na Macedônia oriental, a 16 km do Mar Egeu, foi assim chamada em homenagem a Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre Magno. Nos dias de Paulo, era uma cidade romana privilegiada, tendo uma guarnição militar. A igreja de Filipos foi fundada por Paulo e sua equipe de cooperadores (Silas, Timóteo, Lucas) na sua segunda viagem missionária, em obediência a uma visão que Deus lhe dera em Trôade (At 16.9-40). Um forte elo de amizade desenvolveu-se entre o apóstolo e a igreja em Filipos. Várias vezes a igreja enviou ajuda financeira a Paulo (2 Co 11.9; Fp 4.15,16) e contribuiu generosamente para a coleta que o apóstolo providenciou para os crentes pobres de Jerusalém (cf. 2 Co 8-9). Parece que Paulo visitou a igreja duas vezes na sua terceira viagem missionária (At 20.1,3,6).

Propósito

Da prisão (1.7,13,14), certamente em Roma (At 28.16-31), Paulo escreveu esta carta aos crentes filipenses para agradecer-lhes pela sua oferta generosa, cujo portador foi Epafrodito (4.14-19) e para informá-los do seu estado pessoal. Além disso, escreveu para transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de Deus na sua prisão (1.12-30), para assegurar à igreja que o mensageiro por ela enviado (Epafrodito) cumprira fielmente a sua tarefa e que não estava voltando antes do devido tempo (2.25-30), e para levar os membros da igreja a se esforçarem para conhecer melhor o Senhor, conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz.


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Visão Panorâmica

Diferente de muitas das cartas de Paulo, Filipenses não foi escrita primeiramente devido a problemas ou conflitos na igreja. Sua tônica básica é de cordial afeição e apreço pela congregação. Da saudação inicial (1.1) à bênção final (4.23), a carta focaliza Cristo Jesus como o propósito da vida e a esperança da vida eterna por parte do crente. Nesta epístola, Paulo trata de três problemas menores em Filipos: (1) O desânimo dos crentes ali, por causa da prisão prolongada de Paulo (1.12-26); (2) pequenas sementes de discórdia entre duas mulheres da igreja (4.2; cf. 2.2-4); e (3) a ameaça de deslealdade sempre presente entre as igrejas, por causa dos mestres judaizantes e dos crentes de mentalidade terrena (cap. 3). Em meio a esses três problemas em potencial, temos os ensinos mais ricos de Paulo sobre (1) alegria em meio a todas as circunstâncias da vida (e.g., 1.4,12; 2.17,18; 4.4,11-13), (2) a humildade e serviço cristãos (2.1-16), e (3) o valor incomensurável de conhecer a Cristo (cap. 3).

Características Especiais

Cinco assuntos principais caracterizam esta epístola.

(1) Ela é muito pessoal e afetuosa, refletindo assim o estreito relacionamento entre Paulo e os crentes filipenses.
(2) É altamente cristocêntrica, revelando a estreita comunhão entre Paulo e Cristo (e.g., 1.21; 3.7-14).

(3) Contém uma das declarações cristológicas mais profundas da Bíblia (2.5-11).

(4) É preeminentemente a “Epístola da Alegria” no NT.

(5) Apresenta um modelo de vida cristã dinâmica e resignada, inclusive o viver humilde e como servo (2.1-8); prosseguir com firmeza para o alvo (3.13,14); regozijar-se sempre no Senhor (4.4); libertar-se da ansiedade (4.6), contentar-se em todas as circunstâncias (4.11) e fazer todas as coisas mediante a potente graça de Cristo (4.13).
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

Filipenses: Diferença entre Filipos e Macedônia -Ajuda 2

Filipos

A cidade de Filipos leva o nome de Filipe II, rei da Macedônia, fundada por ele em 356 a.C. Antes, existia nesse lugar um vilarejo traciano conhecido pelo nome grego Krenides ("fontes"), que em 361 a.C. foi tomado por colonos da ilha de Tasos, comandados por um exilado ateniense chamado Calistrato. O maior atrativo desse lugar era o fato de localizar-se nas proximidades das minas de ouro do monte Pangéus, que Filipe fez questão de controlar ao fundar de novo a cidade. Filipos tinha também importância estratégica por constituir a rota terrestre para o Helesponto (Dardanelos) e Bósforo, e portanto, para o interior da Ásia. Lucas descreve Filipos como "a primeira cidade dessa região da Macedônia" — isto é, o primeiro entre quatro distritos em que a Macedônia fora dividida pelos romanos, em 167 a.C. — e acrescenta que se tratava de uma colônia romana (At 16:12). A cidade foi transforma­da em colônia em 42 a.C, pelos líderes romanos Antônio e Otaviano, após obterem vitória ali sobre Bruto e Cássio, os assassinos de Júlio César. Os comandantes vitoriosos estabeleceram um batalhão de solda­dos veteranos em Filipos. Doze anos mais tarde Otaviano, havendo por sua vez derrotado ali as tropas de Antônio na batalha de Actium, instalou na área parte das tropas desbaratadas de Antônio, bem como algumas famílias, às quais despojou a fim de estabelecer também seus próprios soldados veteranos, dando à cidade seu próprio nome: Colônia Júlia Filipense. Três anos depois, quando Otaviano assumiu o título de Augusto, o nome da cidade foi ampliado: Colônia Júlia AugustaFilipense.

Os cidadãos de qualquer colônia romana eram automaticamente cida­dãos romanos; a constituição de uma colônia romana seguia o modelo da cidade-mãe, Roma, havendo um colegiado de dois magistrados na liderança. Na maior parte das colônias esses magistrados eram oficial­mente conhecidos como duo uiri (ouduumuiri iuri dicundo, "dois homens que administram justiça"). Noutras colônias, todavia, preferiam ser chamados pelo título mais distinto de pretor; falando, por exemplo, dos magistrados-chefes de Cápua, na Itália, Cícero observou que "em­bora sejam denominados duo uiri nas outras colônias, estes querem ser chamados de pretores." Parece que isso também era verdade quanto aos magistrados-chefes de Filipos: Lucas se refere a eles usando um termo grego strategoi, equivalente ao título de "pretores" (At 16:22, 35, 36, 38), que ECA traduz "magistrado".

À semelhança dos magistrados-chefes de Roma, os das colônias romanas eram acompanhados pelos lictores, que possuíam fasces, ou molhos de varas, símbolos do cargo. Os lictores que atendiam aos pretores filipenses surgem na narrativa de Lucas sob a designação grega equivalente: rhabdouchoi, literalmente "seguradores de varas", que ECA traduz "quadrilheiros" (At 16:35,38).

Macedônia

Macedônia, território a que Filipos pertencia, era antigo reino da península balcânica, que se limitava ao sul com a Thessália, e a este e nordeste com aTrácia. Quando os persas invadiram a Europa, nos inícios do século quinto a.C, os reis da Macedônia colaboraram com os invaso­res e por isso conseguiram certa independência limitada para si próprios. 


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Apesar disso, o rei macedônico Alexandre I ajudou secretamente as regiões gregas mais distantes, ao sul, que foram atacadas por Xerxes em 480 a.C. Tanto Alexandre I como seus sucessores patrocinaram a cultura grega; o próprio Alexandre, como príncipe coroado da Macedô­nia, teve permissão para competir nos jogos olímpicos (abertos apenas aos gregos), visto que sua família afirmava descender de Argive. Leia também:Filipos, uma igreja repleta de alegria

Por volta do quarto século a.C, a Macedônia fazia parte do mundo grego no que se referia à maior parte das questões práticas. Filipe II da Macedônia (359-336 a.C), mediante diplomacia e conquistas militares, tornou-se senhor das cidades-estados da Grécia. Após seu assassinato, seu filho Alexandre III (Alexandre, o Grande) herdou o domínio greco-macedônico, fazendo dele a base para a conquista da parte ocidental da Ásia (do extremo leste, até o vale do rio Indo) e Egito. Todavia, com a divisão do império de Alexandre, logo após sua morte em 323 a.C, a Macedônia tornou-se outra vez um reino separado.

O reino da Macedônia entrou em conflito com os romanos quando Filipe V (221-179 a.C.) celebrou um tratado com o inimigo deles, Aníbal, durante a segunda guerra cartaginesa. Os romanos foram capazes de suscitar muitas encrencas para Filipe, no lado ocidental do Adriático, de modo que Filipe permaneceu ocupado o tempo todo, enquanto seu tratado com Aníbal deixou de surtir efeito. Quando a segunda guerra cartaginesa aproximou-se do fim, estando Aníbal morto,os romanos encontrara um pretexto para declarar guerra a Filipe. Essa guerra findou em 197 a.C com a derrota de Filipe em Cinocefália, na Thessália central. Daí em diante ele foi obrigado a limitar seu governo à Macedônia, sem poder interferir nos assuntos das cidades-estados gregas mais distantes, ao sul. Perseu, filho de Filipe, por sua vez atraiu as suspeitas de Roma, as quais foram incrementadas pelo seu inimigo, o rei de Pérgamo, e aliado de Roma. Seguiu-se a terceira guerra macedônica (como é chamada pelos historiadores romanos), terminando em 168 a.C. com a vitória dos romanos em Pidna, cidade litorânea ao sul da Macedônia. Foi quando os romanos aboliram a dinastia real da Macedônia e dividiram o reino em quatro repúblicas. Entretanto, em 149 a.C, um aventureiro chama­do Andrisco, declarando ser filho de Perseu, reunificou a Macedônia sob seu comando, por um curto período. Quando os romanos abateram Andrisco, em 148 a.C, decidiram que a única ação a ser tomada com respeito à Macedônia seria anexá-la a uma província. As quatro repú­blicas que vinte anos antes haviam sido estabelecidas, permaneceram como distritos geográficos retendo, porém, pouca importância política.

A fim de consolidar o poderio sobre a nova província, os romanos construíram uma enorme estrada militar, a via Inácia, partindo de Apolônia e Dirráquio, no Adriático, até Tessalônica; mais tarde estendeu-se para o leste, até Filipos, e a seu porto Neápolis (a moderna Cavala), e mais tarde até Bizâncio.

A Macedônia tornou-se assim uma base para maior expansão do poderio romano. Em 27 a.C, ela se tornou província senatorial, pelo imperador Augusto. Seu sucessor, Tibério, colocou-a sob seu controle direto, como província imperial, em 15 d.C, mas Cláudio a devolveu ao senado em 44 d.C. O procônsul (assim se chamava o governador de uma província senatorial) tinha sua sede administrativa em Tessalônica.

Filipenses: Introdução Paulo e os Filipenses -Ajuda 1

Introdução

Que Filipenses foi escrita por Paulo é virtualmente inquestionável. Tradicionalmente, esta carta tem sido colocada ao lado de Colossenses, Filemom e Efésios, como pertencente às "Epístolas da Prisão", escritas por Paulo, cartas que, se pensa, foram escritas em Roma durante os dois anos ou mais que ele pas­sou nessa cidade, em "custódia livre" (libera custodia) ou prisão domiciliar (cf. At. 28:16,30 e s.). As questões mais de­batidas, hoje em dia, são a sua unidade estrutural, o lugar de origem e a fonte e o significado do hino cristológico de 2: 5-11.

Muitos estudiosos acham que Filipen­ses é uma composição de duas ou mais cartas, enquanto outros, de igual com­petência, a consideram como uma unidade estrutural, sem nada mais do que digressões paulinas características. A an­tiga tradição de origem romana foi desafiada pela primeira vez em 1731, porOeder, de Leipzig (Martin, p. 25), e continua a ser uma questão aberta até hoje, sendo sugeridas como alternativas Cesaréia, Éfeso, ou alguma cidade des­conhecida. Teologicamente a maior par­te da atenção se focaliza sobre a chama­da passagem kenótica (2:5-11). Mesmo o tom dominante da carta é discutível, pois de forma alguma é certo que John A. Bengel lhe fez justiça com a sua declara­ção freqüentemente citada: "O resumo da epístola é: 'Eu me regozijo, regozijai-vos.'" Os eruditos, hoje em dia, estão preocupados com a unidade da carta em foco, mas ela mesma se preocupa, do começo ao fim, com a unidade da igreja em Filipos, nota tão forte quanto a nota de alegria.

1. Paulo e os Filipenses

De acordo com Atos 16:12-40, Paulo e seus companheiros missionários fundaram a igreja em Filipos durante a sua chamada segunda viagem missionária (c. 49 d.C), tendo respondido, em Troas, a um chamado para entrar na Macedônia, para ajudar nessa região. A igreja filipense nasceu em uma situação de crise, conheceu dificuldades e perseguição desde o começo (cf. I Ts 2:2), provou ser muito leal a Paulo (cf. Fp 4:14-16), e possivelmente era a igreja que lhe era mais querida.

Filipos recebeu o seu nome de Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande. Ela ficava situada no local de um antigo aldeamento, conhecido comoKrenides (Fontes). Tendo sido original­mente uma aldeia trácia, ela foi fortale­cida em 360 a.C. pelo estabelecimento de um grupo de famílias gregas, vindas deThasos. Em 357, Filipe fez estacionar, ali, uma guarnição Macedônia, fazendo da aldeia uma fortaleza militar, para proteger as minas de ouro vizinhas. Mais tarde, essas minas se exauriram, mas a guarnição era necessária para guardar a importante Via Egnatia, que ligava o Leste e o Oeste. Em 146 a.C, Filipos tornou-se parte da província romana da Macedônia. A sua importância primordial data de 42 a.C, ano em que ela foi a cena da batalha em que Antônio e Otaviano (mais tarde conhecido como Au­gusto César) derrotaram Brutus e Cássio, prevalecendo, desta forma, sobre os ge­nerais republicanos, que se haviam opos­to às ambições de Júlio César. Isto abriu o caminho para a fundação do Império


Leia também:Filipenses: Estudos/Pregações com temas completo


Antônio estacionou uma guarnição de veteranos em Filipos e deu à cidade a condição de colônia, isto é, de estabelecimento militar, com excepcionais privilégios cívicos. Em 30 a.C, Otaviano, tendo derrotado Antônio e Cleópatra em Actium, acrescentaram alguns colonos que falavam latim à população de Filipos. O novo imperador, então, deu à cidade o nome de Colônia Augusta Julia Philippensis (F. W. Beare, p. 6).

Filipos ainda era colônia romana quando Paulo lá chegou. O seu caráter militar e latino é refletido na atitude dos primeiros oponentes de Paulo, ali, homens que se julgavam romanos (At. 16: 21). A sua variedade de religiões e seitas caracterizava a sua natureza pagã. Deuses da Trácia, Grécia, Roma, Anatólia, Síria e Egito eram adorados na cidade. Juntamente com a ampla varieda­de de seitas religiosas, havia muitos clubes particulares, econômicos e sociais como também associações que se dedicavam ao sepultamento das pessoas. O judaísmo também era representado, mas parece que a sua força era mínima.

Não existe nenhuma evidência conclusiva de uma sinagoga judaica em Filipos. Paulo e seus companheiros parece terem estado na cidade durante alguns dias, antes de serem capazes de localizar um pequeno grupo de adoradores, que se reuniam para orar à margem do rio, fora das portas da cidade (At. 16:12, 13). Algumas pessoas consideram esse ajuntamento como uma "sinagoga de missão". Certa mulher de Tiatira, que fazia parte desse pequeno grupo, converteu-se, e parece ter se tornado o principal apoio de Paulo e seus companheiros. Parece que Lídia não era nem judia por nascimento nem prosélita, porém uma gentia temente a Deus, atraída primeiramente para o judaísmo e depois (para o cristianismo. Todavia, esse pequeno grupo de pessoas provou ser incomumente corajoso, leal e generoso, por viver e trabalhar sob as pressões de preconceito anti-semita (At. 16:20). O grupo permaneceu firme em dar a Paulo sustento financeiro e moral, desde os primeiros meses de sua existência como igreja, até a época da generosidade especial, que, em grande parte, motivou a carta que Paulo escreveu, e que está diante de nós na nossa quarta lição (1:5; 4:15-18).

2. Atestação da Carta

Filipenses parece ter sido mencionada em I Clemente, escrita em Roma em 96 d.C. As palavras de Clemente, "no princípio do evangelho", parecem expressar Filipenses 4:15; "Se não andarmos de maneira digna dele" é flagrantemente semelhante a 1:27, especialmente no grego; e também parece haver reflexões de 1:10, 2:15 e 2:5 e ss. A força cumulativa destas citações aparentes parece sugerir que Clemente conhecia esta epístola (Lightfoot, p. 74). Inácio, em sua carta aos romanos (ii), reflete 2:17 em sua frase "derramado como libação para Deus". Em sua epístola aos filadelfianos (viii), a sua admoestação para "nada fazer com espírito faccioso" parece vir de 2:3, da mesma forma como "nem por vangloria", mencionado anteriormente em sua epístola (i). Em sua epístola a Esmirna, Inácio faz derivar "sendo perfeitos, sede também perfeitamente dispostos" de 3:15. Policarpo é o primeiro a referir-se explicitamente ao fato de haver Paulo escrito Filipenses, como se vê na carta que escreveu aos Filipenses (iii,xi). Na verdade, ele disse que Paulo "escreveu cartas" aos filipenses, aparentemente mais que uma. Parece que ele parafraseia o texto da Epístola de Paulo aos Filipenses 2:2-5, 10, 16; 3:18; 4:10; e possivelmente 1:27. A obra judaico-cristã do segundo século, intitulada Os Testamentos dos Doze Patriarcas, parece tomar emprestado de Filipenses 1:8; 2:6-8,15; 3:21. A carta em foco foi incluída no primeiro cânon cristão conhecido, o de Marcião (c. 150 d.C.) e no Fragmento Muratoriano, que preserva o cânon reconhecido em Roma, em cerca de 200 d.C. Esta carta é mencionada por Irineu,Tertuliano e Clemente de Alexandria, como sendo de Paulo.

3. A Questão da Unidade Literária

A mais difícil questão crítica é a da estrutura literária de Filipenses, isto é, se ela é uma unidade ou uma composição. Exceto pela referência de Policarpo ao fato de Paulo ter escrito "cartas" aos filipenses, as evidências são internas. Os eruditos estão divididos em grupos quase iguais a respeito desta questão, e o caso não tem solução. Só em termos dogmáticos pode alguém resolver o debate em favor da unidade da carta ou de sua natureza composta. Ao que parece considerando-a composição de duas ou mais cartas é forte, mas não conclusiva. A responsabilidade de provar precisa ser dos que contestam a sua unidade, mas as provas não são decisivas. Mesmo aqueles que consideram Filipenses como composta de dois ou mais fragmentos afirmam que os componentes foram escritos por Paulo com a possível exceção de 2:5-11. Este texto é considerado, por muitos, como "hino" pré-paulino, mas poucos o considerariam uma interpolação.

O parecer mais forte, em favor da interpolação de um fragmento de outra carta, pode ser observado seguindo-se 3:1. Para muitos estudiosos, a discrepância entre o tom sereno de 3:1a, "Regozijai-vos no Senhor", e as palavras mordazes de 3:2, "Acautelai-vos dos cães; acautelai-vos dos maus obreiros;acautelai-vos da falta circuncisão", é grande demais para ser emendada. A ocorrência de "Quanto ao mais" (to loipon), em 3:1 e 4:8, pode indicar o epílogo de duas cartas. Stephan Le Moyne (Varia Sacra, 11.332, 343) sugeriu que duas cartas foram combinadas em nossa Filipenses, observando o fato de que Policarpo, na sua carta aos filipenses (iii), disse que Paulo lhes havia escrito "cartas". Heirrichs (Novo Testamento de Koppe, 180' propôs que 1:1-3:1 fora escrito à igreja em geral e que 3:2-4:20 aos dirigentes da igreja, sendo 4:21-23 a conclusão da primeira carta (cf. Lightfoot, p. 68). Est.. hipótese tem sido explorada de várias formas por quase dois séculos. Um exemplo moderno é Edgar J. Goodspeed, que propõe que 3:2-4:2 fosse a mais antiga de duas cartas, escrita logo depois que Epafrodito chegou de Filipos com dádivas, e 1:1-3:1 foi a posterior, escrita quando Epafrodito estava a ponto de voltar, depois de uma doença prolongada e quase fatal.

Embora os argumentos para a interpolação sejam ponderáveis, eles não são decisivos. A referência de Policarpo a "cartas" pode ser errônea ou uma redação distorcida de 3:1. A repetição de toloipon não é decisiva, pois pode significar "quanto ao resto" ou "quanto ao mais", bem como "finalmente" (cf. I Ts 4:1; IITs 3:1). Esta expressão pode marcar nada mais do que uma transição, e não, necessariamente, a conclusão de uma obra.

Mais substantiva é a abrupta mudança de tom e de assunto depois de 3:1a. Isto pode indicar uma interpolação. Embora nenhum manuscrito existente apresente variantes ao texto familiar, há literalmente, milhares de variantes textuais em obras bíblicas, e algumas delas são extensas (v.g.) Mc 16:9-20). Visto que há muitas perturbações textuais conhecidas, não se pode, a priori, excluir essa possibilidade, mesmo que manuscritos existentes não apresentem tal evidência. Porém a causa da interpolação é enfraquecida pelo fato de os eruditos, depois de quase duzentos anos de estudo, não terem conseguido chegar a um acordo com respeito ao número de interpolações ou mesmo quanto à extensão da interpolação suspeitada, que começa no capítulo três. Estes exemplos não exaurem a teoria de divisões na carta. Será que as "suturas" entre as cartas não deviam ser mais aparentes? Entre os eruditos modernos que têm considerado Filipenses como uma só carta, sem interpolações, estão M. Dibellius, C. H. Dodd, G. S. Duncan, E. Haupt, W. G. Kümmel, E. Lohmeyer e E. F. Scott.

Um colega, Professor Harold S. Songer, sugere que, mais plausível do que interpolação, é a possibilidade de uma excisão ou perda de alguma parte da carta seguindo-se a 3:1 (cf. Lightfoot, p. 136-140). Isto explicaria a rude sutura no começo da omissão sem nenhuma sutura igualmente aparente no fim da seção perdida. Uma inserção no meio de um parágrafo causaria duas suturas, mas a perda do fim de um parágrafo causaria apenas uma.

Poucas das cartas de Paulo têm es­capado às teorias de extensas interpolações e ou abreviações (cf. II Co, especialmente). Pode ser que os editores modernos estejam tentando impor a Paulo padrões literários a que ele nunca se submeteu. Paulo reconhecia que apresentava rudeza no falar (II Co 11:6), e grande parte dos seus escritos também pode ter sido caracterizada por rudeza. Ele era capaz de um estilo elegante, mas parece ter-se preocupado muito pouco com isso. Os seus envolvimentos emocionais eram fortes, e o seu estilo muitas vezes refletia a sua disposição mutável e intensas emoções. Mais do que tudo, 3:7-14 parece referir-se a 2:5-11, ligando as duas massagens mais freqüentemente disputadas. Em vista destes fatos e da indecisão das teorias de repartição, pensa-se que aqui é melhor tentar entender a carta como ela nos veio, e não em termos de reconstruções grandemente questionáveis.

4. Lugar e Data em Que a Carta Foi Escrita

A tradição de que esta carta foi escrita em Roma remonta aos prólogos marcionitas do segundo século, em que se diz que o apóstolo escreveu aos filipenses "de Roma, da prisão, através de Epafrodito". No quarto século, Crisóstomo ligou Filipenses, Efésios, Colossenses e Filemom, mediante a característica de cartas de Paulo da prisão, todas escritas em Roma. Esta posição permaneceu indisputada até o século XVIII e continua a ser mantida por eruditos como Beare, Dodd,Guthrie, Heard, Jülicher, Rahtjen e J. Schmid. Em 1731, Oeder, de Leipzig, e depois, em 1799, H. E. G. Paulus propuseram Cesaréia como o lugar de origem; e, em 1897 (e em 1923), Adolf Deissmann sugeriu Éfeso, seguido por H. Lisco, em 1900. Nenhum erudito contesta o fato de que esta carta proveio de uma prisão. Conferindo-se Atos 23:23-26:32 e 28:14-31, sabemos que Paulo foi preso em Cesaréia e Roma. Um período de prisão em Éfeso é possível, mas não pode ser provado.

As expressões "guarda pretoriana" (1:13) e "casa de César" (4:22) parecem indicar Roma. Em Roma, Paulo esteve em prisão domiciliar, mas era guardado por soldados, aparentemente da guarda pretoriana. Todavia, pretório pode referir-se a situações fora de Roma. Este termo foi usado, a princípio, para desig­nar a tenda em que o pretor e seu pessoal viviam, quando acampados, e, mais tarde, passou a designar a residência oficial do governador (cf. Mt 27:27; At. 23:35). Este termo pode referir-se a acampamentos pretorianos, mas, visto que os soldados imperiais se encontravam por todas as províncias imperiais, não se pode chegar a nenhuma conclusão quanto a esta referência em Filipenses. A mesma ausência de conclusão pode-se encontrar com respeito à casa de César, que pode referir-se a escravos imperiais emancipados, em Roma ou em qualquer outro lugar.

A distância entre Filipos e o lugar de origem é um fator a ser considerado. É possível que se subentendessem quatro viagens entre os filipenses e o lugar em que Paulo estava preso: (1) notícias da prisão de Paulo chegam a Filipos; (2) a vinda de Epafrodito, com ofertas, de Filipos; (3) o relatório dado, em Filipos, a respeito da enfermidade de Epafrodito; e (4) Epafrodito fica sabendo que os filipenses estavam preocupados com a sua saúde. As viagens entre Filipos e Éfeso eram muito mais fáceis e rápidas do que para Roma ou Cesaréia. Por outro lado, os períodos de prisão de Paulo em Roma e Cesaréia foram suficientemente longos para permitir quatro viagens, se tal fato é, na verdade, sub­entendido.

Discute-se que, quando Paulo escreveu a Epístola aos Romanos, planejava visitá-los a caminho da Espanha (15:28), mas que Filipenses não expressa esse plano. Este argumento tem pouca força, pois, se Filipenses foi escrita em Roma, vários anos de prisão em Cesaréia e Roma, juntamente com outras mudanças, poderiam facilmente ter alterado os seus planos. O anseio por ver velhos amigos novamente poderia ter mudado facilmen­te a sua atenção para Filipos, fosse de que prisão ele estivesse escrevendo.

As condições de encarceramento de Paulo, refletidas em Filipenses, são consentâneas com o que se conhece a respeito da prisão domiciliar entre os romanos. Paulo estava esperando um julgamento que poderia determinar a sua execução ou a sua libertação. Não há evidência de que ele enfrentava o perigo de execução em Cesaréia, e nada se sabe a respeito de um período de aprisionamento em Éfeso. A liberdade de Paulo para escrever uma carta como Filipenses, possivelmente com a ajuda de um amanuense, expressa a liberdade que ele gozava em sua prisão domiciliar em Roma. A necessidade de ajuda como a que lhe foi propiciada pelos filipenses é mais compreensível em Roma do que em Éfeso, que fora sua base de operações por quase três anos. Em Cesaréia, parece que tal ajuda lhe estaria mais à mão do que em Filipos. Que o seu encarceramento "contribuiu para o progresso do evangelho" (1:12) de maneira tão signiticativa fala mais a favor de Roma do que de Cesaréia ou Éfeso.

Um argumento ponderável, ao se datar e localizar Filipenses, é a sua comparação com Efésios, Colossenses e Filemom, por um lado, e com as cartas aos Tessalonicenses, Gálatas, Coríntios e Romanos, por outro lado. Alguns comentaristas dizem que as afinidades são maiores com este último grupo, sugerindo, assim, uma data anterior para Filipenses. Por qualquer sistema de datação, Filipenses se coloca ligada frouxamente ao lado das chamadas epístolas da prisão. Ela pode ter sido escrita na mesma prisão, mas em época diferente, antes ou depois das outras três. Embora se presuma freqüentemente que os oponentes do capítulo 3 sejam judaizantes, este fato não é claro. Eles podiam ser cristãos judeus ou judeus não-cristãos. Há também algumas evidências de um grupo "perfeccionista", de pseudo-espiritualistas, entre os oponentes de Paulo. Não há evidências de que problemas com judaizantes ou super-espiritualistas, expressos especialmente nas Epístolas aos Coríntios, tenham-se desvanecido antes da prisão de Paulo.

Se Filipenses foi escrita de Êfeso, a data foi cerca de 54-55 d.C. Se de Cesaréia, a data foi cerca de 56-57, embora a cronologia paulina exata se nos escape. Se de Roma, a data poderia ser o fim da década de 50 ou começo da de 60 d.C, dependendo da data dada para a sucessão de Félix, por Festo. Considerando-se todos os dados, a prisão em Roma permanece a melhor possibilidade, mas a questão precisa permanecer aberta, enquanto esperamos mais luz.

5. Ocasião e Objetivo

Desde a época de John A. Bengel (d. 1752), Filipenses tem sido conhecida como a carta da alegria: summa epistolae; gaudeo, gaudete ("O resumo da epístola é: eu me regozijo, regozijai-vos."). Mas esta declaração exagera o caso. A nota de alegria é enfática (16 vezes), e é muito significativo o fato de que ela soava de uma prisão e da perspectiva de uma possível morte, e é proclamada para uma igreja que conhecera perseguição e dificuldades todos os seus dias. A nota de alegria se encontra nela, mas há uma nota, igualmente forte, de preocupação acerca de "murmuração" e "contendas" (2:14) e ruptura real de comunhão na igreja (4:2 e s.). Paulo conhecera a agonia das divisões, ocorridas anteriormente entre os coríntios, e a sua missão a Jerusalém com a oferta provinda principalmente de igrejas gentílicas tinha o desígnio de levar as igrejas e os cristãos judeus e gentios a uma comunhão mais íntima. Não há evidências de que a igreja em Filipos tenha chegado a um estágio crítico, de desunião, mas certamente Paulo via uma ameaça no horizonte, e procurou dissuadi-la (cf. 1:27; 2:1-4).

Pode presumir-se que, juntamente com a sua gratidão aos filipenses e sua alegria por suas virtudes, havia também grave apreensão a respeito de sinais de crescente conflito e desunião no seio da igreja, várias passagens de Filipenses têm um novo significado e também uma continuidade maior dentro da carta se torna aparente. Paulo já vira que, por debaixo de todos os problemas superficiais existentes em Corinto, estava o problema-raiz de egocentrismo, falsa sabedoria mundana ou autoconfiança, amor-próprio e auto-afirmação. Contra esses problemas ele proclamara a sabedoria de Deus, o amor que alcançava a sua mais excelsa manifestação de autonegação e auto-sacrifício na cruz. Não refulgem esses mesmos pressupostos por toda a carta? Por detrás da dissensão entre Evódia e Síntique(4:2) estava o egoísmo. Por detrás da murmuração e das ambições dos que utilizavam a "falsa circuncisão" (3:2) e por detrás da pregação contra a "inveja e contenda" (1:15,17) estava o mesmo egocentrismo (2:1-4).

Contra essa pregação, pobremente motivada, quer em Roma ou em outro lugar, e contra o egoísmo que se auto-afirmava em Filipos, Paulo oferece o exemplo de Cristo (2:5-11), o exemplo de Timóteo (2:19-24) e o exemplo de Epafrodito (2:25-30). A esses, ele também acrescenta o seu próprio exemplo, ao se voltar dos alvos egoísticos para as reivindicações de Cristo (3:4-21).

O principal apelo de Paulo em favor da renúncia do egocentrismo, que estava por detrás da murmuração, das contendas e da divisão, tinha em vista que se adquira a mente de Cristo Jesus (2:5-11). Aqueles que rejeitam a "teoria do exemplo" interpretam erradamente, esta passagem, como sendo dirigida especialmente ao tema da humildade. Se este fosse o tema desta passagem, seguir-se-ia que tentar ser humilde é ser derrotista. Porém a preocupação desta passagem é, no máximo, incidentalmente, com hu­mildade. O que é apresentado como exemplo é a disposição de Cristo de abrir mão dos seus direitos privilegiados, no seu afã de servir a Deus e aos homens. É deste exemplo de total abnegação e sacrifício que os filipenses precisavam. Como poderiam Evódia e Síntique continuar a sua contenda na presença da­quele que abrira mão dos seus direitos e privilégios por amor aos outros? Este "hino" não é uma interpolação; ele está umbelicalmenteligado à preocupação básica da carta.

Contra este pano de fundo, os exemplos de Timóteo e Epafrodito tornam-se mais claros, quanto ao seu, significado. A única coisa que Paulo recomenda, em Timóteo, é o fato de ele "sinceramente cuidar" dos outros e a sua recusa em cuidar ou "buscar o que é seu" (2:20 ss.). O que é enfatizado a respeito de Epafrodito é ele ter arriscado a sua vida para completar o serviço dos filipenses em favor de Paulo (2:30).

O motivo imediato da carta foi dar contas do generoso ministério dos filipenses em favor de Paulo, tratar dos incipientes problemas de divisão e advertir contra a séria ameaça de alguns "maus obreiros" (3:2), cuja precisa natureza do seu caráter e mensagem não está clara. É uma carta de alegria e gratidão. É também uma epístola de angústia, preocupação e apreensão.


Leia também:Filipos, uma igreja repleta de alegria
Bibliografia F. Stagg

1 de dezembro de 2015

Notícia :MP abre ação contra Haddad por suposto desvio de dinheiro

O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com uma ação civil pública na Justiça contra o prefeito Fernando Haddad (PT), o secretário municipal de Transporte, Jilmar Tatto, o ex-Secretário Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico, Marcos de Barros Cruz e o Secretário Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico, Rogério Ceron de Oliveira, por desvio de finalidade na utilização do fundo que cuida do dinheiro arrecadado com a aplicação de multas de trânsito na capital.

A ação é movida pela Promotoria do Patrimônio Público e, segundo o promotor Marcelo Milani, o prejuízo aos cofres públicos é de pelo menos R$ 617 milhões. Uma das alegações é que a administração municipal não destina os recursos para a educação no trânsito e o objetivo principal é apenas arrecadar recursos com as multas. Haddad e os demais secretários podem ter os bens bloqueados pela Justiça.

Algumas das peças da ação são um vídeos que mostram agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e guardas civis metropolitanos (GCMs) nas ruas da capital aplicando multas sem se preocupar em orientar os motoristas.

Um dos vídeos, a que o jornal O Estado de S.Paulo teve acesso, mostra dois GCMs na Marginal do Pinheiros, próximo da Ponte Eusébio Matoso. Um deles está atrás de uma árvore usando o radar móvel em forma de pistola, enquanto o outro fica na cobertura. A postura dos guardas, segundo policiais ouvidos pela reportagem, é como se estivessem em uma troca de tiros com bandidos. Depois, os GCMs trocam de posição.

No site da prefeitura consta que este ano R$ 904 milhões foram direcionados ao Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito (FMDT). A gestão Haddad gastou R$ 615,8 milhões com a CET em serviços de engenharia de tráfego; R$ 49,6 milhões em manutenção do controle e fiscalização; R$ 30,5 milhões em policiamento, entre outros gastos.

Segundo o Código Nacional de Trânsito, 5% da arrecadação deve ser destinada ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Fuset), fato que é questionado pela Promotoria. Depois da implantação da redução da velocidade nas vias da cidade, a prefeitura anunciou que a previsão de arrecadação este ano com multas de trânsito subiu de R$ 901 milhões para R$ 1,19 bilhão.

Em nota, a prefeitura afirmou que “trata-se de uma questão de compreensão por parte do Ministério Público do que é segurança e educação de trânsito. No entendimento da administração municipal, os recursos foram aplicados corretamente e com transparência, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, com a lei municipal 14.488/2007, o decreto 49.399/2008 e as portarias 1483/08, 163/13, 198/14 e 133/2015 que regulam o Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito. Esse padrão foi seguido por todas as administrações anteriores. Causa estranheza que o MP tenha ajuizado ação apenas contra esta gestão.”
Fonte: Notícias ao Minuto

Notícia: “Milagre”: recém-nascida é curada de tumor no cérebro após família e amigos orarem a Deus

Uma menina recém-nascida foi diagnosticada com suspeita de tumor no cérebro, e a família, cristã, resolveu apelar às orações a Deus para que ela fosse curada. E os médicos confirmaram o desaparecimento repentino dos indicadores que haviam levantado a suspeita.

A bebê, chamada de Paisley, foi levada aos médicos pelos pais depois que eles notaram uma inclinação no lado esquerdo de seu rosto. Para entender o que seria, foram ao Hospital Infantil de Cincinnati, em Ohio (EUA).

Lá, os médicos descobriram uma massa próxima à base do cérebro da pequena Paisley, e disseram aos pais que aquilo poderia ser um tumor. Diante desse diagnóstico inicial, os pais pediram orações aos amigos e familiares, para que ela fosse curada, enquanto os médicos preparavam o procedimento de biópsia.

No entanto, quando os médicos foram iniciar a microcirurgia para detectar se a massa era realmente um tumor maligno, não a encontraram no lugar.

“Assim que ele [o médico] entrou, se sentou e estava apenas balançando a cabeça”, disse a mãe de Paisley, Carissa Hatfield, comentando a atitude do médico ao revelar a boa notícia. “Ele disse: ‘Suas orações devem ter funcionado, porque quando eu fui fazer a biópsia não havia nada’”, contou a mãe, de acordo com informações do Christian Post.

Nas diversas entrevistas concedidas sobre o caso, os pais consideram que o desaparecimento da massa é o resultado de uma “intervenção divina”. E o hospital não possui nenhuma explicação diferente: “Os médicos que acompanhavam o caso da criança esperavam pelo pior, ou seja, um tumor maligno. Mas quando os cirurgiões chegaram ao local onde o tumor suspeito era visível na varredura, não encontraram nada. Eles não poderiam estar mais felizes para contar a boa notícia à família Hatfield”, informou o hospital, em um comunicado.

O pai da menina, Matt Hatfield, disse ser um “servo de Deus” e que sua filha foi alvo de uma “cura verdadeira”, um “milagre”.

Fonte:Christian Post///Leia também:AH.Com Notícias

Notícia - Igreja Católica pode canonizar 30 brasileiros mortos em confronto com protestantes; Entenda

Monumento aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante (RN)

O arcebispo católico dom Jaime Vieira Rocha, responsável pela Arquidiocese de Natal (RN), enviou um pedido ao papa Francisco para que 30 brasileiros – 28 fiéis e dois padres – sejam canonizados de uma vez só.

Esses 30 católicos foram mortos durante um conflito religioso em 1645 nas cidades de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, por tropas a serviço dos holandeses, protestantes, que dominavam uma extensa área do estado de Pernambuco à época.

De acordo com dom Jaime, a canonização tem grandes chances de acontecer: “O papa manifestou interesse na canonização, que poderá ser feita por decreto, sem exigência de milagres, porque os mártires foram mortos por confessarem a fé católica”, disse, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Esse grupo de 30 católicos já foram beatificados há quinze anos, pelo papa João Paulo II, durante uma cerimônia na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Relatos históricos apontam para o fato de que o massacre foi executado por índios tapuias e potiguares, que atuavam com treinamento e comando das tropas holandesas. O comandante do grupamento era Jacob Rabbi, um alemão contratado pela Companhia das Índias Ocidentais Holandesas.

Como evento marcante da época, a história do caso virou alvo de pesquisa de dois museus diferentes: a Torre do Tombo, em Portugal, e o Museu de Ajax, na Holanda. “Segundo documentos sobre o episódio, os holandeses sob o comando de Jacob Rabbi ofereceram aos católicos a opção de salvar a vida, se eles se convertessem ao calvinismo [uma das vertentes do protestantismo], mas eles se recusaram”, afirmou o padre Júlio César Souza Cavalcante, da Arquidiocese de Natal.

Os dados existentes sobre o conflito são parciais, incompletos e contraditórios. O que historiadores admitem é que o massacre desencadeou uma revolta de brasileiros e portugueses contra os holandeses, o que ajudou na expulsão destes de Pernambuco.
Outro lado

De acordo com Danilo Fernandes, blogueiro editor do Genizah, o episódio é apresentado de forma parcial, ignorando relatos sobre os abusos que teriam sido cometidos pelos católicos.

“Há fontes discordantes sobre o episódio. Inclusive, centenas de índios convertidos à reforma terminaram martirizados com o fim do Brasil holandês. Índios potiguares ficaram ao lado dos holandeses porque ganharam liberdade e um status que não dispunham diante da Coroa Portuguesa. Receberam postos de liderança no Brasil holandês e conheceram o Evangelho. Passaram a servir em todos os campos, inclusive militar, e lutaram contra a resistência portuguesa, o que foi o caso presente. O Mackenzie tem boas obras sobre o Brasil holandês”, escreveu.

O conflito entre católicos e protestantes calvinistas não se resume ao massacre de Cunhaú e Uruaçu. Um missionário francês, chamado Jacques Le Balleur, que havia sido enviado ao Brasil por João Calvino em 1557, para difundir a fé protestante.

Balleur celebrou o primeiro culto evangélico do Brasil em 10 de Março de 1557, e a primeira Ceia Memorial no dia 21 do mesmo mês. O missionário enfrentou a resistência de padres jesuítas, o que terminou com sua prisão dois anos depois.

Já em 1567, após oito anos de torturas na prisão, o governador-geral do Brasil à época, Mem de Sá, condenou Le Balleur à morte por confessar o cristianismo protestante.

A execução do missionário aconteceu na presença do padre espanhol José de Anchieta, fundador da cidade de São Paulo e canonizado pela Igreja Católica em 2014.

Anchieta teria ficado incomodado com a falta de convicção do carrasco em tirar a vida do missionário, já que este não havia praticado crime algum, segundo o ex-padre Aníbal Pereira dos Reis escreveu no livro “O Santo que Anchieta Matou”.


///Leia também:AH.Com Notícias

Para pôr fim à situação, Anchieta teria tomado à frente do carrasco e decidido dar cabo da vida do missionário ele próprio: “E porque o carrasco, talvez condoído, sem coragem de apressar a morte da vítima inocente, ele mesmo, José de Anchieta, acaba de matá-lo, dizendo, ufano, ao carrasco acovardado: ‘Eis aí como se mata um homem!’“, afirmou André Heullard, católico, de acordo com informações do Holofote.net.