2 de outubro de 2015

Notícia - Ministério Público propõe ação de improbidade contra Renan

Promotores tentam há dois anos obter dados sobre cargos de apadrinhamento político e o salário de servidores do Senado Federal

O Ministério Público Federal no Distrito Federal apresentou uma ação por improbidade administrativa contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por considerar que o político omitiu informações que podem embasar a investigação de irregularidades e desvio de função na ocupação de cargos comissionados na Casa.

Desde outubro de 2013, o Ministério Público tenta obter de Renan dados como a quantidade de cargos de apadrinhamento político, o salário desses servidores e se existe algum método de controle do horário de expediente e da atividade desenvolvida pelos servidores não concursados. Para os investigadores, ao ignorar os pedidos de esclarecimento, Renan cometeu o crime de improbidade administrativa e, por isso, deveria ser condenado a penas como perda da função pública, suspensão de direitos políticos por até cinco anos e o pagamento de multa.

“O que se demonstrou foi o reiterado descumprimento da requisição formulada pelo Ministério Público Federal, o que impediu a adequada instrução do inquérito civil que tem por objeto apurar supostas irregularidades ocorridas no Senado Federal, no que tange à contratação exagerada de servidores comissionados, acarretando possível dano ao patrimônio público. Portanto, grave, sem dúvida, é a lesão a interesse federal causado pela conduta do requerido. (…) Quanto maior a procrastinação do presidente do Senado Federal em prestar as informações necessárias, maior será a delonga de uma atuação eficaz do Ministério Público Federal, o que acarretará a consequente manutenção das contratações de comissionados, de maneira irregular e exagerada, com irremediável dano aos cofres públicos”, diz a peça de acusação.

O caso foi encaminhado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem caberá dar encaminhamento ou arquivá-lo.
Fonte: Veja

1 de outubro de 2015

Lições Bíblicas - A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

A Bíblia pode ser acessada online
através deste site.Almeida Revista e Atualizada

--Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil. através deste site



Lição 1: Uma mensagem à Igreja Local e à Liderança
Lição 2: O Evangelho da Graça
Lição 3: Oração e recomendação às mulheres cristãs
Lição 4: Pastores e Diáconos
Lição 5 : Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério
Lição 6 : Conselhos gerais
Lição 7 : Eu sei em quem tenho crido
Lição 8 : Aprovados por Deus em Cristo Jesus
Lição 9: A corrupção dos últimos dias
Lição 10: O líder diante da chegada da morteLição 11: A organização de uma Igreja local
Lição 12: Exortações gerais
Lição 13: A manifestação da Graça da Salvação



Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2Tm 2.15)

Leia também:Primeira carta do Apostolo Paulo aos Coríntios



Notícia - CPI do BNDES blinda convocação de Lula

Em sessão nesta quinta-feira (1), deputados da CPI do BNDES blindaram o ex-presidente Lula de convocação para prestar depoimento sobre sua atuação para facilitar negócios de empreiteiras brasileiras no exterior, por meio de financiamentos do banco de fomento.

Um requerimento de autoria dos deputados Miguel Haddad (PSDB-SP) e Betinho Gomes (PSDB-PE) pedindo a convocação de Lula teve assinaturas suficientes para entrar em pauta na reunião desta quinta. No entanto, o presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), questionou o fato de parte das assinaturas serem de suplentes, e não dos próprios deputados, o que, segundo dele, fere o regimento.

Com a negativa em relação às assinaturas, a simples entrada do requerimento na pauta do dia precisou de votação dos deputados presentes. Mas a maioria, composta por petistas e aliados, blindou o ex-presidente. Foram 16 votos contra a entrada do requerimento na pauta, e 11 a favor.
Fonte: Veja

Lição 1: Gênesis, o livro da Criação Divina

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis
TEXTO ÁUREO

“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

VERDADE PRÁTICA

Sem o livro de Gênesis, as grandes perguntas da vida ainda estariam sem resposta.
LEITURA DIÁRIA

Segunda — Gn 1.1
Deus cria, no princípio, os céus e a terra

Terça — Gn 2.7
A criação do ser humano, obra prima da criação
Quarta — Gn 3.1-7
A Queda do homem e a entrada do pecado no mundo

Quinta — Gn 7.1-12
A maldade humana se multiplica e Deus ordena o dilúvio

Sexta — Gn 12.1-3
Deus chama Abraão e dá início à nação de Israel

Sábado — Gn 45.5
José, o governo da providência divina

LEITURA BÍBLICA

Gênesis 1.1-10,14,26.
1 — No princípio, criou Deus os céus e a terra.

2 — E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

3 — E disse Deus: Haja luz. E houve luz.

4 — E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

5 — E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro.

6 — E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

7 — E fez Deus a expansão e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi.

8 — E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo.

9 — E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.

10 — E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.

14 — E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.

26 — E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.

HINOS SUGERIDOS

216, 526 e 527 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Apresentar um panorama geral do livro de Gênesis.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apresentar o tema, data, autoria e local do livro de Gênesis;
II. Conhecer os objetivos do livro de Gênesis;
III. Explicar o conteúdo do livro de Gênesis.

INTERAGINDO

Neste último trimestre do ano estudaremos a respeito do livro de Gênesis. O autor deste primeiro livro do Pentateuco é Moisés. Mediante o estudo desse livro respondemos a duas grandes perguntas da humanidade: “Quem criou o universo?” e “De onde viemos?”. Os principais temas do livro de Gênesis, que serão estudados ao longo das lições são: A criação, a Queda, o dilúvio, o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel.

Que o Deus que tudo criou o abençoe, e que você tenha experiências marcantes mediante o estudo do livro de Gênesis.

INTRODUÇÃO

Sem o Gênesis, não teríamos condições de responder às grandes perguntas da vida: “Quem fez os céus e a terra?” e “De onde viemos?”. Tendo em vista a sua importância à nossa fé, começaremos a estudar, a partir de agora, essa porção tão querida das Sagradas Escrituras.

Que o Senhor nos ajude a entender a sua obra criadora e os propósitos da sua criação. E que o Espírito Santo nos ilumine com as histórias e doutrinas do livro que, escrito há três mil e quinhentos anos, jamais perdeu a influência e a atualidade.

Estude metodicamente o Gênesis. Destaque as partes que mais lhe tocarem o coração, aplicando-as à sua vida. Você comprovará a eficácia desse livro da Bíblia em seu cotidiano.

PONTO CENTRAL

O livro de Gênesis responde as grandes pergunta da vida: “Quem criou o universo?” e “De onde viemos?”.

I. TEMA, DATA, AUTORIA E LOCAL

Neste tópico, buscaremos algumas informações bibliológicas sobre o primeiro livro da Bíblia Sagrada.

1. Tema. O tema de Gênesis pode ser resumido em seu primeiro versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). O assunto central do livro, portanto, é a origem divina dos céus, da terra, da humanidade e do povo de Israel.

2. Data. A cronologia de que dispomos indica que o Gênesis foi escrito no século 15 antes do nascimento do Salvador. É a obra mais antiga a chegar-nos integralmente às mãos. Dos textos mesopotâmios e egípcios, por exemplo, só nos restam fragmentos confusos e bastante duvidosos. Quanto ao Gênesis, nós o temos em sua integridade.

3. Autoria. As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44). Inspirado pelo Espírito Santo, ele selecionou as narrativas orais e os registros genealógicos conservados pelos hebreus, redigindo-os como um todo homogêneo, coerente e lógico. Trata-se de um texto confiável e sem contaminação mitológica. Jesus mesmo atestou-lhe a historicidade (Mt 19.4-6; Lc 11.51). Sua inspiração divina é incontestável.

4. Local. O livro de Gênesis foi escrito durante a peregrinação dos filhos de Israel rumo à Terra Prometida, isto é, entre o Egito e o deserto do Sinai (Êx 24.4).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

O tema central do livro de Gênesis se encontra no primeiro capítulo e versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Reproduza o esquema abaixo. Para introduzir a aula faça as seguintes indagações: “Quem é o autor do livro de Gênesis?”; “Qual o objetivo do livro?”; “Quais são os principais temas abordados pelo autor?”. Explique que fazer e responder estas perguntas é fundamental para a compreensão de qualquer livro da Bíblia.
II. OBJETIVOS DO GÊNESIS

Todos os livros da Bíblia Sagrada foram escritos com objetivos bem definidos, pois o propósito de Deus sempre foi a redenção plena de Israel e dos gentios (2 Tm 3.16). Na leitura de Gênesis, ressaltamos dois intuitos divinos.

1. Fortalecer a fé da geração do êxodo. Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel que, resgatada do Egito, peregrinava em direção a Canaã. Na redenção dos hebreus, o Espírito Santo usou não somente a doutrina do Único e Verdadeiro Deus, mas também a narrativa da salvação (Êx 3.14-16).

Os israelitas, pois, careciam inteirar-se de uma grande verdade: o mesmo Senhor, que criou todas as coisas e se revelou a Abraão, era poderoso o bastante para introduzi-los na Terra Prometida (Êx 3.17). Eles precisavam saber, igualmente, que a região de Canaã pertencia-lhes por direito, como atestam as várias escrituras de posse registradas em Gênesis (Gn 12.1; 15.18; 17.8; 26.3; 28.13; 50.24).

2. Responder às grandes perguntas da vida. Paulo sabia como empregar as verdades do Gênesis. No Areópago de Atenas, ele deixou bem patente aos filósofos que o Deus Desconhecido, tão venerado pelos gregos, era de fato o Criador de todas as coisas (At 17.19-31). Além de evangelizá-los, o apóstolo respondeu-lhes as grandes perguntas da vida: “Quem fez o Universo?”; “E de onde viemos?”. Até então, eles haviam buscado respostas em seus poetas e filósofos, mas a mitologia é incapaz de satisfazer-nos à sede espiritual.

Na proclamação do Evangelho, faz-se necessária a evocação de três verdades que se acham em Gênesis: 1) Deus criou os céus, a terra e o homem; 2) Em Adão, todos pecamos, tornando-nos réus da morte eterna; 3) Entretanto, Deus providenciou-nos eficaz salvação através da semente da mulher: Jesus Cristo, nosso Salvador.

A leitura do Gênesis nunca se fez tão necessária como nos dias de hoje. Nossas crianças precisam saber quem fez todas as coisas. O que eles veem não é obra do acaso; é criação divina. Se não formos precavidos, doutrinas fúteis, como o evolucionismo, lhes roubarão a fé salvadora.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Um dos objetivos de Moisés ao escrever o livro de Gênesis, era fortalecer a fé da geração do êxodo mostrando que Deus é o grande criador dos céus, da Terra e do homem.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Gênesis leva-nos a retroceder além da história oficial. Pela revelação, desvenda a origem tanto do universo quanto do ser humano. A introdução da mensagem do livro da criação é a seguinte: para entender quem somos de onde viemos, precisamos começar a partir de Deus.

Existem realmente apenas duas maneiras de entender a origem de todas as coisas. Uma pessoa pode ver tudo como resultado de um acaso fortuito operando num universo impessoal ou como obra artesanal de uma pessoa talentosa. Gênesis contundentemente corrobora com a segunda posição. O livro da Bíblia associa a criação do universo a um Deus pessoal. Retrata os seres humanos como incomparáveis, criações especiais desse Deus. Gênesis explica ainda a origem do pecado e do mal, afirma a responsabilidade moral do homem e lança a base para a doutrina da redenção.

O livro de Gênesis registra a história dos hebreus, um povo escolhido por Deus para servir como um canal de bênçãos a todo o mundo. Promessas especiais dadas a Abraão, o grande patriarca, são evidências que Deus tem um propósito permanente para o homem.

Este livro dá subsídios que favorecem o entendimento das Escrituras. A Bíblia inteira fala do contexto definido em Gênesis. Deus é Deus e preocupa-se unicamente com os seres humanos. Ele julgará o pecado. No entanto, coloca em ação um processo capaz de trazer os pecadores de volta ao santo caminho. Em um grande plano para benefício da humanidade, revelado no chamado de Abraão, o Senhor demonstra a maravilha do seu infinito e redentor amor” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia:Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.22).

III. O CONTEÚDO DO GÊNESIS

O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com o início da História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos, adotaremos uma divisão mais analítica.

1. Criação. Em seus dois capítulos iniciais, o autor sagrado mostra como vieram a existir os céus, a terra e a humanidade. Tudo quanto vemos, e também o que não podemos ver, foi criado por Deus (Gn 1-2).

O capítulo dois é dedicado à criação do homem e da mulher e à instituição do casamento. Temos aqui uma história real, e não uma parábola como alegam os incrédulos.

2. A Queda e a degradação humana. Nos capítulos três, quatro e cinco, vemos como o pecado foi introduzido no mundo e as suas terríveis consequências. Em meio a essa tragédia, porém, o Senhor anuncia a redenção da humanidade através da semente da mulher (Gn 3.15).

3. O dilúvio. Devido à degradação da raça humana, o Senhor decreta o fim da primeira civilização. A descendência de Adão, porém, seria preservada por intermédio de Noé (Gn 6-8).

4. O recomeço da civilização. Passado o grande dilúvio, Noé dá início a um novo ciclo civilizatório. A história do recomeço é contada dos capítulos nove a 11 de Gênesis. Dessa forma, o clã noético acaba por gerar nações, línguas e culturas diferentes.

5. A origem da nação de Israel. A partir do capítulo 12 até ao fim do livro, o autor sagrado dedica-se à formação da nação de Israel. A história do povo eleito, no Gênesis, tem início com Abraão e encerra-se com José.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Podemos encontrar no livro de Gênesis temas como a Criação; Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Sete características principais assinalam Gênesis. (1) Foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (com possível exceção de Jó) e registra o começo da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção. (2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo, maior que o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo hebreu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do AT. (3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de Deus, e não um processo independente da natureza. Cinquenta vezes nos capítulos 1-2, Deus é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador. (4) Gênesis é o livro das primeiras coisas -a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante. (5) O concerto de Deus com Abraão, que começou com a chamada deste (12.1-3), foi formalizado no capítulo 15, e ratificado no capítulo 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia. (6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel. (7) Revela como os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento central do Antigo Testamento” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1991, p.29).

CONCLUSÃO

Veja como são contrastantes o primeiro e o último versículo de Gênesis. Na abertura do livro, um toque de indescritível alegria: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). No último, uma nota de condolências: “E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito” (Gn 50.26).

Apesar do luto que encerra o Gênesis, todos, judeus e gentios, somos chamados a herdar a vida eterna. Foi o que o Senhor prometeu a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Essa promessa é disponibilizada aos que creem em Jesus e receberam o perdão de seus pecados.

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis:

Quem escreveu o Gênesis?

As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44).

Quais foram os leitores imediatos do Gênesis?

Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel.

Discorra sobre os dois principais objetivos do Gênesis.

Os dois principais objetivos do livro de Gênesis são: Fortalecer a fé da geração do êxodo e responder as grandes perguntas da vida.

Qual o conteúdo do livro de Gênesis?

O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com a História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos nossa lição dividiu o conteúdo do livro da seguinte forma: Criação; a Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização.

Por que Gênesis nos é tão importante?

Porque este livro nos mostra que o universo e a humanidade não são obra do acaso; trata-se de criação divina.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Gênesis, o livro da Criação Divina
Como apresentado na tabela acima, o livro de Gênesis se divide em quatro partes principais: (1) a Criação; (2) a narrativa pré-patriarcal; (3) os patriarcas na Palestina; e 4) os patriarcas no Egito. Os 50 capítulos de Gênesis darão conta desse esboço, do desenvolvimento da história do povo de Deus.

Tecnicamente, pode-se dizer que o gênero literário predominante no livro de Gênesis é o da narrativa. As narrativas variam entre antes e depois da Era do Patriarcado na Palestina. Esse gênero literário nos permite perceber que as histórias ali narradas foram elaboradas de maneira a prender a atenção do leitor a ponto de levá-lo ao clímax da história: a saga do povo de Deus rumo à Terra Prometida.

A partir dessa percepção, podemos inferir o propósito do livro de Moisés: contar a maneira e motivo de o Deus de Israel escolher a família de Abraão e fazer uma eterna aliança com ela. Para os cristãos, essa aliança tem uma importância preponderante, pois foi a partir da aliança de Deus com Abraão que Jesus de Nazaré foi feito o Messias prometido: o Messias seria judeu, da família de Davi, descendente direto da casa de Abraão. De modo que também a Igreja de Cristo foi pensada sob a aliança estabelecida entre Deus e Abraão. Por isso, o apóstolo Paulo escreve convictamente: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3.28,29).

Portanto, há razão suficiente para dedicarmo-nos ao estudo do livro de Gênesis. Ele apresenta o início da história da salvação. Em Gênesis, somos convidados a compreender como começou a história do povo de Deus que culminou na revelação de Jesus Cristo, a fim de que hoje fôssemos alcançados pela graça de Deus em Cristo Jesus, o nosso Senhor.
Comentarista: Claudionor de Andrade

Lição 13: A manifestação da Graça da Salvação

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

TEXTO ÁUREO

“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11).

VERDADE PRÁTICA

A graça de Deus emanou do seu coração amoroso para salvar o homem perdido, por meio do sacrifício vicário de Cristo Jesus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Ef 2.8
O homem é salvo pela graça, por meio da fé

Terça — Jo 5.24
Aquele que ouve e crê tem a vida eterna e não entrará em condenação

Quarta — At 20.24
Dando testemunho do “evangelho da graça de Deus”

Quinta — Mc 1.15
É necessário que o pecador se arrependa e pela fé creia em Jesus Cristo

Sexta — 2Co 5.17
Todos os que estão em Jesus Cristo são novas criaturas

Sábado — Hb 12.14
Sem santificação ninguém verá o Senhor


LEITURA BÍBLICA

Tito 2.11-14; 3.4-6.

Tito 2

11 — Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,

12 — ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,

13 — aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,

14 — o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.

Tito 3

4 — Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,

5 — não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,

6 — que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador.

HINOS SUGERIDOS

35, 205 e 396 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Ensinar que a Graça de Deus é a mais extraordinária e maravilhosa manifestação do seu amor pela humanidade, por intermédio de Jesus Cristo, o seu Filho..

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Explicar as diversas manifestações da graça de Deus.
II. Esclarecer a relação do crente em relação às autoridades e ao próximo.
III. Propor uma experiência de boas obras e o trato com os “hereges”.

INTERAGINDO

Chegamos ao final de mais um trimestre. Este momento deve ser uma oportunidade para analisar os passos educativos dados até aqui. Avalie o seu método. Ele alcançou os objetivos das aulas? Permitiu a você alcançar o objetivo do trimestre? Seus alunos cresceram espiritual e culturalmente? São perguntas que só você pode fazer e buscar as respostas com muita humildade. A tarefa do professor da Escola Dominical sempre será uma tarefa inacabada, pois sabemos que poderíamos dar mais, ensinar melhor e prover conhecimentos que fazem sentido à vida dos nossos alunos. Aproveite esse tempo para refletir mais conscientemente a sua prática educativa.

INTRODUÇÃO

Nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito da graça divina. A graça de Deus é a mais extraordinária manifestação do seu amor para com a humanidade. Mas esta só pode usufruir os benefícios desse recurso divino, se reconhecer o seu estado miserável, em termos espirituais, e converter-se mediante a aceitação de Cristo como Salvador.
PONTO CENTRAL

A graça de Deus alcançou-nos por intermédio do sacrifício vicário de Jesus.

I. A MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS

1. A graça comum. Graça vem da palavra hebraica hessed, e do termo grego charis, cujo sentido mais comum é o de “favor imerecido que Deus concede ao homem, por seu amor, bondade e misericórdia”. A partir dessa conceituação, podemos ver a “graça comum”, pela qual Deus dá aos homens as estações do ano, o dia, a noite, a própria vida, ou seja, todas as coisas (At 17.25b).

2. A graça salvadora. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (2.11). Está à disposição de “todos os homens”, mas só é alcançada por aqueles que creem em Deus, e aceitam a Cristo Jesus como seu único e suficiente Salvador. Por intermédio dela, Deus salva, justifica e adota o pecador como filho (Jo 1.12).

3. Graça justificadora e regeneradora. A Graça de Deus é a fonte da justificação do homem (Rm 3.21-26). Uma vez nascida de novo, a pessoa passa a ser “nova criatura” (2Co 5.17), tomando parte na família de Deus: “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus” (Ef 2.19).

4. Graça santificadora. A graça de Deus só pode ser eficaz, na vida do convertido, se ele se dispuser a negar-se a si mesmo para ter uma vida de santidade. A falta de santificação anula os efeitos da regeneração e da justificação. Diz a Bíblia: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Nas Escrituras, a graça de Deus se manifesta como “graça comum”, “graça salvadora”, “graça justificadora e regeneradora” e “graça santificadora”.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Explique aos alunos o conceito de “graça comum”, dizendo que se trata de uma abordagem eminentemente da teologia reformada. É uma tentativa de se responder uma questão angustiante observada na existência dos santos, bem como observou o salmista Asafe (Salmo 73). Se o salário do pecado é a morte, por que as pessoas que pecam não morrem imediatamente e não vão definitivamente para o inferno, mas desfrutam de bênçãos incontáveis na terra? Ainda, como pode Deus dispensar bênçãos a pecadores que merecem apenas, e somente, a morte, mesmo as pessoas que serão condenadas para sempre ao inferno? Neste contexto é que a doutrina da “graça comum” traz uma resposta bíblica acerca da questão. É uma graça pela qual Deus dá aos seres humanos bênçãos ou dádivas inumeráveis que não fazem parte da salvação. Ou seja, não significa que quem as recebe já é salvo. A base bíblica para esse entendimento é a graça manifestada por Deus na esfera física da vida (Gn 3.18; Mt 5.44,45; At 14.16,17); na esfera intelectual (Jo 1.9; Rm 1.21; At 17.22,23); na esfera da criatividade (Gn 4.17,22); na esfera da sociedade (Gn 4.17,19,26; Rm 13.3,4); na esfera religiosa (1Tm 2.2; Mt 7.22; Lc 6.35,36). Ou seja, não é porque o mal reinante no ser humano é fruto do pecado original que ele fará somente obras más. Não, a Graça de Deus opera em todos os homens e faz com que eles façam coisas boas também.
II. A CONDUTA DO SALVO EM JESUS

1. Sujeição às autoridades (v.1). O cristão sincero deve obedecer aos governantes e autoridades constituídas, desde que estes não desrespeitem a Lei de Deus. Jesus mandou dar “a César o que é de César” e “a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21).

2. O relacionamento do cristão (v.2). Aqui, vemos quatro comportamentos éticos, exigidos dos cristãos. Vejamos:

a) Não infamar a ninguém. É pecado muito grave caluniar alguém, seja na igreja, seja fora dela. É passível de sanção judicial ou condenação na justiça humana. Muito mais, na Lei de Deus. Normalmente, a infâmia é ditada com intenção de prejudicar o outro. O cristão deve cultivar o fruto do Espírito da “benignidade”, que é a qualidade de quem só faz o bem (Gl 5.22).

b) Não ser contencioso. Contendas nas igrejas geralmente têm resultados muito prejudiciais. Infelizmente em algumas reuniões, até mesmo de ministros cristãos, vemos pessoas contendendo umas com as outros, por causa de interesses políticos ou pessoais. Isso não agrada a Deus (2Tm 2.24).

c) Ser modesto. A modéstia deve ser evidente na vida de homens e mulheres cristãos. Revela a simplicidade exortada por Jesus, em seu evangelho: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16).

d) Mostrar “mansidão para com todos os homens”. Deve ser característica marcante, do servo de Deus, ser “manso e humilde de coração”, como Jesus ensinou (Mt 11.29). Além de não ser interessante a contenda, no meio cristão, o crente precisa ser “manso para com todos, apto para ensinar, sofredor” (2Tm 2.24b).

3. A lavagem da renovação do Espírito Santo (v.3). Vivíamos entregues ao pecado e longe de Deus, mas Cristo nos salvou e nos purificou. Como novas criaturas não temos mais prazer no pecado. Observe, a seguir, algumas características, segundo Paulo que caracterizam o homem que vive segundo a carne:

a) Insensatez. Refere-se à velha vida, plena de loucura, imprudência, leviandade e incoerência, que leva muitos à perdição eterna. Na parábola das dez virgens, Jesus chama a atenção para as cinco “loucas” ou insensatas, que não se preveniram com o azeite para esperar o noivo (Mt 25.1-13). Jesus também falou sobre o homem “insensato”, que edifica sua casa sobre a areia (Mt 7.26). O desastre espiritual torna-se inevitável.

b) Desobediência. A desobediência foi o primeiro pecado cometido pelo homem (Rm 5.19). E desde então é a “mãe” de todos os pecados, cometidos, em todos os tempos (Rm 11.30), por aqueles que são “filhos da desobediência” (Ef 2.2; 5.6; Cl 3.6).

c) Extravio. Sem Deus, sem a salvação em Cristo, o homem é um perdido, como ovelha sem pastor (Mt 9.36). É uma situação difícil e por vezes desesperadora. Mas é feliz quem faz como o “filho pródigo”, que tomou a decisão sábia de retornar humilhado à casa do pai, onde foi recebido com amor e misericórdia (Lc 15.18-24).

d) Servindo a “várias concupiscências e deleites”. Outra tradução fala de “paixões e prazeres”, que dominam a vida do homem sem Deus. Os deleites da carne impedem que o homem se converta a Deus de verdade, sufocado pelos “espinhos” da vida (Lc 8.14). As concupiscências da vida, ou os desejos exacerbados da carne são impedimento para uma vida de santidade e fidelidade a Jesus (1Pe 4.3; Jd 16).

e) “Vivendo em malícia e inveja”. Malícia é sinônimo de maldade, perversidade, malignidade, o que não deve fazer parte da vida cristã (Ef 4.31; Cl 3.8); a inveja é outro sentimento indigno para um cristão sincero. A inveja é “a podridão dos ossos” (Pv 14.30).

f) Odiosos, odiando “uns aos outros”. A “lavagem da regeneração do Espírito Santo” nos faz “justificados pela sua graça” e herdeiros da vida eterna (3.4-7). João adverte-nos ao dizer que “qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1Jo 3.15). No Antigo Testamento, só era homicida quem matasse alguém com algum tipo de objeto perigoso. No evangelho da graça de Deus, é homicida quem, no coração, odeia o seu irmão.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

A conduta do salvo em Cristo deve mostrar sujeição às autoridades legalmente estabelecidas.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

A Natureza da Política

“A essência da política é a luta por poder e influência. Todos os grupos e instituições sociais precisam de métodos para tomar decisões para seus membros. A política nos ajuda a fazer isso. A palavra grega da qual política é derivada é polis, que significa ‘cidade’. Política no sentido clássico envolve a arte de fazer uma cidade funcionar bem. Também ajuda a administrar nossas organizações e governos. Quando nosso sistema político é saudável, mantemos a ordem, provemos a segurança e obtemos a capacidade de fazer coisas como comunidade que não poderíamos fazer bem individualmente. Votamos as leis, fazemos a polícia impô-las, arrecadamos impostos para estradas, sistemas de esgoto, escolas públicas e apoio nas pesquisas de câncer. Em nossas organizações particulares, um sistema político sadio nos ajuda a adotar orçamentos, avaliar pessoal, estabelecer e cumprir políticas e regras e escolher líderes. No melhor dos casos, a política melhora a vida de um grupo ou comunidade. A política toma uma variedade de formas, como eleições, debates, subornos, contribuições de campanha, revoltas ou telefonemas para legisladores. Como vê, alistei maneiras nobres e ignóbeis de influenciar as decisões de um sistema político. Algumas delas são formais, como as eleições, ao passo que outras são informais, como telefonar para vereadores, deputados e senadores e pressioná-los a votar do nosso modo” (PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.447).

III. AS BOAS OBRAS E O TRATO COM OS HEREGES

1. A prática das boas obras (v.8). Praticar boas obras faz parte do dia a dia do servo ou da serva de Deus. “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Quem está em Cristo tem prazer em praticar aquilo que é bom e agradável ao seu próximo e a Deus.

2. Como tratar com os hereges (v.10). Paulo ensina que devemos evitar os falsos mestres, não nos envolvendo em suas discussões tolas. Muitas vezes acabamos discutindo e dando uma atenção demasiada aos ensinos que são contrários a Palavra de Deus.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Dos versículos 8 a 10, o apóstolo expõe sobre a prática das boas obras e como se deve tratar os “falsos mestres”.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A segunda proib

ição que Paulo faz é contra os facciosos, aqueles que causam divisões por meio de discordâncias. ‘Depois de uma e outra admoestação, evita-o’, ou seja, tente ajudá-lo corrigindo o seu erro através de advertências ou aconselhamento. Tais inimigos só devem ter duas chances e então devem ser evitados.

A razão pela qual o ‘herege’ deve ser rejeitado é justamente esta; em sua divisão, ‘tal’ homem demonstra que ‘está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado’. Ao persistir em seu comportamento divisor, o ‘falso mestre’ tornou-se pervertido ou ‘continua em seu pecado’, deste modo ‘se autocondenando’. Isto é, por sua própria persistência no comportamento pecaminoso, condenou a si mesmo, colocando-se de fora, sendo consequentemente rejeitado por Tito e pela igreja” (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1515).

CONCLUSÃO

A graça de Deus é a fonte da salvação do homem. É favor jamais merecido por qualquer pessoa, e manifesta o seu amor e sua benignidade para com o pecador. Essa graça é manifestada “a todos os homens”, mas só é eficaz, na vida de quem aceita a Cristo como Salvador pessoal.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

O que é graça?

É o favor imerecido que Deus concede ao homem, por seu amor, bondade e misericórdia.

Como podemos alcançar a graça salvadora?

Crendo em Deus e aceitando Jesus como o nosso único e suficiente Salvador.

Qual é a fonte da justificação do homem?

A graça de Deus.

Quem é considerado homicida no evangelho da graça?

Qualquer que aborrece o seu irmão.

De acordo com a lição, como devemos tratar os hereges?

Devemos evitá-los, não nos envolvendo em discussões tolas.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A manifestação da Graça da Salvação

Um dia, estávamos mortos em nossos delitos e pecados; separados de Deus, em completa iniquidade, aguardando o justo julgamento de juízo de Deus para nós (Ef 2.2,3). Andávamos segundo o curso deste mundo, um mundo sem Deus, onde os seus valores e pensamentos opõem-se frontalmente aos valores e os pensamentos de Deus. Éramos filhos da desobediência, esta, por sua vez, operava em nós as obras da carne, segundo as astúcias do príncipe das potestades do ar.

Quem guiava a nossa mente e coração não era o Espírito de Deus, mas os desejos da nossa carne. Fazíamos o que bem entendêssemos. Buscávamos somente preencher as pulsões da carne, o vazio da alma e o desejo do coração com as coisas materiais e ilusórias. Éramos integralmente hedonistas! Para nós, a felicidade resumia-se na saciedade do prazer.

Éramos, por natureza, filhos da ira, igualmente como tantos outros o são hoje. “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2.4-7).

Hoje, a nossa situação mudou radicalmente. O Deus rico em misericórdia e de um infinito amor por nós, os pecadores deliberados, mortos em ofensas, graciosamente nos “vivificou”, fez-nos reviver para a vida: tudo isso foi pela graça. Não foi por mérito nosso, pois se fosse por mérito, pelo mérito merecíamos o inferno. Mas pela graça Ele mudou o quadro da nossa situação. Graça não tem o porquê?! Graça é aceitar livremente e espontaneamente a bondade, a misericórdia e a infinitude do amor de Deus, “porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.10).

Deus, o nosso Pai, por intermédio de Jesus Cristo, o seu Filho, é o autor da salvação. Por isso, a graça da Salvação é obra somente de Deus. É Graça de Deus! Ser humano nenhum, que se intitule representante de Deus, tem o direito de dizer quem vai e quem não vai para o inferno. Ele não tem esse poder. Só quem conhece o coração do homem é Deus e sua própria consciência. Sejamos livres na plena Graça de Deus! A nós, é o que basta!Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Lição 12: Exortações gerais


Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais

TEXTO ÁUREO

“Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade” (Tt 2.7).

VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus tem exortações de grande valor para todos os crentes, em todos os lugares.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Tg 1.19
Sejamos prontos para ouvir e tardios para falar

Terça — Tg 2.12
Integridade do obreiro no falar e no proceder

Quarta — 1Tm 2.9
As mulheres crentes devem se vestir com trajes honestos

Quinta — Pv 14.1
A mulher sábia edifica a sua casa e será louvada por sua família

Sexta — 1Jo 2.14
Os jovens são fortes, pois vivem segundo a Palavra de Deus

Sábado — Mt 22.21
Devemos dar a Deus tudo aquilo que lhe pertence

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tito 2.1-8.

1 — Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.

2 — Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor e na paciência.

3 — As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem,

4 — para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,

5 — a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.

6 — Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados.

7 — Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,

8 — linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.

HINOS SUGERIDOS

15, 96 e 270 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar que o ideal bíblico é que o pastor local seja um exemplo de vida.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Explicitar que o líder precisa falar de acordo com sã doutrina.
II. Explicar os quatro conselhos no tratamento de Tito com os idosos, as mulheres, os jovens e os servos.
III. Conscientizar a classe de que o líder deve ser bom exemplo em tudo.

INTERAGINDO

Para introduzir a lição desta semana, inicie a aula com as seguintes perguntas: “Como as pessoas devem ser tratadas em nossa igreja local?”; “Os nossos idosos são tratados como merecem?”; “As crianças recebem a atenção que lhe é devida?”; “Os jovens e os adolescentes recebem a devida atenção?”; “Pode-se falar com os idosos da mesma maneira que falamos com os colegas?”.

Aguarde as respostas e incentive a participação de todos. Em seguida, fale que são sobre estas questões que o apóstolo Paulo está exortando a Tito em relação a como tratar as diferentes pessoas na igreja. Tal ensino pode e deve ser contextualizado para a nossa realidade.

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos o segundo capítulo da epístola de Tito. Veremos os vários conselhos práticos de Paulo a respeito dos idosos, das mulheres, jovens e servos. Veremos também que o pastor deve ser um exemplo de viver íntegro na igreja.


PONTO CENTRAL

O apóstolo exortou a Tito como tratar as pessoas em suas diversas faixas etárias.

I. O MODO CORRETO DE FALAR DO LÍDER

1. “Fala o que convém à sã doutrina” (v.1). O líder deve ter a sua fala sempre fundamentada na Palavra de Deus, e para isso precisa conhecê-la e nela meditar diariamente. Precisa reconhecer e valorizar a Bíblia, sabendo que ela é especial para a formação de um caráter cristão. O estudo bíblico contribui para que o pastor e o obreiro tenham sempre uma boa mensagem. Jesus certa vez afirmou que falamos do que há em abundância em nosso coração (Mt 12.34). Então um coração cheio da Palavra de Deus vai sempre falar o que convém.

2. Saber falar e saber ouvir. Tiago, apóstolo de Jesus, deixou precioso ensino sobre o saber falar: “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19). Há pessoas, nas igrejas, que falam demais. E dizem o que não deveriam, causando problemas de relacionamentos. Ser “tardio para falar” e “pronto para ouvir” é sinal de sabedoria, de maturidade emocional e espiritual. Quem lidera tem que desenvolver a capacidade de escutar as pessoas, ainda que não concorde com elas.

3. Integridade no falar. O obreiro deve ter uma linguagem sempre sã e irrepreensível (Tt 2.8). Jesus ensinou: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37). Quando alguém, na igreja local, diz uma coisa e faz outra ou, quando mente, torce a mensagem, por motivos pessoais ou para agradar alguém, está sendo usado pelo maligno. É “de procedência maligna”. Isso não convém à sã doutrina. Integridade é fazer o que diz (Tg 2.12). O que falamos deve contribuir para edificação de vidas (Ef 4.29).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

O líder cristão deve falar o que convém a sã doutrina.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Neste tópico você deve destacar o fato de que os versículos 1 a 8 do capítulo 2 da Carta a Tito é uma lista semelhante a de deveres domésticos recomendados à Igreja em 1Tm 5.1-16 e 6.1,2. Mas diferente de 1 Timóteo, não há preocupação com as viúvas na igreja pastoreada por Tito, muito menos ele é instruído em como lidar com esses vários segmentos da igreja. O enfoque apostólico está nas responsabilidades de cada segmento que constituem a igreja em Creta: os idosos, os jovens, os servos, etc.

II. EXORTAÇÕES AOS IDOSOS, AOS JOVENS E SERVOS

1. Como os idosos devem portar-se. “Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência” (v.2). O crente deve permanecer fiel ao Senhor e dar um bom testemunho até os últimos dias de sua vida. Muitos acreditam que, pelo fato de já terem passado dos sessenta anos, podem fazer e falar o que bem entenderem na igreja. Os mais idosos devem ser exemplo para os mais jovens, por isso, Paulo diz que estes devem ser moderados, sérios, prudentes, firmes na fé, no amor e na esperança. Acerca dos velhos crentes, disse o salmista: “Os que estão plantados na Casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes, para anunciarem que o Senhor é reto; ele é a minha rocha, e nele não há injustiça” (Sl 92.13-15). Os mais jovens precisam aprender com os mais idosos, por isso, estes precisam ser exemplo em tudo.

2. As mulheres idosas devem ser exemplo para as mais novas. “As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem” (v.3). Mulher idosa tem vivência e experiência, seja como mãe e esposa, seja como serva de Deus, por isso podem ensinar as irmãs mais novas. Devem ser mulheres santas, “sérias no viver”, que não andem com atitudes e maus exemplos, na igreja, ou fora dela. Não devem ser caluniadoras (gr. diabolos), ou que se deem a costumes carnais de falar dos outros, de criticar, ou murmurar.

3. Os jovens cristãos (v.6). Paulo chama a atenção para o comportamento juvenil, exortando os jovens a serem “moderados”, ou seja, controlados. O jovem cristão precisa ser moderado no falar, no agir e em todas as áreas da sua vida, procurando em tudo exaltar e glorificar o nome do Senhor.

4. O comportamento dos servos cristãos (vv.9,10). Paulo escreveu em uma época onde havia a escravidão humana. Em Creta, assim como em todo o império romano, havia muitos escravos. Na igreja existia senhores e escravos que se converteram a Cristo, por isso, Paulo mostra como devia ser o relacionamento, a conduta dos servos e dos senhores. O apóstolo mostra que os servos deveriam agradar seus senhores “em tudo”, pois um senhor crente não daria ordens que fossem incompatíveis com a fé cristã e com a Palavra de Deus. Os escravos que tinham senhores crentes deveriam manter uma atitude de submissão.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O apóstolo Paulo exorta a Tito sobre como os idosos, os jovens e os servos devem proceder.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O apóstolo agora [a partir do versículo 2] fornece uma extensa seção de instruções a vários grupos de crentes com relação a seu caráter e conduta. O vocabulário empregado não é tão específico, e a seção é tão semelhante às antigas discussões extrabíblicas relativas ao comportamento virtuoso, que Paulo parece não estar tratando dos problemas das congregações de Creta, mas ‘de modo geral está incentivando os seus leitores às boas obras e a um estilo de vida cristão de modo que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador” (v.10). Os versos 2-10 são uma proteção espiritual — um medicamento ou um remédio que evita as enfermidades.

Paulo primeiramente ordena que ‘os velhos’ tenham quatro virtudes. A palavra grega para ‘velhos’ (presbytes) — e para ‘mulheres idosas’ (presbytis) em 2.3; cf. também presbytera (‘mulheres idosas’) em 1 Timóteo 5.2 — está relacionada à palavra grega empregada em Tito 1.5 para ‘presbíteros’ (presbyteros). Todas estas são derivadas da raiz léxica presby, ‘velho’. ‘Nos círculos judaicos e cristãos é frequentemente difícil distinguir entre a designação da idade e o título do ofício’ (Bromiley, 1985, 931). Todas as palavras acima também podem ser traduzidas como ‘presbítero [podendo ser aplicadas tanto a homens como a mulheres]’.

As instruções específicas de Paulo consistem em que os homens mais velhos sejam: (1) ‘temperantes’ ou ‘sóbrios’ (cf. 1Tm 3.2,11); (2) ‘graves’, ‘merecedores de respeito’ ou de bom caráter (cf. 1Tm 3.8); (3) ‘prudentes’ (cf. 1Tm 3.2; Tt 1.8; 2.5,6); (4) ‘sãos’ ou saudáveis nas três virtudes fundamentais: ‘na fé, na caridade e na paciência até o fim’. Ainda que nada disso seja explicitamente dito a respeito dos grupos mencionados a seguir, podemos assumir que isto seja esperado por parte de todos” (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1511).

III. O BOM EXEMPLO EM TUDO

1. Bom exemplo (vv.7,8). O líder precisa ser exemplo. Se Deus lhe confiou a autoridade e a responsabilidade de um rebanho, você precisa ter uma vida irrepreensível. Ser irrepreensível não significa ser perfeito, dessa forma nenhum ser humano poderia assumir tal posição. Ser irrepreensível significa ter um padrão de conduta elevado e maduro, segundo os princípios bíblicos. A conduta do líder não pode minar a confiança do rebanho.

2. Incorrupção da doutrina. Tito deveria ter muito cuidado com a doutrina, para que sua pregação e ensino fossem de modo correto, com fundamento na Palavra de Deus, na “doutrina dos apóstolos” (At 2.42). Jesus advertiu seus discípulos a se resguardarem da “doutrina dos fariseus” (Mt 16.6,12). Hoje, temos visto igrejas que “vendem” bênçãos por dinheiro; utilizam manipulação psicológica para arrecadar mais recursos das pessoas; fazem “curas” e milagres, em troca do vil metal.

3. Gravidade e sinceridade. São atitudes que equivalem à seriedade. Um obreiro deve ser sério, honesto, com postura que honre a Deus e ao seu ministério. Completando a lista de recomendações, Paulo diz que Tito deve ter “linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer”. É conduta exemplar, exigida de todos os que querem ser obreiros, dedicados à obra do Senhor.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

O líder cristão deve ser bom exemplo, preservar a integridade da doutrina e ser sincero em tudo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

A conclusão desta aula deve conduzir os alunos a compreenderem o chamado cristão para a família cristã cultivar bons exemplos de vida. No texto de Paulo a Tito, todos os homens, mulheres, idosos e jovens da igreja são desafiados a cultivarem virtudes como “autodomínio”, “perseverança” e “amor”. Por isso, a afirmação de Paulo “para que a palavra de Deus não seja blasfemada”. Só é possível isso acontecer quando a família cristã persevera no modelo dado por Deus, por intermédio do Evangelho, e vive em família como Jesus viveu: sua mensagem, seu anúncio, seus princípios e valores.

CONCLUSÃO

As exortações de Paulo a Tito são de grande valor para os obreiros, em todos os lugares e em todos os tempos. Ele especifica como tratar as pessoas, por suas diversas faixas etárias. Destaca o valor do exemplo cristão, como forma de evitarem-se os escândalos que tanto comprometem o bom nome do evangelho e da Igreja de Cristo. São ensinamentos perfeitamente atualizados, não obstante terem sido escritos há tanto tempo.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:
De acordo com a lição, como deve ser o falar do líder?

O líder deve ter a sua fala sempre fundamentada na Palavra de Deus.

Ser “tardio para falar” e “pronto para ouvir” é sinal de quê?

De sabedoria, de maturidade emocional e espiritual.

Como o cristão idoso deve portar-se?

Sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência.

Como a mulher cristã idosa deve portar-se?

Sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem.

As exortações de Paulo a Tito são importantes para os obreiros de hoje?

Resposta pessoal.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Exortações gerais

Nesta lição os temas a serem tratados são de natureza prática. O capítulo apreciado por nós é o 2 da epístola da de Paulo a Tito. Nele, o apóstolo emite uma série de conselhos práticos ao jovem pastor dentre os quais podem ser destacados os seguintes: o respeito às pessoas idosas; o cuidado que as mulheres jovens devem ter (isto é, por intermédio dos conselhos das mulheres idôneas); exortação aos jovens à moderação; ao próprio Tito para ser exemplo em toda boa obra; admoestação aos servos para honrarem os seus senhores.

Uma série de conselhos práticos foi repassada a Tito para que as igrejas de Creta fossem educadas e desenvolvessem assim uma ética cristã segundo os preceitos de Cristo Jesus, o nosso Senhor.

Antes de aconselhar qualquer pessoa, o líder cristão é quem deve dar o primeiro exemplo em tudo. Assim, alguns cuidados e zelos esse líder deve demonstrar para com a Igreja de Deus: “fala o que convém a sã doutrina”; saber falar e ouvir; integridade no falar.

O líder cristão deve ter o compromisso de expor as Escrituras Sagradas com fidelidade, pois a isto é o que se refere a expressão “fala o que convém a sã doutrina”. É não abrir mão de proclamar todos os desígnios de Deus contidos nas Escrituras. É expor a verdade de Deus com autoridade, dignidade e integridade. Entretanto, isso não significa que o líder cristão só deva falar. Muito pelo contrário, o ministro vocacionado por Deus deve ter a paciência de ouvir a demanda do rebanho do Senhor. Muitas ovelhas procuram os seus pastores para receberem aconselhamentos para as suas vidas. O pastor não pode se furtar de cumprir esse mandato do Senhor, pois eles velam pelas almas das ovelhas (Hb 13.17).

Além de falar o que convém a “sã doutrina” saber falar e ouvir o rebanho, o líder cristão deve ter uma integridade em seu falar. Muitos problemas seriam evitados se muitos líderes tivessem maior sabedoria para falar com os jovens, com os mais velhos, com as mulheres e tantas outras pessoas que gostam de respeito e diálogo. Um líder cristão não pode furtar-se do diálogo, da boa conversa. Mas tudo com integridade e dignidade de alma e de mente.

As últimas exortações do apóstolo ao jovem pastor de Creta visam relembrá-lo da importância do trabalho de um verdadeiro pastor. Um verdadeiro pastor não vive para si mesmo, mas para o outro. Por isso que o chamado pastoral é para poucos, ainda que, infelizmente, muitos se aventurem nessa vocação não aberta ao grande público.
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Notícia - Mosaico de 1.500 anos com imagens do Egito é recuperado em Israel

A peça era usada no solo de uma igreja bizantina e chama atenção pela riqueza dos materiais que foram usados na obra
Israel recupera mosaico milenar com imagens do Egito

Nesta terça-feira (29) a Autoridade de Antiguidades de Israel revelou imagens de um mosaico de 1.500 anos com imagens do Egito que foi descoberto há alguns meses.

O objeto mostra imagens de ruas e edifícios do Egito e tudo indica que se trata de uma imagem da antiga colônia de Chortaso, localidade onde – segundo a tradição cristã – o profeta Habacuque foi enterrado.

O mosaico servia de solo em uma igreja bizantina onde hoje é a cidade de Kiryat Gat, no sul de Israel, a cerca de 70 quilômetros da atual fronteira entre os dois países.

“A aparição de edifícios em mosaicos que serviam de solo é um fenômeno raro em Israel. Os edifícios estão ordenados ao longo de uma rua com colunas, no que seria uma espécie de mapa antigo”, afirmam os pesquisadores Sa’ar Ganor e Rina Avner, que coordenaram o projeto.

O material usado para criar o mosaico chamou a atenção dos pesquisadores, pois foram usadas uma ampla gama de cores e uma qualidade de materiais sem precedentes. “Os artistas utilizaram tesselas de 17 cores para preparar o mosaico. O investimento nos materiais e sua qualidade são das melhores descobertas em Israel”, disseram.

O mosaico mostra edifícios de dois e três andares tridimensionais com uma meticulosa exposição de balcões, galerias e telhados, também é possível visualizar frutas e animais, entre estes galos, cervos e aves e de fundo uma paisagem do rio Nilo.

O objeto foi descoberto em um parque industrial em construção, a divulgação do mosaico foi feita após algumas semanas de trabalho de restauração e agora ele será exposto. Fonte:Terra